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27 de maio de 2017

Ricardo Saavedra ou o 7 de Setembro de 1974 por mão-própria



«Como observa, e com inteira pertinência, o nosso autor de hoje: se o General Spínola não existisse, talvez razão não houvesse — não havia, seguramente, razão alguma — para que este livro se tivesse escrito. Simplesmente, acontece que Spínola existiu mesmo, e — ai de nós! — com ele e a par dele existiu, também e sobretudo, esse abundante viveiro de renegados, que o mesmo Spínola foi deixando criar à sua volta, por pura imbecilidade. Adiante.

Da África do Sul nos chega este livro, já hoje em 5.ª edição. E bem pode dizer-se que o mesmo é natural de Joanesburgo, uma vez que foi lá que Saavedra — ou o exilado que quiseram que ele seja — o escreveu e publicou. A primeira tiragem do trabalho data de há mais de um ano e esgotou-se logo em dois dias, ficando a constituir o maior best-seller de expressão portuguesa até hoje editado no continente africano.

Da reportagem se trata, e empolgante. E nem o facto de ser conduzida em bases e em termos preponderantemente emocionais — com a descarga dos nervos a sentir-se sempre à flor da pele da narrativa —, nem isso chega para molestar a objectividade desta, que é da ordem dos cem-por-cento. Assim, toda e qualquer semelhança de figuras ou factos focados no livro com personagens e ocorrências verídicas está longe de ser mera coincidência.

Moçambique - 7 de Setembro de 1974 por António Maria Zorro



«Foi a meio da tarde de domingo, 8 de Setembro de 1974, que os portugueses do que então era ainda Portugal Metropolitano se aperceberam da gravidade do que estava a passar-se em Lourenço Marques, onde, na véspera, um grupo de jovens tomara o Rádio Clube de Moçambique, transformando-o em “Voz de Moçambique Livre”: com adesão espontânea de milhares de pessoas sem distinção de milhares de pessoas sem distinção de raça ou de credo político ou religioso, com a participação de representantes de todos os partidos políticos ali criados após o “25 de Abril”, com a colaboração, até, de antigos chefes da guerrilha antiportuguesa, essa “Voz de Moçambique livre” erguia-se contra a miserável subserviência do governo de Lisboa face aos agentes do imperialismo marxista e, em especial, contra a entrega de Moçambique à Frelimo, acabada de firmar em Lusaka.

1 de novembro de 2016

Investigador realça acção da Igreja Católica na independência de Moçambique



Um investigador da California State University, nos Estados Unidos, realçou quinta-feira, em Coimbra, Portugal, que a Igreja Católica defendeu os direitos dos povos de Moçambique.

Através de alguns dos bispos que nomeou para o território, na costa oriental de África, o Vaticano assumiu “um jogo crítico” da permanência das tropas portuguesa em Moçambique, acabando por apoiar a luta de libertação protagonizada pela Frelimo, disse Mustafah Dhada.

O professor universitário, que investiga há várias décadas as lutas de guerrilha e os processos de emancipação política das antigas colónias de Portugal no continente africano, falava à agência Lusa após ter participado no colóquio internacional “Quarenta anos de independência de Moçambique: que futuro para o passado?”.

Frelimo considera "tristes e lamentáveis" declarações de Dhlakama sobre independência



A Frelimo, partido no poder, classificou como "tristes e lamentáveis" as declarações do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, de que a maior força política de oposição nunca foi contra a independência do país.

"É triste e lamentável que depois de tantas atrocidades e destruição das conquistas da independência, a Renamo e o seu líder apareçam agora em público a dizer que este partido nunca esteve contra a independência", disse o porta-voz da Frelimo, Damião José, citado na passada quarta-feira no diário Notícias.

Branqueamento da história exclui lutadores pela independência de Moçambique, diz Daviz Simango



O presidente do MDM, Daviz Simango, considerou esta quinta-feira que o país cometeu “erros graves” com o branqueamento da sua história, reescrita segundo a agenda do Governo, e defendeu a “inclusão de heróis” com títulos “negados”.

Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, Daviz Simango disse que a classificação de moçambicanos, como "reacionários, contra reacionários e traidores", excluiu muitos que lutaram pela independência do panteão de heróis nacionais, considerando tratar-se de “uma ação discriminatória que divide os moçambicanos”, que se torna num travão real aos esforços para a reconciliação.

40 anos de independência: O homem que confinou a tropa colonial



“O velho anda muito. Estava aqui mas desapareceu. Talvez (seja melhor) ir ver na sede dos antigos combatentes”.

Foi assim que uma das netas (do velho) nos respondeu quando chegámos à casa de Luís Miguel Magunga, um nome que trazíamos na manga para a reportagem que pretendíamos com heróis vivos, cuja participação no processo de libertação do país não se põe em causa e que nunca havia dado a voz em público.

Fomos ao centro dos combatentes e não o encontrámos. Afinal estava no centro de mutilados de guerra, na companhia dos seus camaradas, alguns dos quais sem os seus membros em consequência dos horrores da guerra de libertação.

20 de outubro de 2016

Telegramas de 1980: A guerra civil, a seca e o metical


Telegramas de 1979: Guerra e resistência


Telegramas de 1978: Depurações e socialismo


Telegrama "confidencial" revela ataque da Frelimo contra católicos em 1978



Um telegrama "confidencial" da embaixada de Portugal em Maputo revela que Sérgio Vieira, dirigente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), ameaçou diretamente os bispos católicos em 1978.

A 18 de dezembro de 1978, um telegrama “confidencial” relata o encontro entre as autoridades de Moçambique e os bispos católicos e que contou com a presença de todos os governadores provinciais.

Segundo o mesmo aerograma, Sérgio Vieira, chefe de gabinete de Samora Machel que desempenhava na altura funções de governador do Banco de Moçambique, presidiu à reunião, acusando diretamente os católicos de terem desempenhado o papel de “arma do colonialismo” e apontando o caracter contra revolucionário da igreja face aos princípios políticos que norteavam a República Popular de Moçambique comunicando novas medidas.

“Todos os edifícios religiosos, incluindo respetivo recheio passariam a ser propriedade do Estado moçambicano; todos os atos de culto e catequese seriam doravante confinados ao interior dos templos; seria proibida a circulação de todo e qualquer documento eclesiástico sem aprovação prévia das autoridades moçambicanas", refere Sérgio Vieira, citado no telegrama.

O mesmo dirigente da Frelimo comunica também que "seria proibida a constituição ou manutenção pela igreja de qualquer espécie de associação ou organização, que seria proibida a realização de manifestações públicas, bem como reuniões fora dos templos, não devendo os sacerdotes ir ao encontro dos fiéis mas apenas recebe-los quando procurados por eles" e que "seria proibida a realização de ataques e críticas à doutrina marxista-leninista”, informa a embaixada na mesma transmissão a partir de Maputo.

Segundo o telegrama 1036/1978, a reação dos bispos teria sido de “estupefação”, mas, apesar de tudo, a sensação que ficou entre os presentes foi que as medidas anunciadas por Sérgio Vieira nunca seriam publicadas “por óbvias razões de imagem política”, principalmente externa.

Em todo o caso, mesmo sem publicar as normas, os responsáveis religiosos, refere a embaixada, jamais poderiam invocar “ignorância” porque os governadores provinciais, presentes na reunião, poderiam exercer pressão junto dos sacerdotes.

“Informações que nos têm chegado indicam estarem muitos padres presos ou colocados sob residência fixa por motivos fúteis, prevalecendo a ideia de que o governo quer subjugar completamente a igreja católica”, vinca o telegrama da embaixada de Portugal sobre as relações entre a igreja e a FRELIMO três anos após a independência de Moçambique.

Da consulta dos telegramas da embaixada de Portugal referentes aos anos entre 1975 e 1980, e que constam dos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, destacam-se em 1978 as perseguições contra sacerdotes, sobretudo portugueses, e nos anos anteriores as declarações do chefe de Estado, Samora Machel, contra Testemunhas de Jeová, podendo alguns deles ser consultados no "site" da Lusa sobre as independências 


(http://www.independenciaslusa.info/telegramas

Telegramas de 1977: O êxodo continua em ambiente de guerra


Telegramas de 1976: Êxodo em português e guerra na Rodésia


Telegramas de Moçambique: A história do regresso português e o princípio do fim de uma relação colonial


Os milhares de telegramas transmitidos pela embaixada de Portugal em Maputo entre 1975 e 1980 relatam acontecimentos cruciais para a milhares de portugueses obrigados a retornar a Portugal após a independência.

As prisões arbitrárias de cidadãos portugueses efetuadas pela FRELIMO desde 1975; a existência de campos de reeducação; as expulsões pelo crime de “sabotagem económico” ou por irregularidades no processo de escolha da nacionalidade e a instauração do decreto-lei 34/76 – que restringe o embarque de “bens móveis”-, são matérias recorrentes que constam dos telegramas emitidos pela embaixada de Portugal e que afetam diretamente os cidadãos portugueses sobretudo nos três primeiros anos.

Registam-se também centenas de telegramas relacionados com as sucessivas nacionalizações, sobretudo da banca, setor dos seguros e caminho-de-ferro mas também do pequeno comércio; a carestia e a escassez de bens essenciais.

Todos estes assuntos são constantes nos aerogramas, muitas vezes “secretos” ou “confidenciais” da embaixada de Portugal em Maputo de acordo com a consulta feita pela agência Lusa no arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros entre os anos 1975 e 1980 e que fornecem dados e enquadramentos sobre os efeitos da forma como decorreu o processo de descolonização.


Os telegramas de Maputo


Telegramas de 1975: Retratos do êxodo dos portugueses e do novo poder

Telegramas de 1976: Êxodo em Português e guerra na Rodésia

Telegramas de 1977: O êxodo continua em ambiente de guerra

Telegramas de 1978: Depurações e socialismo

Telegramas de 1979: Guerra e resistência

Telegramas de 1980: A guerra civil, a seca e o metical


Pedro Sousa Pereira, 2015-07-11

http://www.independenciaslusa.info/telegramas_mocambique/

5 de outubro de 2016

Portugal: O Acordo de Lusaka conducente à Independência de Moçambique



O ACORDO DE LUSAKA (1)

Reunidas em Lisboa de 5 a 7 de Setembro de 1974 as delegações da Frente de Libertação de Moçambique e do Estado Português, com vista ao estabelecimento do acordo conducente à independência de Moçambique, acordaram nos seguintes pontos:

1. O Estado Português, tendo reconhecido o direito do povo de Moçambique à independência, aceita por acordo com a FRELIMO a transferência progressiva dos poderes que detém sobre o território nos termos a seguir enunciados.

2. A independência completa de Moçambique será solenemente proclamada em 25 de Junho de 1975, dia do aniversário da fundação da FRELIMO.

3. Com vista a assegurar a referida transferência de poderes são criadas as seguintes estruturas governativas, que funcionarão durante o período de transição que se inicia com a assinatura do presente Acordo:

3 de junho de 2015

“7 de Setembro de 1974: O último grito de portugalidade em Moçambique”



O Acordo de Lusaka foi assinado entre o Governo português e a Frelimo, contra tudo o que tinha sido dito no Programa do MFA e pelos Generais Spínola e Costa Gomes
No dia 7 de Setembro de 1974, um levantamento popular exigia que o povo moçambicano fosse ouvido em plebiscito, mas os golpistas de Abril desrespeitaram o previamente acordado e entregaram Moçambique à Frelimo. Clotilde Mesquitela (1924 – 2005) registou essa revolta no livro “7 de Setembro: Moçambique – memórias de uma revolução”, agora republicado pela Branco Editores. O DIABO entrevistou Pedro Mesquitela, filho da autora.

O DIABO – Como devemos ver este livro?

Pedro Mesquitela – Este livro deve ser visto como uma radiografia de um momento histórico, com evidentes componentes emocionais por parte da autora, mas sempre com uma visão de Portugalidade que é inegável, e, tanto quanto a memória lhe permitiu, um relato fiel do que realmente aconteceu em Moçambique entre 7 e 11 de Setembro de 1974.

Moçambique, 7 de Setembro de 1974: os dias do fim



Durante três dias essa vaga alteou-se e chegou a pensar-se que chegaria à praia. Ao terceiro dia, abateu-se, para não mais se levantar, não sem que tivessem sido feitas novas promessas e garantias vãs

A 7 de Setembro de 1974 foram assinados na capital da Zâmbia, entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique, o denominado Acordo de Lusaka. Neste acordo o Estado Português não só reconheceu formalmente o ‘direito do povo de Moçambique à independência’ como acordou – ‘em consequência’, escreve-se algumas vezes, sem muito respeito pela lógica – a data e os passos da transferência para a FRELIMO da soberania que detinha sobre o território de Moçambique.

11 de maio de 2014

Moçambique: Episódios da vida de Josina Machel - A Biografia



Uma mulher de luta

É à grande amizade entre a Dra. Josina de Lima Ribeiro – médica no então Hospital Miguel Bombarda, hoje Hospital Central de Maputo – e o seu pai, o enfermeiro Abiatar Muthemba, que Josina deve o seu nome. O pedido da médica foi atendido à segunda – primeiro nasceu Esperança – pelo enfermeiro.

Josina, apesar de ter nascido em Inhambane, iniciou os seus estudos em Mocímboa da Praia, bem no norte da província de Cabo Delgado, distrito para onde o seu pai havia sido transferido pouco tempo antes.

Orientados pela mãe Alfina, os filhos entravam em competição de habilidades para ver quem era o mais rápido nos cálculos matemáticos e no ditado de português. Um dos prémios para quem ganhava a competição era uma dose de lifetse, uma pasta feita com farinha de mandioca e amendoim torrado a que se adiciona açúcar, pilando-se até se obter uma pasta, sendo um doce muito apreciado nas províncias de Gaza e Inhambane.

O ensino básico acabaria por completá-lo na Escola Mouzinho de Albuquerque, no Xai-Xai, após nova transferência do pai. Luísa Body, sua companheira de escola, recorda-se dela gritar: “Luísa, apressa-te, está na hora da escola! E acrescenta: “Gostava de fazer duas tranças com um risco ao meio.”

O sonho de ser contabilista e os primeiros contactos com os nacionalistas

Completado o ensino básico, Josina chegou a Lourenço Marques (hoje Maputo) com 13 anos e um sonho na bagagem: tornar-se contabilista.

A casa da avó materna, Ana Macome, no bairro do Chamanculo, para onde veio viver, era um viveiro de nacionalismo e o engajamento da família Muthemba, especialmente o seu tio, Mateus Sansão, era notório. Nesta altura, Josina frequentava a Escola Comercial situada junto ao Liceu Salazar (actual Josina Machel) e, quando vários elementos da família foram presos, começou a interessa-se pela causa da independência.

Assim, em Março de 1964, foi ela própria detida na então Rodésia, quando tentava juntar-se à guerrilha da Frelimo na Tanzânia.

Na sinistra Vila Algarve – a sede da PIDE, a polícia política do regime português – foi várias vezes interrogada, tendo-lhe sido oferecidas benesses, como bolsas de estudo em Portugal, que repetidamente rejeitou.

Promovendo a emancipação da mulher

Em finais de 1964, Josina deixou lacónico bilhete de despedida à tia Leta, com quem vivia desde a sua libertação, dizendo: “Adeus, receberão informações.”

Finalmente, em Agosto de 1965, já na Tanzânia, começou a trabalhar na administração do Instituto Moçambicano, sendo o braço direito de Janet, a esposa de Eduardo Mondlane. Impressionado com as qualidades da jovem militante, o primeiro presidente da Frelimo entregou-lhe a importante tarefa de organizar a educação política de uma unidade de mulheres na província do Niassa, onde a luta se desenvolvia com particular intensidade.

No II Congresso do partido, que teve lugar em Julho de 1968, Josina foi eleita delegada, defendendo galhardamente a linha traçada pelo Comité Central de promoção da emancipação da mulher. Pouco depois, assumiu a chefia da Secção da Mulher no Departamento de Relações Exteriores.

Em finais de Setembro de 1968, Samora começou a namorar Josina, segundo o próprio, após “apreciar as suas qualidades, sobretudo, quando abandonou a bolsa de estudos na Suíça para abraçar uma vida dura e violenta.”

O casamento com Samora e o nascimento de Samito

Mondlane, ao ter conhecimento da notícia, aconselhou Samora a casar rapidamente. E assim foi. A 4 de Maio de 1969, no Centro Educacional do Tunduru, Samora Machel casou-se com Josina Muthemba. A companheira e amiga Marina Pachinuapa recorda-se que foi uma grande festa: “Só a Nachingweya chegaram seis camiões trazendo camaradas nossos que iam assistir ao casamento de Josina e Samora. Na preparação, também se deu um episódio engraçado. Na véspera, Samora mandou matar dois porcos para a festa, mas, por engano, os nossos camaradas perceberam mal e mataram doze porcos! As crianças do centro de Tunduru agradeceram o erro que lhes deu tamanha festa.”

Pouco depois, a 23 de Novembro de 1969, nascia o primeiro e único fruto desta relação: Samora Machel Júnior, conhecido por Samito.

A maternidade não afastou Josina do trabalho. As digressões às zonas libertadas do Niassa e Cabo Delgado, ao invés de serem refreadas, foram intensificadas. Um grave problema de fígado começou a minar o seu corpo franzino. Aos 27 anos, o seu estado de saúde era muito débil.

Trocando a saúde pela revolução

A 6 de Março de 1971, Josina partiu para a sua última viagem a Cabo Delgado. Pretendia inteirar-se da realidade vivida pelas crianças dos infantários da Frelimo naquela província. Na sua última intervenção junto da população as palavras saíram-lhe fragmentadas. Ardia em febre. Já na fronteira, de regresso a Dar-es-Salam, tirou a pistola e disse: “Entreguem-na ao camarada dirigente da Província para que sirva de salvação do povo Moçambicano.” E acrescentou: “Camaradas, eu já não avanço mais, mas estou preocupada com a revolução e as crianças.”

No dia 6 de Abril, o seu estado de saúde agravou-se subitamente. Na noite desse dia, acabaria, embora a contragosto, por ser levada por Joaquim e Marcelina Chissano para o hospital de Muthimbili, em Dar-es-Salam, onde acabaria por falecer na madrugada do dia 7 de Abril de 1971, deixando um filho, Samito, com apenas 16 meses.

O vice-presidente da Frelimo, Marcelino dos Santos, na hora da despedida afirmou que Josina teve tanto fervor revolucionário que não teve tempo para cuidar da sua própria saúde. Em Agosto desse ano completaria 26 anos.

Fonte: Sampo MZ