26 de junho de 2009

Embaixador de Moçambique em Portugal comemora o dia da Independência

Embaixador de Moçambique comemora o dia da Independência A música ouvia-se na rua que alberga a Embaixada de Moçambique em Portugal. Situada no Restelo com o Tejo por companhia. Os convidados foram recebidos com passadeira vermelha temperada com o já conhecido simpático sorriso moçambicano. Na piscina rodava uma bola gigante com uma bailarina lá dentro. Muito bonito. O som da marrabenta embalava o ambiente aquecendo o convívio, enquanto alguns convidados se iam deliciando com os petiscos enquanto reavivavam memórias ou simplesmente falavam dos temas da actualidade. Miguel Costa Mkaima, Embaixador e Plenipotenciário da República de Moçambique em Portugal é um homem afável, simples e acolhedor. Fez questão de ser fotografado ao lado de Eduardo Mondlane, por se completar 40 anos após a sua morte e, por 2009 ser o ano dedicado a este “soldado”. Eduardo Mondlane foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que batalhou para que este dia chegasse. Eduardo foi assassinado por uma encomenda-bomba. Essa data é, por isso, assinalada como o Dia dos Heróis Moçambicanos. Mas o Embaixador fez ainda questão de tirar uma foto ao lado da sua mulher Glória. Relembra o dia em que esteve no estádio da Machava e que viu a nova bandeira a subir até ao céu. “Jamais esquecerei a imensa alegria que senti.” E conta que é do tempo da luta. Foi membro da Frelimo e agradece a Deus ter sobrevivido aos ataques dos aviões portugueses. Quando lhe pedimos que nos conte uma história que o tenha marcado, diz que são muitas. Mas puxando pela memória ressalta a ocasião em que estava no Festival Mundial da Juventude em Berlim e que jovens portugueses que iam para a guerra se abraçavam aos jovens moçambicanos que viviam sob o poder colonial. Cada um tinha de cumprir um destino…
Interessante que passados 34 anos nesta casa se reencontraram ex soldados portugueses com ex elementos da Frelimo. Hoje são amigos. Hoje deixou de haver dois lados da barricada. Hoje comia-se arroz com carne, bolinhos de canela, pãezinhos de leite e fiambre e saboreavam-se outras iguarias. Hoje era um dia feliz para todos. Hoje era dia de festa. Teresa Cotrim e Pedro R. Curto SAPO MZ, 26 de Junho de 2009