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8 de setembro de 2011

Ungulani Ba Ka Khosa: Não será difícil que Camões seja substituído por Shakespeare


Ungulani Ba Ka Khosa: Não será difícil que Camões seja substituído por Shakespeare

Enquanto as universidades e editoras portuguesas e brasileiras, praticamente, só estudam e publicam autores africanos lusodescendentes - com as excepções de praxe, na área editorial, como a Editorial Caminho, de Lisboa, que tem tradição na área -, pouco se lê sobre romancistas, contistas e poetas africanos autóctones ou mestiços que utilizam a Língua Portuguesa como meio de expressão. E, no entanto, em poucos anos, se a Língua Portuguesa - a língua do invasor e do colonizador - quiser sobreviver no continente africano - e com ela todo o legado lusófono -, será mesmo dos autores autóctones que dependerá.

Este incompreensível silêncio - que replete, pelo lado português, segundo o professor Patrick Chabal, do King´s College de Londres, certa saudade colonialista ainda não superada e, pelo lado brasileiro, descomunal desconhecimento em relação a assuntos africanos - é o que explica que um livro como Emerging Perspectives on Ungulani Ba Ka Khosa: prophet, trickster, and provacateur, preparado pelo professor Niyi Afolabi, ainda não tenha sido editado no Brasil nem em Portugal. E que, para lê-lo, tenhamos de recorrer à edição da Africa Press World Pres, Inc., com sede em Trenton, New Jersey, EUA, e em Asmara, na Eritreia, país do Nordeste da África, antiga colónia italiana, às margens do Mar Vermelho, que se separou da Etiópia em 1991.

27 de março de 2009

Moçambique: Obras de José Craveirinha e Ungulani Ba Ka Khosa traduzidas para Inglês

Craveirinha e Ungulani traduzidos para Inglês Obras dos escritores moçambicanos José Craveirinha e Ungulani Ba Ka Khosa foram traduzidas para a língua inglesa, uma acção levada a cabo pela Alcance Editores. Trata-se dos livros de poesia “Karingana wa Karingana” e “Maria”, de José Craveirinha, e ainda do romance “Ualalapi” e a colectânea de contos “Orgia dos Loucos”, de Ungulani Ba Ka Khosa. Com a tradução para o Inglês destas importantes obras da literatura moçambicana abre-se espaço para que elas ganhem mais leitores, num contexto universal, para além de se pretender incentivar a prática da leitura e de escrita não só em Português, mas também na língua inglesa. José Craveirinha é o poeta-mor moçambicano e em 1991 ganhou o Prémio Camões, tornando-se no primeiro escritor africano a arrecadar o mais importante galardão da língua portuguesa. Após a sua morte, em 2003, ele foi elevado ao estatuto de herói nacional, repousando os seus restos mortais na Praça dos Heróis Moçambicanos. Com o livro “Ualalapi”, um dos mais emblemático do escritor e da literatura moçambicana, Ungulani ganhou o grande prémio internacional de ficção. Foi ainda premiado com galardão “José Craveirinha”, que é maior prémio literário de Moçambique. Maputo, Sexta-Feira, 27 de Março de 2009:: Notícias