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22 de abril de 2013

O ovo colombiano (André Macedo)



Em Maputo, na Avenida Vladimir Lenine, vendem-se sapatos em segunda mão. Chegam de Portugal em contentores cheios até ao teto, cabe sempre mais um par. Antes de serem espalhados pelo chão, os sapatos passam por alguidares de água onde levam um banho de juventude arrancado a escova e à unha. No fim parecem quase novos - novos usados. O esforço compensa: os vendedores fazem negócio, os clientes saem contentes, ninguém se lembra de que aqueles sapatos já não serviam para nada de onde vieram. As relações entre portugueses e moçambicanos são um pouco assim. Fizeram milhares de quilómetros juntos, acomodaram-se, foram-se desgastando. Hoje procuram ganhar nova vida. No entanto, as promessas políticas raramente são cumpridas e a força das relações entre os dois países é apenas levemente aproveitada. Levaram meias solas, mas continuam mal amanhadas.

Lembrei-me de Moçambique porque estou por estes dias em Bogotá, na Colômbia, e anteontem ouvi Cavaco Silva falar da nossa relação com os países africanos lusófonos como forma de atrair o investimento latino-americano para Portugal. Foi conversa de Presidente para Presidente, de Cavaco para Juan (Manuel Santos), mas os jornalistas de Bogotá pegaram logo na frase porque não tinham olhado para o assunto desta maneira. Portugal e África na mesma frase é notícia, dá um bom título, torna-nos maiores, mais relevantes, mais interessantes. Portugal é, para os colombianos, uma ponte frágil para chegar à União Europeia (os espanhóis contam mais), mas vocês (nós), dizia-me um empresário daqui, podem ser bons sócios para chegarmos a esse continente. Há duas semanas, na visita que Paulo Portas fez à Índia, aconteceu o mesmo. Sempre que um português dizia que tinha negócios em África, os indianos esticavam os ouvidos. Portugal? Sim, sim, interessante. Portugal & África? Interessantíssimo!

Apesar de ser assim, apesar de ser evidente que Portugal tem muito a ganhar em aproximar-se convictamente de Moçambique e de Angola, mas também de Cabo Verde e São Tomé, o impulso político português nesta área é quase inexistente. Cavaco já incorporou a ideia africana nos discursos oficiais, mas ainda é uma tentativa envergonhada. Nas apresentações aos empresários estrangeiros gasta-se mais tempo a falar das maravilhas dos investimentos europeus em Portugal - como se precisássemos acima de tudo de provar que fazemos parte desse clube - do que a mostrar o que as empresas portuguesas estão a fazer em Angola e em Moçambique ou até o caminho inverso: o que estes países estão a conseguir em Portugal. Nos dois lados, nem tudo é bom, mas também nem tudo é mau. Há uma relação, há economia, é, portanto, o ovo de Colombo: difícil de lá chegar, mas depois maravilhosamente simples e óbvio.

Diário de Notícias, 18 abril 2013

22 de junho de 2010

Moçambique e Portugal mantêm diálogo de respeito


Moçambique e Portugal mantêm diálogo de respeito

O diálogo em curso entre Moçambique e Portugal não é entre colonizado e colonizador, porque as relações neste momento são baseadas no respeito mútuo, no princípio de que se trata de países soberanos, clarificou a Presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo.

Verónica Macamo, que encabeçou uma delegação parlamentar, falava num breve encontro que manteve com a comunidade moçambicana residente na capital portuguesa, Lisboa, na quarta-feira, no âmbito da visita oficial a Portugal, concluída na última quinta-feira.

Moçambique nada fez para aproveitar as oportunidades do “Mundial”


Falou-se muito e trabalhou-se pouco

Moçambique nada fez para aproveitar as oportunidades do “Mundial”

Maputo (Canalmoz) – O anúncio da realização do Campeonato Mundial de Futebol 2010 na África do Sul encheu Moçambique de expectativas. O evento foi visto como uma oportunidade de negócios. Moçambique foi um dos que entrou na rota dos países sonhadores e que acreditava que o “Mundial” da África Sul podia trazer grandes benefícios para muitas das suas actividades económicas, sobretudo para o turismo.
De estratégias em estratégias, achou-se melhor institucionalizar as oportunidades, criando o Gabinete Técnico para o “Mundial 2010”.
Mas, segundo tudo indica, as expectativas do Governo não tomaram em conta a realidade moçambicana e como consequência todo um sonho “mundial” se transformou numa autêntica frustração.

15 de junho de 2010

Verónica Macamo em Portugal em busca de apoio para o parlamento


Verónica Macamo em Portugal em busca de apoio para o parlamento

A presidente da AR é acompanhada pelos chefes das bancadas da Renamo, Maria Angelina Enoque, e do MDM, Lutero Simango, e pelo vice-chefe da bancada da Frelimo, Tobias Dai

Maputo (Canalmoz) – A presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, está de visita a Portugal em busca de cooperação institucional entre os órgãos legislativos dos dois países. Como resultado da visita da presidente da AR a Portugal, a Assembleia da República garante que em breve os dois parlamentos irão “incrementar novas áreas de cooperação, com vista a melhorar o trabalho dos deputados em matérias legislativas e de fiscalização”.

7 de maio de 2010

Moçambique: Gaza com página na Internet


Gaza com página na Internet

O Governo de Gaza conta desde terça-feira passada com uma página na Internet, denominada “Portal do Governo http://www.gaza.gov.mz”, que visa colocar à disposição, informações sobre as actividades levadas a cabo pelo Governo Provincial nas diferentes áreas de trabalho, e os seus serviços oferecidos ao público, por forma a garantir uma rápida, fiável e segura transmissão de dados.

Falando na ocasião, o governador de Gaza, Raimundo Diomba, disse que o seu Governo pretende, com o lançamento daquele portal, divulgar as potencialidades e oportunidades de desenvolvimento da província, massificar o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação como meio para encurtar a distância física, melhorando o acesso e a troca de informação, bem como para a promoção do funcionamento em rede de instituições, indivíduos, regiões geográficas e a partilha de conhecimento entre intervenientes.

30 de abril de 2010

PR Armando Guebuza apela ao investimento português em Moçambique


Guebuza apela ao investimento português em Moçambique

Os temas económicos dominaram ontem por completo o primeiro dia da visita oficial do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, a Portugal. Depois de um encontro com o Presidente Cavaco Silva, no Palácio de Belém, Guebuza disse em conferência de imprensa que os investimentos portugueses são indispensáveis para Moçambique. E agradeceu a "decisão audaz" de Portugal em perdoar uma dívida de 249,3 milhões de euros a Moçambique, em Julho de 2008, sublinhando as "excelentes relações de amizade e cooperação" entre os dois países.

Em discurso, numa sessão solene na Assembleia da República, Guebuza realçou também a transferência da gestão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique. Sobre o papel das empresas portuguesas, o chefe de Estado disse que a sua participação na reconstrução económica de Moçambique "vai permitir não só aumentar a produção de riqueza, mas sobretudo garantir emprego aos moçambicanos, o que pode acelerar a luta contra a pobreza". Guebuza destacou a energia e as infraestruturas como prioridades no investimento, "áreas muito sensíveis" e fundamentais para o desenvolvimento do país.

Fazendo acompanhar-se por uma delegação de cerca de 70 empresários (da energia, construção civil, imobiliário, turismo, metalomecânica, banca, indústria, agricultura e minas), Armando Guebuza participa hoje à tarde no seminário "Moçambique e Portugal: Nova Dinâmica nas Relações Económicas e Empresariais", no qual a Associação Empresarial de Portugal (AEP) assinará protocolos de cooperação com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique e a Associação Industrial de Moçambique para "desenvolver as relações económicas bilaterais, promovendo as exportações e o investimento de empresas portuguesas".

http://www.mozclick.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=3164&z=100

16 de abril de 2010

Moçambique: Selo LAM 30 anos já está disponível



Selo LAM 30 anos já está disponível

A consagração das Linhas Aéreas de Moçambique no grupo de entidades com relevância histórico-económico no país foi, esta quarta-feira, chancelada com a edição do selo postal LAM 30 Anos, lançado pelos Correios de Moçambique, em parceria com a companhia de aérea de bandeira nacional.

O PCA dos Correios de Moçambique, José Luís Rego, enquadra este acto nas relações comerciais existentes entre as duas empresas, bem como na valorização do património histórico nacional.

Para a companhia aérea de bandeira nacional, o registo da marca LAM está integrada na estratégia de valorização da empresa que tem estado a registar resultados positivos nas suas operações.

19 de março de 2010

Moçambique: Comemora-se hoje centenário dos CFM


Estação Central: Comemora-se hoje centenário dos CFM

Uma exposição de fotografia reportando as diversas etapas do edifício da estação Central dos Caminhos de Ferro de Moçambique assinala hoje o centésimo ano de existência daquele importante património histórico, cultural e arquitectónico, classificado como sendo o sétimo mais belo do mundo.

Além da inauguração da exposição de fotografia, acto a ter lugar às 18 horas, no átrio da estação, está também prevista a inauguração de novas carruagens para o serviço de passageiros e lançamento de uma iniciativa designada “O Património é Nosso”, que visa sensibilizar e obter da sociedade civil e do público em geral total colaboração para a conservação e preservação do vasto património nacional.

A manutenção e valorização da Estação Central constitui prioridade da administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), compromisso que se traduz na promoção de eventos de carácter cultural e artístico naquile recinto.

No mesmo âmbito está igualmente em curso a implantação de um museu ferroviário no recinto da estação.

A estação central dos CFM foi inaugurada a 19 de Março de 1910, sendo que os planos para a sua construção datam de 1904 e as obras começaram poucos anos depois.

A ideia das autoridades de então era ter uma estação moderna para os padrões da época, tendo sido inspirada na imponente estação dos caminhos-de-ferro de Joanesburgo, na África do Sul, com a diferença de que a estação moçambicana tinha um “frontispício mais vistoso e no interior uma passagem comunicando com a gare da estação”, segundo dados que constam do arquivo dos CFM.

Para complemento da sua elegância e bom-gosto, a estação ficou e ainda está adornada com três cúpulas, sendo uma delas de grandes dimensões. A cúpula central, que encima a estação, tem sido atribuída ao engenheiro francês especializado em estruturas em metal Gustave Eiffel (também autor da Casa de Ferro, onde funciona a Direcção Nacional do Património Cultural na baixa de Maputo, e a famosa Torre Eifel em Paris). Na verdade, Eiffel construiu muito, e há a tendência de lhe atribuir de tudo um pouco e não importa o que quer que seja.

Mas no nosso caso há a prova documental de que a estação central dos CFM foi projectada na África do Sul, devido às dificuldades de a mesma ser feita na Inglaterra, devido à I Guerra Mundial.

As obras da nova estação, em tijolo cozido e cimento, com uma frente de 51 metros, iniciaram-se em 1908, vindo a nova estação substituir a primitiva, de madeira e zinco, localizada um pouco mais para baixo, inaugurada em 1895, por Paul Kruger, líder do Transvaal.

A sua conclusão viria a ocorrer em 19 de Março de 1910, sendo inaugurada em cerimónia informal com a presença do governador-geral da altura, Freire de Andrade. Nessa ocasião, as mais altas autoridades da colónia e outras individualidades deslocar-se-iam até à missão de S. José de Lhanguene onde decorriam festividades destinadas à obtenção de fundos para as suas actividades.

Maputo, Sexta-Feira, 19 de Março de 2010:: Notícias

18 de março de 2010

Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique


Gala RM celebra 77 anos de radiodifusão em Moçambique

Passam hoje 77 anos que a primeira emissão de Rádio em Moçambique foi transmitida, ango que aconteceu no dia 18 de Março de 1933, por iniciativa dum grupo de amantes de rádio residentes na antiga colónia portuguesa. Para assinalar a data, a rádio pública moçambicana promove esta noite a Gala RM que decorrerá em simultâneo com a Gala Ngoma 2009 e que terá lugar no Centro Cultural Universitário na qual serão conhecidos o melhores programas da estação e agraciadas figuras que se destacaram ao longo do ano trasacto no desporto, economia, cultura entre outras áreas.

Esta data, considerada a da radiodifusão em Moçambique, passa-se em revista a história da rádio no país, cuja primeira designação foi Grémio dos Radiófilos de Moçambique e a primeira sede foi instalada num prédio denominado JA ASSAM (onde hoje funciona o Centro de Estudos Brasileiros), tendo o aumento dos horários e da programação obrigado a mudança das instalações, passando da Av. da República (hoje Av. 25 de Setembro) para a Rua Araújo (hoje Rua de Bagamoyo).

Pouco tempo depois fruto da contribuição dos ouvintes foi construído o actual Edifício Sede da Rádio, passando a chamar-se Rádio Clube de Moçambique, uma designação que se mantém até 02 de Outubro de 1975.

Fruto das nacionalizações ocorridas na altura criou-se a Rádio Moçambique, uma fusão das rádios existentes na altura, nomeadamente Rádio Clube de Moçambique, Voz de Moçambique, Emissora do Aero Clube da Beira e Rádio PAX. Durante muitos anos a RM funcionou como Empresa do Estado, tendo passado a Empresa Pública a 16 de Junho de 1994.

Com um efectivo de cerca 902 trabalhadores em todo país, a RM transmite em português, em inglês e em 20 Línguas Moçambicanas. Para além do Canal Nacional, da Rádio Cidade, do RM Desporto e do Maputo Corridor Radio (que difunde em língua inglesa), a Rádio Moçambique tem instalado um Emissor em cada uma das capitais provinciais.

Alfredo Lituri
Sapo MZ, 18 de Março de 2010

17 de março de 2010

Moçambique: Tasha de Vasconcelos nomeada embaixadora


Tasha de Vasconcelos nomeada embaixadora para a luta contra a pobreza

A supermodelo esteve em Moçambique e vai apoiar e desenvolver o "Colégio Infantil"

A nomeação foi conferida pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Tasha de Vasconcelos, a supermodelo portuguesa que nasceu em Moçambique, filha de um português e de uma britânica, é a nova embaixadora da Comissão Europeia para a luta contra a pobreza. Foi a própria modelo quem anunciou à comunicação social o seu novo título, ligado à luta contra a fome, pobreza e exclusão social.

A nomeação foi conferida pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. “Espero sensibilizar os Estados-membros a continuarem os seus compromissos com os países em desenvolvimento”, afirmou a modelo, além de que “quando sabemos que a Europa tem 79 milhões de pessoas a viverem abaixo da linha da pobreza, precisamos de agir imediatamente”.

A nomeação acontece depois de participar em missões especiais da fundação Nelson Mandela e da UNICEF (onde é embaixadora da boa-vontade), além de ter trabalhado em Moçambique numa campanha contra o HIV.

É o espírito humanitário que a define, daí que, em 2006, criou a sua própria fundação, a Aide Mondiale Orphelins Réconfort (AMOR), que quer dizer ajuda mundial e reconforto de órfãos, em português, com a colaboração do Príncipe Alberto do Mónaco.

Recentemente, a supermodelo esteve em Moçambique, onde já identificou uma nova missão para a fundação AMOR: desenvolver e apoiar o Colégio Infantil, um orfanato que toma conta de oitenta crianças.

O País, 16 de Março de 2010

13 de março de 2010

Cidadão português interdito de trabalhar em Moçambique


Cidadão português interdito de trabalhar em Moçambique

A Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, homologou a deliberação da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) sobre a interdição do cidadão Marcos Joel da Silva, de nacionalidade portuguesa, de trabalhar em Moçambique, com efeitos imediatos.

Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, a decisão surge em consequência da sistemática falta de observância da legislação moçambicana em vigor, sobretudo após se ter constatado que todas as advertências e chamadas para uma conduta salutar, enquanto trabalhou na empresa Tâmega, terem sido ignoradas pelo visado. Porque em nada contribuiu para o bom ambiente laboral em Moçambique e, agravado com o facto de a Inspecção do Trabalho ter vindo a receber várias denúncias sobre a sua pessoa, o senhor Marcos Joel da Silva não poderá ser contratado nem para a empresa Tâmega, nem para exercer outra actividade numa outra empresa no país.

Maputo, Sábado, 13 de Março de 2010:: Notícias

Topónimos serão revistos - revela Presidente do Município do Maputo


Topónimos serão revistos - revela Presidente do Município do Maputo

O Presidente do Concelho Municipal de Maputo, David Simango, defendeu ontem que nomes sem dignidade e nem orgulho para Moçambique devem ser expurgados da toponímia da capital do pais.

“É preferível dizer rua B do que dizer rua (António) Salazar (antigo ditador português), por exemplo”, disse Simango, falando na abertura do primeiro seminário sobre a Toponímia do Município de Maputo, realizado hoje, para discutir a atribuição de topónimos na urbe desde que se criou, em 2006, uma comissão encarregue desse trabalho.

Segundo o Edil, desde a sua criação, a Comissão Municipal de Toponímia já processou 218 lugares, entre ruas, lugares e pracetas, incluindo uma avenida, pontes e todos os cinco distritos Municipais. Contudo, algumas dessas propostas ainda aguardam a decisão do Ministério da Administração Estatal (MAE).

6 de março de 2010

Moçambique e Portugal alargam cooperação social


Moçambique e Portugal alargam cooperação social

Os governos de Moçambique e de Portugal vão identificar novas áreas de cooperação no sector social, reflexo da “excelente parceria” bilateral, disse quinta-feira à Lusa a ministra do Trabalho e Solidariedade Social de Portugal, Helena André.

A governante portuguesa, que está em Moçambique no âmbito da visita de três dias de José Sócrates ao país, visitou quinta-feira vários projectos sociais financiados por Portugal na companhia da ministra moçambicana da Mulher e Acção Social, Yolanda Cintura.

5 de março de 2010

Moçambique: Fotografias recentes do Bairro da Malhangalene em Maputo

Jornalista e escritora Rosa Langa entre os melhores da África e América Latina


Rosa Langa: Entre os melhores da África e América Latina

A jornalista e escritora Rosa Langa viu a sua obra “As Inconfidências dos Homens” seleccionada para uma grande colectânea de livros pertencentes a escritores de África e da América do Sul.

“As Inconfidências dos Homens” está numa antologia que leva como título “América do Sul e Africa: um olhar próprio, livros para conhecer os dois continentes” e é composto por 499 páginas, ilustrada com imagens de capa dos respectivos livros.

A selecção para esta grande obra foi feita pelo júri da Fundação Alexandre de Gusmão, e procura espelhar a vitrine editorial em que a diversidade cultural e a produção intelectual dos dois continentes promove uma aproximação directa entre os escritores, os seus dirigentes e o corpo diplomático presente em cada um dos continentes e que também teve um contributo valioso para tornar esta obra uma realidade.

Sofala: Energia eléctrica chega a 60 mil consumidores


Sofala: Energia eléctrica chega a 60 mil consumidores

A energia eléctrica da rede nacional já chega a pelo menos 60.625 utentes, o que representa 14,2 porcento da taxa de cobertura de um universo de 1,5 milhão de residentes em 11 dos 13 distritos da província de Sofala.

Segundo as previsões do Governo, as restantes regiões que ainda se abastecem recorrendo ao grupo gerador, nomeadamente Muanza e Maringue, serão iluminadas até final deste ano, enquanto Machanga recebe energia da vizinha vila de Mambone, sede distrital de Govuro, em Inhambane.

Trata-se, segundo o director dos Recursos Minerais e Energia em Sofala, Júlio Mahumane, de um avanço bastante significativo relativamente aos restantes pontos do país, onde ainda existem muitos distritos sem corrente eléctrica permanente.

Moçambique: Novo turismo vai divulgar valores histórico-culturais


Novo turismo vai divulgar valores histórico-culturais

As questões histórico-culturais das comunidades rurais moçambicanas, as suas vivências, usos e costumes poderão ser melhor conhecidos futuramente, caso o Governo e seus parceiros concordem na exploração do turismo científico, académico, voluntário e educacional, também designado por SAVE Tourism.

O SAVE Tourism é um segmento mais virado para o lado científico, em que grupos de turistas instalam-se nas comunidades com a finalidade de não só usufruir dos recursos lá existentes, como também, e grandemente, para estudar o modo de vivência do meio no qual estão, as suas questões histórico-culturais.

Com vista à avaliação das possibilidades de o país passar a oferecer este segmento de turismo, realizou-se entre segunda-feira e ontem na cidade de Maputo um seminário em que participaram académicos nacionais e estrangeiros, para além de instituições e personalidades com interesse na área.

Organizado pelo Instituto Nacional do Turismo (INATUR), em parceria com a Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o seminário contou com a participação e apresentações diversas de técnicos da SAVE Travel Alliance, uma organização internacional que congrega várias outras instituições conceituadas e de renome cometidas com o desenvolvimento da exploração turística sustentável, incentivando a conservação do património histórico-cultural e dos recursos naturais.

O ministro do Turismo, Fernando Sumbana Jr., explicou que este segmento é muito importante, acrescentando que o seminário visava analisar como é que Moçambique, pode implementar.

Na mesma ocasião, o ministro Sumbana revelou que um centro de pesquisa foi recentemente instalado no Parque Nacional de Banhine, esperando-se que paulatinamente infra-estruturas do género sejam montadas em outras áreas turísticas.

Segundo o governante, o SAVE Tourism vai explorar o património cultural e histórico, fornecendo dados científicos sobre as áreas em que for praticado.

Bernardo Dramos, director-geral do INATUR, destacou os ganhos que poderão ser alcançados com o SAVE Tourism, realçando que “usaremos o turismo para a educação”.

Para aquele director, actualmente existe muito potencial científico na vertente turística que ainda não é desconhecido, sendo por isso um ganho a sua adopção na medida em que mais turistas irão para as comunidades pesquisar as raízes da nossa cultura.

Maputo, Quarta-Feira, 3 de Março de 2010:: Notícias

4 de março de 2010

Cabo Verde comemora este ano, 35 anos de independência e 550 anos da descoberta


PR preside reunião para programar comemorações 35 anos independência e 550 anos da descoberta do arquipélago

A Comissão de Honra da organização que prepara as actividades para a celebração do 35º Aniversário da Independência Nacional e dos 550 anos da descoberta de Cabo Verde reúne-se hoje, pela primeira vez, para definir o programa das comemorações.

A reunião, presidida pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, sentará à mesma mesa um vasto leque de personalidades, que incluem o presidente da Assembleia Nacional (AN), Aristides Lima, e o primeiro-ministro José Maria Neves.

A Comissão de Honra, presidida também por Pedro Pires, integra também o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), os dirigentes máximos de cada um dos partidos políticos com assento parlamentar e mais três personalidades designadas pelo Conselho de Ministros.

O Presidente da Comissão Executiva da Organização para as Comemorações dos 550 Anos da Descoberta de Cabo Verde e do 35º Aniversário da Independência Nacional (OCDI-550/XXXV) é, por inerência, a nova ministra do Ensino Superior, Ciência e Cultura, Fernanda Marques, empossada terça feira para o cargo anteriormente ocupado por Manuel Veiga.

O director de Gabinete de Comunicação da Presidência de República cabo-verdiana, Anatólio Lima, disse à Agência Lusa que a reunião destina-se a estabelecer "as linhas mestras de actuação" da organização, que receberá também as orientações para a concretização das actividades que assinalam as duas efemérides, ainda por conhecer.

Compete à Comissão de Honra apreciar e aprovar o programa das celebrações e que será materializado por uma comissão executiva que, além das cerimónias oficiais, terá ainda a incumbência de "apoiar a realização, por parte da sociedade civil, de outras cerimónias, celebrações e festividades de carácter cultural, histórico, desportivo e recreativo em todos os concelhos".

Cabo Verde celebra, este ano, os 550 anos da descoberta do arquipélago (Maio de 1460), os 35 da Independência Nacional (05 de Julho de 1975) e o primeiro aniversário (26 de Junho de 2009) do reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade.

Agência Lusa/Expresso das Ilhas
04 de Março de 2010

2 de março de 2010

PM português chega hoje a Moçambique


PM português chega hoje a Moçambique

Relações Portugal-Moçambique no seu nível mais alto

- afirma embaixador português em Maputo

Maputo (Canalmoz) - As relações entre Portugal e Moçambique “estão no seu nível mais alto, diria eu, num bom momento”, opinou ontem o embaixador de Portugal em Maputo, Mário Godinho de Matos, falando a jornalistas na representação diplomática do seu País em Maputo. Na ocasião e respondendo a uma pergunta do Canalmoz e do Canal de Moçambique semanário, o mais alto representante diplomático de Lisboa em Maputo garantiu que Portugal foi totalmente ressarcido pela reversão de Cahora Bassa para o Estado Moçambicano e “a operação fez com que as relações entre os dois países melhorassem consideravelmente”.
O diplomata luso anunciou na ocasião que o primeiro-ministro português, que é simultaneamente secretário-geral do Partido Socialista, inicia hoje, cerca das 23h45 uma visita a Moçambique que deverá terminar na sexta-feira cerca das 12 horas depois de ter estado em Maputo, Tete e Songo onde vai conhecer a barragem de Cahora Bassa, empreendimento hidroeléctrico em que o Estado português ainda detém uma participação de 15 por cento.

1 de março de 2010

Língua portuguesa conquista jovens urbanos


Língua portuguesa conquista jovens urbanos

Moçambique terá a partir de agosto o primeiro curso de Mestrado internacional em tradução e interpretação de conferência em português, reflexo da “evolução positiva” da língua que tem conquistado maior número de falantes jovens nas áreas urbanas.

O projeto resulta de dois protocolos assinados, no último ano, entre o Instituto Camões, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Universidade Pedagógica de Moçambique, disse à Lusa o responsável pelo Instituto Camões em Maputo, António Braga.

Falando sobre o estado da língua portuguesa em Moçambique, país que logo após a independência, em 1975, adotou o português como língua oficial da administração pública e da educação, António Braga qualificou de “positivo” o crescimento do português no país e apontou alguns projetos de expansão.

Lusa, 01 de Março de 2010