27 de abril de 2009

Jushua Manhiça: O punk da baixa de Maputo - Estilo "Ao Lado"

Jushua: O punk da baixa Este penteado chama-se ‘Ao Lado’ e para entender a razão do nome basta olhar para ele. Este é rápido. Demorou só 25 minutos. A armação é feita com gel e gold que é um produto para colar o cabelo. "Às vezes o gajo [cabelo] inclina-se e tem de se acertar. Dá maningue trabalho. A tinta chama-se colour. As tintas compro com o dinheiro que me dão quando me tiram fotografias." Foto@Cristôvão Araújo

Maputo: Exposição de fotografia "Dança – 30 anos depois"

Exposição de fotografia "Dança – 30 anos depois" No âmbito das comemorações do 30º aniversário da Companhia Nacional de Canto e Dança estará patente, na Galeria do Instituto Camões, entre 29 de Abril e 22 de Maio, uma exposição de fotografia de Pedro Sá da Bandeira intitulada “Dança – 30 anos depois”, uma iniciativa que contou com o apoio do Instituto Camões e da Companhia Nacional de Canto e Dança. Pedro Sá da Bandeira nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1970. É repórter fotográfico. A sua formação profissional inclui os cursos de fotojornalismo (CENJOR, Lisboa, Portugal), Médio e Grande Formato e de Iluminação Fotográfica (Washington School of Fotography, Washington D.C., EUA), entre outros. Iniciou a sua experiência profissional na área da fotografia como Assistente de Fotógrafo no “Estúdio Tempo de Pose” em Lisboa, Portugal, em 1994. Em 1996 começa a sua actividade como fotojornalista no jornal desportivo português Record, onde permanece seis anos a cobrir a actualidade desportiva portuguesa e europeia. Em 2002 muda-se para Washington D.C., onde colabora com o jornal The Hill dedicado à cobertura exclusiva da actividade do Congresso Americano. Em Outubro de 2006 vem viver em Maputo, onde inicia uma colaboração com a Agência Portuguesa de Notícias Lusa, até hoje. Pedro Sá da Bandeira tem participado em várias exposições colectivas, sendo esta a sua terceira individual e a segunda em Maputo. A sua primeira exposição individual foi em 1995, em Campo Maior, sobre esta vila raiana portuguesa. Sapo MZ, 27 de Abril de 2009

Jushua Manhiça: O punk da Baixa de Maputo - Estilo/Penteado - "Ao Lado"

CPLP cria Parlamento: Cerimónia de constituição em S. Tomé e Principe

Cerimónia de constituição em S. Tomé e Principe CPLP cria Parlamento O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, afirmou ontem, em S. Tomé, que Angola vai continuar a trabalhar para o reforço das relações inter-parlamentares entre os Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de modo a assegurar uma boa governação e uma gestão transparente da coisa pública nos respectivos países. Em breves declarações à imprensa, depois do desembarque no Aeroporto Internacional de S. Tomé, o líder parlamentar angolano manifestou o seu optimismo quanto ao sucesso dos trabalhos da Assembleia Parlamentar da CPLP, que é constituída a partir de hoje. Para Fernando da Piedade Dias dos Santos, a Assembleia Parlamentar da CPLP é um facto de grande relevância histórica para S. Tomé e Príncipe, que acolhe a reunião constitutiva, e para todos os povos dos oito países que têm o português como língua oficial, na medida em que marca a presença directa dos representantes eleitos do povo nas estruturas da CPLP. Um espaço de concertação Para participar na Assembleia Parlamentar da CPLP encontram-se desde quinta-feira em São Tomé os deputados Paulo Teixeira Jorge, João Melo, Cristóvão da Cunha e Cesaltina Major. A Assembleia Parlamentar, que vai reunir os parlamentos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste, marca a concretização de um sonho dos pares lusófonos, que se arrasta desde 1998. A necessidade da criação de um espaço de concertação e diálogo entre os parlamentos lusófonos surgiu após a Declaração Constitutiva da CPLP, em Julho de 1996, mas o primeiro passo, nesse sentido, só foi dado dois anos depois, com a constituição e realização do primeiro Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (FPLP), em Lisboa. Desde então, foi-se acentuando, nas diversas reuniões do Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa, a ideia da criação de um parlamento da lusofonia, integrado na estrutura orgânica da CPLP – facto que é formalizado neste encontro de S. Tomé e Príncipe, cujos trabalhos arrancam esta manhã nas instalações da Assembleia Nacional. A delegação parlamentar angolana vai propor a inclusão da Rede das Mulheres Parlamentares nos estatutos da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta posição foi avançada sábado pela deputada Cesaltina Major, presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional de Angola e membro da delegação angolana à sessão constitutiva da Assembleia Parlamentar da CPLP. Além do líder parlamentar angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, chegaram ontem a S. Tomé o presidente da Assembleia da República Portuguesa, Jaime Gama, e o secretário executivo da CPLP, o guineense Manuel Simão Pereira. Também já se encontram na capital santomense as delegações parlamentares de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e de Timor-Leste. A delegação do Brasil é aguardada esta manhã, antes do início dos trabalhos da primeira Assembleia Parlamentar da Comunidade de Língua Portuguesa. Guilhermino Alberto enviado a S. Tomé Jornal de Angola, 27 de Abril de 2009

Jushua Manhiça: O punk da Baixa de Maputo - Estilo/Penteado "Bispo"

O punk da Baixa - Estilo/Penteado - Bispo Estilo/Penteado – Bispo “Sou o Jushua Manhiça, tenho 29 anos e sou da província de Gaza. Não me esqueço daquela noite em que eu, o meu avô, os meus irmãos e os meus primos, regressávamos do mato e uma cobra mordeu-me a perna direita. Depois, para além da forte chuva, da ventania e dos relâmpagos que cruzavam o céu, não me lembro de muito mais. Era muito pequeno. Devia ter para aí oito anos. Era ainda o tempo dos bandidos armados [Renamo/guerra civil]. Depois, antes que eu desaparecesse, fizeram desaparecer a minha perna." "Em 1996 vim para Maputo. Há muito anos que passo o dia todo aqui, na Baixa. Chego por volta das oito e nunca regresso a casa antes das 17,00 horas. Todos me conhecem. Guardo carros, tenho amigos que me ajudam, os turistas também me dão qualquer coisa quando me fotografam. Mas atenção: cada style tem o seu valor. Faço esta cena dos penteados porque gosto. Faço isto [o penteado] sozinho em casa logo que acordo por volta das quatro da madrugada." "Às vezes demoro muito tempo e não me despacho do espelho antes das seis horas. É preciso ter muita paciência. Muitas vezes o cabelo está grande demais e não sai como eu quero. Agora, por exemplo, já sinto que devia cortar. Este penteado chama-se Bispo, porque faz lembrar o chapéu de um bispo [mitra]. Demorou cerca de 45 minutos a ser feito.” . A armação é feita com gel e gold que é um produto para colar o cabelo. "Às vezes o gajo [cabelo] inclina-se e tem de se acertar. Dá maningue trabalho. A tinta chama-se colour. As tintas compro com o dinheiro que me dão quando me tiram fotografias. Agora estou para assinar um contracto com umas pessoas de uma revista brasileira. Vamos ver o que dá.” Cristóvão Vaz SapoMZ, 27 de Abril de 2009

26 de abril de 2009

CPLP: Fernando da Piedade chega a São Tomé para acto constitutivo do Parlamento

CPLP Fernando da Piedade chega a São Tomé para acto constitutivo do Parlamento São Tomé (Do enviado especial) – O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, chegou hoje a São Tome, onde vai participar segunda e terça-feira na primeira sessão constitutiva da Assembleia Parlamentar (Parlamento) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O líder parlamentar angolano escalou o aeroporto internacional de São Tomé às 16:50 locais (17:50 em Angola), tendo recebido cumprimentos de boas vindas do vice-presidente da Assembleia Nacional são-tomense, Jaime Costa, com quem trocou breves impressões antes de seguir em caravana automóvel para hospedagem. Em breves declarações à imprensa no aeroporto, Fernando da Piedade manifestou-se optimista quanto ao sucesso da reunião, destacando que ela culminará, efectivamente, com a institucionalização do Parlamento da CPLP. Para o líder parlamentar angolano, o mais importante depois da constituição do Parlamento da CPLP é que cada país membro contribua para a melhoria das relações inter-parlamentares e influencie no sentido de se garantir uma boa governação, assente na transparência, visando melhorar as condições de vida das populações da comunidade. A institucionalização da Assembleia Parlamentar da CPLP, formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, marcará a concretização de um sonho dos pares lusófonos, que se arrasta desde 1998, de criarem na estrutura da organização comunitária um espaço de concertação e diálogo entre os parlamentos respectivos. A abertura solene da I Assembleia Parlamentar da CPLP acontece ás 11:30 locais de segunda-feira (12:30 em Angola) e será marcada por discursos do presidente do Parlamento de São Tome, Francisco Silva, do secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, e do presidente do Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (FPLP) e presidente interino da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Manuel Serifo Nhadjo. Os trabalhos retomam no período da tarde, com a apresentação, pela Assembleia Nacional de São Tome e Príncipe, das propostas de estatutos e de regimento da Assembleia Parlamentar da CPLP. Entretanto, a cerimónia será antecedida da reunião da Rede de Mulheres Parlamentares do Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (FPLP) e de um encontro dos secretários-gerais dos Parlamentos lusófonos. Ainda a anteceder o evento, haverá um encontro do presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe com os seus homólogos, bem como uma conferência dos presidentes dos parlamentos de Língua Portuguesa, durante a qual se vai aprovar o projecto de agenda da mesma, se fará uma breve reflexão sobre a I Assembleia Parlamentar e se homologará o seu projecto da ordem do dia. Terça-feira estará reservado à apreciação do relatório de actividades do VI FPLP, realizado nos dias 13 e 14 de Setembro de 2007, na Guiné-Bissau, e à eleição do presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP, bem como de dois secretários da mesa. Informações sobre a cidadania e circulação na CPLP, o desenvolvimento das actividades do Instituto Internacional de Língua portuguesa, a Rede de Mulheres Parlamentares e a situação politica dos países membros consumirão a agenda matinal do evento. O período da tarde de terça-feira será dedicado à apresentação e debate dos temas “Cimeira Europa/Africa: Resultados e Desafios” e “Democracia e Boa Governação”, seguindo-se-lhes à apreciação do programa de actividades da Assembleia Parlamentar para o biénio 2009/2010 e a cerimónia de encerramento. AngolaPress, 26 de Abril de 2009

Tropical Band: Quem é ela

Teta Lando: Eu vou voltar

Os Incríveis: Giramondo

Exposição fotográfica de Tatiana Macedo, retrata emigrantes em Portugal

Artista plástica, luso-angolana, Tatiana Macedo
Exposição fotográfica retrata emigrantes em Portugal Luanda – Dezenas de fotografias que retratam emigrantes de vários países em Lisboa (Portugal), da artista plástica, luso-angolana, Tatiana Macedo, estão expostas desde, sábado, no hall do Centro Cultural Português, em Luanda, numa mostra denominada “Deslocações”. Os retratos expostos no espaço foram tirados pela artista numa associação de apoio a emigrantes em terras lusas e espelham os momentos em que os emigrantes se deslocam a organização para resolverem os seus problemas. Em declarações à imprensa, Tatiana Macedo, mostrou-se satisfeita pela oportunidade concedida pelo Centro Cultural Português para expor as suas fotografias, que também já foram expostas noutros países. Na ocasião, frisou que gostou do empenho e da originalidade dos trabalhos apresentados pelos artistas plásticos angolanos no seminário de fotografia por si orientado, denominado “Retrato Contemporâneo” que decorreu de 15 a 20 de Abril, no Instituto Camões. Por sua vez, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse ter ficado com boa impressão da exposição, visto que as fotografias expostas foram feitas por profissionais, que com a qualidade dos retratos demonstraram terem apreendido técnicas novas na acção formativa. Na exposição estão também patentes retratos tirados pelos participantes no seminário. A exposição denominada “Deslocações e Perspectivas Contemporâneas” encerra no dia 22 de Maio. AngolaPress, 26 de Abril de 2009

Namibe: Pinturas rupestres angolanas representadas em livro de arqueólogo francês


Namibe Pinturas rupestres angolanas representadas em livro de arqueólogo francês Namibe - A representação cenográfica das pinturas rupestres de Angola estão agora compiladas numa obra literária de autoria do arqueólogo francês Manuel Gutierrez. Lançada nesta quinta-feira, na cidade do Namibe, a obra “Arte rupestre em Angola”, segundo o autor, representa figuras da estação de Tchitunduhulo-Opeleva e Tchitunduhulo-Mulume, no município do Virei, com gravuras rupestres, na sua maioria com configurações geométricas e animais. Outras figuras da estação rupestre da Macahama-Majole, Kenguelela-1, Vihulo-1 e 2, localizadas no Caraculo, há 60 quilómetros a leste da sede provincial do Namibe, também estão representadas nesta obra do especialista francês. O livro foi editado com a colaboração da embaixada francesa em Angola, Ministério angolano da Cultura e Governo da província do Namibe. Foi publicada em línguas portuguesas e francesa. Possui três capítulos, sendo o primeiro sobre questões históricas, o segundo fala da província do Namibe e o terceiro aborda a interpretação das gravuras. Na pesquisa e localização das grutas que contem essas gravuras, o autor destacou a colaboração de guias da província, autóctones da província, com particular destaque para o sociólogo Gaspar Madeira. Segundo pesquisas recentes, contam-se cerca de 20 estações de pinturas rupestres localizadas na província do Namibe. O Estado angolano e o governo do Namibe comprometeram-se já a preservar e gerir essas áreas à luz da convenção da UNESCO sobre o património cultural e da legislação angolana. Garantir a preservação desses locais, pressupõe o estabelecimento de um conjunto de acções e medidas que visam deter o vandalismo e muitas outras práticas que contribuem para a sua deterioração. Manuel Gutierrez, de nacionalidade francesa, é professor doutor de arqueologia da Universidade de Paris” Panthecon Sorbone”, faz trabalhos de pré-históricos em artes rupestres e autor de várias obras literárias a nível de França. AngolaPress, 25 de Abril de 2009

Cabo Verde: Campo de Tarrafal vai-se transformar num património cultural

Simpósio Cabo Verde: Campo de Tarrafal vai-se transformar num património cultural Luanda – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, anunciou hoje, em Luanda, que o Campo de Concentração de Tarrafal, em Cabo Verde, vai se transformar num espaço cultural e histórico, para perpetuar a memória de todos quantos por aquele local passaram. Rosa Cruz e Silva fez este anúncio à Angop no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” minutos antes da sua partida para aquele país africano, a frente de uma delegação angolana que participará de 29 do corrente mês a 2 de Maio no Simpósio Internacional sobre o Campo de Concentração de Tarrafal, A governante referiu que durante o encontro, um grupo de historiadores angolanos que integram a comitiva governamental vai fazer estudos sobre a temática do evento, nomeadamente, o registo do património e a sua defesa, razão pela qual as autoridades cabo-verdianas pretendem transformá-lo num centro cultural. Com a realização do simpósio, pretende-se valorizar aquele que já é considerado um monumento histórico, pela sua simbologia e que representa um dos patrimónios emblemáticos da história da luta comum dos povos de Angola, Cabo Verde, Portugal e Guiné-Bissau. Angola vai participar no encontro com 48 delegados, 24 dos quais estiveram no Campo de Tarrafal durante a luta de libertação nacional. O evento é organizado pela Fundação Amílcar Cabral, em colaboração com os Ministérios da Cultura de Angola e Cabo Verde. O vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, faz parte da delegação angolana ao certame, para além de outros especialistas. O Campo de Concentração do Tarrafal foi instituído pelo regime fascista português, pela primeira vez, em Abril de 1936, sob o nome de Colónia Penal do Tarrafal/Campo de Trabalho de Chão Bom. A Colónia Penal do Tarrafal ou “campo de morte lenta”, nome por que ficou conhecido por aqueles que lá estiveram, visava aniquilar física e psicologicamente os opositores portugueses ao regime fascista de Salazar, colocando-os longe dos olhares do Mundo, em condições desumanas de cativeiro, maus tratos e insalubridade. Durante os cerca de 18 anos em que funcionou, estiveram no campo 340 presos políticos, muitos dos quais ali morreram. AngolaPress, 26 de Abril de 2009

Holanda: Um dos barcos da "FlowerParade" desfila nas ruas de Sassenheim

A bordo de um jardim Um dos barcos da "FlowerParade" desfila nas ruas de Sassenheim, na Holanda. Foto@EPA/Robin Utrecht

Morreu em Lisboa poeta angolano Tomaz Jorge

Morreu em Lisboa poeta angolano Tomaz Jorge Lisboa, 26 Abr (Lusa) - O poeta angolano Tomaz Jorge morreu no sábado em Lisboa, onde residia há vários anos, vítima de doença prolongada, disse hoje à Agência Lusa fonte da família. Nascido em Luanda, em 1928, integrou em 1950 o movimento literário nacionalista "Vamos Descobrir Angola", ao lado de outros intelectuais como Agostinho Neto, António Jacinto e Viriato da Cruz, motivo que o levou á cadeia várias vezes. Era membro fundador da União de Escritores Angolanos -UEA e publicou o seu primeiro livro de poesia em 1963 "Canção da Esperança", estreia literária, que arrematou em 1995 com uma antologia da sua obra completa, "Talamungongo - 50 Anos de Poesia", a sua herança poética. Lusa, 26 de Abril de 2009

FORAL CPLP - Lisboa, 26 e 27 de Março de 2009

















Ilha da Madeira: Funchal

24 de abril de 2009

Mindelo: A "capital" da ilha de São Vicente (Cabo Verde), comemora nesta terça-feira o 130º aniversário da elevação à cidade

Cabo Verde: "Ter duas línguas oficiais é demasiado para pequeno país", defende Ondina Ferreira

"Ter duas línguas oficiais é demasiado para pequeno país", defende Ondina Ferreira Cidade da Praia, 24 Abr (Lusa) - A escritora e professora cabo-verdiana Ondina Ferreira considera que pode ser "demasiado" para Cabo Verde ter duas línguas oficiais, o Português e o Cabo-Verdiano", um dos temas polémicos da revisão constitucional marcada para este ano. Ondina Ferreira falava, quarta-feira, durante uma conferência realizada pelo Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, oposição) em preparação da revisão da Constituição da República, cuja discussão, prevista para Maio próximo, vai ser adiada para Julho ou Agosto. "Eu tenho dúvidas sobre se não será demasiado para um pequeno país como o nosso ter duas línguas oficiais. Acho que num país com graves carências, como Cabo Verde, passar, por força de lei, a haver duas línguas oficiais pode ser demasiado", explicou. Afirmando que não é contra a oficialização do crioulo, a escritora, que já foi ministra da Cultura e tutela da Comunicação Social durante o governo do MpD (1991/2001) e vice-presidente da Assembleia Nacional, explicou que caso seja tomada a decisão de oficializar, terá de haver "critérios rígidos" no ensino das duas línguas. "Pode ser que, quando tivermos as duas línguas oficiais, possa haver um prejuízo do ensino do Português. Acho que pode haver um exagero em ter duas línguas oficiais. A Nigéria tem apenas uma língua escrita, que é o Inglês, e o Senegal apenas o Francês apesar das várias línguas faladas", exemplificou Ondina Ferreira. Outro conferencista presente, o reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, Jorge Brito, afirmou que a maior dificuldade em ter duas línguas oficiais prende-se com a questão da escrita com base no Alfabeto Unificado para a Escrita da Língua Cabo-verdiana (ALUPEC), projecto que tem já alguns anos e que é ainda alvo de acesa polémica no arquipélago. "Todos os estudos foram feitos de forma unilateral. O problema que se põe é, havendo bilinguismo, ambas as línguas terão de ter um tratamento equitativo. Alfabetizar uma criança em simultâneo com um alfabeto fonológico e outro etimológico só vai aumentar a intromissão de uma língua para outra, porque vão aprender a escrever com dois critérios", explicou. Como exemplo, Jorge Brito afirmou a que a palavra "crioulo" escreve-se com C em Português, mas já pelo alfabeto ALUPEC é escrito com "K". "Aliás, a letra C não existe no ALUPEC", destacou. A língua cabo-verdiana foi tema de uma conferência realizada pelo Grupo Parlamentar do MpD, tendo como pano de fundo a discussão da questão na Assembleia Nacional (AN). Segundo o MpD, pretende-se verificar até que ponto foram criadas as condições necessárias para a oficialização da língua cabo-verdiana, conforme o estabelecido na Constituição da República aquando da sua revisão ordinária de 1999. O que o Grupo Parlamentar do MpD quer concretamente é ouvir a opinião dos especialistas e do público em geral acerca da oficialização da língua materna e suas implicações, antes de se posicionar sobre a oficialização do Cabo-Verdiano. Por VNN Staff / Lusa Publicado Friday, April 24, 2009

Jushua Manhiça: O punk da Baixa da Maputo - Estilo "Diesel"

Jushua: O punk da baixa "O penteado chama-se Diesel, em homenagem a um americano que foi operado aos lados da cabeça e por isso só saiu cabelo no meio. A armação é feita com gel e gold que é um produto para colar o cabelo. A construir este look demorei 40 minutos, mas depende. Às vezes o gajo [cabelo] inclina-se e tem de se acertar. Dá maningue trabalho. A tinta chama-se colour. As tintas compro com o dinheiro que me dão quando me tiram fotografias." Foto@Cristóvão Araújo

Jushua Manhiça: O punk da Baixa de Maputo - Estilo/Penteado "Diesel"

O punk da Baixa - Estilo/Penteado - Diesel “Sou o Jushua Manhiça, tenho 29 anos e sou da província de Gaza. Não me esqueço daquela noite em que eu, o meu avô, os meus irmãos e os meus primos, regressávamos do mato e uma cobra mordeu-me a perna direita. Depois, para além da forte chuva, da ventania e dos relâmpagos que cruzavam o céu, não me lembro de muito mais. Era muito pequeno. Devia ter para aí oito anos. Era ainda o tempo dos bandidos armados [Renamo/guerra civil]. Depois, antes que eu desaparecesse, fizeram desaparecer a minha perna." "Em 1996 vim para Maputo. Há muito anos que passo o dia todo aqui, na Baixa. Chego por volta das oito e nunca regresso a casa antes das 17,00 horas. Todos me conhecem. Guardo carros, tenho amigos que me ajudam, os turistas também me dão qualquer coisa quando me fotografam. Mas atenção: cada style tem o seu valor. Faço esta cena dos penteados porque gosto. Faço isto [o penteado] sozinho em casa logo que acordo por volta das quatro da madrugada." "Às vezes demoro muito tempo e não me despacho do espelho antes das seis horas. É preciso ter muita paciência. Muitas vezes o cabelo está grande demais e não sai como eu quero. Agora, por exemplo, já sinto que devia cortar. Este penteado chama-se Diesel, que é um americano que foi operado aos lados da cabeça e por isso só saiu cabelo no meio. Ele faz publicidade a umas calças. Vi isso na televisão. A armação é feita com gel e gold que é um produto para colar o cabelo. A construir este look demorei 40 minutos, mas depende." "Às vezes o gajo [cabelo] inclina-se e tem de se acertar. Dá maningue trabalho. A tinta chama-se colour. As tintas compro com o dinheiro que me dão quando me tiram fotografias. Agora estou para assinar um contracto com umas pessoas de uma revista brasileira. Vamos ver o que dá.” Nota: Jushua prometeu ao SAPO MZ que cada vez que mudasse de penteado seríamos informados para fotografá-lo. Por agora está a cumprir a promessa. Cristóvão Vaz SapoMZ, 24 de Abril de 2009