31 de maio de 2009

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe A Presidência sul-africana afirma que um relatório pedido em Maio de 2008 pelo então Presidente Thabo Mbeki, a seis generais na reserva, sobre as violações dos direitos humanos no Zimbabwe “nunca foi escrito”. Confrontado com pedidos de várias organizações da sociedade civil para que o relatório seja tornado público, o gabinete do presidente Jacob Zuma insiste que os generais nomeados pelo seu antecessor para se deslocarem ao Zimbabwe, logo após as eleições gerais de 29 de Março de 2008, apenas deram um “briefing” verbal ao presidente sobre as duas missões naquele país. Após Thabo Mbeki ter anunciado que um grupo de generais na reserva tinha sido nomeado para se deslocar ao Zimbabwe para estudar no terreno as causas da violência que se desencadeou após as eleições de Março, que ditaram a perda da maioria parlamentar pela ZANU-FP, de Robert Mugabe, uma cortina de silêncio caiu de imediato sobre a missão. O então vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Aziz Pahad, questionado sobre se os resultados da missão seriam tornados públicos, afirmou prontamente que o governo não deveria ser acusado de esconder factos do público mesmo que não divulgasse o conteúdo do relatório. A verdade é que, mais de um ano depois das duas viagens dos generais (uma em Maio e outra em Junho de 2008), organizações como o Centro da África Austral para os Sobreviventes de Tortura, o Centro de Litigação da África Austral, ou a oposição oficial – a Aliança Democrática – continuam sem ter qualquer pista sobre a localização do relatório que quase todos se recusam a aceitar ter sido “verbal”. Piers Pigou, director dos Arquivos Históricos Sul-Africanos (outra organização que pediu a divulgação dos resultados da missão dos generais), afirma não acreditar nas explicações da Presidência. “Não faz sentido nem tem lógica que nenhum relatório escrito tenha sido entregue ao governo”, afirma Pigou, que compara a situação às sistemáticas recusas do antigo presidente Frederik De Klerk em divulgar o “Relatório Steyn”, que investigara o envolvimento de membros das forças de segurança na violência política dos anos 1990. Entre os seis oficiais que compunham as duas missões ao Zimbabwe em Maio e Junho do ano passado encontravam-se o ex-chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Gilbert Romano, o brigadeiro-general Ray Moerane e o tenente-general Lambert Moloi. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Malária resiste às drogas - alerta a OMS

Doentes de malária numa unidade hospitalar de Maputo
Malária resiste às drogas - alerta a OMS Cientistas internacionais e a Organização Mundial da Saúde (OMS) dizem ter encontrado evidências de que o parasita causador da malária está a tornar-se resistente às drogas consideradas hoje mais eficientes contra a doença. Segundo eles, essa resistência, confirmada no Camboja, precisa deve ser eliminada urgentemente para evitar uma catástrofe global. As drogas à base de artemisinina são as mais utilizadas no mundo contra a forma mais comum e mortífera da malária. Normalmente, esses medicamentos são capazes de eliminar os parasitas da malária do sangue da pessoa infectada num prazo de dois a três dias, segundo estudos da OMS. Mas agora dois grupos de cientistas, trabalhando em pesquisas separadas, dizem ter encontrado evidências de que a eliminação dos parasitas leva de quatro a cinco dias entre pacientes cambodjanos. Segundo eles, esse aumento do prazo para a eficácia da droga seria um sinal do aparecimento de uma resistência ao medicamento. De acordo ainda com os especialistas, este é um motivo para preocupação, porque gerações anteriores de drogas contra a malária tiveram o seu uso inviabilizado por conta da resistência iniciada nessa mesma região do mundo. “Duas vezes no passado o sudeste asiático deu ao mundo um presente, inconscientemente, de parasitas resistentes a drogas, particularmente para África”, afirmou Nick Day, da Unidade de Pesquisas Médicas Tropicais de Oxford, um dos grupos envolvidos na pesquisa. “Este é o problema. Tivemos resistência à cloroquina e à sulfadoxina-pirimetamina (SP), ambas provocando uma grande perda de vidas em África. Se a mesma coisa acontecer agora, com a disseminação de parasitas resistentes da Ásia à África, isso terá consequências devastadoras para o controlo da malária”, avisou Day. Ainda não está claro por que é que essa região se tornou berçário para a resistência às drogas anti-malária. Mas, um dos factores pode ser o facto de que o sistema público cambodjano é precário e que o uso dessas drogas no país não é controlado. Além disso, há muitas drogas falsas à venda, que contêm uma pequena dose dos medicamentos verdadeiros para enganar os testes. Isso também pode levar à resistência. Segundo a OMS, um milhão de pessoas morre por ano por causa da malária. Crianças, particularmente em África, estão sob o maior risco, com a morte de uma criança pela doença por cada 30 segundos. Aproximadamente metade da população mundial, principalmente em países em desenvolvimento, está exposta à doença, transmitida por picadas de mosquito. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Moçambique: Tracção animal impulsiona cultivo de algodão em Sofala

Tracção animal impulsiona cultivo de algodão em Sofala A prática de tracção animal está a constituir principal desafio do Executivo em Sofala, sobretudo na multiplicação de áreas de produção do algodão. Esta situação acontece numa altura em que muitos camponeses abandonam aquela cultura de rendimento a favor de gergelim, que tende a ganhar mercados nacional e internacional pela aplicação da tabela de preço julgado estimulante. De acordo com o delegado regional-centro do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM), César Marrame, numa primeira fase foram distribuídas 15 juntas de bois para tracção animal no distrito de Marínguè e cinco para Caia. A fonte sublinhou que, diferentemente das outras, estas juntas, para além de charruas, possuem sachadores e ripas que garantem ao camponês efectuar todo o tipo de operações inseridas no cultivo de cereais e algodão. Para além disso, os mesmos factores de produção agrícola possuem igualmente carroças que permitirão ao camponês escoar a sua produção quer para a sua residência quer para os locais de comercialização cujos beneficiários têm ainda o privilégio de aumentar as suas rendas com o aluguer dos animais para os vizinhos interessados. “Há anos que o subsector do algodão tem estado preocupado com a melhoria de vida dos camponeses, desde a criação de condições condignas de trabalho até ao resultado final da comercialização. Por isso, julgamos que com a introdução de juntas de gado bovino teremos dado mais um passo rumo ao desenvolvimento” - referiu. Reconheceu que com a introdução de juntas nas regiões consideradas de potenciais na produção do algodão haverá muita diversificação de culturas, uma vez que o camponês vai diminuir o esforço e terá, por conseguinte, mais tempo para se dedicar as outras coisas. Ainda no dizer da nossa fonte, no âmbito do incremento da produção do algodão houve um trabalho de base que visava persuadir os camponeses destas potenciais zonas, nomeadamente Marínguè, Caia, Chemba e Gorongosa, a juntarem-se em associações. A propósito, o administrador de Caia, José Cuela, disse que o povoado de Tchetcha, no posto administrativo de Sena, é um dos que está a beneficiar da iniciativa, descrevendo a acção como podendo vir a mobilização a aderência de outros operadores agrícolas numa produção extensiva ao cultivo de algodão. Sentimento semelhante também foi manifestado por administrador de Marínguè, Absalão Chabela, o qual acrescentou que na sua área de jurisdição poderá reactivar a liderança no cultivo do algodão a nível da província de Sofala, havendo, para o efeito, movimento comparativo dos camponeses que sustenta esta afirmação. Dados do Instituto Nacional de Algodão de Moçambique apontam, entretanto, que na campanha finda 12.584 camponeses estiveram envolvidos na produção do algodão na província de Sofala, tendo sido cultivados 9550 hectares. Isto resultou numa produção de 6247 toneladas, num rendimento na ordem de 32 milhões de meticais. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Cabo Verde: Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade

Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade A instalação de trinta candeeiros abastecidos com energia solar no bairro de São Sebastião, na Cidade Velha, a 15 quilómetros da capital, marcou o arranque do projecto “Iluminação Pública Solar”, enquadrado na candidatura da localidade a Património da Humanidade. O início do projecto “Iluminação Pública Solar”, financiado pela cooperação espanhola, coincidiu com o Dia Internacional da Energia, que se assinalou na sexta-feira, e insere-se nas melhorias da Cidade Velha, cuja candidatura a Património Mundial da Humanidade será dada a conhecer pela UNESCO em Junho próximo. O ministro da Cultura, Manuel Veiga, explicou que o projecto se enquadra nas exigências da UNESCO para a candidatura da Cidade Velha, também conhecida por Ribeira Grande de Santiago, aliando a melhoria da qualidade de vida da população à protecção ambiental. “Esse projecto vai aumentar a qualidade de vida e entra no rol de tudo aquilo que devemos fazer para que o sítio seja classificado como Património da Humanidade. Uma outra exigência, do ponto de vista do Ambiente, tem a ver com a harmonia entre a preservação ambiental e a do património histórico”, destacou. A primeira fase do projecto conta com 30 postes de iluminação pública, equipados com painéis solares, totalmente independentes e autónomos, na zona de São Sebastião, junto à Sé Catedral, a primeira construída por portugueses em África, entre 1556 e 1700. Os postes e o sistema de iluminação pública são flexíveis, de fácil manutenção, totalmente autónomos em termos de energia e com uma forte preocupação patrimonial e ambiental, estando orçamentado em 23 milhões de escudos (cerca de 208 mil euros). O projecto-piloto implementado na Cidade Velha pode vir a ser desenvolvido em outros pontos do país, principalmente nas zonas mais remotas, onde é difícil a instalação da rede eléctrica nacional, conforme explicou a ministra da Economia, Crescimento e Competitividade cabo-verdiana, Fátima Fialho. “Este foi um projecto-piloto concebido especialmente para esta zona, que está a candidatar-se a Património da Humanidade. Mas a nossa política energética envereda-se para a área de utilização de energias renováveis”, explicou. Cabo Verde pretende aumentar a penetração de energias renováveis (solar e eólica) para diminuir o uso de combustíveis fósseis. O Governo já estabeleceu como meta que até 2020, metade da energia consumida no país terá como fonte o sol ou o vento. Lusa, 30 de Maio de 2009

Hungria: 23º Festival Internacional de Veículos Todo-o-Terreno

Hungria Todo-o-Terreno Um dos muitos jeeps que passaram pela lama do 23º Festival Internacional de Veículos Todo-o-Terreno a decorrer em Somogybabod, a 150 kms de Budapest, na Hungria. Milhares de pessoas assistiram ao festival, um dos maiores da Europa. Foto@EPA/Gyoergy Varga

Tailândia: Panda há dois dias

Panda há dois dias Esta cria de panda nasceu num jardim zoológico da Tailândia há dois dias. Foi o primeiro filha da mãe, Lin Hui, e o primeiro panda a nascer em território tailandês. Foto@EPA/PRASERTSAK BUNTRAGULPOONTAWEE

30 de maio de 2009

Morreu Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau

Morreu Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau O primeiro presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, morreu este sábado em Lisboa vítima de doença prolongada, noticia a agência Lusa. O extinto vivia desde os anos oitenta em Portugal, depois de afastado do poder por um golpe de Estado liderado por Nino Vieira. Com o irmão Amílcar, Aristides Pereira, Fernando Fortes e Abílio Duarte e Elysée Turpin, Luís Cabral integra a lista dos fundadores do PAIGC, partido formado em meados dos anos 50 do século passado, em Bissau, e que pugna pela independência da Guiné e Cabo Verde. Luís e Amílcar Cabral eram meio irmãos, pelo pai Juvenal Cabral, professor primário e figura destacada do seu tempo. Amílcar e Luís, a par de outros irmãos, nasceram na Guiné e trazidos depois para Cabo Verde, quando Juvenal e a família se transferem para a ilha de Santiago, mais concretamente para Santa Catarina, de onde era natural. Depois da morte de Amílcar, em Janeiro de 1973, Luís assume a co-direcção do PAIGC, com Aristides Pereira. A 24 de Setembro desse mesmo ano é eleito pela Assembleia Nacional Popular, em Madina do Boé, presidente da República da Guiné-Bissau, proclamada na mesma ocasião, unilateralmente, pelo PAIGC. Luís Cabral foi afastado do poder a 14 de Novembro de 1980 através de um golpe de Estado capitaneado pelo seu então primeiro-ministro, João Bernardo “Nino” Vieira, morto em Março passado. Esse golpe acaba também por representar o fim do projecto da unidade entre a Guiné e Cabo Verde, surgindo em Cabo Verde o PAICV a 20 de Janeiro de 1981. Depois de alguns meses retido em Bissau Luís Cabral é finalmente autorizado a embarcar para Cuba, onde permanece por algum período, altura em que viaja para Cabo Verde. Aqui também permanece pouco tempo, fixando finalmente residência em Portugal, onde agora acaba por morrer. Luís Cabral é autor de “Crónicas de libertação”, publicado em Portugal nos anos oitenta, onde narra a história do PAIGC e a sua própria trajectória pessoal. Há anos que acalentava publicar um segundo livro, neste caso, para contar a sua experiência presidencial e o que se seguiu. Ele tinha 78 anos, feitos a 10 de Abril passado. TSF, 30 de Maio de 2009

29 de maio de 2009

Londres: Parabéns Big Ben

Parabéns Big Ben O Big Ben está prestes a comemorar o seu 150º aniversário. A 31 de Maio de 1859 o Grande Relógio deu as primeiras badaladas. O seu som chega aos 118 décibeis (tão alto como o som de um jacto a levantar voo), o ponteiro dos minutos mede cerca de quatro metros e o ponteiro das horas quase três. O relógio mais famoso de Londres precisa de uma ajuda para funcionar: três vezes por semana é preciso «perder» uma hora para dar corda ao pontual simbolo da cidade. Foto@EPA/Andy Rain

Maputo: Jardim Tunduru (ex-jardim Vasco da Gama)

Jardim Tunduru Av. Samora Machel outrora conhecido como jardim Vasco da Gama. Foi desenhado em 1885 pelo paisagista inglês Thomas Honney que na época também concebeu o jardim do rei da Grécia e do Sultão da Turquia. O arco de entrada pertence ao estilo neo-manuelino, respeitando a evocação histórica da sua primeira denominação. Neste espaço botânico poderá admirar a colecção de Cicades e outras plantas indígenas exóticas. À entrada pode ver a estátua de Samora Machel, primeiro presidente de Moçambique, que faleceu num misterioso acidente de avião quando decorria o apartheid na África do Sul em 1986. Texto e foto: Teresa Cotrim

Tropical Band: Katita

Cabo Verde: Matchôna

CPLP aprova centros de excelência de paz

CPLP aprova centros de excelência de paz A XI Reunião dos Ministros da Defesa da CPLP aprovou na quarta-feira, em Luanda, o modelo dos Centros de Excelência de Formação em Operações de Paz, ideia avançada há três anos pelos membros. A questão relativa aos Centros de Excelência de Formação em Operações de Paz foi aprovada em relação ao modelo em que os países vão aprovar e definir os seus próprios centros de excelência. “Isto é importante na medida em que as intervenções em operações de paz e ajuda humanitária, sobretudo no continente africano, é muito frequente e é importante que os países africanos tenham capacidade para intervir no seu próprio continente”, afirmou o ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira. Estes centros de excelência vão ter particularidades e cada um dos países vai definir dentro das suas prioridades aquilo que lhe interessa, havendo países para quem a prioridade é a aeronáutica, outros os fuzileiros ou outras áreas. O modelo está aprovado e agora cada um dos países vai definir o seu centro de excelência. Outro tema que teve destaque nesta reunião foi a questão da segurança marítima, tendo sido abordada em duas linhas diferentes. A primeira tem a ver com as ameaças e riscos transnacionais que afectam as costas, quer ocidental quer oriental, do continente africano, onde estão situados países da CPLP e que constituem ameaças à segurança dessas áreas. “Estamos a falar de todo o tipo de tráficos ilegais, de droga, se seres humanos, e agora a pirataria. Nesta área ficou claro que, no quadro da CPLP, a dimensão naval dos países é importante e a colaboração do Brasil e Portugal são importantes para potenciar essa capacidade naval e a segurança nesses países”, descreveu o governante luso. A outra dimensão da segurança marítima levantada é a questão da extensão da plataforma continental. Todos os países da CPLP são países com costa ou são ilhas e têm, por isso, um interesse especial na sua plataforma continental. A Guiné-Bissau e os seus problemas internos gerados com os assassinatos do Presidente “Nino” Vieira e do CEMGFA, Tagmé na Waié, em Março último, foi um tema igualmente abordado, tendo os ministros da Defesa da CPLP concordado na manutenção dos esforços para ajudar o país a normalizar a sua democracia. Neste aspecto, foi continuada a persuasão sobre Bissau para acelerar o processo de reforma do sector de segurança e de desmobilização dos militares excedentes, sob compromisso de apoio da comunidade para o efeito. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo O Movimento para a Mudança Democrática (MDC), do primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, realiza o seu congresso anual este fim-de-semana, em Harare, durante o qual serão "avaliados os progressos" realizados desde a instauração do governo de união, anunciou ontem uma fonte partidária. "Trata-se de avaliar os progressos do partido no que diz respeito aos seus objectivos, a saber, criar um novo Zimbabwe e um espaço democrático e de liberdade", explicou o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa. "Alguns problemas que continuam em suspensão e foram transmitidos à SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) serão igualmente abordados durante o congresso", precisou Chamisa. Em Março de 2008, o MDC, então principal partido da oposição, ganhou as eleições legislativas e o seu líder Tsvangirai chegou à frente da primeira volta da eleição presidencial, mas rejeitou participar numa segunda volta, ganha por Mugabe. Após onze meses de paralisia política, o MDC integrou-se em Fevereiro de 2009 num governo de união. Tsvangirai ocupa o posto de primeiro-ministro, enquanto Robert Mugabe, no poder desde 1980, conservou a presidência da República. Os pontos de discordância entre as partes continuam a ser numerosos. Na semana passada, Tsvangirai pediu à SADC que resolvesse o problema das nomeações aos cargos de governador do Banco Central e de Procurador-Geral da República. O MDC contesta o facto de que estas nomeações sejam realizadas unilateralmente pelo presidente Mugabe. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

Escritor moçambicano Carlos Paradona Rufino Roque, lança na cidade da Beira, o seu livro “Tchanaze: a donzela de Sena”




Escritor Paradona lança “Tchanaze” na Beira O escritor moçambicano Carlos Paradona Rufino Roque lança na próxima terça-feira, na cidade da Beira, o seu livro “Tchanaze: a donzela de Sena”. É um romance surpreendente, onde Paradona desafiou-se e, em cerca de 200 páginas, faz-nos discorrer serenamente pelo vale do Zambeze, inspirado em histórias contadas à volta da fogueira, nas demandas regulares que se faziam às margens do rio e seus confluentes, nas armadilhas de peixes e noutras histórias carregadas de mistérios. É um livro que também não só exalta o deslumbramento do grande rio, assim como se curva perante a beleza da mulher personificada em Tchanaze. Sobre os mistérios, Paradona conta-nos nesta sua obra o episódio inacreditável de Nhamphadza, que, depois de morto, é encontrado, passado um tempo, num canavial a cortar cana. É este mesmo Nhampadza que não reconhece ninguém e nem ele próprio sabe quem é. Sobre esta passagem do livro de Paradona, o próprio autor diz não poder provar que o Nhampadza que tinha sido visto depois de morto era ele mesmo. Mas ele parte – segundo as suas próprias palavras - de uma base de histórias que foram sendo contadas no vale do Zambeze, e toda uma série de vivências, para fazer esta ficção”. Carlos Paradona Rufino Roque nasceu em Inhaminga, a 29 de Maio de 1963, onde inicia os seus estudos primários na Missão Nossa Senhora de Sameiro. Mas é na Escola Oficial do Dondo onde conlui a 4ª classe, em 1973. Em 1977, depois de trinta dias no mar, aporta a Ilha da Juventude, em Cuba, para dar continuidade aos seus estudos, tendo-se diplomado em Altos Estudos Militares. Foi distinguido com o Diploma de Melhor Combatente das FPLM no exterior em 1979 pelo então Comissário Político Nacional das FPLM. Licenciou-se em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane e é Mestre em Sociologia Industrial e Estudos Laborais pela Universidade de Pretória. É o mesmo Paradona que, em 1982, publica os seus primeiros poemas na página Diálogo do extinto Notícias da Beira. Em 1992 publica o seu primeiro livro de poemas “A Gestação do Luar”. “Tchanaze, a donzela de Sena”, curva-se às almas agrilhoadas no fundo do Zambeze. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

África do Sul: Sindicatos apresentam ultimato a dirigente provincial para remodelar governo

África do Sul Sindicatos apresentam ultimato a dirigente provincial para remodelar governo Pretória (Canal de Moçambique) - O Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (Cosatu) apresentou um ultimato à primeiro-ministro da Província do Cabo Ocidental, Helen Zille, para que proceda a uma remodelação do seu executivo, nomeando um novo elenco governativo que inclua mulheres. Um porta-voz do Cosatu disse que Zille devia igualmente apresentar desculpas às mulheres por ter demonstrado “falta de sensibilidade” em relação a elas. Zille, que é líder do partido da oposição, a Aliança Democrática, venceu as eleições provinciais no Cabo Ocidental, e de imediato passou a ser alvo de uma campanha por parte de círculos afectos ao regime de Pretória, incluindo o ANC e o Cosatu. Estas duas organizações, conjuntamente com o Partido Comunista Sul-Africano (SACP) constituem a chamada Aliança Tripartida. Para além do ultimato, o Cosatu recorreu a um tribunal da Cidade do Cabo, tendo inclusivamente ameaçado tomar medidas no “interesse do povo”. Entretanto, a Associação dos Veteranos de Guerra MK, ligada ao ANC, apresentou um memorando de protesto contra a composição do elenco governativo de Hellen Zille, ameaçado tornar a província “ingovernável”. Helen Zille apelou ao ANC para disciplinar os seus aliados. Aquando da sua nomeação para presidente do Concelho Executivo da Cidade do Cabo, Zille foi alvo de idêntica campanha por parte dos dirigentes do ANC a nível desta urbe, na sequência da derrota sofrida pelo partido dirigente sul-africano nas primeiras eleições autárquicas realizadas na África do Sul após o fim do regime do apartheid. Antiga jornalista do diário Rand Daily Mail, Hellen Zille militou contra o regime de segregação racial que vigorou na África do Sul até 1994. (Redacção/SABC News) 2009-05-29

Sobre tráfico de Pessoas em Moçambique: Autoridades governamentais estão confusas

Sobre tráfico de Pessoas em Moçambique Autoridades governamentais estão confusas Cada uma das instituições do Governo diz o que lhe convém, mostrando falta de cooperação inter-sectorial para combater o fenómeno Maputo (Canal de Moçambique) – A falta de coordenação inter-sectorial no combate ao tráfico de seres humanos, está a provocar contradições no seio das autoridades moçambicanas, deixando subjacente que pode nada estar a ser feito para travar este fenómeno maléfico. Segundo a ministra da Mulher e Coordenação da Acção Social, Virgília Matabele, que esta semana dirigiu, aqui em Maputo, os trabalhos da abertura e encerramento da Conferência Ministerial da Comunidade dos Países da África Austral (SADC) sobre o Combate ao Trafico de Seres Humanos, particularmente Mulheres e Crianças”, “em Moçambique não existe base de dados sobre casos de tráfico de seres humanos, particularmente de mulheres e crianças, mas sim, suspeitas desta prática”. Ainda de acordo com a ministra, “não se pode dizer que no país existe ou não tráfico de pessoas, uma vez que nunca houve registo de tais factos, mas sim suposições. Não temos casos de tráfico de seres humanos”. Contudo, em declarações à margem do referido encontro que terminou ontem, a chefe do Departamento da Mulher e Criança Vítima de Violência Doméstica no Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), a sub-inspectora Lurdes Mabunda, afirmou existirem provas de tráfico de seres humanos em Moçambique. Segundo aquela porta-voz policial, pelo menos cerca de 23 casos de tráfico de pessoas foram reportados àquela corporação da polícia ao longo do ano passado. Embora sem avançar pormenores sobre o ponto de situação em que se encontram ao nível do Ministério Publico os casos reportados, a fonte referiu que a Polícia estava bastante preocupada com o evoluir da situação. Outrossim, ainda de acordo com Mabunda, os casos têm vindo a se multiplicar devido à forma sofisticada que os supostos traficantes usam para conquistar as suas vítimas que são, a maior parte delas, mulheres e crianças. Para ainda elucidar de que no país ocorrem casos de trafico, a mesma fonte da Polícia referiu que na semana passada, foram reportados à Polícia 3 casos de tentativa de tráfico de crianças. O secretário Permanente do Ministério da Mulher e Coordenação da Acção Social, Agostinho Pessane, referiu em declarações exclusivas ao «Canal de Moçambique», que “Moçambique tem sido usado como corredor para tráfico de seres humanos, cujo destino preferencial tem sido vizinha África do Sul, com finalidades comerciais, particularmente para a exploração sexual e mão-de-obra barata”. Sobre a falta de dados estatísticos, aquela fonte referiu que ainda não existe um trabalho de base que possa determinar se o que está acontecer se trata de tráfico ou não, de seres humanos. Acrescentou que tal se deve ao facto dos traficantes usarem métodos camuflados para a prática desta actividade criminosa. A Organização Internacional de Migração (IOM - sigla inglesa) refere que muitos zimbabueanos têm sido frequentemente traficados para Moçambique para fins tais como actividades comerciais, sexuais e domésticas. No caso dos traficados de Moçambique, segundo referiu a IOM e o secretário permanente do MMCAS, o destino têm sido a África do Sul, onde para além de serem vendidos para actividade sexual, comercial e de exploração de mão-de-obra, muitas das vítimas têm sido mortas e dos seus cadáveres extraídos órgãos para fins obscurantistas. (Bernardo Álvaro) 2009-05-29

28 de maio de 2009

Festival Internacional de Publicidade de Maputo termina em apoteose

Festival Internacional de Publicidade de Maputo termina em apoteose Encerrou ontem, com um jantar de gala, a 4ª Edição do Festival Internacional de Publicidade de Maputo. A cerimónia, realizada no complexo Indy Village, destinou-se à entrega dos prémios ‘Concha de Prata’ e ‘Concha de Ouro’, este último o mais importante do certame. A agência Executive Center de Angola foi quem mais arrebatou o troféu ‘Concha de Ouro’ num total de nove, nas diversas categorias como Print, Outdoor, Rádio, TV Cinema, Campanha e Campanha Integrada, tendo em algumas delas conquistado mais do que um prémio, escapando-lhe apenas a categoria Internet, cujo troféu foi conquistado pela agência Djomba de Portugal. A agência moçambicana Golo mostrou ser uma boa corredora de fundo tendo vencido a ‘Concha de Ouro’ na categoria de Campanha (TV) e Campanha Integrada com o título “Verdade em cada palavra”, onde anunciava o único periódico gratuito no país, o jornal @ Verdade. À margem do evento, o Sapo MZ falou com Mário Ferro, presidente da AMEP (Associação Moçambicana de Agências de Publicidade). No momento do balanço Ferra realçou: “O festival está a ser um êxito. Está a decorrer de uma forma magnífica e o sucesso não é só ditado pelos resultados mas sobretudo pelo interesse manifestado pelos parceiros, agências de publicidade e por outras entidades que nos apoiaram. O evento está a crescer de ano para ano e esperamos que o sonho seja totalmente concretizado em 2015 quando Maputo for a capital da publicidade em África. Este é o grande objectivo do festival.” Sobre se a actual crise financeira terá afectado o evento, Ferro foi peremptório: “De maneira nenhuma, antes pelo contrário. Em termos de parcerias nunca tivemos tantas, isto significa que a tão badalada crise económico-financeira internacional não teve quaisquer reflexos no evento, antes pelo contrário porque as pessoas já entenderam que comunicar é crescer.” À despedida Mário Ferro prometeu que a 5ª Edição será, na sequência do que vem acontecendo todos os anos, ainda melhor do que foi a 4ª. “Basta olharmos para o panorama da comunicação no país para observarmos o crescimento que se tem vindo a registar. Hoje existem muito mais órgãos de comunicação do que havia há meia dúzia de anos. Hoje existem quatro estações de televisão e a publicidade tem dado um importante contributo financeiro para que esses órgãos possam existir. E é ainda com a existência destes órgãos que se aprofunda a democracia se alarga o leque de liberdade de opinião e discussão. Penso que estamos no bom caminho.” Cristóvão Araújo Sapo MZ, 28 de Maio de 2009

Cabo Verde: Celina Pereira entre Mornas e Fados

Celina Pereira entre Mornas e Fados A cantora cabo-verdiana Celina Pereira prossegue a sua tournée de comemoração dos 40 anos de carreira, com um espectáculo, esta noite, no auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa. "Entre Mornas e Fados" conta com as participações da vencedora da Grande Noite do Fado e neta do treinador/compositor Moniz Pereira, Carminho Moniz Pereira, com a revelação do fado Duarte e com a voz doce da filha do grande Paulino Vieira, Vilma Vieira. O espectáculo tem por base, como explica a cantora, "a ideia da mestiçagem a mistura da guitarra portuguesa e do cavaquinho cabo-verdiano". O quadro poderia ser este: "Vislumbra-se a vela, ao longe, nesse mar de prata e desassossego. Cresce a ansiedade da viagem, ouvem-se os primeiros cantos do cavaquinho. Chora de alegria e festa, de sonho e emoções renovadas. A guitarra, a bordo, responde, no seu tom alegre e triste, de varina apregoadeira, com cheiro a vielas da Madragoa." "Eis que chega um violão. Pelo bordão se percebe que tem sabor a trópicos. Mas logo se junta o seu irmão europeu, mais a compasso e firme.Mãos cumprimentam-se em abraços e juntam-se em percussão. Adivinham-se as primeiras vozes, em suspiros e sussurros, afogueando a vontade de expressar alegria e dor, guerras e amor." "Entre mornas e fados viaja esta lusofonia, transportando-nos a alma e o coração por oceanos e povos distantes. Como um eco das nossas emoções." Neste formato, Celina Pereira convida artistas cabo-verdianos e portugueses, para uma apaixonante viagem entre as mornas quentes e o fado intimista, estilos de raízes entrelaçadas e alma comum. JA Sapo CV, 28 de Maio de 2009

Chefe de Estado Maior da Força Aérea Portuguesa aguardado em Luanda

Chefe de Estado Maior da Força Aérea Portuguesa aguardado em Luanda Chefe de Estado Maior da Força Aérea Nacional (FAN), general Francisco Lopes Gonçalves Afonso "Hanga" Luanda - O chefe do Estado Maior da Força Aérea de Portugal, general Luís Envangelista Esteves de Araújo, inicia, de 01 a 05 de Junho, uma visita oficial de trabalho a Angola, no quadro da cooperação militar existente com a sua congénere angolana, soube hoje a Angop de fonte oficial. A informação foi prestada pelo chefe de Estado Maior da Força Aérea Nacional (FAN), general Francisco Lopes Gonçalves Afonso "Hanga", acrescentado que a visita do seu homológo português, surge em resposta de uma por si efectuada o ano passado em Portugal. O programa da delegação militar lusa, segundo a fonte preve uma deslocação a provincia Benguela, para visitarem a escola de avião do Lobito, onde o general Luís Araújo manterá um encontro com os instrutores portugueses que aí se encontram em missão no quadro de um acordo de cooperação existente entre as duas Forças Aéreas. Ainda no Lobito o chefe da delegação lusa vai visitar o regimento aéreo de caças bombardeiros da Força Aérea Nacional. A visita será extensiva a cidade do Lubango, provincia da Huíla onde os visitantes vão constatar o nível organizativo da direcção da região aérea sul. Em Luanda, estão previstas visitas ao Comando da Força Aérea, Regimento Aéreo (Base nº 1), Instituto Superior Técnico Militar (ISTM) e a Escola Superior de Guerra (ESG) estabelecimentos vocacionados ao ensino militar, sedeados no campo do Grafanil. Angola Press, 28 de Maio de 2009

“A Renamo só vai acabar no dia que o povo desaparecer” (Afonso Dlhakama)

“A Renamo só vai acabar no dia que o povo desaparecer” Afonso Dlhakama, líder da Renamo Dlhlakama encontra-se em Nampula em visitas de trabalho O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse ontem no distrito de Mussuril, em Nampula, que contrariamente ao que a Frelimo anda a propalar, o seu partido jamais irá desaparecer. “A Renamo só vai acabar no dia que o povo moçambicano desaparecer”, dis­se o líder da “perdiz”. De acordo com Dlhakama, que orientava um comício bastante concorrido, a Renamo é o “único partido que representa os interesses do povo. “Nós somos um partido forte e não de ladrões. Somos um partido democrata e eu (Dhlakama) sou filho do povo”. “A Frelimo tem dias contados” Num outro desenvolvimento, Dlhakama disse que a Frelimo tem dias contados no poder, por não estar a representar a vontade do povo. “O governo da Frelimo não tem nada a ver convosco. Jamais irá mudar a sua governação, porque é a sua maneira de trabalhar. Há 34 anos que andam a enganar o povo. Nós da Renamo estamos a lutar dia e noite por forma a governarmos este país, numa base verdadeiramente democrática.” Segundo aquele dirigente, caso seja eleito presidente da República a 28 de Outubro, vai acabar com a partidarização do Aparelho do Estado. “A Frelimo continua a pautar por atitudes macabras que remotam do tempo do comunismo. Nós não vamos obrigar as pessoas a se aliarem a nós para viverem bem como acontece actualmente com a Frelimo”. No rol das promessas, o líder da Renamo prometeu ainda acabar com a criminalidade, pobreza extrema, bem como melhorar as condições sanitárias dos moçambicanos. “Derrotas são orquestra das pela Frelimo” Dlhakama prometeu aos po­pulares que nestas eleições o seu partido será mais vigilante com vista a não permitir que a Frelimo “roube os votos”. “Quem anda orquestrar a nossa derrota é a Frelimo”, justificou-se. O País, Quinta, 28 Maio 2009 11:08 Redacção