Entre África e Europa : Maputo acolhe encontro sobre cooperação cultural
É lançado hoje, em Maputo, o programa Campus Euro-Africano de Cooperação Cultural. O evento vai decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, entre os dias 22 e 26 de Junho e é organizado pela OCPA (Observatório de Políticas Culturais em África), e Interarts.
Com este programa pretende-se proporcionar um ponto de encontro, de formação e intercâmbio para os agentes culturais dos continentes Africano e Europeu, bem como criar um espaço de reflexão, transferência de conhecimentos, troca de experiências e discussão de possíveis iniciativas conjuntas no campo de cooperação cultural, no contexto mais lato da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável.
Um comunicado da organização do evento, enviado à nossa Redacção, indica que, as agremiações partilham um objectivo de integração adicional dos elementos culturais nas estratégias de desenvolvimento e promoção da transferência de conhecimentos e práticas no campo de política cultural.
O campus conta com a parceria do Ministério da Educação e Cultura, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). O evento conta também com o apoio de Africalia, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Agenda 21 da Cultura.
Vários temas estão agendados no campus, destacando-se sessões plenárias: cooperação cultural entre África e Europa num mundo globalizado – tendências e desafios; lugar da diversidade cultural na cooperação cultural Euro-Africana; um olhar às estratégias para a cultura e desenvolvimento em África; criatividade e inovação – alcance da cultura; direitos culturais e responsabilidades; migração e contexto Euro-Africano; a governação da cultura.
Estão ainda agendados workshops que poderão facilitar a discussão dos temas. E os trabalhos de debate serão realizados sob os seguintes subtemas: cultura e desenvolvimento local; cultura e comunicação social; pesquisa; património tangível e intangível; rede de artes; economia criativa; formação; cultura e educação.
A expectativa é que o campus tenha uma participação de cerca 150 delegados de 34 países de África e Europa para um evento cujo público alvo são os artistas, gestores culturais, organizações culturais e redes em África e Europa, formuladores de políticas, organizações e agências de desenvolvimento, universidades e organizações de pesquisa.
Dados avançados pela organização indicam que, o Ministro da Educação e Cultura, Aires Aly, vai proceder à abertura do evento.
Fazem igualmente parte dos oradores moçambicanos Benigna Zimba e Renato Matusse. Estarão também no painel dos oradores o desenhador de moda franconigeriano Alphadi, a poetisa e actriz sul-africana Lebo Mashile e o director de Cultura do Conselho de Europa, Robert Palmer, bem como mais de 50 oradores procedentes de Moçambique, África e Europa.
Complementando o programa académico do campus, cada noite de 21 a 25 de Junho terá lugar em diferentes equipamentos culturais de Maputo uma série de concertos, leituras de poesia, exposições e espectáculos de dança.
O Observatório de Políticas Culturais em África (OCPA) é uma organização não-governamental Panafricana independente e com sede em Maputo, que pretende fomentar o desenvolvimento de políticas culturais nacionais na região e sua integração em estratégias de desenvolvimento humano, mediante a promoção do intercâmbio de informação, a investigação, a capacitação e a cooperação tanto a nível regional como internacional.
A Interarts é uma agência independente privada com uma missão internacional, com sede em Barcelona, na Espanha. Esta organização tem levado a cabo projectos relacionados com as políticas culturais e a cooperação cultural para organizações tanto públicas como privadas.
O campus foi desenhado por Interarts e o Observatório de Políticas Culturais em África (OCPA), no marco de um programa de cooperação cultural iniciado em 2003 que compreende actividades sobre investigação, sensibilização, formação e fomento de redes. Ambas organizações compartilham a vontade de contribuir para a integração de elementos culturais nas estratégias de desenvolvimento e de promover a transferência de conhecimentos e práticas no âmbito das políticas culturais.
Maputo, Quarta-Feira, 17 de Junho de 2009:: Notícias 17 de junho de 2009
Entre África e Europa : Maputo acolhe encontro sobre cooperação cultural
Entre África e Europa : Maputo acolhe encontro sobre cooperação cultural
É lançado hoje, em Maputo, o programa Campus Euro-Africano de Cooperação Cultural. O evento vai decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, entre os dias 22 e 26 de Junho e é organizado pela OCPA (Observatório de Políticas Culturais em África), e Interarts.
Com este programa pretende-se proporcionar um ponto de encontro, de formação e intercâmbio para os agentes culturais dos continentes Africano e Europeu, bem como criar um espaço de reflexão, transferência de conhecimentos, troca de experiências e discussão de possíveis iniciativas conjuntas no campo de cooperação cultural, no contexto mais lato da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável.
Um comunicado da organização do evento, enviado à nossa Redacção, indica que, as agremiações partilham um objectivo de integração adicional dos elementos culturais nas estratégias de desenvolvimento e promoção da transferência de conhecimentos e práticas no campo de política cultural.
O campus conta com a parceria do Ministério da Educação e Cultura, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). O evento conta também com o apoio de Africalia, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Agenda 21 da Cultura.
Vários temas estão agendados no campus, destacando-se sessões plenárias: cooperação cultural entre África e Europa num mundo globalizado – tendências e desafios; lugar da diversidade cultural na cooperação cultural Euro-Africana; um olhar às estratégias para a cultura e desenvolvimento em África; criatividade e inovação – alcance da cultura; direitos culturais e responsabilidades; migração e contexto Euro-Africano; a governação da cultura.
Estão ainda agendados workshops que poderão facilitar a discussão dos temas. E os trabalhos de debate serão realizados sob os seguintes subtemas: cultura e desenvolvimento local; cultura e comunicação social; pesquisa; património tangível e intangível; rede de artes; economia criativa; formação; cultura e educação.
A expectativa é que o campus tenha uma participação de cerca 150 delegados de 34 países de África e Europa para um evento cujo público alvo são os artistas, gestores culturais, organizações culturais e redes em África e Europa, formuladores de políticas, organizações e agências de desenvolvimento, universidades e organizações de pesquisa.
Dados avançados pela organização indicam que, o Ministro da Educação e Cultura, Aires Aly, vai proceder à abertura do evento.
Fazem igualmente parte dos oradores moçambicanos Benigna Zimba e Renato Matusse. Estarão também no painel dos oradores o desenhador de moda franconigeriano Alphadi, a poetisa e actriz sul-africana Lebo Mashile e o director de Cultura do Conselho de Europa, Robert Palmer, bem como mais de 50 oradores procedentes de Moçambique, África e Europa.
Complementando o programa académico do campus, cada noite de 21 a 25 de Junho terá lugar em diferentes equipamentos culturais de Maputo uma série de concertos, leituras de poesia, exposições e espectáculos de dança.
O Observatório de Políticas Culturais em África (OCPA) é uma organização não-governamental Panafricana independente e com sede em Maputo, que pretende fomentar o desenvolvimento de políticas culturais nacionais na região e sua integração em estratégias de desenvolvimento humano, mediante a promoção do intercâmbio de informação, a investigação, a capacitação e a cooperação tanto a nível regional como internacional.
A Interarts é uma agência independente privada com uma missão internacional, com sede em Barcelona, na Espanha. Esta organização tem levado a cabo projectos relacionados com as políticas culturais e a cooperação cultural para organizações tanto públicas como privadas.
O campus foi desenhado por Interarts e o Observatório de Políticas Culturais em África (OCPA), no marco de um programa de cooperação cultural iniciado em 2003 que compreende actividades sobre investigação, sensibilização, formação e fomento de redes. Ambas organizações compartilham a vontade de contribuir para a integração de elementos culturais nas estratégias de desenvolvimento e de promover a transferência de conhecimentos e práticas no âmbito das políticas culturais.
Maputo, Quarta-Feira, 17 de Junho de 2009:: Notícias
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J.K. Rowling, autora da saga «Harry Potter», e a sua editora estão a ser processados por plágio, no valor de 592,5 milhões de euros
J.K. Rowling, autora da saga «Harry Potter», e a sua editora estão a ser processados por plágio, no valor de 592,5 milhões de euros.
A família do falecido Adrian Jacob, que publicou «Willy the Wizard» em 1987 - dez anos antes do primeiro livro de Rowling e três anos antes de a mesma ter pensado em Harry Potter -, vai mesmo a tribunal para reclamar os direitos da ideia original.
«Willy the Wizard» é também sobre uma criança que descobre ter poderes mágicos e foi enviado à editora de Rowling, a Bloomsbury Publishing, mas acabou por ser rejeitado. Seria publicado por uma companhia mais pequena, com o nome de «The Adventures Of Willy The Wizard No 1: Livid Land.»
Jacob perdeu o seu dinheiro no crash da bolsa de 1991 e morreu seis anos depois, antes de «Harry Potter» ser o sucesso que é hoje.
A acção, interposta pela família, reclama que o quarto livro da série, «Harry Potter e o Cálice de Fogo», é um plágio de «Willy the Wizard». Ambos os jovens participam num concurso de magia e tentam resgatar refém humanos aprisionados por criaturas meio-humanas em casas-de-banho. Mas parece haver outros pontos em comum.
A primeira acção foi interposta contra a Bloomsbury, mas a família já garantiu que a escritora também será processada. A editora e Rowling já negaram as acusações.
Sapo MZ, 17 de Junho de 2009
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Os cuidados com o bebé absorvem toda a energia de uma nova mãe
Os primeiros dias de uma mãe
Os cuidados com o bebé absorvem toda a energia de uma nova mãe
Mas é essencial não se esquecer de pensar em si própria. Afinal, também acabou de nascer. A avalanche de emoções, nos primeiros dias após o nascimento de um bebé, é natural.
Mas é tão avassaladora que nem sempre se consegue passar por ela de cabeça erguida e com um sorriso constante de felicidade completa. É claro que o bebé é lindo e maravilhoso, mas isso só faz com que os sentimentos negativos pareçam ainda mais despropositados.
Então a culpa – que todas as mães tratam por tu – ataca em força, agravando mais a nuvem que teima em fazer sombra no espírito das mães acabadas de nascer. Insegurança, ansiedade, medo, cansaço, mal-estar físico, confronto com um corpo que não parece ser seu, dificuldades na amamentação são tudo ingredientes que podem fazer de um período tantas vezes idealizado como perfeito uma fase para esquecer.
Não é por acaso que 10 a 15 por cento das mães sofre uma depressão no período sensível que se segue ao parto. Muitas delas tinham anteriormente factores que as predispunham para tal, mas também há casos em que nada fazia prever o surgimento de tal situação.
Convém salientar que, entre muitos factores e circunstâncias, a experiência de parto é decisiva para a forma como a mãe se sente em relação a si própria.
E depois, estar preparada para as emoções contraditórias do pós-parto, para os sentimentos menos bons, para as crises de choro – que são normais -, ou seja, pensar no assunto durante a gravidez e adoptar algumas estratégias que facilitam, na prática, a vida no pós-parto é também decisivo para que os primeiros dias e semanas sejam lembrados sobretudo pelos bons momentos.
Sonhou tanto com o momento de ter o seu filho nos braços e agora que ele está aí, pode acontecer senti-lo como um estranho. O amor avassalador que esperava sentir pode parecer, afinal, estranho e débil.
A tendência, quando tal sentimento de vazio se instala, é duvidar desde logo de ser uma boa mãe. Mas não só esta sensação é normal e frequente, como não tem absolutamente nada a ver com a sua competência maternal. O amor de uma mãe nem sempre surge de rompante no pós-parto. Muitas vezes exige que passe algum tempo, que se descubra e reconheça aquele bebé. Mas acredite que ele acaba por surgir, de forma apaixonada e incondicional.
Sair de casa faz bem à mãe e ao bebé. Passar dias seguidos metida em casa é estar a alimentar a neura, quando o que se pretende é combatê-la. A amamentação, além de todas as vantagens que tem para a saúde do bebé e da mãe, permite saídas de casa descontraídas.
A refeição do bebé está sempre pronta, na temperatura certa, e não exige transportar qualquer material que não esteja incluído em si própria. Assim sendo, não se entregue à inércia e procure sair pelo menos uma vez por dia, para um pequeno passeio.
O carrinho coloca muitas vezes dificuldades logísticas e, para um recém-nascido, o contacto com a mãe nunca é demais. Por isso, opte pelo pano ou pelo canguru, verdadeiros prolongamentos da barriga que o transportou durante nove meses.
Mas sair sem o bebé também deve fazer parte dos seus planos. Procure recomeçar rapidamente as actividades que mantinha antes do parto e que lhe davam prazer, seja exercício físico, a leitura de um livro, ou caminhar. Bastam duas horas para voltar com energias renovadas. O bebé pode ficar com o pai ou com uma avó e, acredite, ele vai sobreviver em bom estado.
Texto de Ana Esteves
Revista Pais & Filhos
Sapo MZ, 17 de Junho de 2009
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Suiça reitera vontade de apoiar Moçambique
Suíça reitera vontade de apoiar Moçambique
O Governo suíço reiterou ontem que vai continuar a apoiar financeiramente os projectos de desenvolvimento de Moçambique, apesar de a sua própria economia estar a ressentir-se dos efeitos da crise mundial que desde Agosto do ano passado abala todo o mundo.
A vice-presidente e ministra da economia suíça, Doris Leuthard, vincou, durante uma conferência de Imprensa conjunta que deu no termo das conversações que manteve em Berna com uma delegação moçambicana chefiada pelo presidente Armando Guebuza, que o seu país entende que não obstante a própria Suíça estar a ser afectada pela presente recessão mundial esse efeito será ainda mais avassalador para países de economias embrionárias como Moçambique, que mesmo antes desta crise já dependiam da ajuda externa para equilibrarem os seus orçamentos.
Doris Leuthard explicou que o apoio do seu país a Moçambique compreende três vertentes, nomeadamente a bilateral, em que Berna desembolsa fundos para apoiar certos projectos que os dois países identificaram e acordaram que devem ser levados a cabo em certos pontos do país, a multilateral, que se traduz nas contribuições financeiras que o Governo suíço faz às organizações financeiras mundiais e africanas, como o Banco Mundial e o Banco para o Desenvolvimento da África (BAD e, finalmente, por via das ONG suíças que têm vindo a levar a cabo uma série de projectos de índole social no seio das comunidades moçambicanas, como a Helvética.
Durante a conferência de Imprensa revelou que não era fácil dizer naquele momento quanto é que o seu país tem dado a Moçambique, mas referiu que a assistência bilateral tem sido de 30 milhões de francos suíços.
Vincou que as relações de amizade entanto que tal e que são o que mais conta neste intercâmbio entre os dois países assentam numa velha amizade que foi sendo cimentada pelos vários missionários suíços que desde o século IXX se foram fixando em Moçambique e que acabaram fazendo dos povos dos dois países verdadeiros amigos.
O Presidente Armando Guebuza limitou-se quase a subscrever tudo o que a dirigente suíça havia dito e explicado. O PR vincou que as relações de amizade, políticas e de cooperação entre os dois países "são excelentes", admitindo que no ponto em que estão "não podiam ser melhores".
Para enfatizar o que tinha sido dito por Doris sobre quão antigas e profundas as relações de amizade entre os povos suíço e moçambicano são, Guebuza fez menção a Junod como um dos arquitectos do relacionamento entre os dois povos, dizendo que a obra antropológica que ele escreveu com o título “Usos e Costumes dos Bantus”, é tão importante que até hoje é uma referência obrigatória, não obstante a tenha escrito há várias dezenas de anos.
Depois da sua estadia em Berna, Guebuza regressou a Genebra, onde visitou por algum tempo a sede da Organização Mundial do Comércio, tendo depois dado uma conferencia de imprensa aos jornalistas moçambicanos que cobriram esta sua visita de trabalho à Suíça, antes de regressar ao pais.
Nessa conferência de Imprensa disse que a sua visita havia sido um sucesso, porque não só pôde expor as ideias de Moçambique sobre como se deve agir para se evitar que a crise afecte mais àqueles que são quem deverão solucioná-la com o seu trabalho – que neste caso são os trabalhadores – como teve a oportunidade de convidar empresários deste país a investir em Moçambique, para além dos frutíferos contactos que teve com os dirigentes suíços.
Gustavo Mavie, em Berna, na Suíça
Maputo,17 de Junho de 2009:: Notícias
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Cabo Verde: Dia da criança africana
Dia da criança africana
No dia em que se assinala o dia da criança africana, os alunos do segundo ano do curso de educadores de infância do Instituto Pedagógico (IP) organizaram um conjunto de actividades com crianças do jardim infantil Arco-íris, Achada de Santo António, coordenados pela professora Júlia Pereira. Jogos, contos e música fizeram as delícias as crianças. Além de assinalar o dia, as acções realizadas têm por objectivo aproximar os formandos da prática laboral.
O dia de hoje é assinalado em memória das centenas de crianças que foram mortas em Soweto, África do Sul, em 1976, quando protestavam contra a falta de qualidade que tinham no ensino e reivindicavam o direito de aprender a própria língua. O dia que ficou conhecido como o “Levante do Soweto” foi instituído como dia da criança africana, em 1991, pela Organização da Unidade Africana.
A data também serve para chamar a atenção sobre as crianças africanas que são, frequentemente, as maiores vítimas em situações de guerra, fome, pobreza e tráfico.
Sapo CV, 16 de Junho de 2009
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Cabo Verde: Lívio Lopes e o seu homólogo português passam em revista a cooperação entre os dois países
Lívio Lopes e o seu homólogo português passam em revista a cooperação entre os dois países
O ministro da Administração Interna de Cabo verde, Lívio Lopes e o seu homólogo português, Rui pereira passaram em revista a cooperação entre os dois países tanto no plano bilateral quanto multilateral.
Do encontro saiu uma declaração conjunta em que ambos manifestam satisfação quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento sobre as novas tecnologias na gestão migratória e no controlo das fronteiras assinado em Cabo Verde.
Neste contexto, serão entregues, até ao próximo dia 15 de Julho, 30 novos computadores e 40 novos equipamentos de leitura de passaportes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal à direcção de Estrangeiros e Fronteiras da Policia Nacional cabo-verdiana.
No domínio da protecção civil, os dois responsáveis pela Administração Interna fizeram um ponto da situação das acções levadas a cabo em Cabo Verde, na sequencia da conclusão da Reforma Legislativa tendo sido reiterado ainda a vontade no reforço da cooperação entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária de Portugal e a Direcção geral dos Transportes Rodoviários.
Alem de enaltecerem a aprovação no Conselho de Ministros dos Assuntos Internos da União Europeia quanto ao mandato de negociação de um acordo de facilitação de emissão de vistos de curta duração, os dois ministros reiteraram o empenho na definição de acções e projectos de cooperação que tenham em conta o modelo de gestão da segurança interna constante do plano estratégico para a Segurança Interna de Cabo Verde.
RTC CV, 16 de Junho de 2009
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15 de junho de 2009
Mia Couto premiado no Brasil pela Fundação de Literatura Infanto-Juvenil (FNLIJ)
Mais um prémio para Mia Couto
Premiado no Brasil pela Fundação de Literatura Infanto-Juvenil (FNLIJ).
O livro infantil “O Gato e o Escuro”, do escritor moçambicano Mia Couto, foi premiado no Brasil pela Fundação de Literatura Infanto-Juvenil (FNLIJ).
Ao mesmo tempo, a prestigiada revista de assuntos pedagógicos “Crescer” elegeu o mesmo livro do autor moçambicano como um dos 30 melhores livros infantis publicados no Brasil no ano de 2008.
A edição do Salão Anual da FNLIJ consagrará, no próximo dia 17 do corrente mês, uma sessão de leitura deste texto ilustrado por Mariana Castanha e editado pela Companhia das Letras.
Recorde-se que o livro “O Gato e o Escuro” é um dos dois únicos títulos que Mia Couto escreveu para crianças e foi publicado, pela primeira vez, pela Editora Ndjira, no ano 2002.
O outro livro, designado “O Beijo da Palavrinha”, foi editado no Brasil pela editora Língua Geral.
O autor deslocar-se-á ao Brasil, no fim deste mês, para ser homenageado no Festival de Teatro de Língua Portuguesa que, na sua segunda edição, escolheu Couto como figura a ser destacada pela sua contribuição para o teatro nos países de língua portuguesa.
Mia Couto fará igualmente, nesse período, o lançamento do seu novo romance que, no Brasil, terá por título “Antes do Nascer do Mundo”.
O mesmo livro será publicado brevemente aqui no país, em Angola e em Portugal, com o título de “Jesusalém”.
Refira-se que, semana passada, mais um grupo, baseado na cidade de São Paulo, montou uma obra teatral de Couto com o título “O Outro Pé da Sereia”.
Redacção
O País, Segunda, 15 Junho 2009
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14 de junho de 2009
Dulce Pontes: Canção do Mar - Portugal
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Dulce Pontes: Canção do Mar
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Moçambique: 10 de Junho leva cultura à Escola Portuguesa de Maputo
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13 de junho de 2009
Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, inaugura no dia 16, a exposição “História da Capulana”
“Capulana” em exposição
Inaugura na próxima terça-feira, dia 16, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, a exposição “História da Capulana”. A exposição procura contar a história deste tecido, que já é tradução africana, com maior destaque para Moçambique, onde ela engloba o tecido sociocultural de todo o povo.
As obras que estarão em exposição foram produzidas no nosso país, bem como na África do Sul, Suazilândia, Camarões, República Democrática do Congo, Tanzania, Gabão e Burkina Faso.
Um comunicado do Centro Cultural Franco-Moçambicano sobre este evento refere que, ao longo da sua existência o Homem é acompanhado por têxteis. “Desde que nascemos até à morte os tecidos marcam as etapas e os eventos que acontecem durante a vida. Os têxteis criam uma ligação fundamental entre o homem e a sociedade”, diz.
Refere ainda que a capulana não tem só a função de vestir e decorar. Ela é também um suporte de mensagens religiosas, políticas e publicitárias, ou define um código social.
Para poder manter boas relações com a família, os vizinhos ou amigos, cada um tem que possuir várias capulanas, o que vai permitir-lhe intervir nos intercâmbios comunitários, económicas e sociais.
Para cada evento é criada uma capulana que jamais será reeditada. E é portanto muito difícil de reunir uma grande quantidade de peças.
Maputo, Sábado, 13 de Junho de 2009:: Notícias Moçambique: Restos mortais de Ricardo Rangel vão a enterrar segunda-feira
Restos mortais de Rangel vão a enterrar segunda-feira
Os restos mortais do foto-jornalista moçambicano Ricardo Rangel, falecido na noite da última quinta-feira na sua residência, em Maputo, vão a enterrar segunda-feira, pelas 15 horas no Cemitério de Lhanguene, num acto antecedido de velório às 13 horas nos Paços do Município de Maputo. As exéquias estão a cargo do Estado moçambicano, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM).
O decano do foto-jornalismo moçambicano perdeu a vida de forma súbita, no intervalo entre as 19.40 e 19.55 horas, enquanto aguardava pelo início do serviço noticioso das cadeias televisivas nacionais.
Beatriz Kiener, viúva de Ricardo Rangel, contou que se apercebeu do funesto acontecimento por volta das 19.55 horas, quando chamou pelo esposo para lhe dar conta do início dos noticiários da televisão.
Disse que momentos antes estiveram a conversar sobre a milionária transferência do futebolista português Cristiano Ronaldo, do Manchester United para Real Madrid.
Entretanto, desde Setembro de 2006 Ricardo Rangel padecia de problemas cardiovasculares, tendo ficado hospitalizado durante perto de um ano. Por causa deste problema foi-lhe amputada uma das pernas em 2007. Vinha recuperando, apesar de algumas recaídas de quando em vez.
Ricardo Achiles Rangel foi um dos primeiros jornalistas de imagem, cuja carreira iniciou no tempo colonial.
Ao longo do regime colonial português, diversas fotografias de Ricardo Rangel foram banidas devido ao seu carácter crítico. Aliás, em entrevista à BBC em Junho de 2005, Ricardo Rangel chegou a dizer que os “censores” da era colonial não eram muito inteligentes.
“Muitas vezes eles não se apercebiam da mensagem que transmitia certo texto ou determinada fotografia: não sabiam ler as fotografias. Passaram algumas que eram declaradamente contra o regime, mas a maioria só foi publicada depois da independência”, disse na altura.
Ao longo da sua carreira, Ricardo Rangel fotografou diversos acontecimentos que documentam diversos factos de carácter socio-económico e cultural do país.
O trabalho de Ricardo Rangel foi reconhecido internacionalmente, sendo que parte do seu espólio foi publicado em livros. Considerado “pai” do foto-jornalismo moçambicano, Ricardo Rangel foi responsável pela formação uma nova geração de fotógrafos, tendo fundado o Centro de Formação Fotográfica (CFF), de que era director desde 1983.
Fez parte do grupo de jornalistas da revista “Tempo”, a primeira publicação a cores do país, bem como trabalhou para os jornais Notícias da Tarde”, ”Notícias”, “A Tribuna”“ e “Domingo”, onde foi director entre 1982 e 1983.
Ano passado, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição do Ensino Superior do país, distinguiu Ricardo Rangel com o título de Doutor Honoris Causa em História Visual, em reconhecimento da sua contribuição para o país ao longo do seu percurso humano e profissional.
Maputo, Sábado, 13 de Junho de 2009:: Notícias
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Moçambique: Morreu Ricardo Rangel (1924–2009)
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Morreu Ricardo Rangel (1924–2009)
Maputo (Canal de Moçambique) – O foto-jornalista Ricardo Rangel morreu ontem, 11 de Junho de 2009, cerca das 20 horas, na sua residência na Av. Julius Nyerere, em Maputo. Morreu tranquilamente. Estava a repousar.
Ricardo Rangel nasceu em 1924, em Lourenço Marques, cidade que a partir de 1976 passou a designar-se por Maputo. Ficará para a história como o primeiro jornalista não branco a entrar (1952) para uma equipa de um jornal em Moçambique, como repórter fotográfico do “Notícias da Tarde”. Fez da fotografia a sua arma de luta contra o colonialismo e, depois da independência nacional, de denúncia de abusos e arbitrariedades das autoridades. Era filho de um homem de negócios grego, com uma ascendência de uma mistura étnica rica, com origens na Europa, África e China. Cresceu em casa da sua avó nos arredores da cidade de Lourenço Marques e viveu em várias cidades de Moçambique, onde sobressaiu a sua passagem pelo Diário de Moçambique criado na Beira pelo bispo católico que se notabilizou a denunciar as arbitrariedades e a discriminação racial e social, opondo-se ao regime colonial.
Trabalhou no Notícias da Beira em meados dos anos 60, como repórter-fotográfico, altura em que se notabilizou por ter sido quem registou as imagens do incêndio de gás do Pande. Na Beira trabalhou ainda para a Voz Africana, um jornal editado pelo Centro Africano.
Iniciou a sua notável carreira como fotógrafo profissional, em 1941, como aprendiz de laboratório de fotografia do caçador de elefantes que se tornou fotógrafo profissional, Otílio Vasconcelos.
A sua bibliografia publicada por Christoph Merien Veriag, em “Iluminando Vidas”, diz ainda que em 1940 Ricardo Rangel foi trabalhar para o laboratório do estúdio fotográfico “Focus” onde começou a ganhar fama como impressor a preto e branco. Depois passou a fazer revelações fotográficas na câmara-escura no jornal bilingue “Lourenço Marques Guardian”.
Em 1970 tornou-se co-fundador da revista «Tempo» e seu editor fotográfico.
Fundou o Centro de Formação Fotográfica de Maputo onde está hoje preservada uma colecção de alto nível de imagens do País.
Foi também fundador do «Domingo» semanário de que se tornou o primeiro director, sendo assim a primeira vez que no País um foto-repórter ascendia a tal cargo.
Era casado com a cidadã Suiça, Biatrice. Foi recentemente elevado à categoria de Doutor em História da Fotografia pela Universidade Eduardo Mondlane. Tem as suas obras permanentemente expostas em algumas das mais conceituadas galerias do Mundo.
Era o decano dos fotógrafos e jornalistas moçambicanos e um aficionado e activista do Jazz que percorreu mundo impulsionando o gosto por esta forma musical e de arte de que era possuidor de uma vasta e rica discoteca.
Foi fundador da Associação Moçambicana de Fotografia (AMF) e seu primeiro presidente. Era seu presidente Honorário Vitalício.
Os jornalistas do «Canal de Moçambique» rendem aqui a Ricardo Rangel a sua última homenagem e endereçam à família enlutada as mais sentidas condolências.
(Redacção)
12 de Junho de 2009
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Moçambique destacado no Índice Global de Paz
Moçambique destacado no Índice Global de Paz
Moçambique ocupa a 53ª posição, com 1765 pontos, no Índice Global de Paz (GPI) publicado na semana passada, a seguir à Bósnia Herzegovina, Gabão e Gana, classificados na 50ª, 51ª e 52ª posições, respectivamente. Apesar de ter melhorado a sua pontuação, de 1909 pontos e 1803 pontos, em 2007 e 2008, respectivamente, Moçambique caiu três posições na classificação geral devido aos avanços registados por outros países.
O Botswana é o país africano melhor classificado na presente edição, ocupando a 36ª posição, com 1643 pontos.
A escala varia de 1 a 5, sendo que corresponde aos países mais pacíficos e menos pacíficos, respectivamente.
De um modo geral, refere o relatório, o mundo tornou-se ligeiramente menos pacífico em 2008 como resultado da intensificação dos conflitos violentos em alguns países do mundo, uma situação que é exacerbada pela crise financeira global.
Aliás, este facto foi aparente no início de 2008, quando a economia mundial começou a se precipitar para uma recessão global. Paralelamente, a maioria dos indicadores do GPI, incluindo a probabilidade de manifestações violentas e instabilidade política, também acabaram por se deteriorar.
No entanto, a Islândia é um dos exemplos mais claros da associação entre a vitalidade económica e a paz.
No ano passado a Islândia assumia a liderança do GPI, com 1176 pontos, tendo descido para a quarta posição com 1225 pontos na presente edição como consequência do colapso do seu sistema financeiro.
Ainda na semana passada foi publicado um estudo do impacto da violência, o primeiro do género, cujas estimativas indicam para uma perda anual de 4,8 triliões do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O referido estudo confirma que a paz é fundamental para a criação da riqueza.
Steve Killelea, fundador do GPI, diz que “os benefícios da paz estão a tornar-se mais aparentes, bem como o substancial benefício económico líquido para a humanidade. A paz tem um grande valor económico, para além do próprio valor humanitário a ela associada. Estudos indicam que o impacto da perda da paz na economia mundial durante um período de 10 anos é de 48 triliões de dólares”.
Um dos maiores apoiantes deste projecto é Sir Mark Moody-Stuart, Presidente do Conselho de Administração da companhia Anglo American e Presidente da Global UN Compact.
Comentando sobre o assunto, Moody-Stuart sustenta que “o GPI do corrente ano mostra claramente que existe uma associação clara entre a paz e a prosperidade económica. A comunidade empresarial pode beneficiar sobremaneira quando existe um ambiente não violento. Por isso, talvez seja a altura de começar a pensar até que ponto as práticas transparentes, sólidas e o respeito pela ética empresarial poderão desempenhar um papel mais abrangente na busca da paz e estabilidade.
Na presente edição a Nova Zelândia foi classificada como sendo a nação mais pacífica do mundo, seguida pela Dinamarca e Noruega.
Uma outra particularidade é o facto de os países pequenos, estáveis e democráticos estarem a assumir posições cimeiras de uma forma mais consistente.
Aliás, 14 dos países que integram um grupo de 20 no topo da classificação são países ocidentais ou democracias da Europa Central. Todos os cinco países escandinavos constam no grupo dos 10 países mais pacíficos do mundo no ranking do corrente ano.
Por outro lado, os EUA subiram seis lugares na classificação, para assumirem a 83ª posição, registando uma queda na sua pontuação, o que reflecte o potencial de risco de atentados terroristas.
Outro factor negativo que contribuiu para a fraca posição dos EUA no ranking é o facto de possuir a maior população prisional do mundo comparativamente aos restantes países classificados na presente edição do GPI.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Iraque, Afeganistão e Somália assumiram os últimos lugares do ranking Índice Global de Paz.
O Madagáscar é o país que registou a maior queda, 30 lugares, devido à crise política que se instalou nesta ilha do Oceano Índico e que culminou com o derrube do presidente democraticamente eleito, Marc Ravalomanana.
Enquanto isso, a Bósnia Herzegovina foi o país que registou a maior subida, 23 lugares, tendo passado da 73ª posição para a 50ª que era ocupada por Moçambique.
No presente ano o GPI foi alargado para cobrir 144 países, englobando actualmente cerca de 99 por cento de toda a população mundial.
O GPI foi compilado com base em 23 indicadores qualitativos e quantitativos externos e internos de paz, incluindo os níveis de democracia e transparência, educação e bem-estar material.
O mesmo conseguiu conquistar o apoio de um grupo de personalidades, incluindo os laureados com o Prémio Nobel, o arcebispo Desmond Tutu, Professor Joseph Stiglitz e o antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, bem como empresários de renome, tais como Sir Mark Moody-Stuart e Sir Richard Branson.
O GPI foi fundado por Steve Killelea, filantropo e empresário australiano. O mesmo é parte integrante do Instituto para Economia e Paz, uma nova instituição internacional que se dedica à pesquisa e educação da relação entre a economia, negócio e paz.
(AIM)
Maputo, Sábado, 13 de Junho de 2009:: Notícias
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MOZ
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