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28 de agosto de 2009

Banana caramelizada (Moçambique)

Banana caramelizada Ingredientes: Banana: 1 Manteiga: 20 gr Canela: 2 paus Açúcar: 20 gr Canela em pó para polvilhar: q.b. Gelado de natas frescas para acompanhar (sugestão) Preparação: Corte a banana no sentido longitudinal e em seguida em 4 pedaços Aqueça e derreta a manteiga na frigideira quente (não deixe queimar a manteiga) Junte a banana e polvilhe com açúcar e canela e deixe o açucar derreter, vire as bananas e repita o processo, retirar da frigideira antes que a banana coza demais e perca solidez. Mexer o menos possível para o caramelo aderir à banana Servir de imediato acompanhado de gelado de natas, de modo a criar este contraste de quente e frio. Sugestões: Acompanhe com gelado de natas frescas.

25 de agosto de 2009

Caldo de Peixe (Cabo Verde)

Caldo de Peixe Ingredientes: 300 g de Atum 300 g de Dourada 200 g de Robalo 2 Cebolas médias 2 Dentes de Alho 120 dl de Azeite 100 g de Coentros ou Salsa 1 folha de Louro 4 Tomates Maduros Sal e Pimenta q.b. Farinha de Trigo q.b. ½ Kg de Mandioca ½ Kg de Inhame ½ kg de Inglesa ½ kg de Banana Verde 30 g Colorau Malagueta a gosto Preparação: Num tacho colocam-se os legumes previamente descascados e cortados. Por cima dos legumes colocam-se os peixes, previamente cortados em postas pequenas, à excepção do atum que se reserva. Por cima do peixe colocam-se já cortados o tomate, a cebola, o alho, coentro ou salsa. Rega-se com o azeite e tempera-se com sal, pimenta, colorau e malagueta a gosto. Vai a cozer durante 40 minutos. O atum deve ser colocado aos 20 minutos de cozedura. Para engrossar o caldo pode adicionar um pouco de farinha desfeita em água e mexe-se para não deixar pegar ao fundo. Serve numa terrina o caldo com os legumes e numa travessa o peixe.

Ilha de Luanda: Kintal Da Tia Guida (Angola)

Kintal Da Tia Guida A Ilha de Luanda, é o bairro que alberga alguns dos melhores restaurantes que temos na capital, e onde o marisco não pode faltar. No Kintal da Tia Guida, espaço aproveitado por Isabel Bastos mais conhecida por “Maninha” não é diferente. Quem passa pelo mesmo não dá muito por ele, mas na casa de parede alaranjada come-se muitíssimo bem e frutos do mar é o que se serve. Aberto desde 2004, o kintal da tia Guida é um espaço muito acolhedor e confortável, ideal para quem quer desfrutar de boa comida e num ambiente tranquilo. Pratos dos mais variados que vão do “Misto do Kintal” que é a especialidade da casa, ao famoso funge de calulu aos sábados. A longa lista inclui também entradas como o delicioso choco frito, peixe frito de escabeche, rissóis de camarão, pastéis de massa tenra, pataniscas de bacalhau e as inevitáveis gambas e lagostas. A “couve a Maninha” (couve guisada com gambas) e ainda o misterioso filete com uma gamba no interior são receitas escondidas do Kintal. Sobremesas também são servidas e um delicioso sumo de múcua é a bebida da casa. Isabel, a proprietária viveu muitos anos em Cabo Verde onde teve também um restaurante chamado Kandando (igualmente concorrido), e nesta longa experiência combina na sua culinária as duas culturas. Endereço: Ilha de Luanda (a poucos metros do hotel Palm Beach). Sapo AO, 25 de Agosto de 2009

18 de agosto de 2009

Copa de Ananás com Camarão (Portugal)

Copa de Ananás com Camarão Ingredientes: 1 Ananás 200 g de miolo de Camarão Sumo de meio Limão 1,5 dl de maionese 2 colheres de sopa de Ketchup 0,5 dl de Natas ½ Pimento vermelho ½ Pimento verde Pimenta rosa Pimenta preta Azeite Preparação: Arranjar o ananás da seguinte forma: cortar a tampa e reservá-la. Escavar todo o interior de forma a criar um copo. Retirar a parte central e picar em cubos de 1 cm a polpa do ananás. Temperar com uma pitada de sal, pimenta preta e pimenta rosa, sumo de limão, azeite e reservar no frio. Numa tigela grande, colocar a maionese. Juntar o ketchup e misturar bem. Juntar o miolo de camarão, e os pimentos picados em cubos de 1 mm. Adicionar as natas, envolver bem e de seguida juntar o ananás. Preencher a copa de ananás, tapar, levar ao frio 1 hora e servir.

7 de agosto de 2009

Feijão com óleo de palma (Angola)

Feijão com óleo de palma (dendem) Ingredientes: Óleo de palma 1 cebola 2 dentes de alho picado Feijão cozido Preparação: Numa panela refogue um pouco a cebolas e os alhos com o óleo de palma. Junte o feijão cozido (pode ser de lata) e acrescente mais um pouco de óleo de palma. Deixe apurar até ficar com o molho grosso. Sirva acompanhado de peixe grelhado (carapau, galo) e de banana madura e de farinha de mandioca torrada (FARINHA DO MUSSEQUE).

29 de julho de 2009

Feijoada de Marisco (Portugal)

Feijoada de Marisco Ingredientes: 2 latas de feijão branco cozido 1 cebola grande 2 postas de peixe 10 camarões 250 g de amêijoa 1 molho de coentros 1/2 copo de vinho branco 1 cabeça de alhos 1/4 pacote de polpa de tomate Sal e malagueta Preparação: Comece por fazer um estufado com 1/4 da cebola picada, metade dos alhos, o vinho branco, metade dos coentros, o tomate, a malagueta e o peixe. Quando o peixe estiver cozido retire e deixe arrefecer (para depois tirar a pele e as espinhas). Nesta mistura onde cozeu o peixe coloque os camarões e deixe cozer. Se não tiver água suficiente acrescente um pouco de água quente. Deixe cozer durante 3 minutos e retire os camarões. Passe por água fria e descasque. Coloque o molho numa peneira para retirar peles, espinhas e outros resíduos. Refogue os alhos e a cebola em azeite, junte o feijão já cozido e o molho onde cozeu o peixe e o camarão. Deixe apurar um pouco e junte o peixe desfiado, o camarão e as ameijoas (ainda cruas). Deixe ferver e apague o lume quando as ameijoas estiverem abertas. Salpique com os restantes coentros e sirva.

10 de julho de 2009

Lisboa: Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal

Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal Um rio largo que nos traz a outra margem como uma linha no horizonte. As pequenas ondas serenas e os barcos que as agitam num vai-vem rotineiro. Do lado de cá, pescadores e canas de pesca. Do lado de lá, talvez pescadores e canas de pesca, ou quem sabe um mundo totalmente diferente. Fica a cargo da nossa imaginação. Talvez estejamos no Ibo! Não, não pode ser! Isso fica longe e tem um toque especial. Mas aqui também há um toque especial, um cheiro especial, algumas referências à ilha moçambicana. Estamos, na verdade, no Cais do Sodré, em Lisboa, no Restaurante Ibo. Aqui há sabores de Moçambique inspirados em receitas moçambicanas e com ingredientes moçambicanos, mas com influências portuguesas. E tudo foi pensado para trazer à capital portuguesa um pedaço africano. A localização, a construção, a decoração, a gastronomia, tudo, de alguma forma, nos remete para a ilha do Ibo. Daniel Pedrosa, português, foi militar em Moçambique e regressou a Portugal em 1982. Desde aí, fez uma vida sempre passada entre os dois países. O seu filho, João Pedro Pedrosa, foi para Moçambique quando tinha 5 anos. É uma família, no fundo, luso-moçambicana, tal como o restaurante. João Pedro enveredou pelo ramo da cozinha e, quando decidiu ser chefe de cozinha em Portugal, a ideia de criar um restaurante ligado a Moçambique prevaleceu. “Não há, pelo menos não havia, nenhum outro restaurante com comida moçambicana!”, explica Daniel Pedrosa. É com requinte que o nome e a gastronomia do nosso país são divulgados pela família Pedrosa. Tudo foi feito com o maior dos detalhes. Este restaurante traz conforto, bem-estar, simpatia e boa comida. Se as cadeiras foram pensadas propositadamente para aqui, não podemos esquecer outros detalhes como a mesa para as mulheres pousarem as carteiras, os candeeiros que dão para alinhar conforma e disposição das mesas ou o chamado “empratamento” – que é como quem diz a apresentação dos pratos. Na ementa consta uma variedade de receitas, algumas delas de João Pedro, outras nem tanto, entre as quais Camarões Selvagens à “Laurentina”, Frango à Zambeziana ou Chacuti de Cabrito. Ao falar com Daniel Pedrosa, era evidente o saudosismo, o amor a Moçambique, para o qual diz não encontrar explicação: “há coisas que são vividas e sentidas, todos sentem necessidade de se aproximar da terra, mas há muitas coisas na vida que não têm explicação”. Por isso, segundo este proprietário, há muitas pessoas que vêm ao Ibo e estão ligadas a África. “Eu nunca imaginei que houvesse tanta gente em Portugal com estas ligações afectivas a Moçambique, ou porque lá nasceram, ou porque lá moraram, ou apenas porque visitaram ou gostavam de visitar”. Helga Costa Sspo MZ, 10 de Julho de 2009

29 de junho de 2009

Moqueca de robalo e camarão (Brasil)

Moqueca de robalo e camarão Ingredientes: Camarão Lombo de robalo Cebola picada Alho picado Óleo de Palma Água de coco Leite de coco Pimenta malagueta Preparação: Tempera o peixe e o camarão com flor de sal, pimenta preta e sumo de lima. Grelhe na frigideira com azeite. Para o molho faça um refogado de alho, cebola, pimentos e tomate. Acrescente flor de sal, água de coco, óleo de palma, leite de coco e malagueta.

Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade

Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade Capoeira, bairrismo, música, copos, intimismo, gargalhadas, África, Walter e Sandra. É na junção destas características com a peculiar forma de receber e dinamizar de Walter Lima e Sandra Sapage que se forma a originalidade do Snack-bar/Restaurante Alcaide, em Lisboa. Este restaurante situa-se num dos bairros mais típicos e mais antigos da cidade – a Mouraria. Por entre ruas e ruelas, entre a baixa e o Castelo, chegamos ao Alcaide como se, de repente, uma lufada de carinho e alegria nos enviasse para um local bem longe da movida da capital portuguesa e aterrássemos num caricato ambiente festivo e acolhedor, bem distante da indiferença e frieza próprias de uma capital. Aqui se encontram moradores do bairro e amigos dos donos. Pessoas do mundo da música e um grupo de capoeira fazem a festa, incentivados pelas brincadeiras de Walter Lima. Pode esta não ser a casa das pessoas, mas todos agem como se tal fosse. A Mouraria é quase como uma representação física daquilo a que chamamos saudade. É antigo, sinuoso, apertado, belo e cinzento. O Alcaide vem contradizer todo o saudosismo que vemos passear neste bairro levando até ele o urbano e o moderno. As risadas têm como pano de fundo a música dos saxofones e da guitarra, assim como de alguns outros instrumentos feitos de improvisos. Aldo Milá faz deste espaço o seu estúdio, animado com a sua guitarra. E outros músicos a ele se juntam, em números inventados à pressão, mas com óptimos resultados. Uns dançam, outros cantam, outros assobiam. E não são raras as vezes que o grupo de capoeira de presença habitual decide arredar as mesas e começar a gingar e a jogar. O líder dos capoeiristas quase podia ser uma outra mascote do nosso portal, pois, qual espanto, tem um nome que quase poderia ser – mas não é – uma homenagem: Mestre Sapo. “Gostamos do espaço, a comida é boa…”, diz o Mestre Sapo, e atenção ao antecedente “Mestre”, não vá o Sapo ser confundido com o nosso sapinho que também dança. Aqui há gastronomia portuguesa e africana. Mas nem por isso podemos considerar este local um restaurante africano. Walter Lima prefere que o apelidemos de restaurante lusófono. E assim é, dado que a mistura está aqui bem patente. Aliás, o prato de hoje é Moqueca de Camarão, em memória do Brasil, ou mais precisamente da Bahia. Noutros dias, podemos contar com outros pratos de origens diversas, como a Moamba ou o Calulu. O mais importante para o casal que gere este restaurante é “o cuidado com a apresentação e com aquilo que oferece”. De resto, diz Walter, “a juventude é a maior aliada”, disposta a passar noites mexidas e alegres na companhia dos amigos. Helga Costa Sapo MZ, 29 de Junho de 2009

19 de junho de 2009

Lisboa: Restaurante “Ao Prazer de Comer”, cozinha africana moderna com o cheff cabo-verdiano Nanai

Ao Prazer de Comer cozinha africana moderna com Nanai Ao Prazer de Comer” dão muitas pessoas uma especial importância, principalmente se lhes falamos em comida africana. Mas quando à comida africana lhe juntamos uma pitada de Portugal e uma colherzinha de Itália, damos azo a uma cozinha de fusão de chorar por mais, e podemos imaginar muitas coisas. Nanai é o cheff cabo-verdiano que tem a seu cargo a gestão e inovação no restaurante Ao Prazer de Comer, em Lisboa. É ele que leva às costas as influências das várias terras por onde passou e as reúne num único espaço ao som de boa música. O ambiente é africano. A boa disposição também. Mas são essencialmente trabalhadores e moradores daquela zona que frequentam habitualmente “Ao Prazer de Comer”. Contrariamente a outros restaurantes de gastronomia africana, o ambiente é sereno e relaxado. A música é calma, “mais erudita”, e as paredes não deixam ecoar um maralhal de vozes. A luz baixa dá um ar mais intimista à casa e, de vez em quando, Nanai sai da “toca” – ou a cozinha – para interagir com a clientela. “A música relaxa e faz viver um determinado estado de espírito; há aqui ainda outros pormenores que tranquilizam, e acho que isso atrai!”, explica o cheff. “Mas quando é preciso fazer a festa, também fazemos”, diz Nanai, de sorriso malandro. Nanai dedica-se à cozinha há 22 anos, e já seus pais eram cozinheiros. Nem por isso Nanai se deixa levar por modas. “A comida africana está na moda, mas não é por isso que vamos começar a abandalhar as coisas! Nós, cozinheiros africanos, temos que estudar para conseguirmos dignificar ainda mais a comida africana”, defende o cheff. Talvez por isso estejam expostos em prateleiras várias séries de livros de culinária. Talvez por isso Nanai tenha decidido ir estudar numa escola de hotelaria quando chegou a Portugal, embora já levasse uma longa experiência no ramo. Outro factor que Nanai acredita ter levado sucesso à casa é o bem-receber os clientes. “Eu acho que ajuda”, refere, “Não estou aqui só para encher as pessoas de comida, estou aqui para alimentar o seu corpo”. Talvez por isso as pessoas se sintam à vontade de ir à cozinha ver Nanai em acção. Talvez por isso a maioria das pessoas chame este restaurante de Nanai em vez de “Ao Prazer de Comer”. Talvez por isso as pessoas tenham acesso às receitas deste cheff. Talvez por isso Nanai tenha acedido dar ao SAPO uma receita. Bacalhau com coco e ananás 1 posta de bacalhau ½ cabeça de cebola ½ tomate 100 gr ananás Azeite Leite de coco Molho branco Vinho branco Salsa Tomilho Sal q.b. Pimenta q.b. Faça o refogado com a cebola, o tomate, uma pitada de salsa e azeite. Corte com o vinho branco. Acrescente o bacalhau. Junte uma concha de água de 150 ml e deixe cozer durante 10 minutos. Acrescente o leite de coco. Tempere com sal e pimenta a gosto. Acrescente um pouco de tomilho. Acrescente o ananás partido aos cubos. Deixe a cozer durante 7 minutos. Sirva acompanhado com batatas cozidas e legumes. Delicie-se! Helga Costa SAPO CV, 19 de Junho de 2009

17 de junho de 2009

Lisboa: O Gostinho das Marias, um restaurante de África e Portugal

O Gostinho das Marias, um restaurante de África e Portugal Angola e Portugal entrecruzam-se no restaurante O Gostinho das Marias, na Quinta dos Barros, em Lisboa. Por ali, há ainda influências de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e outros países africanos. Ao longo de seis anos de existência, entre a música ambiente e as anedotas do senhor Albertino, lá se foram formando uma série de clientes fiéis. Pessoas variadas, de todas as classes sociais, estudantes ou profissionais da mais elevada categoria, são o público diversificado deste restaurante. Quando tudo começou, não se sabia no que ia resultar a “aventura” d’O Gostinho das Marias. Para Maria José Caleia, era um sonho tornado realidade: “Uma pessoa sonha e torna o sonho realidade”. Habituada à vida de costureira, sentia falta de olhar pessoas em vez de agulhas e tecidos, e a ideia do restaurante simplesmente surgiu e proporcionou-se, embora com algumas dificuldades. A Quinta dos Barros estava, à data, pouco habitada, longe de ser um centro de almoços e jantaradas. Mas, segundo Maria José, a sorte esteve com ela quando jornais e televisões se começaram a interessar por aquele cantinho e deram fama ao restaurante sem que para isso tenha alguma vez sido necessária publicidade. Depois, a sua filha Caxuxa, embrenhada no mundo da música, que conseguiu levar muitas pessoas ao local. E importante foi também Albertino Lima, já há muito ligado à área da Hotelaria, um cabo-verdiano crescido em Angola que trouxe conhecimentos, outros ares e ainda mais boa disposição à casa. Maria José confessa que só “com muita alegria, amor e dedicação” conseguiu tornar o crescimento do restaurante numa coisa fácil. Sem isso, teria sido tudo muito mais complicado. Além disso, as raízes angolanas levaram-na diariamente a inserir na ementa um prato africano. Moamba, Cachupa, Calulu, etc. Nesse momento, sim, a afluência das pessoas teve um impulso enorme. Hoje, a crise tem afectado um pouco essa afluência, mas é com optimismo que os dois vêem este aspecto. Até porque nem por isso deixou de haver clientes a fazer pedidos especiais ou a ir lá nem que fosse para comer a misteriosa mousse de chocolate, aclamada por muitos como a melhor que já comeram. “Se trabalharmos estamos contentes, mas se não trabalharmos estamos contentes na mesma”, é o lema dos dois. Neste ambiente de boa disposição, o casal criou laços com os clientes, e acaba por, dia após dia, ver crescer o número de fãs. Não é necessariamente a comida africana a mais procurada, nem tão pouco são os africanos quem mais frequenta O Gostinho das Marias – a não ser aquele senhor que vai lá quase todos os dias e come sempre sopa. No entanto, o espírito africano está lá, no calor de Maria José e Albertino. “O gostinho” prende-se com o sabor do restaurante e também com Albertino - o “gostinho”, como lhe chama Maria José. “Uma vez começaram aí a chamar-me de Agostinho, porque pensavam que eu me chamava assim”, ri-se Albertino. As Marias é Maria José, a sua filha e tantas outras Marias que andam por aí. Mas, certamente, também haverá Josés, Antónios e muitos nomes a quem “O Gostinho” pode chegar. Veja mais fotos aqui. Helga Costa SAPO CO, 17 de Junho de 2009

18 de maio de 2009

Gambas Carnais (Portugal)

Gambas Carnais Ingredientes: Gamba fresca descascada: 750 g Louro: 2 folhas sem o veio Alho: 3 dentes picados Azeite: 1/2 copo Pimenta preta: q.b. Vinagre de vinho: 3/4 de copo Especiaria a gosto: 1 colher de sopa Sal: 1 colher de café Preparação: Ferver todos os ingredientes, excepto as gambas, durante +- 2 minutos. Juntar as gambas e deixar cozer durante 3 minutos. Tirar as gambas em seguida com uma escumadeira para que fiquem frias e não muito passadas. Pôr as gambas e o molho em frascos quentes previamente esterilizados, levar ao frigorífico durante 48 horas. Servir frias.

11 de maio de 2009

Kamoka (Cabo Verde)

KAMOKA Ingredientes: 1 l de milho di téra Preparo: Ponha uma panela ou uma frigideira funda ao lume, deite milho e vá mexendo com uma colher de pau, até o milho ficar cozido, mas sem deixar queimar. Fica com uma cor castanha, toda por igual. Ponha o milho no pilão, e vá pilando até obter a farinha. Num balaio de tenter ou numa panela, vá tirando a farinha. Ponha o xerén no pilão, e faça a mesma operação, pilar, peneirar, até não não conseguir tirar mais farinha de xerén. Se esta operação for feita num moinho, não sobra xerén. Os nossos avós contavam que no tempo das águas, preparavam uma quantidade de kamoka a que misturavam com mel ou açúcar di téra, até fazer uma massa que depois guardavam em potes, era desjejum das pessoas que iam trabalhar no campo, que misturavam essa massa com leite ou mesmo com água. É forte, saudável e dizem que ajuda muito a reter a memória.

Papa de milho (Cabo Verde)

PAPA DE MILHO Ingredientes: 2 chávenas de farinha de milho (de preferência de pilão) 6 chávenas de água Sal. Preparo: Ponha uma panela ao lume coma água a ferver e o sal, quando a água estiver a ferver, vá deitando farinha aos poucos, e mexendo sempre com uma colher de pau, para não encaroçar. A farinha sai por entre os dedos esquerda, enquanto a mão direita vai mexendo sem para, até a massa ficar com consistência desejada (poder deitar mais ou menos farinha, a seu gosto). Continue a mexer até a papa despregar do fundo da panela. Tape, apague o lume, deixe repousar durante alguns minutos, e está pronto a servir.

Pãezinhos crioulos (Cabo Verde)

PÃEZINHOS CRIOULOS Ingredientes: ½ kg de farinha ½ chávena (sopa) de fermento granulado 75 g de manteiga 2 ovos 50 g de açúcar (pão doce) ou um pouco de sal (pão salgado). Preparo: Desfaça o fermento num pouco de água morna, durante 15 minutos, junte todos os ingredientes, amasse bem e deixe descansar durante cerca de 1 hora, conforme o crescimento da massa, Faça os pãezinhos, coloque numa bandeja untada com farinha e leve a cozer em forno brando.

Sopa de tomate relâmpago (Cabo Verde)

SOPA DE TOMATE RELÂMPAGO Tempo de preparo: 10 minutos Receita para 2 pessoas Ingredientes: 1 colher (sopa) de cebolinha verde picada ½ chávena de creme de leite ½ litro de sumo de tomate Sal a gosto Modo de preparo: Misturar todos os ingredientes, menos a cebolinha. Bater tudo no liquidificador e servir com cebolinhas salpicadas por cima.

Parafuso à crioulo (Cabo Verde)

PARAFUSO À CRIOULO Tempo de preparo: 30 minutos Receita para 5 pessoas Ingredientes: 2 colher (chá) de cebola picada 1 colher (sopa) de óleo 1 pacote de macarrão parafuso (500 gramas) Sal e pimenta-do-reino a gosto 1 lata de sumo de tomate 1 lata de milho verde 8 salsichas Modo de preparo: Cortar as salsichas em rodelas de, aproximadamente, 1,5 cm de espessura. Aquecer o óleo e. fritar as salsichas, mexendo sempre. Acrescentar o sumo de tomate, o milho (com o líquido), a pimenta, o sal e a cebola. Mexer sempre. Deixar ferver, Reduzir o fogo e cozinhar em lume brando durante 10 minutos. Enquanto isso, cozinhar o macarrão. Servir o molho sobre este, se quiser, salpicar queijo parmesão ralado.

Conduto de peixe seco (Angola)

Conduto de peixe seco (Angola) Ingredientes: 1 cebola 1 tomate maduro 1 couve Rama de batata doce (ou espinafres) 2 colheres de sopa de azeite de palma 2 carapaus ou pargo ou garoupa Preparação: Fazer o refogado com cebola picada e um pouco de azeite. Acrescente um tomate maduro, duas colheres de sopa de azeite de palma e deixe refogar em lume brando. Acrescente água e couve esfarrapada, rama de batata doce ou espinafres e por fim quando a hortaliça estiver cozida acrescenta-se o peixe deixando refugar mais um pouco. Acompanhe com pirão. Nota: O peixe deve ser seco em sal, ou seja, deve-se deixar o peixe secar ao sol com muito sal em cima, durante 3 dias.
Quando o for cozinhar, convem demolha-lo perto de 2 ou 3 horas. História: Este conduto acompanha peixe seco como Bagre, Corvina, Caqueia ou Carapau.

8 de maio de 2009

Galinha à Zambeziana (Moçambique)

Galinha à Zambeziana Ingredientes: Frango: 1 Coco: 1 Alho: 6 dentes Louro: 1 folha Sal: q.b. Piripiri: q.b. Preparação: Lave o frango e deixe escorrer. Rale o coco para dentro de um recipiente e, depois de ralado deite meia chávena de chá de água quente e meia de água fria. De seguida mexa muito bem até ficar um leite mais ao menos cremoso e deixe arrefecer. Aproveite para picar o alho e o sal num almofariz. Tempere o frango, colocando num tabuleiro e tempere com o preparado e a folha de louro. De seguida deite a meia quantidade do leite do coco e deixe de melho por meia hora. À parte, numa tijela junte o resto do leite de coco e um pouco de azeite. Assa-se ou grelha-se a galinha lentamente no forno e vai-se regando com o preparado do leite e azeite sobre o frango até estar pronto para servir. Se gosta de picante, junte um pouco de piripiri ao preparado. Sugestões: Acompanhe com arroz ou batata frita.