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29 de maio de 2019

Este era o maior segredo de Salazar. Revelamos a droga que o ditador tomou durante 22 anos



O Vida Extra publica em exclusivo um excerto de “A Queda de Salazar: O princípio do fim da Ditadura”, de José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz (Edições Tinta da China). O livro chega às livrarias esta sexta-feira

Oliveira Salazar e Óscar Carmona nas comemorações do 10º aniversário do 28 de maio de 1926, em Braga. Uma quinta-feira que foi feriado nacional Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian




Mesmo na véspera de ser internado, quando os efeitos da queda da cadeira se manifestaram de forma ineludível, Salazar manteve uma das suas rotinas: as injeções, ministradas por um enfermeiro quase dia sim, dia não. A última que registou no seu Diário data de 5 de setembro de 1968, às 10:00 – a 17.ª injeção desde que se instalara na fortaleza do Estoril, em finais de julho, e a enésima havia mais de 22 anos.

24 de março de 2019

A queda (quase) fatal de Salazar da cadeira foi há 50 anos (Fernando Madaíl)


Faz hoje 50 anos que o ditador caiu. Só um mês após o acidente lhe foi diagnosticado um hematoma intracraniano. Nove dias depois da operação, um AVC incapacitou-o

"O velho já não segura os braços da cadeira, os joelhos subitamente não trémulos obedecem agora a outra lei, e os pés que sempre calçaram botas (…) já estão no ar", escreveu José Saramago no conto Cadeira, inserido no livro Objecto Quase – e que pode ler a partir da página 71. O futuro Nobel inspirou-se na queda de Salazar, no forte de Santo António da Barra, no Estoril, a 3 de Agosto de 1968, que acabaria por o afastar do poder. 

Às 9h desse sábado, quando o seu calista Augusto Hilário já o espera, Salazar desce até ao terraço e, entretido com a leitura do jornal, deixa-se cair pesadamente sobre uma cadeira de lona, que se desequilibra. No cinquentenário da data, esclareça-se: apesar de bater com a nuca nas lajes da fortificação que desde 1950 era a sua residência de férias à beira-mar, o ditador não se queixou de nada. Em declarações a um jornalista do Diário de Notícias, já a 11 de Setembro, a sua governanta de sempre, D. Maria de Jesus, diria que estava nos seus "aposentos quando [ouviu] um barulho que [lhe] deu a impressão de uma porta a bater". Correu logo a ver o que se passava, chegando quando o quase octagenário já se erguia do chão. 

O mistério da droga que Salazar tomava (Diogo Barreto)



A última injecção Salazar foi injectado regularmente com uma substância entre 1946 e 1968.


A 3 de Agosto de 1968, o presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar caiu de uma cadeira de lona enquanto lia o jornal no forte de Santo António da Barra. O ditador bateu com a cabeça nas lajes e acabou por ser afastado do poder. Na véspera desta queda que mudaria o funcionamento do Estado Novo, Salazar tinha recebido uma das injecções rotineirias que lhe eram administradas dia sim, dia não, três vezes por semana. As injecções continuaram mesmo depois da fatídica queda que inspirou o conto Cadeira, de José Saramago, publicado pela SÁBADO em Agosto.

Registada por Salazar no seu diário foi a 5 de Setembro de 1968, às 10h00. Era a 17ª desde que se instalara na na fortaleza do Estoril, em finais de Julho, a residência que tinha escolhido como sua casa de férias. A consulta dos diários mostra que ao longo da vida levou milhares destas injecções, revela o livro A Queda de Salazar: O princípio do fim da Ditadura, de José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz, editado pela Tinta-da-China. O Expresso publica um excerto do livro que chega às bancas esta sexta-feira.

Salazar recorria regularmente a “injecções misteriosas”



O livro “A Queda de Salazar – O Princípio do Fim da Ditadura” revela que o ditador era injectado, com frequência, com um medicamento “não identificado” que se suspeita que seria Eucodal, um estupefaciente usado regularmente por Hitler no final da II Guerra Mundial.

A obra escrita por José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz refere-se às “misteriosas injecções” administradas pelo enfermeiro João Rodrigues Merca que, “nos últimos tempos” de vida de Salazar, seriam dadas “a uma frequência de ‘dia sim dia não’”.

No diário do próprio ditador, há pelo menos uma referência a Eucodol, um estupefaciente que se tornou no medicamento “favorito” de Hitler no final da II Guerra Mundial (1945).

19 de agosto de 2018

Figuras da ditadura na toponímia de 78 concelhos. São 15 as ruas em Portugal com o nome de Salazar




Recurso à base de dados dos CTT permite perceber em que dimensão a memória das principais figuras do Estado Novo permanece no espaço público. Há 15 ruas com o nome de Salazar.


Quarenta e quatro anos após o fim da ditadura em Portugal, as figuras principais do regime mantêm-se presentes em ruas de pelo menos 78 concelhos do país e 15 delas têm o nome de Salazar. Entre ruas, largos, praças, avenidas, parques, travessas, pracetas e becos, mais de uma centena de topónimos associados a protagonistas do Estado Novo permanecem no espaço público, sobrevivendo à iniciativa de apagar, após o 25 de Abril de 1974, a ideologia política e as memórias dos 41 anos de ditadura, de acordo com a base de dados dos CTT facultada à Lusa.

Portugal: Estado Novo marcou arquitectura que mantém viva a estética do poder



Desde a Ponte 25 de Abril, batizada "Ponte Salazar" quando foi inaugurada, e mudou de nome com a revolução, em 1974, até ao Estádio Nacional do Jamor são muitas as obras arquitectónicas do regime que continuam "vivas"


O Estado Novo deixou marcas do regime e da estética do poder na arquitetura do país, em pontes, universidades, estádios e monumentos que guardam a memória da época da ditadura, alguns deles ainda hoje muito visitados.

Desde a Ponte 25 de Abril, batizada "Ponte Salazar" quando foi inaugurada, e mudou de nome com a revolução, em 1974, até ao Estádio Nacional do Jamor, que continua a receber todos os anos a final da Taça de Portugal, são muitas as obras arquitetónicas

Obra marcante do Estado Novo, a Ponte 25 de Abril foi projetada pelo Gabinete de Engenharia de Nova Iorque Steinman, Boynton, Gronquist & London com a intervenção do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

O sonho de Salazar para Portugal continua actual, conclui investigador Moisés de Lemos Martins



Um professor da Universidade do Minho estudou os discursos de Salazar e conclui que o seu imaginário permanece, de certa forma, no imaginário contemporâneo.

Trinta anos depois de estudar os discursos de Salazar, que traduzem o desejo de uma nação de figura maternal a sonhar por um império, as conclusões do investigador Moisés de Lemos Martins mostram um imaginário que permanece actual.

Por se manter actual, a editora Afrontamento publicou a 2.ª edição do livro “O Olho de Deus no Discurso Salazarista”, que reproduz a tese de doutoramento defendida por Moisés de Lemos Martins na Universidade de Ciências Humanas de Estrasburgo, em 1984.

O que o agora professor catedrático da Universidade do Minho fez foi estudar os discursos de Salazar, para tentar compreender a questão: por que razão o regime salazarista durou tanto tempo?

"O Portugal rural de Salazar transforma-se nas colónias num Portugal urbano" (Diana Teixeira)



Como construir nos trópicos em ditadura? Há uma espécie de projecto megalómano em África, de que a arquitectura e o urbanismo são entidades catalisadoras, quando as independências já tinham começado nas outras potências colonizadoras. “Como é que um país pobre, atrasado desenvolve, em paralelo, um esforço de instalação num território fora do seu perímetro?”, é uma das perguntas que Ana Vaz Milheiro explorou no seu novo livro.

Nos Trópicos sem Le Corbusier, novo livro de Ana Vaz Milheiro, é retratada a arquitectura colonial pública, que junta técnicas essenciais às condições meteorológicas e elementos que remetem para a metrópole, conferindo aos edifícios uma certa portugalidade nos territórios ultramarinos.

25 de março de 2018

Salazar e Alfredo Pimenta – Correspondência, 1931-1950 (Agosto 2008)



É um dos acontecimentos editoriais do ano, esta correspondência entre um monárquico paradoxal a quem o Cardeal-Patriarca chamava “escritor perigoso” e o inquilino de S. Bento.

Abrange uma das mais extensas correspondências privadas que se conhece de Salazar, pois abarca fundamentalmente o período de 1936 a 1950. Alfredo Pimenta foi um dos mais temíveis polemistas do seu tempo. Personalidade contraditória, conceituado medievalista, católico tradicionalista, uma das maiores vítimas da censura criada pelo político que ele tanto admirava, apaixonado pela política nazi, verrinoso e sempre a indispor-se com toda a gente, assumiu-se publicamente como um dos apoiantes incondicionais de Salazar e confessa-o nesta extensíssima correspondência que é de leitura obrigatória para melhor para melhor compreender o consulado do professor de Direito Económico que veio “salvar” as finanças no tempo da ditadura militar (Salazar e Alfredo Pimenta, Correspondência 1931-1950, Prefácio Manuel Braga da Cruz, Verbo 2008).

12 de novembro de 2017

Monumentos: Salazar Deixou Um Legado Ideológico Que Ainda Marca a Identidade Nacional, diz Investigador



Uma tese de doutoramento da Universidade de Coimbra, que analisa a reconstrução dos monumentos nacionais durante o Estado Novo, conclui que Salazar deixou um legado, ainda hoje vivo, de símbolos que materializam a imagem salazarista do país.

Durante o Estado Novo, foi aplicado um plano de investimento para a reconstrução de monumentos que durou até aos anos 1960, e que procurou "recuperar" a ideia de "um passado perdido, de um passado heróico", com as estruturas medievais e manuelinas a serem pensadas "como o grande bem da nação", disse à agência Lusa o autor da tese e docente do Departamento de Arquitetura (Darq) da Universidade de Coimbra (UC), Luís Correia.

As reconstruções, apesar de não terem sido desenhadas por Salazar, correspondiam à imagem de um passado renovador que o ditador português pretendia colar ao país, sublinha.

Os monumentos, nota a tese, foram usados por Salazar como "restaurados símbolos de memória e poder, que a maciça classificação e consequente instituição das zonas de proteção de caráter geral e especial pretendiam salvaguardar como propriedades da sua regência".

6 de outubro de 2017

EUA: Salazar Rejeitou Mil Milhões de Dólares em Troca da Independência das Colónias



Proposta Feita Pela CIA Tornada Pública em Livro

Proposta feita pela CIA tornada pública em livro: EUA: Salazar rejeitou mil milhões de dólares em troca da independência das colónias

António Oliveira Salazar rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para a independência das ex-colónias portuguesas a troco de mil milhões de dólares (782 milhões de euros), porque "Portugal não estava à venda", revela um ex-responsável norte-americano no seu livro "Engaging Africa: Washington and the Fall of Portugal's Colonial Empire".

Portugal: A Herança de Portugal


24 de julho de 2017

22 de junho de 2017

A padeira de Favaios que serviu Oliveira Salazar, Rosália Araújo viveu entre os 13 e os 19 anos em São Bento. Estava ao lado do ‘patrão’ quando ele morreu.



Estacionámos junto à Igreja, que os carros não chegam à casa. Fazemos o resto a pé, calcorreando o empedrado que leva a Rosália. Ainda perguntámos onde fica a um morador, que aponta a casa lá ao fundo. Dizemos-lhe que queremos falar com a ‘Rosália do pão’, mas podíamos dizer a ‘Rosália de Salazar’. 

Em Favaios, freguesia transmontana conhecida pelo moscatel, Rosália recebe-nos com um sorriso. Ri sempre, ri muito e também chora ao falarmos do homem que sempre a tratou por "pequena". O homem que mandou no País durante quase quatro décadas e que Rosália serviu mais de cinco anos. Era uma menina de 13 anos quando entrou no austero palacete de São Bento, era ainda menina quando saiu, após a sua morte. Tinha 19 anos e estava ao lado de Salazar quando a enfermeira, em pânico, gritou para os médicos que ele não respirava. Que tinha morrido. 

Quis a coincidência que ela nascesse a 28 de maio de 1951, quando se assinalavam os 25 anos da queda da Primeira República, que abriu as portas ao Estado Novo. Se começarmos pelo fim, Rosália confirma o que sabíamos. Nos últimos dois anos de vida, Salazar pensava que conservava o poder. O Presidente da República Américo Tomás mantinha a farsa e ia regularmente falar com o homem que já não era o Presidente do Conselho. Morreu a pensar que mandava em Portugal e nas colónias. E também Rosália, que mal saía do palacete, desconhecia que o ‘todo poderoso’ afinal já não o era. 

15 de janeiro de 2017

Por causa de Salazar continuamos a pensar Portugal com o país da "boa dona de casa" e do "navegador-guerreiro"



Trinta anos depois de estudar os discursos de Salazar, que traduzem o desejo de uma nação de figura maternal a sonhar por um império, as conclusões do investigador Moisés de Lemos Martins mostram um imaginário que permanece atual.

Por se manter atual, a editora Afrontamento publicou a 2.ª edição do livro “O Olho de Deus no Discurso Salazarista”, que reproduz a tese de doutoramento defendida por Moisés de Lemos Martins na Universidade de Ciências Humanas de Estrasburgo, em 1984.

O que o agora professor catedrático da Universidade do Minho fez foi estudar os discursos de Salazar, para tentar compreender a questão: por que razão o regime salazarista durou tanto tempo?

Monumentos: Salazar deixou um legado ideológico que ainda marca a identidade nacional, diz investigador



Uma tese de doutoramento da Universidade de Coimbra, que analisa a reconstrução dos monumentos nacionais durante o Estado Novo, conclui que Salazar deixou um legado, ainda hoje vivo, de símbolos que materializam a imagem salazarista do país.

Durante o Estado Novo, foi aplicado um plano de investimento para a reconstrução de monumentos que durou até aos anos 1960, e que procurou "recuperar" a ideia de "um passado perdido, de um passado heróico", com as estruturas medievais e manuelinas a serem pensadas "como o grande bem da nação", disse à agência Lusa o autor da tese e docente do Departamento de Arquitetura (Darq) da Universidade de Coimbra (UC), Luís Correia.

EUA: Salazar rejeitou mil milhões de dólares em troca da independência das colónias



Proposta feita pela CIA tornada pública em livro

EUA: Salazar rejeitou mil milhões de dólares em troca da independência das colónias

António Oliveira Salazar rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para a independência das ex-colónias portuguesas a troco de mil milhões de dólares (782 milhões de euros), porque "Portugal não estava à venda", revela um ex-responsável norte-americano no seu livro
"Engaging Africa: Washington and the Fall of Portugal's Colonial Empire".

Segundo o secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos durante a administração Clinton, Witney Schneider, o ex-presidente do Conselho rejeitou a proposta americana em 1963, durante um encontro com um enviado da Casa Branca.

27 de dezembro de 2016

Bens de Salazar disputados em tribunal



Sobrinho-neto de Salazar exige a devolução de bens do antigo presidente do Conselho.

Um sobrinho-neto de Salazar exige a devolução de bens do antigo presidente do Conselho que estão em depósito na Câmara de Santa Comba Dão ou o pagamento de 324 mil euros, no âmbito de um julgamento que começa na quinta-feira.

Depois de, em maio, ter decorrido uma audiência prévia deste processo, o início do julgamento ficou marcado para quinta-feira de manhã, no Tribunal de Viseu.

27 de abril de 2015

Otelo Saraiva de Carvalho: precisamos de um homem honesto como Salazar



Otelo Saraiva de Carvalho acredita que Portugal precisa "de um homem com inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar" para resolver a crise que atravessa.

Em entrevista ao "Jornal de Negócios", o "capitão de Abril" sublinhou que "precisávamos de um homem com inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar, mas que não tivesse a perspectiva que impôs, de um fascismo à italiana (...) Alguém que fosse um bom gestor de finanças, que tivesse a perspectiva de, no campo social, beneficiar o povo, mesmo e sobretudo em detrimento das grandes fortunas".

Otelo Saraiva de Carvalho elogia o que se fez a seguir à revolução "ao nível da educação, da saúde".
"Houve um rápido crescimento do nível económico das populações a seguir ao 25 de Abril à custa das reservas de ouro que o forreta do Salazar tinha amealhado no Banco de Portugal, mas depois, esgotada essa possibilidade, a coisa começou a entrar em dificuldades", salientou.

Fonte: Diário de Notícias, 21 de Abril de 2011