30 de junho de 2009
Angola: Director da FAO teceu elogios à aposta na agricultura familiar
Director da FAO teceu elogios à aposta na agricultura familiar
O responsável da FAO manteve igualmente encontro com o Primeiro-Ministro, Paulo Kassoma
O director-geral do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), Jacques Diouf, afirmou, ontem, em Luanda, que mil milhões de pessoas no mundo sofrem de fome.
Em declarações à imprensa, no final de um encontro com o Primeiro-Ministro, António Paulo Kassoma, na Cidade Alta, o director-geral da FAO anunciou para Novembro próximo, em Roma, a realização de uma cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, para discutir as causas, consequências, e soluções estruturais da fome no mundo.
Jacques Diouf disse também ter aproveitado o encontro com António Paulo Kassoma para abordar os detalhes da preparação da 26ª Conferência Regional da Organização para a África, que tem lugar no próximo ano, em Angola. Diouf agradeceu as disposições tomadas pelo Comité Interministerial, presidido pelo Ministério das Relações Exteriores e que está a preparar o evento.A conferência conta com a participação dos ministros africanos da Agricultura e trata essencialmente do papel da agricultura africana no mundo.
Jacques Diouf disse que durante o encontro que teve com o Primeiro-Minsitro foi também abordado o Programa Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O director-geral da FAO defendeu uma parceria entre todos os sectores da agricultura, incluindo os que estão afectos aos serviços técnicos de diferentes Ministérios, para garantir a segurança alimentar.
Jacques Diouf ficou impressionado com os níveis de desenvolvimento alcançados em relação à situação alimentar em Angola, sobretudo nas zonas rurais. Acrescentou que “para um país que viveu tantos anos de guerra civil, os progressos são impressionantes”.
Sublinhou que existem em Angola esforços muitos importantes nos sectores de prioritários, sobretudo na construção e reconstrução de infraestruturas.
O director-geral da FAO enalteceu também o esforço do Governo para relançar a agricultura, consubstanciado no acesso dos agricultores aos créditos bancários.
Em relação à crise económica e financeira mundial, Jacques Diouf pediu que todos os esforços dos Estados sejam concentrados ao mais alto nível para se obterem soluções com vista a atenuar os seus efeitos.
Jacques Diouf garantiu, por último, que a organização que dirige vai continuar a prestar todo o apoio a Angola e reforçar cada vez mais as relações com as instituições angolanas.
O director-geral da FAO concluiu ontem a sua visita a Angola.
Garrido Fragoso
SapoAO, 30 de Junho de 2009
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29 de junho de 2009
Moqueca de robalo e camarão (Brasil)
Moqueca de robalo e camarão
Ingredientes:
Camarão
Lombo de robalo
Cebola picada
Alho picado
Óleo de Palma
Água de coco
Leite de coco
Pimenta malagueta
Preparação:
Tempera o peixe e o camarão com flor de sal, pimenta preta e sumo de lima. Grelhe na frigideira com azeite.
Para o molho faça um refogado de alho, cebola, pimentos e tomate. Acrescente flor de sal, água de coco, óleo de palma, leite de coco e malagueta.
Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade
Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade
Capoeira, bairrismo, música, copos, intimismo, gargalhadas, África, Walter e Sandra. É na junção destas características com a peculiar forma de receber e dinamizar de Walter Lima e Sandra Sapage que se forma a originalidade do Snack-bar/Restaurante Alcaide, em Lisboa.
Este restaurante situa-se num dos bairros mais típicos e mais antigos da cidade – a Mouraria. Por entre ruas e ruelas, entre a baixa e o Castelo, chegamos ao Alcaide como se, de repente, uma lufada de carinho e alegria nos enviasse para um local bem longe da movida da capital portuguesa e aterrássemos num caricato ambiente festivo e acolhedor, bem distante da indiferença e frieza próprias de uma capital.
Aqui se encontram moradores do bairro e amigos dos donos. Pessoas do mundo da música e um grupo de capoeira fazem a festa, incentivados pelas brincadeiras de Walter Lima. Pode esta não ser a casa das pessoas, mas todos agem como se tal fosse.
A Mouraria é quase como uma representação física daquilo a que chamamos saudade. É antigo, sinuoso, apertado, belo e cinzento. O Alcaide vem contradizer todo o saudosismo que vemos passear neste bairro levando até ele o urbano e o moderno.
As risadas têm como pano de fundo a música dos saxofones e da guitarra, assim como de alguns outros instrumentos feitos de improvisos. Aldo Milá faz deste espaço o seu estúdio, animado com a sua guitarra. E outros músicos a ele se juntam, em números inventados à pressão, mas com óptimos resultados.
Uns dançam, outros cantam, outros assobiam. E não são raras as vezes que o grupo de capoeira de presença habitual decide arredar as mesas e começar a gingar e a jogar. O líder dos capoeiristas quase podia ser uma outra mascote do nosso portal, pois, qual espanto, tem um nome que quase poderia ser – mas não é – uma homenagem: Mestre Sapo.
“Gostamos do espaço, a comida é boa…”, diz o Mestre Sapo, e atenção ao antecedente “Mestre”, não vá o Sapo ser confundido com o nosso sapinho que também dança.
Aqui há gastronomia portuguesa e africana. Mas nem por isso podemos considerar este local um restaurante africano. Walter Lima prefere que o apelidemos de restaurante lusófono. E assim é, dado que a mistura está aqui bem patente.
Aliás, o prato de hoje é Moqueca de Camarão, em memória do Brasil, ou mais precisamente da Bahia. Noutros dias, podemos contar com outros pratos de origens diversas, como a Moamba ou o Calulu. O mais importante para o casal que gere este restaurante é “o cuidado com a apresentação e com aquilo que oferece”.
De resto, diz Walter, “a juventude é a maior aliada”, disposta a passar noites mexidas e alegres na companhia dos amigos.
Helga Costa
Sapo MZ, 29 de Junho de 2009Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava vai ser Património Nacional em Agosto
PM: Vila da Ribeira Brava vai ser Património Nacional em Agosto
A vila da Ribeira Brava, em São Nicolau, vai tornar-se em Agosto próximo Património Nacional, afirmou este fim-de-semana o primeiro-ministro de Cabo Verde, lembrando as comemorações dos 278 anos da elevação a vila.
A garantia foi dada pelo primeiro-ministro no acto de inauguração da estrada vila da Ribeira Brava/Brava, afirmando que a vila da Ribeira Brava é uma das “mais lindas” de Cabo Verde, tem uma história “grande no país” e nada melhor para comemorar seus 278 anos da elevação à Vila do que dar a “verdadeira dimensão nacional a este grande património”.
Américo Nascimento, presidente da Câmara da Ribeira Brava, por seu lado realçou que “fez-se justiça” à vila e às pessoas que trabalharam “arduamente” no passado para a sua edificação.
“Temos que preservar não o velho, mas o antigo. Não precisamos de pardieiros e de casas velhas, mas de casas antigas e do património”, adiantou Américo Nascimento.
O anúncio da decisão surgiu um dia depois de a UNESCO ter inscrito a Cidade Velha (conhecida por Ribeira Grande de Santiago) como Património Mundial da Humanidade.
Há cerca de três anos, e por decisão do Governo cabo-verdiano, o Campo de Concentração do Tarrafal, no norte da ilha de Santiago, foi igualmente considerado Património Nacional, tendo José Maria Neves já manifestado publicamente a intenção de a inscrever também.
SAPO CV com Lusa, 29 de Junho de 2009
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Moçambique: Presidente Guebuza e esposa premiados em Bruxelas
Guebuza e esposa premiados em Bruxelas
O Fórum Crans Montana distinguiu sexta-feira última em Bruxelas, na Bélgica, o Presidente Armando Guebuza e sua esposa, Maria da Luz Guebuza, com o ‘Prémio Crans Montana 2009’, em reconhecimento do seu trabalho visando minorar o sofrimento dos cerca de 20 milhões de moçambicanos.
A cerimónia ocorreu em plena Câmara Municipal de Bruxelas, na presença da Primeira-Dama moçambicana, Maria da Luz Guebuza, que participou no fórum.
“O Continente Africano está mergulhado na pobreza e é difícil registar progressos. O Presidente da República e sua esposa têm dado progressos na sua governação”, disse o fundador e presidente do Fórum Crans Montana, Jean-Paul Carteron.
Jean Carteron assim se expressou momentos depois da Princesa Astrid, do Reino da Bélgica, ter distinguido a Primeira-Dama moçambicana. Considerou, na ocasião, que “Moçambique é um exemplo de boa governação em África”.
Segundo a fonte, normalmente o prémio da sua organização não é atribuído a individualidades africanas. Mas com esta distinção o Fórum Crans Montana espera que o gesto sirva de encorajamento ao casal Guebuza para continuar a dar progressos no seu trabalho.
“Não é fácil nos deslocarmos a Moçambique porque implica voar, entre outras coisas. Mas eu acho que o mundo devia ir a Moçambique para ver o que está a acontecer a nível social e económico”, indicou Jean Carteron.
Em reacção, Maria da Luz Guebuza disse dedicar o prémio ao povo moçambicano, devido à sua participação activa no desenvolvimento do país.
“Queremos nos comprometer aqui, perante todos, que iremos continuar a trabalhar no sentido de promover a paz, estabilidade e desenvolvimento do país”, vincou Maria da Luz Guebuza.
Embora ausente devido a questões relacionadas com a sua agenda de trabalho, o estadista moçambicano, Armando Guebuza, reagiu à distinção, através de um vídeo exibido na ocasião.
Na sua mensagem, Armando Guebuza considerou Moçambique um país abençoado, por possuir uma beleza natural, recursos e um povo hospitaleiro e trabalhador.
Segundo o Chefe do Estado, apesar do país estar a registar progressos na luta contra a pobreza ainda existem enormes desafios pela frente relacionados com as secas, cheias, entre outros efeitos das mudanças climáticas.
“Que continuemos a trabalhar juntos por um Moçambique melhor”, disse Armando Guebuza, que deverá receber a sua distinção numa cerimónia a ter lugar em Maputo em data ainda a anunciar.
Ainda na cerimónia de sexta-feira, o Fórum Crans Montana distinguiu outras sete individualidades, dentre as quais a Rainha de Bahrein, Sheika Sabeeka bint Ibrahim Al Khalifa, o Presidente norte-americano, Barack Obama, e os primeiros-ministros da Turquia e do Luxemburgo, respectivamente, Rama Yade e Recep Tayyip Erdogan.
MUHAMUD MATSINHE, da AIM
Maputo, Segunda-Feira, 29 de Junho de 2009:: Notícias
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27 de junho de 2009
Cabo Verde: PP, JMN e JS orgulhosos pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade
PP, JMN e JS orgulhosos pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade
O presidente da República, Pedro Pires, o primeiro ministro José Maria Neves e o líder do MpD, Jorge Santos, manifestaram “orgulho” pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade da Unesco.
Pedro Pires, assim que ficou a par da feliz notícia, agradeceu " a todos os nossos amigos e a todos os países e governos que apoiaram a candidatura da Cidade Velha e apostaram na sua materialização. Se conseguimos tudo isso é porque também tivemos amigos, tivemos pessoas que apostaram no reconhecimento da Cidade Velha como Património da Humanidade".
Para o chefe de estado cabo-verdiano, o reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade “é um orgulho para todos os cabo-verdianos" porque significa “a valorização das nossas origens”. Por isso, felicitou o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago pela dedicação, esforço e envolvimento no processo.
PM também feliz
"Sinto-me profundamente orgulhoso pelo trabalho realizado. Foi uma prioridade estabelecida pelo Governo de Cabo Verde e é mais uma grande vitória que valoriza Cabo Verde no plano internacional, mas, sobretudo, que mostra aos cabo-verdianos e cabo-verdianas a riqueza da nossa história", considerou José Maria Neves ao tomar conhecimento da decisão da Unesco.
E é essa história, "esse grande passado" que irá nos permitir construir "um grande futuro". Foi um importante centro de Comércio e, no aspecto religioso, a importância da Cidade Velha é de enorme transcendência, com a sua catedral e as suas igrejas e capelas históricas. Foi a primeira sede da Diocese Cabo-Verdiana e nos séculos XV e XVI chegou a ter mais igrejas por m² do que o próprio Vaticano, lembra o PM.
O PM espera que a nomeação de Cidade Velha como Património Mundial venha a beneficiar também o turismo cultural em Cabo Verde e consequentemente a melhoria das condições de vida e de desenvolvimento da região. "É necessário valorizar as pessoas de Ribeira Grande, para também poderem sentir-se elas património da Humanidade", conclui José Maria Neves.
Jorge Santos diz que classificação é “acto de justiça”
Para o presidente do MpD, Jorge Santos, a distinção de Cidade Velha como Património da Humanidade “é um acto de justiça” e “prova definitiva do contributo” do sítio para a história da humanidade, mormente no papel desempenhado no século XVI na ligação entre a Europa e as Américas e na construção da cabo-verdianidade.
Santos, que enalteceu o trabalho do Ministério da Cultura e da CMRGS, espera também que o novo estatuto “signifique a entrada efectiva da Cidade Velha no roteiro do património mundial e se constitua em factor importante de desenvolvimento e promoção cultural da Cidade e Cabo Verde”.
A Semana, 26 de Junho de 2009
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Site da Unesco já anunciou entrada de Cidade Velha na lista de património mundial da humanidade
Site da Unesco já anunciou entrada de Cidade Velha na lista de património mundial da humanidade
A cidade da Ribeira Grande de Santiago já figura na lista dos patrimónios mundiais da humanidade, publicada no site da Unesco. O berço da nação cabo-verdiana entrou já no fim da tarde de ontem e agora está ao lado das grandes obras da humanidade. “Cidade Velha foi inscrita na Lista de Património Mundial da Humanidade, marcando a entrada de Cabo Verde no inventário internacional de sítios com extraordinário valor universal”, noticia o site da Unesco.
O Comité Mundial da Unesco, secretariada por María Jesús San Segundo, Embaixadora e Delegada Permanente da Espanha naquela organização internacional, informa o site, “inscreveu o centro histórico, que data do século 15 e testemunha a presença colonial da Europa na África e a história da escravatura”.
O site da Unesco disponibiliza ainda várias fotografias da Cidade Velha. O Forte de S. Filipe, a Sé Catedral, as ruas e sítios históricos, a Igreja de Nossa Sra do Rosário, entre outros pontos emblemáticos testemunham um passado que o presente e o futuro são obrigados a conservar para a grande história da humanidade.
A Semana, 27 de Junho de 2009
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Eleição na Guiné-Bissau condicionada por assassínios políticos
Eleição na Guiné-Bissau condicionada por assassínios políticos
Malam Bacai Sanhá é favorito nas presidenciais da Guiné-Bissau
Onze candidatos, entre eles três ex-chefes de Estado, vão amanhã sujeitar-se à vontade dos perto de 600 mil eleitores da Guiné-Bissau, onde a onda de assassínios políticos tornou a campanha quase invisível.
A antecipação das eleições, previstas para 2010, decorrente dos assassínios do presidente João Bernardo "Nino" Vieira e de Tagmé Na Waié, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, na noite de 1 para 2 de Março, tem sido marcada pela instabilidade, se bem que se ouçam muitas garantias oficiais de segurança. As mortes violentas, a 5 do corrente, do candidato presidencial Baciro Dabo (antigo ministro da Administração Territorial) e do ex-ministro da Defesa Hélder Proença, próximos de "Nino" e acusados de tentativa de golpe de Estado, praticamente anularam o debate político, e a campanha eleitoral, embora serena, foi muito limitada.
Malam Bacai Sanhá, do PAIGC, partido do Poder (detém 67 dos 100 assentos parlamentares), é o favorito, seguindo-se Kumba Ialá, do PRS (principal força da Oposição) e Henrique Rosa, cuja candidatura não está associada a qualquer partido. Caso seja necessária, uma segunda volta ocorrerá a 28 de Julho.
Poucos acreditam, porém, que o processo eleitoral, por si, resulte na estabilização deste país de língua oficial portuguesa, cuja notoriedade internacional se deve à nefasta circunstância de ser uma plataforma giratória do tráfico de estupefacientes. Organizações não-governamentais, como a Rencontre Africaine pour la Défense de Droits de l'Homme (Raddho) ou o "nternational Crisis Group (ICG), têm lançado apelos para que forças multinacionais sejam colocadas no país, "refém dos militares". Segundo a Raddho, "a situação actual de medo e de terror não é propícia à realização de eleições credíveis a 28 de Junho". Para o ICG, Portugal "está em melhor posição para assumir a responsabilidade de país líder" no processo.
Claro que não é essa a visão dos militares guineenses. Zamora Induta, o actual chefe do Estado Maior das Forças Armadas, garante que "a situação de segurança no país está controlada na íntegra". Ou seja, embora o general vá dizendo que a responsabilidade é da Polícia, os militares estarão de prevenção, "na retaguarda", prontos a tomar conta da situação.
Diário de Notícias, 27 de Junho de 2009
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Moçambique: Marcelino dos Santos apela diáspora a desenvolver o país
Marcelino dos Santos apela diáspora a desenvolver o país
O veterano da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) Marcelino dos Santos apelou, no fim-de-semana em Joanesburgo, África do Sul, aos moçambicanos residentes no país a participarem no processo da consolidação da independência económica e a estreitarem laços com os sul-africanos com vista a assegurar a construção de uma África Austral livre de todas as formas do “apartheid” e do colonialismo.
Aquele político fez tal apelo num encontro destinado à eleição de representantes das comunidades moçambicanas radicadas em várias regiões deste país vizinho.
No encontro foram eleitos Gabriel António Chaúque para presidente, Natalino Soto, vice-presidente, e Aida Machava para secretária das comunidades no país.
Na reunião em que estiveram presentes mais de 70 moçambicanos, entre delegados e convidados, o membro fundador da então Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), hoje partido no poder, disse que a grande luta a ser travada no nosso país é a luta pela independência económica, na qual todos os moçambicanos devem ser parte activa.
Referiu ainda que nesse processo de construção económica a diáspora é chamada a envolver-se, através de várias iniciativas de desenvolvimento.
Sublinhou que os moçambicanos devem ser donos da economia, “por isso vocês aqui na África do Sul são chamados a fazer parte do processo”.
Marcelino dos Santos afirmou que, apesar dos moçambicanos estarem independentes, a economia não está ainda nas suas mãos, vincando, todavia, a necessidade de todos trabalharem de modo a que sejamos os donos da economia.
Lembrou que no seu congresso em 1962 a Frelimo afirmou que queria um Moçambique livre e próspero, em que os moçambicanos sejam proprietários da economia.
Descreveu que quando “alcançámos a independência em 1975, que foi a primeira grande fase do processo de libertação de Moçambique, começámos imediatamente a construir a independência económica”.
Nos primeiros anos da independência, segundo lembrou o veterano da Frelimo, Moçambique optou pela via socialista. “No processo, foram lançados grandes projectos e em 1980 elaborado e aprovado o Plano Prospectivo Indicativo (PPI), que iria terminar em 1990, mas fomos assaltados pelos regimes do apartheid, na África do Sul, e do Ian Smith, na antiga Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe”.
Marcelino dos Santos convidou os moçambicanos residentes na vizinha África do Sul a não esquecerem do que se passou com Moçambique, cujo tecido social foi totalmente destruído pelos regimes rodesiano e do “apartheid”.
Indicou que Moçambique aplaudiu a libertação da figura que viria a ser o primeiro Presidente negro da RAS, Nelson Mandela, o mesmo hoje em relação a eleição de Jacob Zuma, por contribuir para a independência dos moçambicanos.
A grande luta hoje a travar-se em Moçambique, de acordo com Marcelino dos Santos, é a construção da independência económica, processo que não se pode fazer num único dia. “É um processo contínuo e que culminrá com os moçambicanos a assumir, de facto, a propriedade da economia”. Nesse trabalho, frisou o interlocutor, a diáspora é chamada a envolver-se.
“Vocês os escolhidos aqui hoje têm a responsabilidade de representar os moçambicanos em cada lugar onde estiverem e devem fazer conhecer aos sul-africanos o quão difícil foi o processo da libertação de Moçambique. Estou contente por ver que os moçambicanos na África do Sul estão a organizar-se, pois todo o sucesso resulta da organização”, frisou.
O membro fundador da FRELIMO instou aqueles cidadãos para que estejam unidos com os sul-africanos. “É necessário que estejam unidos com os cidadãos sul-africanos como forma de construir uma África Austral e um mundo melhor, onde sejamos completamente libertos de todo tipo de exploração. É preciso que o “apartheid” acabe completamente na face da humanidade, quer dizer morram todas as suas formas”.
O grande modo de desenvolvimento de Moçambique, de acordo com Marcelino dos Santos, é a organização que se tornou uma exigência no nosso país, por assegurar sucesso.
Recordou que em 1970 a Frelimo foi construindo a unidade nacional, que possibilitou a derrocada da ofensiva “No Górdio”, lançada pelo General Kaúlza de Arriaga.
Lembrou que quando as tropas coloniais viram que a FRELIMO havia atravessado o rio Zambeze, em Tete, e aberto a frente de Manica e Sofala, viram-se obrigadas a lançar o golpe de Estado em Portugal.
“É isso que os moçambicanos devem compreender que foi a força da organização e unidade que nos permitiu conquistar a independência, depois de 10 anos de luta armada. É preciso que os moçambicanos saibam disso, que estejam informados disso e vocês têm a tarefa de fazer conhecer o que neste momento está a acontecer em Moçambique”, explicou.
A dado momento, Marcelino dos Santos manifestou-se satisfeito pela liderança das comunidades moçambicanas na África do Sul incluir mulheres. “Se não tirássemos emancipação da mulher não teríamos nenhuma revolução em Moçambique a triunfar”.
CAPITALISMO GEROU A CRISE MUNDIAL
No encontro com a diáspora moçambicana na África do Sul, Marcelino dos Santos, falou ainda da crise mundial, afirmando tratar-se duma crise do sistema capitalista no seu todo.
Apontou que a partir de agora os capitalistas e os pobres têm a tarefa de gerir este período de transição para o socialismo.
Entretanto, depois da sua intervenção, aplaudida várias vezes pela audiência, o embaixador moçambicano na África do Sul, Fernando Fazenda, encorajou os seus concidadãos a prosseguir com o movimento associativo em todas as regiões onde residem.
De acordo com Fernando Fazenda, a direcção das comunidades moçambicanas deverá assegurar o seu trabalho nas largas associações na África do Sul em busca de sua maior abrangência.
Fernando Fazenda pediu aos presentes para que sejam mais unidos e secundarizem as diversidades.
Jorge Dick, em Joanesburgo
Maputo, Sábado, 27 de Junho de 2009:: Notícias
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26 de junho de 2009
Independência de Moçambique: A guerra era entre um povo e um regime
Independência de Moçambique: A guerra era entre um povo e um regime
Pedrosa Lopes, presidente da Assembleia Geral da Camera de Comércio Portugal-Moçambique diz que para quem viveu e conheceu este país antes da independência e fez a guerra de Libertação de Moçambique pelo lado português- que foi o seu caso, este é um dia muito feliz. Primeiro porque após este conflito quando regressou a Moçambique foi recebido de braços abertos. “O que ficou provado que a guerra não era entre povos mas sim entre um povo e um regime. Passados 34 anos não há qualquer tipo de animosidade. Pelo contrário: são relações de cumplicidade.”
Teresa Cotrim
SAPO MZ , 26 de Junho de 2009
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Presidente da República reage ao reconhecimento da Cidade Velha a Património da Humanidade
PR reage ao reconhecimento da Cidade Velha a Património da Humanidade
"O reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade é um orgulho para todos nós certamente para todos os cabo-verdianos", foi a reacção do presidente da Republica, Pedro Pires, feita minutos atrás.
O presidente da Republica felicitou todos os cabo-verdianos e em particular o ministério da Cultura e todos os que participaram na elaboração do dossier "Cidade Velha" pelo reconhecimento histórico da cidade berço.
Pedro Pires também felicitou a Câmara Municipal de Ribeira Grande Santiago, ao seu presidente e toda a população da Cidade Velha, bem como aos países que apoiaram a candidatura. "Queria agradecer a todos os nossos amigos e a todos os países e governos que apoiaram a candidatura da Cidade Velha e apostaram na sua materialização. Se conseguimos tudo isso é porque também tivemos amigos, tivemos pessoas que apostaram no reconhecimento da Cidade Velha como Património da Humanidade".
Para o Presidente da Republica, o reconhecimento contribui para a valorização da história e do sítio histórico que é Cidade Velha. "Também é valorização das nossas origens. Isso deve orgulhar-nos", frisa o Chefe do Estado justificado que a Cidade Velha transformou Cabo Verde numa Nação e também por ela passaram pessoas, barcos em direcção as Américas, "isso contribuiu embora na dor e sofrimento, o surgimento de novas sociedade. Pois também é a ultrapassagem de uma série de preconceito. Nesse aspecto felicito a UNESCO pela a decisão. Porque isso vai no sentido do reconhecimento da diversidade cultural e da diversidade do mundo".
O Chefe do Estado admite que com o reconhecimento poderá ser uma nova partida. "Estou certo que trabalharemos nessa direcção, saberemos valorizar e honrar o reconhecimento que é de extraordinário valor cultural, histórico e humano para Cabo Verde", finaliza.
Expresso das Ilhas, 26 de Junho de 2009
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Manuel Veiga: “Estou a transbordar de satisfação por este reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade”
Manuel Veiga: “Estou a transbordar de satisfação por este reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade”
Numa primeira reacção à declaração da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade, Manuel Veiga, ministro da Cultura de Cabo Verde, afirmou que está a “transbordar de satisfação por este reconhecimento”. “É uma vitória de todos os cabo-verdianos”, acrescentou o MC.
“Sempre disse que Cidade Velha era património mundial da humanidade, sobretudo por ter produzido essa sociedade nova que é a sociedade crioula. Faltava conseguir que o resto do mundo reconhecesse isso também”, declarou Manuel Veiga ao asemanaonline, ressalvando entretanto que ainda a comunicação oficial da Unesco não foi feita.
Ainda assim, Manuel Veiga agradece a todos os cabo-verdianos “nomeadamente à comunicação social, que fez um excelente trabalho”, e estrangeiros que se empenharam na campanha de apoio à Cidade Velha.
O reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade só será oficialmente comunicado no dia 30, mas o ministro da Cultura diz desde já que a vitória alcançada por Cabo Verde é resultado “de um profundo trabalho técnico e político e de um longo processo de lobbies junto de vários países”.
MV está também consciente de que a distinção de Cidade Velha como Património da Humanidade “traz-nos grande responsabilidade”. “Temos de fazer uma gestão criteriosa tanto em relação ao património físico como imaterial, fazendo um trabalho pedagógico para que as pessoas sejam os principais elementos de preservação do sítio, e melhorar a condição de vida das pessoas da Cidade Velha”.
A Semana, 26 de Junho de 2009
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Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica"
Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica"
"Desde 25 de Junho de 1962 que a História da Frelimo passou a ser a História de Moçambique, a história do povo moçambicano. Com o desencadear da luta armada, o objectivo da Frelimo era construir uma pátria livre e independente, construir um Moçambique livre de toda a forma de descriminação." Foi assim que Marcelino dos Santos começou o seu discurso do dia da independência nacional.
Passados mais de 10 anos, o objectivo que a Frelimo traçou para o povo moçambicano fora alcançado. No dia 25 de Junho de 1975 deu-se a independência nacional.
"A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica. Neste momento o nosso desafio é liquidar a pobreza", enfatizou Marcelino dos Santos.
O orador afirmou que sempre acreditou que a independência um dia chegaria a Moçambique. Essa visão esteve sempre presente nas suas poesias: "A vontade de ver o meu país livre, serviu de inspiração e instrumento para organizar ideias para as minhas poesias", acrescentou.
O homem que viu o seu país a passar do socialismo para o capitalismo, como forma de assegurar a independência conquistada, sempre defendeu o sistema Marxista - Leninista como forma ideal de aproximar o Estado do povo, acredita que Moçambique está a caminhar novamente para o socialismo.
Para o político, "o capitalismo fomenta a desigualdade entre o Estado e o povo. A ideia primeira do nosso Estado é o desenvolvimento do capitalismo e do empresariado, esquecendo-se, por exemplo, da classe operária e da classe camponesa."
“O processo de libertação nacional construiu um homem novo. Por isso, devemos continuar a acreditar em nós próprios, acreditar no nosso valor, na grandeza daquilo que foi o processo de libertação nacional e ofereçamos ao mundo tudo aquilo que foram as ideais que construímos para o benefício do nosso povo, mas também, para o benefício de toda África”, concluiu o político e poeta.
Sílvia Panguane
SAPO MZ, 26 de Junho de 2009
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Cabo Verde: Cidade Velha já é Património Mundial
Cidade Velha já é Património Mundial
A Cidade Velha, 15 quilómetros a oeste da Cidade da Praia, foi hoje considerada Património Mundial da Humanidade pelo Comité da UNESCO, confirmou hoje à Agência Lusa o presidente da Câmara local.
Manuel de Pina, presidente da também conhecida como Ribeira Grande de Santiago, encontra-se em Sevilha (Espanha), onde se reuniu o Fórum Mundial da UNESCO, que analisou a candidatura que estava a ser preparada há uma década.
SAPO CV com Lusa, 26 de Junho de 2009
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Embaixador de Moçambique em Portugal comemora o dia da Independência
Embaixador de Moçambique comemora o dia da Independência
A música ouvia-se na rua que alberga a Embaixada de Moçambique em Portugal. Situada no Restelo com o Tejo por companhia. Os convidados foram recebidos com passadeira vermelha temperada com o já conhecido simpático sorriso moçambicano. Na piscina rodava uma bola gigante com uma bailarina lá dentro. Muito bonito.
O som da marrabenta embalava o ambiente aquecendo o convívio, enquanto alguns convidados se iam deliciando com os petiscos enquanto reavivavam memórias ou simplesmente falavam dos temas da actualidade.
Miguel Costa Mkaima, Embaixador e Plenipotenciário da República de Moçambique em Portugal é um homem afável, simples e acolhedor. Fez questão de ser fotografado ao lado de Eduardo Mondlane, por se completar 40 anos após a sua morte e, por 2009 ser o ano dedicado a este “soldado”. Eduardo Mondlane foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que batalhou para que este dia chegasse. Eduardo foi assassinado por uma encomenda-bomba. Essa data é, por isso, assinalada como o Dia dos Heróis Moçambicanos. Mas o Embaixador fez ainda questão de tirar uma foto ao lado da sua mulher Glória.
Relembra o dia em que esteve no estádio da Machava e que viu a nova bandeira a subir até ao céu. “Jamais esquecerei a imensa alegria que senti.” E conta que é do tempo da luta. Foi membro da Frelimo e agradece a Deus ter sobrevivido aos ataques dos aviões portugueses. Quando lhe pedimos que nos conte uma história que o tenha marcado, diz que são muitas. Mas puxando pela memória ressalta a ocasião em que estava no Festival Mundial da Juventude em Berlim e que jovens portugueses que iam para a guerra se abraçavam aos jovens moçambicanos que viviam sob o poder colonial. Cada um tinha de cumprir um destino…
Interessante que passados 34 anos nesta casa se reencontraram ex soldados portugueses com ex elementos da Frelimo. Hoje são amigos. Hoje deixou de haver dois lados da barricada. Hoje comia-se arroz com carne, bolinhos de canela, pãezinhos de leite e fiambre e saboreavam-se outras iguarias. Hoje era um dia feliz para todos. Hoje era dia de festa.
Teresa Cotrim e Pedro R. Curto
SAPO MZ, 26 de Junho de 2009
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“Rei da música Pop”: Morreu o cantor americano Michael Jackson
Morreu o cantor Michael Jackson
O cantor Michael Jackson morreu esta quinta-feira aos 50 anos depois de sofrer uma paragem cardíaca. Os médicos tentaram reanimá-lo durante mais de uma hora mas os esforços foram em vão. A notícia provocou uma onda de choque. Cidadãos anónimos e figuras conhecidas do espectáculo prestam homenagem ao “Rei da Pop”.
O ícone do pop Michael Jackson morreu após sofrer uma paragem cardíaca, confirmou o Instituto Médico Legal de Los Angeles (IML), depois de a informação ter sido divulgada por vários meios de comunicação norte-americanos.
Os socorristas tentaram durante mais de uma hora reanimar Michael Jackson, depois do cantor ter desmaiado em casa, após uma aparente crise cardíaca, afirmou quinta-feira Jermaine Jackson, irmão do cantor e porta-voz oficial da família.
O tenente Fred Corral, porta-voz do IML, disse à CNN que Michael Jackson, 50 anos, foi declarado morto às 14H26 local.
Segundo o porta-voz, será realizada uma autópsia "provavelmente" já esta sexta-feira.
Morte inesperada aos 50 anos
O site especializado em celebridades TMZ.com e o jornal Los Angeles Times foram os primeiros a noticiar a morte do cantor.
Logo após as primeiras notícias, centenas de fãs concentraram-se às portas do Hospital da Universidade da Califórnia e da residência do cantor.
Depois de ter praticamente desaparecido em 2005 por causa do julgamento em que era acusado de ter abusado sexualmente de uma adolescente, apesar de ter sido absolvido, o cantor cinquentenário tinha anunciado o seu regresso aos palcos, para uma série de concertos em Londres.
«This Is It!» começava a 13 de Julho de 2009 e terminava a 6 de Março de 2010. Em Março, tinham esgotado os primeiros 750 mil bilhetes.
Devido a vários rumores sobre o estado de saúde de Michael Jackson, que levaram mesmo ao cancelamento dos primeiros concertos, em 20 de Maio, a pedido da produtora dos espectáculos em Londres o cantor foi sujeito a vários exames médicos.
Esta semana o jornal britânico The Sun revelou que Michael Jackson sofria de cancro na pele.
Michael Jackson começou a sua carreira profissional aos cinco anos de idade como líder vocal do grupo Jackson 5.
“Thriller”, um álbum e um filme dirigido por John Landis, foram, talvez, os seus maiores sucessos. O álbum permanece como o mais vendido de sempre.
Sapo MZ, 26 de Junho de 2009
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25 de junho de 2009
Cabo Verde: Grupo Refilon apresenta hoje "nôs Stória" na casa da Morna
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