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29 de novembro de 2015

Sabe quem quer afundar Portugal e a Europa, como um jogo de batalha naval?



Sabe quem quer afundar Portugal e a Europa, como um jogo de batalha naval?

Sabia que a Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc., apostaram biliões de dólares na destruição do euro? Se o EURO cair ou desvalorizar eles ganham milhões?
 
Sabia que obtiveram avultadíssimos lucros durante a crise financeira de 2008 e houve suspeitas de que foram eles que manipularam o mercado?
 
Sabia que o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa?
 
Sabia que ficou demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido? Mas a Goldman realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado?
 
Sabia que deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes)?
 
Sabia que estes manipuladores se estão a transformar nos homens mais ricos e influentes do planeta e se divertem a ver os países tombar um por um?
 
Sabia que todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória?
 
Sabia que tudo acontece com a cumplicidade de alguns governantes e das autoridades reguladoras?
 
Sabia que desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos?
 
Sabia ainda que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, manipulando o mercado?
 
Sabia que desta maneira, manipula o crescimento da economia mundial, e condena milhões de pessoas à fome?
 
Sabia que a Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, pode declarar que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-os, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas impossíveis de sustentar?  (como fez com Portugal) - Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse pais.
 
De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem.
 
Para isso infiltra os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações.
 
(Cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros.)
 
Sabia que alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs?
 
Sabia que este poderoso império do mal, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias?


Texto adaptado de Domingos Ferreira, Professor/Investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa

22 de janeiro de 2014

Uma burla criminosa (José Goulão)


Quem escutar os dirigentes políticos europeus e os seus megafones mediáticos há-de julgar que a crise é passado e o futuro promete ser brilhante com base num presente de alívio em que finalmente os indicadores económicos, essas bulas emitidas pelos sacerdotes do mercado, dão sinais de que todos vamos pelo bom caminho.

A mensagem dos indicadores económicos resume-se numa penada: a economia da União Europeia, mesmo dos países sob protectorado, começou a recuperar, o desemprego tende a diminuir, afinal a austeridade tardou mas começou a dar resultados, não estava errada como até alguns dos seus executores disseram. A propaganda amplia os registos com trombetas histéricas, uma bíblia das publicações financeiras do espaço europeu ousa até falar em “milagre económico” e logo no caso de Portugal, imagine-se. Alguém deveria ter alertado o escriba de que a mesma expressão foi usada no caso do Chile de Pinochet para saudar a devastação económica e social assente em dezenas de milhares de mortos, muitos mais presos políticos, pragas de miséria e desemprego, extinção da segurança social – caos de que o país não recuperou passados 40 anos.

O mundo tem uma larga experiência de que os indicadores económicos não dão emprego nem de comer a ninguém, estão nas tintas para as desigualdades sociais, borrifam na substituição de empregos estáveis por trabalho precário, podem até ser tanto mais fantásticos quanto maior o número de cidadãos que se aproximam da condição de escravos. Os tão prometedores indicadores económicos que todos os dias são apregoados pelos arautos da propaganda assentam em estruturas económicas arrasadas, em direitos laborais e sociais esmigalhados, em direitos humanos extintos. Os indicadores sobem, a tragédia humana continua a ampliar-se. Os indicadores evoluem, a sociedade apodrece sem recuperação no horizonte.

Olhemos de relance para a União Europeia: 26 milhões de desempregados, quase seis milhões de jovens sem trabalho, milhões na miséria ou à beira da pobreza e da exclusão social, quase um terço das crianças pobres e socialmente excluídas, mais de nove por cento dos cidadãos europeus submetidos a uma situação de privação material severa, quase um milhão de pessoas sem abrigo, enquanto continua a crescer o número de famílias que perdem a habitação para os bancos.

Este é o retrato real da Europa, aquele que as pessoas sentem em carne viva enquanto o regime canta indicadores como quem anuncia prémios de lotaria viciada onde a taluda continua a sair aos milionários, cada vez mais numerosos – e também generosos e gratos para com os carrascos que aplicam a austeridade.

Atente-se no caso de Durão Barroso, o foragido primeiro-ministro de Portugal que se transformou em presidente da Comissão Europeia depois de ter contribuído para lançar uma guerra assassina que devastou o Iraque e que agora deixa a União Europeia neste estado. Acaba de receber o prémio Carlos V, destinado aos que se distinguiram “no desenvolvimento da Europa” e que lhe vai nutrir a conta bancária em mais 45 mil euros.

A União Europeia é uma criminosa burla a descoberto.

Jornal de Angola, 21 de Janeiro de 2014

7 de janeiro de 2014

Tudo dentro do consenso (José Goulão)



A palavra “consenso”, nas suas múltiplas traduções, arrisca-se a ser a mais utilizada em 2014 no espaço da União Europeia, de acordo com o exercício de propaganda iniciado em 2013

Continuado nas conversas em família dos chefes nacionais em exercício por ocasião do Natal e do Ano Novo, imposto, sem alternativa, para substituir a palavra “crise”.

Não se arriscando nenhum alto dirigente a dizer que a crise acabou, dão como certo que a economia “está a recuperar” e para que tudo assim continue no bom caminho há que aplicar agora o consenso, a concordância a que nenhum cidadão pode fugir sob pena de ser um extremista, um marginal, um militante da crise – sujeitando-se às respectivas consequências. Em ano de eleições europeias, não há que pensar noutra coisa: consenso sobre a salvação do euro à moda da Alemanha, sobre a austeridade como solução para acabar de vez com a crise, sobre a supressão de direitos humanos e sociais para que os mercados e a alta finança possam respirar e confiscar em liberdade, sobre a amputação de salários, reformas e pensões.

No espaço europeu, o consenso económico foi estabelecido e funciona a todo o vapor: é o processo de transferir o dinheiro de todos para os bolsos de meia dúzia, de prosseguir a domesticação e aniquilação dos aparelhos de Estado até que fiquem reduzidos a muletas dos bancos predadores, das grandes indústrias, incluindo a da morte, dos casinos bolsistas, dos paquidermes químicos e farmacêuticos, dos monstros da actividade seguradora, das trituradoras que distribuem o trabalho temporário, dos formadores de carne para canhão, de preferência com a benesse do cheque ensino.

Este processo tem o seu correspondente político em fase de afinação prática e ideológica: o consenso. O consenso governou Portugal entre 1926 e Abril de 1974. O consenso governa o directório europeu – na Alemanha através da comunhão entre a direita e os sociais democratas, em França pelas mãos de Hollande que poderia chamar-se Sarkozy e vice-versa. Em Espanha não faltam consensos na camada que se instituiu como governante, em Inglaterra Blair poderia chamar-se Thatcher da mesma maneira que Cameron se vê ao espelho como Brown. Tudo uma grande família governante e consensual, com as suas questiúnculas como em qualquer grande família, sobretudo em matéria de interesses - pessoais ou de casta.

Em Portugal o consenso não estará tão afinado como desejariam Cavaco, Coelho e Portas, como recomendam Costa que governa o Banco de Portugal, ou Ulrich e Salgado, dos bancos do Portugal que dizem ser deles. O consenso existe, chama-se arco da governação, o problema a resolver é conseguir que ele funcione sem turbulência mesmo quando há eleições – chama-se “estabilidade política” – e de preferência a longo prazo, seja sob o comando do Coelho, do Seguro, do Sr. X ou Y – ao verdadeiro poder isso é o que menos interessa.

Quem prega o consenso, como Cavaco, invoca também a democracia e até o 25 de Abril, imaginem, dia em que os militares e o povo português e os das antigas colónias romperam com um longo tempo de consenso. Democracia, claro, para os que se submetem ao consenso porque aos outros, os que teimam em ter ideias, insistem em pensar pela própria cabeça, não desistem de propôr alternativas ao consenso, esses são perigosos inimigos desta democracia.A história oficial, e ficcionada, da União Europeia explica que tudo se iniciou na luta pela liberdade contra o sistema de partido único.

Sabemos que as verdadeiras razões eram bem outras, mas para o demonstrar nem é preciso procurar argumentos nos meandros do processo histórico. A União Europeia renega a própria origem oficial quando, como suporte de uma prática económica única, tendencialmente esclavagista, impõe um sistema político a que tanto faz chamar de consenso como de partido único.

Jornal de Angola, 7 de Janeiro de 2014

28 de dezembro de 2013

A Europa sobre rodas



Fonte: Recebido por email

4 de julho de 2013

O dedo pobre de Bruxelas (José Goulão)


Há três anos que não acontecia nada.

Atropelada pelas suas divergências internas, entretida com as urgências da crise e a expoliação sistemática de rendimentos e direitos das populações, a União Europeia quase se esquecera dos esforços de adesão da Turquia.

Agora aconteceu. Bruxelas “fez um gesto” ou “deu um passo” em direcção à Turquia, como se diz nas andanças diplomáticas, e decidiu retomar no próximo Outono as negociações com o imenso e estratégico país euro-asiático para um dia vir a integrar o clube que, com a entrada da Croácia neste 1 de Julho, passa a ter 28 Estados membros.

Que se passou para que Bruxelas tenha mexido num processo inerte há quase 1.500 longos dias?

A Turquia fez progressos na democratização da sociedade, no respeito pelos direitos cívicos e humanos, tomou alguma atitude que leve a pensar na possibilidade de um dia vir a desocupar o Norte de Chipre, estará disposta a admitir de uma vez que a minoria curda tem direitos culturais e nacionais próprios?

Foi quase assim... Mas ao contrário.

23 de fevereiro de 2012

"Esqueçam a Grécia. É Portugal que vai destruir o euro (Matthew Lynn)


Um "default" é acidente. Dois já é uma crise sistémica. Quem o diz é Matthew Lynn, presidente executivo da Strategy Economics, sublinhando que Portugal voltará a ter um importante papel no palco mundial. Mas pela negativa. Ao Negócios, diz que o incumprimento português é inevitável. "É apenas uma questão de tempo".

Matthew Lynn (na foto), CEO da consultora britânica Strategy Economics , traça um cenário sombrio para a Zona Euro. E diz que Portugal será o responsável pela queda do euro.
No seu mais recente artigo de opinião, publicado na "Market Watch", na sua coluna intitulada "London Eye", Lynn começa por relembrar a importância do País para a história mundial, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo não europeu entre Espanha e Portugal em 1494. E salienta que 2012 pode ser o ano em que Portugal volta ao centro do palco mundial. Como? “Fazendo o euro ir ao ar”, responde.

“A Grécia já estoirou – e o seu incumprimento está já descontado pelo mercado. Mas Portugal está precisamente na mesma posição (…). Está também a resvalar para um inevitável ‘default’ das suas dívidas – e quando isso acontecer, vai ter um efeito devastador para a moeda única e infligir danos ao sistema bancário europeu, que poderão revelar-se catastróficos”, escreve Lynn, autor de dois livros de economia: "The Billion-Dollar Battle: Merck v. Glaxo and Birds of Prey: Boeing v.Airbus" e Bust: Greece, the Euro and the Sovereign Debt Crisis.

11 de dezembro de 2011

Pobreza dos tristes (Francisco Moita Flores)


Pobreza dos tristes

Em todas estas cimeiras e encontros não se escuta uma só palavra sobre produção

Cada hora que passa, cada dia que vivemos, cada mês já vivido reforça este sabor amargo e de amargura que nos chega do futuro breve que vamos viver. Já sem olharmos para os recursos do país, já sem grande esperança, para não dizer conformados com a nossa ruína. A Cimeira que iria resolver os nossos pesadelos – e a nossa fome – terminou, mais uma vez, adensando as probabilidades de caminharmos para o desmembramento da União Europeia e, ainda que adiando mais um pouco, para o confronto quase inevitável com a nossa própria bancarrota.

Não existe especialista em finanças que não se canse de sublinhar as virtualidades do euro e de como a disciplina orçamental imposta pela Alemanha é benéfica para a nossa saúde financeira. De como as novas regras de sanções para aqueles que não cumprirem o rigor do défice são fundamentais para disciplinar os Estados. É uma arenga que, no meu entender, persiste em recusar a ver a floresta, tomando a árvore pelo todo. Em todas estas cimeiras, encontros de ministros, presidentes, especialistas em finanças, especialistas em fiscalidade e outras criaturas divinas, não se escuta uma única só palavra sobre produção. Sobre trabalho para produzirmos. Sobre condições de viabilização das economias, particularmente da nossa economia, para que produzamos mais. Nesta Europa dos especuladores e dos agiotas, dominada pela crueldade do dinheiro como mito maior da riqueza, não existe uma decisão concertada que olhe os campos e as fábricas, os mares e as florestas para produzir a verdadeira riqueza, que se resume na elementar capacidade de comer duas refeições por dia, sem pedirmos emprestada uma carcaça ou uma alface.

Não há hipóteses de não sermos confrontados com a tragédia. É, neste momento, uma questão de prazo. E de prazo curto. E só depois da casa completamente roubada pelos tenebrosos e invisíveis mercados iremos tratar de arranjar sólidas trancas. Ou seja, à função que nos garantiu a diferenciação como seres humanos: pôr os nossos campos e os nossos mares a parir o sustento e a promover o trabalho e a riqueza. Até lá, vamos comendo pargo do Congo, sardinha da Galiza, tomates de Marrocos e discutindo, coisa em que somos peritos, a forma de salvar o euro.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 11 de Dezembro de 2011

O destino do Euro (Henricartoon)

27 de novembro de 2011

A Queda da Europa (Ângelo Correia)


A queda da Europa

Até há algumas décadas, os chamados ‘estados civilizados’ faziam a guerra com armas, homens e equipamentos. Hoje, os actores são múltiplos, e muitos deles mais importantes do que alguns Estados, actuando na esfera das finanças, da economia, da comunicação.

O que se passa com a crise das dívidas soberanas europeias é porventura expressão dessa nova forma de guerra: não no terreno, mas nos computadores e nas salas de mercados.

Wall Street, ou seja, alguns grandes interesses financeiros de empresas sediadas nos EUA, quer ganhar à custa da fraqueza das economias europeias. Começaram por atacar os mais fracos e endividados. Progressivamente, ampliaram a sua esfera de acção e irão chegar ao coração da Europa. Esta não tinha mecanismos de defesa; para não falar de mecanismos de direcção e coordenação. É um conjunto sem unidade e comando, e um exército sem esses elementos é facilmente derrotado.

A Europa política não percebeu as novas formas de guerra, não percebeu que os mercados são os novos teatros de operações. É por isso que os actuais líderes políticos europeus ficarão para a história como aqueles que em vez de a construírem a deixaram tombar.

Por: Ângelo Correia, Gestor
Correio da Manhã, 27 de Novembro de 2011

25 de novembro de 2009

União Europeia continua a financiar electrificação rural em África

União Europeia continua a financiar electrificação rural em África Maputo (Canalmoz) – Terminou ontem, em Maputo, a segunda fase do seminário Africano sobre electrificação rural, que contava com o apoio da União Europeia, no âmbito do X Fundo Europeu de desenvolvimento para África. O evento, que durou dois dias, 23 e 24, avaliou, no seu segundo dia, os projectos submetidos e a prestação de contas, pelos países candidatos ao Fundo Europeu para electrificação rural. Falando durante o encerramento do evento, o delegado da Comissão Europeia, Glauco Calzuola, indicou que estes projectos estão em diferentes fases de implementação, sendo que estão bem encaminhados pelo facto de se ter constatado junto dos países envolvidos sucesso na electrificação rural. Calzuola referiu que a motivação da União Europeia para continuar a apoiar África, no âmbito deste projecto, tudo depende dos sucessos para a implementação dos mesmos. O delgado da União Europeia em Moçambique reiterou que os países da África devem se desdobrar o máximo possível para garantir a expansão da rede eléctrica. A fonte reafirmou ainda que o fundo de apoio a África não deve servir para fins ilícitos, mas, sim, dar oportunidade aos mais carentes para que tenham acesso a energia. Os países que não cumprirem serão penalizados disse o delegado da União Europeia. Calzuola recordou, ainda, no encontro, aos delegados representantes dos países da África subsahariana que é da responsabilidade dos seus governos envidar esforços para os sucessos dos projectos, e não permitirem que eles fracassem. A fonte disse, como mensagem da União Europeia, que os governos não devem só depender destes fundos para fazer chegar a energia à população carenciada, como também devem tentar criar meios próprios para resolver este problema. Explicando estes e vários outros assuntos, a fonte reiterou que os países que não cumprirem serão penalizados pela Comissão da União Europeia responsável por fazer a fiscalização dos projectos. E disse, ainda, que caso se verifique mau uso dos fundos, quer pelas pessoas ligadas a instituições ou não, o governo do país onde isso se verifique é que será penalizado, sob pena de não mais poder ter acesso a este fundo, a não ser que seja eleito outro governo. Durante o encontro foi acordado, por unanimidade, entre a União Europeia e os Países da África, Caraíbas e Pacífico, o lançamento oficial do segundo Programa para a Facilidade de Energia, no valor de 200 milhões de euros. Nos últimos cinco anos, Moçambique registou progressos visíveis na expansão da electrificação, permitindo duplicar o nível de acesso, que passou de sete por cento, em 2004, para os actuais 14. Recorde-se que, no âmbito da primeira facilidade Europeia para África, Moçambique implementou, com sucesso, sete dos nove projectos submetidos, no valor de 24,5 milhões de euros. O ministro da energia, Salvador Namburete, disse que os mesmo projectos, implementados com fundos europeus, concretizam os objectivos do milénio e do actual governo, e visam electrificar a zona rural, desde os postos administrativos às localidades. Importa referir que, de acordo com dados fornecidos pela delegação da União Europeia em Moçambique, o continente africano precisa de 20 mil milhões de dólares americanos por ano, para enfrentar os desafios que se colocam no sector de energia. (António Frades) 2009-11-25

11 de julho de 2009

Corveta da Marinha de Guerra Portuguesa N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde

N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde No âmbito de uma viagem de instrução de Cadetes do 3º da escola Naval, a corveta N.R.P. Batista de Andrade, da Marinha de Guerra Portuguesa, comandada pelo Capitão-Tenente Zeferino Henrique, está de visita à Cabo Verde, entre os dias 5 a 19 do mês corrente. Com uma guarnição de 95 homens, entre as quais, 10 Oficiais, 15 Sargentos e 70 praças, Batista de Andrade irá permanecer no porto da Praia, entre os dias 5 a 16 de Julho, e no porto do Mindelo, no período de 12 a 19 de Julho. Durante a sua permanência no país, vai ser aprofundada as relações de cooperação com as Forças Armadas de Cabo Verde, e de forma particular, o ângulo do exercício da autoridade marítima, o que não vai envolver só a Guarda Costeira, mas todas as entidade com responsabilidades no exercício da autoridade do estado cabo-verdiano nas águas sob as respectivas soberania e jurisdição. Está prevista também a realização de "oficinas de Trabalho" nas áreas de marinharia e electromecânica, a instalação experimental de um sistema que permitirá a análise dos dados para as actividades de patrulhamento marítimo e respectiva formação e acções de formação da polícia marítima. Essas acções enquadram no âmbito do tratado assinado no demónio da fiscalização do espaço marítimo sob a soberania e jurisdição da república de Cabo Verde e ao nível da parceria especial união europeia - Cabo Verde. Expresso das Ilhas, 11 de Julho de 2009

2 de julho de 2009

Suécia reafirma apoio a Moçambique

Suécia reafirma apoio a Moçambique O Embaixador da Suécia, Torvald Akesson, reafirmou o desejo do seu país de continuar a aumentar a assistência ao desenvolvimento de Moçambique, considerando contudo, que tudo dependerá, entre outros aspectos, do impacto que a actual crise financeira internacional terá na Europa em geral e no seu país em particular. “A tendência será de um aumento da assistência sueca a Moçambique, mas certamente que a situação económica na Europa e na Suécia poderá ter implicações no nível de ajuda a conceder, mas ainda não poderemos entrar em detalhes relativamente a isto”, disse o diplomata, que falava ontem, em Maputo, durante uma conferência de Imprensa por ocasião do primeiro dia da presidência sueca da União Europeia. A Suécia vai disponibilizar 320 milhões de coroas (cerca de 10 milhões de dólares norte-americanos) para o apoio ao Orçamento do Estado (OE) de 2010. O montante, foi acordado este ano, após uma avaliação do desempenho do Governo, feita durante uma revisão conjunta entre o “Executivo” e os dezanove Parceiros do Apoio Programático (G19 e que inclui a Suécia) que providenciam o apoio geral ao OE. Na ocasião, Moçambique e Suécia assinaram um acordo com a duração de quatro anos (2009-2012), para o Apoio Geral ao Orçamento, ao abrigo do qual o país europeu irá desembolsar 1 440 milhões de coroas suecas. O acordo consiste numa porção fixa no valor de 270 milhões de coroas por ano e uma porção variável de 90 milhões de coroas por ano. A porção fixa é disponibilizada se a revisão conjunta avaliar o desempenho geral como satisfatório, enquanto que a porção variável é determinada pelo desempenho na vasta área de governação. Relativamente à cooperação entre Moçambique e a União Europeia (UE), Torvald Akesson disse que a Europa é ainda o principal parceiro do nosso país, com uma assistência financeira representando mais de 60 por cento da ajuda total a Moçambique. “As relações fortes entre Moçambique e a UE têm uma base sólida. Um exemplo típico destas relações estreitas é a construção da ponte sobre o Zambeze, em Caia, na fronteira entre as províncias da Zambézia e Sofala, que vai ser inaugurada em breve”, disse o diplomata, acrescentando que a construção daquela importante infra-estrutura foi feita com o apoio financeiro da Comissão Europeia e dos governos da Itália e da Suécia, num valor de 80 milhões de euros. O embaixador sueco realçou ainda que os membros da UE já receberam convites para observar as eleições gerais deste ano em Moçambique, garantindo que a Europa vai participar. “Nós, União Europeia, representando os Estados membros e a Comissão Europeia aqui em Moçambique, estamos muito satisfeitos com as boas e estreitas relações que temos com o Governo e com a sociedade moçambicana em geral. Estou convencido que estas boas relações vão continuar e que serão ainda mais fortes nos próximos anos”, disse. Maputo, Quinta-Feira, 2 de Julho de 2009:: Notícias