Mostrar mensagens com a etiqueta Intervenções. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Intervenções. Mostrar todas as mensagens

3 de junho de 2009

ONU pede ajuda para o Zimbabwe

ONU pede ajuda para o Zimbabwe O Zimbabwe precisa de 718 milhões de dólares em assistência de emergência, incluindo água potável e alimentos, indicaram segunda-feira as Nações Unidas num comunicado divulgado em Harare. Segundo uma nota do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), depois da devastadora epidemia de cólera que assola o Zimbabwe desde Agosto e das fracas colheitas obtidas desde essa data, as necessidades humanitárias do país são "aterradoras". Mais de cinco dos 12 milhões de habitantes do Zimbabwe necessitam de assistência alimentar. Desde Agosto, cerca de cem mil zimbabweanos contraíram a cólera, epidemia que causou 4000 mortos. "A epidemia de cólera e a insegurança alimentar durante a época de seca agravoaram já difícil ambiente socioeconómico de hiper-inflação e serviços sociais básicos que entraram em colapso", relembra o comunicado. A agência assinala que, "neste contexto de mudança, requerem-se agora 718 milhões de dólares". A agência refere que a resposta dos doadores ao seu anterior apelo de assistência para o Zimbabwe - 550 milhões de dólares -, feito em Novembro, ficou muito abaixo do estimado: 246 milhões de dólares. "É uma altura crítica para apoiar os esforços humanitários no Zimbabwe, onde a magnitude do declínio económico e a erosão dos meios de vida são tais que é improvável que as necessidades humanitárias do país se reduzam a curto prazo", acrescenta o comunicado. Segundo a agência da ONU, seis milhões de zimbabweanos, metade da população do país, não têm acesso, ou este é mínimo, às fontes de água potável. A taxa de inflação foi reduzida depois da recente decisão do governo de unidade nacional de deixar de usar o dólar zimbabweano substituindo-o por moedas estrangeiras, incluindo o dólar norte-americano, a libra esterlina e o rand. Todavia, o custo de vida, especialmente no que concerne aos serviços básicos - água e electricidade -, as tarifas do transporte público e as propinas escolares são tão altas que a maioria da população não tem como pagar. O país vive entre a ira e a desilusão, depois das esperanças numa recuperação económica, na sequência da tomada de posse do novo Governo de coligação, a 13 de Fevereiro. Maputo, Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009:: Notícias

31 de maio de 2009

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe A Presidência sul-africana afirma que um relatório pedido em Maio de 2008 pelo então Presidente Thabo Mbeki, a seis generais na reserva, sobre as violações dos direitos humanos no Zimbabwe “nunca foi escrito”. Confrontado com pedidos de várias organizações da sociedade civil para que o relatório seja tornado público, o gabinete do presidente Jacob Zuma insiste que os generais nomeados pelo seu antecessor para se deslocarem ao Zimbabwe, logo após as eleições gerais de 29 de Março de 2008, apenas deram um “briefing” verbal ao presidente sobre as duas missões naquele país. Após Thabo Mbeki ter anunciado que um grupo de generais na reserva tinha sido nomeado para se deslocar ao Zimbabwe para estudar no terreno as causas da violência que se desencadeou após as eleições de Março, que ditaram a perda da maioria parlamentar pela ZANU-FP, de Robert Mugabe, uma cortina de silêncio caiu de imediato sobre a missão. O então vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Aziz Pahad, questionado sobre se os resultados da missão seriam tornados públicos, afirmou prontamente que o governo não deveria ser acusado de esconder factos do público mesmo que não divulgasse o conteúdo do relatório. A verdade é que, mais de um ano depois das duas viagens dos generais (uma em Maio e outra em Junho de 2008), organizações como o Centro da África Austral para os Sobreviventes de Tortura, o Centro de Litigação da África Austral, ou a oposição oficial – a Aliança Democrática – continuam sem ter qualquer pista sobre a localização do relatório que quase todos se recusam a aceitar ter sido “verbal”. Piers Pigou, director dos Arquivos Históricos Sul-Africanos (outra organização que pediu a divulgação dos resultados da missão dos generais), afirma não acreditar nas explicações da Presidência. “Não faz sentido nem tem lógica que nenhum relatório escrito tenha sido entregue ao governo”, afirma Pigou, que compara a situação às sistemáticas recusas do antigo presidente Frederik De Klerk em divulgar o “Relatório Steyn”, que investigara o envolvimento de membros das forças de segurança na violência política dos anos 1990. Entre os seis oficiais que compunham as duas missões ao Zimbabwe em Maio e Junho do ano passado encontravam-se o ex-chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Gilbert Romano, o brigadeiro-general Ray Moerane e o tenente-general Lambert Moloi. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

29 de maio de 2009

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo O Movimento para a Mudança Democrática (MDC), do primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, realiza o seu congresso anual este fim-de-semana, em Harare, durante o qual serão "avaliados os progressos" realizados desde a instauração do governo de união, anunciou ontem uma fonte partidária. "Trata-se de avaliar os progressos do partido no que diz respeito aos seus objectivos, a saber, criar um novo Zimbabwe e um espaço democrático e de liberdade", explicou o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa. "Alguns problemas que continuam em suspensão e foram transmitidos à SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) serão igualmente abordados durante o congresso", precisou Chamisa. Em Março de 2008, o MDC, então principal partido da oposição, ganhou as eleições legislativas e o seu líder Tsvangirai chegou à frente da primeira volta da eleição presidencial, mas rejeitou participar numa segunda volta, ganha por Mugabe. Após onze meses de paralisia política, o MDC integrou-se em Fevereiro de 2009 num governo de união. Tsvangirai ocupa o posto de primeiro-ministro, enquanto Robert Mugabe, no poder desde 1980, conservou a presidência da República. Os pontos de discordância entre as partes continuam a ser numerosos. Na semana passada, Tsvangirai pediu à SADC que resolvesse o problema das nomeações aos cargos de governador do Banco Central e de Procurador-Geral da República. O MDC contesta o facto de que estas nomeações sejam realizadas unilateralmente pelo presidente Mugabe. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

24 de maio de 2009

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África Está neste momento a decorrer a Quinzena de África na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que leva aos portugueses a cultura africana através de diversas actividades. No programa, destacam-se apresentações de livros, nomeadamente When Things Came Together. Studies on/Estudos sobre Chinua Achebe e A Herança Africana em Portugal - séculos XV – XXI, o visionamento dos filmes O Herói, Tsotsi e Ilhéu de Contenda, a degustação de gastronomia africana, exposições, mesas-redondas e o workshop de danças africanas, que decorreu hoje. Na Quinzena de África, passeamos pelos vários países do continente, entre os quais Moçambique. E a adesão a estas actividades está a ser bastante boa, a julgar pelo número de pessoas africanas e não africanas que se juntaram para dançar com Cazuza. Neste workshop, dançou-se kuduro, kizomba, e outras danças africanas, miscelando-as ou isolando-as, de acordo com a vontade das aprendizes. Diversão, novos conhecimentos e identificação cultural são o que espera a quem adira às actividades, moderadas por professores universitários, alunos, ex-alunos e personalidades das diversas áreas representadas. Helga Costa SAPO, 22 de Maio

19 de maio de 2009

África: ONU apoia contra mudanças anti-constitucionais de governos

África: ONU apoia contra mudanças anti-constitucionais de governos Addis Abeba - O Conselho de Segurança das Nações Unidas prometeu reforçar as acções da União Africana (UA) para pôr termo às mudanças inconstitucionais de governos em África, após um encontro conjunto entre as duas organizações em Addis Abeba. Embaixadores dos países membros do Conselho de Segurança da ONU reuniram-se, no fim-de-semana, com responsáveis do Conselho de Paz e Segurança da UA (PSC), tendo decidido reforçar a luta de África contra as mudanças anticonstitucionais de governos e trabalhar para um ambiente pacífico. Os diplomatas onusinos, actualmente em périplo pelo continente, decidiram examinar um pedido da UA para uma gestão conjunta dos conflitos e operações de manutenção da paz. "A reunião permitiu passar em revista a situação na Somália e no Sudão, as relações entre o Tchad e o Sudão e as questões relativas às mudanças inconstitucionais de governos", indicou a UA num comunicado divulgado no termo da reunião. África sofreu recentemente de mudanças maiores anticonstitucionais de governos, que testemunham um fracasso dos progressos democráticos que o continente negro começava a conhecer. No Madagáscar, soldados rebeldes obrigaram o Presidente eleito Marc Ravalomanana, à demissão, enquanto jovens oficiais militares assumiram o poder na Guiné-Conakry após a morte do Presidente Lansana Conté, em Dezembro de 2008, e, na Mauritânia, membros da Guarda Presidencial tomaram efectivamente o poder depois, opondo-se a mudanças seio do Exército em 2008. Um golpe similar foi perpetrado na Guiné-Bissau após uma tentativa inicial contra a vida do falecido Presidente João Bernardo "Nino" Vieira em Dezembro de 2008. O Presidente foi finalmente morto na sua residência após o assassinato do seu chefe de Estado-Maior-General, o tenente-general Tagmé Na Waié, em Março de 2009. O Conselho de Segurança e o PSC prometeram "resultados concretos" nos esforços para pôr termo a tais actos de mudanças anticonstitucionais de governos. Os dois órgãos decidiram agora trabalhar estreitamente sobre estas questões, com vista a chegar a resultados concretos, acrescenta o comunicado conjunto. O Conselho de Segurança da ONU está a discutir com a UA sobre possível colaboração no quadro das operações de manutenção da paz, e financiamento de iniciativas africanas de manutenção da paz pela ONU. Angola Press, 19 de Maio de 2009

18 de maio de 2009

Cabo Verde: Lura, uma artista completa

Lura - Uma artista completa Lura apresentou no dia 15 de Maio de 2009 o seu álbum "Eclipse". O público esteve perante uma artista completa que canta e encanta, que dança, que interage muito bem com os presentes. Cabo Verde esteve bem representado em todos os ramos da sua música. Foto@SAPO CV/Jefferson S. Gomes

27 de abril de 2009

Maputo: Exposição de fotografia "Dança – 30 anos depois"

Exposição de fotografia "Dança – 30 anos depois" No âmbito das comemorações do 30º aniversário da Companhia Nacional de Canto e Dança estará patente, na Galeria do Instituto Camões, entre 29 de Abril e 22 de Maio, uma exposição de fotografia de Pedro Sá da Bandeira intitulada “Dança – 30 anos depois”, uma iniciativa que contou com o apoio do Instituto Camões e da Companhia Nacional de Canto e Dança. Pedro Sá da Bandeira nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1970. É repórter fotográfico. A sua formação profissional inclui os cursos de fotojornalismo (CENJOR, Lisboa, Portugal), Médio e Grande Formato e de Iluminação Fotográfica (Washington School of Fotography, Washington D.C., EUA), entre outros. Iniciou a sua experiência profissional na área da fotografia como Assistente de Fotógrafo no “Estúdio Tempo de Pose” em Lisboa, Portugal, em 1994. Em 1996 começa a sua actividade como fotojornalista no jornal desportivo português Record, onde permanece seis anos a cobrir a actualidade desportiva portuguesa e europeia. Em 2002 muda-se para Washington D.C., onde colabora com o jornal The Hill dedicado à cobertura exclusiva da actividade do Congresso Americano. Em Outubro de 2006 vem viver em Maputo, onde inicia uma colaboração com a Agência Portuguesa de Notícias Lusa, até hoje. Pedro Sá da Bandeira tem participado em várias exposições colectivas, sendo esta a sua terceira individual e a segunda em Maputo. A sua primeira exposição individual foi em 1995, em Campo Maior, sobre esta vila raiana portuguesa. Sapo MZ, 27 de Abril de 2009

26 de abril de 2009

Exposição fotográfica de Tatiana Macedo, retrata emigrantes em Portugal

Artista plástica, luso-angolana, Tatiana Macedo
Exposição fotográfica retrata emigrantes em Portugal Luanda – Dezenas de fotografias que retratam emigrantes de vários países em Lisboa (Portugal), da artista plástica, luso-angolana, Tatiana Macedo, estão expostas desde, sábado, no hall do Centro Cultural Português, em Luanda, numa mostra denominada “Deslocações”. Os retratos expostos no espaço foram tirados pela artista numa associação de apoio a emigrantes em terras lusas e espelham os momentos em que os emigrantes se deslocam a organização para resolverem os seus problemas. Em declarações à imprensa, Tatiana Macedo, mostrou-se satisfeita pela oportunidade concedida pelo Centro Cultural Português para expor as suas fotografias, que também já foram expostas noutros países. Na ocasião, frisou que gostou do empenho e da originalidade dos trabalhos apresentados pelos artistas plásticos angolanos no seminário de fotografia por si orientado, denominado “Retrato Contemporâneo” que decorreu de 15 a 20 de Abril, no Instituto Camões. Por sua vez, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse ter ficado com boa impressão da exposição, visto que as fotografias expostas foram feitas por profissionais, que com a qualidade dos retratos demonstraram terem apreendido técnicas novas na acção formativa. Na exposição estão também patentes retratos tirados pelos participantes no seminário. A exposição denominada “Deslocações e Perspectivas Contemporâneas” encerra no dia 22 de Maio. AngolaPress, 26 de Abril de 2009

Cabo Verde: Campo de Tarrafal vai-se transformar num património cultural

Simpósio Cabo Verde: Campo de Tarrafal vai-se transformar num património cultural Luanda – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, anunciou hoje, em Luanda, que o Campo de Concentração de Tarrafal, em Cabo Verde, vai se transformar num espaço cultural e histórico, para perpetuar a memória de todos quantos por aquele local passaram. Rosa Cruz e Silva fez este anúncio à Angop no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” minutos antes da sua partida para aquele país africano, a frente de uma delegação angolana que participará de 29 do corrente mês a 2 de Maio no Simpósio Internacional sobre o Campo de Concentração de Tarrafal, A governante referiu que durante o encontro, um grupo de historiadores angolanos que integram a comitiva governamental vai fazer estudos sobre a temática do evento, nomeadamente, o registo do património e a sua defesa, razão pela qual as autoridades cabo-verdianas pretendem transformá-lo num centro cultural. Com a realização do simpósio, pretende-se valorizar aquele que já é considerado um monumento histórico, pela sua simbologia e que representa um dos patrimónios emblemáticos da história da luta comum dos povos de Angola, Cabo Verde, Portugal e Guiné-Bissau. Angola vai participar no encontro com 48 delegados, 24 dos quais estiveram no Campo de Tarrafal durante a luta de libertação nacional. O evento é organizado pela Fundação Amílcar Cabral, em colaboração com os Ministérios da Cultura de Angola e Cabo Verde. O vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, faz parte da delegação angolana ao certame, para além de outros especialistas. O Campo de Concentração do Tarrafal foi instituído pelo regime fascista português, pela primeira vez, em Abril de 1936, sob o nome de Colónia Penal do Tarrafal/Campo de Trabalho de Chão Bom. A Colónia Penal do Tarrafal ou “campo de morte lenta”, nome por que ficou conhecido por aqueles que lá estiveram, visava aniquilar física e psicologicamente os opositores portugueses ao regime fascista de Salazar, colocando-os longe dos olhares do Mundo, em condições desumanas de cativeiro, maus tratos e insalubridade. Durante os cerca de 18 anos em que funcionou, estiveram no campo 340 presos políticos, muitos dos quais ali morreram. AngolaPress, 26 de Abril de 2009

24 de abril de 2009

Cabo Verde: "Ter duas línguas oficiais é demasiado para pequeno país", defende Ondina Ferreira

"Ter duas línguas oficiais é demasiado para pequeno país", defende Ondina Ferreira Cidade da Praia, 24 Abr (Lusa) - A escritora e professora cabo-verdiana Ondina Ferreira considera que pode ser "demasiado" para Cabo Verde ter duas línguas oficiais, o Português e o Cabo-Verdiano", um dos temas polémicos da revisão constitucional marcada para este ano. Ondina Ferreira falava, quarta-feira, durante uma conferência realizada pelo Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, oposição) em preparação da revisão da Constituição da República, cuja discussão, prevista para Maio próximo, vai ser adiada para Julho ou Agosto. "Eu tenho dúvidas sobre se não será demasiado para um pequeno país como o nosso ter duas línguas oficiais. Acho que num país com graves carências, como Cabo Verde, passar, por força de lei, a haver duas línguas oficiais pode ser demasiado", explicou. Afirmando que não é contra a oficialização do crioulo, a escritora, que já foi ministra da Cultura e tutela da Comunicação Social durante o governo do MpD (1991/2001) e vice-presidente da Assembleia Nacional, explicou que caso seja tomada a decisão de oficializar, terá de haver "critérios rígidos" no ensino das duas línguas. "Pode ser que, quando tivermos as duas línguas oficiais, possa haver um prejuízo do ensino do Português. Acho que pode haver um exagero em ter duas línguas oficiais. A Nigéria tem apenas uma língua escrita, que é o Inglês, e o Senegal apenas o Francês apesar das várias línguas faladas", exemplificou Ondina Ferreira. Outro conferencista presente, o reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, Jorge Brito, afirmou que a maior dificuldade em ter duas línguas oficiais prende-se com a questão da escrita com base no Alfabeto Unificado para a Escrita da Língua Cabo-verdiana (ALUPEC), projecto que tem já alguns anos e que é ainda alvo de acesa polémica no arquipélago. "Todos os estudos foram feitos de forma unilateral. O problema que se põe é, havendo bilinguismo, ambas as línguas terão de ter um tratamento equitativo. Alfabetizar uma criança em simultâneo com um alfabeto fonológico e outro etimológico só vai aumentar a intromissão de uma língua para outra, porque vão aprender a escrever com dois critérios", explicou. Como exemplo, Jorge Brito afirmou a que a palavra "crioulo" escreve-se com C em Português, mas já pelo alfabeto ALUPEC é escrito com "K". "Aliás, a letra C não existe no ALUPEC", destacou. A língua cabo-verdiana foi tema de uma conferência realizada pelo Grupo Parlamentar do MpD, tendo como pano de fundo a discussão da questão na Assembleia Nacional (AN). Segundo o MpD, pretende-se verificar até que ponto foram criadas as condições necessárias para a oficialização da língua cabo-verdiana, conforme o estabelecido na Constituição da República aquando da sua revisão ordinária de 1999. O que o Grupo Parlamentar do MpD quer concretamente é ouvir a opinião dos especialistas e do público em geral acerca da oficialização da língua materna e suas implicações, antes de se posicionar sobre a oficialização do Cabo-Verdiano. Por VNN Staff / Lusa Publicado Friday, April 24, 2009

23 de abril de 2009

Província de Nampula: Fórum Terra defende a protecção de recursos

Dia Mundial da Terra Fórum Terra defende a protecção de recursos Nampula (Canal de Moçambique) - Assinalou-se ontem, 22 de Abril, o Dia Mundial da Terra e ao nível da província de Nampula, as cerimónias tiveram lugar no distrito de Mecuburi, por deter uma floresta galeria que corre risco de desaparecer devido à acção humana. De acordo com Luísa Hoffman, coordenadora do Fórum Terra, o distrito de Mecuburi detinha uma área de duzentos e cinquenta mil hectares de floresta galeria e actualmente apenas restam cinquenta mil. Os restantes hectares foram devastados pela acção humana. Hoffman quanto ao que sobra da floresta galeria disse que este ano as comunidades foram chamadas a reflectir sobre o seu desaparecimento. Existe uma vasta gama de recursos, dentre o mel, florestais e faunísticos, entre outros, por um lado, por outro, a mesma floresta é um berçário para animais de grande porte e isso só por si exige que se comece a agir e a não continuar a permitir a destruição que já vai avançada. Para a protecção dos recursos da terra ao nível de Nampula, o Fórum Terra tem vindo a formar fiscais comunitários com vista a pararem com a destruição do meio natural. O que foi feito causa já por si só e irremediavelmente nos próximos anos, enormes problemas ao meio ambiente. No ano passado foram formados um total de trinta e seis fiscais, nos distritos de Mogovolas, Muecate, Mecuburi e Murrupula. Em 2007 foram formados vinte e dois fiscais no distrito de Murrupula. Nas suas actividades de sensibilização, o Fórum Terra tem vindo a trabalhar com as comunidades locais apoiando-as na gestão de conflitos e criação de comités para a recepção dos 20% da exploração florestal e de combate a queimadas descontroladas. (Aunicio da Silva), 2009-04-23

22 de abril de 2009

Faculdade de Direito de Lisboa (FDL) realiza de 20 a 24 deste mês a Semana de África

Semana de África na Faculdade de Direito de Lisboa A Faculdade de Direito de Lisboa (FDL) realiza de 20 a 24 deste mês a Semana de África Dia 23 de Abril, quinta-feira, comemora-se o dia de Moçambique. Às 9h da manhã de Lisboa, dar-se-á início à conferência cujo tema será: "Democracia Moçambicana - Realidade ou Utopia?" Este evento terá como convidados o Dr. Lívio de Morais, o Ministro Conselheiro da embaixada de Moçambique, Dr. Mavarengue, o Presidente do Conselho Executivo da Faculdade de Direito de Lisboa, professor Dr. Vera Cruz, a poetisa, Elsa de Noronha, Jornalista Sérgio Ngoca, etc. O evento vai contar com uma exposição da cultura moçambicana, desde pintura, escultura, vídeo, bijutaria, entre outros. "Espera-se um dia rico em cultura moçambicana e melhor do que o do ano passado", refere Sérgio Nunes, responsável pela organização do dia de Moçambique e presidente da Organização da Juventude Moçambicana em Lisboa (OJM-Lisboa). "Existe uma ala de personalidades, políticas e não só, de várias partes do mundo, que acredita que África nunca será um país democrático e com eleições à porta, achei que seria muito interessante abordar este tema", acrescenta Sérgio Nunes. Para além da exposição de cultura moçambicana, os presentes vão poder ouvir uma proclamação de poesia na voz da Elsa de Noronha. Sílvia Panguane Sapo MZ, 22 de Abril de 2009

15 de abril de 2009

Maputo: Vida e obra de Mondlane em simpósio internacional

Vida e obra de Mondlane em simpósio internacional A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou ontem, em Maputo, a realização de um simpósio internacional sobre a vida e obra do seu patrono, a ter lugar nos dias 18 e 19 de Junho próximo na capital do país. O evento, que reunirá cerca de 250 convidados nacionais e estrangeiros, acontece no quadro do Ano Eduardo Mondlane, decretado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, por ocasião dos 40 anos do desaparecimento físico do primeiro presidente da FRELIMO e Arquitecto da Unidade Nacional, assinalados a 3 de Fevereiro último. Joel das Neves Tembe, porta-voz da UEM, disse ontem a jornalistas que o referido simpósio marcará um dos principais momentos das comemorações do Ano Eduardo Mondlane e nele estarão reunidos académicos, políticos e estudiosos da vida e obra daquela figura emblemática do nosso país, da África e do mundo. No encontro, para além de se apresentarem estudos académicos e pesquisas feitas em torno da vida de Eduardo Mondlane, serão apresentados testemunhos e relatos de pessoas que ao longo da sua vida tiveram o privilégio de conviver com Eduardo Mondlane, quer na sua infância, a nível da escola primária; quer na juventude, quando se transferiu para Lourenço Marques (hoje Maputo) para prosseguir com os seus estudos; ou em idade adulta, na universidade ou nos locais onde trabalhou. “Para este simpósio foram convidadas pelo menos seis individualidades de renome internacional que estudaram a vida e obra de Eduardo Mondlane, quer através de pesquisa, quer por via de teses de mestrado ou doutoramento”, afirmou Joel das Neves Tembe. Para além do simpósio, o mês de Junho será ainda altura de realização de uma maratona. A prova de atletismo terá lugar no dia 20 em Nwadjahane e contará com a participação de residentes locais, estudantes e atletas profissionais que se deslocarão de Maputo para aquele local. No âmbito das actividades da UEM para assinalar o ano do seu patrono, o maior estabelecimento do Ensino Superior nacional projecta ainda fornecer obras e escritos ao Museu Eduardo Mondlane, erguido em Nwadjahane, para além de fotografias para o enriquecimento da exposição que ali se encontra patente. A UEM também vai instalar uma sala de vídeo-conferência no referido museu. O porta-voz da UEM referiu ainda que as actividades promovidas pela UEM não ficam por aqui. Explicou que as faculdades e outros núcleos daquele estabelecimento de ensino estão, de forma individual, a promover palestras, exposições e/ou actividades culturais e desportivas para assinalarem a efeméride. “Também temos a nível central acções programadas para os próximos meses, uma vez que o Ano Eduardo Mondlane vai até Dezembro”, enfatizou sem entrar em pormenores em torno do que está previsto para depois de Junho. Maputo, Quarta-Feira, 15 de Abril de 2009:: Notícias

20 de março de 2009

Conferência do FMI na Tânzania sobre a crise económica

Conferência do FMI na Tânzania sobre a crise económica Uma fotografia a preto e branco com um rapaz que descansa depois de puxar redes na manhã de pesca do dia 26 de Junho de 2003, numa zona pobre de Acra, no Gana. A foto vem a propósito da conferência do FMI em Dar es Salaam, na Tanzânia, para discutir a forma como o continente poderá lidar com crise económica global. Foto@Lusa/EPA/Kim Ludbrook