Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal - História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal - História. Mostrar todas as mensagens

28 de abril de 2019

Chegada de portugueses e espanhóis às Américas fez descer a temperatura da Terra


Ilustração da chegada de Cristóvão Colombo à América em 1492


A colonização do continente americano, que foi levada a cabo por portugueses e espanhóis a partir do fim do Século XV, provocou tantas mortes entre os povos indígenas que teve efeitos significativos no clima da Terra, levando a um drástico arrefecimento do planeta.

Esta é a conclusão de um estudo da University College London (UCL), no Reino Unido, que avaliou todos os dados populacionais que conseguiu reunir sobre quantas pessoas viviam nas Américas antes da chegada de Cristóvão Colombo ao então chamado Novo Mundo, em 1492, calculando a forma como esses números mudaram nas décadas seguintes.

No estudo publicado na revista científica Quaternary Science Reviews, os cientistas falam do “despovoamento de larga escala”, motivado por conflitos e pelas doenças levadas pelos europeus (varíola e sarampo, entre outras), concluindo que reduziu a população em 90%.

Churchill tentou esconder telegramas nazis que queriam Eduardo VIII de volta ao trono (alguns com destino a Lisboa)



O carismático Winston Churchill poderá ter sofrido de Síndrome de Napoleão


Winston Churchill é uma personalidade incontornável da História mundial. Foi primeiro ministro britânico por duas vezes e ficou famoso principalmente pela sua atuação durante a II Guerra Mundial.
Numa busca constante pela paz, Winston Churchill apelidou a II Guerra Mundial de “a guerra desnecessária” e defendeu a ideia de que os países europeus deveriam ter impedido a Alemanha de recompor as forças armadas antes da guerra, com o objetivo de evitá-la.

Durante todo o período da 2ª Grande Guerra – de 1940 a 1945 – Churchill assumiu o poder britânico – pela primeira vez, já que viria a estar no poder de novo entre 1951 e 1955. O político acreditava que a entrada dos Estados Unidos na guerra seria fator essencial e decisivo para a derrota da Alemanha nazi que imperava na altura.

Por isso, travou longa amizade com Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, com quem negociou a Carta do Atlântico em 1941, que acabou por servir de inspiração e base à Carta da Nações Unidas.

24 de março de 2019

Como era a vida na aldeia-modelo de Salazar (Susana Lúcio)



No início dos anos 50, 206 famílias receberam uma casa, terra e gado em Santo Isidro de Pegões, no Montijo.

Quando as primeiras famílias chegaram à Colónia Agrícola de Santo Isidro de Pegões só as casas estavam prontas. "A terra não estava amanhada, as vinhas não estavam plantadas e ainda havia máquinas a abrir estradas", conta à SÁBADO Florêncio Pinto, filho de um dos primeiros colonos a instalarem-se numa das aldeias criadas de raiz pelo Estado Novo, em 1951. 

Muitos dos seleccionados para povoar a zona, no concelho do Montijo, não tinham outro meio de sustento além do que dava a terra e nos primeiros anos passaram fome. "Uns conseguiram sobreviver, outros não. Para as famílias com muitos filhos, era mais difícil, também havia terrenos mais fracos que não davam tanto. Algumas desistiram e abandonaram a colónia", conta. 

A proposta do Estado Novo para fixar população em terrenos baldios e públicos parecia um sonho para a grande maioria dos portugueses na altura. À chegada, os colonos recebiam uma casa nova com três quartos, estábulo, cocheira, sótão e casa de banho - um luxo para a época -, mais cerca de 18 hectares de terra, o equivalente a 18 campos de futebol. Tinham ainda escola para os filhos, um médico e um centro social onde as crianças poderiam ficar depois da escola e onde as mulheres aprendiam a costurar. 

27 de janeiro de 2019

O legado dos portugueses no Havai: O que por lá ficou de Portugal 140 anos depois da chegada das primeiras famílias de emigrantes.



Há 140 anos, em pleno verão de 1878, o navio ‘Priscilla’ zarpava do Funchal com destino às ilhas Sandwich. Quatro meses depois, a 30 de setembro, aquela embarcação alemã - de madeira, com três mastros – aportava em Honolulu e inaugurava um movimento migratório que nos primeiros dez anos transportou mais de 11 mil emigrantes portugueses – a maioria da Madeira e dos Açores – para aquelas ilhas do Pacífico. Vivia-se a primeira vaga de emigração portuguesa para tão longe. 

1 de novembro de 2018

As ilusões perdidas da ‘primavera marcelista’


Há 50 anos, Marcelo Caetano tornou-se o novo chefe do Governo de Portugal. Mas o regime não mudou.


Na noite de 26 de Setembro de 1968, faz esta quarta-feira meio século, o Presidente da República, Américo Tomás, anunciou aos portugueses o nome do novo presidente do Conselho de Ministros. Marcelo Caetano tomou posse no dia seguinte. 

Tomás resistira até à última mas, desenganado pelos médicos sobre as hipóteses de recuperação de Salazar, acabou por nomear um novo primeiro-ministro. 

Professor catedrático de Direito, ex-reitor da Universidade de Lisboa, antigo ministro da Presidência e das Colónias, antigo Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa e ideólogo do Estado Novo, Marcelo Caetano (1906-1980) era considerado o ‘enfant terrible’ do salazarismo. A nomeação do novo chefe do governo - o primeiro em 36 anos - foi antecedida de cuidados especiais. Os chefes militares só admitiram Marcelo Caetano na condição de este dar garantias de continuar a guerra em África. Caetano aceitou. 

12 de março de 2017

A Portugueza


11 de fevereiro de 2017

Marcello Caetano visto por Alfredo Pimenta



“O Governo não é forte. Só o é, enquanto V. Ex.ª estiver à frente dele. Faça V. Ex.ª a experiência. Afaste-se, e ponha na Presidência o Sr. Marcelo Caetano que, pelo visto, se sente com asas para voar. Ele voará, - mas nós vamos todos para o fundo. A estabilidade da chefatura do Estado não está garantida. Tudo o que se tem feito é artificial. Entende V. Ex.ª que Portugal encontrou «uma linha conveniente de pensamento e acção política assente em segura experiência». Ilusão que pode ser-nos fatal. O que é a experiência de vinte anos diante da experiência de oito séculos? Esta experiência de oito séculos obriga os governantes da estatura de V. Ex.ª a procurar a solução do nosso problema nas directrizes tradicionais da Nação.” (p. 267)

15 de janeiro de 2017

Mário Soares, “um literato frustrado que caiu na política”



Esteve preso 13 vezes. Foi aluno de Marcello Caetano e de Álvaro Cunhal. Apresentou Mário Cesariny a François Mitterrand – “mon ami Mitterrand”. Incompatibilizou-se com Ramalho Eanes e com Salgado Zenha. Trouxe o FMI duas vezes a Portugal e foi presidente da República outras duas, numa democracia que ajudou a construir.

“O que é preciso é que a gente viva com dignidade e deixe uma memória simpática do que fez”, afirmou Mário Soares numa entrevista ao DN, em 2004, tinha então 80 anos. Quando era miúdo, o pai dizia-lhe que tinha jeito para duas coisas: falar e escrever. Podia ter sido escritor ou jornalista. Foi primeiro-ministro três vezes, presidente da República dez anos. Não se considerava melhor do que os outros, mas sempre soube jogar. O resto, acredita, foram coincidências do destino, acasos da história: estava no lugar certo à hora certa.

Mário Soares, Angola e o tráfico de diamantes (Adão Cruz)



Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000


MÁRIO SOARES E ANGOLA

A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.

3 de março de 2014

E se D. Afonso Henriques, afinal, nasceu em Viseu? (Amadeu Araújo)


E se D. Afonso Henriques não tivesse, de facto, nascido em Guimarães? A tese do falecido historiador Almeida Fernandes, posteriormente admitida por José Mattoso, serve de base à decisão da Câmara de Viseu de comemorar os 900 anos do rei-fundador. Mas Guimarães também vai comemorar.

Guimarães e Viseu reclamam ser local de origem do rei.

À primeira vista, parece uma disputa bairrista de duas cidades em torno de um evento: Guimarães e Viseu vão comemorar ambas o nascimento de D. Afonso Henriques.

Como os académicos têm vindo a lançar dúvidas sobre o efectivo local de nascimento de D. Afonso Henriques, fundador de Portugal, os 900 anos do primeiro rei português vão ser celebrados em dose dupla: Viseu e Guimarães reclamam-se local de origem do primeiro rei de Portugal e preparam-se para, em 2009, celebrar o aniversário do nascimento do rei que separou o condado portucalense de Castela.

"Ainda ontem estivemos a decidir pormenores da celebração que irá ser levada a cabo por uma comissão, de reconhecido mérito", disse ao DN Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu.

A cidade governada por Fernando Ruas descobriu em 1993 que o primeiro rei poderia lá ter nascido, mas só no ano passado retomou a defesa de Viseu como local de nascimento do monarca que fundou a nacionalidade.

Em Guimarães, "cidade berço da nação", não restam dúvidas de que ali D. Afonso Henriques "nasceu e morreu em Coimbra, onde está sepultado". A informação consta do sítio da internet da autarquia vimaranense e a pretensão viseense não faz mossa.

O DN tentou, sem sucesso, ouvir o presidente da Câmara de Guimarães. Mas, em declarações ao JN, António Magalhães afirmou que, para a Câmara de Guimarães, a pretensão de Viseu "é um assunto que não suscita qualquer incómodo".

"Apreciamos que a figura de D. Afonso Henriques continue a ser objecto de estudos para que se faça justiça à vida e obra do nosso primeiro monarca", disse Magalhães.

Também o presidente da Câmara de Viseu Fernando Ruas reconhece que a evocação por Viseu do nascimento de D. Afonso Henriques, "será uma celebração sem qualquer picardia com Guimarães, cidade que muito estimo e de cujo autarca sou amigo pessoal".

Apesar disso, as últimas teses defendidas por diversos académicos, com José Mattoso à cabeça levaram a cidade de Viseu a lançar mão da ideia e com isso "comemorar de forma digna os 900 anos do nascimento do primeiro rei de Portugal".

O edil viseense até tem uma explicação simples para não beliscar a convicção de que Guimarães é a cidade berço da fundação. "O rei podia aqui ter nascido e fundar o berço da nacionalidade em Guimarães. Alguns estudiosos dizem, sem dúvidas, que o rei nasceu em Viseu não podíamos deixar de dar força a esta constatação e celebrar o facto".

Para o presidente da Câmara de Viseu, "há cada vez mais historiadores a defender esta posição".

"Nós não estamos a alimentar polémicas, mas a deixar que os académicos prossigam o seu trabalho", acrescentou Fernando Ruas.

E enquanto os historiadores não chegam a certezas, no próximo ano Viseu e Guimarães vão assinalar os 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques. Decisão consubstanciada por historiadores como Adriano Vasco Rodrigues, especialista da Universidade do Porto no período medieval, que lembra que "esta é uma questão académica. O que interessa é o papel em prol da fundação, mais do que o local onde nasceu".

E se as dúvidas relativas ao ano de nascimento do primeiro rei acabaram de forma consensual em torno de 1109, a sintonia sobre o local tarda em chegar. Assim, depois de anos de esquecimento, só relevados com a eleição dos Grandes Portugueses, o nascimento do primeiro rei vai ser celebrado em dose dupla. Até que os historiadores clarifiquem.

Diário de Notícias 17-9-2008