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15 de dezembro de 2011

Portugueses e Portuguesas (D. Rosário XXII duque de Bragança)


Portugueses e Portuguesas

Vimos mais uma vez assinalar esta importante data da restauração da independência de Portugal, num momento em que vergonhosamente o governo quer eliminar este feriado como que a querer perder o orgulho da independência pátria. Dirijo-vos as minhas palavras e os meus alertas no sentido de vos despertar e mobilizar contra os que tomaram o poder de assalto e estão a permitir e a compactuar o roubo que está a levar os portugueses à miséria.

A primeira analise que temos de fazer é entender as causas reais porque estes políticos colocaram o país de rastos e para isso temos de entender as necessidades básicas de um povo de um indivíduo para perceber a raiz dos problemas.

Todos nós precisamos diariamente de um tecto para nos abrigar, água potável, 3 refeições diárias e roupas. Logo de seguida vem as necessidades secundárias como a energia (electricidade, combustível para deslocações, etc.) os produtos de higiene, a educação, a saúde etc.

Como qualquer dona de casa sabe um orçamento familiar é prioritariamente dividido em renda de casa, alimentação, energia e são precisamente estes 3 itens os causadores da desgraça que se abate sobre as famílias porque os políticos querendo vampirizar o povo criaram legislação de forma a que os cidadãos e o país perdesse a sua autonomia e controlo destas áreas para as entregar a grandes multinacionais e privados gananciosos e sem escrúpulos.

No passado Portugal era um país com uma grande base rural e auto suficiência alimentar, o povo nas suas aldeias viveu ao longo de milhares de anos praticando a sua agricultura e pastorícia, cada jovem em idade de casar podia construir a sua habitação a partir dos materiais que encontrava no meio ambiente circundante e faziam-no com a ajuda de familiares e vizinhos num espírito de comunidade. Ninguém ia pedir dinheiro a bancos para comprar casa, quando muito recorriam a um familiar ou vizinho se precisassem de ajuda e saldavam a divida normalmente sem juros ou com juros baixos.

Só um novo 1640 salvará Portugal!


SÓ UM NOVO 1640 SALVARÁ PORTUGAL!

Em 1 de Dezembro ocorre mais um aniversário do dia em que os nossos antepassados levantaram-se em 1640 para sacudir a humilhação do domínio espanhol que se vinha exercendo há longos 60 anos, pouco depois que a Coroa de Portugal ficou à mercê do monarca de Espanha, por virtude da morte que El-Rei D. Sebastião encontrou nos campos de Alcácer Quibir quando, à testa do exército invadiu o reino de Marrocos e se propunha desbaratar as forças árabes que se lhe opunham.

Os males causados pela dominação estrangeira haviam-se multiplicado e agravado extraordinariamente, acelerando uma decadência que abalava os fundamentos da Nação e ameaçava comprometer o futuro de Portugal.

Por isso, a situação ruinosa que o País tinha atingido inquietava os patriotas. Cientes de que cabe aos cidadãos o dever de velar pelo bem-estar da Nação e pelo futuro da Pátria, os patriotas entregaram-se à tarefa de despertar as consciências adormecidas, reanimar os tímidos e mobilizar as vontades para que no momento escolhido para a insurreição, esta pudesse contar com a imediata participação de todos os bons portugueses.

E não foi em vão tal esforço nem perdidos os sacrifícios então feitos. A despeito da perfídia dos delatores, da vigilância dos esbirros e da suspeita dos colaboracionistas, os principais e mais resolutos dos conjurados dirigiram-se ao Paço Real na manhã do 1º de Dezembro de 1640, enquanto a população de Lisboa, já alertada, acorria a apoiar a acção libertadora.

Depois de presos ou mortos alguns dos agentes e servidores de Filipe IV de Espanha, o principal lacaio do inimigo, o traidor Miguel de Vasconcelos foi espadeirado no canto dum armário onde se escondera e, logo depois, lançado da janela para a praça, enquanto os lisboetas ali reunidos e sublevados foram informados do fim da tirania e também convidados a aclamar D. João de Bragança como Rei de Portugal.

E seguiram-se 30 anos de esgotantes guerras, durante as quais os nossos Avós não conheceram lazeres nem puderam apartar-se das armas, porque volta e meia tiveram de acorrer às fronteiras ou às cidades sitiadas, para combater e expulsar do solo nacional os exércitos dos invasores espanhóis; ao mesmo tempo, no Ultramar, as reduzidas e abandonadas guarnições tiveram de sustentar uma guerra de igual duração para bater e escorraçar as forças holandesas que se haviam apoderado de extensas regiões em Angola e no Brasil, além de várias possessões no Oriente.

Não faltarão verdadeiros portugueses para, no 1º de Dezembro, cobrir de flores o pedestal do monumento erigido na Praça dos Restauradores, em Lisboa, em comemoração das brilhantes vitórias alcançadas pelos exércitos nacionais durante as campanhas da Restauração e, também em memória dos conjurados da revolução libertadora e de todos quantos então sofreram e lutaram para nos legar uma Pátria digna, honrada e livre.

Para retirar o País da situação em que se encontra hoje é urgente acudir-lhe de novo, tal como em 1640, isto é, imitar o exemplo dos bravos conjurados, despejando pela janela todos quantos humilham o nosso Portugal.

01DEZ2011
http://www.alternativaportugal.org/1_dezembro.html

16 de novembro de 2011

Moçambique: A Locomotiva


A Locomotiva

Locomotiva do tipo fourwheeler, foi a maquina dos caminhos de ferro de Gaza.
Esteve ao serviço em Xai-Xai na linha do Freire de Andrade.
Foi inaugurada em 23 de Agosto de 1910 mantendo-se em circulação até 1928.

Sapo MZ

Maputo comemora 124 anos de elevação a cidade


Maputo, 124 anos

Maputo comemora 124 anos com as atenções viradas para as zonas suburbanas.
Na foto, a cerimónia de deposição de flores na Praça dos Heróis, dia 10 de Novembro de 2011.

Sapo MZ

13 de novembro de 2011

O dia que Moçambique perdeu um dos maiores trovadores (03/11/1987)


3 de Novembro de 1987: O dia que Moçambique perdeu um dos maiores trovadores

Três de Novembro de 1987, morre aos 70 anos, algures em Maputo, Fany Pfumu. Passam hoje, dia 3 de Novembro, 24 anos. O Clube dos Entas recorda a vida e a obra de um dos maiores músicos da nossa terra.

Pelos anos 50 do século passado, um jovem ronga de pequena estatura é visto a trabalhar numa mina de ouro perto da cidade de Joanesburgo. Village Mine Reef Limited assim se chamava a mina e o miúdo ali confinado não escapou à alcunha condizente com a sua extrema juventude, quase adolescente: Fanyana. Exactamente isso: Miúdo! Na verdade, o rapaz saíra de Lourenço Marques com o nome de registo de António Marriva Pfumu, Mubangu entre os seus. Entretanto, Fanyana não se fica apenas pelo sobe-e-desce da mina. Cedo começa a revelar outras habilidades. Tinha uma grande paixão pelo boxe, mas a estatura e a massa muscular não o ajudavam muito, embora todos lhe reconhecessem mobilidade e rapidez de execução fantásticas. Cantava e dançava como poucos. O reportório comportava, fundamentalmente, temas do cancioneiro popular aprendidos nos subúrbios laurentinos, mais particularmente da Mafalala e da Munhuana. Mas também de Wuloluane, hoje Beleluane, na zona da MOZAL, donde é originário. E depois começou a cantar o kwela e o Jive sul-africanos, muito em voga por aqueles anos. Toca bem a guitarra acústica mas, ao tornar-se amigo de Alexandre Jafete, um matswa de Homoíne, Inhambane, o Antoninho aprende rapidamente a tocar o Bandolim. Gravam disco atrás de disco, sendo dessa época a famosa canção Moda Xicavalo, na qual se destaca a voz de Francisco Mahecuane, que aliás nos dá a saber, ao longo do seu recital, a fonte primária do cognome de Fany: Fanyane pfumu.

6 de outubro de 2011

Samora Machel: estrondosa ovação ao vate!


Samora Machel: estrondosa ovação ao vate!

“O coração de Samora continua a bater ao ritmo do tambor africano”. - Samito Machel Júnior

Moçambique parou para prestar tributo ao filho de Chilembene e um dos mais nobres rebentos do nosso país e de África: Samora Machel. Foi uma homenagem prestada a um homem ímpar, que soube viver para além da situação imposta no seu tempo pelo sistema colonial implantado no país. Ela aconteceu justamente no dia em que completaria 78 anos de idade, 29 de Setembro, e também no ano a ele dedicado, pela passagem dos 25 anos depois do seu assassinato, pelo regime do Apartheid, nas colinas de Mbuzini, na África do Sul.

O percurso histórico de Samora Machel merece toda a pompa. Até porque, tal como fizeram questão de referir várias individualidades, nenhuma homenagem a Samora é suficiente se tivermos em linha de conta que dele foi a responsabilidade de edificar o Estado moçambicano. Contudo, é importante continuar a realizar acções de reconhecimento ao seu trabalho, à sua grandeza e a sua entrega pelas causas mais nobres da Nação moçambicana, sobretudo a luta por si abraçada pela Independência Nacional.

E a terra onde ele nasceu foi pisada por gente de todas as latitudes, não tendo passada despercebida a presença de figuras que com ele privaram, como é o caso do Presidente do Congo Brazaville, Denis Sassou-Nguesso, que para vincar a sua amizade com Samora trouxe e exibiu várias imagens fotográficas que juntos tiraram naquela época. Igualmente marcou presença no local o Chefe do Estado do Botwsana, Seretse Khama Ian Khama.

Um verdadeiro embondeiro da Nação Moçambicana, Samora Machel foi um exímio militar, estratega militar, político e diplomata, daí que se diga que homens da sua estatura nunca morrem, mas sim separam-se do mundo dos vivos, tal como referiu o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta Armada de Libertação de Moçambique, para quem o saudoso estadista continua a inspirar gerações e gerações de jovens.

30 de setembro de 2011

Samora recusou ser presidente segundo Joaquim Chissano


Samora recusou ser presidente

Segundo Joaquim Chissano.

O antigo chefe do Estado moçambicano, Joaquim chissano, diz que Samora Machel recusou-se a ser presidente quando indicado para o cargo depois da assinatura dos acordos de Luzaka, que davam direito de Moçambique criar o seu próprio Governo pela conquista da independência.

Segundo Chissano, o primeiro presidente de Moçambique independente nunca pensou em ser presidente da República, depois da independência.

“Samora queria apenas continuar como homem de combate. Quando indicado a presidente, não aceitou”, revelou Chissano, que falava ontem numa palestra a propósito das comemorações do Ano Samora Machel, pela passagem dos 25 anos da morte deste líder. Contudo, o primeiro presidente de Moçambique independente foi convencido pelos “camaradas” a tomar o cargo, uma vez que só pensava em servir o povo.

O ex-presidente da República defendeu ainda que Samora era um homem que contagiava a todos pela rapidez do seu pensamento e de tomada de decisões.

“Ele pensava rápido em tudo o que fazia. Essa rapidez no pensamento, nos actos, foi transmitida a todos durante as conversas e em todos os momentos em que estivemos juntos”, disse.

André Manhice
SAPO MZ, 28 Setembro 2011

29 de setembro de 2011

Novas notas começam a circular a partir de 1 de Outubro de 2011


Novas notas começam a circular a partir de 01 de Outubro

Maputo, 29 set (Lusa) - Uma nova série de notas de 20, 50 e 100 meticais, a moeda nacional moçambicana, entram em circulação a 01 de outubro, e são produzidas com polímero, material sintético que garante a sua durabilidade, anunciou o Banco de Moçambique.

As notas 20, 50 e 100 meticais são as mais suscetíveis de se degradarem, na medida em que são as mais usadas nas transações e concessão de trocos.

O governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, referiu que a introdução de moedas produzidas com polímero reduzirá significativamente os custos de reposição das notas degradadas.

Ernesto Gove apontou ainda que a rotação "média das notas é de três anos e com estas notas acredita-se que as mesmas possam, pelo menos, resistir por cinco anos ou até mesmo duplicar o seu tempo de vida em circulação".

O Banco de Moçambique referiu que a circulação das novas notas será simultânea e a substituição decorrerá de uma forma gradual, contudo não implicará a retirada das notas atuais.

Tal como as que estão em circulação, as novas notas ostentam a efígie de Samora Machel, o primeiro Presidente de Moçambique.

HYC.
Lusa/Fim 29 de Setembro de 2011

26 de agosto de 2011

Moçambique 1974 - O Fim do Império e o Nascimento da Nação


Moçambique 1974 - O Fim do Império e o Nascimento da Nação lançado na Beira

O centro cultural português da Beira assistiu na última 3ª feira ao lançamento do livro “ Moçambique 1974 - O Fim do Império e o Nascimento da Nação” de autoria do escritor Fernando Couto, irmão mais velho de Mia Couto.

Fernando Couto nega que lhe chamem de escritor ou então historiador e na sua opinião a sua obra é também um desafio as universidades e historiadores nacionais.

O livro “Moçambique 1974 - O Fim do Império e o Nascimento da Nação”, tem 473 páginas e foi editado pela Ndjira.

Por Joslain Nkoumba
Fonte: TIM, 26 Agosto 2011

26 de julho de 2011

Diálogo entre Colbert e Mazarino - há 350 anos!!!


EM 1661!
DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUÍS XIV

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luis XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV, em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.

O diálogo:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

10 de junho de 2011

Moçambique: Ano Samora Machel


Moçambique: Ano Samora Machel

Samora Machel sempre foi amigo do povo

@Sérgio Costa/SAPO MZ

Moçambique: Celebração da paz na Catedral de Nampula


Moçambique: Celebração da paz na Catedral de Nampula

Em 1984, quando a guerra atingiu a província de Nampula, onde a violência era intolerável, iniciou-se na Catedral, às sexta-feiras, a celebração da paz. Nessa mesma altura foi feito um voto no sentido de acrescentar ao título da Catedral de Nossa Senhora de Fátima a invocação "Mãe da Paz". Mais tarde, em 1992 assinado o Acordo Geral da Paz, tal como o prometido, passou a denominar-se Catedral de Nossa Senhora de Fátima, Mãe da Paz, em 7 de Julho de 1993.

A Catedral de Nossa Senhora de Fátima, Mãe da Paz, foi a primeira catedral do mundo dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Foi sagrada no dia 23 de Agosto de 1956, pelo Cardeal D. Teodósio Clemente de Gouveia.

@Sérgio Costa/SAPO MZ

15 de maio de 2011

Lourenço Marques: Marcha da Malhangalene


MARCHA DA MALHANGALENE

Malhangalene bonita
De graça humilde e modesta
Com teu vestido de chita
Também hás-de entrar na festa

Tanto na rua de baixo
Como na rua de cima
Toda a gente se conhece
E toda a gente se estima

Se querem saber quem és
Podes dizer sem vaidade
És o bairro mais bairrista
Que existe cá na cidade

19 de março de 2010

Moçambique: Comemora-se hoje centenário dos CFM


Estação Central: Comemora-se hoje centenário dos CFM

Uma exposição de fotografia reportando as diversas etapas do edifício da estação Central dos Caminhos de Ferro de Moçambique assinala hoje o centésimo ano de existência daquele importante património histórico, cultural e arquitectónico, classificado como sendo o sétimo mais belo do mundo.

Além da inauguração da exposição de fotografia, acto a ter lugar às 18 horas, no átrio da estação, está também prevista a inauguração de novas carruagens para o serviço de passageiros e lançamento de uma iniciativa designada “O Património é Nosso”, que visa sensibilizar e obter da sociedade civil e do público em geral total colaboração para a conservação e preservação do vasto património nacional.

A manutenção e valorização da Estação Central constitui prioridade da administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), compromisso que se traduz na promoção de eventos de carácter cultural e artístico naquile recinto.

No mesmo âmbito está igualmente em curso a implantação de um museu ferroviário no recinto da estação.

A estação central dos CFM foi inaugurada a 19 de Março de 1910, sendo que os planos para a sua construção datam de 1904 e as obras começaram poucos anos depois.

A ideia das autoridades de então era ter uma estação moderna para os padrões da época, tendo sido inspirada na imponente estação dos caminhos-de-ferro de Joanesburgo, na África do Sul, com a diferença de que a estação moçambicana tinha um “frontispício mais vistoso e no interior uma passagem comunicando com a gare da estação”, segundo dados que constam do arquivo dos CFM.

Para complemento da sua elegância e bom-gosto, a estação ficou e ainda está adornada com três cúpulas, sendo uma delas de grandes dimensões. A cúpula central, que encima a estação, tem sido atribuída ao engenheiro francês especializado em estruturas em metal Gustave Eiffel (também autor da Casa de Ferro, onde funciona a Direcção Nacional do Património Cultural na baixa de Maputo, e a famosa Torre Eifel em Paris). Na verdade, Eiffel construiu muito, e há a tendência de lhe atribuir de tudo um pouco e não importa o que quer que seja.

Mas no nosso caso há a prova documental de que a estação central dos CFM foi projectada na África do Sul, devido às dificuldades de a mesma ser feita na Inglaterra, devido à I Guerra Mundial.

As obras da nova estação, em tijolo cozido e cimento, com uma frente de 51 metros, iniciaram-se em 1908, vindo a nova estação substituir a primitiva, de madeira e zinco, localizada um pouco mais para baixo, inaugurada em 1895, por Paul Kruger, líder do Transvaal.

A sua conclusão viria a ocorrer em 19 de Março de 1910, sendo inaugurada em cerimónia informal com a presença do governador-geral da altura, Freire de Andrade. Nessa ocasião, as mais altas autoridades da colónia e outras individualidades deslocar-se-iam até à missão de S. José de Lhanguene onde decorriam festividades destinadas à obtenção de fundos para as suas actividades.

Maputo, Sexta-Feira, 19 de Março de 2010:: Notícias

18 de março de 2010

Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique


Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique

Passam hoje 77 anos que a primeira emissão de Rádio em Moçambique foi transmitida, ango que aconteceu no dia 18 de Março de 1933, por iniciativa dum grupo de amantes de rádio residentes na antiga colónia portuguesa. Para assinalar a data, a rádio pública moçambicana promove esta noite a Gala RM que decorrerá em simultâneo com a Gala Ngoma 2009 e que terá lugar no Centro Cultural Universitário na qual serão conhecidos o melhores programas da estação e agraciadas figuras que se destacaram ao longo do ano trasacto no desporto, economia, cultura entre outras áreas.

Esta data, considerada a da radiodifusão em Moçambique, passa-se em revista a história da rádio no país, cuja primeira designação foi Grémio dos Radiófilos de Moçambique e a primeira sede foi instalada num prédio denominado JA ASSAM (onde hoje funciona o Centro de Estudos Brasileiros), tendo o aumento dos horários e da programação obrigado a mudança das instalações, passando da Av. da República (hoje Av. 25 de Setembro) para a Rua Araújo (hoje Rua de Bagamoyo).

Pouco tempo depois fruto da contribuição dos ouvintes foi construído o actual Edifício Sede da Rádio, passando a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, uma designação que se mantém até 02 de Outubro de 1975.

Fruto das nacionalizações ocorridas na altura criou-se a Rádio Moçambique, uma fusão das rádios existentes na altura, nomeadamente Rádio Clube de Moçambique, Voz de Moçambique, Emissora do Aero Clube da Beira e Rádio PAX. Durante muitos anos a RM funcionou como Empresa do Estado, tendo passado a Empresa Pública a 16 de Junho de 1994.

Com um efectivo de cerca 902 trabalhadores em todo país, a RM transmite em português, em inglês e em 20 Línguas Moçambicanas. Para além do Canal Nacional, da Rádio Cidade, do RM Desporto e do Maputo Corridor Radio (que difunde em língua inglesa), a Rádio Moçambique tem instalado um Emissor em cada uma das capitais provinciais.

Alfredo Lituri
Sapo MZ, 18 de Março de 2010

10 de março de 2010

Cabo Verde: Faleceu a farmacêutica Judite Lima


Faleceu a farmacêutica Judite Lima

A farmacêutica Judite Lima faleceu esta quarta-feira em Lisboa (Portugal) para onde havia sido evacuada devido ao agravamento do seu estado de saúde.

Judite Lima, uma das poucas cabo-verdianas licenciadas em Farmácia por alturas da independência de Cabo Verde, em 1975, deixa o seu nome ligado a este sector, nomeadamente à industria farmacêutica nacional, tendo desempenhado, entre outros cargos, a da primeira presidente dos laboratórios Inpharma – Indústria Farmacêutica, S.A.

A malograda foi uma das personalidades condecoradas pelo Presidente da República, Pedro Pires, devido ao papel desempenhado na construção do Estado de Cabo Verde independente.

Judite Lima era casada com o engenheiro civil Adriano Lima, que foi Ministro das Obras Públicas nos Governos da I República, e mãe do actual presidente do conselho da administração da Inpharma e da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), Paulo Lima.

A Nação, 10 de Março de 2010

4 de março de 2010

Cabo Verde comemora este ano, 35 anos de independência e 550 anos da descoberta


PR preside reunião para programar comemorações 35 anos independência e 550 anos da descoberta do arquipélago

A Comissão de Honra da organização que prepara as actividades para a celebração do 35º Aniversário da Independência Nacional e dos 550 anos da descoberta de Cabo Verde reúne-se hoje, pela primeira vez, para definir o programa das comemorações.

A reunião, presidida pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, sentará à mesma mesa um vasto leque de personalidades, que incluem o presidente da Assembleia Nacional (AN), Aristides Lima, e o primeiro-ministro José Maria Neves.

A Comissão de Honra, presidida também por Pedro Pires, integra também o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), os dirigentes máximos de cada um dos partidos políticos com assento parlamentar e mais três personalidades designadas pelo Conselho de Ministros.

O Presidente da Comissão Executiva da Organização para as Comemorações dos 550 Anos da Descoberta de Cabo Verde e do 35º Aniversário da Independência Nacional (OCDI-550/XXXV) é, por inerência, a nova ministra do Ensino Superior, Ciência e Cultura, Fernanda Marques, empossada terça feira para o cargo anteriormente ocupado por Manuel Veiga.

O director de Gabinete de Comunicação da Presidência de República cabo-verdiana, Anatólio Lima, disse à Agência Lusa que a reunião destina-se a estabelecer "as linhas mestras de actuação" da organização, que receberá também as orientações para a concretização das actividades que assinalam as duas efemérides, ainda por conhecer.

Compete à Comissão de Honra apreciar e aprovar o programa das celebrações e que será materializado por uma comissão executiva que, além das cerimónias oficiais, terá ainda a incumbência de "apoiar a realização, por parte da sociedade civil, de outras cerimónias, celebrações e festividades de carácter cultural, histórico, desportivo e recreativo em todos os concelhos".

Cabo Verde celebra, este ano, os 550 anos da descoberta do arquipélago (Maio de 1460), os 35 da Independência Nacional (05 de Julho de 1975) e o primeiro aniversário (26 de Junho de 2009) do reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade.

Agência Lusa/Expresso das Ilhas
04 de Março de 2010

2 de março de 2010

PM português chega hoje a Moçambique


PM português chega hoje a Moçambique

Relações Portugal-Moçambique no seu nível mais alto

- afirma embaixador português em Maputo

Maputo (Canalmoz) - As relações entre Portugal e Moçambique “estão no seu nível mais alto, diria eu, num bom momento”, opinou ontem o embaixador de Portugal em Maputo, Mário Godinho de Matos, falando a jornalistas na representação diplomática do seu País em Maputo. Na ocasião e respondendo a uma pergunta do Canalmoz e do Canal de Moçambique semanário, o mais alto representante diplomático de Lisboa em Maputo garantiu que Portugal foi totalmente ressarcido pela reversão de Cahora Bassa para o Estado Moçambicano e “a operação fez com que as relações entre os dois países melhorassem consideravelmente”.
O diplomata luso anunciou na ocasião que o primeiro-ministro português, que é simultaneamente secretário-geral do Partido Socialista, inicia hoje, cerca das 23h45 uma visita a Moçambique que deverá terminar na sexta-feira cerca das 12 horas depois de ter estado em Maputo, Tete e Songo onde vai conhecer a barragem de Cahora Bassa, empreendimento hidroeléctrico em que o Estado português ainda detém uma participação de 15 por cento.

25 de fevereiro de 2010

Livro "Eduardo Mondlane - Um Homem a Abater", lançado em Maputo


Conspiração contra Eduardo Mondlane : "Um Homem a abater" lançado em Maputo

O livro "Eduardo Mondlane - Um Homem a Abater", sobre a morte do fundador e presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), do investigador português José Manuel Duarte de Jesus, vai estar disponível no mercado moçambicano o mais provável dentro de um mes.

A informação nesse sentido foi confirmada esta Segunda-feira à AIM pela Editora Almedina, à margem do lançamento do livro na Fundação Mário Soares, na capital portuguesa, Lisboa, cerimonia que contou com a presença de Eduardo (Edy) Mondle Junior, do patrono da fundação e ex-presidente português, Mário Soares, entre outras figuras.

José Manuel de Jesus, um diplomata reformado e doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, defende na sua obra que a morte de Eduardo Mondlane foi orquestrada por várias entidades, incluindo a PIDE (Policia Internacional e de Defesa do Estado), instrumento do poder colonial fascista português.