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1 de dezembro de 2010

Navegabilidade do Zambeze (Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo)


Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo

NAVEGABILIDADE DO ZAMBEZE – AS EVIDÊNCIAS DE CONFLITOS DE INTERESSES ACUMULAM-SE

Até se enganam ao nomearem porta-vozes e defensores…

Beira (Canalmoz) - Não tem lógica e nem se pode aceitar que alguém possa ser juiz em causa própria. Todos os que tem interesses privados nos portos de Nacala e da Beira, nas linhas férreas que confluem para estes dois portos são obviamente contra a possibilidade do Malawi e Zâmbia realizarem suas importações e exportações por via do rio Zambeze. E até são contra que outros negócios locais possam proporcionar progressivamente mais negócios aos locais e a elites nacionais que se possam vir a formar com autonomia relativamente aos grupos actuais preponderantes.
Obviamente que no domínio das relações económicas e comerciais tem sempre peso o interesse dos interlocutores. Na esteira do Caso Chire-Zambeze despoletado por questões relacionadas com a sua navegabilidade existe um processo de clivagem e crescente de desentendimento entre o executivo de Lilongwe e o de Maputo. Não é bom o tom e as relações de momento também estão azedas. As acusações mútuas acabam revelando a qualidade e tipo de relacionamento existente no seio da SADC.
Uma questão que deveria ser tratada no quadro dos mecanismos internacionalmente aceites e em conjugação com os interesses económicos e políticos de dois ou três países da região estão sendo conduzidos de maneira pouca diplomática e profissional.
Uns podem dizer que o Malawi colocou “a carroça à frente dos bois” ao avançar com a construção do porto de Nsanje antes de garantir acesso ao rio Zambeze.
Do lado malawiano multiplicam-se vozes de que o governo de Moçambique estás sendo obstrucionista e colocando interesses particulares acima do direito que países do interior e sem acesso directo ao mar possuem.
Em Moçambique o governo monta operações mediáticas para transformar o problema em outra coisa que de facto não é. Convenhamos que a pouca gente convence a tese da necessidade realização de estudos ambientais embora isso seja prática corrente a nível mundial. Quantas vezes não se atropelam as conclusões dos estudos de impacto ambiental e projectos abertamente contra o ambiente são autorizados?

2 de fevereiro de 2010

União Africana: África vai ter moeda comum a partir de 2018



União Africana

África vai ter moeda comum a partir de 2018

O continente africano vai ter uma moeda comum a circular a partir de 2018, decidiu hoje em Adis Abeba a União Africana, no âmbito da sua 14ª assembleia-geral ordinária.

Durante os trabalhos, que se iniciaram domingo, foram adoptadas decisões de curto e longo alcance relacionadas com a estabilidade política, a segurança alimentar e o desenvolvimento financeiro e de infraestruturas do continente.

Os chefes de Estado e de Governo decidiram, designadamente, introduzir em 2018 uma moeda comum, combater de forma enérgica as mudanças inconstitucionais de regimes e unir todo o continente por via de uma série de vias rodoviárias, tendo sido aprovado um orçamento de 250 milhões de dólares (179 milhões de euros) para este ano.

Daquela verba, cerca de 111 milhões de dólares provirão dos países membros da organização e o restante de fontes externas do continente.

"Os nossos esforços para a execução de programas são sistematicamente prejudicados pela falta de recursos", disse o chefe de Estado do Malawi e novo presidente em exercício da UA, Bingu wa Mutharika, que justificou assim o aumento do orçamento anual, que no exercício anterior foi de 160 milhões de dólares.

No domínio da paz e segurança, Mutharika expressou a sua satisfação com os "avanços políticos" registados na Guiné-Bissau, Mauritânia e República da Guiné, "onde foram dados passos concretos para restaurar a democracia e as esperanças dos cidadãos".

A segurança alimentar e a criação de uma rede continental de vias de comunicação serão os "assuntos prioritários da UA durante os próximos cinco anos", frisou.

Na resolução final saída da assembleia-geral, os líderes africanos aprovaram a criação do Banco Central de África, em 2018, a que se seguirá a introdução de uma divisa única para todo o continente.

O comissário da UA para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, disse a este propósito que depois da criação do Banco Central de África, os Estados membros dissolverão os seus próprios bancos centrais e deixarão de usar as suas divisas individuais.

Lusa, 2 de Fevereiro de 2010

19 de maio de 2009

África: ONU apoia contra mudanças anti-constitucionais de governos

África: ONU apoia contra mudanças anti-constitucionais de governos Addis Abeba - O Conselho de Segurança das Nações Unidas prometeu reforçar as acções da União Africana (UA) para pôr termo às mudanças inconstitucionais de governos em África, após um encontro conjunto entre as duas organizações em Addis Abeba. Embaixadores dos países membros do Conselho de Segurança da ONU reuniram-se, no fim-de-semana, com responsáveis do Conselho de Paz e Segurança da UA (PSC), tendo decidido reforçar a luta de África contra as mudanças anticonstitucionais de governos e trabalhar para um ambiente pacífico. Os diplomatas onusinos, actualmente em périplo pelo continente, decidiram examinar um pedido da UA para uma gestão conjunta dos conflitos e operações de manutenção da paz. "A reunião permitiu passar em revista a situação na Somália e no Sudão, as relações entre o Tchad e o Sudão e as questões relativas às mudanças inconstitucionais de governos", indicou a UA num comunicado divulgado no termo da reunião. África sofreu recentemente de mudanças maiores anticonstitucionais de governos, que testemunham um fracasso dos progressos democráticos que o continente negro começava a conhecer. No Madagáscar, soldados rebeldes obrigaram o Presidente eleito Marc Ravalomanana, à demissão, enquanto jovens oficiais militares assumiram o poder na Guiné-Conakry após a morte do Presidente Lansana Conté, em Dezembro de 2008, e, na Mauritânia, membros da Guarda Presidencial tomaram efectivamente o poder depois, opondo-se a mudanças seio do Exército em 2008. Um golpe similar foi perpetrado na Guiné-Bissau após uma tentativa inicial contra a vida do falecido Presidente João Bernardo "Nino" Vieira em Dezembro de 2008. O Presidente foi finalmente morto na sua residência após o assassinato do seu chefe de Estado-Maior-General, o tenente-general Tagmé Na Waié, em Março de 2009. O Conselho de Segurança e o PSC prometeram "resultados concretos" nos esforços para pôr termo a tais actos de mudanças anticonstitucionais de governos. Os dois órgãos decidiram agora trabalhar estreitamente sobre estas questões, com vista a chegar a resultados concretos, acrescenta o comunicado conjunto. O Conselho de Segurança da ONU está a discutir com a UA sobre possível colaboração no quadro das operações de manutenção da paz, e financiamento de iniciativas africanas de manutenção da paz pela ONU. Angola Press, 19 de Maio de 2009