9 de maio de 2009

Moçambique: Ilha Medjumbe (Arquipélago das Quirimbas)







Ilha Medjumbe A Ilha Medjumbe situa-se no Arquipélago das Quirimbas, no Norte de Moçambique. Tem 800 metros de extensão e 350 metros de largura. As suas praias cristalinas e os fantásticos lugares para mergulho, fazem da ilha privada de Medjumbe o local ideal para apreciadores de mergulho e uma excelente escolha para uma lua de mel. Aproveite para desfrutar de tudo o que a ilha tem para lhe oferecer.

Matapa, comida típica moçambicana

Matapa, comida tipica moçambicana
Os cozinheiros moçambicanos são excelentes. O peixe, marisco como lagosta, camarão, mexilhão são deliciosos. E depois há os temperos tradicionais da comida indiana que fazem as delicias de muitos paladares. No Norte de Moçambique pode comer, por exemplo Lumino – que demora horas a preparar. Os ingredientes são cacana embora por vezes possa ser feito com banana. E tem ainda tomate, cebolas, caril, coco e manga seca. Há ainda o Nkhungo. Bom este é feito com insectos e é mais praticado junto ao lago do Niassa. São misturados com coco, óleo e caril e formadas bolas. Podem também ser fumados. A Matapa é feita com cacana e couves e é cozido com leite de coco. Não convém beber alcóol junto com este prato senão vai amargar. Tocassado é peixe com tomate e cebola mas o cozinheiro pode ainda juntar mangas secas ou folhas de embondeiro. Para sobremesa no Norte come-se muito Cashews e pode servir para fazer bebidas alcóolicas. Por fim, o famoso café do Ibo para terminar em beleza. Algo que ficou do período colonial mas neste momento a sua produção está em declínio. Texto: Teresa Cotrim

Línguas: São 32 o número de línguas e variantes alistadas para Moçambique

Línguas São 32 o número de línguas e variantes alistadas para Moçambique CHOPI (SHICHOPI, COPI, CICOPI, SHICOPI, TSCHOPI, TXOPI, TXITXOPI) Com 760.000 falantes. Lingua com aproximadamente 760.000 falantes. Falada na costa, sul de moçambique, a norte do rio de Limpopo. O centro é Quissico, parte do sul do distrito de Zavala, na zona costeira de aproximadamente 100 quilômetros entre Inharrime e Chidunguela. CHWABO (CHICHWABO, CHUABO, CHWAMPO, CUABO, CICUABO, CUAMBO, CHUAMBO, TXUWABO, LOLO, ECHUWABO, ECHUABO) Com 664.279 falantes (censo de 1980).Falada na zona centro norte na parte costeira entre Quelimane e o Milanje . É de salientar que o Chwabo do distrito de Macusi e Marrara têm a similaridade 78% lexical. KOTI (COTI, EKOTI, AKOTI, ANGOCHE, ANGOXE) Lingua com aproximadamente 41.287 falantes (censo 1980). falada na Província de Nampula, distrito de Angoche, na zona costeira de Angoche e do arquipélago de Moma. Koti é provavelmente uma língua separada dentro do grupo de Makua. O mais perto a Sakaji. Perto de Maka e de Makhuwa. Koti usado por todas as idades em casa, no mercado, e em negocios. Aqueles acima de 15 anos podem usar Makhuwa (negocios, contactos com vizinhos) ou Maka, português é usado (escola, igreja, governo), usa- se muito pouco Swahili ou árabe. 20% são literate no português. KUNDA (CHIKUNDA, CIKUNDA, CHICUNDA) Lingua com aproximadamente 3.258 falantesem Moçambique (censo 1980); 29.000 em Zimbabwe ; 100.000 em todos os países. Em torno da afluência dos rios de Luangwe e do Zambeze Também na Zâmbia. RD Congo , Alta-volta. LOMWE (NGULU, INGULU, NGURU, MIHAVANE, MIHAVANI, MIHAWANI, MAKUA OCIDENTAL, LOMUE, ILOMWE, ELOMWE, ALOMWE, WALOMWE, CHILOWE, CILOWE, ACILOWE, LOLO) Lingua com aproximadamente 1.300.000 falantes em Moçambique (1991); 1.550.000 em Malawi (1993); 2.850.000 em todos os países. Do nordeste e central, a maioria da província de Zambezia o fala, província do sul de Nampula. O centro do prestigio é alto Molocue, Zambezia.É semelhante a Makhuwa, Chwabo. Diferente de Ngulu (Kingulu) de Tanzânia. MAKHUWA-MACA (MACA, MAKA, EMAKA, KHINGA, EKHINGA, TTHWARI, ETTHWARI, MWIKARI, EMWUIKARI) Lingua com aproximadamente 300.000 a 400.000 falantes(1989). Falada na costa da província central de Cabo Delgado, de Moma a ilha de Moçambique. Dialectos do Makua: ENAHARRA (MAHARRA, NAHARRA, NAHARA), EMPAMELA (NAMPAMELA), ENLAI (MULAI), EMAREVONE (MAREVONE, MARREVONE). Provavelmente uma língua separada dentro do grupo de Makua. Maca sul parece ser significativamente diferente de Maca norte e de Makhuwa-Makhwana. MAKHUWA-MAKHUWANA (MAKHUWANA, MAKUANA, EMAKHUWANA) Lingua com aproximadamente 2.500.000 falantes (1996). Falada na Provincia de Nampula. MAKHUWA-METTO (MAKUA, IMAKUA, MAKOA, MAKOANE, MATO, MAQUOUA, KIMAKUA, MACUA) Lingua com aproximadamente 1.500.000 falantes em Moçambique (1996); 360.000 em Tanzânia (1993); 7.000 nas ilhas Cômoros (1993); 1.867.000 em todos os países. No centro norte, Também possivelmente em Malawi. Dialectos De Makua: MEDO (METO, METTO, EMETO, EMEETTO), SAKA (ESAKA). Emeto tem 81% à similaridade 88% lexical com Esaka, 78% a 82% com Enahara, 78% a 80% com Makhuwana, 66% a 68% com Lomwe. MAKHUWA-SHIRIMA (MAKUA OCIDENTAL, XIRIMA, ESHIRIMA, CHIRIMA, SHIRIMA, MAKHUWA-NIASSA) Lingua com aproximadamente 900.000 falantes (1996). O centro pode ser Mada, a sul do rio de Lugenda na província de Niassa. provavelmente não se interliga com o dialecto Metto de Makhuwa. MAKONDE (CHIMAKONDE, CHINIMAKONDE, CIMAKONDE, KONDE, MAKONDA, MACONDE, SHIMAKONDE, MATAMBWE) Lingua com aproximadamente 360.000 falantes em moçambique (1993) incluindo 12.000 Ndonde (1980); 900.000 em Tanzânia (1993); 1.260.000 em todos os países. Nordeste de Moçambique. Dialectos De Yao: VADONDE (DONDE, NDONDE), VAMWALU (MWALU), VAMWAMBE (MWAMBE), VAMAKONDE (MAKONDE). Relacionamento pròxima a Maviha, que pode ser um dialecto. Isolado. Os falantes o falam foram de casa. MAKWE (KIMAKWE, PALMA) Lingua com aproximadamente 20.000 a 30.000 falantes (1993). Falada na Província de Cabo Delgado, no norte da costa de Pemba; Palma, Quianga, sul ao da ilha de Vamizi, e interior ao longo do rio de Rovuma. Dialectos De Swahili: MAKWE COASTAL (PALMA), MAKWE INTERIOR. similaridade 60% lexical com Swahili, 57% com Mwani, 48% com Yao. Não inerente interligação com Swahili. Todos os homens parecem falar Swahili, todas as mulheres o compreendem. A maioria de homens de Palma podem falar Mwani. A maioria de povos de Rovuma podem falar Makonde. Aqueles que tiverem alfabetização podem ler o português ou o Swahili. MANYIKA (CHIMANYIKA, MANIKA) Lingua com aproximadamente 100.000 falantes em Moçambique (1972); 348.350 em Zimbabwe (1969); 450.000 ou mais em todos os paísesde. Metade do norte da província de Manica. Também no Zimbabwe. Dialectos De Shona: BOCHA (BOKA), BUNJI, BVUMBA, DOMBA, GUTA, AQUI, HUNGWE, JINDWI, KAROMBE, NYAMUKA, NYATWE, TEVE, UNYAMA. Manyika tem 74% à similaridade 81% lexical com Ndau. MARENDJE (EMARENDJE, MARENJE) Lingua com aproximadamente 402.861 falantes (censo 1980). pode ser o mais próximo a Chwabo. MWANI (KIMWANI, MWANE, MUANE, QUIMUANE, IBO) Lingua com aproximadamente 100.000 falantes (1990); 20.000 falantes da língua. Província de Cabo Delgado, no norte da costa de Pemba; Ibo a Mocomia. Muitas ilhas do norte de moçambique. Dialects De Swahili: IBO, PEMBA, QUISSANGA, MOCIMBOA DA PRAIA. Os povos são chamados ' Mwani ', ' Namwani ', ou 'Namuane'. Similaridade 60% lexical com Swahili; 48% com Yao. Não há interligação com Swahili. Isolando- se muito. é o dialecto prestigiado da ilha de Ibo. O dialecto da Mocimboa da Praia é mais ou menos interligado com este. 30% a 40% dos povos usam o português como a segunda língua, 30% Swahili, 30% a 40% Makhuwa. Os homens são mais bilíngües do que mulheres. Os comerciantes e as as escolas primarias podem usar o português. Povo o uso KiMwani em casa, para finalidades sociais, em negocios; Swahili para negociar no norte; Português na escola, para o governo e em negocios. NDAU (CHINDAU, NJAO, NDZAWU, SHONA DO SUDESTE, SOFALA) Lingua com aproximadamente 109.000 falantes em Moçambique (1991); 391.000 em Zimbabwe (1991); 500.000 em toda a região central do país (1991).No sul de Beira em Sofala e na província de Manica. Dialectos De Shona: CHANGA (CHICHANGA, CHIXANGA, XANGA, SHANGA, MASHANGA, CIMASHANGA, SENJI, CHISENJI), DANDA (VADANDA, WADONDO, WATANDE), GARWE, TONGA (ABATONGA, ATONGA, BATOKA, BATONGA, WATONGA), BALKE (CIBALKE), NDANDA (CINDANDA). Os dialectos de Danda, de Amakaya, e de Chibambava têm 84% à similaridade 88% lexical; 74% a 81% com Manyika. Mais perto de Manyika, e muito mais divergente da união Shona. Danda e Ndanda podem ser o mesmo. Outros nomes geográficos ou étnicos: Dzika, Hijo, Buzi (Buji), Tomboji, Mukwilo. NGONI (CHINGONI, KINGONI, ANGONI, KISUTU, SUTU) Lingua com aproximadamente 35.000 falantes em Moçambique (1989); 170.000 na Tanzânia (1987); 758.000 em Malawi (1993); 963.000 em todos o país. Diversas regiões, na província central de Cabo Delgado, em torno de Macuaida na província de Niassa, na província de Tete no nordeste e sudeoeste da província de Maputo. NSENGA (CHINSENGA, SENGA) Lingua com aproximadamente 141.000 falantes em Moçambique (1993); 427.000 in Zambia (1993); 16.100 in Zimbabwe (1969); 584.000 e em todo o país. Dialecto: PIMBI. Distincto de Senga dialecto de Tumbuka na Zambia, Malawi e Tanzania. NYANJA (CHINYANJA) Lingua com aproximadamente 423,000 falantes em Moçambique (1993); 3.200.000 em Malawi (1993); 989.000 na Zambia (1993); 251.800 no Zimbabwe (censo 1969); 5.000.000 em todos os países (1995). Niassa, Zambezia e na Provincia de Tete. CiChewa no distrito de Macanga, Tete; CiNgoni em Sanga e Lago Niassa, Angonia em Tete; CiNsenga no Zumbo em Tete; CiNyanja ao longo do Lago Niassa e Tete. Tambem na Tanzania. Dialectos: CHEWA (CEWA, CHICHEWA, CICEWA), NGONI (CINGONI), NSENGA (CINSENGA), NYANJA (CINYANJA). NYUNGWE (CHINYUNGWI, CINYUNGWE, NYONGWE, TETA, TETE, YUNGWE) Lingua com aproximadamente 262.455 falantes (censo 1980). Na bacia central do rio Zambeze abaixo de Sena. PODZO (CHIPODZO, CIPODZO, PUTHSU, SHIPUTHSU) Lingua com aproximadamente 86.000 (1993). Na fronteira sul das Provincias da Zambezia e Sofala, este do rio Zambeze deste marromeu ate Chinde. Reportagens indicam que Podzo é ligado inerentemente ao Sena. aproximadamente ao Sena e Chwabo. 92% lexico similar com Sena. PORTUGUÊS Língua oficial de moçambique e com aproximadamente 30,000 falantes em Mozambique (1993), 27% falantes como linguagem secundaria (censo 1980); 170.000.000 em todos os países (1995). RONGA (SHIRONGA, XIRONGA, GIRONGA) Lingua com aproximadamente 423.797 falantes em Moçambique (censo 1980); 500.000 em todos os paises(1991). Sul da Provincia de Maputo, áreas costeiras. Tambem na África do sul. Dialectos: KONDE, PUTRU, KALANGA. Particular interligação com ShiTsonga and ShiTswa. SAKAJI (ESAKAJI, SANKAJI, SANGAJI, SANGAGE, THEITHEI) Lingua com aproximadamente 18.000 Falantes em Moçambique (1993). Na costa, no norte de Angoche na peninsula de Sangange em Zubairi, Charamatane, Amisse, Mutembua, Namaeca, Namaponda, e tambem emo Mogincual e Khibulani. Similar a Makhuwa e Swahili. SENA (CISENA, CHISENA) Lingua com aproximadamente 1.086.040 em moçambique (censo 1980). Nordeste das Provincias de Sofala, Tete, e Zambezia. Sena é a lingua predominante em Tete e Noroeste de Sofala. SHONA ("SWINA", CHISHONA) Lingua com aproximadamente 759.923 falantes em Mozambique, possivelmente incluindo o Ndau e Manyika (censo 1980); 6.225.000 no Zimbabwe (1989); 15.000 na Zambia; 7.000.000 em todos os países (1990). TAmbem em Malawi. Dialectos: KOREKORE (SHONA DO NORTE), ZEZURU (BAZEZURU, BAZUZURA, MAZIZURU, VAZEZURU, WAZEZURU). Interligado com Manyika. SWAHILI Lingua com aproximadamente 6.104 falantes em Moçambique (censo 1980); 5.000.000 falantes como lingua principal (1989 ); 30.000.000 como lingua secundaria (1989). Tambem no nordeste da Tanzania, Kenya, Uganda, Rwanda, Burundi, Somalia, Mayotte, Africa do Sul, Emirados Árabes Unidos, Oma, Estados Unidos da America. SWATI (SWAZI, ISISWAZI, SISWATI, TEKELA, TEKEZA) Lingua com aproximadamente 731 falantes em Moçambique (censo 1980); 1.670.000 em todos os paísess. tambem na Swazilandia e África do Sul. TONGA (GITONGA, INHAMBANE, SHENGWE, BITONGA, TONGA-INHAMBANE) Lingua com aproximadamente 223.971 falantes em Moçambique (1980 census). South, Inhambane area up to Morrumbane. Niger-Congo , Atlantic-Congo, Volta-Congo, Benue-Congo, Bantoid, Southern, Narrow Bantu, Central, S, Chopi (S.60). Dialects: GITONGA GY KHOGANI, NYAMBE (CINYAMBE), SEWI (GISEWI). 44% lexical similarity with Chopi. Different from ChiTonga of Malawi, ChiTonga of Zambia and Zimbabwe, or Tonga dialect of Ndau. NT 1890, in press (1996). Bible portions 1888-1989. Work in progress. TSONGA (SHITSONGA, XITSONGA, THONGA, TONGA, GWAMBA) Lingua com aproximadamente 1.500.000 falantes em Mozambique (1989); 1.646.000 na Africa do sul (1995); 19.000 na Swazilandia (1993); 3.165.000 em todos os países. Sul de Maputo, quase todas as Provincias de Maputo e Gaza. Dialectos: BILA (VILA), CHANGANA (CHANGA, XICHANGANA, SHANGAAN, HLANGANU, HANGANU, LANGANU, SHILANGANU, SHANGANA), JONGA (DJONGA, DZONGA), NGWALUNGU (SHINGWALUNGU). 'Tsonga' é usado para descrever XiChangana, XiTswa, e XiRonga, embora seja usada frequentemente como lingua permuta com o Changana, é a mais prestigiado das três. Todas são reconhecidas como linguas alternativas, todas elas estão interligadas. TSWA (SHITSWA, KITSWA, SHEETSWA, XITSWA) Lingua com aproximadamente 695.212 falantes em Mozambique (1980). Região sul, quase toda a Provincia de Inhambane. Tambem no Zimbabwe e Africa do sul. Dialectos: HLENGWE (LENGWE, SHILENGWE, LHENGWE, MAKWAKWE-KHAMBANA, KHAMBANA-MAKWAKWE, KHAMBANI), TSWA (DZIBI-DZONGA, DZONGA-DZIBI, DZIVI, XIDZIVI), MANDLA, NDXHONGE, NHAYI. Particular interligação com Ronga e Tsonga. YAO (CHIYAO, CIYAO, ACHAWA, ADSAWA, ADSOA, AJAWA, AYAWA, AYO, DJAO, HAIAO, HIAO, HYAO, JAO, VEIAO, WAJAO) Lingua com aproximadamente 194,107 falantes em Moçambique (censo 1980); 1,003,000 em Malawi (1993); 400.000 na Tanzania (1993); 1.597.000 em todos os paises. Centro Norte, na Área sul do Lago Niassa. Possivelmente no Zimbabwe. Dialectos: MAKALE (CIMAKALE), MASSANINGA (CIMASSANINGA). Yao na Tanzania é diferente pois usa difrente escrita. ZULU (ISIZULU, ZUNDA) Lingua com aproximadamente 1.798 falantes em Moçambique (censo 1980); 8.863.000 em todos os paises. Tambem na Africa do Sul, Malawi, Swazilandia, Lesotho. Fonte: Centro Cultural Luso Moçambicano

As Artes do Norte de Moçambique

As Artes do Norte de Moçambique O Norte de Moçambique sofreu a influência de muitas culturas, nomeadamente os Bantu, árabes, portugueses e indianos. O que está bem visível nos monumentos, na língua, na dança, na culinária… Contudo, é muito interessante verificar que a cultura árabe predomina, por exemplo no tipo de embarcações – os dowhs, na religião, pois o número de muçulmanos é de quase 99% e nos temperos utilizados para cozinhar. Mas mistela resulta numa cultura rica, variada e muito interessante. A dança a Norte de Moçambique é muito típica e no tempo colonial o povo utilizou-a também como forma de resistência à aculturação. Esta está impregnada de significados e ritos. Uma das mais comuns é a dança do mapiko. Regra geral são os macondes que a dançam mas neste momento em quase toda a Província de Delgado poderá assistir. Já no Niassa a dança mais típica é o N'ganda. Os tambores e a timbila são os instrumentos mais utilizados. E podem ter vários tamanhos e formas. O gocha, as maracas feitas de masala e sementes de frutas são também muito comuns, assim como o mpundu, uma espécie de trompete. O Norte de Moçambique é igualmente rico no que toca às artes. Pode admirar os potes cerâmicos de Moeda, Cestos de Mecufi, escultura makonde em pau preto, Coloridas esteiras de Palma que começaram por ser usadas nas mesquitas e a ourivesaria do Ibo e da Ilha de Moçambique. O ritual do Mapiko O Mapiko é uma máscara que o dançarino coloca na cabeça para esconder o rosto. E esta pode ganhar vários rosto, inclusive de animais. Se for a Pemba ao Centro de Arte Makonde pode admirar vários exemplares na prateleira. Estas são feitas com uma madeira mais leve e oca para não pesar na cabeça do bailarino. As roupas também são especiais e tudo isto serve para esconder a identidade do mapiko. Este simboliza os espíritos dos antepassados. Dos grandes líderes e dança-se para celebrar acontecimentos muito importantes, como por exemplo a passagem dos rapazes para a maioridade.
Os mais jovens explicaram-me que vão um mês para o mato e têm de sobreviver, depois quando voltam a celebração é feita com esta dança na aldeia. É um momento de orgulho. O mapiko pode também ser utilizado para comemorar a subida ao poder de um novo líder. Regra geral são utilizados quatro tambores e uma voz mas podem também usar ferrinhos para acompanhar o canto. Para quem está de fora talvez seja complicado entender a essência deste ritual. A dança do N'ganda Esta foi uma dança muito importante no tempo em que os povos lutavam pela sua libertação. Os líderes davam autênticos xutos ao entoar dos tambores. Esta continua muito popular entre os povos do lago do Niassa, a tribo Njanga, que a adoptou para cerimónias civis. Esta é acompanhada de uma voz e os temas são dedicados à pobreza, paz, saúde e política. Tufo Introduzido pelos árabes dizem que esta dança é religiosa e foi criada por Aicha, esposa do Profeta para apaziguar o mau humor de Mohammad. Apenas as mulheres dançam tufo, regra geral pintam a cara com musiro e usam capulanas muito coloridas. O nome vem de ad-duff, ou seja tambor em árabe. Maulide É uma demonstração da fé. Os homens dançam com uma espécie de alfinete ou instrumentos afiados que se chamam tupachi, que aparentemente penetram na carne mas não deitam sangue nem deixam marcas. Para preparar o corpo para este ritual alguns praticantes ficam 15 dias sem actividade sexual e sem comer peixe. É praticado nos casamentos islâmicos. É muito comum na Ilha de Moçambique. Texto: Teresa Cotrim

8 de maio de 2009

José Eduardo Agualusa: "O único país que até hoje me censurou foi Portugal"

José Eduardo Agualusa: "O único país que até hoje me censurou foi Portugal" A revelação do escritor angolano foi feita ontem, na casa Fernando Pessoa, durante uma mesa redonda sobre Crónica e Ficção, no primeiro dia do evento Letras em Lisboa II, e que juntou o brasileiro Luís Fernando Veríssimo, Agualusa, Patrícia Reis, moderado por Inês Pedrosa. A história, explicou José Eduardo Agualusa,aconteceu quando lhe pediram um texto para a revista de bordo da TAP, tendo o autor entregue um conto chamado "A Morte do Pai Natal", conto esse, aliás, "escolhido pelo Nobel de literatura nigeriano Wole Soyinka para constar de uma antologia dos melhores contos africanos." "Qual não foi o meu espanto quando, duas semanas depois, me ligaram dizendo que não o podiam publicar porque poderia ofender os passageiros angolanos", contou o escritor. Em relação a Angola, Agualusa revelou que nunca teve nenhuma experiência igual no seu país, onde é mais conhecido pelas crónicas que escreve nos jornais do que pelos romances que publica. Não deixou, no entanto, de responder ao público sobre a recente polémica à volta de uma opinião literária sobre a obra poética de Agostinho Neto. "O problema não teve que ver com ninguém do governo, mas sim de pessoas isoladas que exigiram a minha prisão. Daí considerar-se, adiantou, "o primeiro dissidente poético da História". Por seu lado, questionado sobre as fronteiras da crónica e da ficção, o brasileiro Luís Fernando Veríssimo - que mantém uma crónia mensal no jornal português Expresso - lembrou alguns dos personagens por si criados e que se tornaram muito populares entre os seus leitores. Como aquela personagem que, durante a ditadura militar, disse o escritor, "era a única a acreditar na honestidade do governo de então. Virou até atracção turística". Inês Pedrosa, actual directora da Casa Fernando Pessoa, trouxe para o debate as diferenças entre o que se escreve no Brasil e como se escreve, e os constrangimentos de publicar num país pequeno como Portugal. "Certa vez, numa loja da Baixa, tive de ouvir uma senhora que havia ficado ofendida com uma crónica minha saída essa semana, num jornal." Letras em Lisboa II continua, esta tarde de sexta-feira, com várias mesas redondas, no teatro São Luíz, com a presença de escritores como Germano Almeida, Leonor Xavier, Fernando Morais, Francisco José Viegas, Zuenir Ventura, Amílca Bettega, Teolinda Gersão, José Carlos Vasconcelos, entre outros. JA Sapo AO, 08 de Maio de 2009

Teta Lando: Senhora escutai minha voz

Bana: Solidão

Alemanha: O desastre do Hindenburg

O desastre do Hindenburg A 6 de Maio de 1937, depois de ter sobrevoado o Atlântico, o dirigível alemão LZ 129 Hindenburg incendiou-se quando tentava aterrar em New Jersey (EUA). Morreram 36 das 133 pessoas que seguiam a bordo. O desastre do Hindenburg foi o fim de uma era - a dos grandes balões, os zeppelins, que marcaram a infância da aviação. Os balões de ar quente serviam, desde há séculos, o sonho de conquistar os céus - desde a Passarola de Bartolomeu de Gusmão, no início do século XVIII, às experiências dos irmãos Montgolfier, que cerca de 80 anos mais tarde construiram o primeiro balão tripulado de sucesso. Na passagem para o século XX, finalmente, foram desenvolvidos sistemas que permitiam controlar a direcção do voo. Em 1901, o brasileiro Santos Dumont circundou a Torre Eiffel, recebendo por isso um prémio. Pela mesma altura, o conde Ferdinand von Zeppelin, cujo nome ficou para sempre associado às históricas máquinas voadoras, investia a sua fortuna na criação de dirigíveis para transporte de passageiros. O primeiro voo de longa distância de um dirigível teve lugar em 1928, entre Frankfurt (Alemanha) e Nova Iorque. A viagem durou 112 horas. Em 1929, o célebre dirigível Graf Zeppelin conseguiu a proeza de ser o primeiro objecto voador a dar a volta ao mundo, em várias etapas. O Hindenburg, que em 1937 fechou este ciclo, era um dos grandes orgulhos da Alemanha de Hitler; fora construído para demonstrar a capacidade tecnológica do país. Tinha 245 metros de comprimento, era sustentado no ar por 200 mil m3 de hidrogénio, e voava a uma velocidade de 110 km/h. As causas do acidente ainda são discutidas. Explosão do hidrogénio, sabotagem ou incêndio da tinta inflamável que o cobria foram algumas das razões apontadas ao longo dos anos. Imagem: O incêndio do Hindenburg (domínio público) Saber mais: Notícias do desastre em alguns jornais da época Bartolomeu de Gusmão Alberto Santos Dumont Etiene e Joseph Montgolfier Ferdinand von Zeppelin SapoPT, 06 de Maio de 2009

China: Acidente causa muitos danos

Acidente causa muitos danos As adolescentes chinesas Zhang Feng (à direita, 17 anos) e Li Tiantian (à direita, 13 anos) descansam um bocado, depois de um treino com as suas pernas de prótese no Centro Ortopédico da Província de Sichuan. Encontravam-se na escola quando essa desabou. Foto@EPA/Michael Reynolds

Alemanha: Recém-nascidos e queridos

Recém-nascidos e queridos Christian, de onze anos, segura cinco cordeiros gémeos recém-nascidos numa localidade perto de Dahlburg, Alemanha. O nascimento foi considerado "uma pequena sensação" pela Associação Alemã de Pastores. Foto@Jens Buettner

Ilha de Moçambique: Encruzilhada de civilizações

ILHA DE MOÇAMBIQUE - ENCRUZILHADA DE CIVILIZAÇÕES A Ilha de Moçambique é um lugar ímpar, dotado de uma atmosfera e de um encanto muito próprios, que envolve o visitante desde o primeiro instante. Encruzilhada e ponto de encontro entre as civilizações do Índico, muito antes da chegada dos portugueses, que ali aportam com Vasco da Gama, numa escala da sua demanda do caminho marítimo para a Índia. Texto e fotos: Alexandre Coutinho Quando Vasco da Gama e os primeiros navegadores portugueses ali chegaram, em 1498, era senhor da ilha um sheik árabe, de nome «Mussa Ben Mbiki» ou «Mussal A'l Bik», que acabaria por ver o seu nome atribuído à ilha colocada sob a dependência do vice-rei da Índia. Os portugueses fixaram-se na ilha de Moçambique, em 1507, que viria a dar o nome a toda uma província ultramarina, da qual foi capital de Moçambique até 1898. Já na segunda metade deste século, ganhou a sua independência, dando origem a um novo país africano de expressão portuguesa. A Ilha de Moçambique é um marco histórico de 500 anos de presença portuguesa, mas a influência islâmica está bem mais enraizada na vida quotidiana dos moçambicanos que a habitam (a população é, maioritariamente muçulmana), nos seus usos e costumes, no chamamento ao fim da tarde para as mesquitas e, até, no velame triangular dos barcos que sulcam as suas águas. Infelizmente, a Ilha de Moçambique encontra-se muito degradada e sobrepovoada, com cerca de dez mil pessoas a viver em condições precárias no antigo «musseque». À entrada da Fortaleza de S. Sebastião, o guia improvisado começa por mostrar-nos a maqueta semi-destruída do monumento indicando as principais dependências daquela que foi uma das praças fortes portuguesas do Índico, a partir de 1583. Conservada pelos portugueses até à data da independência de Moçambique, a fortaleza transformou-se numa verdadeira ruína, situação que se agravou com a passagem de um ciclone, há quatro anos. O mato cresce por todo o lado, algumas salas e paredes ameaçam ruir e os canhões das muralhas jazem caídos e abandonados. Outros acumulam-se numa pilha de ferro velho, junto com os carris e as vagonetes de transporte de munições. Apenas uma das cisternas de água potável se encontra operacional e são muitas as mulheres que ali se deslocam para lavar a roupa de toda a família. A capela de Nossa Senhora do Baluarte, construída em 1522 e considerada o edifício colonial mais antigo de toda a costa do Índico, foi restaurada em 1996 com fundos da Comissão Nacional para os Descobrimentos, mas é uma gota de água na imensa fortaleza e em toda a Ilha de Moçambique. Dignos de restauro foram, ainda o Hospital Real de S. João de Deus, o Palácio de S. Paulo (onde, hoje, está aberto o museu) e a Igreja da Senhora da Saúde. Apesar do estado avançado de degradação do património histórico da Ilha de Moçambique, as maiores carências situam-se no plano da assistência médica, sobretudo pela falta de um hospital e de uma equipa médica em permanência. Também, a ponte de 3,5 quilómetros que liga a ilha ao continente carece de obras de reparação, tendo já sido interdita à circulação de camiões. As escolas que funcionam na ilha encontram-se, igualmente, degradadas, com destaque para a escola primária, onde não resta uma janela em boas condições. A outrora célebre Rua dos Arcos é um fantasma do passado. A grande maioria dos estabelecimentos está encerrada, muitos ameaçam ruir e os poucos comerciantes ainda em actividade sobrevivem da venda de alguns bens essenciais à população pobre que habita a ilha. São, na sua maioria, pescadores, que todos os dias se fazem ao mar em frágeis pirogas ou barcos de madeira com as ancestrais velas triangulares herdadas dos marinheiros árabes («dhow» ou «dau», consoante a língua predominante). As garoupas, sargos, peixe espada, polvos e outros peixes e crustáceos são vendidos para o continente ou constituem a base da alimentação da família. Outros, dedicam-se à apanha das curiosas «missangas do mar». Reza a lenda que os portugueses afundaram um barco árabe carregado de missangas que passava ao largo da fortaleza. Missangas essas que as ondas do mar trazem incessantemente para a praia e que os míudos apanham na maré baixa para fazer colares e pulseiras. Depois da abertura do porto de Nacala, em 1970, a Ilha de Moçambique perdeu a sua importância estratégica e comercial. A ausência de um cais de desembarque para navios de grande calado obrigava ao transbordo de todas as mercadorias para pequenos batelões que acostavam no pequeno pontão, hoje completamente em ruínas. Este é, ainda hoje, um dos seus maiores «handicaps», que a impede de acolher os inúmeros cruzeiros turísticos que, anualmente, molham âncora naquelas paragens, mas se vêem obrigados a seguir viagem para outro porto de abrigo. No apogeu da sua actividade portuária e comercial, havia trabalho para toda a gente. Hoje, sem comércio, sem indústria e sem «machambas» para cultivar, os naturais da ilha viram-se para o mar, enquanto sonham com os turistas que, um dia, desembarcarão. Há três restaurantes (Café Âncora d' Ouro, o Bar Escondidinho e o Restaurante das Piscinas), mas a única pousada existente está, presentemente, fechada. O melhor contacto para os visitantes é a Associação dos Amigos da Ilha de Moçambique (AMOZ), que poderá providenciar um alojamento conveniente. Fonte: http://www.janelanaweb.com/viagens/mocambique.html

Galinha à Zambeziana (Moçambique)

Galinha à Zambeziana Ingredientes: Frango: 1 Coco: 1 Alho: 6 dentes Louro: 1 folha Sal: q.b. Piripiri: q.b. Preparação: Lave o frango e deixe escorrer. Rale o coco para dentro de um recipiente e, depois de ralado deite meia chávena de chá de água quente e meia de água fria. De seguida mexa muito bem até ficar um leite mais ao menos cremoso e deixe arrefecer. Aproveite para picar o alho e o sal num almofariz. Tempere o frango, colocando num tabuleiro e tempere com o preparado e a folha de louro. De seguida deite a meia quantidade do leite do coco e deixe de melho por meia hora. À parte, numa tijela junte o resto do leite de coco e um pouco de azeite. Assa-se ou grelha-se a galinha lentamente no forno e vai-se regando com o preparado do leite e azeite sobre o frango até estar pronto para servir. Se gosta de picante, junte um pouco de piripiri ao preparado. Sugestões: Acompanhe com arroz ou batata frita.

Cabo Verde: "Li Cores & Ad Vinhos" nova obra de Filinto Elísio


Poesia: "Li Cores & Ad Vinhos" nova obra de Filinto Elísio O poeta e cronista Filinto Elísio lançou ontem, no Centro Cultural de Belém, o seu mais recente livro de poesia intitulado “Li Cores & Ad Vinhos”. “Este livro é dedicado aos meus pais, por terem sido os interlocutores e que me levaram ao caminho da estética” frisou o autor. “Decidi ser escritor quando fui assistir à libertação de presos a Tarrafal. Quando vi que um dos presos era o poeta angolano António Jacinto”. O poeta considera os livros como “objectos transcendentes, mas neles, existe o amor de os tocar”. Para o escritor, “a beleza do objecto supera a beleza do poesia”: “O livro traduz um amor táctil, erótico, é como um viciado em cigarro. É belo no conteúdo e bonito na sua aparência. É belo com uma mulher, é fashion”, explicou. O evento contou com a presença de várias personalidades cabo-verdianas, entre os quais, o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Arnaldo Andrade Ramos, o poeta português, Pedro Tamen que foi sempre o seu “ídolo da poesia”. A apresentação foi feita pelo artista plástico, Mito Elias e pelo sociólogo e artista plástico Abraão Vicente, que considerou o livro “um poema em si e não como um conjunto de poemas”. Abraão Vicente disse ainda que “Li Cores & Ad Vinhos” é “o espelho da realidade”. No final da apresentação o poeta cabo-verdiano, José Luís Tavares, declamou uma poesia do livro com alguns participantes ali presentes. Filinto Elísio aproveitou a ocasião para fazer uma homenagem à língua portuguesa e prometeu escrever o mesmo livro em crioulo como forma das duas línguas coabitarem no mesmo espaço. “Lisboa é uma parte de Cabo Verde, sem Lisboa a nossa cabo-verdianidade não seria rica”, concluiu o poeta. O autor de “Li Cores & Ad Vinhos” já conta com oito livros publicados, entre os quais romances, poesias, crónicas e antologias. Sílvia Panguane Sapo CV, 07 de Maio de 2009

7 de maio de 2009

Duo Ouro Negro: Eliza engomara saia

Duo Ouro Negro: Amanhã

Coração de arroz

Coração de arroz A união abençoada por Deus ficou sacramentada no arroz que se atirou aos noivos, no final da celebração. Uma mão cheia de arroz ou várias fizeram o efeito magnífico de um coração. O Amor tem destas coisas?! Foto@ Nuno Rosa

Olhares da Língua Portuguesa: Patraquim, Paulina Chiziane e Santimano em concurso literário

Olhares da Língua Portuguesa: Patraquim, Paulina Chiziane e Santimano em concurso literário A ideia do concurso Olhares da Língua Portuguesa é reunir num livro cerca de vinte e seis equipas formadas por escritores e fotógrafos reconhecidos, oriundos de Portugal, Brasil, PALOP, Goa, Timor e Macau para escreverem um conto sobre o seu país, ilustrado com quatro fotografias. O projecto, apresentado, esta terça-feira, pelos organizadores, na Biblioteca da Câmara Municipal de Lisboa visa a publicação de uma colectânea de contos e fotos. Será companhado por um conjunto de eventos intermédios a decorrer ao longo deste ano, tendo como tema o mar, numa abordagem científica, económica, jurídica, etc. Haverá ainda dois prémios para os trabalhos a concurso: um atribuído pelo público, através de uma votação na internet, e outro por um júri. A entrega dos prémios decorrerá a 5 de Maio de 2010, estando previsto o lançamento da colectãnea em Luanda, na mesma altura. Entre Maio e Dezembro deste ano o concurso será acompanhado por debates, animações e exposições diversas, em vários países de língua portuguesa. Segundo os organizadores, o principal objectivo é chamar a atenção das novas gerações para “o potencial criativo do mar.” Em concurso estarão nomes como Fernando Dacosta, Valter Hugo Mãe, Filipa Melo, João Tordo (Portugal), José Eduardo Agualusa, Ondjaki, Pepetela (Angola), Germano Almeida (Cabo Verde), Luís Veríssimo, Moacyr Scliar, Amílcar Bettega (Brasil), entre outros, e fotógrafos conhecidos como Daniel Mordzinski, Santimano, Rui ôchoa, António Ole, Jordi Burch, Jorge Barros, etc. Olhares da Língua Portuguesa é um projecto liderado pela associação Amar o Mar e fazem parte da organização as editoras Sextante, Guimarães Editores, Língua Geral (Brasil). Para 2010, o tema será a Poesia e a Música. Joaquim Arena Sapo MZ, 06 de Maio de 2009

Índia: Um passeio pela pradaria

Um passeio pela pradaria Um rinoceronte e a sua cria passeiam numa pradaria perto de uma manada de búfalos nos arredores de Guwahati, Índia. Foto@EPA/STR

6 de maio de 2009

Filipinas: Depois da tempestade...

Filipinas: Depois da tempestade... Uma mãe protege o filho do sol, com uma sombrinha arco-íris, depois das tempestades que assolaram a cidade de Las Pinas, sul de Manila, nas Filipinas. Desde a semana passada que as Filipinas têm sido atingidas por tempestades. O Instituto de Meteorologia filipino alertou para uma nova tempestade esta quarta-feira. Foto@ Francis R. Malasig/ EPA

5 de maio de 2009

Jushua Manhiça: O Punk da Baixa de Maputo - Estilo/Penteado "Rei"

O Punk da Baixa de Maputo Estilo/Penteado – Rei “Sou o Jushua Manhiça, tenho 29 anos e sou da província de Gaza. Não me esqueço daquela noite em que eu, o meu avô, os meus irmãos e os meus primos, regressávamos do mato e uma cobra mordeu-me a perna direita. Depois, para além da forte chuva, da ventania e dos relâmpagos que cruzavam o céu, não me lembro de muito mais. Era muito pequeno. Devia ter para aí oito anos. Era ainda o tempo dos bandidos armados [Renamo/guerra civil]. Depois, antes que eu desaparecesse, fizeram desaparecer a minha perna." "Em 1996 vim para Maputo. Há muito anos que passo o dia todo aqui, na Baixa. Chego por volta das oito e nunca regresso a casa antes das 17,00 horas. Todos me conhecem. Guardo carros, tenho amigos que me ajudam, os turistas também me dão qualquer coisa quando me fotografam. Mas atenção: cada style tem o seu valor. Faço esta cena dos penteados porque gosto. Faço isto [o penteado] sozinho em casa logo que acordo por volta das quatro da madrugada." "Às vezes demoro muito tempo e não me despacho do espelho antes das seis horas. É preciso ter muita paciência. Muitas vezes o cabelo está grande demais e não sai como eu quero. Agora, por exemplo, já sinto que devia cortar. Este penteado chama-se Rei por causa da coroa. Demorou 45 minutos. A armação é feita com gel e gold que é um produto para colar o cabelo. "Às vezes o gajo [cabelo] inclina-se e tem de se acertar. Dá maningue trabalho. A tinta chama-se colour. As tintas compro com o dinheiro que me dão quando me tiram fotografias. Agora estou para assinar um contracto com umas pessoas de uma revista brasileira. Vamos ver o que dá.” Cristóvão Araújo Sapo MZ, 05 de Maio de 2009