16 de setembro de 2008

História de Moçambique: A Luta pela Independência

A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA A opressão secular e o colonial fascismo português acabaria por obrigar o Povo moçambicano a pegar em armas e lutar pela independência. A luta de libertação Nacional, foi dirigida pela FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Esta organização, foi fundada em 1962 através da fusão de 3 movimentos constituído no exilo, nomeadamente, a UDENAMO (União Nacional Democrática de Moçambique), MANU(Mozambique African National Union) e a UNAMI (União Nacional de Moçambique Independente). Dirigida por Eduardo Chivambo Mondlane, a FRELIMO iniciou com a luta de libertação Nacional a 25 de Setembro de 1964 no posto administrativo de Chai na província de Cabo Delgado. O primeiro presidente da FRELIMO, Eduardo Mondlane, acabaria por morrer assassinado a 3 de Fevereiro de 1969. A ele sucedeu Samora Moisés Machel que proclamou a independência do País a 25 de junho de 1975. Machel que acabou morrendo num acidente aéreo em M'buzini, vizinha África do Sul acabou sendo sucedido por Joaquim Alberto Chissano, que por sua vez foi substituido pelo actual Presidente Armando Emílio Guebuza. A partir do início dos anos 80, o País viveu um conflito armado dirigido pela RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique). O conflito que ceifou muitas vidas e destruiu muitas infra-estruturas económicas só terminaria em 1992 com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz entre a o Governo da FRELIMO e a RENAMO. Em 1994 o País realizou as suas primeiras eleições multipartidárias ganhas pela FRELIMO que voltou a ganhar as segundas e terceira realizadas em 2000 e 2004.

História de Moçambique: Penetração Colonial

HISTÓRIA DE MOÇAMBIQUE: PENETRAÇÃO COLONIAL No final do séc. XV há uma penetração mercantil portuguesa, principalmente pela demanda de ouro destinado à aquisição das especiarias asiáticas. Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Sofala (1505), Ilha de Moçambique(1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544). O propósito, já não era o simples controlo do escoamento do ouro, mas sim de dominar o acesso às zonas produtoras do ouro. Esta fase da penetração mercantil é designada de fase de ouro. As outras duas últimas por fase de marfim e de escravos na medida em que os produtos mais procurados pelo mercantilismo eram exactamente o marfim e os escravos respectivamente. O escoamento destes produtos acabou sendo efectivado através do sistema de Prazos do vale do Zambeze que teriam constituído a primeira forma de colonização portuguesa em Moçambique. Os prazos eram uma espécie de feudos de mercadores portugueses que tinham ocupado uma porção de terra doada, comprada ou conquistada. A abolição do sistema prazeiro pelos decretos régios de 1832 e 1854 criou condições para a emergência dos Estados militares do vale do Zambeze que se dedicaram fundamental ao tráfego de escravos, mesmo após a abolição oficial da escravatura em 1836 e mais tarde em 1842. No contexto moçambicano as populações macúa-lómué foram as mais sacrificadas pela escravatura. Muitos deles foram exportadas para as ilhas Mascarenhas, Madagáscar, Zanzibar, Golfo Pérsico, Brasil e Cuba. Até cerca de 1850, Cuba constituía o principal mercado de escravos Zambezianos. Com o advento da conferência de Berlim (1884/1885), Portugal foi forçado a realizar a ocupação efectiva do território moçambicano. Dada a incapacidade militar e financeira portuguesa, a alternativa encontrada foi o arrendamento da soberania e poderes de várias extensões territoriais a companhias majestáticas e arrendatárias. Companhia de Moçambique e a Companhia do Niassa são os exemplos típicos das companhias majestáticas. Companhia da Zambézia, Boror, Luabo, sociedade do Madal, Empresa agrícola do Lugela e a Sena Sugar Estates perfazem o exemplo des de companhias arrendatárias. O sistema de companhias foi usado no Norte do rio Save. E, estas dedicaram-se principalmente a uma economia de plantações e um pouco do tráfego de mão de obra para alguns Países vizinhos. O Sul do Rio Save (províncias de Inhambane, Gaza e Maputo) ficaram sob administração directa do Estado colonial. Nesta região do País foi desenvolvida basicamente uma economia de serviços assente na exportação da mão de obra para as minas sul-africanas e no transporte ferro-portuário via Porto de Maputo. Estada divisão económica regional explica a razão da actual simetria de desenvolvimento entre o Norte e o Sul do País. A ocupação colonial não foi pacífica. Os moçambicanos impuseram sempre lutas de resistência com destaque para as resistências chefiadas por Mawewe, Muzila, Ngungunhane, Komala, Kuphula, Marave, Molid-Volay e Mataca. Na prática a chamada pacificação de Moçambique pelos portugueses só se deu no já no séc. XX.

15 de setembro de 2008

História de Moçambique: Período Pré-Colonial

HISTÓRIA DE MOÇAMBIQUE: PERÍODO PRÉ-COLONIAL Os povos primitivos de Moçambique foram os Bosquímanes. Entre os anos 200 a 300 DC, ocorreram as grandes migrações de povos Bantu, oriundos da região dos Grandes Lagos a Norte que empurraram os povos locais para regiões mais pobres a Sul. Nos finais do séc.VI, surgiram nas zonas costeiras os primeiros entrepostos comerciais patrocinados pelos Suahil-árabes que procuravam essencialmente a troca de artigos vários pelo ouro, ferro, cobre e marfim vindos do interior.

Províncias de Moçambique

PROVÍNCIAS DE MOÇAMBIQUE Moçambique está dividido em dez províncias. As províncias são administradas por governadores nomeados pelo Presidente da República. As dez províncias de Moçambique são, por ordem alfabética: 1 - Cabo Delgado 2 - Gaza 3 - Inhambane 4 - Manica 5 - Maputo 6 - Nampula 7 - Niassa 8 - Sofala 9 - Tete 10- Zambézia Até ao momento, foram criados 33 municípios em Moçambique. Moçambique está também dividido em 128 distritos.

13 de setembro de 2008

Moeda Nacional de Moçambique

MOEDA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE A moeda nacional é o Metical. A alteração da moeda é estabelecida por lei, aprovada nos termos do Nº 1 do Artigo 295.

27 de agosto de 2008

Emblema da República de Moçambique

EMBLEMA DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE O emblema da República de Moçambique contém como elementos centrais um livro, uma arma e uma enxada, dispostos em cima do mapa de Moçambique e representando respectivamente: - a educação; - a defesa e vigilância; - o campesinato; - a produção agrícola.

10 de agosto de 2008

Hino Nacional

Lei n.º 13/2002 A Constituição da República define o Hino Nacional como um dos símbolos da República de Moçambique e estabelece que a sua letra e música são adoptadas por lei. Assim, no uso da competência atribuída nos termos do artigo 201 e o do n.º 1 do artigo 135 da Constituição, a Assembleia da República determina: Artigo 1. São aprovadas a letra e a música do hino nacional, «Pátria Amada», cujos poema e partitura vão em anexo e fazem parte integrante da presente Lei. Artigo 2. Compete ao Conselho de Ministros regulamentar as demais condições específicas do uso do hino nacional. Artigo 3. A presente Lei entra imediatamente em vigor. Aprovada pela Assembleia da República, aos 30 de Abril de 2002. O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Joaquim Mulémbwè. Promulgada, em 3 de Maio de 2002. Publique-se. O Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano. PÁTRIA AMADA Na memória de África e do Mundo, Pátria bela dos que ousaram lutar! Moçambique, o teu nome é liberdade, O sol de Junho para sempre brilhará! Moçambique, nossa terra gloriosa! Pedra a pedra construindo o novo dia! Milhões de braços: uma só força! Ó Pátria amada, vamos vencer Povo unido do Rovuma ao Maputo Colhe os frutos do combate pela Paz! Cresce o sonho ondulando na Bandeira E vai lavrando na certeza do amanhã! Flores brotando do chão do teu suor, Pelos montes, pelos rios, pelo mar! Nós juramos por ti, ó Moçambique: Nenhum tirano nos irá escravizar!

Bandeira Nacional

BANDEIRA NACIONAL
A bandeira nacional tem cinco cores: vermelho, verde, preto, amarelo dourado e branco.
As cores representam:
vermelha - resistência secular ao colonialismo, a luta armada de libertação nacional e a defesa da soberania;
verde - as riquezas do solo;
preta - o continente africano;
amarela dourada - as riquezas do subsolo;
branca - a justeza da luta do povo moçambicano e a paz.
De cima para baixo estão dispostas horizontalmente a verde, a preta e a amarela dourada alternadas por faixas brancas.
Do lado esquerdo a vermelha ocupa o triângulo no centro do qual se encontra uma estrela, tendo sobre ela um livro ao qual se sobrepõem uma arma e uma enxada cruzadas.
A estrela simboliza o espírito de solidariedade internacional do povo moçambicano.
O livro, a enxada e a arma simbolizam o estudo, a produção e a defesa.

Território de Moçambique

TERRITÓRIO DE MOÇAMBIQUE
Moçambique é um país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Swazilândia e pelo Zimbabwe.
No Canal de Moçambique, tem várias ilhas, as Comores, Madagáscar, a possessão francesa de Mayotte e o departamento também francês de Reunião e as suas dependências Juan de Nova, Bassas da Índia e Ilha Europa.
A sua área total é de 799.380 Km2.
A metade norte (a norte do rio Zambeze) é um grande planalto, com uma pequena planície costeira bordejada de recifes de coral, e no interior, limita com maciços montanhosos pertencentes ao sistema do Grande Vale do Rift.
A metade sul é caracterizada por uma larga planície costeira de aluvião, coberta por savanas e cortada pelos vales de vários rios, entre os quais o mais importante é o rio Limpopo.
Pontos extremos:
Norte - Foz do Rovuma
Sul - Ponta do Ouro
Este - Ponta da Quitangonha (a sul de Nacala)
Oeste - Zumbo
Elevação máxima - Monte Binga 2.436 m
Elevação mínima - Oceano Índico 0 m
O clima é sub-tropical (de sul para norte), com uma estação chuvosa, quente e húmida de Novembro a Abril, e uma estação seca e fresca de Maio a Outubro.
A parte Sul sofre de secas ciclícas.
Vários rios cruzam o país no seu percurso para o Oceano Índico, em particular o grande Zambeze, assim como os rios Limpopo, Rovuma e Save.
Podem ser distinguidas três zonas em todo o território:
Norte e Centro: tropical húmido, tipo monçónico, com uma estação seca de quatro a seis meses.
Sul: tropical seco, com uma estação seca de seis a nove meses.
Montanhas: clima tropical de altitude.
Maputo é a capital e a maior cidade de Moçambique. Localiza-se no sul do país, na margem ocidental da Baía de Maputo.