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13 de janeiro de 2010

Mussulo também quer ser Património Mundial da Humanidade



Mussulo também quer ser Património Mundial da Humanidade

Mussulo, a ilha a sul de Luanda, capital Angola também quer ser Património Mundial da Humanidade e tal como aconteceu no ano passado com a Cidade Velha, em Cabo Verde, pretende ser integrada na “Rota dos Escravos”, traçado que a UNESCO quer preservar. Leia aqui a por que é que o Mussulo quer ser Património Mundial da Humanidade, um artigo que reproduzimos aqui e retirado do Jornal de Angola.

“A tentativa de se implementar um verdadeiro e significativo projecto de turismo de memória, em Angola, tal como se verifica nos últimos anos, ligado ao mais longo período da história de Angola, no sentido heleno, o da escravatura, é deveras gratificante para a Nação. A propósito, o tema “Mussulo: uma península esclavagista”, apresentado na transição do ano 2009 para 2010, em “Noites do Novo Decénio”, realizada no Triângulo Turístico e Histórico – Cultural Kanawa Mussulo, em Luanda, vem, é claro, dar ênfase à abordagem sobre o aproveitamento das ilhas em frontispício da parte setentrional do “cárcere” - cidade de São Paulo de Loanda, na concentração, armazenamento e embarque de mulheres, homens e crianças, cativos, congos, ngolas, matambas, mundongos, imbangalas e cassanjes, para o Golfo de Guiné, à Península Ibérica e ao Novo Mundo (América).

26 de novembro de 2009

Moçambique: Ilha dos “Escravos” regurgita com 'Festival de Artes On Hipiti'


ILHA DOS "ESCRAVOS" REGURGITA COM ON HIPITI

Cerca de Quinze mil pessoas, entre nacionais e estrangeiros, assistiram na semana passada, na Ilha de Moçambique, em Nampula, o Festival de Artes On hipiti, que em língua macua significa “Estamos na Ilha”, um evento que tinha por objectivo promover os hábitos culturais locais fundamentados na dança, na música, na gastronomia e noutras manifestações artísticas e culturais dos Ilhéus. A expressão facial, o uso do mussiro para untar e adornar a pele e ainda os trajes coloridos e rústicos fazem parte destes complementos culturais que não se querem desaparecidos. Não seria a Ilha de Moçambique um Património Cultural da Humanidade. E se ela é, então há muito mais a preservar do que somente as ruínas que restam do que foi a Ilha em tempos e que são o testemunho vivo de uma história secular, feita de carne e sangue, de amor e ódio, de alegria e tristeza. Feita também de pólvora e de cânticos de vitória.

2 de outubro de 2009

Muxima: Um lugar que vive de Fé (Angola)

Muxima: Um lugar que vive de Fé É na província do Bengo, na margem esquerda do “Rio kwanza” que podemos encontrar uma pequenina região chamada “Muxima”, palavra oriunda de uma das línguas nacionais angolanas “quimbundo” que em português quer dizer coração. A região (apesar de pequena) é conhecida por causa da sua Santa a quem chamam de “Mamã Muxima”, reverenciada em Angola, por milhares de peregrinos que vão a igreja a ela dedicada. Os fiéis que por lá passam (todos os dias) falam das suas preocupações, angústias, e desejos. Muitos dos que lá vão, é na esperança de que ela resolva problemas de saúde que a ciência não tenha conseguido curar, outros vão pedir que lhes traga dinheiro e que os livre da pobreza em que vivem. Todos os anos, na primeira semana de Setembro acontece durante 3 dias a peregrinação mais esperada do ano onde se junta um mar de gente independente da religião, nacionalidade, cor ou motivo. São mais ou menos 132kms a partir de Luanda para lá chegar. No caminho encontram-se grandes embondeiros característicos da zona. Metade da estrada já está asfaltada, e outra metade está quase pronta a levar o asfalto, o que facilita muito a viagem. As condições estão a ser criadas para melhorar a acomodação de todos, assim como pequenas casinhas que são alugadas por dia. O forte da Muxima é a sua capela e igreja que hoje fazem parte do património da UNESCO, a pedido do governo angolano. Sapo AO, 02 de Outubro de 2009

22 de agosto de 2009

Dia da Escravatura: Ilha de Moçambique acolhe comemorações

Dia da Escravatura: Ilha de Moçambique acolhe comemorações A Ilha de Moçambique acolhe este domingo as cerimónias centrais de comemoração do dia 23 de Agosto - Dia Internacional da Abolição da Escravatura, efeméride proclamada pela UNESCO em 1997. As cerimónias serão presididas pelo Vice-Ministro da Educação e Cultura, Dr. Luís Covane. As actividades comemorativas vão decorrer na vila de Mossuril e na cidade da Ilha de Moçambique, contemplando a limpeza e colocação de placas de identificação de locais históricos e testemunhos de tráfico de escravos, palestras, exibição de manifestações culturais, com ênfase à peça de teatro sobre escravatura, cujo palco estender-se-á da Vila de Mossuril à Ilha de Moçambique, atravessando a baía através de embarcações. A institucionalização desta data, de acordo com um comunicado do Ministério da Educação e Cultura (MEC), prende-se com o reconhecimento internacional sobre os impactos do tráfico de escravos em África, e a necessidade de promover a reflexão e estudo sobre este facto e sobretudo, o imperativo de criar e implementar uma abordagem positiva dos impactos da escravatura, como fenómeno que propiciou a aproximação de culturas, pessoas, o que constitui pressupostos para a maior solidariedade e cooperação entre os povos para o desenvolvimento social e económico. Para além da população e autoridades nacionais aos diversos níveis, os convidados de honra nestas comemorações, como foi o caso em 2007, são as delegações oficiais das Ilhas Reunião e Maurícias. Para o efeito, já se encontra em Moçambique a delegação da Ilha Reunião, chefiada pelo senhor Jean-René Dreinaza, director da Cultura e Desporto no Conselho Geral da Ilha Reunião. Enquanto isso, aguarda-se o desembarque da delegação mauriciana. Estudos sociológicos, antropológicos e biomédicos têm confirmado que vários cidadãos daquelas Ilhas têm os seus antepassados em Moçambique, de onde foram deportados como escravos a partir de portos como o da Ilha de Moçambique, Inhambane e Quelimane, essencialmente. Reabre Museu da Marinha Ainda no quadro das celebrações do Dia Internacional da Abolição da Escravatura, está agendada a reabertura do Museu da Marinha da Ilha de Moçambique, fechado ao público há alguns anos para obras de reabilitação, requalificação e enriquecimento do seu acervo. Segundo o MEC, o museu vai expor pela primeira vez objectos encontrados durante a pesquisa em Arqueologia Subaquática realizada pela “Sociedade Património Internacional”, constituídas por peças da Porcelana Ming (da China, séc. XVI a XVII), moedas em ouro e prata, entre outros objectos encontrados em navios naufragados ao largo da costa da Ilha de Moçambique, e recentemente entregues ao Ministério da Educação e Cultura. Entretanto, de acordo com o comunicado do MEC, o programa comemorativo contempla a inauguração do sistema de abastecimento de água à partir da Fortaleza São Sebastião, depois de modernizado, no quadro da 1ª fase de reabilitação daquela Fortaleza. Recorde-se que a estrutura daquele monumento foi concebida para recolher as águas pluviais, cuja cisterna foi sempre uma alternativa fundamental de acesso à água para os ilhéus. O empreendimento contou, para além dos fundos do Estado Moçambicano, de apoio da Bélgica e Flandres. Maputo, Sábado, 22 de Agosto de 2009:: Notícias

2 de julho de 2009

Angola apresenta candidaturas a Património Mundial da Humanidade

Angola apresenta candidaturas a Património Mundial da Humanidade Luanda - Angola, através do Instituto Nacional do Património Cultural, apresentou três candidaturas a Património Mundial da Humanidade, no fórum da Unesco, que decorre em Sevilha, Espanha. Segundo o Ministério da Cultura (Mincult), em nota enviada hoje, quinta-feira, à Angop, em Luanda, para a primeira fase de avaliação, Angola inscreveu a Paisagem Cultural de Cutundu-Hulu, na província do Namibe, o Corredor do Kwanza (Luanda-Kwanza Norte) e o Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo (Zaire). O objectivo desta inscrição é mostrar o valor cultural das mesmas com o intuito de serem incluídas definitivamente na lista de Património Mundial da Humanidade da Unesco. Para defender os interesses angolanos, o Ministério da Cultura (Mincult) fez deslocar a Sevilha dois especialistas do Instituto Nacional do Património Cultural. Sapo AO, 2 de Julho de 2009

5 de junho de 2009

Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo: Polémica chega a Maputo

Sete Maravilhas: Polémica chega a Maputo A polémica sobre “As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo” chegou também a Moçambique, com acusações de “distorção da história colonial”, embora haja quem considere “empolada” a contestação.
“As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”, um concurso promovido por instituições portuguesas, nomeadamente pela televisão pública RTP, pretende a selecção, através de votação por internet, de sete dos lugares mais emblemáticos construídos durante o império colonial português. Esta semana, um grupo de académicos de vários países do mundo criticou numa carta aberta os promotores do evento por considerarem que “distorcerem o passado sangrento da sua expansão colonial em África”. Em Moçambique, “representado” no concurso pela Ilha de Moçambique, o diário de maior circulação do país, o Notícias, dedicou esta semana toda a página dois do seu suplemento cultural ao concurso, mas é na segunda coluna desse espaço que escreve: “Escravatura – Vergonha que Portugal prefere contornar”. Citando a referida carta aberta, o jornalista Paul Fauvet, autor do texto inserido no Notícias, diz que “o Governo português e os organizadores do concurso ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos”. “Será possível desvincular a arquitectura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm, no presente, enquanto lugares de memória de imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colónias europeias?”, questiona o Notícias, com base na carta. Em declarações à Lusa, o director do Arquivo Histórico de Moçambique e docente de História na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Joel das Neves, considerou “empoladas as críticas a essa iniciativa”, salientando que o concurso “assenta num contexto de valorização do património arquitectónico ligado a Portugal”. “Se o argumento de que exaltar o aspecto arquitectónico dos monumentos é faltar ao respeito da memória dos que foram escravizados na edificação desse património, ainda se irá criticar a UNESCO por considerar a Ilha de Moçambique um património da humanidade”, observou Joel das Neves. O director do Arquivo Histórico de Moçambique referiu ainda que “alguns dos monumentos que são o orgulho do Moçambique - pós independência foram edificados no contexto da dominação colonial portuguesa”. “Compreendo a animosidade, mas a minha opinião é a de que se está a distorcer o espírito da iniciativa”, enfatizou Joel das Neves. LUSA, 05 Junho 2009

31 de maio de 2009

Cabo Verde: Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade

Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade A instalação de trinta candeeiros abastecidos com energia solar no bairro de São Sebastião, na Cidade Velha, a 15 quilómetros da capital, marcou o arranque do projecto “Iluminação Pública Solar”, enquadrado na candidatura da localidade a Património da Humanidade. O início do projecto “Iluminação Pública Solar”, financiado pela cooperação espanhola, coincidiu com o Dia Internacional da Energia, que se assinalou na sexta-feira, e insere-se nas melhorias da Cidade Velha, cuja candidatura a Património Mundial da Humanidade será dada a conhecer pela UNESCO em Junho próximo. O ministro da Cultura, Manuel Veiga, explicou que o projecto se enquadra nas exigências da UNESCO para a candidatura da Cidade Velha, também conhecida por Ribeira Grande de Santiago, aliando a melhoria da qualidade de vida da população à protecção ambiental. “Esse projecto vai aumentar a qualidade de vida e entra no rol de tudo aquilo que devemos fazer para que o sítio seja classificado como Património da Humanidade. Uma outra exigência, do ponto de vista do Ambiente, tem a ver com a harmonia entre a preservação ambiental e a do património histórico”, destacou. A primeira fase do projecto conta com 30 postes de iluminação pública, equipados com painéis solares, totalmente independentes e autónomos, na zona de São Sebastião, junto à Sé Catedral, a primeira construída por portugueses em África, entre 1556 e 1700. Os postes e o sistema de iluminação pública são flexíveis, de fácil manutenção, totalmente autónomos em termos de energia e com uma forte preocupação patrimonial e ambiental, estando orçamentado em 23 milhões de escudos (cerca de 208 mil euros). O projecto-piloto implementado na Cidade Velha pode vir a ser desenvolvido em outros pontos do país, principalmente nas zonas mais remotas, onde é difícil a instalação da rede eléctrica nacional, conforme explicou a ministra da Economia, Crescimento e Competitividade cabo-verdiana, Fátima Fialho. “Este foi um projecto-piloto concebido especialmente para esta zona, que está a candidatar-se a Património da Humanidade. Mas a nossa política energética envereda-se para a área de utilização de energias renováveis”, explicou. Cabo Verde pretende aumentar a penetração de energias renováveis (solar e eólica) para diminuir o uso de combustíveis fósseis. O Governo já estabeleceu como meta que até 2020, metade da energia consumida no país terá como fonte o sol ou o vento. Lusa, 30 de Maio de 2009