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17 de julho de 2012

História da Carochinha (Fernanda Cachão)



O chamado ‘caso Relvas’ - não esse, o outro, o da questão das habilitações literárias – trouxe a um convívio noticioso mais estreito a figura de Duarte Marques. Nascido em Maio de 1981, licenciado em Relações Internacionais e mestrado incompleto em Relações Internacionais/Assuntos Europeus, Duarte Marques é consultor e é, sobretudo, deputado e líder da JSD.

Através de Duarte Marques ficámos a saber que Miguel Relvas sempre foi transparente acerca das suas habilitações literárias e até "chateia a cabeça às pessoas com alguma veemência para não cometerem o erro que ele cometeu". Ou seja e convém explicar – o de amarem primeiro a política sobre todas as coisas, nomeadamente os estudos.

Através do jovem deputado ficámos também a saber que a culpa deste caso é do ex-ministro Mariano Gago, pois "é preciso pedir explicações a quem aprovou esta lei [de equivalências]". O dirigente da JSD interroga-se até sobre os reais objectivos da lei e por que não foram previstos casos como o do actual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Isto é o que se chama contar a história da Carochinha pela perspectiva do caldeirão.

Correio da Manhã, 17 de Julho de 2012

Anedotas (João Pereira Coutinho)



Nos últimos dias, é impossível frequentar a internet: a quantidade de anedotas sobre a ‘licenciatura’ de Miguel Relvas é tão elevada que uma pessoa nem consegue trabalhar com o riso.

Só por isto o ministro Relvas merecia uma medalha: por animar um país em depressão com a sua ‘procura do conhecimento permanente e da verdade.’ Claro que, para lá das pilhérias (‘Dá licença?’ ‘Está licenciado.’), existe um problema político sério. Não para Relvas, que obviamente não vê problema algum; mas para o primeiro-ministro.

Por razões que a razão desconhece, Passos Coelho até pode ‘segurar’ o nosso doutor. Mas Relvas será, até ao fim, a anedota permanente deste governo e, pior, a lembrança viva de que a conversa dos ‘sacrifícios’ é um insulto aos portugueses. Sobretudo quando o governo tem na equipa um ministro que pairou acima de qualquer sacrifício para sacar uma reles licenciatura. Para ‘segurar’ Relvas, Passos arrisca-se a perder definitivamente o país.

Correio da Manhã, 15 de Julho de 2012

Por um canudo (João Pereira Coutinho)



Uma pessoa consulta alguns cursos e fica abismada. Animação Turística? Publicidade e Marketing? Restauração e Catering? Longe de mim duvidar da qualidade dos produtos.

Mas se estas coisas existem, por que não um canudo em Carreirismo Partidário, destinado a premiar os anos em que o político nativo rasteja pelas ‘jotas’, ascende aos órgãos directivos e chega a deputado/secretário/ministro? Por acaso os portugueses pensam que isto não dá trabalho?

Uma licenciatura em Carreirismo Partidário seria composta por disciplinas como: Técnicas de Colagem de Cartazes; Introdução ao Megafone; Oratória em Congressos; Jantares de Desagravo; e ‘Uma Lembrancinha para o Sr. Dr.’: Teoria e Prática. Num país decente, nenhum político carreirista teria que andar a mendigar licenciaturas fora da sua área de interesse. Por exemplos presentes e passados, uma universidade só para a espécie devia ser prioridade do dr. Crato.

Correio da Manhã, 13 de Julho de 2012

20 de maio de 2012

Moda de pulseiras feitas de preservativos femininos compromete luta contra a sida



Chimoio, Moçambique, 19 mai (Lusa) - Ivete Santos, 16 anos, passa numa rua de Manica, Moçambique, de uniforme escolar, na companhia de amigas, mochila às costas e um brilho no seu pulso esquerdo: seis argolas de preservativos femininos, que ela usa como pulseiras.

"Agora, tornou-se moda andar com estas pulseiras entre as meninas. Veja que no meu grupo (cinco raparigas) só ela não tem. O que me encanta é o brilho que isso tem quanto mais molhas no banho", diz Ivete à Lusa.

A moda de uso de argolas de preservativos femininos entre as raparigas, nas províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique, tem vindo a preocupar as autoridades de saúde, justificando que a "onda das pulseiras" pode comprometer esforços na luta contra a propagação do HIV-SIDA.

Não raras vezes, nas ruas de Chimoio e da Beira, veem-se raparigas com seis a oito "pulseiras" no braço ou o dobro quando optam por usar nos dois pulsos. Cada preservativo feminino tem duas argolas, mas apenas a inferior é aproveitada como "pulseira".

27 de março de 2012

Continua o braço de ferro entre vendedores e o Conselho Municipal de Maputo


Depois do Conselho Municipal ter autorizado a prática do negócio de rua em algumas avenidas da cidade de Maputo, uma medida que exclui os passeios das escolas e dos hospitais, ainda se verifica uma certa resistência por parte de alguns vendedores, que afirmaram ao SAPO que “custe o que custar, não iremos deixar de vender aqui”.

Após um encontro de concertação entre a edilidade e os vendedores dos passeios de forma a sensibilizar aqueles comerciantes à abandonarem os locais considerados de riscos e impróprios para a prática comercial, a proposta não foi aceite pelo grupo, facto que obrigou o Edil a ceder a pressão tendo logo estabelecido que somente proibia nos passeios das escolas e dos hospitais.

5 de fevereiro de 2012

Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional


Esta é a página nº 511 do livro “Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional” (editora Gradiva), escrito por Álvaro Santos Pereira, agora Ministro da Economia e do Emprego.

Transcrição da página 511:

“POLÍTICAS PARA RETOMAR O SUCESSO

fnal? Claro que não. Como sublinhei ao longo deste livro, há fortes indícios de que o nosso Estado está a matar a economia nacional. No entanto, isto não quer dizer que os funcionários públicos sejam os responsáveis por esta situação. Com efeito, nada poderia estar mais errado. Uma verdadeira reforma do Estado que torne as nossas contas públicas saudáveis e sustentáveis não deve ser feita contra os funcionários públicos ou contra o serviço público. Muito pelo contrário. Uma verdadeira reforma da administração pública terá de melhorar o serviço público, não piorá-lo. Uma verdadeira reforma da função pública terá de aumentar o prestígio do emprego público, não diminuí-lo. Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles próprios e estimular a mudança de que a nossa administração pública necessita. Finalmente, uma verdadeira e duradoura reforma do nosso Estado não poderá encarar a necessária dieta da administração pública como uma mera poupança de euros e de despesa pública, mas assim como uma oportunidade única para melhorar a eficiência do Estado e, assim, simplificar e auxiliar a vida dos portugueses. É neste sentido que uma reforma da administração pública tem de ser feita com os funcionários públicos e não contra eles. Porquê? Porque toda e qualquer reforma que seja contra os funcionários públicos está condenada ao fracasso. E porque, como já disse, não são eles os responsáveis pela situação actual, mas sim os nossos governantes. É verdade que os funcionários públicos têm, em média, remunerações e benefícios sociais um pouco acima dos auferidos no sector privado. No entanto, não só esta situação é comum a quase todos os países mais avançados, como também não podemos fazer dos funcionários públicos os bodes expiatórios desta crise. Não são. A culpa do descalabro das finanças públicas nacionais não é dos funcionários públicos, é dos governos. E claro que" Fim de transcrição.
_________
Nota:
Será que o Sr. Ministro pode mostrar esta folha ao seu chefe Passos Coelho e ao seu colega das Finanças? Ou será caso para dizer: “Façam o que eu digo (escrevo) e não façam o que eu faço”?

Recebido por e-mail, reencaminhem

11 de dezembro de 2011

Portugal: José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros


José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros

O governo de José Sócrates gastou mais de 13,5 milhões de euros com a compra, em 2010, de 676 carros novos.

Dessa despesa total, quase 5,3 milhões de euros diz respeito a gastos com o aluguer operacional dos veículos durante 4 anos.

Entre as aquisições estão veículos da Polícia e das Forças Armadas, o que faz com que os ministérios que mais viaturas novas receberam foram os da Administração Interna e da Defesa.

Foram também comprados viaturas de bombeiros e ambulâncias.

Por: António Sérgio Azenha
Correio da Manhã, 11 de Dezembro de 2011

17 de outubro de 2010

Moçambique: Frelimo força professores a serem membros do partido


Frelimo força professores a serem membros do partido

– denuncia grupo de docentes no Dia Nacional do Professor

Maputo (Canalmoz) – A direcção do partido Frelimo, a nível da província de Maputo, está a usar o facto de estar no poder para angariar mais membros na Função Pública. Um grupo de professores denunciou, durante as celebrações do Dia Nacional do Professor (12 de Outubro), que está a ser persuadido a adquirir cartão de membro do partido no poder e pagar quotas.
Estes docentes, sobretudo os recém admitidos e estagiários afectos em algumas escolas nos distritos, afirmam que num encontro realizado há dias para a definição de estratégias da realização de exames normais e extraordinários que se avizinham, foram pressionado a se filiarem ao partido no poder.
Os nossos interlocutores, sob anonimato, avançaram que desde os directores distritais, passando pelos directores das escolas, receberam orientações para persuadir todos os professores independentemente do regime (contratado ou efectivo) a serem membros do partido de “batuque e maçaroca” por formas a ganhar, de forma esmagadora, os próximos pleitos eleitorais.
“Quando acabávamos de entrar, foram-nos distribuídos impressos de modo a sermos membros do partido no poder. Preenchemos e recebemos os cartões. Às vezes, as direcções das escolas convocam reuniões com professores, com uma certa agenda, mas acabam falando de assuntos partidários”, contam.
Os professoram disseram ainda que, nos encontros nas escolas, sempre se mete um slogan político.
As fontes afirmam entretanto que faz falta discutirem-se assunto relacionados com a progressão nas carreiras profissionais e a falta transparência no processo de atribuição de bolsas.

(Cláudio Saúte)

2010-10-14

15 de junho de 2010

Novo B.I. tem emblema da República Popular de Moçambique


Novo B.I. tem emblema da República Popular de Moçambique

Todos os bilhetes a que tivemos acesso, último dos quais emitido a 5 de Abril do ano em curso, contêm o mesmo erro. É um erro que, segundo uma fonte da Direcção de Identificação Civil (DIC), já foi detectado e reconhecido pelas autoridades governamentais.

O novo Bilhete de Identidade contém, na parte holográfica, no fundo, emblema do período socialista, com a escrita “República Popular de Moçambique”, ao invés de “República de Moçambique”, o que viola o artigo 1, do capítulo 1, que designa o nosso país “República de Moçambique” e define-o como um Estado independente, soberano, democrático e de justiça social. São, ao todo, cinco emblemas com a escrita “República Popular de Moçambique”: dois grandes e três pequenos.

15 de março de 2010

Barbies negras mais baratas


Barbies negras mais baratas

A Wal-Mart, a maior cadeia de comércio a retalho do mundo, está a ser acusada de racismo por fazer saldos da versão negra das famosas Barbies. As bonecas são iguais, só muda a cor da pele e do cabelo... mas o preço é quase 50% mais baixo.

Segundo o Diário de Notícias (jornal português) na foto publicada no site funnyjunk.com é bem visível que enquanto a Barbie branca custa 5,93 dólares, a boneca negra, Theresa, mesmo ao lado na prateleira, tem um preço de saldo de 3 dólares, um desconto de quase 50%. Ambas são iguais, à excepção da cor da pele e do cabelo, noticia o El Mundo. Um porta-voz da Wal-Mart explicou, através do correio electrónico, que "para escoar stocks e prepararmos a chegada de novas colecções na Primavera, vários dos nossos produtos estão com preços mais baixos. Neste caso, ambas são excelentes bonecas e se um dos modelos está a preço de saldo (o preço inicial era igual) deve-se simplesmente ao facto de se vender menos".

Alguns representantes da comunidade afro-americana é que não se sentiram satisfeitos pelas explicações. "A implicação de baixar o preço é estar a desvalorizar-se a boneca negra. E, mesmo que não tenha sido uma decisão intencional, estas coisas têm, por vezes, efeitos colaterais", lembra Thelma Dye, responsável de um centro de desenvolvimento infantil em Harlem, um dos mais carismáticos bairros negros de Nova Iorque. Não se sabe se a Wal-Mart optou por acabar com os saldos ou se simplesmente relegou as Theresas não vendidas para os seus armazéns.

Sapo MZ, 15 de Março de 2010

20 de outubro de 2009

Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada “Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo. Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas. O veterano da luta de libertação nacional que se recusou a responder às nossas questões, é tido como da “ala dura” da Frelimo. É tido como uma das figuras que lidera a tendência da reimplantação do sistema monopartidário em Moçambique, o mesmo sistema adoptado pela Frelimo, logo após a independência nacional em 1975, que só viria a ser destituído através de uma guerra civil sangrenta movida pela Renamo, e que durou 16 anos. Ignorando que a guerra civil semeou a destruição de significativas infra-estruturas, conduziu à morte mais de um milhão de moçambicanos e destruiu o tecido social e económico do país, Marcelino dos Santos é tido pela opinião pública como um dos mentores do regresso ao partido único por aliança com Armando Guebuza e outros velhos combatentes que se opõem à ascensão ao poder dos jovens, excepto até a lugares subalternos. Marcelino dos Santos foi abordado à margem da cerimónia de deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis moçambicanos, em memória a Samora Machel. Samora Machel morreu no acidente fatídico de Mbuzine, há 23 anos, mas até hoje ainda não foram esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu. Atrelando-se a uma entrevista que Marcelino dos Santos estava a conceder para a televisão públicas, um repórter da televisão privada Miramar, quis saber do veterano da luta de libertação nacional quais eram os contornos das investigações que levaram a morte do Samora Machel, e dos Santos respondeu o seguinte: “camarada-chefe, vocês são uma instituição que eu não respeito, vocês e outros, portanto eu não respondo. Não respeito a vossa instituição, porquê é que querem fazer perguntas¬ a mim?”, disse Marcelino dos Santos no seu tom habitual, temendo perguntas que por ventura poderiam desenterrar algumas verdades escondidas há 23 anos, como comenta a opinião pública. A tentativa do repórter do Canal de Moçambique insistir com as mesmas questões, também recebeu o mesmo “não”, de Marcelino dos Santos. Afinal de contas, quem matou Samora Machel? Esta é a pergunta que o povo faz no dia-a-dia. Uns defendem que se tratou de negligência de várias partes envolvidas com o voo, outros falam de morte preparada por dentro. Outros dizem que foi o regime do apartheid que matou Samora. O certo, porém, é que o texto integral do relatório da Comissão de Inquérito presidida por Armando Guebuza continua escondido sem se conhecerem as razões para tal. Joaquim Chissano chegou a dar garantias de que se publicariam as conclusões do inquérito. Tabo Mbeki, ex-presidente sul-africano também prometeu. Ambos acabaram os seus mandatos sem cumprirem com as promessas. Samora Machel morreu a 19 de Outubro de 1986, na zona montanhosa de Mbuzine, na África de Sul, num acidente aéreo quando vinha de uma reunião na Zâmbia, num dos seus esforços para se alcançar a paz na região austral de África, na altura seriamente ameaçada por guerras várias em países da SADC e pelo regime minoritário do apartheid na África do Sul. (Borges Nhamirre e Egídio Plácido) 2009-10-20

14 de setembro de 2009

Campanha à portuguesa (José Ribeiro, Director do Jornal de Angola)

A Palavra do Director
José Ribeiro
Campanha à portuguesa Portugal está em plena campanha eleitoral para as legislativas, às quais se seguem as eleições autárquicas. Pelos ecos que nos chegam a campanha vai animada e cada partido representado na Assembleia da República faz tudo para convencer o eleitorado a dar-lhe a confiança do voto. O que se passa em Portugal é igual ao que se passa em todo o mundo e exactamente o mesmo que aconteceu em Angola há um ano, quando os angolanos foram às assembleias de voto escolher o partido que devia governar o país. Digo que é tudo igual, mas há algumas diferenças que quero evidenciar. Angola não mandou maquilhar jornalistas para irem a Portugal perturbar o processo eleitoral, destabilizar o eleitorado e fazerem campanha contra um dos partidos concorrentes às eleições. Não mandou jornalistas para curas de emagrecimento para depois em Portugal se colocarem ao lado dos que escondem a pobreza envergonhada nas bicas do café. Não entramos nessas operetas ridículas e respeitamos todos os povos e todos os países de mundo, mesmo aqueles que promovem atropelos à ética global. Os angolanos vão recebendo notícias da campanha eleitoral em Portugal e os órgãos de informação nacionais guardam a distância que se impõe para marcar a diferença entre o que alguns órgãos de informação portugueses fizeram há um ano e o que fazemos nós, agora. Quem quiser aprender a lição, que aprenda. Quem não quiser pode continuar a mostrar que vale muito pouco. Os ecos que nos chegam da campanha eleitoral em Portugal trazem uma vez mais declarações estranhas sobre Angola. Há quem esteja interessado em envolver o nosso país na disputa eleitoral em Lisboa, fazendo declarações a roçar o insulto. Se respondêssemos, fazíamos um grande favor aos detractores. Por isso, nem respondemos nem nomeamos. Apenas registamos que em Portugal há políticos que não conseguem dormir descansados enquanto existirem empresas e empresários angolanos a fazerem o seu trabalho. E por qualquer razão que não interessa aqui referir recusam ou ficam preocupados com a entrada de capitais angolanos em empresas ou grupos económicos portugueses. E dizem isso em debates eleitorais. Há neste comportamento uma tendência para quem está desprovido de qualquer ética querer dar lições a Angola. Só assim se compreende quem ignora os casos de corrupção, clientelismo, nepotismo, má gestão, pedofilia, que vieram a público em Portugal. Para não falar da tentativa aberta de domesticação dos órgãos de informação por grandes grupos económicos ou aparelhos partidários. Mal se percebe que tendo os países da Europa e os EUA mergulhado o mundo na mais grave crise financeira de todos os tempos, que governos democráticos já tenham privatizado no Ocidente mais de 60 bancos, que tenha vindo a público tanto escândalo político, tanta corrupção, ainda existam em Lisboa políticos apontando o dedo ao nosso país, que vai conseguindo, com muito esforço, reparar o que foi destruído e até agora tem conseguido enfrentar a crise como sabe. Os que tentam arrastar Angola para a campanha eleitoral em Portugal mereciam uma resposta à letra, quanto mais não seja pela falta de pudor. Mas até ao contar dos votos, vamos ficar em silêncio. Até porque temos esperanças de que os eleitores portugueses lhes dêem, por nós, a resposta merecida. Jornal de Angola, 13 de Setembro de 2009

13 de setembro de 2009

Jornal de Angola aponta declarações "a roçar o insulto" na campanha eleitoral em Portugal

Jornal de Angola aponta declarações "a roçar o insulto" na campanha eleitoral em Portugal O Jornal de Angola, no editorial de hoje, assinado pelo director, José Ribeiro, afirma que há quem esteja interessado em envolver Angola na actual campanha eleitoral, "fazendo declarações a roçar o insulto".
Sem referir nomes ou partidos políticos, José Ribeiro escreve que "há quem esteja interessado em envolver o nosso país [Angola] na disputa eleitoral em Lisboa, fazendo declarações a roçar o insulto". "Registamos que em Portugal há políticos que não conseguem dormir descansados enquanto existirem empresas e empresários angolanos a fazerem o seu trabalho", lê-se no texto de José Ribeiro. Sapo PT, 13 de Setembro de 2009

19 de agosto de 2009

Moçambique: Líder do PDD, Raúl Domingos, assume "morte" política

Raúl Domingos assume “morte” política O líder do PDD diz o Conselho Constitucional é um instrumento político do partido no poder com vista à instalação de um regime autocrático, autoritário, propenso à idolatria e avesso à observância da Constituição e das leis. O presidente do Partido para a Paz, Democra­cia e Desenvolvimento, Raúl Domingos, chamou ontem a imprensa para manifestar a sua profunda indignação e preocu­pação com o suposto risco de “ex­tinção” da democracia no país. A preocupação do líder do “pangolim” surge na sequência do seu afastamento do leque dos candidatos à presidência da República, cujo sorteio dos três, que permanecem na disputa foi ontem realizado pelo Conselho Constitucional, deitando por ter­ra qualquer esperança de uma eventual repescagem dos outros cinco Yá-Qub Sibindy, Khalid Si­dat, José Viana, Leonardo Cum­be e Artur Jaquene. O CC como instrumento manipulador De acordo com Raúl Domin­gos, o PDD sempre levou ao conhecimento de toda a comu­nidade nacional e internacio­nal, de que o governo estabe­lecido em Moçambique, desde Janeiro de 2005 - liderado por Armando Guebuza - tem se empenhado em “implantar no país um regime autocrá­tico, autoritário, ditatorial, propenso à idolatria, avesso à observância da Constituição e das leis”. Em cumprimento desta agenda que culminará com a instalação da ditadura no país, Raúl Domingos acusa o Conselho Constitucional de servir de instrumento no processo orientado para “eli­minar os direitos e liberdades fundamentais, promoção da discriminação, da exclusão e suspensão da democracia par­ticipativa no país” e foi nesta base que aquele órgão de so­berania decidiu “rejeitar” a sua candidatura e dentre ou­tros candidatos. Na visão daquele político, a sua rejeição não teve qualquer fundamento jurídico-constitu­cional, mas sim na “forma mais expedita de eliminar as candi­daturas não convenientes”. A morte política do candidato Em jeito de desabafo político, Raúl Domingos assume, embora não de uma forma explícita, que poderá estar acabado como po­lítico de primeira linha no país. Assume a dado passo que está sendo perseguido e existe um interesse de o “matar” como can­didato. “De modo a evitar que o candidato regularizasse o seu processo eleitoral como manda a lei, o Conselho Constitucional, agindo como se de um Tribunal Militar Revolucionário se tratas­se, ou Tribunal de Morte Rápida, como tristemente chegou a ser conhecido na gíria popular, deci­diu matar, logo à partida, a candi­datura de Raúl Domingos”. Mensagem de esperança Já numa mensagem dirigida aos seus correligionários, Domingos diz que embora tenha sido condenado à morte sem direito de defesa, os mes­mos não podem perder a esperança e a sua fé na democracia. “Da mesma forma como perseguiram os nossos compatriotas que morreram na luta pela liberdade e justiça sem direito à defesa, eu também fui excluído pelo Conselho Constitucional sem direi­to à defesa, porque algumas pessoas neste país têm medo da democracia e da minha candidatura” setenceiou aquele antigo pré-candidato. O País, 18 de Agosto de 2009

11 de agosto de 2009

Moçambique: Oposição força STAE a alterar publicidade eleitoral

«Dois peixes com legumes» gera polémica Oposição força STAE a alterar publicidade eleitoral Maputo (Canalmoz) — O Spot publicitário televisivo, produzido pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), vulgarmente conhecido por «dois peixes com legumes», está a gerar polémica no seio dos partidos políticos candidatos às eleições de 28 de Outubro próximo. Alguns partidos da oposição acusam o STAE de ter produzido uma publicidade favorável à Frelimo, e justificam a acusação pelo facto de o referido spot passar com um fundo vermelho, cor que identifica a Frelimo. Pressionado, o STAE viu-se obrigado a substituir e alterar a publicidade, confirmou o director do gabinete de imprensa, Lucas José. O chefe do Gabinete Central de Eleições da Renamo, o deputado Luís Benedito Gouveia, e o presidente do PIMO, Yaqub Sibindy, são duas figuras que, em entrevista ao Canalmoz e Canal de Moçambique, alegaram que a publicidade do STAE, ao referir “dois peixes com legumes”, está a fazer referência ao partido no poder. Gouveia sustentou a sua afirmação alegando que o STAE usou deliberadamente a cor vermelha no fundo do spot, com a intenção de favorecer o partido Frelimo, dado ser essa a sua cor. E como já vem fazendo, é seu hábito, a Renamo, mais concretamente Gouveia voltou a acusar o STAE de ser uma instituição da Frelimo. Concluiu que não está surpreso com o facto da CNE e o STAE permitirem que se use um spot publicitário que favorece o partido dos camaradas. Yaqub Sibindy Por sua vez, o presidente do PIMO, Yaqub Sibindy, também entende que o Spot do STAE faz referência à Frelimo mas “eu tenho outro menu alternativo ao peixe com legumes”. “Penso que o povo moçambicano está cansado de comer peixe com legumes desde 1975”, diz este candidato à presidência da República, fazendo entender que quando a publicidade do STAE fala de dois peixes com legumes, refere-se ao partido Frelimo, que está no poder, desde 1975. STAE altera a publicidade Face a estas interpretações, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral viu-se forçado a fazer alterações na publicidade em causa. Agora o spot de dois peixes com legumes não mudou de cor. Já não passa com fundo vermelho. A publicidade passa agora com fundo amarelo, a cor predominate no símbolo da Comissão Nacional de Eleições, mas que inesplicavelmente havia sido preterida na primeira versão do spot. Usou-se o vermelho que é a cor do Partido Frelimo. O director do Gabinete de Imprensa do STAE, Lucas José, confirmou à nossa Reportagem que “mudámos da cor para evitar más interpretações que estavam a surgir”, em torno da publicidade. O STAE, um organismo que funciona dependente do Ministério da Administração Estatal e que em épocas eleitorais depende formalmente da Comissão Nacional de Eleições, é conotado por alguns partidos da oposição, como sendo uma “instituição da Frelimo”.
(Borges Nhamirre) 2009-08-11

5 de junho de 2009

Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo: Polémica chega a Maputo

Sete Maravilhas: Polémica chega a Maputo A polémica sobre “As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo” chegou também a Moçambique, com acusações de “distorção da história colonial”, embora haja quem considere “empolada” a contestação.
“As Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”, um concurso promovido por instituições portuguesas, nomeadamente pela televisão pública RTP, pretende a selecção, através de votação por internet, de sete dos lugares mais emblemáticos construídos durante o império colonial português. Esta semana, um grupo de académicos de vários países do mundo criticou numa carta aberta os promotores do evento por considerarem que “distorcerem o passado sangrento da sua expansão colonial em África”. Em Moçambique, “representado” no concurso pela Ilha de Moçambique, o diário de maior circulação do país, o Notícias, dedicou esta semana toda a página dois do seu suplemento cultural ao concurso, mas é na segunda coluna desse espaço que escreve: “Escravatura – Vergonha que Portugal prefere contornar”. Citando a referida carta aberta, o jornalista Paul Fauvet, autor do texto inserido no Notícias, diz que “o Governo português e os organizadores do concurso ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos”. “Será possível desvincular a arquitectura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm, no presente, enquanto lugares de memória de imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colónias europeias?”, questiona o Notícias, com base na carta. Em declarações à Lusa, o director do Arquivo Histórico de Moçambique e docente de História na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Joel das Neves, considerou “empoladas as críticas a essa iniciativa”, salientando que o concurso “assenta num contexto de valorização do património arquitectónico ligado a Portugal”. “Se o argumento de que exaltar o aspecto arquitectónico dos monumentos é faltar ao respeito da memória dos que foram escravizados na edificação desse património, ainda se irá criticar a UNESCO por considerar a Ilha de Moçambique um património da humanidade”, observou Joel das Neves. O director do Arquivo Histórico de Moçambique referiu ainda que “alguns dos monumentos que são o orgulho do Moçambique - pós independência foram edificados no contexto da dominação colonial portuguesa”. “Compreendo a animosidade, mas a minha opinião é a de que se está a distorcer o espírito da iniciativa”, enfatizou Joel das Neves. LUSA, 05 Junho 2009