11 de julho de 2009

Corveta da Marinha de Guerra Portuguesa N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde

N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde No âmbito de uma viagem de instrução de Cadetes do 3º da escola Naval, a corveta N.R.P. Batista de Andrade, da Marinha de Guerra Portuguesa, comandada pelo Capitão-Tenente Zeferino Henrique, está de visita à Cabo Verde, entre os dias 5 a 19 do mês corrente. Com uma guarnição de 95 homens, entre as quais, 10 Oficiais, 15 Sargentos e 70 praças, Batista de Andrade irá permanecer no porto da Praia, entre os dias 5 a 16 de Julho, e no porto do Mindelo, no período de 12 a 19 de Julho. Durante a sua permanência no país, vai ser aprofundada as relações de cooperação com as Forças Armadas de Cabo Verde, e de forma particular, o ângulo do exercício da autoridade marítima, o que não vai envolver só a Guarda Costeira, mas todas as entidade com responsabilidades no exercício da autoridade do estado cabo-verdiano nas águas sob as respectivas soberania e jurisdição. Está prevista também a realização de "oficinas de Trabalho" nas áreas de marinharia e electromecânica, a instalação experimental de um sistema que permitirá a análise dos dados para as actividades de patrulhamento marítimo e respectiva formação e acções de formação da polícia marítima. Essas acções enquadram no âmbito do tratado assinado no demónio da fiscalização do espaço marítimo sob a soberania e jurisdição da república de Cabo Verde e ao nível da parceria especial união europeia - Cabo Verde. Expresso das Ilhas, 11 de Julho de 2009

Coreia do Sul: Todos para a lama!

Todos para a lama! Várias pessoas divertem-se a brincar na lama, no 12º Festival de Lama de Boryeong, na Coreia do Sul. Foto@EPA/Jeon Heon-Kyun

10 de julho de 2009

Maputo: Reggae anima discoteca Coconuts


Reggae anima Coconuts A discoteca Coconuts, em Maputo, não encheu – aliás esteve bem longe disso – para escutar os ritmos jamaicanos do Reggae na noite de ontem. O espectáculo, intitulado “Duas Mentes”, teve o palco dividido entre o moçambicano Ras Tony, líder da banda Maputo Land, e o famoso intérprete jamaicano Trevor Hall, conhecido por Ras Trevor. Aliás, foi esta partilha que serviu de inspiração para o título. “Duas Mentes é uma iniciativa de troca de experiências entre dois artistas que se conheceram há mais de 20 anos, num concerto na Suazilândia”, recordou Ras Tony. Uma das finalidades do concerto de ontem era aproximar o conhecimento do Reggae que se faz em Moçambique do que se faz na Jamaica, terra onde nasceu este estilo de música que tem como ícone o jamaicano Bob Marley. O momento alto da noite foi a actuação de Trevor Hall que, apesar da idade, mostrou estar em grande forma, mexendo-se em palco como poucos. Depois de saudar em português a plateia, Hall mostrou-se extremamente satisfeito por actuar novamente em Moçambique – já o havia feito há 20 anos – afirmando que o Reggae moçambicano tinha feito muitos progressos nas últimas duas décadas. Hall lembrou ainda que o Reggae, embora tenha despontado na América, teve origem em África “levado pelos escravos negros como uma forma de protesto.” Hall, sempre acompanhado por uma curta bengala e por um colorido boné de lã, cumpriu a promessa: o público, com a sua actuação, ficou a conhecer a essência do Reggae. Cristóvão Araújo Sapo MZ, 10 de Julho de 2009

África do Sul: À espera de uma onda

À espera de uma onda Ondas começam a chegar no ponto do Supertubes em Jeffreys Bay, África do Sul. Os 44 melhores surfistas do mundo reúnem-se em J-Bay, à espera de boas condições para competirem num dos maiores eventos de surf, o World Championship Tour (WCT), que decorre de 09 a 19 de Julho de 2009. Foto@EPA/Nic Bothma

Lisboa: Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal

Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal Um rio largo que nos traz a outra margem como uma linha no horizonte. As pequenas ondas serenas e os barcos que as agitam num vai-vem rotineiro. Do lado de cá, pescadores e canas de pesca. Do lado de lá, talvez pescadores e canas de pesca, ou quem sabe um mundo totalmente diferente. Fica a cargo da nossa imaginação. Talvez estejamos no Ibo! Não, não pode ser! Isso fica longe e tem um toque especial. Mas aqui também há um toque especial, um cheiro especial, algumas referências à ilha moçambicana. Estamos, na verdade, no Cais do Sodré, em Lisboa, no Restaurante Ibo. Aqui há sabores de Moçambique inspirados em receitas moçambicanas e com ingredientes moçambicanos, mas com influências portuguesas. E tudo foi pensado para trazer à capital portuguesa um pedaço africano. A localização, a construção, a decoração, a gastronomia, tudo, de alguma forma, nos remete para a ilha do Ibo. Daniel Pedrosa, português, foi militar em Moçambique e regressou a Portugal em 1982. Desde aí, fez uma vida sempre passada entre os dois países. O seu filho, João Pedro Pedrosa, foi para Moçambique quando tinha 5 anos. É uma família, no fundo, luso-moçambicana, tal como o restaurante. João Pedro enveredou pelo ramo da cozinha e, quando decidiu ser chefe de cozinha em Portugal, a ideia de criar um restaurante ligado a Moçambique prevaleceu. “Não há, pelo menos não havia, nenhum outro restaurante com comida moçambicana!”, explica Daniel Pedrosa. É com requinte que o nome e a gastronomia do nosso país são divulgados pela família Pedrosa. Tudo foi feito com o maior dos detalhes. Este restaurante traz conforto, bem-estar, simpatia e boa comida. Se as cadeiras foram pensadas propositadamente para aqui, não podemos esquecer outros detalhes como a mesa para as mulheres pousarem as carteiras, os candeeiros que dão para alinhar conforma e disposição das mesas ou o chamado “empratamento” – que é como quem diz a apresentação dos pratos. Na ementa consta uma variedade de receitas, algumas delas de João Pedro, outras nem tanto, entre as quais Camarões Selvagens à “Laurentina”, Frango à Zambeziana ou Chacuti de Cabrito. Ao falar com Daniel Pedrosa, era evidente o saudosismo, o amor a Moçambique, para o qual diz não encontrar explicação: “há coisas que são vividas e sentidas, todos sentem necessidade de se aproximar da terra, mas há muitas coisas na vida que não têm explicação”. Por isso, segundo este proprietário, há muitas pessoas que vêm ao Ibo e estão ligadas a África. “Eu nunca imaginei que houvesse tanta gente em Portugal com estas ligações afectivas a Moçambique, ou porque lá nasceram, ou porque lá moraram, ou apenas porque visitaram ou gostavam de visitar”. Helga Costa Sspo MZ, 10 de Julho de 2009

Moçambique: Pensando na mulher, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População

Pensando na mulher: Celebra-se Dia Mundial da População Sob o lema “Resposta à Crise Económica: Investir nas Mulheres é Uma Escolha Acertada”, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População. O evento acontece numa altura de reflexão sobre o impacto da crise económica global nos grupos mais vulneráveis. Para as Nações Unidas em Moçambique, esta é uma oportunidade para um balanço, e incremento dos esforços correntes e proteger as conquistas já alcançadas. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População, ainda não são conhecidas as reais dimensões que a crise económica terá mas sabe-se que a população vulnerável, em particular as mulheres, nos países em desenvolvimento, serão gravemente afectadas e Moçambique não é excepção. Estima-se que no país o crescimento económico venha a reduzir, o que implicará a continuação da dependência em grande medida de parceiros de desenvolvimento, incluindo as Nações Unidas, para que se possam materializar os compromissos sociais e económicos. Fonte do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) refere ser importante a focalização dos esforços, de forma particular, aos grupos que estão a tornar-se mais vulneráveis por causa da crise económica, na população urbana, raparigas, mulheres, jovens e famílias lideradas por mulheres. “Todas as estratégias de mitigação deverão focalizar a protecção das conquistas já alcançadas, manter o ímpeto e prevenir perdas”. Para as Nações Unidas em Moçambique lê-se num editorial daquela representação, este é o momento para manter a promessa de garantir que as metas a nível internacional sejam materializadas até 2015. As Nações Unidas estão a usar a sua vantagem comparativa para melhorarem o investimento social e influenciarem o alcance dos objectivos do Milénio. A província de Tete vai acolher as cerimónias centrais num acto a ser promovido pelo governo provincial, pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) e o Ministério da Planificação e Desenvolvimento. O acto visará essencialmente despertar a sociedade sobre a importância de investir nas mulheres face à crise económica. Antes da crise, as mulheres eram já a maioria da população menos favorecida nos países em desenvolvimento. Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias

LUSOFONIA: Lançamento de livro sobre “Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono”

LUSOFONIA: Lançamento de livro sobre “Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono” Antropóloga moçambicana Alcinda Honwana entre as personalidades estudadas Lisboa (Canal de Moçambique) - A Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com a Associação Viver a Ciência, e as editoras Círculo de Leitores e Temas e Debates vão proceder ao lançamento, em Lisboa no próximo dia 14, da obra, «Vidas a Descobrir - Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono». Trata-se de um livro coordenado por Joana Barros e que tem como co-autores os jornalistas Ana Sousa Dias, Rafael Marques e Chó do Gúri.
O livro leva os leitores a uma “viagem cultural e científica por vários continentes, apresentando as histórias de mulheres de origem lusófona que construíram carreiras profissionais ímpares no mundo da ciência.” Entre as cientistas visadas no estudo conta-se a antropóloga moçambicana, Alcinda Honwana. Para além da cientista do nosso país, o livro inclui nove outras personalidades, designadamente Anabela Leitão, engenheira química (Angola); Norma Andrewa, microbióloga (Brasil); Thaisa Storchi Bergmann, astrofísica (Brasil); Niàde Guidon, arqueóloga (Brasil); Fátima Monteiro, Ciências Politicas da Universidade Católica portuguesa (Cabo Verde), Amabélia Rodrigues, Epidemiologia, Projecto Saúde Bandim (Guiné-Bissau); e Cláudia de Sousa, primatóloga (Portugal); Irene Fonseca, matemática (Portugal); e Maria de Jesus Trovoada, antropóloga e bióloga (São Tomé e Príncipe).
A obra, segundo Joana Barros, doutora em Biologia Celular e Molecular do cancro pela Universidade de Londres, representa "uma oportunidade de romper com estereótipos que apresentam cientistas como homens enfadonhos que passam a vida fechados entre quatro paredes. Mostra a diversidade que existe no mundo científico não são ao nível dos seus actores, de diferentes etnias, motivações e contextos culturais, mas também a nível das questões tratadas e de ambientes de trabalho". (Redacção / Associação Viver a Ciência) 2009-07-10

Em Maputo: PAWA lança colectânea de conto tradicional "Da Astúcia à Vingança do Coelho"

Em Maputo: PAWA lança hoje colectânea de conto tradicional A Associação dos Escritores Pan-Africanos (PAWA) lança hoje uma colectânea de conto tradicional intitulada “Da Astúcia à Vingança do Coelho”. O acto terá lugar às 17 horas no átrio do Conselho Municipal da Cidade de Maputo. O lançamento deste livro, patrocinado pela Electricidade de Moçambique (EDM), contará com a presença de representantes da PAWA, da Associação dos Escritores Moçambicanos, da Electricidade de Moçambique e ainda do Ministério da Educação e Cultura. Para além da apresentação desta colectânea, haverá igualmente o lançamento da segunda edição do “Prémio Literário 25 de Maio – Pawa”. O género elegível para este prémio é o conto tradicional e a colectânea a ser lançada, sob chancela da PAWA, reúne textos submetidos a concurso e não premiados, mas porque o seu valor literário justifica alguma atenção decidiu-se publicar em livro como forma de incentivar os autores que mereceram menção honrosa. Este prémio literário surge da necessidade da cada vez maior promoção a literatura assente nos desígnios de África, no caso o conto tradicional. E o mesmo tem um valor pecuniário de três mil dólares norte-americanos. E como forma de promover e valorizar o exercício da criação literária baseada, sobretudo, na oralidade (literatura oral), a PAWA e a Electricidade de Moçambique acabaram instituindo este prémio, considerado o segundo maior prémio literário moçambicano. Este galardão foi lançado no dia 7 de Fevereiro de 2007, tendo, na sua primeira edição, sido atribuído à obra No Regulado de Canda-Canda, de Arnaldo Massangaie. A Associação dos Escritores Pan-Africanos foi criada em Gana, em 1977. Na sua fundação, Moçambique participou com uma delegação chefiada pelo poeta Kalungano (Marcelino dos Santos). Ela está representada em quase todos os países africanos, para além de ter delegações regionais. Desde a sua criação, a PAWA teve sempre a sua sede em Gana, e em Moçambique ela tem como delegado o escritor Armando Artur. Para a prossecução, com sucesso, das suas acções, a Associação dos Escritores Pan-Africanos vem contando com um apoio inestimável da Electricidade de Moçambique, empresa que, dentro da sua responsabilidade social, vem prestando um apoio à causa da cultura, particularmente da literatura moçambicana. No contexto geral, esta organização procura valorizar e promover a cultura africana, fundamentalmente através da oratura (literatura oral), que é a base da literatura africana. Por outro lado, ela está engajada na recuperação dos preceitos culturais africanos tradicionais, valorizando-os quer seja através da sua passagem para obras literárias, como documentando e passando-as para o sistema de educação nos países africanos. Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias

9 de julho de 2009

Maputo: Marrabenta amanhã no Centro Cultural Franco-Moçambicano


Marrabenta amanhã no Franco-Moçambicano O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe amanhã, dia 10 de Julho de 2009, às 20,30 Horas, um concerto de gravação de duas figuras conceituadas da música Marrabenta: Dilon Djinji e a Orquestra Djambu. Este evento, realizado no âmbito do Festival Marrabenta, surge com o objectivo de contribuir para a preservação e promoção da cultura moçambicana, através da assunção de atitudes, prática de composição, performance, programação de eventos musicais, debates, formações de artistas e promotores de artista, técnicos e público em geral. Um dos compromissos do Festival de Marrabenta com os vários artistas e músicos conceituados que irão actuar é a gravação, em concerto, de um DVD e áudio de dois músicos ou agrupamento como forma de promoção da auto-sustentabilidade da arte e dos trabalhos realizados pelos músicos. Neste contexto foi criado a Rádio Marrabenta, um espaço de promoção e divulgação dos trabalhos passados em revista no festival. Recorde-se que esta a primeira gravação que é feita no âmbito do projecto Festival Marrabenta envolvendo estes dois artistas: Dilon Djinji e a Orquestra Djambu. Dilon Djinji Nasceu a 14 de Agosto de 1927, na Província de Maputo, distrito de Marracuene, tendo iniciado a sua carreira musical em 1939, com apenas12 anos de idade. Em 1960 criou o grupo Estrela de Marracuene e a sua primeira actuação foi em 1964 na rádio, na estação Voz Africana. A partir de 2001 é membro do grupo Mabulu com o qual tem feito digressões internacionais. As suas músicas surgem de factos sociais do dia-a-dia e de relatos bíblicos. As notas das suas músicas têm influência da Igreja Missão Suíça, onde foi pastor. Dilon recria-as em forma de notas musicais, acabando por ser um músico que, acima de tudo, busca o ensinamento nas suas composições. Entre os seus sucessos destacam-se: “Maria Teresa, Angelina, Achintlanwana, Maria Rosa e Podina”. O seu primeiro álbum foi gravado em 1973 através da casa discográfica “Produces 1001” e em 2002 gravou o seu primeiro trabalho internacionalmente a solo pela editora Riverboat, intitulado Dilon. Orquestra Djambu Quando foi criada, na década de 50, era formada por alguns membros do Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique denominada Ntyndia. Dela faziam parte: Moisés Ribeiro da Conceição (viola), Domingos Mabombo (piano), Tiago Bila (trombone), José Mondlane (bateria), Manuel Hassane (trompete) e Orlando (saxofone). Mais tarde, por exigência dos associados do centro, a Orquestra adoptou o nome Djambu. Nessa época, interpretava temas de grande êxito internacional com uma diversidade de estilos musicais que ia do Jazz, ao Swing, passando pelo Samba. Na década de 60, com o aparecimento na arena musical de alguns países africanos, passaram a preocupar-se em trabalhar mais em ritmos africanos e moçambicanos e todos se lembram das famosas canções “Elisa we” e “Ni Tawa”. Actualmente conta com cerca de 16 elementos, interpretando ritmos moçambicanos como a Marrabenta, Xiparatuana, Xingombela, Xingomana, Xigubo, Mfena, Hlame. Sapo MZ, 9 de Julho de 2009

África do Sul: Vai uma sardinha?

Vai uma sardinha? Todos os anos enormes cardumes de sardinhas dão à costa nas praias da província do Kwazulu-Natal, na África do Sul. As sardinhas, que são apanhadas com baldes e redes pelos populares, são acompanhadas de golfinhos e gaivotas que se alimentam delas. Foto@Lusa/Roger Horrick

Eduardo Paim: Aiwe Papa

Eduardo Paim: Rosa Baila

Acordo ortográfico teve "falsos argumentos" (Mia Couto)

Acordo ortográfico teve "falsos argumentos" Mia Couto afirma terem sido usados “falsos” argumentos para introdução do novo Acordo Ortográfico, sobretudo para a literatura, e afirmou sentir-se “ambíguo” em relação às novas regras.
“Tenho posição ambígua porque acho que houve quem estudou o assunto e sabe mais que eu. Houve linguistas que estiveram anos trabalhando sobre isso”, disse a jornalistas, a propósito da nova grafia do português na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Provavelmente, há algumas áreas em que nós saímos todos beneficiados, como por exemplo, na área do livro escolar, da aprendizagem da língua. O facto de os manuais angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos poderem ser feitos no Brasil ou Portugal, indiferentemente. Isso, se calhar, essas são questões práticas que pesam”, afirmou. Mia Couto, cuja obra “O Gato e o Escuro”, que narra uma aventura de um gatinho amarelo que se delicia em contrariar os conselhos da mãe, foi recentemente premiada no Brasil, reuniu-se hoje com jornalistas a propósito do galardão. No Brasil, o escritor apresentou também o seu mais recente romance “Jesusalém”, com título alterado para “Antes do Nascer do Mundo”. “Jesusalém”, ou “Antes do Nascer do Mundo” conta a história de Silvestre Vitalício, um homem que, abalado pela morte da mulher, Dordalma, se afasta do mundo, com os dois filhos, Mwanito e Ntunzi, e um velho criado ex-militar, e se refugia num lugar remoto, a que dá o nome de Jesusalém e onde aguarda a chegada de Deus, para pedir desculpa aos homens. Questionado sobre como encara o novo Acordo Ortográfico, Mia Couto assegurou que irá ajustar-se à convenção, até porque não é “um militante contra o acordo”, embora se distancie da ”falsificação das razões” apresentadas para introdução do pacto. “Do ponto de vista literário, não acho necessário, acho dispensável, terei dificuldades em escrever da maneira nova e acho que grande parte dos argumentos que foram feitos a favor do acordo são argumentos falsos”, disse o escritor moçambicano. “Muitas vezes se argumenta que este acordo é necessário porque os nossos países (CPLP) viviam distantes e agora a nova ortografia comum vai aproximar-nos. Acho que isto é uma mentira”, afirmou Mia Couto, que é igualmente biólogo. Para o escritor, a distância entre os países deve-se ao facto de existirem “razões de diferentes políticas, da falta de vontade de criar uma proximidade e apostas geoestratégicas diferentes”. “O Brasil tem aquele universo da América Latina, tem a sua posição no mundo, Portugal tem outra, os africanos têm outra, estas são as grandes razões (..), mas vou ter que me ajustar” às novas regras da língua portuguesa, disse. Moçambique ainda não aderiu ao novo Acordo Ortográfico. O País, 9 de Julho de 2009

Cidade da Praia recebe reunião ministerial da CPLP nos dias 20 e 21 de Julho



Cidade da Praia recebe reunião ministerial da CPLP nos dias 20 e 21 de Julho Praia, 08 Jul. (Inforpress) – A cidade da Praia vai acolher, nos dias 20 e 21, a reunião ministerial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP. A informação foi avançada pela pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Jorge Lopes, na cerimónia de encerramento da II conferência sobre a regulação de energia nos países de Língua Oficial, realizada na Cidade da Praia. Falando da conferência da RELOP, que durante dois dias reuniu representantes das entidades reguladores de vários países da CPLP, aquele governante enalteceu a iniciativa e reiterou o compromisso do governo em criar as condições favoráveis que permitam a RELOP desempenhar cabalmente a sua missão. “Estas conferências constituem o fórum adequado para a partilha do conhecimento sobre a regulação no sector da energia, como propiciar a formação e a comunicação entre especialistas e profissionais das entidades associadas que integram a RELOP”, sublinhou. O presidente da Agencia de Regulação Económica (ARE), Renato Lima, considera que Cabo Verde deu um passo importante na edificação de um quadro de regulação que possa merecer a confiança de operadores e da sociedade em geral. “Creio que o nosso país saiu reforçado com as experiências aqui trazidas pelas agências dos países que interiorizaram já os elevados valores sociais associados à regulação e que se encontram numa fase de desenvolvimento mais avançado”, disse Renato Lima. “No actual quadro das reforças económicas, as excelências da regulação será sempre um elemento indissociável do reforço da qualidade de vida dois cidadãos”, frisou. Durante os dois dias de trabalhos, os participantes analisaram várias questões relacionadas coma regulação da energia. A formalização da adesão de novos membros e a assinatura de um acordo entre os membros da RELOP e a Associação dos Reguladores das Comunicações e Telecomunicações (ARCTEL – CPLP) foram pontos da II conferência da RELOP. O acto de encerramento do evento foi presidido pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Jorge Borges. Participaram no encontro as entidades reguladoras de Cabo Verde, Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e São Tomé Príncipe. A próxima conferência da RELOP será realizada no Brasil. Inforpress, 9 de Julho de 2009

Espanha: Abram alas para o touro

Abram alas para o touro Várias pessoas fogem dos touros que andam à solta pelas ruas de Pamplona. Esta corrida louca acontece todos os anos no festival de San Fermim, uma tradição com mais de 400 anos. Durante os dias de festa é possivel ver corridas e lutas de touros, participar em procissões, assistir a espectáculos de fogo de artifício e dançar em pela noite dentro. Foto@EPA/Jesus Caso

Bill Bailey: Is the Moonwalk this old? (1955)

Michael Jackson: Primeiro Moonwalk (1983)

7 de julho de 2009

Moonwalk: a inspiração de Michael Jackson

Moonwalk: a inspiração de Michael Jackson A 25 de Março de 1983 Michael Jackson fez furor na gala da Motown. Actuando sozinho, ao som de Billie Jean, o músico fez pela primeira vez em público o célebre moonwalk - o tal passo em que se desliza para trás, dando a ilusão de se estar a andar para a frente. Este passo acabou por tornar-se a imagem de marca de Jackson, como bailarino, repetido em inúmeras apresentações ao vivo, imitado nas ruas de todo o mundo onde chegava a sua música e a vontade de imitar os seus dotes de dança. Mas este movimento não foi inventado por Michael Jackson (que, aliás, nunca o reivindicou) e já tinha sido usado, anos antes de o músico nascer, por outros artistas. Os tempos eram outros - menos mediáticos, sem as sudiências gigantescas da televisão e da Motown - mas há que reconhecer também o papel do virtuosismo de Jackson, que deu um cunho muito próprio ao moonwalk, tornando-o porventura o mais suave passo entre todos os que surgiram associados ao street dance. A ilusão, nos pé de Michael Jackson, é perfeita. E de onde vem, então, o moonwalk? Entre os percursores de Michael encontram-se nada mais, nada menos, que Marcel Marceau, David Bowie, James Brown e Jeffrey Daniel (dos Shalamar). A irmã de Michael, LaToya, atribuíu a este último a inspiração de Michael. Mas há até registo do bailarino de sapateado Bill Bailey a fazer um moonwalk.
07 de Julho de 2009

França: Cuidado com o iceberg!

Cuidado com o iceberg! Um falso iceberg, colocado pelo grupo ambientalista Greenpeace, flutua sobre o rio Sena perto da Torre Eiffel, em Paris, França. Segundo a Greenpeace esta acção, na véspera da cimeira do G8 em L'Aquila, Itália, destina-se a promover a sensibilização sobre como lidar com a crise económica global e as alterações climáticas. Foto@EPA/STR

6 de julho de 2009

SIC: Os Aviadores Portugueses na África Austral (5 de Julho de 2009)

Cinco pilotos da TAP cumprem uma paixão: voar na imensidão dos espaços de África em mono-motores. A expedição aérea junta o sentido da descoberta, o reencontro com os lugares de origem e um espírito de missão humanitária. Três pilotos nasceram em Moçambique e é em Maputo que fazem a entrega de três toneladas de medicamentos. Habituados à tecnologia dos cokpits nos aviões de médio ou longo curso em que trabalham diariamente, experimentam em África o voo à vista com mapas detalhados, as limitações e os desafios dos pequenos aviões. Nesta aventura cruzam os céus de Moçambique, Malawi, Zâmbia, Botswana e África do Sul. Aterram na Gorongosa, Lago Niassa, Cahora Bassa, cataratas de Vitoria, Delta do Okavango. Uma forma de mostrar a beleza e as potencialidades do continente africano.