Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo e Habitação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo e Habitação. Mostrar todas as mensagens

24 de junho de 2012

Conselho Municipal de Maputo destrói parcialmente uma casa


Conselho Municipal de Maputo destrói parcialmente uma casa na rua Marcelino dos Santos

O caso já leva algum tempo entre a família Dimande e a edilidade, mas os homens de David Simango, decidiram partir para acção e demolir uma parte da casa, para dar lugar a reabilitação da rua Marcelino dos Santos.

Segundo Roberto Dimande, a família ainda aguardava pela visita do vereador para a área de infra-estruturas, para solucionar o problema.

2 de setembro de 2009

Maputo: Fundação Salazar, na Malhangalene, edifícios clamam por reabilitação

Fundação Salazar, na Malhangalene: Edifícios clamam por reabilitação Os moçambicanos obtiveram grandes alegrias com as nacionalizações, mas com elas também vieram grandes preocupações e desafios. Uma das lutas é a necessidade de mudança de hábitos, adaptar-se a novos meios, e ao tipo de vida das cidades. No entanto, em certos momentos essas apostas revelam-se estéreis. Há ainda gente que se muda do campo para as urbes carregando consigo todos os hábitos das zonas rurais. Plantio de hortaliças e milho nas varandas dos prédios, para além de criar galinhas, patos, coelhos, cobaias entre outros animais de pequeno porte. Outros moradores continuam cozinhando com lenha e pilando no interior de suas moradias. Já agora, vamos ao concreto: aos prédios da Fundação Salazar, no bairro da Malhangalene “B”, em Maputo, que visivelmente carecem de obras de reabilitação devido a diversos problemas de saneamento que perduram há longos anos. A degradação é de tal forma aguda, dado que as fachadas dos edifícios estão seriamente desconfiguradas, necessitando de pintura. Grande parte dos prédios tem problemas de filtração de água. Isso sem contar com as fossas que frequentemente se entopem. Isto piora dado o facto daquelas cavidades estarem interligadas. Nalguns casos a água chega sem pressão, não alcançando daí todas as casas devido à obstrução das condutas. Como resultado, a partir das quatro horas os moradores começam a disputa pelas insignificantes reservas. Os residentes com dificuldades de obter a água, mas com recurso financeiro, recorrem a reservatórios que permitem acumular aquele líquido. Algumas das casas situadas nos andares superiores não utilizam os lavatórios de loiça e de roupa existentes nas cozinhas e varandas por estarem entupidos, daí a opção de acumular a água resultante da limpeza em recipientes e lançarem-na do alto para baixo, o que concorre para a deterioração das paredes. David Daniel, um dos residentes da Fundação Salazar, disse à nossa Reportagem que o bairro já enfrentou problemas sérios e graves de poluição sonora que actualmente não se fazem sentir tanto. Acrescentou que já houve várias e constantes reuniões na zona no sentido de se reverter toda a situação ali vivida, mas que pouco resultaram. Pelo facto de muitos residentes não serem os devidos proprietários das casas, isto é, por estarem a arrendar, pelo “senso de pertença” à suas casas ao invés do bairro, a indisponibilidade financeira e a falta de civismo de muitos moradores, são factores apontados por muitos e que têm causado a impossibilidade de resolução dos inconveniente indicados. Segundo Fenias Carmona Manjate, chefe de segurança do bairro da Malhangalene, os imóveis da Fundação Salazar foram uma iniciativa do governo colonial com o objectivo de inclusão e promoção de negros e isso era feito por via de doações de casas e comida, principalmente aos mutilados de guerra. De facto, aqueles imóveis não podem ser visto como um caso particular, basta que se saia de casa e que se circule com um pouco mais de atenção, com os “olhos de observador” para que se identifique muitos outros bairros e prédios na mesma situação. Maputo, Quarta-Feira, 2 de Setembro de 2009:: Notícias

11 de agosto de 2009

Moçambique: Nasce novo bairro na Matola (Gumbana)

Nasce novo bairro na Matola Gumbana, no posto administrativo da Matola-Rio, está a ser parcelado para acolher 2500 habitações para nativos e trabalhadores, na maioria da função pública com dificuldades financeiras para erguer, a curto prazo, infra-estruturas residenciais de elevada qualidade. Neste momento foram parcelados cerca de mil terrenos, esperando-se os formalismos, relativos à selecção dos funcionários que passarão a viver naquele bairro habitado por 1231 famílias nativas, bem assim a forma como os trabalhadores irão pagar as casas. Esta informação foi avançada ao nosso Jornal no sábado, quando a Comissão Gestora da Iniciativa, composta por funcionários públicos afectos ao Ministério do Interior, foi plantar algumas árvores de sombra, oferecer alguns bens à comunidade e avaliar o nível da execução dos trabalhos. Na ocasião, apurámos que trabalhadores de outras instituições irão beneficiar da iniciativa, embora tenha sido concebida pelos funcionários do Ministério do Interior. De acordo com Juarce Martins, porta-voz da Polícia na província do Maputo, já foi seleccionada uma empresa sul-africana de construção civil para erguer as habitações, assim como foi identificado o BCI para conceder o crédito para suportar o investimento. Serão construídas casas dos tipos dois, três e edifícios de dois pisos. O custo destas casas varia de 8.500 a 70 mil dólares, dependendo da dimensão. A taxa de juro em discussão está entre 18 e 20 por cento. Os trabalhadores poderão fazer o reembolso à banca num período máximo de 30 anos. Conforme explicou a gestora do projecto, Olga Munguambe, o grande impasse está nas taxas de juro, que são elevadas para um trabalhador que ganha abaixo de 15 mil meticais. É por esta razão que estão em curso contactos com alguns ministérios como os da Função Pública e o das Finanças para encontrar uma forma que possa beneficiar os trabalhadores com o salário relativamente baixo. No âmbito desta iniciativa, a população local recebeu cerca de dez depósitos de água, uma camioneta para o transporte de água já que a de Gumbana é salobre, uma motobomba e insumos agrícolas. São bens comprados por dinheiro contribuído pelos funcionários que já responderam positivamente ao projecto. Maputo, Segunda-Feira, 11 de Agosto de 2008:: Notícias

7 de agosto de 2009

Província da Huíla: 50 mil lotes disponíveis para a auto-construção

Província da Huíla: 50 mil lotes disponíveis para a auto-construção O ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferreira, considerou a província da Huíla, “um exemplo vivo” na execução do Programa Nacional de Urbanização e Habitação em curso no país. “A província da Huíla é um exemplo vivo e nós pretendemos que as restantes províncias façam o mesmo para a execução do Programa Nacional de Habitação”, disse o ministro José Ferreira. O ministro falava na abertura do Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Urbanismo e Habitação, que decorre na cidade do Lubango, com a participação de directores nacionais e provinciais do ministério, arquitectos, engenheiros, vice-ministros e outros técnicos. José Ferreira afirmou que a província da Huíla foi escolhida para receber o Conselho Consultivo, pelo facto de se destacar na aplicação correcta daquilo que foi orientado pelo Programa Nacional de Habitação. Por isso, continuou, enquadramos no programa desta actividade uma visita técnica às áreas urbanizadas do Lubango para verificar as inovações do projecto local e beber da experiência. O Governo, realçou o ministro José Ferreira, propôs-se construir no quadriénio 2009/12, um milhão de fogos habitacionais. É um desafio que deve envolver todas as forças vivas da sociedade para que a meta seja alcançada”. O ministro José Ferreira afirmou que a realização do conselho consultivo alargado tem como principal objectivo despertar a atenção da sociedade, o sector privado, a Ordem dos Arquitectos, a Ordem dos Engenheiros, para darem contribuições que facilitem a construção de um milhão de fogos. Esclareceu que o objectivo do Governo consiste em ter, até ao fim do ano, no mínimo 50 mil lotes disponíveis para entregar à população, uma vez que o programa está especificamente virado para a auto construção. Materiais de Construção O governo está a importar material de construção para promover a construção dirigida, no âmbito do programa de construção de um milhão de fogos até ao ano 2012. A informação é do ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferrei, que garantiu que o material está à altura de todos os bolsos porque “vamos praticar preços módicos”. José Ferreira informou que antes da venda do material, os lotes de terrenos urbanizados devem estar disponíveis para a população, para que logo que adquiram o material, comecem imediatamente as obras. O ministro afirmou que os lotes a serem vendidos à população devem fazer parte dos terrenos com infra-estruturas que permitam a prestação de serviços de água potável, energia eléctrica, saúde, segurança policial, mercados e escolas. Em todas as províncias são construídos novos edifícios para as direcções províncias do Ministério do Urbanismo e Habitação com vista a prestar um trabalho condigno às populações. “O desafio de construir um milhão de fogos habitacionais é grande, por isso é importante que as direcções provinciais estejam apetrechadas para executar os programas concebidos”, realçou. Construções na Huíla No âmbito da construção de um milhão de fogos habitacionais em todo o país, até ao ano de 2012, a província da Huíla prevê contribuir com 135 mil casas nos seus 14 municípios. Para o efeito, foram identificados mais de 25 mil hectares convertidos em reservas fundiárias que vão ser urbanizados e depois distribuídos à população. O governador da Huíla, Isaac dos Anjos, disse na abertura do Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Urbanismo e Habitação, que “a Huíla não se confronta com falta de terrenos e tem condições de continuidade de demarcação de lotes de terras para fins habitacionais, industriais, agro-pecuários e para reservas integradas de equilíbrio do meio ambiente”, disse. A Huíla é a província que mais cresce em termos demográficos, a seguir de Luanda, revelou Isaac dos Anjos, que considerou o programa de construção de casas como “uma bela oportunidade para os arquitectos e engenheiros por permitir que o imaginado e projectado no papel passe à prática. As obras de arte dos nossos técnicos estão patentes durante a materialização do Programa do Governo”. O governador da Huíla entende que a realização do conselho consultivo representa uma ocasião única para os melhores quadros do país discutirem as questões da actualidade relacionadas com a matéria de urbanismo e habitação e avaliarem os mecanismos que vão tornar funcional e exequível o grande projecto de atingir a meta de um milhão de fogos habitacionais até 2012. “É uma honra para o governo provincial da Huíla, termos sido distinguidos com este conselho, numa altura crucial do lançamento do grande programa nacional de urbanismo e habitação, lançado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos”, sublinhou. Jornal de Angola, 7 de Agosto de 2009