2 de fevereiro de 2010

União Africana: África vai ter moeda comum a partir de 2018



União Africana

África vai ter moeda comum a partir de 2018

O continente africano vai ter uma moeda comum a circular a partir de 2018, decidiu hoje em Adis Abeba a União Africana, no âmbito da sua 14ª assembleia-geral ordinária.

Durante os trabalhos, que se iniciaram domingo, foram adoptadas decisões de curto e longo alcance relacionadas com a estabilidade política, a segurança alimentar e o desenvolvimento financeiro e de infraestruturas do continente.

Os chefes de Estado e de Governo decidiram, designadamente, introduzir em 2018 uma moeda comum, combater de forma enérgica as mudanças inconstitucionais de regimes e unir todo o continente por via de uma série de vias rodoviárias, tendo sido aprovado um orçamento de 250 milhões de dólares (179 milhões de euros) para este ano.

Daquela verba, cerca de 111 milhões de dólares provirão dos países membros da organização e o restante de fontes externas do continente.

"Os nossos esforços para a execução de programas são sistematicamente prejudicados pela falta de recursos", disse o chefe de Estado do Malawi e novo presidente em exercício da UA, Bingu wa Mutharika, que justificou assim o aumento do orçamento anual, que no exercício anterior foi de 160 milhões de dólares.

No domínio da paz e segurança, Mutharika expressou a sua satisfação com os "avanços políticos" registados na Guiné-Bissau, Mauritânia e República da Guiné, "onde foram dados passos concretos para restaurar a democracia e as esperanças dos cidadãos".

A segurança alimentar e a criação de uma rede continental de vias de comunicação serão os "assuntos prioritários da UA durante os próximos cinco anos", frisou.

Na resolução final saída da assembleia-geral, os líderes africanos aprovaram a criação do Banco Central de África, em 2018, a que se seguirá a introdução de uma divisa única para todo o continente.

O comissário da UA para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, disse a este propósito que depois da criação do Banco Central de África, os Estados membros dissolverão os seus próprios bancos centrais e deixarão de usar as suas divisas individuais.

Lusa, 2 de Fevereiro de 2010