11 de fevereiro de 2009

Paulina Chiziane apresenta "Andorinhas" em Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, Portugal

Paulina Chiziane apresenta andorinhas em Correntes d’Escritas Cento e vinte escritores de 15 países, entre eles a moçambicana Paulina Chiziane, reúnem-se a partir de hoje na Póvoa de Varzim, Portugal, para falar de literatura, na 10ª edição das Correntes d'Escritas, encontro literário de expressão ibérica. Ao longo de quatro dias, os temas em debate são retomados de anos anteriores, numa espécie de "edição comemorativa" dos 10 anos de vida, e está previsto o lançamento de 35 livros. Juan José Millás (Espanha), Alvaro Uribe (México), Andrea Blanqué (Uruguai), Antonio Orlando Rodríguez (Cuba), Amílcar Bettega (Brasil), Bruno Serrano (Chile), Héctor Abad Faciolince (Colômbia) e António Mega Ferreira são alguns dos autores estreantes nas Correntes e que vêm apresentar novas obras. Também a participar pela primeira vez, estarão Lêdo Ivo (Brasil), Américo Appiano (Chile), Victor Andresco (Espanha), Joaquim Arena (Cabo Verde), Jorge Arrimar (Angola), Laura Antillano (Venezuela) e os portugueses Alice Vieira, Eugénio Lisboa e Rui Cardoso Martins. Na lista dos "repetentes" encontram-se os portugueses Eduardo Lourenço, Hélder Macedo, Gonçalo M. Tavares, valter hugo mãe, José Luís Peixoto, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão (Portugal), Luís Fernando Veríssimo e Moacyr Scliar (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde), António Sarabia (México) e Santiago Gamboa (Colômbia) são alguns dos escritores estrangeiros participantes em edições anteriores, bem como Ondjaki, Ana Paula Tavares e Manuel Rui (Angola), Carlos Quiroga e José Manuel Fajardo (Espanha), Karla Suarez (Cuba) e o português Onésimo Teotónio Almeida, que estão "acorrentados" há mais tempo, como costumam dizer. Até sábado, estes e outros autores falarão sobre "O Desafio da Folha em Branco", "É Literatura Tudo o que Não é Evidente", "A Rua Faz o Livro" e "A Literatura é o Sentido Último das Coisas", entre outros temas. Na sessão de abertura oficial, esta manhã, serão anunciados os vencedores dos Prémios Casino da Póvoa, Correntes d'Escritas/Papelaria Locus e Conto Infantil Ilustrado Correntes d'Escritas/Porto Editora, que lhes serão entregues no último dia, na sessão de encerramento. À tarde está prevista uma conferência de abertura. Lançadas em 2000 pela Câmara da Póvoa de Varzim e já com uma identidade própria - e este ano com uma imagem renovada pelo atelier Henrique Cayatte - as Correntes promovem visitas dos escritores a escolas básicas e secundárias da Póvoa de Varzim, a terra onde nasceu o célebre escritor Eça de Queirós. Além do lançamento de 35 livros - três dos quais de fotografias tiradas nas nove edições passadas - haverá ainda a apresentação do oitavo número da revista Correntes d'Escritas, inteiramente dedicado ao 10.º aniversário do encontro, e uma Feira do Livro, até sábado. Maputo, Quarta-Feira, 11 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Confirmada criação do movimento nacional: Daviz Simango será candidato à Presidência da República de Moçambique

Confirmada criação do movimento nacional Daviz Simango será candidato à Presidência da República “Já não há recuo porque já há mais de 50 mil assinaturas de todas as províncias do país”, garante Geraldo Carvalho, porta-voz da organização em formação Nacala (Canal de Moçambique) - O Gabinete Candidato Independente à presidência do município da Beira vai hoje anunciar a criação de um movimento sob a liderança do engenheiro Daviz Simango. O facto foi ontem confirmado telefonicamente ao «Canal de Moçambique» pelo porta-voz do grupo, Geraldo Carvalho. Este disse-nos inclusivamente que o líder do movimento “será seguramente candidato à Presidência da República nas eleições do presente ano”. “Daviz Simango não recusou nunca e não vai recusar agora este pedido do povo de todo o país, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo”. “Está decidido. Vamos avançar com um movimento político inspirado em Daviz Simango. Já não há recuo. E ele vai ser candidato à Presidência da República já este ano”, disse-nos Geral Carvalho. Carvalho disse ainda que a decisão foi tomada esta segunda-feira pelo gabinete que apoiou Daviz Simango a candidatar-se à sua reeleição como edil da Beira. Ainda segundo Carvalho, porta-voz do Gabinete, a decisão final com o sentido de se avançar foi tomada dia 09 de Fevereiro, segunda-feira, “depois de auscultadas as brigadas que se deslocaram a todo o país” para aferir a disponibilidade em cada província para se avançar com a criação de um Movimento para concorrer aos próximos pleitos provinciais e gerais – legislativos e presidenciais agendados para este ano. De acordo com Geraldo Carvalho “já não há recuo”. Diz ele que foram obtidas “mais de cinquenta mil assinaturas no total de todas as províncias” para se avançar com a criação do movimento que se pretende venha a ser liderado por Daviz Simango. E “também está decidido que Daviz Simango será candidato já este ano às presidenciais”. Para formalização de partidos a lei exige apenas cem assinaturas de cidadãos, por província. “Já há fichas de assinaturas. Entre cinquenta mil a sessenta mil”, diz Carvalho. Quanto à designação que poderá vir a ter o movimento em formação Geraldo Carvalho disse-nos que há três nomes na mesa e três símbolos, mas que a decisão final caberá à Conferência Constitutiva do Movimento, a realizar-se nos próximos dias na “região centro do país”. Carvalho assegurou que vão ser tomados em consideração todos os aspectos legais para que o movimento se concretize e não fique em causa a continuidade da governação do município da Beira pelo recém empossado edil, Daviz Simango. O porta-voz do movimento deu-nos a conhecer que há três nomes na mesa para se vir a designar o movimento: REDEMO (Revolução Democrática de Moçambique), MODEMO (Movimento Democrático de Moçambique) e ainda a mesma designação mas com a sigla MDM. Existiu e ainda poderá vir a estar em cima da mesa a hipótese de se designar por FREDEMO (Frente Democrática de Moçambique). “São os nomes que vão estar na mesa da Conferência Constitutiva do Movimento e só depois se saberá em definitivo e oficialmente”. “Mas já não há recuo. Vai mesmo haver um movimento para concorrer às próximas eleições provinciais e gerais”. “Nós temos agora a missão de convencer em definitivo Daviz Simango a avançar mas temos a certeza de que ele não vai recusar pois já estamos a colocar-nos no lugar de milhares de moçambicanos de todo o país que querem que o movimento vá para a frente e tudo isto aconteça.” “Agora a candidatura já nada tem a ver com a Beira ou a província de Sofala. Já é um movimento nacional”. Mas o engenheiro Simango já aceitou?, perguntámos. “Daviz Simango jamais recusará um pedido nosso mais a mais agora que é já um pedido do povo a nível nacional”, concluiu Geraldo Carvalho um antigo oficial superior e activo guerrilheiro da RENAMO durante a guerra pela democratização do país. (Fernando Veloso) 2009-02-11

9 de fevereiro de 2009

Portugal: Malangatana homenageia Eduardo Mondlane na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Malangatana homenageia Mondlane em Coimbra Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana estão expostas desde sábado na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, em Portugal, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos. A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se “Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze” e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra - Departamento de Cultura, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição podem ser apreciadas 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado “o maior embaixador da cultura moçambicana”. Segundo o vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural. Uma das telas expostas é a obra “O Julgamento dos Militares da 4ª Região da Frente de Libertação de Moçambique”, datada de 1966, da colecção individual do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa, Almeida Santos. Maputo, Segunda-Feira, 9 de Fevereiro de 2009:: Notícias

7 de fevereiro de 2009

Ucanhe: Uma tradição moçambicana que a natureza encurta

UCANHE: Uma tradição que a natureza encurta Janeiro e Fevereiro são os meses mais aguardados pelos apreciadores do ucanhe, a bebida tradicional feita do canhu. É frequente ver-se autênticas romarias sobretudo a áreas rurais e peri-urbanas de Maputo e Gaza, as províncias em que abundam os canhoeiros, tudo para se degustar e consumir uma bebida apetecível e breve. Depois da produção, o consumo do ucanhe obedece a certas formalidades, incluindo a “inauguração da época”, momento em que os apreciadores da bebida juntam-se em determinada comunidade, regra geral em casa de uma autoridade local. Rituais simples, como o “kuphahla”, precedem a partilha da mágica bebida pelos presentes.
Este ano, em Maputo, a abertura da “época do canhu” teve sábado lugar em Xitevele, no distrito de Boane, numa cerimónia em que também participou o Presidente Armando Guebuza. Num ambiente despido de formalismo, o chefe de Estado e alguns ministros, diplomatas estrangeiros em serviço no nosso país e outras individualidades juntaram-se à população de Xitevele e de regiões circunvizinhas, mobilizadas para esta festa. Em tempo de festa – porque a época do canhu é breve – não vai para além das seis/oito semanas –, o Presidente Guebuza saudou a tradição, “porque é nossa cultura”. Entretanto, algumas das dificuldades com que se batem os moçambicanos não se devem apenas à falta de trabalho. É por isso que no momento do “kuphahla” a autoridade local Xavier Matola, ladeado do Presidente Guebuza, pediu aos antepassados chuva, paz e prosperidade. Guebuza – apesar de ter sublinhado quando falava às centenas de pessoas que a que se juntou naquela localidade que “hoje não é dia de discursos” – fez questão de incitar os presentes ao trabalho. “É bom estarmos aqui a desfrutar da nossa cultura, mas para que esta alegria seja repetida todos os anos devemos cultivar os nossos valores de povo lutar para vencermos os obstáculos com que nos deparamos hoje. A pobreza é um desses obstáculos e temos, todos nós, que lutar para vence-la”, disse o Presidente. A “época do canhu” junta centenas de pessoas em várias outras comunidades de Maputo e Gaza onde abundam os canhoeiros. Abundam canhoeiros e abunda a bebida, como foi possível ver-se em Marracuene, na segunda-feira, data em que se assinalava o 114º aniversário da batalha ali ocorrida em finais do século XIX opondo chefes guerreiros locais às tropas invasoras portuguesas, ora em campanhas militares para a ocupação de Moçambique. Enquanto jorrar o ucanhe, continuar-se-á a ver as procissões de gente que parte sobretudo do meio urbano, que representa um certo poderio material sobre aqueles a quem se vai juntar, nas pobres zonas rurais em que se fabrica a bebida. Essas romarias acabam sendo a única época em que se juntam a gente do meio urbano – que no seu meio se deleita consumindo whisky, vinho, cerveja..., comendo o que simplesmente lhe apetece – e a do rural, mais habituadas a partilhar consigo mesma as frustrações pela falta do que comer, porque as lavouras viram apenas histórias para contar, já que de resultado prático nada trazem devido às adversidades climatéricas com que se debatem nos últimos anos os nossos camponeses. Quando a época passar, ficarão as recordações do dia ou do fim-de-semana em que uns foram ao campo beber ucanhe. E que outros, os que lá habitam, o degustaram aos potes e por dias a fio. Mas antes que a época passe mesmo à memória, porque presente, é necessário que não se esqueça que, tal como o canhu, os cereais, os tubérculos e os legumes são colhidos. A diferença é que a estes se deve semear, depois de se trabalhar a terra – num trabalho que deve ser diário, mesmo na época do canhu. Este é uma espécie de dádiva divina, que vem sempre em Janeiro e Fevereiro, independentemente da lavoura ou das condições atmosféricas. Gil Filipe
Maputo, Quarta-Feira, 4 de Fevereiro de 2009:: Notícias

5 de fevereiro de 2009

Festival da Marrabenta: Banda "Djambo 70" polariza atenções em Marracuene

“Djambo 70” polariza atenções em Marracuene A vila de Marracuene foi pequena para acolher o espectáculo de segunda edição do festival da Marrabenta que movimentou mais de 20 artistas nacionais. Mas a grande novidade para este show da marabenta foi a presença em peso da banda Djambu 70. Este agrupamento que fez sucesso no passado e que andou retirado dos palcos, surpreendeu a tudo e todos, nesse seu grande regresso aos palcos. É mesmo caso para dizer que o grupo está em forma. No palco de Marracuene onde se celebrava o Gwaza Muthine, o Djambo 70 teve uma exibição briosa e, por isso, aplaudida efusivamente pelo grande público que ali acorreu. Para além da banda Djambu actuou o conjunto Vuthu Gaza de Xidiminguana, Galtons, Alberto Mutcheca, Dilon Ndjindji, Alberto Mhula (Manjacaziano) o conjunto Estrela de Marracuene de Dilon Ndjindji. Nessa festa, o entretenimento falou mais alto, ao som da marrabenta que era o ritmo de celebração. Este festival organizado pela Logaritmo tem como objectivo fazer uma homenagem aos artistas de música marrabenta que ao longo dos anos fizeram deste género musical a sua bandeira. A ideia é que se reavivam os grande momentos que se assinalaram um pouco por todo o país. Ontem, o Festival da Marrabenta escalou o Centro Cultural de Matalane do pintor Malangatana Valente Ngwenha. António Marcos “Maengane” entrevistado ontem pelo “Notícias”, refere que esta é uma iniciativa que deve ser incentivada e acarinhada por todos. “Este festival é como se se tratasse de água benta. Água sagrada, que consagra e faz bem a todos”, filosofou. Neste momento, segundo conta “Maengane” há um grande interesse por parte dos artistas jovens. Muitos talentos aproximam-nos e querem aprender a tocar a nossa marrabenta. Isso é muito bom. Para a preservação dos nossos ritmos”. Neste momento, quase todos os participantes vêem neste festival um grande impulso para a auto-estima daquilo que é nosso. Com efeito, no sábado, dia 7 do corrente, a caravana do Festival da Marrabenta escala a vila de Chibuto, dando ponto final ao evento que arrancou a 30 de Janeiro no Centro Cultural Franco-Mocambicano. Maputo, Quarta-Feira, 4 de Fevereiro de 2009:: Notícias

4 de fevereiro de 2009

Ler (José Craveirinha) uma belíssima poesia nossa irmã (Isabel Pires de Lima)

Ler (José Craveirinha) uma belíssima poesia nossa irmã Isabel Pires de Lima José Craveirinha, poeta moçambicano recentemente falecido, aos 80 anos, é uma das vozes fundadoras da literatura moçambicana. Xigubo(1964) foi o seu primeiro livro, logo apreendido pela PIDE, ao qual se seguiram muitos outros de que se destaca Karingana ua Karingana, Cela 1, Maria. Muito premiado nacional e internacionalmente (prémio Camões em 1991), foi um embaixador da literatura moçambicana no mundo. A sua poesia canta a revolta, a raiva, o amor, a solidariedade e faz a denúncia frontal da injustiça social e racial, como testemunham estes versos do poema “Grito negro”: Eu sou carvão. Tenho que arder Queimar tudo com o fogo da minha Combustão. Sim! Eu sou o teu carvão, patrão. E canta um ideal de mestiçagem harmoniosa, que de resto o marca biologicamente, filho que foi de pai algarvio branco e de mãe ronga negra, mestiçagem cultural espelhada no poema, “A fraternidade das palavras”, que termina assim : E eis que num espasmo de harmonia como todas as coisas palavras rongas e algarvias ganguissam neste satanhoco papel e recombinam em poema. Craveirinha foi um apaixonado pela língua portuguesa que cultivou com exaustivo trabalho e que aprendeu a amar pelos lábios desse pai algarvio, colono pobre, cuja voz grave relembra “recitando Guerra Junqueiro ou Antero”, a quem ele dedicou um extraordinário poema intitulado “Ao meu belo pai ex-emigrante”, no qual garante: (...) não esqueço meu antigo português puro que me geraste no ventre de uma tombasana eu mais um novo moçambicano semiclaro para não ser igual a um branco qualquer e seminegro para jamais renegar um glóbulo que seja dos Zambezes do meu sangue. Perdemos, moçambicanos e portugueses, um grande poeta de língua portuguesa. Sugiro a leitura da sua poesia, que está publicada entre nós pela Editorial Caminho, e garanto que terão a confirmação dos seguintes versos seus: Amigos: as palavras mesmo estranhas se têm música verdadeira só precisam de quem as toque ao mesmo ritmo para serem irmãs. Descobrirão ou redescobrirão, os que já o leram, uma belíssima poesia nossa irmã. Acção Socialista - 9/4/2003

3 de fevereiro de 2009

Colecção de fósseis exposta no Museu Nacional de Geologia, em Maputo

Colecção de fósseis exposta no museu Diversas peças de pintura e uma colecção de fósseis estarão em exposição permanente a partir desta quinta-feira no Museu Nacional de Geologia, em Maputo, mostra que visa potenciar a função educativa das várias camadas sociais da sociedade por parte destas instituições públicas. Esta exibição das peças de pintura e dos fósseis de organismos figura como mais uma actividade inserida nas comemorações do ano internacional do planeta terra, que se celebram neste 2009. Fontes da organização acreditam que o evento produzirá efeitos positivos na promoção do turismo nacional na medida em que o museu constitui um pólo de atracção para indivíduos locais e estrangeiros em viagens de lazer e interessados em adquirir conhecimento sobre as riquezas naturais do país, principalmente as geológicas. Maputo, Terça-Feira, 3 de Fevereiro de 2009:: Notícias

2 de fevereiro de 2009

O "jet-set" moçambicano (Mia Couto)

Canal de Opinião, por Mia Couto O "jet-set" moçambicano Maputo (Canal de Moçambique) - Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça. No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set". O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais. O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética: Anéis - São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça*, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada. Boas maneiras - Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém, já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha**, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda. Cabelo - O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses vídeo-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos. De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto. Cerveja - A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado "educadinha". Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo. Chapéu - É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu, ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o chapéu de cowboy, à la Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põem o planeta na ordem. Na sua ordem. Cultura - O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uísque. A única música que escuta são umas "rapadas e hip-hopadas" que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se. Carros - O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instrumento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes. Fatos - Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair. Óculos escuros - Essenciais, haja ou não haja claridade. O style - ou em português, o estilo - assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade. Simplicidade - A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros. Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê? Telemóvel - Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise de Beethoven, a Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo. Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros, na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo! (Mia Couto) 2009-02-02

31 de janeiro de 2009

Moçambique sai do chão E vai no porão... (Gorwane, Xtaca Zero e Gprofam)

A letra pertence ao escritor Mia Couto, a musica foi feita pelos Gorwane, Xtaca Zero e Gprofam, sendo o video da autoria de Pipaz Forjaz.(with English below) Moçambique sai do chão E vai no porão ... Moçambique sai do chão E vai no porão Caiu a sombra, tombou no chão Fica um buraco no pé da nação Lá vai a tábua de um caixão O morto é a floresta de uma nação Toda a riqueza para exportação Não fica nada para nós, não, não Não fica nada para nós, não, não Já está mais que na hora, põe a mão na cabeça E vê agora como a terra chora A moto-serra, serra, serra Rouba o verde, numa outra guerra Lá vai a umbila Lá foi o cimbirre Caiu a chanfuta Caiu pau-preto E voa a mssassa Voou a mbaúa Quem canta agora É a moto-serra Quem canta agora é a moto-serra Parando a árvore, despindo a terra Roubando o verde, numa outra guerra Quen toca agora é a moto-serra A música que agora toca no mato Não é xigubo, makwaiela, nem campo adubado Não é enxada, não, não, não Não é nem fumo de xitimela, my brother Oh Papá, oh Titio Corta aqui, mas depois planta ali, Oh! Oh Papá, oh Vôvô Corta aqui, mas depois planta ali, Oh! A música, agora, não é a canção É o simples ronco do camião Lá vai o tronco, lá vai a madeira Lá vai a riqueza sem algibeira _________ Mozambique is being uprooted And stored in the hold of a ship A shadow has fallen on the ground A hole is opened at the nation's feet There go the planks of a coffin The dead is the nation's forest All the wealth is being exported Nothing is left for us, no, no Nothing is left for us, no, no Now it is time, put your hands on your head And see how the land cries The chainsaw cuts, cuts ,cuts Stealing the green in yet another war There goes the umbila There went the cimbirre The chanfuta has fallen The ebony has fallen The mssassa is flying The mbaúa has flown Who sings now Is the chainsaw Who sings now is the chainsaw Raping the trees, undressing the land Stealing the green, in yet another war Who sings now is the chainsaw The song played in the bush now Is not xigubo, makwaiela, or fertilized land It is not a hoe, no, no It is not the smoke of a train my brother Oh father, oh Uncle Cut here, but then plant there, Oh! Oh father, oh grandma Cut here, but then plant there, Oh! The music now is not a song It is the simple roar of a truck There go the logs, there goes the timber There goes the wealth without a pocket.

Pudim de Peixe (Moçambique)

Pudim de Peixe Ingredientes: 5 tomates escaldados pelados 3 cebolas picadas 2 dentes de alho esmagados sal ao gosto 1/2 limão 1/2 Peixe serra cozido, desfiado, e sem espinhas (quantidade: metade da quantidade do peixe em pão) 1 pão de forma sem côdea (aos pedaços) Salsa Preparação: Tempera-se o peixe já cozido e desfiado, com alho esmagado, sal e limão. Faz-se um refogado com azeite, 1 dente de alho, cebola e tomate. Quando o refogado estiver bem apurado mete-se o peixe desfiado lá dentro dentro, mexendo sempre sem parar. Mergulha-se os pedaços de miolo de pão, na água que cozeu o peixe, e espremesse até ficar seco. Depois do peixe estar envolvido no refogado, mete-se o miolo do pão aos pedaços, e continua-se a mexer até ficar uma papa, não muito mole. Deixa-se cozer a apurar durante uns 20 minutos. Acrescentado a água do peixe se necessário para não secar. Adiciona-se salsa a gosto. Em seguida unta-se um pirex alto com manteiga, e põe-se o pudim dentro do pirex. Polvilha-se com pão ralado por cima, e mete-se no forno a 180 graus, até a parte de cima corar e ficar um pouco rija. Acompanhe com batatas fritas ou legumes.

Peixe à Lumbo (Moçambique)

Peixe à Lumbo Ingredientes: 2 pimentos verdes 2 pimentos vermelhos 1 kg de peixe (pargo ou goraz etc.) 5 dl de leite de coco 1 ramo de coentros 3 cebolas 5 tomates piripiri q.b. 500 grs de miolo de camarão sal q.b. Preparação: Depois do peixe arranjado, corta-se às postas e salpica-se com um pouco de sal. Picam-se todos os legumes bem picadinhos, rega-se com o azeite e tempera-se com sal. Reserve. Num tacho coloca-se metade desta mistura. Por cima põem-se as postas de peixe e o miolo de camarão. Cobre-se com a restante mistura. Adiciona-se o leite de coco. Tapa-se o tacho e leva-se ao lume muito brando para cozer, o que leva +- 30 minutos. Convém verificar. Depois de pronto serve-se acompanhado de arroz.

Papas de Mandioca (Moçambique)

Papas de Mandioca Ingredientes: 3 tomates maduros 1 colher de sopa de manteiga 2 cebolas 1 raminho de salsa 1 dl de óleo 2 dentes de alho 150 grs de farinha de mandioca +- 4 dl de caldo de peixe sal q.b. Preparação: Leva-se um tacho ao lume com o óleo, as cebolas e os dentes de alho picados a alourar. Juntam-se os tomates sem peles nem sementes e a salsa picada. Deixa-se cozer o tomate até se desfazer. Adiciona-se um pouco de caldo de peixe e a mandioca também, desfeita num pouco de caldo. Mexe-se muito bem com uma colher de pau para não fazer grumos e deixa-se cozer cerca de 10 minutos em lume brando. Depois de cozido retira-se do lume e junta-se a manteiga. Misture. Deve ficar consistente. É um bom acompanhamento para peixes etc.

Mimini (Moçambique)

Mimini Ingredientes: leite de coco q.b. 1 cebola 3 tomates 0,5 dl de azeite ou óleo sal q.b. piripiri q.b. 600 grs de mandioca 700 grs de garoupa cortada às postas Preparação: Tempera-se o peixe com sal depois de arranjado e cortado às postas. Fica a tomar gosto cerca de 30 minutos. Frita-se o peixe. Reserve. Leva-se um tacho com a cebola picada, o óleo e o tomate sem peles nem sementes a refogar. Descasca-se a mandioca e corta-se aos palitos, que se põe no refogado depois de lavada. Tempera-se com sal e piripiri. Adiciona-se o leite de coco suficiente para cobrir. Deixe levantar fervura, juntam-se as postas de peixe frito e ferve-se até a mandioca estar cozida.

Matapa de Abóbora (Moçambique)

Matapa de Abóbora Ingredientes: 200 grs de amendoim descascado e pisado 1 cebola picada 700 grs de camarões cozidos e descascados 700 grs de folhas de abóbora 2 dl de leite de coco 2 tomates maduros piripiri q.b. sal q.b. Preparação: Em primeiro lugar cortam-se as folhas de abóbora como se fosse para caldo verde, mas mais grossas. Cozem-se em água temperada com sal e depois de cozidas deixa-se a escorrer num passador. Leva-se um tacho ao lume com o óleo e a cebola picada a alourar. Junta-se o tomate sem peles nem sementes e deixa-se cozer até desfazer-se. Adicionam-se a este refogado as folhas de abóbora escorridas. Juntam-se o leite de coco, os camarões cozidos e descascados e o amendoim pisado e desfeito em um pouco de água. Tempere com sal e gindungo. Leve novamente ao lume para apurar. Sirva acompanhado com Chima de Arroz (ver receita) ou arroz branco. Nota: Caso não encontre folhas de abóbora pode confeccionar este prato com espinafres ou couve, embora eu goste mais com folhas de abóbora.

Mandioca com Miudezas (Moçambique)

Mandioca com Miudezas Ingredientes: 1 kg de mandioca limpa das cascas e raízes 6 tomates pelados e sem sementes 2 cebolas 1 colher de sopa de rajá, (pó de caril) 500g. de miudezas de galinha 2 dentes de alhos 6 colheres de sopa de azeite 200 g. de grão de bico cozido Preparação: Num tacho ferve-se agua com um pouco de sal, a mandioca e o grão de bico até ficar tudo cozido, deita-se a agua da cozedura fora, deixando a mandioca e os grãos em repouso. Refoga-se o tomate, a cebola, o alho, no azeite durante 2 minutos. Em seguida junta-se o rajá e as miudezas. Apurada a cozedura das miudezas junta-se por fim a mandioca e os grão de bico. serve-se numa travessa, enfeitando com azeitonas pretas sem caroços. Sirva como acompanhamento uma salada de pepinos e cenouras.

Galinha com Manga (Moçambique)

Galinha com Manga Ingredientes: 1 galinha 1 cebola 3,5 dl de leite completo 3 dentes de alho 250 grs de polpa de manga cortada aos bocados piripiri q.b. sal q.b. 1 dl de azeite Preparação: Num tacho leva-se ao lume a refogar o azeite, a galinha cortada aos bocados, a cebola e os dentes de alho picados. Quando a galinha perder a cor de crua, adiciona-se o leite e os bocados de manga. Tempera-se com piripiri e sal. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer. Sirva acompanhada com arroz.

Frango Cafrial à Zambeziana (Moçambique)

Frango Cafrial à Zambeziana Ingredientes: 1 frango médio 1 coco ralado 8 dentes de alho 1 folha de louro sal q.b. Preparação: Limpe bem o frango e deixe escorrer num passador. Rale o coco para dentro de uma bacia plástica e, depois de ralado deite meia chávena de chá de água quente e meia de água fria, mexa muito bem com as mão até ficar um leite mais ao menos cremoso, deixe arrefecer, enquanto pila-se o alho e o sal. Para temperar o frango, ponha-o num tabuleiro e tempere com o preparado e a folha de louro. Uns minutos depois deite meia quantidade do leite do coco e fica a marinar por meia hora. À parte, numa tijelinha junte o resto do leite de coco e um pouco de azeite. Este frango é assado na brasa e de vez em quando, com uma pena de galinha vá borrifando o preparado de leite e azeite sobre o frango até estar pronto para servir. Nota: O preparado de leite de coco e azeite é para que na altura de assar o frango na brasa a pele fique mais estaladiça.

Frango com Amendoim (Moçambique)

Frango com Amendoim Ingredientes: 1 frango 2 dentes de alho sal q.b. piripiri 1 dl de óleo 1 cebola grande 500 grs de amendoim sem sal +- 1 litro de água quente Preparação: Pisa-se muito bem o amendoim no almofariz até ficar em pasta. Junta-se a água a ferver, mexe-se bem e passa-se por um passador de rede fina. Leva-se ao lume num tacho o óleo, a cebola e o alho picados. Deixa-se alourar. Põe-se o frango cortado aos bocados e deixa-se tomar gosto por 2 minutos. Adiciona-se a água do amendoim. Tempera-se com piripiri, sal e pimenta. Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar durante +- 30 minutos. Sirva acompanhado de arroz branco solto.

Cuscuz de Moçambique (Moçambique)

Cuscuz de Moçambique Ingredientes: 1 chávena de açúcar 1 chávena de leite 2 chávenas de farinha de trigo 2 chávenas de farinha de milho 1 colher de sopa de manteiga 1 colher de sopa de canela 1 colher de sopa de fermento 2 ovos Preparação: Batem-se os ovos com o açúcar e depois junta-se a manteiga. Bate-se até ficar cremoso. Depois juntam-se as farinhas (de trigo e de milho), o fermento, a canela e o leite. Depois de tudo preparado, verte-se a mistura numa forma untada com muita manteiga e leva-se ao forno a cozer.

Chima de Arroz (Moçambique)

Chima de Arroz Ingredientes: 4 dl de leite de coco 500 grs de farinha de arroz sal q.b. Preparação: Leve o leite de coco num tacho a ferver. Assim que levantar fervura junta-se a farinha de arroz em chuva, mexendo sempre com a colher de pau para não ganhar grumos. Deixe cozer e tempera-se com sal. Esta chima deve ficar consistente. Depois de pronta põe-se numa travessa passada por água fria. É um bom acomapnhamento para carnes, peixes etc.