5 de março de 2010

Africanos vivem democracia há séculos


Africanos vivem democracia há séculos - apontam autores do livro “Filosofia Africana ou Filosofia em África”

O sistema democrático é algo que não é novo na forma de vida das sociedades africanas e basta olhar para a forma como os lideres tribais, das comunidades são escolhidos, acto que por si só carrega um forte sinónimo de democracia e que na actualidade ainda tem o seu valor.

Este facto foi revelado semana passada no lançamento de mais uma obra literária com o titulo “Filosofia Africana ou Filosofia em África”, de autoria dos académicos Florêncio dos Anjos António e do Padre João Baptista.

A obra lançada segunda-feira, na Universidade Católica de Moçambique – Delegação de Nampula e cuja publicação contou com a chancelaria da DINAME, distribuidora nacional de material escolar, pretende segundo os seus autores promover debate em torno da origem da democracia e das diferenças entre os sistemas democráticos adoptados pelas nações africanas, europeias e americanas, estas últimas tidas como pioneiras.

Inácio Tarcísio, docente universitário na Universidade Pedagógica na cadeira de filosofia enalteceu quando fazia a apresentação da obra literária, que o maior debate que se pode fazer hoje em torno da filosofia em África é analisar com profundeza o que realmente é o africano, tido como um ser humano irracional.

“O homem africano tem o seu pensamento político contrariando aqueles que não acreditam nessa realidade. Igualmente tem a sua identidade e personalidade o que se reflecte na sua forma de organização social e política para fazer face aos desafios do futuro”, frisou Inácio Tarcísio.

Florêncio dos Anjos António, co-autor da obra referiu na sua dissertação que a formação da personalidade humana é um dos objectivos da filosofia para que se possa perceber a existência do Homem uma abordagem que nunca tem fim.

No entanto exaltou a iniciativa das autoridades governamentais em relação ao selo “Made In Mozambique” que na sua analise é uma manifestação de interesse de voltar a identidade africana e descobrir o que a actual geração merece em termos de bem servir e para preparar outras gerações no sentido de servir sempre melhor.

A obra Filosofia africana não algo para algumas elites ou de pequenos grupos de pessoas, é sim para o consumo das pessoas no geral. Não é uma matéria para algumas raças e quem assim pensa é ignorante ou orgulhoso barato, alertou por seu turno o Padre João Baptista, co-autor da obra literária.

Carlos Tembe
Maputo, Quarta-Feira, 3 de Março de 2010:: Notícias