26 de junho de 2009

Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica"

Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica" "Desde 25 de Junho de 1962 que a História da Frelimo passou a ser a História de Moçambique, a história do povo moçambicano. Com o desencadear da luta armada, o objectivo da Frelimo era construir uma pátria livre e independente, construir um Moçambique livre de toda a forma de descriminação." Foi assim que Marcelino dos Santos começou o seu discurso do dia da independência nacional. Passados mais de 10 anos, o objectivo que a Frelimo traçou para o povo moçambicano fora alcançado. No dia 25 de Junho de 1975 deu-se a independência nacional. "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica. Neste momento o nosso desafio é liquidar a pobreza", enfatizou Marcelino dos Santos. O orador afirmou que sempre acreditou que a independência um dia chegaria a Moçambique. Essa visão esteve sempre presente nas suas poesias: "A vontade de ver o meu país livre, serviu de inspiração e instrumento para organizar ideias para as minhas poesias", acrescentou. O homem que viu o seu país a passar do socialismo para o capitalismo, como forma de assegurar a independência conquistada, sempre defendeu o sistema Marxista - Leninista como forma ideal de aproximar o Estado do povo, acredita que Moçambique está a caminhar novamente para o socialismo. Para o político, "o capitalismo fomenta a desigualdade entre o Estado e o povo. A ideia primeira do nosso Estado é o desenvolvimento do capitalismo e do empresariado, esquecendo-se, por exemplo, da classe operária e da classe camponesa." “O processo de libertação nacional construiu um homem novo. Por isso, devemos continuar a acreditar em nós próprios, acreditar no nosso valor, na grandeza daquilo que foi o processo de libertação nacional e ofereçamos ao mundo tudo aquilo que foram as ideais que construímos para o benefício do nosso povo, mas também, para o benefício de toda África”, concluiu o político e poeta. Sílvia Panguane SAPO MZ, 26 de Junho de 2009