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5 de junho de 2009

Cabo Delgado: Elefantes forçam população a abandonar aldeia (Nraha)

Elefantes forçam população a abandonar aldeia Os habitantes abandonaram aldeia em Cabo Delgado por causa de elefantes. Uma aldeia da província moçambicana de Cabo Delgado foi abandonada e os habitantes fundaram uma nova, para fugir aos elefantes que lhes destruíam sistematicamente as culturas. Cinco mil pessoas do posto administrativo de Bilibiza, distrito de Quissanga, em Cabo Delgado, deixaram a sua aldeia, Nraha, para fugir às constantes incursões dos elefantes do Parque Nacional das Quirimbas. Segundo o jornal Notícias, a movimentação dos habitantes da aldeia começou em Abril, estando a comunidade a recomeçar a vida próximo de outra aldeia, Namadai, onde há menos elefantes. Os habitantes de Nraha queixavam-se que além de verem as culturas destruídas, as crianças também não podiam ir à escola, ocupadas que estavam a afugentar os elefantes das “machambas” (áreas de cultivo). LUSA, 05 Junho 2009

Recife de coral: ver mas não mexer! (Teresa Cotrim)



9 de maio de 2009

Moçambique: Ilha Medjumbe (Arquipélago das Quirimbas)







Ilha Medjumbe A Ilha Medjumbe situa-se no Arquipélago das Quirimbas, no Norte de Moçambique. Tem 800 metros de extensão e 350 metros de largura. As suas praias cristalinas e os fantásticos lugares para mergulho, fazem da ilha privada de Medjumbe o local ideal para apreciadores de mergulho e uma excelente escolha para uma lua de mel. Aproveite para desfrutar de tudo o que a ilha tem para lhe oferecer.

4 de maio de 2009

Moçambique: Ilha Quilálea


Ilha Quilálea
Chama-se Quilálea e é lindíssima esta pequena ilha. Em 1500 quando os portugueses e árabes chegaram a Quissanga, a “terra das areias”, atracaram os seus navios nesta pequena ilha para retemperar forças. Narra a história de que deste refúgio seguro surgiu a palavra swahili “lala” que significa dormir. De facto, este local, é um repouso para a alma. A construção da ilha foi pensada ao pormenor. As casas são feitas de tradicional pedra muani e os tectos de colmo makuti, com plataformas de teca indígena e portas de mogno. A madeira é predominante, assim, a belíssima arte makonde está bem marcada na sua arquitectura. Por exemplo, as estacas que suportam o telhado do bar, foram todas esculpidas à mão. Cada uma conta uma história diferente. Um trabalho magnífico. Os quartos são muito acolhedores mas o que mais fascina é o cheiro da brisa marítima e a luz do sol ou do luar a entrar pela habitação dentro. As janelas abrem-se totalmente sob um alpendre ancorado na praia, misturando no mesmo ambiente uma amálgama de sentidos: o cheiro do mar, o som das ondas; a claridade do sol ou da lua... Neste local sente-se liberdade. As portas têm apenas trancas, sem chave, e finalmente você pode sentir-se seguro num local completamente isolado da civilização. Ouve-se o silêncio. Anoitece cedo, uma hora antes do que em Maputo. Olhar o céu neste descampado é um momento mágico. Único. Dá vontade de ficar toda a noite a ver o cintilar das estrelas. Depois, é só deixar os olhos adaptarem-se à pouca luminosidade e deixar-se guiar pela luz das estrelas até ao seu quarto. Há noite pode ainda aproveitar para tomar um banho de piscina; a água aquece durante o dia e acredite que a sua temperatura degladia taco-a-taco com o melhor esquentador do mercado. A ilha conhece-se em 40 minutos pelo chamado percurso longo. Está bem sinalizado e terá de trilhar caminho entre vegetação seca mas não muito agreste, seguindo as placas irá ter à praia das tartarugas. Deserta dá apenas abrigo a várias aves e algumas tartarugas vão aqui desovar. A água é quente e a areia fina e branca como a cal. As cores do mar oscilam entre o azul turquesa forte e o esverdeado, dependendo da incidência da luz. Ao longo desta praia encontrará enormes rochas que proporcionam sombra natural, ideal para uma sesta. Se gosta de espécies raras poderá ainda admirar a famosa águia do mar. Deslumbrante e impunente. Quilálea é um pequeno paraíso por explorar. O local ideal para carregar baterias e esquecer os problemas. Alguns dos mais conceituados empresários portugueses já por aqui passaram, caso de Pereira Coutinho. Texto: Teresa Cotrim

14 de abril de 2009

Arquipélago de Bazaruto: Ilha de Santa Carolina

Ilha de Santa Carolina De longe a vista já é convidativa. A Ilha de Santa Carolina é a mais pequena das quatro principais ilhas de Bazaruto. Situa-se na área do mar mais profundo das ilhas, e devido a isso, é ideal para fazer pesca desportiva e outros desportos náuticos. Para os amantes da natureza, uma das atracções mais fortes é a possibilidade de poder ver o dugong, um animal quase extinto nos outros habitats do mundo. Foto@Teresa Cotrim

7 de abril de 2009

Cabo Delgado: Assim se divertem os miúdos da Ilha de Matemo

Menino e o barco É comum na aldeia de Palussança (Ilha de Matemo) os miúdos fazerem réplicas de objectos que vêem e usam no seu dia-a-dia. Este barco é réplica de barcos que os pais usam para pescar. Para além de barcos, os miúdos constroem também casas, carros, bonecos, fazem bolas de meia, entre outros. Assim se divertem os miúdos de Matemo (Cabo Delgado). Foto@ Teresa Cotrim

Moçambique: Secagem de peixe na Ilha de Matemo

Secagem de peixe Os habitantes de Matemo fazem a secagem do peixe Ungú. Para além de ser uma forma de conservar o próprio peixe, é também um meio de subsistência da população da aldeia. O processo de secagem do peixe Ungú leva aproximadamente dois dias. Foto@Teresa Cotrim

1 de abril de 2009

27 de março de 2009

Moçambique: Matemo (Ilha do Arquipélago das Quirimbas)

Matemo - Ilha do Arquipélago das Quirimbas As crianças em Matemo fazem os seus próprios brinquedos. Elas brincam com bolas de futebol feitas com preservativos. Foto@Teresa Cotrim Sapo MZ

22 de março de 2009

4 de março de 2009

Moçambique: Ilha da Inhaca

Inhaca

Património biológico da humanidade a ilha de Inhaca pode também ser descrita pela amabilidade do seu povo. Situada a 32 km a leste da metrópole é mais um dos belos recantos que a natureza presenteou a Moçambique, sendo especialmente atractiva para os poetas, sonhadores e cientistas. Que desde 1911 a visitam para estudar as mais de 300 espécies raras de aves, incluindo o raro pica peixe dos mangais e borboletas. O seu nome é oriundo de um ancião que habitou em Maputo por volta do século XVI Tsonga Nhaca. Este ofereceu hospitalidade ao comerciante português Lourenço Marques e aos navegadores em dificuldades. A partir de 1550, os comerciantes portugueses estabeleceram uma base nesta ilha, de onde partiam para a Baía da Lagoa em busca de marfim. Em 1593, um navegador português é assassinado por um dos chefes rivais de Inhaca e o seu barco pilhado. Após 1621 os marinheiros da terra de Camões passam a pedir asilo à ilha de Xefina. Por volta de 1911, a atmosfera tropical de Inhaca e os seus bancos de coral fizeram com que uma comunidade de aficcionados da pesca, oriundos principalmente de África do Sul, criassem um pequeno hotel dando assim um novo dinamismo à ilha. A partir de 1960, as visitas não param de aumentar. A ilha de Inhaca passou a albergar várias famílias de pescadores, muitos regressados das minas de África do Sul, outros da guerra, que viviam sobretudo da pesca e da agricultura. Ainda hoje se mantém esta economia de subsistência. Mas o turismo começou a ter um peso importante no orçamento familiar deste povo. A praia de Santa Maria, situada na zona Sudeste, com os seus recifes e rochedos cobertos de conchas é ideal para a prática de snorkling – mergulho em apneia, permitindo vislumbrar dezenas de peixes multicolores. Caminhando para Este, chega à costa banhada pelo Oceano Índico, onde poderá observar dezenas de caranguejos, maiores do que a palma da mão, pululam o areal e escondem-se na areia quando sentem presença humana. Na zona Norte da ilha encontra a praia do farol, extensa e selvagem deve o seu nome ao sobranceiro Farol construído em 1894. Os recifes de Inhaca albergam mais de 160 espécies de corais, habitando à sua volta inúmeros peixes, por isso grandes áreas da ilha têm protecção biológica, que é feita através da Universidade Mondlane. Uma das atracções da ilha é precisamente o museu de Biologia Marinha desde 1951. Golfinhos e baleias são facilmente avistáveis, assim como tartarugas. Aliás, entre Fevereiro e Outubro as fêmeas ali vão desovar. A ilha tem 42 km com uma extensão de 12,5km que vai da ponta Mazonde, a Norte até Ponta Toreres, a Sul. Ali vivem cerca de 2500 pessoas. A Ilha da Inhaca é um modelo em miniatura da costa de Moçambique. Em Inhaca estão representados todos os habitats/ecossistemas/recursos marinhos que existem no país inteiro: * Mangais e estuários * Botânica marinha (macroalgas, ervas marinhas e fitoplancton) * Pesca e recursos pesqueiros * Praias arenosas e plataformas rochosas * Zona entre-marés * Zona sublitoral (da baía e do Oceano Índico) * Tartarugas marinhas * Mamíferos marinhos Texto: Teresa Cotrim