Mostrar mensagens com a etiqueta Pemba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pemba. Mostrar todas as mensagens
22 de abril de 2010
1 de abril de 2009
Pemba: Pescador da Ilha do Wimbe a puxar a rede
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Ilha do Wimbe,
Moçambique,
Pemba
14 de março de 2009
4 de março de 2009
Moçambique: Pemba
Pemba
O que mais alicia neste local é estar perante a terceira maior baía do mundo com um porto que apresenta condições de navegação exemplares. Aliás, um dos melhores que os portugueses possuíram no tempo da colonização. Antes de 1975 Pemba era conhecida como Porto Amélia. Situada a 2500 km de Maputo os seus 82 000 habitantes sofrem de algum isolamento mas quem chega não o sente. Este paraíso oferece de bandeja uma paleta de azuis esverdeados de incomparável beleza. As suas praias, das mais limpas do mundo, são quase desérticas. A água quente juntamente com a areia que parece seda, devido à sua fina textura, fazem esquecer quaisquer limites. Ali nem o céu é o limite.
Ao percorrer a Costa com um todo-o-terreno poderá contactar com o povo Maconde. No seu rosto têm sempre espelhado um sorriso aberto mas são os mais reservados e mais orgulhosos e independentes. Ao longo da praia poderá observar crianças e mulheres a plantar algas, apanhar amêijoas e magajoso, uma espécie de minhoca do mar com proporções ainda significativas.
Quem adora este alimento são os chineses. Alguns homens nas suas barcolas esbranquiçadas pela salmoura dedicam-se ao arrasto do camarão. Muitos apenas falam maconde, sendo, por isso, difícil a comunicação. Mas nada como o gesto para quebrar barreiras.
Muitas mulheres ainda pintam o rosto com uma máscara branca, o musiro sinónimo de que atingiram a maioridade. Também aqui se pode assistir a cerimónias e rituais, muitas vezes realizados por dançarinos mascarados, os mapicos, e acompanhados por um grande número de tambores ou instrumentos metálicos.
Ao assistir a esta dança, os jovens explicaram-me que vão um mês para o bosque para aprender a enfrentar o medo; identificar os sons dos animais, entre outros ensinamentos. Depois alguns são circuncizados. A última etapa desta prova enfrentar o mapico. Outra forma de expressão cultural dos macondes é a tatuagem e os dentes afiados, com fins estéticos e de identificação.
A vila mais moderna foi construída em 1904 como centro administrativo da Companhia Comercial de Niassa, sendo o bairro mais conhecido o paquitequete. Este povo tem um talento natural para a escultura em madeira e marfim. Aqui vale a pena comprar objectos de pau preto; são de qualidade e têm obras admiráveis. Mas não se esqueça de um pormenor: este povo é o guerreiro por excelência. Aliás, são conhecidos pela sua coragem.
Texto: Teresa Cotrim
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Autor,
História,
Moçambique,
Património,
Pemba,
Portugal








