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8 de fevereiro de 2012

Portugal: Fim do Euro, recomendações práticas (Pedro Braz Teixeira)


Fim do Euro, recomendações práticas

Embora seja uma reflexão, com alguma ficção, não deixa de ser curioso.

"Brás Teixeira (investigador do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica) vem aqui dar-nos uns pequenos conselhos práticos para o caso de provável contratempo que poderá ocorrer ainda em 2012."

Fim do euro, recomendações práticas

I informação – por Pedro Braz Teixeira,

A saída do euro pode ocorrer de forma muito caótica, podendo levar ao colapso temporário do sistema de pagamentos e de distribuição

O risco de saída de Portugal do euro tem associados múltiplos riscos, dos quais gostaria de salientar três: o risco do colapso temporário do sistema de pagamentos, o risco do colapso temporário do sistema de distribuição de produtos e o risco de perda – definitiva – de valor de inúmeros ativos (depósitos à ordem e a prazo, obrigações, ações e imobiliário, entre outros).

Considero que todos os portugueses devem “subscrever” seguros contra estes riscos, tal como fazem um seguro contra o incêndio da sua própria casa. Quando se compra este seguro, o que nos move não é a expectativa de que a nossa casa sofra um incêndio nos meses seguintes, um acontecimento com uma probabilidade muito baixa, mas sim a perda gigantesca que sofreríamos se a nossa habitação ardesse.

Quais são as consequências imediatas de Portugal sair do euro? A nova moeda portuguesa (o luso?) sofreria uma desvalorização face ao euro de, pelo menos, 20%. Todos os depósitos bancários seriam imediatamente transformados em lusos, perdendo, pelo menos, 20% em valor. Todos os depósitos ficariam imediatamente indisponíveis durante algum tempo (dias? semanas?) e não haveria notas e moedas de lusos, porque o nosso governo e o Banco de Portugal não consideram necessário estarmos preparados para essa eventualidade.

O mais provável é que a saída do euro fosse anunciada numa sexta-feira à tarde, havendo apenas o fim de semana para tratar da mudança de moeda. Logo, na sexta-feira os bancos retirariam todas as notas de euros das máquinas de Multibanco e quem não tivesse euros em casa ou na carteira ficaria sem qualquer meio de pagamento.

Durante algumas semanas (ou mais tempo) teríamos um colapso do sistema de pagamentos e,
provavelmente, também um corte nos fornecimentos. As mercearias e os supermercados ficariam incapazes de se reabastecer, devido às dificuldades associadas à troca de moeda.

Estes “seguros” de que falo, contra este cenário catastrófico, não podem ser comprados em nenhuma
companhia de seguros, mas podem ser construídos por todos os portugueses, estando ao alcance de todos, adaptados à sua realidade pessoal.

O que recomendo é algo muito simples que – todos – podem fazer. Ter em casa dinheiro vivo num montante da ordem de um mês de rendimento e a despensa cheia para um mês. Esta ideia de um mês de prevenção é indicativa e pode ser adaptada à realidade de cada família.

Não recomendo que façam isso de forma abrupta, mas lentamente e também em função das notícias que forem saindo. De cada vez que levantarem dinheiro, levantem um pouco mais que de costume e guardem a diferença. De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva.

Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que issonão seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia.

Desta forma, sem qualquer rutura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro.

Quanto custará este seguro? Pouquíssimo. Em relação ao dinheiro de reserva, o custo é deixarem de receber os juros de depósito à ordem, que ou são nulos ou são baixíssimos. Em relação aos produtos na despensa de reserva, é dinheiro empatado, que também deixa de render juros insignificantes.

Quais são os benefícios deste seguro? Se o euro acabar em 2012, como prevejo, o dinheiro em casa não se desvaloriza, mas o dinheiro no banco perderá, no mínimo, 20% do seu valor. Além disso terá o benefício de poder fazer pagamentos no período de transição, que se prevê extremamente caótico. A despensa também pode prevenir contra qualquer provável rutura de fornecimentos, garantindo a alimentação essencial no período terrível de transição entre moedas. Parece-me que o benefício de não passar fome é significativo.

E se, por um inverosímil acaso, a crise do euro se resolver em 2012 e chegarmos a 2013 com o euro mais seguro do que nunca? Nesse caso – altamente improvável – a resposta não podia ser mais simples: basta depositar no banco o dinheiro que tem em casa e ir gastando os produtos na despensa à medida das suas necessidades.

Pedro Braz Teixeira
Investigador do NECEP da Universidade Católica

2 de dezembro de 2011

Portugal: Boys - Les enfants terribles


BOYS - LES ENFANTS TERRIBLES

Afinal os Boys agora são Les enfants terribles, tipo exterminador implacável da função pública. Mudaram as moscas ….

Depois de ouvir com muita atenção o discurso do Passos Coelho, dei uma vista de olhos pelo site do governo e eis que senão, quando a minha vista se depara com isto:

Nomeados com ligações partidárias (a lista segue a ordem pela qual surgem no site do próprio Governo).

1.Nome:João Montenegro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi vice-presidente da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.287,08 euros

2. Nome:Paulo Pinheiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto do gabinete de Durão Barroso
Vencimento: 3.653,81 euros

3.Nome: Carlos Sá Carneiro
Cargo: Assessor do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto de Pedro Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.653,81 euros

4.Nome: Marta Sousa
Cargo: Assessora do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Responsável por deslocações e imagem de Passos Coelho enquanto líder do PSD
Vencimento: 3.653,81 euros

27 de novembro de 2011

Este é o mesmo Soares que apoiou Sócrates? (João Miguel Tavares)


Este é o mesmo Soares que apoiou Sócrates?

O doutor Mário Soares veio encabeçar um manifesto chamado ‘Um Novo Rumo’ que cheira mais a bolor do que um queijo Roquefort, com a desvantagem de causar azia só de olharmos para ele. Você já conhece a lenga-lenga de cor, caro leitor, mas é sempre divertido repeti-la: Soares & Amigos "opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão", recusando-se a "assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional". Vai daí, apelam "à participação dos cidadãos" e à "construção de um novo paradigma".

Manifesto que é manifesto tem de ter um novo paradigma. E que novo paradigma é esse? É tão novo, mas tão novo, que passa por "denunciar a imposição da política de privatizações" (uma ideia extremamente original), condenar o "recuo civilizacional na prestação de serviços públicos essenciais" (uma ideia incrível da qual nunca ninguém se tinha lembrado), repudiar as afrontas à "dignidade no trabalho" (uma ideia tão espantosamente nova que até reluz ao sol do Inverno) e convidar ao "aprofundamento democrático".

A parte do "aprofundamento democrático" é a minha favorita, até porque o doutor Soares foi durante largos anos um comovente apoiante do engenheiro Sócrates, que aprofundou tanto a democracia em Portugal que abriu túneis directos até à Líbia, Venezuela e Queluz de Baixo. Foram, aliás, tantos os seus buracos democraticamente abertos que tivemos de pedir à troika para vir a correr tapá-los. Pois é, caro leitor: o novo rumo que o doutor Soares e os seus amigos têm para propor ao país é o velho rumo que nos trouxe até aqui. E se fossem aprofundar a democracia para outro lado?

Por: João Miguel Tavares
Correio da Manhã, 25 de Novembro de 2011

Mortas e humilhadas (Francisco Moita Flores)


Mortas e humilhadas

Este é um combate sem tréguas. Para que a cidadania não seja apenas privilégio de alguns.

Esta semana evocaram-se as vítimas de todas as formas de violência doméstica e reafirmou-se um pouco por todo o mundo declarações de combate contra esta traiçoeira forma de agressão, como lhe chamou o ministro Miguel Relvas. E sublinho a condição de ministro e o facto de ser homem, porque, nestes momentos de ritualidade cívica em defesa da dignidade das mulheres, o poder, vulgarmente, gosta de falar no feminino. É importante que Miguel Relvas enquanto ministro dê a cara por este combate. Compromete a política e o poder com a necessidade de devolver dignidade de cidadania a quem a vê comprometida pela brutalidade masculina. Nos últimos cinco anos foram assassinadas quase duas centenas de mulheres pelos maridos ou companheiros. Os números impressionam e dizem muito sobre aquilo que ignorámos na caminhada para uma sociedade mais culta e, por isso mesmo, com maior sentido de alteridade.

É certo que tem poucas décadas a denúncia militante contra a violência em ambiente familiar. Violência física, violência psicológica, conceitos que durante séculos não existiam no quadro parental. "Ele bate no que é seu", "quanto mais me bates, mais gosto de ti", "entre marido e mulher não se mete a colher" são lugares comuns vindo do tempo da barbárie que recusavam a um ser humano, só por diferença de sexo, outra condição que não fosse a de propriedade. E bem se sabe, numa sociedade com os vários poderes marcados pela misoginia, pela arrogância do macho com o mundo centrado no seu umbigo, como é difícil romper as malhas do silêncio e dar um murro na mesa que imponha respeito aos murros imundos que persistem entre os bárbaros dos nossos tempos. Tornar crime público os actos de violência doméstica foi uma decisão histórica. A mais importante desde a Constituição de 76. Mas outras se lhe seguiram. Sobretudo nas polícias, com a criação de unidades efectivas de tratamento destes crimes. Porém, são grandes as manchas de silêncio que encobrem a barbárie. Continuo sem perceber, vinte anos depois dos primeiros grandes actos contra a violência doméstica, o papel passivo da Escola na matéria. Não percebo a indiferença. Este é um combate sem tréguas. Para que a cidadania não seja apenas privilégio de alguns.

Por: Francisco Moita Flores, Professor Universitário
Correio da Manhã, 27 de Novembro de 2011

16 de novembro de 2011

Portugal é um país desertificado... (Francisco Cardoso)


Portugal é um país desertificado...

Pensamento que tem quase a história deste País e que está na raiz do seu caos.
Pensava-se, até ao malogrado 25 de Abril, que bastaria ter em Lisboa uma cidade bonita e evoluída... sendo o restante paisagem. 
Ainda hoje se paga caro, demasiado caro... por essa concepção, como aliás ‘todos’ o sentem:
Portugal é um país desertificado e impotente na maior parte do seu espaço territorial (‘províncias’).

Francisco Cardoso

29 de setembro de 2011

Portugal: Isaltino Morais foi detido


Isaltino Morais foi detido

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, foi detido pelo Grupo de Investigação Criminal da PSP de Oeiras, segundo o Jornal de Negócios.

Pouco passava das 20 horas quando o autarca foi levado para a zona prisional anexa à PJ. O jornal escreve que Isaltino Morais deverá agora cumprir os dois anos de cadeia a que foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O Jornal de Negócios falou com o advogado do autarca, Rui Elói Ferreira, que não confirmou a prisão e garantiu «não ter sido informado oficialmente da nada» . Confirmou, contudo, a existência de uma mandato de detenção emitido pelo Tribunal de Oeiras.

Isaltino Morais, escreve o Jornal de Negócios, foi constituído arguido em 2005, num processo relacionado com contas bancárias não declaradas na Suíça e na Bélgica. De acordo com a acusação que lhe foi deduzida em 2006, o autarca de Oeiras «recebia dinheiro em envelopes entregues no seu gabinete da Câmara», segundo o “Público”. Esse dinheiro serviria para licenciar loteamentos, construções ou permuta de terrenos.

SIC, 29 de Setembro de 2011

16 de julho de 2011

Portugal: Oito mil? (Francisco Moita Flores)


Portugal: Oito mil?

A notícia mete medo. Chegou a semana passada através dos jornais e televisões. Temos mais de oito mil velhos abandonados em hospitais portugueses. Para ser nais preciso, oito mil e trezentos. Uma multidão! De gente que construiu e produziu vidas, que terão sido pais e mães pacientes e atentos, que terão sonhado vidas, construído as suas, ajudado a construir as dos seus filhos e da sua comunidade. Gente que cometeu um único pecado para merecer a sorte do abandono: ter envelhecido. Deixar de ser produtivo, esgotadas as energias, vencidas as forças para continuar outros combates. Tornaram-se velhos e transformaram-nos em trapos que se deitam para o canto do hospital mais próximo. Surgirão, por certo, milhares de argumentos. Os filhos não podem, o custo de vida, o preço dos lares, etc. ... São argumentos cínicos, mas fundamentam razões. Mas não existe uma única razão que fundamente o abandono, que dê explicações a solidão, que legitime a marginalização para um pedaço de afecto. Mete medo, na verdade, esta comunidade que estamos a produzir. Que trata a velhice como desperdício e as memórias como arquivo dispensável. Mete medo pensar que a construção dos afectos, a verdadeira e única determinação que nos reencontra com o sentido da existência é tratada como se nada tivesse valido a pena e que uma enxerga num hospital asséptico resolve sem piedade nem compaixão. Uma legião de velhos abandonados. Milhares que se associam a outros milhares por aí esquecidos, a mulheres violentadas e brutalizadas, a crianças excluídas sem direito à esperança. É preciso olhar para trás. Parar para pensar neste mar de indiferença, egoísmo, alarvidade que está a contaminar os nossos dias e a transformar crises financeiras em crises morais. É preciso parar para pensar para onde mandamos os nossos putos, os nossos adultos e os nossos velhotes. Para que a vida faça sentido e para que as crises não devorem apenas as carnes, roubando-nos tamém a alma.

Francisco Moita Flores
TV Guia, Nº 1694, 11 de Julho de 2011

18 de junho de 2010

Apelo ao Santo António


Apelo ao Santo António

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P'ra junto do Sá Carneiro

Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso

28 de fevereiro de 2010

Luís Amado: «Só oiço dizer mal de Portugal em Portugal»


Amado: «Só oiço dizer mal de Portugal em Portugal»

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, confessou que só ouve dizer mal de Portugal em Portugal, em contraste com elogios ao país que ouve constantemente de dirigentes dos países que visita no mundo.

Em declarações à agência Lusa no final de uma visita oficial ao reino da Suazilândia, e no dia em que embarca com destino ao Lesoto, Amado reagiu a um comentário feito pelo seu homólogo suazi, segundo o qual «Portugal é um gigante na diplomacia africana».

«Em todas as partes do mundo em que ando existe um grandes respeito pela importância histórica de Portugal e pelo que a nossa História representa, quer em África quer na Ásia, por que há consciência do que foi o papel extraordinário da diáspora portuguesa de séculos em todas as regiões do mundo», referiu o membro do governo.

7 de dezembro de 2009

Portugal: Descoberto cemitério de escravos do século XVI


DESCOBERTO EM LAGOS (PORTUGAL) CEMITÉRIO DE ESCRAVOS DO SÉCULO XVI
Tratar-se-á de um dos primeiros achados deste tipo, que aponta para a circunstância dos escravos serem então sepultados em separado, por não lhes ser reconhecido identidade humana pelos escravocratas

Lagos, 7 de Dezembro – Um cemitério de escravos, datado do século XVI, foi descoberto em Lagos, cidade portuguesa situada no Algarve, foi descoberto quando se procedia a escavações destinadas à construção de um parque subterrâneo para a recolha de automóveis. O achado arqueológico está a ser estudado por investigadores da Universidade de Évora, sendo considerado de grande importância pelos peritos que o analisam.

18 de agosto de 2009

Conhecimento da língua portuguesa supera "barreiras do idioma" na região Austral


Conhecimento da língua portuguesa supera "barreiras do idioma" na região Austral Luanda – O conhecimento da língua lusófona vai superar “barreiras do idioma”, que tem existido nos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitindo a eficaz comunicação nas operações conjuntas, bem como o alcance dos objectivos dos governos dos Estados membros. Esta constatação foi feita pelo tenente Mathew Thole, de nacionalidade zambiana, que discursava durante o encerramento do sexto curso de Língua Portuguesa promovido pela Escola Superior de Guerra (ESG), aos militares dos Estados membros da SADC, à luz dos compromissos assumidos pelo Estado angolano, no âmbito da integração regional. Considerou o curso como “um trampolim” para o futuro das carreiras militares, alcançando assim os objectivos dos governos dos Estados membros da região nos mais variados domínios. “Queremos aqui garantir ao comando da Escola Superior de Guerra, que vamos pôr em prática todos os conhecimentos adquiridos, e faremos com que a dificuldade que tem existido nos países da SADC no que concerne à língua, seja vencida”, concluiu. O sexto curso de Língua Portuguesa obedeceu ao pressuposto assumido pelas Forças Armadas Angolanas (FAA), dentro do quadro da SADC, permitindo maior interacção nos exercícios militares conjuntos. A Escola Superior Militar acumula mais de 16 anos de experiência na realização de vários cursos e estágios, e, mais de seis anos na realização do curso de Língua Portuguesa, destinados a formação de militares de países amigos. Angola Press, 18 de Agosto de 2009