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1 de janeiro de 2010

São Tomé e Príncipe: PR acusado de desestabilização



São Tomé e Príncipe: PR acusado de desestabilização

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) acusou, terça-feira, o presidente Fradique de Menezes de provocar instabilidade política ao aceitar exercer a presidência de um partido político, o MDFM/PL. “Isso poderá pôr em causa o clima de estabilidade política e social que o país tem vivido nos últimos tempos, cuja manutenção é imprescindível para a concretização dos importantes projectos de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, diz o MLSTP em comunicado. Causou “a mais viva preocupação” ao MLSTP “o facto de o Presidente da República, Presidente de todos os são-tomenses, garante do normal funcionamento das instituições e que jurou solenemente defender a Constituição, se permitir a actos que violem a lei fundamental da república”.

29 de agosto de 2009

Calulu (receita alternativa) - S. Tomé e Príncipe

CALULU (receita alternativa) Ingredientes: 500 grs de camarão descascado 1 dl de óleo-de-palma 1 kg de garoupa 5 quiabos 2 tomates maduros 2 beringelas 1 raminho de manjerona sal a gosto. 1 folha de louro piripiri a gosto. 2 cebolas 20 grs de farinha Modo de Preparar Folhas: Couve, agrião, pimenta, otaje, folha de ponto, folha de tartaruga, folha de libô, d´água, ton fonso, cunda mina, macumbi (tenrinha), figo tôdô (tenrinha), figo porco (tenrinha), goiaba (tenrinha),folha tótóú (tenrinha), bujíbují (tenrinha). Peixe diversos defumados: Camarão, voador placá, fulu-fulu, bonito, andala, carne fumada (típicos da zona). Óleo de palma, (azeite dédem) fruta -pão, farinha de mandioca, ossame, pau pimenta, quiabo, maquêquê, tempero, cebola , folha de louro, tomate, malagueta, mosquito e beringela. Lava-se muito bem a Bagatela ou uma panela com tampa. Lavam-se as folhas, tritura-se e coloca-se na Panela. Prepara-se o peixe fumado e seco ou carne e coloca-se também na Panela. Depois das folhas cozidas acrescenta-se o quiabo, o tomate, o pau pimenta, o óssame, a cebola, alho, folha de louro, fruta pão descascada e cortadas em fatias. O óleo de palma e a maquêquê descascada pode-se pôr no principio ou no meio da fervura. Depois da fruta bem cozida, ela deve ser retida da panela para ser triturada ou pisada numa gamela ou num pilão. Acrescenta-se a quantidade de água necessária, no caso de ser peixe seco com ossos põe-se desde o inicio. Depois de tudo bem cozido volta-se a colocar a fruta já pisada para engrossar o Calulu. Depois de engrossado põe-se a malagueta, o tempero, a cebola e a casca de pau pimenta previamente pisados em conjunto deixando ferver; espalha-se um pouco de farinha de mandioca. Deixa-se a ferver durante 1 hora tendo-se o cuidado de ir provando. O sal deve ser posto à medida, qb. O calulu é acompanhado com: Angú de banana Farinha mandioca Arroz branco Farinha de Milho

Calulu de peixe (à moda de São Tomé)

CALULU DE PEIXE ( à moda de São Tomé) Ingredientes: 500 grs de camarão descascado 1 dl de óleo-de-palma 1 kg de garoupa 5 quiabos 2 tomates maduros 2 beringelas 1 raminho de manjerona sal a gosto. 1 folha de louro piripiri a gosto. 2 cebolas 20 grs de farinha Modo de Preparar: Depois do peixe arranjado e lavado, corta-se às postas não muito finas. Leva-se um tacho ao lume com a cebola picada, a beringela descascada e cortada às rodelas, o tomate sem peles nem sementes e picado, os quiabos cortados ao meio, piripri pisado, o molhinho de manjerona, a folha de louro, o peixe e os camarões. Tape o tacho e deixe ferver um pouco. A seguir adiciona-se água a cobrir e deixa-se cozer. Quase no fim da cozedura, mistura-se a farinha desfeita num pouco de água, junta-se esta mistura ao preparado, agita-se o tacho para misturar e deixa-se engrossar o molho. Sirva acompanhado com Angu de Banana ANGU DE BANANA Ingredientes: 10 bananas Confecção: Leve um tacho ao lume com as bananas com casca e água para cozerem.
Depois de cozidas, descascam-se e desfazem-se bem com um garfo.
É um óptimo acompanhamento para peixes.

30 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe: Celebram-se os 34 anos da independência do arquipélago

Festividades percorreram as ilhas São Tomé e Príncipe: Celebram-se os 34 anos da independência do arquipélago São Tomé – Este ano a celebração do 34/o aniversário da independência de São Tomé e Príncipe foi diferente, a «Chama da Pátria» acendeu-se na região autónoma e percorreu todos os distritos do país, terminando na histórica Praça da Independência. Depois de os festejos percorrerem todas cidades de São Tomé e Príncipe, terminando no ano passado em Lobita, a comissão organizadora trouxe a acção central para a Praça da Independência, local onde se viu o hastear da bandeira santomense no acto da assinatura de independência do país, protagonizada pelo falecido presidente da Assembleia Nacional, Nuno Xavier e pelo Brigadeiro Português, Coutinho Mendonça. Foi também a primeira vez que o povo santomense conheceu o ex-Presidente do Gabão, Omar Bongo. A celebração deste ano teve o apoio da RTP em parceria com a Televisão Santomense, com transmissão para o mundo lusófono e diversas actividades culturais. «Temos que continuar a assegurar o casamento entre a juventude e a cultura, para vincular os valores da conquista da liberdade, da felicidade e da paz entre os santomenses», afirmou o líder da comissão, Jorge Bom Jesus. No passado dia 12 de Julho o Presidente da República, Fradique de Menezes, deixou uma mensagem de entendimento ao arquipélago. «Devemos tirar ilações dos 34 anos de independência, reconhecer que é um valor inestimável, que não se pode por em causa essa conquista. Esta é a mensagem que temos de passar à juventude. Não podemos trocar a Independência por nada, temos que continuar a trabalhar para não cairmos de novo nas trevas do colonialismo, neo-colonialismo ou outras formas de fascismo», defendeu Jorge Bom Jesus. O presidente da Comissão Nacional dos Festejos garantiu que a missão da organização das festas atribuída pelo Conselho de Ministros foi cumprida com rigor, transparência e muito dinamismo. Recorda-se que em 1975, a «Chama da Pátria» foi acesa pelo Tenente CoroneleRaul Bragança Neto, na presença do embaixador José Fret Lau Chong e Manuel Pinto da Costa era o primeiro Presidente da República, assumindo o cargo com apenas 33 anos. Jornal de São Tomé e Príncipe, 28 de Julho de 2009

A construção tradicional de uma piroga em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe: Já foi assinado o acordo de paridade cambial com Portugal

São Tomé e Príncipe: Já foi assinado o acordo de paridade cambial com Portugal São Tomé - O Governo de São Tomé e príncipe assinou com Portugal esta terça-feira um acordo de Cooperação Económica, que permite «ancorar» a dobra, moeda santomense, ao euro. Ao mesmo tempo os dois países assinaram um acordo para uma linha de crédito direccionada aos investidores interessados no mercado santomense, informou a Ministra do Plano e Finanças santomense, Ângela Viegas. O acordo, que foi assinado pela Ministra do Plano e Finanças e pelo Ministro das Finanças e da Economia português, Teixeira dos Santos, entra em vigor em 2010 e pretende define um conjunto de metas para reforçar a estabilidade da política monetária santomense. Ângela Viegas, após a assinatura dos acordos deixou um aviso: «o ancorar da moeda ao euro não é uma varinha mágica para resolver todos os problemas da nossa economia, mas sim uma facilidade que o Governo pretende utilizar na criação de condições para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Trata-se de um acordo que será uma alavanca económica, que prova que estamos empenhados na expansão sustentada na nossa economia». Para o Ministro das Finanças e da Economia português, Teixeira dos Santos, este acordo com São Tomé e Príncipe está associado aos progressos registados na economia santomense. Portugal aposta assim no desenvolvimento do arquipélago santomense. «Este acordo é um compromisso que Portugal assume na estabilidade macroeconómica de São Tomé e Príncipe». A assinatura deste acordo abriu novas perspectivas para a economia de São Tomé e Príncipe, país que tem apostado em diversas frentes para tirar os santomenses da situação em que se encontram desde a assinatura do acordo com o Banco Mundial e com o Fundo Monetário Internacional, nos finais dos anos 80, quando um dólar valia 33 dobras passando logo para 70 dobras. Hoje em dia o valor do dólar é de 16 mil dobras. Recorde-se que Portugal tem neste momento em curso um projecto multissectorial, nas áreas da Educação, Saúde e outras áreas de acção social, assinado em Lisboa em 2008 pelo ex-ministro santomense de Plano e Finanças, Raul Cravid e Teixeira dos Santos, financiado até 2013 e orçado em 45 milhões de euros Jornal de São Tomé e Príncipe, 29 de Julho de 2009

28 de julho de 2009

S. Tomé e Príncipe: As Danças (os costumes, os rituais, os cantos, as saudações e as manifestações de cada dança)

Danças
Como no continente africano, a dança faz parte integrante da cultura são-tomense. Ao longo do ano, as danças animam as festas, os rituais e as manifestações. Os costumes, os cantos, as saudações marcam a originalidade de cada dança. A dança 'ussua' Teria nascido no início nos anos 1900, dança praticada pelos 'filhos da terra' de inspiração europeia: pas-des-lanciers, pas-de-quatre e minuete. A orquestra era composta a base de instrumentos europeus (acordeões) e africanos (tambores). É uma dança de salão das 'roças' que foi ensinada às crianças nas escolas até os anos 1960. No entanto, ela continua a ser dançada em diversas ocasiões para apresentações públicas. A dança 'socopé' O socopé é uma dança de origem africana: ritmo síncope, sensualidade, os textos criticam os acontecimentos nas comunidades. Etimologicamente, é uma dança que se dança 'só com os pés'. Trata-se de uma dança mundana nascida sem dúvida no Brasil no fim do século XVII e trazida a Portugal pela Corte que estava refugiada no Rio de Janeiro. Tivera sido introduzida em São Tomé no início do século XIX. Reúne todas as camadas sociais e todos os grupos étnicos. A orquestra é mais africana. A dança 'puita' A puita e a semba designam a mesma dança. A semba foi introduzida pelos Angolanos, ela deriva do caduque que era dançado em Luanda. A diferença é que o semba não venera os mortos como o caduque. Seu nome provem de um instrumento de música, uma flauta em bambú, denominada puita. Dança proibida na época colonial pelo seu carácter erótico, ela venera os defuntos. A tradição diz que no trigésimo dia depois da morte do defunto, uma festa seja organizada em sua honra pela sua saúde no outro mundo: come-se, bebe-se, dança-se. Ao amanhacer uma missa em honra do defunto põe fim à festa. 'Danço-Congo' É a dança mais popular e a mais africana. Ela é praticada pelos Angolares que ficaram muito tempo fechados às influências europeais. É uma dança violenta, muito ritmada que mobiliza todo o corpo. Foi também proibida na época colonial e pouco apreciada dos 'filhos da terra'. Encena, uns trinta dançarinos sob a orientação de um capitão acompanhado do 'logoso do anso molê' (anjo da guarda da roça que morre), de dois 'anso canta' (anjos cantores), de dois 'pé-pau' (dançarinos em andas), de quatro doidos, de um feticeiro, de um 'zugozugo' (ajudante feticeiro), de um 'djabo' (diabo), de quatro tocadores de tambor, o resto dança tocando canzas. Os trajos são muito coloridos, sarapintados, o feticeiro, seu ajudante e o diabo usam disfarces terrificantes, outros usam grandes chapéus. O tema do cenário é a herança de uma roça onde a estupidez e a fragilidade caracterizam os proprietários brancos das roças enquanto que a força, a bravura caracterisam os Angolores.

S. Tomé e Príncipe: Auto da Floripes é o 'Tchiloli' de Príncipe

Floripes
O Auto da Floripes é o 'Tchiloli' de Príncipe. É exclusivamente encenado uma só vez por ano, 10 de Agosto, dia do santo Lourenço. A festa dura um dia. O autor da peça é desconhecido e não se sabe como foi introduzida na ilha. A festa se passa da seguinte maneira: desde a madrugada do dia 10 de Agosto é dado uma alvorada nas ruas de Santo António pelo embaixador cristão e pelo embaixador mouro que reúne os actores ao som dos tambores e das cornetas. O embaixador cristão está a frente da igreja e o embaixador mouro está na outra extremidade da rua, do outro lado do rio. O encadeamento da história é construído em volta da guerra de Carlos Magno e dos seus doze pares contra o Almirante Balão e seus reis mouros. A guerra pode ser evitada se um dos grupos se converter à religião do outro. Cada grupo envia então, um embaixador para pedir ao outro que se converta a religião do grupo oposto. Três horas de combate opõem Olivério e Fierabras que é o filho de Balão. O amor de Floripes, filha de Balão, se converte ao cristianismo e salvará assim Guy de Borgonha, Olivério e os outros. A peça se desenrola em diferentes lugares da cidade. O papel de Floripes é desempenhado por uma jovem virgem de Príncipe que é escolhida entre as mais belas. Os outros papéis, como no Tchiloli, são hereditários. Não há nem orquestra nem danças. A festa acaba por volta das 20 horas. Como no Tchiloli os anacronismos fazem parte da peça: o guarda escruta com binóculos o céu, no caso do Almirante tentar um ataque aéreo. Os trajes são multicores e sarapintados.

São Tomé e Príncipe: História da peça de teatro "Tchiloli"

Tchiloli Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: “A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno”. A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar. A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal. O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível. Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever. A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los. As companhias teatrais, denominadas “Tragédia”, que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.

13 de julho de 2009

No 34º da independência: PR são-tomense apela à transparência

No 34º da independência : PR são-tomense apela à transparência O Presidente da República de S. Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, apelou ontem ao Governo a que resista “ao apelo de protagonismo desnecessário” nas vésperas das eleições, numa mensagem por ocasião dos 34 anos da independência do país que ontem se assinalaram. “O Governo deverá redobrar a sua eficácia e ser mais transparente nas suas decisões. Para o Presidente são-tomense, o “reforço dos níveis de simplicidade e humildade” de todos os membros do executivo constitui uma forma de “merecerem o estatuto de governo de missão, solução política que esteve na base de sua criação”. Fradique de Menezes reconhece que “o cepticismo e o pessimismo avassaladores ameaçam tomar conta do país” e entende que o Governo “tem enorme responsabilidade neste olhar de avaliação” que as populações fazem dos resultados da independência alcançada de Portugal, antiga potência colonial, em 12 de Julho de 1975. Tem, entretanto presente que “o 12 de Julho cumpriu as suas promessas fundamentais de descolonização e de democratização”, faltando “o mais importante, que é o desenvolvimento”. Reconhece também que os tempos mudaram e que “o entusiasmo galvanizador e trepidante de então, vão restando cada vez mais tímidos sinais de uma teimosa de resistência às dificuldades e contrariedades dos tempos modernos”. “Com todos os percalços conhecidos, qualquer balanço sério e isento não poderá deixar de reconhecer que, em 12 de Julho de 1975, resgatámos a nossa dignidade e a dignidade do nosso país”, acrescenta o Chefe de Estado são-tomense para quem “os cortes radicais com o passado não lograram resultados totais”. “Persistiram os defeitos decorrentes de um estado centralizado, excessivamente burocrático, com uma justiça a todos os títulos ineficiente, uma produtividade de trabalho incapaz de progredir como convinha”, acrescentou o Presidente da República. Citou “o desperdício das despesas do Estado, a desumanidade dos hospitais, a violência nos costumes, a marginalidade social, a exclusão, o desemprego, a corrupção na política e o aumento da criminalidade” como factores que não permitiram um “digno percurso” ao longo dos 34 anos de independência do Arquipélago. Para ele, “o actual Governo deverá chamar a si desempenhos políticos que galvanizam um entendimento nacional, solidificando os entendimentos políticos parlamentares actuais, sem excluir a contribuição fiscalizadora da oposição em matéria de decisiva importância nacional”. Maputo, Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009:: Notícias

12 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe comemora hoje dia nacional

São Tomé e Príncipe comemora hoje dia nacional Luanda – A República de São Tomé e Príncipe assinala hoje, 12 de Julho, o 35º aniversário da proclamação, em 1975, da sua independência do regime colonial português, fruto de vários anos de luta armada. Em 1960, um grupo nacionalista passou a opor-se ao domínio colonial português, para reivindicar a independência do arquipélago e, por conseguinte, vários outros ganhos como trabalho dignificante e vida condigna para os são-tomenses. Este grupo, em 1972, deu origem ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), até que, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado e Pinto da Costa torna-se no primeiro presidente do país. Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após (1985), inicia-se a abertura económica do país. Em 1990, adopta-se uma nova Constituição, que institui o pluripartidarismo. No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras no parlamento. A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo. Em 1995, é instituído um governo local na ilha de Príncipe, com a participação de cinco membros. Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro. O país é um Estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes. Não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria. As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência. A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos. Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé. A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café. Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo à sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este tinham de ser sancionadas pelo governador da Colónia, que para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa. Durante muito tempo o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direcção Geral de Segurança (DGS). O governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções. Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo havia o administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias. A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km². A Ilha de Príncipe, cuja capital é Santo António - é a ilha menor, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma. O ilhéu das Rolas fica a poucos metros a sul da ilha de São Tomé, e apresenta a particularidade de ser atravessado pela linha do Equador. São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22°C e os 30°C. É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude. O país tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro. A actividade pesqueira continua a ser uma das principais actividades económicas do país. O país continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal. Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendem de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485. Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal. A grande maioria do povo são-tomense fala português (95 porcento), mas também fala três crioulos de base portuguesa diferentes. População Urbana - 40 porcento (a cidade de São Tomé, com cerca de 51 mil habitantes, é o único centro urbano do país) População Rural - 60. Fradique de Menezes é o actual Presidente da República, no poder desde 23 de Julho de 2003. Manuel Pinto da Costa, primeiro presidente, governou São Tomé e Príncipe de 12 de Julho de 1975 a 03 de Abril de 1991. Foram também presidentes da República de São Tomé Miguel trovoada (eleito nas primeiras eleições em 1991), Manuel Quintas de Almeida, Miguel Trovoada e Fernando Pereira. Angola Press, 12 de Julho de 2009