Muxima: Um lugar que vive de Fé
É na província do Bengo, na margem esquerda do “Rio kwanza” que podemos encontrar uma pequenina região chamada “Muxima”, palavra oriunda de uma das línguas nacionais angolanas “quimbundo” que em português quer dizer coração.
A região (apesar de pequena) é conhecida por causa da sua Santa a quem chamam de “Mamã Muxima”, reverenciada em Angola, por milhares de peregrinos que vão a igreja a ela dedicada.
Os fiéis que por lá passam (todos os dias) falam das suas preocupações, angústias, e desejos. Muitos dos que lá vão, é na esperança de que ela resolva problemas de saúde que a ciência não tenha conseguido curar, outros vão pedir que lhes traga dinheiro e que os livre da pobreza em que vivem.
Todos os anos, na primeira semana de Setembro acontece durante 3 dias a peregrinação mais esperada do ano onde se junta um mar de gente independente da religião, nacionalidade, cor ou motivo.
São mais ou menos 132kms a partir de Luanda para lá chegar. No caminho encontram-se grandes embondeiros característicos da zona.
Metade da estrada já está asfaltada, e outra metade está quase pronta a levar o asfalto, o que facilita muito a viagem.
As condições estão a ser criadas para melhorar a acomodação de todos, assim como pequenas casinhas que são alugadas por dia.
O forte da Muxima é a sua capela e igreja que hoje fazem parte do património da UNESCO, a pedido do governo angolano.
Sapo AO, 02 de Outubro de 2009
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2 de outubro de 2009
Muxima: Um lugar que vive de Fé (Angola)
Muxima: Um lugar que vive de Fé
É na província do Bengo, na margem esquerda do “Rio kwanza” que podemos encontrar uma pequenina região chamada “Muxima”, palavra oriunda de uma das línguas nacionais angolanas “quimbundo” que em português quer dizer coração.
A região (apesar de pequena) é conhecida por causa da sua Santa a quem chamam de “Mamã Muxima”, reverenciada em Angola, por milhares de peregrinos que vão a igreja a ela dedicada.
Os fiéis que por lá passam (todos os dias) falam das suas preocupações, angústias, e desejos. Muitos dos que lá vão, é na esperança de que ela resolva problemas de saúde que a ciência não tenha conseguido curar, outros vão pedir que lhes traga dinheiro e que os livre da pobreza em que vivem.
Todos os anos, na primeira semana de Setembro acontece durante 3 dias a peregrinação mais esperada do ano onde se junta um mar de gente independente da religião, nacionalidade, cor ou motivo.
São mais ou menos 132kms a partir de Luanda para lá chegar. No caminho encontram-se grandes embondeiros característicos da zona.
Metade da estrada já está asfaltada, e outra metade está quase pronta a levar o asfalto, o que facilita muito a viagem.
As condições estão a ser criadas para melhorar a acomodação de todos, assim como pequenas casinhas que são alugadas por dia.
O forte da Muxima é a sua capela e igreja que hoje fazem parte do património da UNESCO, a pedido do governo angolano.
Sapo AO, 02 de Outubro de 2009
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5 de setembro de 2009
Angola: Fiéis foram ao santuário para preces à Mamã Muxima em procissão que dura três dias
Caminhos da fé vão dar à Muxima
Fiéis foram ao santuário para preces à Mamã Muxima em procissão que dura três dias
A vila da Quissama recebeu ontem 100 mil fiéis para participarem na abertura da peregrinação da mama Muxima. Todos os peregrinos, que dos quatro cantos de Angola chegam à Muxima, recebem a mensagem “ sede bem-vindos à casa da Mãe, ela espera-vos de braços abertos e acolhe-vos como irmãos”. No período da manhã, a vila registou um movimento frenético de fiéis, mulheres, na sua maioria, jovens, idosos e crianças, vindo de várias localidades do país.
Mais de 100 autocarros transportando fiéis chegaram no princípio da tarde de ontem, para participarem na grande festa de Nossa Senhora da Muxima. Durante todo o dia de ontem, os peregrinos ofereceram bens de primeira necessidade à Mamã Muxima.
No Santuário, como viu o Jornal de Angola, os peregrinos recebiam o óleo e água benta. O padre Domingos Pestana, porta-voz da peregrinação, disse que a água benta e os óleos santos podem atenuar a dor ou curar enfermidades dos crentes que ali ocorrem.
No período da manhã de ontem, o cenário da vila da Muxima apresentou outro rosto. Duas viaturas equipadas com potentes colunas, emitiam cânticos religiosos com bendizeres da Mamã Muxima. Os cânticos pediam perdão, amor ao próximo e bênção.
A reportagem do Jornal de Angola constatou que os moradores da vila, principalmente as crianças e a juventude conhecem de cor e salteado os cânticos religiosos que fazem referência ao bem da Mamã Muxima.
Jovens e crianças seguiam as viaturas que emitiam os cânticos religiosos e dançavam sem descompassarem o ritmo.
Joaquina Cabala é uma jovem residente na vila da Muxima. Desvendou à nossa reportagem o segredo das crianças interpretarem bem os cânticos da Mamã Muxima: “Nós vivemos aqui e acompanhamos todas as missas que aqui são celebradas, logo temos que saber bem os cânticos”, referiu. Os mais de 300 escuteiros que se encontram a prestar serviço na vila da Muxima, distribuíram, ontem, panfletos da Comissão Interministerial para a Prevenção da Gripe A (H1N1), onde se explica o que é a doença, os sintomas e as causas.
Apelos aos fiéis do padre Mário Torres
O reitor do Santuário da Muxima, padre Mário Torres, lançou, ontem, um apelo aos fiéis que ao celebrarem a anual peregrinação à Muxima, devem “vir com alegria a casa do Senhor, com destino certo para voltar a viver a experiência de Jesus”.
Quanto ao lema da peregrinação “Maria a discípula perfeita” disse aos peregrinos que “é no seu exemplo de disponibilidade e acolhimento que se deve viver a experiência de nos encontrarmos com Deus no Santuário”.
Há fiéis de outras religiões que estiveram presentes na missa de ontem, presidida pelo núncio apostólico D. Ângelo Becciu coadjuvado por 30 padres oriundos das várias Paróquias do país. A eucaristia de hoje vai ser presida pelo reitor do Santuário de Fátima, o padre Virgílio Antunes, a seguir, os peregrinos vão fazer uma “procissão de luz”, acto em que os peregrinos caminham por toda vila com as velas acesas nas mãos e que vai começar às três da manhã e termina às seis horas. Amanhã, domingo, final da peregrinação vai ser celebrada às 9,00 horas a missa mais importante da peregrinação a ser presidida pelo bispo da diocese do Caxito, D. António Jaka.
Adelina Inácio e Maiomona Artur
Jornal de Angola, 05 de Setembro de 2009
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