Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

4 de junho de 2016

São ladrões, mas não são presos, é tudo legal... Por Dieter Dillinger*



O Estado Português está a ser ROUBADO em mais de 500 milhões de euros pela Holanda que aceita as falsas sedes das grandes empresas portuguesas do PSI 20.

Segundo o jornal Negócios, no final de 2015 foram distribuídos dividendos das empresas cotadas na bolsa - apenas 18 - no valor de 2,23 mil milhões de euros, dos quais dez grupos empresariais nacionais e estrangeiros levaram mais de metade. Cerca de 2/3 desse montante não pagou a taxa liberatória portuguesa de 28%, mas apenas... a holandesa de 5%.

A família que mais recebeu foi a dona da Sociedade Francisco Manuel dos Santos que detém 56,1% do grupo Jerónimo Martins com sede na Holanda que terá recebido 461,7 milhões de euros, roubando ao Fisco 129,27 milhões de euros. E o Soares dos Santos ainda tem a lata de vir para a televisão e jornais dar lições aos governos.

A EDP vai distribuir aos acionistas chineses, americanos e espanhóis 670 milhões de euros. Só a "China Three Gorges" vai receber 144 milhões e a Guoxin chinesa 20,4 milhões de euros sem pagar impostos. Consta que a EDP está a pagar aos patrões dividendos superiores ao lucro real, reduzindo as suas reservas e contraindo empréstimos para tal.  É o ASSALTO a Portugal.

25 de abril de 2016

Indecoroso, por Adriano Moreira



VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.

VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.

VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS… e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...

VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.

11 de janeiro de 2015

15 de novembro de 2014

Portugal: A mulher vai ganhar a "guerra" das calças

 
 
Recorte de um velho Diário Popular
 
 
Isto é que eram (outros) tempos…
 
À porta da faculdade de letras de Lisboa....

(em Setúbal também houve esta ”guerra”! Mais acirrada na Escola Técnica do que no Liceu…)

Corria o maravilhoso ano de 1969. A questão era saber se era legal as mulheres usarem calças. É ler porque se trata de um artigo muito interessante para perceber como era a sociedade portuguesa há 41 anos.

No liceu Rainha Santa, no Porto, em 1970, continuava a ser “proibido” às alunas usar calças…
 
 
Recebido por email

22 de janeiro de 2014

Túmulo de Eusébio da Silva Ferreira



Fonte: Recebido por email

9 de janeiro de 2014

A arte suprema de Eusébio e as Bucólicas de Virgílio (Artur Queiroz)


Os partidos portugueses representados na Assembleia da República acordaram, por unanimidade, que Eusébio vai para o Panteão Nacional. As elites corruptas e ignorantes não se conformam. Um futebolista que viajou de Moçambique para Portugal no ano em que começou a guerra colonial, não pode subir tão alto.

Porque veio da Mafalala, como Mantorras um dia chegou a Lisboa com a trouxa feita no Cazenga. Ou indo mais atrás, Peyroteo, Matateu, Vicente, Coluna, Santana, Costa Pereira, Yauca, Hilário, Dinis, Inguila e tantos outros.

Mário Soares faz parte das elites portuguesas. Nunca foi consensual e é-o cada vez menos. Nunca chegará ao Panteão Nacional como vai chegar o grande Eusébio. As elites portuguesas corruptas e ignorantes têm um traço em comum: a inveja. Soares sabe que pelas más companhias e por ele próprio nunca passará de um político medíocre que ganhou algum brilho por se apresentar em comícios com François Miterrand. Aprendeu a explorar as pausas, gerar expectativas, mas fez sempre tudo isso de uma forma requentada e sem imaginação.

O que ele disse de Eusébio da Silva Ferreira no dia da morte do Pantera Negra deixou-me siderado. Do alto da sua soberba disse que o “rei” era pouco culto. Mário Soares perdeu o juízo! Nada o autoriza a fazer semelhante afirmação. Nem sequer o paternalismo insultuoso que sempre usa quando se refere a alguém oriundo das antigas colónias portuguesas. Ou dos seus políticos e instituições. A cultura do amigo de Savimbi e outros bandidos internacionais, nunca passou o degrau do paleio balofo. Defende posições que o remetem para uma mediocridade cultural confrangedora. Não basta ter amigos e correligionários cultos. É preciso amar a cultura. E ele em Portugal nunca foi amigo da Cultura nem dos agentes culturais. As suas políticas como chefe de vários governos estão aí para o comprovar.

Eusébio era um homem muito culto. Sabia tudo da Mafalala e do seu povo. Falava a língua mãe, falava português, falava inglês. Artistas e intelectuais de todo o mundo veneravam-no como expoente máximo da arte do futebol. A sua cultura desportiva era superlativa.

Se Mário Soares atingisse na política o nível que Eusébio alcançou no desporto, podia ombrear com Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Mondlane, Samora Machel, António Macedo, Álvaro Cunhal, Miterrand e outros “reis” da política mundial. Mas não. Será sempre um político medíocre que foi elevado aos píncaros pela mão da CIA, do ELP, de Spínola e os restos do regime colonial-fascista.

Eusébio era o expoente máximo da cultura desportiva de dois povos: o moçambicano e o português. Mário Soares é a expressão mínima de um político oportunista que meteu o socialismo na gaveta e entregou a democracia aos ditames do poder económico. Marcou golos na própria baliza e enganou de uma forma atroz o Povo Português. Eusébio passeou a sua classe de desportista de eleição por todo o mundo. Era amado e respeitado. Pela sua infinita classe e inigualável cultura desportiva.

Mário Soares disse com ar compungido que Eusébio bebia uísque de manhã e à tarde. Uma alusão digna de um verdadeiro patife. Ernesto Lara Filho bebia Castelvinho de manhã, à tarde e à noite. Mas foi o maior repórter da sua geração, um poeta universal e um dos maiores cronistas de sempre de língua portuguesa. Eu bebi litros de catembe enquanto ouvia relatos dos jogos do Benfica de Eusébio e traduzia do latim para português as Bucólicas de Virgílio. Enquanto lia emocionado as desditas de Dido, ululando de dor pelos corredores do seu palácio, inconformada com a partida de Eneias, ouvia Nuno Brás, Amadeu José de Freitas ou Artur Agostinho gritar os golos de Eusébio. O genial futebolista era tão culto que inspirou artistas e intelectuais de várias gerações.
Soares disse que Eusébio bebia de manhã e à tarde, para de uma forma subliminar dizer aos portugueses que era um estroina. E sendo assim, não podia ser o Rei. E muito menos estar anos luz acima de um político que é de esquerda quando lhe dá jeito e fecha os olhos às fogueiras da Jamba para estar de bem com os próceres do apartheid. O Eusébio está acima dos mesquinhos interesses das elites portuguesas corruptas e ignorantes.

Vou fazer uma confissão. O meu ídolo do futebol é o grande Benje, o único guarda-redes que ganhou mais fama e glória do que todos os avançados. Um dia o Benfica veio jogar a Luanda contra uma selecção angolana. Benje era o dono da Baliza. Eu disse ao meu irmão Amado: o pior resultado que podemos fazer é zero a zero. O Benje vai fechar a baliza!

Saltámos o muro dos Coqueiros e fomos apoiar o Benje, atrás da baliza. Nas bancadas só se gritava: Eusébio! Eusébio! Eusébio! E nós cá em baixo respondíamos: Benje! Benje! Benje! Começou o jogo e o Eusébio roubou uma bola no meio campo do Benfica, arrancou em força e quando saiu do grande círculo levantou a cabeça, logo de seguida curvou-se em arco para a frente, puxou a perna direita atrás e rematou. Eu e o Amado só vimos a bola no fundo da baliza. O Benje nem reagiu. A bancada explodiu: Eusébio! Eusébio! Eusébio!

O Benje encaixou mais uns golos mas continuou a ser o meu ídolo no futebol. Quanto ao Eusébio destronou de uma assentada Homero, Virgílio, Salústio e um irlandês chamado James Joyce, a quem Louis-Ferndinand Céline chamava bêbado mas escreveu o Ulisses, um romance quase tão grandioso como o futebol do Eusébio.

Mário Soares neste universo é apenas o ajudante de cozinheiro de Júlio César na campanha da Gália, que só existe porque Brecht o imortalizou num poema. O antigo Presidente da República de Portugal devia ler as mensagens que o Presidente José Eduardo dos Santos enviou a Armando Gebuza e Cavaco Silva sobre a morte do Rei Eusébio. Não para aprender, porque como dizia a minha avó, burro velho não toma andadura. Mas para aplaudir. Se a inveja o deixar.

Jornal de Angola, 9 de Janeiro, 2014

10 de julho de 2013

Cavaco Silva fez estudo matemático sobre a primeira travessia aérea do Atlântico


Cavaco Silva fez estudo matemático sobre a primeira travessia aérea do Atlântico

por Manuela Ferreira

Cavaco Silva, enquanto sócio da Sociedade de Geografia, fez e apresentou ali “um estudo matemático muito exacto sobre o voo de Gago Coutinho”, revelou ao Lusomonitor o secretário perpétuo da organização, João Pereira Neto. Agora, como Chefe de Estado e certamente com pouco tempo para a investigação, o estadista é, por inerência, Presidente de Honra e Protector da associação, que funciona sem qualquer apoio do Estado.

Fundada em 1875, a Sociedade de Geografia mantém ainda hoje os traços gerais que levaram à sua fundação, visando “promover e auxiliar o estudo e progresso das ciências geográficas e correlativas”, num contexto que acabaria dominado pelas Conferências de Bruxelas e de Berlim.

74 médicos, diplomatas, oficiais, engenheiros, jornalistas, professores e até o director do Banco de Portugal requereram ao rei D. Luís a criação da Sociedade.

Na lista dos seus fundadores, destacam-se nomes como Teixeira de Vasconcelos, António Enes, Luciano Cordeiro, Teófilo Braga, Sousa Martins, Brito Capelo…

Três anos depois da sua fundação, a Sociedade de Geografia já pedia ao governo a criação de um Instituto de Estudos Coloniais para preparar os funcionários públicos de além-mar mas a ideia só se concretizou em 1906, com a Escola Colonial, hoje Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Ao olharmos para a velha fotografia de 1897, quando o rei D. Carlos inaugurou, na Sala Portugal, com 50 metros de comprimento, as novas instalações da Sociedade de Geografia, exceptuando a cor e o vestuário, não há muitas diferenças em relação às fotos que os jovens advogados tiraram, há algumas semanas, quando o bastonário Marinho Pinto lhes entregou ali as suas cédulas profissionais.

31 secções e comissões especializadas, totalmente independentes, debruçam-se, na Sociedade de Geografia, sobre temas tão diferentes como a História da Medicina, Geografia dos Oceanos, Agricultura, Artes e Literaturas, Estudos Árabes, Indústria, Etnografia, Administração Pública, Emigração, Instrução Publica…

A mais antiga é a Comissão Africana, a Secção de Solidariedade e Política Social dá agora os primeiros passos.

25 de junho de 2013

Puxão de orelhas...


Recebido por email

25 de maio de 2013

Os carenciados

22 de maio de 2013

Serviço Nacional de Saúde


Recebido por email

13 de maio de 2013

Desigualde entre ricos e pobres!!!



Recebido por email

Eu sabia... Jesus só podia ser português!!!



Recebido por email


4 de maio de 2013

Os Boys e as Girls: As nomeações, as promoções, os louvores, as condecorações



Parte C - Governo e Administração Direta e Indireta do Estado


· Despacho n.º 5607/2013. D.R. n.º 83, Série II de 2013-04-30

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Primeiro-Ministro

Designa o licenciado António Manuel Páscoa Borges Balão para prestar funções de assessoria técnica especializada no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 5608/2013. D.R. n.º 83, Série II de 2013-04-30

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

Designa Francisco de Paula Melo de Azevedo e Silva para exercer as funções de técnico especialista no gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

· Despacho n.º 5609/2013. D.R. n.º 83, Série II de 2013-04-30

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

Designa Francisco José da Silva Chapelas para exercer as funções de motorista no gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

· Despacho n.º 5610/2013. D.R. n.º 83, Série II de 2013-04-30

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

Designa Francisco José Fernandes Martins para exercer o cargo de chefe do gabinete do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

3 de maio de 2013

Licenciatura em Prótese Dentária



Despacho n.º 5459/2013. D.R. n.º 80, Série II de 2013-04-24


Designa Ana Margarida Soares Heitor de Bellegarde Machado para exercer as funções de apoio auxiliar no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura


Gabinete do Secretário de Estado da Cultura Despacho n.º 5459/2013

1 — Ao abrigo do disposto no n.° 2 do artigo 3.°, nos n°s 1, 2, 3 do artigo 11.° e do artigo 12.° do Decreto -Lei n.° 11/2012, de 20 de janeiro, designo para exercer as funções de apoio auxiliar do meu Gabinete Ana Margarida Soares Heitor de Bellegarde Machado.

2 — Para efeitos do disposto no artigo 12.° a nota curricular da designada é publicada em anexo ao presente despacho que produz efeitos desde 1 de abril de 2013.

3 — Publique -se no Diário da República e promova -se a respectiva publicitação na página electrónica do Governo. 12 de abril de 2013.


O Secretário de Estado da Cultura,

Jorge Barreto Xavier.

Nota Curricular

Dados Pessoais: Nome: Margarida Soares Heitor de Bellegarde Machado
Data de Nascimento: 17 de junho de 1983

Habilitações Académicas:

Licenciatura em Prótese Dentária na Escola Superior de Saúde Egas Moniz

"Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal", diz Passos Coelho aos deputados




Que se lixem as eleições, que se lixem os direitos e as garantias de quem trabalha, que se lixem os subsídios e as pensões, que se lixe a saúde, a casa, o pão e a educação, e que se lixe a habitação, e a constituição, e a liberdade e a democracia, que se lixem os portuguesas e as portuguesas, crianças, jovens, adultos ou mais idosos, que se lixem com lixa fina, média ou grossa, com maior ou menor delicadeza, o que interessa é Portugal.

Viva Portugal! Salazar o maior Estadista de Portugal nunca se esquecia de invocar!
Recebido por email


Afinal ele resolveu dar o exemplo

22 de abril de 2013

O ovo colombiano (André Macedo)



Em Maputo, na Avenida Vladimir Lenine, vendem-se sapatos em segunda mão. Chegam de Portugal em contentores cheios até ao teto, cabe sempre mais um par. Antes de serem espalhados pelo chão, os sapatos passam por alguidares de água onde levam um banho de juventude arrancado a escova e à unha. No fim parecem quase novos - novos usados. O esforço compensa: os vendedores fazem negócio, os clientes saem contentes, ninguém se lembra de que aqueles sapatos já não serviam para nada de onde vieram. As relações entre portugueses e moçambicanos são um pouco assim. Fizeram milhares de quilómetros juntos, acomodaram-se, foram-se desgastando. Hoje procuram ganhar nova vida. No entanto, as promessas políticas raramente são cumpridas e a força das relações entre os dois países é apenas levemente aproveitada. Levaram meias solas, mas continuam mal amanhadas.

Lembrei-me de Moçambique porque estou por estes dias em Bogotá, na Colômbia, e anteontem ouvi Cavaco Silva falar da nossa relação com os países africanos lusófonos como forma de atrair o investimento latino-americano para Portugal. Foi conversa de Presidente para Presidente, de Cavaco para Juan (Manuel Santos), mas os jornalistas de Bogotá pegaram logo na frase porque não tinham olhado para o assunto desta maneira. Portugal e África na mesma frase é notícia, dá um bom título, torna-nos maiores, mais relevantes, mais interessantes. Portugal é, para os colombianos, uma ponte frágil para chegar à União Europeia (os espanhóis contam mais), mas vocês (nós), dizia-me um empresário daqui, podem ser bons sócios para chegarmos a esse continente. Há duas semanas, na visita que Paulo Portas fez à Índia, aconteceu o mesmo. Sempre que um português dizia que tinha negócios em África, os indianos esticavam os ouvidos. Portugal? Sim, sim, interessante. Portugal & África? Interessantíssimo!

Apesar de ser assim, apesar de ser evidente que Portugal tem muito a ganhar em aproximar-se convictamente de Moçambique e de Angola, mas também de Cabo Verde e São Tomé, o impulso político português nesta área é quase inexistente. Cavaco já incorporou a ideia africana nos discursos oficiais, mas ainda é uma tentativa envergonhada. Nas apresentações aos empresários estrangeiros gasta-se mais tempo a falar das maravilhas dos investimentos europeus em Portugal - como se precisássemos acima de tudo de provar que fazemos parte desse clube - do que a mostrar o que as empresas portuguesas estão a fazer em Angola e em Moçambique ou até o caminho inverso: o que estes países estão a conseguir em Portugal. Nos dois lados, nem tudo é bom, mas também nem tudo é mau. Há uma relação, há economia, é, portanto, o ovo de Colombo: difícil de lá chegar, mas depois maravilhosamente simples e óbvio.

Diário de Notícias, 18 abril 2013