2 de dezembro de 2009

PR malawiano cancela viagem por falta de dinheiro



PR malawiano cancela viagem por falta de dinheiro

O Presidente malawiano, Bingu Wa Mutharika, cancelou a sua viagem para Trindade e Tobago, onde deveria participar de hoje até domingo na cimeira de chefes de Estado e de Governo da Commonwealth.
Segundo uma nota do gabinete da presidência malawiana, colocada domingo no portal oficial do Governo, Mutharika, que deveria ter viajado na segunda-feira, decidiu cancelar a sua viagem à última hora, respeitando uma nova directiva do seu executivo que determina a redução do número de deslocações dos titulares ao estrangeiro.
“Sua Excelência o Presidente tomou a decisão de assumir a liderança e dar o exemplo da nova política do Governo de reduzir as viagens ao estrangeiro”, refere o comunicado do gabinete presidencial, citado ontem pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A nova política de deslocações ao estrangeiro foi anunciada a 18 deste mês pelo secretário-chefe do Governo, Bright Msaka.
Segundo ele, o Presidente wa Mutharika instruiu todos os membros e funcionários do Governo para reduzirem o número de viagens ao estrangeiro para um máximo de seis por cada ano fiscal e cada deslocação não deverá exceder 14 dias.
“As pessoas e organizações afectadas por esta nova directiva são os ministros e seus “vices”, todos os funcionários públicos, trabalhadores de companhias estatais, agências do Governo e todas as instituições ou organizações, cujo salário ou despesas provêm na totalidade ou parcialmente do Fundo Consolidado”, refere o comunicado.
Segundo a AIM, os ministros malawianos são reportados como estando constantemente a viajar em missões ao estrangeiro, quando na maioria dos casos estas viagens poderiam ser efectuadas pelos seus subordinados.
O próprio Presidente também é acusado de estar a viajar constantemente ao estrangeiro.
O Malawi, o maior produtor de tabaco em África, e um dos países mais pobres de África, enfrenta problemas sérios de falta de combustíveis e de divisas.
Vários analistas advertem que esta situação poderá afectar o crescimento económico do país se não forem adoptadas medidas imediatas para inverter a situação.

Maputo, Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2009:: Notícias