CONSOLIDAR A INDEPENDÊNCIA - APELA A FRELIMO
O país celebra hoje os 34 anos da independência nacional, assinalada a 25 de Junho de 1975. Trata-se duma data que marcou a derrocada final do colonialismo português em Moçambique, dando termo a 500 anos de colonização e dez de luta de libertação nacional. A efeméride não só constitui um momento de festa como também de reflexão sobre os desafios presentes e futuros. O combate à pobreza absoluta, a necessidade da consolidação da independência nacional e de o país se fortificar economicamente são alguns dos desafios a ter conta, segundo defenderam os partidos políticos e algumas agremiações sociais a propósito da efeméride. Afirmaram ser também pertinente que os moçambicanos consolidem a unidade nacional, cerrem fileiras contra a corrupção e todos os outros males que ainda enfermam a sociedade. Lançaram apelos para uma participação massiva dos cidadãos com idade de votar, no processo de actualização do registo eleitoral em curso no país, visando as eleições legislativas e presidenciais, bem assim as primeiras para as assembleias provinciais a ocorrerem a 28 de Outubro próximo.
O partido Frelimo apelou ontem a todos os moçambicanos para que continuem unidos na consolidação da independência nacional, através da consolidação da unidade nacional, da paz e da participação activa na luta contra a pobreza e pelo bem-estar de todos os cidadãos, numa mensagem alusiva aos 34 anos da independência nacional que hoje se assinala.
Na mensagem, um apelo foi também dirigido aos jovens para que se apropriem da história da Luta de Libertação Nacional, buscando nela as referências e a inspiração para enfrentar e superar os desafios do presente e do futuro.
“A Frelimo exorta a todos os cidadãos em idade eleitoral activa para que participem no processo de actualização do recenseamento eleitoral e na votação nas eleições presidênciais, legislativas e das assembleias provinciais que terão lugar no dia 28 de Outubro próximo, pois votando estarão a exercer a soberania resultante da conquista da independência nacional. Exortamos ainda a todos os moçambicanos para que façamos do processo eleitoral um momento de festa, de reforço e consolidação da cultura de paz, estabilidade política, harmonia social e cultura democrática”, indica a mensagem do partido no poder.
Num outro passo, a Frelimo frisa que a celebração do 25 de Junho de 2009, o 34º aniversário da proclamação da independência nacional, coincide num período proclamado como “Ano Eduardo Mondlane”, em homenagem ao fundador, primeiro Presidente da FRELIMO e Arquitecto da Unidade Nacional.
Coincide igualmente com a celebração do 47º aniversário da fundação da FRELIMO e do 45º aniversário do desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, “a qual tinha como objectivo conquistar a independência total e completa para libertar a terra e os homens”.
RENOVAR COMPROMISSO COM A UNIDADE E LIBERDADE - EXORTAÇÃO DO PDD
O PDD, Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, exortou os moçambicanos para que renovem continuamente o seu compromisso com a unidade, a liberdade, a justiça, a igualdade e o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais estabelecidos há 60 anos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e juridicamente consagrados desde 1990 na Constituição da República de Moçambique. O apelo vem expresso numa mensagem daquela agremiação política, por ocasião do 34º aniversário da independência nacional que hoje se assinala.
“O dia 25 de Junho simboliza desde 1975 a inauguração de uma nova página na história de todos os moçambicanos, pois a partir daquela data a terra, a soberania, as riquezas e a direcção dos destinos da nação passaram a estar por lei sob controlo dos nacionais.
É justo aqui sublinhar que há 34 anos deixou de existir, nos termos da Constituição e da lei, a segregação entre indígenas, assimilados, portugueses de 2ª e de 1ª classe. Por outras palavras, quer isto dizer que com a independência os moçambicanos conquistaram o direito à dignidade e à igualdade perante a lei”, refere a mensagem do PDD.
Segundo a missiva, os moçambicanos partilham desde os tempos da escravatura aos da colonização efectiva um longo período comum de repressão, discriminação e segregação. “O futuro deve ser perspectivado tendo em conta que os sofrimentos do passado jamais voltarão a ser impostos ao povo moçambicano, qualquer que seja o Governo”.
CONSOLIDAR A PAZ - MIGUEL MABOTE, LÍDER DO PT
A necessidade de consolidação da paz, foi realçada na mensagem do Partido Trabalhista (PT) alusiva a mais um aniversário da independência nacional.
O presidente daquele movimento, saudou a todos os moçambicanos pela passagem da efeméride, considerando que o 25 de Junho é um marco indelével na história do país, por ter selado a vitória da luta secular e heróica contra o colonialismo português.
“O Partido Trabalhista entende que com a paz e com a liberdade todos os cidadãos moçambicanos devem empenhar-se com afinco nas tarefas de produção para o combate à pobreza absoluta, ao HIV/SIDA, à criminalidade, consolidando firmemente a unidade nacional e a democracia, que são os pilares para a garantia da prosperidade e justiça social”.
O PT aproveitou a ocasião para exortar os moçambicanos com capacidade eleitoral activa para participarem massivamente no processo de actualização do processo de recenseamento eleitoral visando as eleições legislativas e presidenciais, bem assim as primeiras eleições para as assembleias provinciais a decorrer simultaneamente a 28 de Outubro do ano corrente.
JOVENS DEVEM PRESERVAR PATRIOTISMO - SEGUNDO PARLAMENTO JUVENIL
O Parlamento Juvenil também associa-se às celebrações dos 34 anos da independência nacional, apelando aos jovens para preservarem o espírito de patriotismo.
Para aquela organização juvenil, o desafio da juventude de hoje reside em buscar inspiração nos ideais de Eduardo Mondlane, abandonando o comodismo e equacionando de forma patriótica e sábia os interesses individuais com os desafios que se impõem no âmbito do Estado de Direito que se pretende que Moçambique seja.
“A independência moçambicana é fruto do esforço e entrega do povo que, liderada pela sua juventude, percebeu a necessidade de se libertar do jugo colonial português e caminhar rumo à sua independência, tarefa que o nosso sofrido povo persegue até aos dias de hoje”.
O Parlamento Juvenil ressalta ainda que o grande desafio de hoje é assegurar uma independência em todas as suas dimensões, com destaque para a económica.
“Compete ainda à juventude de hoje inspirar-se nos mais elevados princípios da moçambicanidade, que se consubstanciam nos nobres valores da paz, da democracia e da unidade nacional, como condições indispensáveis para a superação das nossas adversidades. Os jovens, independentemente das suas crenças religiosas, convicções partidárias e classe social, não devem medir esforços para a sua união quando diante da procura de soluções para os problemas do país”, refere a mensagem.
Indica igualmente que a data deve também servir de reflexão para uma maior entrega de todos os moçambicanos na luta contra a pobreza, contra a corrupção, contra a violação dos Direitos Humanos e outras formas de abusos por aqueles a quem compete servir com zelo o povo.
Maputo, Quinta-Feira, 25 de Junho de 2009:: Notícias