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11 de dezembro de 2011

Portugal: José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros


José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros

O governo de José Sócrates gastou mais de 13,5 milhões de euros com a compra, em 2010, de 676 carros novos.

Dessa despesa total, quase 5,3 milhões de euros diz respeito a gastos com o aluguer operacional dos veículos durante 4 anos.

Entre as aquisições estão veículos da Polícia e das Forças Armadas, o que faz com que os ministérios que mais viaturas novas receberam foram os da Administração Interna e da Defesa.

Foram também comprados viaturas de bombeiros e ambulâncias.

Por: António Sérgio Azenha
Correio da Manhã, 11 de Dezembro de 2011

Pobreza dos tristes (Francisco Moita Flores)


Pobreza dos tristes

Em todas estas cimeiras e encontros não se escuta uma só palavra sobre produção

Cada hora que passa, cada dia que vivemos, cada mês já vivido reforça este sabor amargo e de amargura que nos chega do futuro breve que vamos viver. Já sem olharmos para os recursos do país, já sem grande esperança, para não dizer conformados com a nossa ruína. A Cimeira que iria resolver os nossos pesadelos – e a nossa fome – terminou, mais uma vez, adensando as probabilidades de caminharmos para o desmembramento da União Europeia e, ainda que adiando mais um pouco, para o confronto quase inevitável com a nossa própria bancarrota.

Não existe especialista em finanças que não se canse de sublinhar as virtualidades do euro e de como a disciplina orçamental imposta pela Alemanha é benéfica para a nossa saúde financeira. De como as novas regras de sanções para aqueles que não cumprirem o rigor do défice são fundamentais para disciplinar os Estados. É uma arenga que, no meu entender, persiste em recusar a ver a floresta, tomando a árvore pelo todo. Em todas estas cimeiras, encontros de ministros, presidentes, especialistas em finanças, especialistas em fiscalidade e outras criaturas divinas, não se escuta uma única só palavra sobre produção. Sobre trabalho para produzirmos. Sobre condições de viabilização das economias, particularmente da nossa economia, para que produzamos mais. Nesta Europa dos especuladores e dos agiotas, dominada pela crueldade do dinheiro como mito maior da riqueza, não existe uma decisão concertada que olhe os campos e as fábricas, os mares e as florestas para produzir a verdadeira riqueza, que se resume na elementar capacidade de comer duas refeições por dia, sem pedirmos emprestada uma carcaça ou uma alface.

Não há hipóteses de não sermos confrontados com a tragédia. É, neste momento, uma questão de prazo. E de prazo curto. E só depois da casa completamente roubada pelos tenebrosos e invisíveis mercados iremos tratar de arranjar sólidas trancas. Ou seja, à função que nos garantiu a diferenciação como seres humanos: pôr os nossos campos e os nossos mares a parir o sustento e a promover o trabalho e a riqueza. Até lá, vamos comendo pargo do Congo, sardinha da Galiza, tomates de Marrocos e discutindo, coisa em que somos peritos, a forma de salvar o euro.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 11 de Dezembro de 2011

O destino do Euro (Henricartoon)

Dois mil milhões de excedentes (Henricartoon)

A Filosofia de Sócrates (Henricartoon)

4 de dezembro de 2011

Feriados (João Pereira Coutinho)


Feriados

A Igreja cedeu dois feriados religiosos e o governo propôs os seus para abate: o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Um ultraje, como se escreveu por aí? Duvidoso.

A beleza dos nossos feriados ‘históricos’ é que o país podia passar bem sem eles. Sim, o 25 de Abril marca o fim de uma ditadura; infelizmente, marca também o início de um período de loucura revolucionária que destruiu a economia e ameaçou a liberdade dos portugueses. Sim, Camões é o poeta da língua; mas o 10 de Junho é uma criação artificial que serviu a propaganda republicana, continuou a servir o Estado Novo – e sobreviveu misteriosamente em democracia. Do 5 de Outubro, nem vale a pena falar: pessoas sérias não festejam regimes de violência e terror. E sobre a Restauração, para quê celebrar a independência a 1 de Dezembro quando a pátria está novamente disponível para trocá-la por um cheque alemão?

Os nossos feriados ‘históricos’ oscilam entre o anacronismo, a ambiguidade e a farsa. Não fazem grande falta.

João Pereira Coutinho
Correio da Manhã, 04 de Dezembro de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa (Maria dos Anjos Polícia)


Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

3 de dezembro de 2011

O fim do Euro? (Henricartoon)

19 de novembro de 2011

Vou só ali ao Brasil matar alguém e volto já (João Miguel Tavares)


O Cronista Indelicado

Vou só ali ao Brasil matar alguém e volto já

Deixem-me cá ver se eu percebo. Todos os juristas escutados a propósito do caso Duarte Lima afirmaram que mesmo que o ex-deputado venha a ser condenado à revelia pelo assassinato de Rosalina Ribeiro dificilmente será extraditado para o Brasil – porque não se extraditam cidadãos nacionais – e dificilmente será preso em Portugal – devido a falhas de legislação na transmissão de sentenças entre os dois países.

Seguindo este extraordinário raciocínio, se o caro leitor estiver indisposto com alguém, tiver um vizinho irritante ou se a sua esposa deixar demasiadas vezes queimar o arroz ao jantar, tem agora uma forma simples de solucionar o seu problema. Basta-lhe comprar duas viagens para o Brasil, afogar o motivo de incómodo numa cachoeira ou baleá-lo à beira da estrada, e raspar-se de lá o quanto antes. Nem sequer precisa de se dar ao trabalho de cometer o crime perfeito: apenas assegurar que foge a tempo para Portugal. A partir daí, tem de ter cuidado nas visitas a Badajoz, por causa da Interpol, mas pode gozar um justo repouso aqui na piolheira. Seja Duarte Lima culpado ou não, qualquer pessoa que tenha acompanhado a investigação sabe que o caso fede – e não é pouco. As provas são fortíssimas, as contradições assustadoras, e é óbvio que Duarte Lima tem de responder à justiça. E no entanto, acontece esta coisa espantosa: a única entidade que parece minimamente empenhada em deslindar o alegado assassinato de uma cidadã portuguesa por um cidadão português é a polícia brasileira. Portugal, esse, limita-se ao seu papel de offshore da justiça: quem tem dinheiro consegue sempre escapar.

Por João Miguel Tavares
Correio da Manhã 04 Novembro 2011

16 de novembro de 2011

Colonialismo (Francisco Moita Flores)

Colonialismo

O escândalo que rebentou com o saco negro das dívidas da Madeira não passa de um ruído que os madeirenses atirarão para trás das costas, entregando a Alberto João Jardim nova maioria absoluta nas próximas eleições.

Passos Coelho escapou-se habilmente remetendo a censura para o acto eleitoral. Sabe que não vai haver censura alguma. A haver essa censura seria dos eleitores do continente, que pagam a factura hoje, como pagaram ontem. Quem conhece, ou já viveu dinâmicas eleitorais, sabe que o povo chamado às urnas não quer saber de notícias nem de opiniões.

Vota por afecto, vota por conveniência e, na Madeira, não existe figura mais conveniente do que João Jardim. Transformou o arquipélago, deu-lhe modernidade e qualidade de vida, fez crescer a riqueza, trabalho, mobilidade. Ao pé de Trás-os-Montes ou do Alentejo, é um paraíso. Foram precisos milhões para essa transformação, e para tanto Jardim percebeu desde cedo que a chantagem, o insulto, a ameaça independentista, o enxovalho (quem não se recorda dos ataques ao senhor Silva, as humilhações a Marques Mendes, a arrogância contra Passos Coelho) aos inimigos do continente – desde os ‘cubanos’, aos colonialistas, aos comunistas, à maçonaria, inimigos inventados, ainda por cima folclóricos – dão tempo de antena e visibilidade ao homem. E foi esmifrando o que podia e não podia.

Os líderes do PSD temiam-no, os primeiros-ministros, por mais discursos rígidos que fizessem, soçobravam, a chicana de Jardim pô-los todos em sentido. E de cócoras. Por esta atitude agressiva, insultuosa, os comentadores desvalorizavam o chorrilho de palavras e com este andar guerrilheiro, e trautileiro, construiu um dos cantos mais bonitos do país. É verdade que a sua dívida é mais do dobro da dívida das autarquias todas juntas e os autarcas são o saco de boxe de governos sucessivos.

A verdade é que se vivesse na Madeira votava em Jardim. Ele é a história e o progresso daquela região. É o único dirigente que, num Estado sem rumo, sabe sacar para aqueles que governa aquilo que entende. É o verdadeiro colonialista a sugar a colónia continental. E para que haja justiça mínima, só encontro uma solução: dar-lhe maioria absoluta e tornarmo--nos independentes. Há muito que não passamos de uma colónia da Madeira.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 11 de Setembro de 2011

13 de novembro de 2011

Porto fluvial de Nsanje: Nem água vai, nem água vem


Porto fluvial de Nsanje: Nem água vai, nem água vem

Moçambique e o Malawi estavam por estas alturas do ano passado mergulhados numa crise diplomática devido à tentativa deste último país de navegar os rios Zambeze e Chire, em direcção ao porto fluvial de Nsanje, sem a devida autorização das autoridades moçambicanas.

Este incidente criou alguma tensão no relacionamento entre os dois países e como forma de refrear os ânimos, o governo moçambicano acabou decidindo que o assunto deveria ser devolvido ao fórum de onde nunca devia ter saído, numa alusão, a Comissão Interministerial Conjunta, constituída por Moçambique, Malawi e Zâmbia.

A aventura malawiana custou a detenção temporária do seu antigo adido militar em Maputo, James Kalipinde e a intercepção de dois barcos que tinham como destino o porto fluvial de Nsanje.

Numa intervenção apresentada à Assembleia da República, a pedido de uma das bancadas parlamentares, o chefe da diplomacia moçambicana, Oldemiro Baloi afirmou resumidamente que o Malawi violou os procedimentos acordados no Memorando de Entendimento sobre a navegabilidade dos rios Zambeze e Chire.

Conforme foi referido na altura, o Malawi pretendia forçar Moçambique a aceitar a navegabilidade dos rios Zambeze e Chire sem um estudo de viabilidade económica e ambiental.

Frases e pensamentos


QUANDO OS SÓCRATES FOREM APENAS FILÓSOFOS;
OS ALEGRES APENAS CRIANÇAS;
OS CAVACOS APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS;
OS PASSOS APENAS OS DE DANÇA;
OS LOUÇÃS APENAS ERROS ORTOGRÁFICOS;
OS JERÓNIMOS APENAS MONUMENTOS NACIONAIS;
E PORTAS SÓ DE ABRIR E FECHAR...
VOLTAREMOS A SER FELIZES!!!

30 de setembro de 2011

Samora recusou ser presidente segundo Joaquim Chissano


Samora recusou ser presidente

Segundo Joaquim Chissano.

O antigo chefe do Estado moçambicano, Joaquim chissano, diz que Samora Machel recusou-se a ser presidente quando indicado para o cargo depois da assinatura dos acordos de Luzaka, que davam direito de Moçambique criar o seu próprio Governo pela conquista da independência.

Segundo Chissano, o primeiro presidente de Moçambique independente nunca pensou em ser presidente da República, depois da independência.

“Samora queria apenas continuar como homem de combate. Quando indicado a presidente, não aceitou”, revelou Chissano, que falava ontem numa palestra a propósito das comemorações do Ano Samora Machel, pela passagem dos 25 anos da morte deste líder. Contudo, o primeiro presidente de Moçambique independente foi convencido pelos “camaradas” a tomar o cargo, uma vez que só pensava em servir o povo.

O ex-presidente da República defendeu ainda que Samora era um homem que contagiava a todos pela rapidez do seu pensamento e de tomada de decisões.

“Ele pensava rápido em tudo o que fazia. Essa rapidez no pensamento, nos actos, foi transmitida a todos durante as conversas e em todos os momentos em que estivemos juntos”, disse.

André Manhice
SAPO MZ, 28 Setembro 2011

O bicho da Madeira (Henricartoon)

16 de setembro de 2011

Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde


Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde

Jorge Carlos Fonseca é o quarto Presidente da República de Cabo Verde. Fonseca venceu à segunda volta nas presidenciais e sucede Pedro Pires na Presidência da República. JCF é casado e pai de 3 filhas.

9 de setembro de 2011

A gordura do Estado (Francisco Moita Flores)


A gordura do Estado

Sugar o tutano até à pobreza radical a milhões de contribuintes é um filme gasto e pouco credível.

Não sei quem inventou a expressão mas ela entrou nas narrativas políticas como mel. É capaz de ser, neste momento, a fórmula mais usada para identificar os gastos excessivos do Estado. Retirar a gordura do Estado é uma obsessão do governo. Corre o risco de ter de criar um ministério nutricionista que faça a gestão da coisa. Porém, o diagnóstico é velho. Nos últimos vinte anos, o discurso repete-se com outras variações. Emagrecer o Estado foi outra expressão que, em tempos, se converteu em lugar-comum. Ao fim e ao cabo, quer dizer o mesmo. Precisamos de um Estado esbelto, de curvas bem delineadas, sensual. Porém, as receitas para chegarmos a esse patamar superior da beleza política, escorraçando gorduras, com dietas rigorosas de vegetais, onde pão, carne e peixe são coisa para ricos, têm sempre a mesma fórmula. Começa-se por sugar o sangue aos contribuintes, e as gorduras, alegremente, lá ficam tornando o doente mais doente.

Isto é, o governo precisa de dar com urgência um sinal ao País sobre o corte das adiposidades crónicas. E até agora não o deu. Sugar o tutano até à pobreza radical a milhões de contribuintes é um filme tão gasto e tão pouco credível que só o aceitamos se percebermos que a estrutura do Estado entra em verdadeira dieta severa. Ou seja, que avançam reformas severas na esfera administrativa, na mobilidade de pessoal, na reconversão dos torresmos e toucinhos que se abrigam nos corredores do poder. Dou um exemplo: para aprovar um Plano de Pormenor urbano, são necessários pareceres de vinte e oito (!) instituições do Estado. Coisa que leva, em média, quatro anos a realizar. Conheço uma parte deste labirinto de poderzinhos que habita nos alvéolos mais gordurosos de vários ministérios. Com honrosas excepções, a incompetência domina e a arrogância impera. Consiga o governo reduzir a catorze entidades e tenha a coragem de pôr na rua quem não trabalha e parasita o Estado e pode cantar vitórias dietéticas daqui por mais dois anos. É que é o trabalho fundamental para perder gordura: acabar com a preguiça e correr com preguiçosos. Sem esta coragem, o governo só nos trará mais do mesmo: um Estado mais gordo e flatulento. E a fome do outro lado desta falta de imaginação.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 08 de Setembro de 2011

8 de setembro de 2011

O passe social (Henricartoon)