27 de maio de 2009

Austrália: Cemitério de luxo

Cemitério de luxo Esta linda paisagem pode encontrar-se no cemitério Centennial Park de Adelaide, na Austrália. Foto@EPA/Centennial Park Images

26 de maio de 2009

NBA: A diputa para o cesto

NBA: A diputa para o cesto Kobe Bryant, dos Lakers, avança para o cesto com a ajuda do colega Lamar Odom, contra os adversários dos Denver Nuggets, Kenyon Martin e Nene, na segunda metade do jogo da Final de Western Conference em Denver, Colorado, nos Estados Unidos. Os Denver Nuggets venceram por 120-101. Foto@EPA/LARRY W. SMITH

Municípios da Matola (Moçambique) e Loures (Portugal) mais próximos

Municípios da Matola e Loures mais próximos Os Municípios da Matola e de Loures (Portugal) pretendem revitalizar a cooperação bilateral, no âmbito do Protocolo de Geminação entre as duas autarquias, que vigora desde 1996 Para efeito, os presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, e o de Loures, Carlos Teixeira, rubricaram quinta-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, uma adenda ao protocolo de geminação, que reafirma a necessidade de fortalecer e adequar a cooperação existente entre os dois municípios. Falando na ocasião, os dois autarcas comprometeram-se a levar a cabo, em conjunto, acções visando a materialização de mais iniciativas em vários domínios em benefício das respectivas comunidades. Neste aspecto, as prioridades vão para as áreas de bombeiros, saneamento básico e capacitação institucional. O presidente do Conselho Municipal da Matola disse ser necessário tornar o protocolo em realidade e, para isso, a Matola reafirma a continuação da cooperação com a congénere de Loures. “A visão que tivemos antes era ampla e, ao longo desses anos, fomos aprendendo mais, por isso reafirmamos de que somos um povo irmão, daí que queremos fazer mais e melhor para o bem dos nossos munícipes”, disse Nhancale. Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Loures considerou que a reactivação das relações de cooperação vai permitir que os técnicos dos dois municípios possam, em conjunto, desenvolver actividades que promovam o crescimento socioeconómico de ambos os municípios. “ Estamos dispostos a desenvolver esta interacção ao nível político, social e económico em benefício das nossas comunidades”, reiterou Teixeira. O autarca português chamou atenção para o facto de, mais do que assinar protocolos, as partes se sentirem comprometidas em materializá-los. “Não basta assinar o protocolo manifestando só a vontade de trabalhar. É importante que as partes intervenientes manifestem o seu comprometimento e realizem acções concretas”, afirmou Teixeira, que chefia uma delegação da Câmara de Loures de visita a Matola. Teixeira aproveitou a ocasião para fazer a entrega ao seu homólogo da Matola a chave da Câmara de Loures, um gesto que ele próprio considerou de “ímpar”, pois é a primeira vez, em sete anos de sua governação, que fá-lo fora de Portugal e também a primeira a um autarca. A delegação de Loures visitou a Escola Primária “Tunduro”, no Bairro do Fomento, Município da Matola, onde ofereceu material escolar. Maputo, Terça-Feira, 26 de Maio de 2009:: Notícias

Moçambique: Mudanças climáticas, aumentam riscos de desastres naturais

Mudanças climáticas : Aumentam riscos de desastres naturais A probabilidade de virem aumentar episódios relacionados com calamidades naturais em resultado das mudanças climáticas é maior no nosso país, segundo João Ribeiro, director geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Um estudo científico ontem apresentado em Maputo indica que Moçambique não está, neste momento, em condições de dar resposta adequada à situação e adianta que caso não sejam tomadas medidas concretas e urgentes, as consequências podem ser catastróficas nos próximos 50 anos, mas num período menos delatado de 10 anos muitos estragos podem ocorrer. João Ribeiro afirmou, por outro lado, que actualmente se está a trabalhar no sentido de evitar que as mudanças climáticas afectem o nosso desenvolvimento. Foram realizados estudos sobre aviso prévio para saber como agir para prevenir as consequências destas mudanças climáticas, o que significa saber e definir onde se deve construir infra-estruturas e quais são as intervenções a ter em consideração para não sermos afectados. “Moçambique é um país propenso a ciclones, cheias, secas e outras calamidades e com estes aspectos de mudanças climáticas que nos são apresentados estas probabilidades podem aumentar. Pretendemos mostrar e buscar junto da sociedade civil e de privados, a sensibilidade necessária para que no período indicado até 2060 possamos ver que medidas a tomar. O assunto será apresentado no Conselho Coordenador de Gestão das Calamidades para depois ser levado ao Conselho de Ministros, para ver que políticas e acções devem ser adoptadas para reduzir os efeitos das mudanças que estão a acontecer no mundo inteiro”, disse João Ribeiro, para quem existem acções cuja implementação não deve esperar. Tal é por exemplo a prevenção e combate }a erosão costeira que atinge vastas zonas do país. Face à situação, João Ribeiro disse que na segunda fase do estudo serão consideradas acções em função do que pode acontecer, não só nas regiões costeiras como nos rios, cidades, na agricultura, saúde, nos transportes, entre outros. Conforme afirmou, este estudo vai integrar muitos sectores da sociedade e de instituições, no sentido de se ver que projectos devem ser implementados para reduzir os efeitos da erosão. Durante a apresentação num seminário nacional sobre estudos científicos do impacto dos desastres naturais face às mudanças climáticas, que juntou na mesma sala directores nacionais, técnicos, ONG e jornalistas, Rui Brito, docente da Universidade Eduardo Mondlane, disse que Moçambique faz parte dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas em África. “Os dados indicam que as mudanças climáticas já estão a acontecer em Moçambique e num período de 45 anos, entre 1960 e 2005 a temperatura aumentou em media entre 1.1 grau centígrado e 1.6 grau centígrado. Por outro lado, o número de noites e dias frios reduziu, dando lugar ao aumento de dias e noites quentes sobretudo na zona norte. Aqui os dias secos caracterizados por temperaturas m]edias elevadas aumentam a evaporação e há indicações de início tardio da esta;ão chuvosa”, disse Rui Brito, para quem esta tendência aumenta o risco que o país enfrenta. Maputo, Terça-Feira, 26 de Maio de 2009:: Notícias

25 de maio de 2009

Maputo: 4º Festival Internacional de Publicidade

4º Festival Internacional de Publicidade O 4º Festival Internacional de Publicidade de Maputo vai ter início hoje, segunda-feira, dia 25 de Maio de 2009. Para a AMEP (Empresa Moçambicana de Empresas de Marketing, Publicidade e Relações Públicas,) organizadora do certame, pela voz do seu presidente, Mário Ferro, afirma-se satisfeita e honra com a adesão crescente de concorrentes e parceiros, o que permite dizer que “o festival é já uma referência internacional, impondo-se como uma marca moçambicana”. De acordo com o apuramento final, 20 agências e produtores de publicidade nacionais e estrangeiros (mais oito do que no ano passado) submeteram a concurso peças de TV/Cinema, rádio, print, poster, billboard, internet site, internet banner, promoções na internet e também campanhas e campanhas integradas de publicidade (mais cerca de 35 por cento do que em 2008). Para o 4º. Festival estão inscritas agências e produtores de Publicidade, como Executive Center de Angola, Joe Public da África do Sul, Golo e Ogilvy de Moçambique, Circus Advertising das Maurícias, Djomba de Portugal, entre outros. O júri será constituído por 13 professionais de Moçambique e de outros países, que analisará as peças a concurso, atribuindo os respectivos prémios, depois de ter elaborado uma “short list”. O festival terá a duração de três dias e terá como patrocinadores a Mcel, Rádio Moçambique, Congress Rental, Mediaprint, entre outros. SAPO MZ, 25 de Maio de 2009

Suiça: Amor de mãe

Amor de mãe Uma mãe carinhosa lambe a sua cria no Zoo Alpines des Marecottes, na Suiça. Foto@EPA/Jean-Christophe Bott

África do Sul: De Klerk considera racista acção afirmativa do Governo

África do Sul: De Klerk considera racista acção afirmativa do Governo O antigo Presidente sul-africano e Nobel da Paz FW De Klerk considera que a política oficial de acção afirmativa, implementada pelo Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), é «racista e inconstitucional». Em entrevista, sexta-feira, ao sítio na Internet do sindicato Solidariedade, Frederik De Klerk defendeu o fim da acção afirmativa que, na prática, significa reservar empregos e vagas universitárias para os não brancos, mesmo quando os candidatos mais qualificados para determinada posição são brancos. “Dizer que a igual representação deve ser implementada no mundo social, no mundo cultural e no mundo empresarial é, em minha opinião, uma total distorção da Constituição, é desequilibrada e muitas vezes inconstitucional”, afirmou o ex-presidente. De Klerk disse estar convencido de que o espírito do artigo nono da lei fundamental está a ser manipulado pelo Governo “para fazer crer que a acção afirmativa baseada na raça é aceitável”. O artigo em questão decreta que “a igualdade inclui o gozo de todos os direitos e liberdades por igual. Para promover a igualdade, medidas legislativas e outras destinadas a proteger ou promover pessoas, ou categorias de pessoas, desfavorecidas por discriminação injusta, podem ser tomadas”. O último Presidente branco da África do Sul, que libertou os presos políticos e negociou a transição para a democracia representativa com o ANC liderado por Nelson Mandela, defendeu uma acção afirmativa que proteja todos os que sejam ou tenham sido desfavorecidos independentemente da cor da pele. “A melhor forma de dar poder às pessoas é pôr à sua disposição uma boa educação, habitação condigna e serviços municipais adequados e o verdadeiro poder advém de governação efectiva ao serviço do povo”, concluiu. O “Solidariedade”, um sindicato que representa maioritariamente trabalhadores e técnicos de origem «afrikaner» que se opõem à linha da central sindical COSATU (aliada do Governo do ANC), trava neste momento uma batalha judicial contra o Estado, dado que várias vagas nos serviços forenses de Polícia não estão a ser preenchidas por todos os candidatos qualificados serem brancos. No passado recente, o “Solidariedade” já venceu processos judiciais por discriminação contra técnicos brancos na administração pública que resultaram em admissões forçadas decretadas pelos tribunais e/ou indemnizações. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Maputo: Jardim Nangade, mais conhecido por Jardim D. Berta, foco de poluição

Jardim Nangade foco de poluição Os moradores dos prédios adjacentes ao Jardim Nangade, mais conhecido por Jardim D. Berta em Maputo, reclamam poluição sonora tendo como origem espectáculos musicais promovidos por um restaurante localizado naquele recinto de lazer. Este jardim, que se localiza na esquina da avenidas Vladimir Lénine com Maguiguane está rodeado por vários prédios, onde residem centenas de famílias. O som alto da aparelhagem tem estado a incomodar a quem precisa de repousar, depois de um dia de trabalho, muitas vezes passado no meio de muito stress. Segundo alguns moradores contactados pela nossa Reportagem, os referidos espectáculos são levados a cabo a partir de quinta-feira e só terminam na madrugada de domingo. Este situação é descrita pelos moradores de “um inferno total”, pois, no seu entender, não tem sossego nos seus lares. “Quando chegamos a casa, ao fim da tarde, depois de mais uma jornada laboral e julgamos que vamos poder ter um merecido tempo de sossego e de silêncio, nos nossos próprios lares, aquele maldito festival já começou...e pior ainda é que nunca se sabe a que horas vai terminar”, disse uma das moradoras. João Munguambe, director de Actividades Económicas do Município de Maputo, contactado pelo “Noticias”, confirmou ontem a nossa Reportagem a denúncia desse facto. “Confirmo esta denuncia dos moradores do prédio junto do jardim Nangade, mais conhecido por D.Berta. Sei que deu entrada no município um abaixo-assinado dos moradores que se sentem perturbados com a poluição sonora naquele espaço. O assunto foi encaminhado e está’a a ser tratado com a maior atenção. Há esta preocupação por parte do município em tentar resolver este conflito de interesses”. Por seu turno Rúben Valter do restaurante apontado pelos moradores como fomentador da alegada poluição sonora, confirmou ontem ao nosso jornal que a gerência sabe do abaixo-assinado entregue às autoridades municipais. Recentemente, este restaurante recebeu um membro do Conselho municipal, cuja tónica do encontro girou em volta desse assunto que preocupa estes moradores. E foi em respeito a estas reclamações que, neste momento nós baixamos o som e paramos de tocar às quintas-feiras”. Uma moradora que não quis se identificar, com medo de retaliação dos promotores desse ambiente sonoro, desabafa: “se há um silêncio às 22.00 horas, julgamos que acabou. Daí a pouco recomeça. Se o silêncio aparece às 23.00 horas, julgamos que terminou. Daí a pouco recomeça. É uma tensão nervosa permanente. À meia-noite recomeça. À 1.00 hora recomeça, à 1.30 hora recomeça, às 2.15 horas recomeça, às 3.40 horas recomeça. E quando a pessoa é vencida por um sono extenuante e reacorda, esgotada, às 5.30 horas, este inferno, às vezes, ainda continua!!! E para agravar ainda mais a situação, à medida que as horas vão passando, o volume do som vai subindo. Quem pode aguentar isto? Quem pode sobreviver nestas condições?” Recordar que em tempos o Jardim Nangade estava degradado e sem nenhuma iluminação se durante a noite. albergava vagabundos e era também um esconderijo de malfeitores onde não raras vezes se ouviam, na calada da noite gritos, de socorro de pessoas, vitimas de assaltos. Mais tarde, e em boa hora, as autoridades municipais, em coordenação como o sector privado foi levado a cabo uma reabilitação que trouxe uma nova imagem, facto que foi aplaudido pelos citadinos que já podem desfrutar do lazer daquele jardim baptizado por Nangade, nome histórico da Luta de Libertação Nacional . Hoje, este jardim está iluminado e o flagelo da criminalidade desapareceu. Porém, de há uns tempos para cá instalaram-se novas formas de perturbação publica, através de musica alta. Os moradores não têm estado a desfrutar do merecido repouso devido a este fenómeno. Sabe-se no entanto que parte dos moradores destes prédios fizeram um abaixo-assinado as autoridades competentes, onde mostravam a preocupação e indignação por aquilo que consideram uma violação aos seus direitos. Todos são unânimes em apelar para o fim urgente desta situação. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Ilha de Moçambique palco de exposição de arqueologia

Ilha de Moçambique palco de exposição de arqueologia Uma exposição de Arqueologia vai exibir, no próximo mês de Junho no Museu de Marinha, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, peças recolhidas no fundo do mar. A exposição será inaugurada no dia 25 de Junho, data da celebração de mais um aniversário da Independência de Moçambique. As peças foram recolhidas numa parceria Arqueonautas e Património Internacional (Moçambique), segundo o Boletim “A Ilha - Património da Humanidade”, na sua edição de Março último. Espera-se que nessa data seja também oficialmente inaugurado o Museu de Marinha, sendo ainda necessário concluir os trabalhos já agendados para arranjo das instalações. Estas decisões foram tomadas no decorrer de um encontro entre o director nacional de Cultura, Domingos do Rosário, e o presidente do Conselho de Administração da Património Internacional SA, Jacinto Veloso. Jacinto Veloso é General na reserva e autor do livro biográfico “Memórias em Voo Rasante”. Espera-se que alguns objectos em prata e ouro, recuperados há algum tempo e até agora depositados no Banco de Moçambique, sejam exibidos na exposição. Para o efeito, terão de ser criadas condições de segurança, segundo apurou a AIM. Recorde-se que o mundo reflectiu no decurso da semana finda sobre o contributo dos museus no desenvolvimento sócio cultural, durante a passagem do Dia In­ternacional dos Museus (18 de Maio) que decorreu sob o lema “Museus e Turismo”. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Preservação da tradição e cultura moçambicana

Preservação da tradição e cultura moçambicana Escritores e pesquisadores devem privilegiar fontes orais - escritor austríaco, José Pampalk, à partida da Beira, depois de lançar dois livros de provérbios e contos de tradição Sena “A educação cívica começou há 2.500 anos na Grécia, onde os municípios tinham seu teatro público, onde a sociedade era teatralizada por essa via, através de criticas a fenómenos latentes. Pela tradição africana, senta-se à volta da fogueira e se teatraliza os acontecimentos candentes e decorrentes. É nesta fogueira que se ridiculariza, e se reflecte a africanidade” – palavras do autor em entrevista ao «Canal de Moçambique Beira (Canal de Moçambique) - José Pampalk, autor dos Livros “Nzerumbawiro” e “Mphyanga?”, de provérbios e contos, respectivamente, chamou à atenção, em entrevista exclusiva ao “Canal de Moçambique” na Beira, sobre a necessidade dos escritores e pesquisadores nacionais valorizarem as fontes orais na perspectiva da preservação da cultura moçambicana. Falando à partida da cidade da Beira para Maputo, onde também foi para lançar as suas obras, Pampalk realçou que “Mphyanga?” é produto de recolha oral a Miguel Ndapassoa Passo, já falecido. “Nzerumbawiri”, cuja primeira edição saiu há pouco mais de quatro anos, é também fruto da mesma relação com os nativos sena, com que Pampalpak, austríaco, partilhou a sua vivência nos anos 60, enquanto missionário na então colónia de Moçambique. Aquando da sua estadia em território moçambicano ainda sob administração portuguesa, entre os anos 1960 a 71 Pampalk viveu no campo, onde, diz, “ouvi e admirei a expressão da identidade dos africanos locais”. “Eu era missionário. Acreditei que havia várias coisas válidas aqui. Naquele tempo não recolhi nada. Quando voltei a Moçambique depois da independência, tinha começado a guerra e não podia lá voltar (ao campo). Aqui havia pessoas educadas, formadas, mas não alienadas. No meu regresso após a independência trouxe o meu gravador comigo, que o usei gravando grande parte dos contos que estão no livro, da boca de Miguel Ndapassoa Passo. O trabalho a seguir consistiu na transcrição e revisão do material recolhido. Havia 55 contos mais outros que não estavam gravados”. De acordo com Pampalk, com esta sua edição ele pretende lançar um desafio para que outros o prossigam, em prol da preservação da oralidade e da cultura moçambicana. “Sinto que há ausência de estima pelas línguas nacionais”, deplorou Pampalk, um austríaco, que fala sena. Pampalk também relevou o pluralismo dos contos no concerto da moçambicanidade. Segundo pesquisas suas, pôde perceber que os mesmos contos são contados em outras línguas com ligeiras e pequenas diferenças. Quanto a “Mphyanga?” ele referiu que “é um espelho que pode levar as pessoas a se retratarem e a abrirem os olhos”. Muitos deles são uma sátira às pessoas que concorrem para maus caminhos. “Os contos desse livro são uma análise das pessoas, levando-as a reflexão sobre os seus actos e comportamento. Ninguém pode ficar passivo. Os alvos são sujeitos responsáveis”, frisou. O nosso entrevistado lançou um aviso à navegação nos seguintes termos: “Uma árvore não pode crescer a partir das folhas. Tem que ser das raízes. Para que Moçambique seja um país moderno terá que valorizar as suas raízes, a tradição. É tal como se passa no Japão. A elite aqui está desenraizada, mas o povo não. Antigamente havia muita relação inter-presoal, mas agora reina o egoísmo, daí o nome “Mphyanga?” (é meu?). E noto que isto está a progredir”. Instado a falar das duas obras, ele afirmou que “o primeiro é mais manso, o segundo é mais profundo”. “É preciso que o país avance sem hesitação no reconhecimento da diversidade no seu seio, partindo do princípio que deveria ter ratificado a convenção da UNESCO de 2005, sobre a promoção da diversidade cultural. A SADC é uma comunidade da África Austral, mas também é uma comunidade cultural. É preciso valorizarmos a dimensão cultural desta área. E isto seria feito a partir da mobilização de agentes de base, nos distritos”. O escritor opinou entretanto que na promoção e respeito pela diversidade cultural os meios de comunicação social tem um papel forte, daí que têm que agir de forma conjugada. Lembrou que “nos últimos três anos a PNUD fez um programa para dar a voz quem não tem voz”. Perguntado sobre os seus futuros projecto, ele afirmou que “é ver os moçambicanos entre si, debatendo ideias, quer ao nível distrital como nacional, sobre livros. Nós últimos quinze anos apoiei os jornalistas em projectos da NSJ, rádio, mulheres e desenvolvimento municipal. Houve muito progresso. Mas a dimensão económica que se pretende alcançar tem que caminhar junto com a dimensão cultural. São factores indissociáveis em todas as culturas e identidades”, opinou. Pampalk referiu também a importância dos conselhos consultivos, onde o povo faz planos e apresenta as suas necessidades, o que é uma ideia nova neste meio, mas é preciso também avançar-se para a parte cultural, sugere, para que o povo seja ele próprio a afirmar quais são as suas aspirações e necessidades nesta área. “Que isto seja feito em respeito à sua língua, o que é importante dentro da diversidade cultural”, defendeu. Questionado sobre o interesse do Estado na preservação da tradição ele afirmou que nos anos 80 havia pouco interesse, agora é uma realidade visível. Mas acontece que a geração que devia dar o seu contributo apagou-se e os jovens, poucos tem dado o devido valor a tradição. “Mas isto tem valor artístico. A educação cívica começou há 2.500 anos na Grécia, onde os municípios tinham seu teatro público, onde a sociedade era teatralizada por essa via, através de criticas a fenómenos latentes. Pela tradição africana, senta-se à volta da fogueira e se teatraliza os acontecimentos candentes e decorrentes. É nesta fogueira que se ridiculariza, e se reflecte a africanidade”, rematou. (Adelino Timóteo) 2009-05-25

24 de maio de 2009

África comemora mais um aniversário


África comemora mais um aniversário Luanda - O continente africano comemora a 25 de Maio, segunda-feira, 54 anos desde a proclamação da Organização de Unidade Africana (OUA), actual União Africana, num contexto de várias perturbações caracterizadas por confrontos político-militar e pela crise económica mundial. Nessa data, em 1963, os chefes de estados, reunidos em Addis Abeba, Etiópia, proclamaram a Organização de Unidade Africana (OUA), cujo objectivo principal era o de libertar o continente africano das garras do colonialismo e do Aparttheid, bem como promover a emancipação dos povos africanos. A OUA deu lugar à actual União Africana, em 2002. Passados que são quadro décadas e meia, e conseguida a independência do continente, assiste-se ainda em muitas partes de África o desentendimento entre políticos. No Zimbabwe, depois da incerteza pós-eleitoral, que durou mais de um ano, o líder do maior partido da oposição, Tsvangirai, e o presidente Robert Mugabe, concluiram a 15 de Setembro do ano transacto um acordo de partilha de poder, que conduziu a um Governo de União, em Fevereiro. O Novo governo enfrenta uma grave crise para obter recursos financeiros e alertou a comunidade internacional que precisa mais de 8,5 biliões de dólares (6,2 biliões de euros), em três anos, para reconstruir infra-estruturas e relançar o sistema económico em ruína no país. Já no Madagáscar, o presidente Andry Rojoelina governa de forma interina desde Março deste ano, após uma onda de protestos contra o seu antecessor, Marc Ravalamanana. A chegada de Rajoelina ao poder foi considerada, por alguns países, golpe de Estado. A data do pleito ainda não foi marcada e o actual regime rejeita que isso aconteça até final do ano. Fatídicos foram os acontecimento recentes na Guiné-Bissau, em que o chefe doe estado-maior do Exército, Tagame na Waie, e o Presidente da República, Nino Vieira, foram barbaramente assassinados, respectivamente nos dias um e dois de Março último. O continente assiste ainda ao rompimento das relações entre o Tchad e o Sudão. pois o primeiro país, na pessoa do presidente, Idriss Deby Itno, acusa o seu vizinho de apoiar a rebelião. A África é um continente com aproximadamente 30,27 milhões de quilómetros quadrados de terra. Ao norte é banhado pelo Mar Mediterrâneo, ao leste pelas águas do oeano Índico e a oeste pelo oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos. É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com aproximadamente 800 milhões de habitantes. Basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habita no meio rural, enquanto somente 37 % mora em cidades. No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido, apresentando baixos índices de desenvolvimento económico. A renda per capita, por exemplo, é de aproximadamente Usd 800,00. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas 1% do produto mundial. Grande parte dos países possui parques industriais poucos desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura. O principal bloco económico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países: Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. Para saudar o aniversário do continente, realizam-se em Angola várias actividades desportivas e culturais, conferências, exposições fotográficas, desfiles de trajes tradicionais e outras. Por Rufino Marcelino Angola Press, 24 de Maio de 2009

Vandoma: Todos à Feira

Todos à Feira A Feira da Vandoma, que se destina exclusivamente à venda de objectos usados, realiza-se aos sábados na zona das Fontainhas. São muitos os que procuram bons negócios juntos dos vendedores que se aglomeram no Passeio das Fontainhas. Foto@Lusa/Estela Silva

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África Está neste momento a decorrer a Quinzena de África na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que leva aos portugueses a cultura africana através de diversas actividades. No programa, destacam-se apresentações de livros, nomeadamente When Things Came Together. Studies on/Estudos sobre Chinua Achebe e A Herança Africana em Portugal - séculos XV – XXI, o visionamento dos filmes O Herói, Tsotsi e Ilhéu de Contenda, a degustação de gastronomia africana, exposições, mesas-redondas e o workshop de danças africanas, que decorreu hoje. Na Quinzena de África, passeamos pelos vários países do continente, entre os quais Moçambique. E a adesão a estas actividades está a ser bastante boa, a julgar pelo número de pessoas africanas e não africanas que se juntaram para dançar com Cazuza. Neste workshop, dançou-se kuduro, kizomba, e outras danças africanas, miscelando-as ou isolando-as, de acordo com a vontade das aprendizes. Diversão, novos conhecimentos e identificação cultural são o que espera a quem adira às actividades, moderadas por professores universitários, alunos, ex-alunos e personalidades das diversas áreas representadas. Helga Costa SAPO, 22 de Maio

22 de maio de 2009

O eclipse que provou as teorias de Einstein

O eclipse que provou as teorias de Einstein
Dentro de dias, assinalam-se os 90 anos da expedição científica que apresentou, pela primeira vez, provas empíricas de que Einstein tinha razão: a observação do eclipse total do sol na ilha do Príncipe (S. Tomé), a 29 de Maio de 1919, um momento decisivo na ciência do século XX. Quando começou a publicar artigos com as suas ideias revolucionárias, em 1905, Albert Einstein não tinha provas experimentais. Não há nada de estranho nisto - Einstein era um físico teórico, e a sua investigação destinava-se precisamente a desenvolver teorias. Foram necessários anos para que a teoria da relatividade ganhasse popularidade. Primeiro, foi preciso que a comunidade científica internacional dedicasse atenção às suas ideias; esta demora foi agravada por Einstein ser alemão, e por a I Guerra Mundial ter provocado uma desconfiança generalizada face a tudo o que vinha da Alemanha. Mas foi também preciso tempo até surgirem as primeiras observações que comprovavam as teorias de Einstein. O astrofísico Arthur Stanley Eddington foi o primeiro a apresentá-las. Deve-se a Eddington, aliás, a divulgação da teoria geral da gravitação de Einstein no mundo de língua inglesa, antes mesmo destas observações. Em 1919, o cientista organizou duas expedições, ao Brasil e à ilha de Príncipe, para observar o eclipse solar. Este primeiro teste empírico permitiu medir a deflexão da luz devido ao campo gravitacional do sol: segundo a teoria da relatividade, quando a luz de uma estrela passa perto do campo gravítico do Sol, ela é obrigada a curvar devido à força gravítica deste. Era preciso um eclipse para que a luz do sol não obscurecesse este fenómeno. Eddington fotografou as estrelas e publicou os resultados das suas observações no ano seguinte - um trabalho que foi recebido com entusiasmo pela comunidade científica, embora mais tarde se levantassem algumas dúvidas quanto à qualidade das observações. Para a ciência, era a primeira prova que afirmava a física de Einstein sobre a física de Newton. As comemorações deste aniversário, a cargo da Sociedade Portuguesa de Geografia, incluem uma Conferência Internacional, em Lisboa, e um Encontro Científico na Ilha do Príncipe. Imagem: Negativo da imagem do eclipse solar de 1919, de Arthur Eddington (domínio público) 20 de Maio de 2009

Alemanha: Ida, o mais antigo antepassado do homem

Ida, o mais antigo antepassado do homem Chama-se Ida e é o mais velho antepassado do homem, com 47 milhões de anos. O pequeno fóssil, em estado de conservação quase perfeito, foi descoberto em 1983 na pedreira de Messel (Alemanha), mas os resultados da análise do achado só agora foram divulgados, e são já considerados um acontecimento científico excepcional. Embora se assemelhe aparentemente aos lémures, uma análise mais cuidada revelou características distintas, pelo que foi considerado uma nova espécie: o Darwinius masillae, nome escolhido em homenagem a Charles Darwin, pai da teoria da evolução, de que este ano se comemora o 200º centenário. Esta espécie era herbívora, via a três dimensões, tinha cinco dedos e polegar oponente. O fóssil encontrado era do sexo feminino. A qualidade do achado permite inclusivamente ver os contornos dos pêlos e os restos de uma refeição. A descoberta entusiasmou a comunidade científica pelo facto de ser o mais antigo antepassado comum dos primatas encontrado - uma espécie de elo até agora perdido. O norueguês Jorn Horum liderou a equipa do Museu de História Natural de Oslo que coordenou a investigação, e os resultados foram publicados na Public Library of Science. Ida está neste momento em exposição no Museu de História Natural de Nova Iorque. Depois, regressa a Oslo. Imagem Ida na exposição que inaugurou ontem em Nova iorque. Foto: EPA/JUSTIN LANE 20 de Maio de 2009

Mértola: Festival Islâmico...

Festival Islâmico... Visitantes observam os produtos do Souk (mercado) no decorrer do Festival Islâmico de Mértola, Alentejo, 22 de Maio. O festival vai decorrer até ao próximo domingo, dia 24. Foto@lusa/Nuno Veiga

Espanha: Um entre milhares...

Um entre milhares... Um imigrante ilegal reage desta forma perto de um funcionário da Cruz Vermelha no Porto de Motril, Granada, no sul de Espanha. O pequeno barco proveniente da África Subsariana onde seguia juntamente com outras 41 imigrantes ilegais foi interceptado a 32 milhas de Motril. A Espanha, através de Granada, tem sido o ponto de passagem de milhares de imigrantes ilegais provenientes do continente africano em busca de uma vida melhor. 21 de Maio de 2009. Foto@EPA/Paquet

19 de maio de 2009

Paulino Pinheiro: Merengue rebita

Teta Lando: Muato Wa N'Ginjila

Teta Lando: Menina de Angola