21 de agosto de 2012

Os extremos sempre se tocaram (Valdemar Parreira)


Há notícias que, apesar de tudo, me fazem alguma confusão. Antes, em tempos em que o heroísmo e carácter, dignificavam quem o tinha, sempre se disse que deserção e troca de valores, eram um acto condenável fosse em que parte do globo ele fosse praticado.

Hoje é o contrário, e então assistimos às notícias da deserção do primeiro-ministro sírio e a uma meia-cambalhota de Otelo, como se de actos dignos se tratassem. Um diz que foge dos criminosos do regime, como se ele nunca tivesse sido o chefe desse governo, o outro diz que Portugal precisa de um novo Salazar poupadinho.

Os nossos “jornalistas” à falta de defenderem valores maiores, já vão endeusando estas personagens, enquanto Clara Ferreira Alves diria, que só lhe merecem comentários pessoas maiores e cultas, e que um dia não me admirarei de ver, na reforma, Louçã a defender as virtudes de uma qualquer marca que bem poderá ser Salazar.

Afinal, os extremos sempre se tocaram e nunca, mas nunca, se electrocutaram!
Valdemar Pereira

OCrime, 9 de Agosto de 2012