27 de julho de 2013

Disponíveis fundos para novo centro de saúde da Ilha de Moçambique


O Ministério mocambicano da Saúde (MISAU) já dispõe de um fundo destinado a financiar as obras de construção de um novo centro de saúde na parte insular da Ilha de Moçambique, que além de aumentar a capacidade de resposta dos serviços sanitários vai minorar o sofrimento que os residentes do território ainda enfrentam.

Sem quantificar o montante do pacote financeiro, a vice-Ministra da Saúde, Nazira Abdula, que revelou esta informação no final da visita, hoje, do Primeiro Ministro, Alberto Vaquina, ao centro de saúde da Ilha de Moçambique, segundo dia de trabalho na província de Nampula, Norte do país, disse que o montante contempla um hospital na parte continental do distrito.

Abdula disse que o fundo para o efeito já foi identificado estando a decorrer consultas visando delinear todos os aspectos que antecedem o arranque das obras que, na expectativa do MISAU, deverão estar concluídas num prazo máximo de dois anos.

“O plano do Ministério da Saúde é lançar a primeira pedra ainda este ano e, nos próximos dois anos, ter as duas unidades prontas, para melhor responder as necessidades dos residentes que procuram pelos cuidados médicos”, disse a fonte.

A parte insular da Ilha de Moçambique, com um universo de 14 mil habitantes, depende de um centro de saúde que oferece serviços de consultas externas, laboratório, internamento, estomatologia, raio x e serviços materno infantil (SMI).

No entanto, o centro funciona num edifício completamente decrépito aliás, basta afirmar que foi construído no ano de 1877 do século XIX (na imagem), e apesar do seu valor histórico por constituir a mais antiga unidade sanitária do país, quando Moçambique era ainda província da colónia portuguesa, o ideal é, na óptica de Abdula, construir um novo edifício.


A Ilha de Moçambique foi, durante 80 anos (1818/98 do século XIX), a capital de Moçambique e no último ano das oito décadas a mesma foi transferida para Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, onde ela permanece até então.

Além dos actuais serviços, o novo centro de saúde, na parte insular, deverá dispor também de uma maior capacidade de internamento de doentes e o hospital, na parte continental, dum bloco operatório, para uma melhor resposta a elevada demanda de cuidados médicos.

Os residentes da ilha há bastante tempo pedem a expansão da rede sanitária, para garantir que os moradores divididos em oito bairros possam reduzir as distâncias que percorrem à única unidade ali existente, assim como a prestação de cuidados até aqui não existentes, situação que os obriga a se deslocarem a parte continental.

O outro constrangimento que os residentes da ilha gostariam de ver ultrapassado tem a ver com a fraca disponibilidade de medicamentos na farmácia do centro de saúde, situação que é um verdadeiro sufoco para as famílias maioritariamente de baixa renda e, por conseguinte, com dificuldades de custear a compra a preço alto noutros locais.

(RM/AIM), 27 de Julho de 2013