5 de março de 2010

Moçambique: Novo turismo vai divulgar valores histórico-culturais


Novo turismo vai divulgar valores histórico-culturais

As questões histórico-culturais das comunidades rurais moçambicanas, as suas vivências, usos e costumes poderão ser melhor conhecidos futuramente, caso o Governo e seus parceiros concordem na exploração do turismo científico, académico, voluntário e educacional, também designado por SAVE Tourism.

O SAVE Tourism é um segmento mais virado para o lado científico, em que grupos de turistas instalam-se nas comunidades com a finalidade de não só usufruir dos recursos lá existentes, como também, e grandemente, para estudar o modo de vivência do meio no qual estão, as suas questões histórico-culturais.

Com vista à avaliação das possibilidades de o país passar a oferecer este segmento de turismo, realizou-se entre segunda-feira e ontem na cidade de Maputo um seminário em que participaram académicos nacionais e estrangeiros, para além de instituições e personalidades com interesse na área.

Organizado pelo Instituto Nacional do Turismo (INATUR), em parceria com a Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o seminário contou com a participação e apresentações diversas de técnicos da SAVE Travel Alliance, uma organização internacional que congrega várias outras instituições conceituadas e de renome cometidas com o desenvolvimento da exploração turística sustentável, incentivando a conservação do património histórico-cultural e dos recursos naturais.

O ministro do Turismo, Fernando Sumbana Jr., explicou que este segmento é muito importante, acrescentando que o seminário visava analisar como é que Moçambique, pode implementar.

Na mesma ocasião, o ministro Sumbana revelou que um centro de pesquisa foi recentemente instalado no Parque Nacional de Banhine, esperando-se que paulatinamente infra-estruturas do género sejam montadas em outras áreas turísticas.

Segundo o governante, o SAVE Tourism vai explorar o património cultural e histórico, fornecendo dados científicos sobre as áreas em que for praticado.

Bernardo Dramos, director-geral do INATUR, destacou os ganhos que poderão ser alcançados com o SAVE Tourism, realçando que “usaremos o turismo para a educação”.

Para aquele director, actualmente existe muito potencial científico na vertente turística que ainda não é desconhecido, sendo por isso um ganho a sua adopção na medida em que mais turistas irão para as comunidades pesquisar as raízes da nossa cultura.

Maputo, Quarta-Feira, 3 de Março de 2010:: Notícias