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11 de maio de 2014

Moçambique: Conselho Municipal na Cidade da Beira



Construído inicialmente para residência do Dr. Araújo de Lacerda, o benemérito da cidade. Em 1928 reverteu a favor da Comissão de Administração Urbana, tal como rezava o seu testamento. Inicialmente, era uma casa de madeira e zinco, tendo sido reconstruída em alvenaria. O aspeto atual é de 1943, quando se reconstruíram as fachadas, a partir de projeto do arquiteto José Luís Porto.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Clube Náutico na Cidade da Beira



Localiza-se no Bairro do Macúti. O projeto é do arquiteto Francisco de Castro, tendo sido construído em 1955, compreendendo um restaurante-bar, um parque infantil e uma piscina.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Cinema Nacional na Cidade da Beira



Localiza-se na Rua Costa Serrão. O seu ante-projeto foi apresentado publicamente em Maio de 1953, sendo da autoria do arquiteto Castro Freire. Foi inaugurado a 31 de Maio de 1956.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Cine-Teatro São Jorge na Cidade da Beira


Propriedade original dos irmãos Paraskeva (Nicolau, Cleo e João). Teve como arquiteto João Afonso Garizo do Carmo (1917-1974). Tem intervenções artísticas do escultor Arlindo Rocha e do ceramista Jorge Garizo do Carmo. Foi inaugurado a 17 de novembro de 1954. Erguido numa zona de expansão urbana da Beira, foi o primeiro grande teatro da cidade e uma das suas obras pioneiras de arquitetura moderna. Compõe-se de um volume trapezoidal em leque, correspondendo à sala de espetáculos, implantado obliquamente ao cunhal sul da antiga Praça Almirante Reis, precedido por dois corpos menores convexos, contendo os espaços de apoio, que se intersectam num jogo volumétrico organicamente expressionista. Edifício construído em betão e aço, na fachada principal destaca-se o vão horizontal de dupla altura, enquadrado por uma moldura saliente e protegido por um brise-soleil de lâminas verticais, publicitando no exterior o carácter excepcional da sua função pública.


Fonte: Arquivo Pessoal

7 de abril de 2014

11 de março de 2014

Moçambique: Casa Portugal na Cidade da Beira



Inicialmente designada por Casa Fabre, situa-se no Largo Araújo de Lacerda (atual Praça do Metical). Foi construída no final do século XIX, tendo estado ali instalado o «cabo submarino». Insere-se na chamada «arquitetura de ferro», com três pisos avarandados cobertos, apoiados em finos pilares.


Fonte: Arquivo Pessoal


Moçambique: Casa dos Bicos na Cidade da Beira



Construída por iniciativa da Junta de Comércio Externo, para ali se instalar o «Pavilhão de Exposições Permanentes de Atividades Económicas». O projeto é do arquiteto João Afonso Garizo do Carmo, possuindo um invulgar sentido moderno, com movimentada volumetria, teve, porém, problemas sérios que afetaram a sua estrutura, encontrando-se abandonado.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Casa da Cultura na Cidade da Beira



Projeto de autoria de Paulo de Melo Sampaio, Bernardino Vareta Ramalhete e José Augusto Moreira, para alojar o Auditório e Galeria de Arte da Beira. A sua inauguração, não oficial, viria a ocorrer a 6 de Maio de 1972, tendo-se envolvido toda a comunidade beirense na sua construção.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Capela de S. João Baptista na Cidade da Beira


Foi a primeira igreja da cidade, tendo sido inaugurada em 5 de Outubro de 1893. Esteve aberta ao culto até Janeiro de 1906, sendo demolida em 1908, com exceção da torre que serviu para nela se instalar o Observatório Meteorológico.

 
Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Antiga Cadeia na Cidade da Beira



A sua localização inicial era junto do edifício do Tribunal, tendo-se efetuado ali algumas obras em 1907. Verificou-se posteriormente que o local escolhido não tinha as dimensões suficientes para a acolher. Escolheu-se então um local nas proximidades do Chiveve, ao lado do antigo Arsenal. Foi projetada e construída pela Direcção de Obras Públicas, tendo ficado concluída em 1922.


Fonte: Arquivo Pessoal

9 de janeiro de 2014

A arte suprema de Eusébio e as Bucólicas de Virgílio (Artur Queiroz)


Os partidos portugueses representados na Assembleia da República acordaram, por unanimidade, que Eusébio vai para o Panteão Nacional. As elites corruptas e ignorantes não se conformam. Um futebolista que viajou de Moçambique para Portugal no ano em que começou a guerra colonial, não pode subir tão alto.

Porque veio da Mafalala, como Mantorras um dia chegou a Lisboa com a trouxa feita no Cazenga. Ou indo mais atrás, Peyroteo, Matateu, Vicente, Coluna, Santana, Costa Pereira, Yauca, Hilário, Dinis, Inguila e tantos outros.

Mário Soares faz parte das elites portuguesas. Nunca foi consensual e é-o cada vez menos. Nunca chegará ao Panteão Nacional como vai chegar o grande Eusébio. As elites portuguesas corruptas e ignorantes têm um traço em comum: a inveja. Soares sabe que pelas más companhias e por ele próprio nunca passará de um político medíocre que ganhou algum brilho por se apresentar em comícios com François Miterrand. Aprendeu a explorar as pausas, gerar expectativas, mas fez sempre tudo isso de uma forma requentada e sem imaginação.

O que ele disse de Eusébio da Silva Ferreira no dia da morte do Pantera Negra deixou-me siderado. Do alto da sua soberba disse que o “rei” era pouco culto. Mário Soares perdeu o juízo! Nada o autoriza a fazer semelhante afirmação. Nem sequer o paternalismo insultuoso que sempre usa quando se refere a alguém oriundo das antigas colónias portuguesas. Ou dos seus políticos e instituições. A cultura do amigo de Savimbi e outros bandidos internacionais, nunca passou o degrau do paleio balofo. Defende posições que o remetem para uma mediocridade cultural confrangedora. Não basta ter amigos e correligionários cultos. É preciso amar a cultura. E ele em Portugal nunca foi amigo da Cultura nem dos agentes culturais. As suas políticas como chefe de vários governos estão aí para o comprovar.

Eusébio era um homem muito culto. Sabia tudo da Mafalala e do seu povo. Falava a língua mãe, falava português, falava inglês. Artistas e intelectuais de todo o mundo veneravam-no como expoente máximo da arte do futebol. A sua cultura desportiva era superlativa.

Se Mário Soares atingisse na política o nível que Eusébio alcançou no desporto, podia ombrear com Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Mondlane, Samora Machel, António Macedo, Álvaro Cunhal, Miterrand e outros “reis” da política mundial. Mas não. Será sempre um político medíocre que foi elevado aos píncaros pela mão da CIA, do ELP, de Spínola e os restos do regime colonial-fascista.

Eusébio era o expoente máximo da cultura desportiva de dois povos: o moçambicano e o português. Mário Soares é a expressão mínima de um político oportunista que meteu o socialismo na gaveta e entregou a democracia aos ditames do poder económico. Marcou golos na própria baliza e enganou de uma forma atroz o Povo Português. Eusébio passeou a sua classe de desportista de eleição por todo o mundo. Era amado e respeitado. Pela sua infinita classe e inigualável cultura desportiva.

Mário Soares disse com ar compungido que Eusébio bebia uísque de manhã e à tarde. Uma alusão digna de um verdadeiro patife. Ernesto Lara Filho bebia Castelvinho de manhã, à tarde e à noite. Mas foi o maior repórter da sua geração, um poeta universal e um dos maiores cronistas de sempre de língua portuguesa. Eu bebi litros de catembe enquanto ouvia relatos dos jogos do Benfica de Eusébio e traduzia do latim para português as Bucólicas de Virgílio. Enquanto lia emocionado as desditas de Dido, ululando de dor pelos corredores do seu palácio, inconformada com a partida de Eneias, ouvia Nuno Brás, Amadeu José de Freitas ou Artur Agostinho gritar os golos de Eusébio. O genial futebolista era tão culto que inspirou artistas e intelectuais de várias gerações.
Soares disse que Eusébio bebia de manhã e à tarde, para de uma forma subliminar dizer aos portugueses que era um estroina. E sendo assim, não podia ser o Rei. E muito menos estar anos luz acima de um político que é de esquerda quando lhe dá jeito e fecha os olhos às fogueiras da Jamba para estar de bem com os próceres do apartheid. O Eusébio está acima dos mesquinhos interesses das elites portuguesas corruptas e ignorantes.

Vou fazer uma confissão. O meu ídolo do futebol é o grande Benje, o único guarda-redes que ganhou mais fama e glória do que todos os avançados. Um dia o Benfica veio jogar a Luanda contra uma selecção angolana. Benje era o dono da Baliza. Eu disse ao meu irmão Amado: o pior resultado que podemos fazer é zero a zero. O Benje vai fechar a baliza!

Saltámos o muro dos Coqueiros e fomos apoiar o Benje, atrás da baliza. Nas bancadas só se gritava: Eusébio! Eusébio! Eusébio! E nós cá em baixo respondíamos: Benje! Benje! Benje! Começou o jogo e o Eusébio roubou uma bola no meio campo do Benfica, arrancou em força e quando saiu do grande círculo levantou a cabeça, logo de seguida curvou-se em arco para a frente, puxou a perna direita atrás e rematou. Eu e o Amado só vimos a bola no fundo da baliza. O Benje nem reagiu. A bancada explodiu: Eusébio! Eusébio! Eusébio!

O Benje encaixou mais uns golos mas continuou a ser o meu ídolo no futebol. Quanto ao Eusébio destronou de uma assentada Homero, Virgílio, Salústio e um irlandês chamado James Joyce, a quem Louis-Ferndinand Céline chamava bêbado mas escreveu o Ulisses, um romance quase tão grandioso como o futebol do Eusébio.

Mário Soares neste universo é apenas o ajudante de cozinheiro de Júlio César na campanha da Gália, que só existe porque Brecht o imortalizou num poema. O antigo Presidente da República de Portugal devia ler as mensagens que o Presidente José Eduardo dos Santos enviou a Armando Gebuza e Cavaco Silva sobre a morte do Rei Eusébio. Não para aprender, porque como dizia a minha avó, burro velho não toma andadura. Mas para aplaudir. Se a inveja o deixar.

Jornal de Angola, 9 de Janeiro, 2014

7 de janeiro de 2014

Moçambique: Banco Standard Bank na Cidade da Beira



Construído em 1896, trata-se de um dos primeiros edifícios a usar tijolo em vez de estruturas metálicas pré-fabricadas. O seu estilo classicizante adequava-se ao figurino prestigiante que a instituição pretendia exibir.


Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Antigo Clube Inglês na Cidade da Beira


Sede do antigo Clube Inglês fundado em 1899. Inicialmente era uma casa em madeira e zinco, tendo sido reedificada em alvenaria, em data não posterior a 1923. Encontrava-se em ruínas quando o banco «Millenium BIM» o recuperou, a partir de projeto do arquiteto Francisco Ivo.


Fonte: Arquivo Pessoal

18 de dezembro de 2013

Moçambique: Banco Nacional Ultramarino da Beira


Desenhado pelo engenheiro José Figueiredo Correia, num gosto «arte deco» tardio, foi inaugurado em 9 de Setembro de 1954.


Fonte: Arquivo Pessoal

17 de novembro de 2013

Moçambique: Associação Comercial da Beira



Em 1952 foram dados os primeiros passos para a construção do atual edifício, em substituição de um outro erguido em 1923/24. O projeto, da autoria do arquiteto Paulo de Melo Sampaio, foi aprovado em Setembro de 1956, vindo a ser inaugurado em 1961.

Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Almoxarifado da Beira



Foi o primeiro edifício de alvenaria (tijolo de betão) construído na cidade da Beira, em 1897, num local onde existiram algumas barracas de madeira e zinco, pertença do governo. O almoxarifado esteve ali instalado até 1903, passando depois à posse dos correios até 1929. Neste momento foi entregue à associação «Casa do Artista», para ali instalar a sua sede.

Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Aerogare da Beira


 
De autoria do arquiteto Cândido Palma de Melo, viria a ser inaugurada a 27 de Junho de 1968, tendo o seu custo orçado em 35 mil contos. A decoração interior é do arquiteto José Augusto Moreira, com painéis decorativos de José Pádua.


Fonte: Arquivo Pessoal