Morcegos* (António Orlando) Era uma vez, há muito tempo, vivia na aldeia do cume da montanha um velho que se dizia ter poderes de se transformar num grande morcego. De onde veio e como vivia não se sabia nada, era um mistério que o tempo havia levado. Às vezes, era possível, em pleno dia, ver-se o velho num ponto que era o seu observatório preferido, ficar imóvel por horas seguidas, podia-se jurar que desaparecia deste ponto num abrir e fechar de olhos sem deixar rasto da sua trajectória. Pela noite era possível discernir uma grande fogueira e uma sombra fantasmagórica a que se seguia um bando de morcegos que esvoaçavam colina abaixo para se saciar com sangue de animais dos lavradores nas casas dos arredores. Era este facto que cimentava o mistério do velho da montanha, que vivia numa gruta, apelidada de entrada para o inferno. Reza a lenda que num desses anos, um chefe da região resolveu desalojar do local aqueles pequenos vampiros da gruta, prontificou-se a convocar os anciãos da aldeia, pois não queria se prestar a responder sozinho quando a maldição caísse. No dia seguinte, o chefe acordou sobressaltado, gritando para os quatro cantos do mundo, enquanto a porta se abria arrancada para fora, afastada violentamente por um impulso de medo que se lhes estampava na cara. - Socorro!... Os seus sequazes prontificaram-se logo a acudi-lo, mas este, aturdido e assustado pelo sonho que tivera, não se dava da presença destes, ao que um deles lhe perguntou: - O que se passa, Senhor? - Que querem? Alguém vos chamou? - Foi o chefe que gritou por socorro, nós viemos porque tememos pelo senhor, bem sabe que nada no mundo pagaria a tua existência. Afinal é o chefe desta região. - Eu gritei?, balbuciou o chefe… Já sei! Gritei! Tive um pesadelo. Acordei sobressaltado, e porque estão aqui, logo agora? - Vínhamos anunciar ao senhor que os anciãos estão convocados. - O quê? Manda já cancelar o encontro, afinal não podemos fazer nada contra aqueles bichos. Assim falou o chefe, dando meia volta para dentro, ao se aperceber que os seus comparsas estavam estupefactos com aquela decisão repentina. Os homens saíram daquele lugar sem fazer comentários e foram dispersar aquele encontro que se destinava à discussão do desalojamento dos morcegos da gruta. Ficou-se mais tarde a saber que o chefe Inhapata teve um daqueles sonhos de arrepiar, onde ele gritava até ficar rouco, mas sem a voz se ouvir ecoar. Enquanto isso, ninguém aparecia à porta para lhe ajudar. Viu o velho da colina com os braços abertos e as mãos nas ombreiras da sua cama feita de estacas, as asas-barbatanas de morcegos que abrem e fecham quando ergue ou deixa cair os braços. O ser dizia para ele parar de gritar: Porque gritas? Matava-te sem acordares e se o quisesse, tive-te ao meu alcance antes de te acordarem. Vou espiar o teu sonho até ao amanhecer. Não sei porque te digo estas coisas. Mas, o meu dever é acudir sempre que ouvimos ideias de desalojar os morcegos daquele lugar. Queres que eu vá buscar ajuda? Não adianta gritar, é inútil, ninguém te ouve. O ser, que logo se apelidou como o famoso velho habitante da gruta, avançava devagar para ele, roçou-lhe com as suas unhas de morcego na testa e deslizando as mãos pelo pescoço, e pegou-lhe pelo colarinho da camisa sem gola e arrastou-o cama abaixo e largou-o aí, despejando-lhe ameaças caso se atrevesse a pensar desalojar os morcegos daquele lugar. O alvejado gritava agora por piedade, jurando cumprir com as recomendações. - Poupa a minha vida! Não por mim, mas por este povo, e pelos meus filhos pequenos (seis) que um desses dias nascera outro, vou ter a honra de vos oferecer para padrinho. - Promessa é promessa. Um dia destes, venho cobrar. Assim falando, o ser desanuviou-se no espaço, num estalar de dedos. Inhapata procurava trepar uma árvore que não existia quando rolou no chão e se pôs a gritar por socorro. Já era manhã… O chefe cumpriu a promessa e até hoje naquela região transborda uma lama preta que fertiliza os campos adjacentes à zona montanhosa, e os habitantes da região têm certeza de ser esta lama excrementos de morcego, enviados pelo velho da gruta para fertilizar os campos todos os anos, em troca de deixar os morcegos no seu habitat natural. António Orlando (pseudónimo literário de Belmiro Pedro Marrengula), nascido a 1 de Maio de 1971, na vila fronteiriça de Namaacha, província de Maputo. Depois do ensino básico, vai frequentar a Escola de Artes Visuais, formando-se em desenho gráfico, pintura e cerâmica, actividades que vem exercendo em paralelo com a docência. Licencia-se em História Social pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Assinou colunas no então Jornal da Tarde e Revista de Empresas em Maputo. *In Colectânea de Contos da Pawa ANTÓNIO ORLANDO Maputo, Quarta-Feira, 15 de Julho de 2009:: Notícias
15 de julho de 2009
António Orlando: Morcegos (Conto moçambicano)
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Contos Moçambicanos,
Cultura
Arnaldo Massangaie: Presa Perigosa (Conto moçambicano)
Presa perigosa (Arnaldo Massangaie) Certo dia, ao pretender consultar uma armadilha montada no dia anterior, um mancebo voltou da mata disparado como se mil demónios o perseguissem. Ofegante, mal conseguia contar o que vira, na obscuridade da mata. Alguns veteranos o acompanharam até ao local que apenas conseguia apontar com o dedo trémulo, em riste sem conseguir pronunciar palavra. Um dos veteranos aproximou-se sorrateiramente da armadilha e de súbito, um vendaval se desabou sobre o local levantando poeira, quebrando arbustos e tudo quanto se encontrava num raio considerável à volta da armadilha; uma cobra tinha caído na armadilha e toda aquela turbulência resultava da luta contra a morte. Os curiosos abandonaram precipitadamente o local; naquelas circunstâncias, não havia melhor escolha, pois, se a companheira da presa se apercebesse da demora, iria à sua procura e encontrando-a aprisionada, aguardaria pelo dono da armadilha, mesmo que isso levasse dias; e qualquer ser vivo que se aventurasse por aquelas paragens podia, antecipadamente, considerar-se morto. Era necessário deixar passar muito tempo até que o vingativo se esquecesse do seu já esquelético companheiro e abandonasse o local ou que se pegasse fogo no local para afugentá-lo ou dissipar o cheiro da cobra morta. Neste caso, precauções deviam ser tomadas, pois, se a companheira da presa estivesse nos arredores e se visse cercada pelo fogo, representava um grande perigo. Cercada pelo fogo, a mamba põe-se em riste, apoiando-se na ponta da cauda, ensaiando a fuga e tentando localizar o inimigo após o que se lança num autêntico voo, que quase sempre termina com ela enrolada ao pescoço do intruso, com perca imediata da vida deste. Lançou-se fogo ao bosque e mesmo assim teve que se evitar aquelas paragens por um bom tempo, até assegurar-se de que a eventual companheira da morta tivesse abandonado o local, conformada com a situação. Sarados todos os mancebos, preparava-se o regresso à casa, onde as mães organizavam a recepção dos seus filhos de quem se tinham separado havia cerca de um mês; compravam roupas novas e mandavam para o acampamento enquanto panelas de uputsu eram preparadas, milho moído e animais para a festa; desta vez não se tratava de simulação. Era uma festa de verdade e prendas eram preparadas para se oferecerem aos homens já prontos. No dia aprazado, o enfermeiro-curandeiro e os anciãos tomavam a dianteira, enquanto os “prontos” entoavam lindas canções e, em passo de marcha, regressavam à casa, sendo conduzidos todos ao local preparado para a festa. Todos os rapazes se encontravam num só lado, perfilados e bem vestidos e as mães entoavam cânticos de júbilo: “Alegre-se comigo amiga; Cantemos louvores ao enfermeiro, Que voltou com a sua gente, Que belo é ser casada; Os nossos filhos regressam São e salvos, Completos em seu número; Alegre-se comigo amiga.” Assim cantavam elas, com os rostos radiantes, festejando o regresso dos filhos, já feitos Homens p’ra sempre. Seguia-se a refeição conjunta e abundante. As mães quase não comiam de tanta emoção, cada uma olhando para o seu filho cuja vida acabava de ser posta à prova. Seguiam-se as oferendas, cada um dando o que tivesse a quem quisesse. Havia muita solidariedade naquela gente. As ofertas eram dirigidas a qualquer um dos recém-iniciados, de tal modo que cada um deles recebia alguma coisa. As ofertas consistiam em animais como cabritos, leitões, galinhas e peças de vestuário. Serviam de recordação para a posteridade. Ao cair da noite, a festa terminava e cada família se dirigia à sua casa, com os seus filhos, agora tornados homens. Os ecos da ukwera perseguem o indivíduo ao longo da vida. A próxima ukwera seria daí a uma década e os que sendo pequeninos não participaram naquela, fá-lo-iam com os que ainda não tinham nascido e seriam os matulões dessa ukwera com as consequências nefastas disso. Estariam conscientes quando caíssem nas mãos do curandeiro-médico e fossem sujeitos a uma dolorosa operação, a sangue-frio. Arnaldo Massangaie nasceu a 13 de Julho de 1963. É licenciado em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, em Maputo. Prémio 25 de Maio Pawa/EDM, edição 2007. Arnaldo Massangaie Maputo, Quarta-Feira, 15 de Julho de 2009:: Notícias
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Contos Moçambicanos,
Cultura
Guiné-Bissau: Ex-candidato declara apoio a Bacai Sanhá
Guiné-Bissau: Ex-candidato declara apoio a Bacai Sanhá
Iaia Djaló, quarto candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, declarou o seu apoio a Malam Bacai Sanhá na segunda volta do escrutínio contra Kumba Ialá, prevista para 26 de Julho.
Líder do Partido Nova Democracia (PND), deputado e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Iaia Djaló é dissidente do Partido da Renovação Social (PRS) de Kumba Ialá.
Na primeira volta das presidenciais, Djaló obteve 10.495 votos (3,11 por cento ), sendo o quarto candidato mais votado, atrás de Henrique Rosa, Kumba Ialá e Bacai Sanhá.
“As minhas ideias são coincidentes com as do camarada Malam Bacai Sanhá. Uma vez que disputará a segunda volta das presidenciais julgo que é a pessoa indicada para assumir a responsabilidade de momento que é ser presidente da Guiné-Bissau”, justificou Djaló.
O líder do PND disse que vai exortar todos os que votaram nele na primeira volta a apostarem em Malam Bacai Sanhá, para que este possa ser eleito presidente no dia 26 deste mês.
Além de Djaló, Malam Bacai Sanhá já tem os apoios declarados dos candidatos derrotados na primeira volta Luís Nancassa, Paulo Mendonça, Francisca Vaz Turpin “Zinha Vaz” e Braima Alfa Djaló.
Na primeira volta das presidenciais antecipadas, Malam Bacai Sanha, candidato apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) obteve 133.786 votos (39,59 por cento), contra 99.428 votos (29,42 por cento) para Kumba Ialá, líder do Partido da Renovação Social (PRS), seu adversário na segunda volta.
A campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau decorre desde segunda-feira e encerra no próximo dia 26.
Entretanto, o PAIGC considerou, segunda-feira, uma “grande mentira” e um “acto de racismo” a acusação de financiamento pela al-Qaeda, dirigida pelo director da candidatura de Kumba Ialá.
O partido desmentiu igualmente as acusações de que se prepara para expulsar das fileiras das Forças Armadas todos os oficiais de origem balanta, a mesma de Kumba Ialá.
Maputo, Quarta-Feira, 15 de Julho de 2009:: Notícias
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Guiné-Bissau
Moçambique: Assessor parlamentar aufere 46 salários mínimos por mês
Excesso de regalias no meio de tanta miséria
Assessor parlamentar aufere 46 salários mínimos por mês
Enquanto o salário mínimo no aparelho do Estado está fixado em 2.082,00 MT, um assessor parlamentar aufere 95.361,20 MT por mês. Por ano, os 10 assessores que são necessários irão custar ao Estado 11.443.344,00 MT
Maputo (Canal de Moçambique) – A Assembleia da República (AR) deverá introduzir no seu quadro de pessoal, novos 67 funcionários, dos quais 40 contratados e 27 de carreira. Este efectivo deverá custar ao Estado 2.524.802,60 meticais, por mês. E por ano vai absorver dos cofres do Estado 30.297.631,20Mt. A introdução de novos funcionários na AR surge em cumprimento do estabelecido na nova Lei Orgânica do órgão, ontem aprovada por unanimidade e consenso, pelo plenário.
Salário do assessor parlamentar vs salário do enfermeiro
O «Canal de Moçambique» fez um exercício para avaliar o real custo destes funcionários para o Estado. Um dos métodos usado foi a comparação do salário destes funcionários do Estado com os salários dos demais funcionários públicos.
Por exemplo, um conselheiro do presidente da AR vai auferir, por mês, 191.361,20 MT (cerca de 7 mil dólares americanos por mês). O valor é uma acumulação de 25.393,00 de salário básico, bónus de mais 24.000, 00 MT/mês; subsídio de combustível de 24.000,00 MT/mês; e subsídio de comunicação de 12.000, 00 MT/mês. Para este cargo são necessárias duas pessoas.
Para assessor parlamentar são necessários 10 novos funcionários. Cada um a auferir 95.680,60 por mês. Os 10 irão auferir, por ano, 956.806,00 MT.
Feitas as contas, conclui-se que o salário de um assessor parlamentar equivale a 46 salários mínimos. O salário mínimo nacional foi fixado em 2.082,00 MT, na última revisão feita pelo Governo.
Em Moçambique, o salário mínimo é auferido pela maioria dos funcionários de base, aqueles que têm contacto directo com a população, como é o caso de técnicos de saúde, enfermeiros, polícias de protecção vulgo “cinzentinhos”, professores..., entre outros cuja tarefa é de vital importância para o bem estar dos cidadãos.
Serão contratados igualmente 2 assessores para os vice-presidentes da Assembleia da República (AR). Cada um deles auferirá um salário fixado em 85.733,05 MT/por mês.
Também serão contratados 2 assistentes protocolares da AR, com salário fixado em 22.379,05/mês.
Por outro lado serão contratados funcionários para exercerem funções como secretários parlamentares. Um secretário de comissão parlamentar aufere por mês 18.520,20 MT. Para este posto são necessários 12 funcionários. A AR possui actualmente 8 comissões. Ainda não se sabe se está agendado o aumento do número de comissões na próxima legislatura.
O total dos novos funcionários para a AR deverá entrar no quadro de pessoal daquele órgão de soberania a partir de Janeiro de 2010. Serão ao todo 67 novos indivíduos que assumirão funções no início da próxima legislatura. As próximas eleições legislativas estão marcadas para 28 de Outubro próximo.
O que faz um conselheiro do presidente da AR?
Um conselheiro do presidente da AR, por exemplo, que aufere por mês, 95.680,60 Mt, tem as seguintes competências, segundo a lei orgânica da AR, ontem aprovada: “exerce funções consultivas e de aconselhamento nas diversas matérias objecto de tratamento pela AR, nomeadamente sobre o funcionamento do Estado, a vida económica e social do país, funcionamento interno da AR e relações internacionais e inter-parlamentares. Investiga e cria alternativas de solução apropriadas aos problemas da sua área (de assessoria)”. Para este cargo são necessários dois funcionários.
A nova Lei Orgânica da AR deverá entrar em funcionamento a partir de 01 de Janeiro de 2010. Cabe ainda ao presidente da República promulgá-la ou não.
Custo com salários em 2008
Em 2008, de acordo com a conta gerência respectiva, a AR despendeu 31.337.170,33 meticais, em salários e remunerações.
(Borges Nhamirre)
2009-07-15
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Moçambique - Actualidade
13 de julho de 2009
Angola: Luanda é a cidade mais cara do mundo
Luanda é a cidade mais cara do mundo
Segundo um estudo da consultora internacional ECA, Luanda ocupa o primeiro lugar na lista das cidades mais caras do mundo.
À semelhança do ano passado, Luanda encontra-se no topo, ultrapassando cidades como Tóqui,o Nagoya, Yokohama e Kobe (Japão), Copenhaga (Dinamarca), Oslo (Noruega), Genebra, Zurique e Basileia (Suíça).
Nos últimos sete anos, Angola viu-se crescer muito em termos económicos graças aos recursos petrolíferos e diamantíferos, o que, por sua vez, vai atraindo os imigrantes.
A ECA afirma que uma das coisas mais dispendiosas em Luanda é o aluguer de um apartamento, que, incluindo despesas de água e electricidade, pode atingir os 11 mil euros, cerca de 15 mil dólares mensais. Quanto à alimentação, um restaurante poe custar 73 euros, o equivalente a 100 dólares.
Fonte: Visão News
13 de Julho de 2009
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Angola,
Destaque,
Internacional,
Luanda,
PALOPs
África do Sul: Greve nos estádios
Greve nos estádios
Esta criança africana juntou-se à greve nacional dos trabalhadores do campeonato do mundo de 2010, na África do Sul. Cerca de 70 mil trabalhadores da construção civil ligados aos projectos de novos estádios para receber o Mundial 2010 estão em greve há seis dias por aumentos nos seus salários.
Foto@EPA/Jon Hrusa
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Africa do Sul,
Destaque,
Internacional
No 34º da independência: PR são-tomense apela à transparência
No 34º da independência : PR são-tomense apela à transparência
O Presidente da República de S. Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, apelou ontem ao Governo a que resista “ao apelo de protagonismo desnecessário” nas vésperas das eleições, numa mensagem por ocasião dos 34 anos da independência do país que ontem se assinalaram. “O Governo deverá redobrar a sua eficácia e ser mais transparente nas suas decisões.
Para o Presidente são-tomense, o “reforço dos níveis de simplicidade e humildade” de todos os membros do executivo constitui uma forma de “merecerem o estatuto de governo de missão, solução política que esteve na base de sua criação”.
Fradique de Menezes reconhece que “o cepticismo e o pessimismo avassaladores ameaçam tomar conta do país” e entende que o Governo “tem enorme responsabilidade neste olhar de avaliação” que as populações fazem dos resultados da independência alcançada de Portugal, antiga potência colonial, em 12 de Julho de 1975.
Tem, entretanto presente que “o 12 de Julho cumpriu as suas promessas fundamentais de descolonização e de democratização”, faltando “o mais importante, que é o desenvolvimento”.
Reconhece também que os tempos mudaram e que “o entusiasmo galvanizador e trepidante de então, vão restando cada vez mais tímidos sinais de uma teimosa de resistência às dificuldades e contrariedades dos tempos modernos”.
“Com todos os percalços conhecidos, qualquer balanço sério e isento não poderá deixar de reconhecer que, em 12 de Julho de 1975, resgatámos a nossa dignidade e a dignidade do nosso país”, acrescenta o Chefe de Estado são-tomense para quem “os cortes radicais com o passado não lograram resultados totais”.
“Persistiram os defeitos decorrentes de um estado centralizado, excessivamente burocrático, com uma justiça a todos os títulos ineficiente, uma produtividade de trabalho incapaz de progredir como convinha”, acrescentou o Presidente da República.
Citou “o desperdício das despesas do Estado, a desumanidade dos hospitais, a violência nos costumes, a marginalidade social, a exclusão, o desemprego, a corrupção na política e o aumento da criminalidade” como factores que não permitiram um “digno percurso” ao longo dos 34 anos de independência do Arquipélago.
Para ele, “o actual Governo deverá chamar a si desempenhos políticos que galvanizam um entendimento nacional, solidificando os entendimentos políticos parlamentares actuais, sem excluir a contribuição fiscalizadora da oposição em matéria de decisiva importância nacional”.
Maputo, Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009:: Notícias
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Acordo,
Comemoração,
História,
PALOPs,
Portugal,
Presidente da República,
S.Tomé e Príncipe
12 de julho de 2009
Cesária Évora no festival Al-Buhera 2009 em Portugal
Cesária Évora no festival Al-Buhera 2009 em Portugal
Praia 12 Jul. (Inforpress) – A cantora Cesária Évora participa no festival Al-Buhera 2009, que se realiza de 22 a 26 de Julho, na Praça dos Pescadores, em Albufeira, Portugal.
Cesária Évora, que actua no dia 22, apresenta o novo/velho "Rádio Mindelo", um trabalho que recupera algumas das primeiras canções de Cesária, na companhia do músico e compositor Gregório Gonçalves.
O Festival Al-Buhera 2009 decorre durante cinco noites e em dois palcos, produzindo um total de dez concertos. O festival algarvio Al-Buhera tem como atracção principal as músicas do mundo.
Para além da Cesária Évora, o cartaz inclui artistas como Amália Hoje, Eduardo Ramos, Kumpania Algazarra, entre outros.
Além da música, o público pode contar também com uma mostra de artesanato e gastronomia regional.
Inforpress/Fim, 12 de Julho de 2009
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Cabo Verde - Cultura
São Tomé e Príncipe comemora hoje dia nacional
São Tomé e Príncipe comemora hoje dia nacional
Luanda – A República de São Tomé e Príncipe assinala hoje, 12 de Julho, o 35º aniversário da proclamação, em 1975, da sua independência do regime colonial português, fruto de vários anos de luta armada.
Em 1960, um grupo nacionalista passou a opor-se ao domínio colonial português, para reivindicar a independência do arquipélago e, por conseguinte, vários outros ganhos como trabalho dignificante e vida condigna para os são-tomenses.
Este grupo, em 1972, deu origem ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), até que, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado e Pinto da Costa torna-se no primeiro presidente do país.
Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após (1985), inicia-se a abertura económica do país. Em 1990, adopta-se uma nova Constituição, que institui o pluripartidarismo.
No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras no parlamento.
A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo. Em 1995, é instituído um governo local na ilha de Príncipe, com a participação de cinco membros.
Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.
O país é um Estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes. Não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência.
A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.
Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé.
A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café.
Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo à sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este tinham de ser sancionadas pelo governador da Colónia, que para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.
Durante muito tempo o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direcção Geral de Segurança (DGS).
O governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções.
Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo havia o administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias.
A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².
A Ilha de Príncipe, cuja capital é Santo António - é a ilha menor, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma.
O ilhéu das Rolas fica a poucos metros a sul da ilha de São Tomé, e apresenta a particularidade de ser atravessado pela linha do Equador.
São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22°C e os 30°C. É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude.
O país tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro. A actividade pesqueira continua a ser uma das principais actividades económicas do país. O país continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal.
Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendem de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485.
Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal.
A grande maioria do povo são-tomense fala português (95 porcento), mas também fala três crioulos de base portuguesa diferentes.
População Urbana - 40 porcento (a cidade de São Tomé, com cerca de 51 mil habitantes, é o único centro urbano do país) População Rural - 60.
Fradique de Menezes é o actual Presidente da República, no poder desde 23 de Julho de 2003. Manuel Pinto da Costa, primeiro presidente, governou São Tomé e Príncipe de 12 de Julho de 1975 a 03 de Abril de 1991.
Foram também presidentes da República de São Tomé Miguel trovoada (eleito nas primeiras eleições em 1991), Manuel Quintas de Almeida, Miguel Trovoada e Fernando Pereira.
Angola Press, 12 de Julho de 2009
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Acordo,
Comemoração,
História,
Independência,
PALOPs,
Portugal,
S.Tomé e Príncipe
11 de julho de 2009
Cabo Verde: UCCLA e cidade de Lisboa vão homenagear Cidade Velha e Arménio Vieira
UCCLA e cidade de Lisboa vão homenagear Cidade Velha e Arménio Vieira
Praia, 10 Jul. (Inforpress) – A União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e a cidade de Lisboa vão render uma homenagem, no próximo dia 24 de Julho, à Cidade Velha Património da Humanidade, e ao poeta Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, apurou a Agência Inforpress.
Fonte próxima da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago assegurou à Inforpress que o tributo, que terá como palco a Avenida da Liberdade, em Lisboa, vão juntar artistas portugueses e cabo-verdianos, num espectáculo em que o fado, uma das mais bela expressão da cultura portuguesa, juntar-se-á a outros géneros tradicionais da música cabo-verdiana.
Esta distinção é vista pela autarquia da Cidade Velha como mais uma importante oportunidade de estreitar os laços de amizade e cooperação que unem Portugal e o arquipélago.
O evento contará, para além da presença do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Manuel de Pina, com outras figuras da comunidade cabo-verdiana radicada em Portugal.
A Inforpress apurou também que Arménio Vieira receberá, proximamente, uma outra distinção na Casa Fernando Pessoa, na capital portuguesa, onde, de resto, o Prémio Camões 2009 foi objecto de uma exposição que incluía manuscritos inéditos e livros do poeta cabo-verdiano.
Arménio Vieira encontra-se editado na antologia «Poetas de Língua Portuguesa», com o poema “Retrato de Poeta”, em homenagem a Fernando Pessoa, publicada pela Casa Fernando Pessoa, em 1997.
O poeta, o primeiro cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, esteve na casa do autor de “Mensagem” em Julho de 1997, quando apresentou um recital de poesia.
Natural da cidade da Praia, na Ilha de Santiago, onde nasceu em 24 de Janeiro de 1941, além de escritor, Arménio Vieira foi jornalista, com colaborações em publicações como o Boletim de Cabo Verde, a revista Vértice, de Coimbra, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto.
A homenagem da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas a Cidade Velha acontece na sequência da eleição, pela UNESCO, a 26 de Junho, da antiga urbe a Património Mundial da Humanidade.
Referida como o “primeiro entreposto colonial da Europa nos trópicos”, o comité destaca o traçado das ruas da Ribeira Grande, mais tarde renomeada de Cidade Velha, e as “ruínas de duas igrejas, uma fortaleza real e uma praça com um pilar de mármore do século XVI”.
A Cidade Velha de Santiago “é um testemunho da história da presença da Europa colonial em África e da história da escravatura”, justificou a organização.
A Cidade Velha de Santiago, também considerada, recentemente, uma das sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, tornou-se, assim, o primeiro local cabo-verdiano inscrito na lista de locais classificados como Património Mundial pela UNESCO.
Partilham com a Cidade Velha a inscrição na lista da UNESCO as ruínas de Loropéni (Burkina Faso), o monte Wutai (China), o santuário ecológico do mar de Wadden (Alemanha e Holanda), a cadeia montanhosa Dolomitas (Itália) e o Parque Natural do Recife de Tubbataha (Filipinas).
O vale do Elba, em Dresden (Alemanha), foi entretanto retirado da lista fruto da construção de uma ponte sobre o rio Elba, ao passo que o sistema de recifes de coral do Belize o Parque Nacional Los Katios, na Colômbia, passaram a integrar lista de locais em perigo.
No sentido inverso, os melhoramentos na conservação da cidade antiga de Baku (Azerbaijão) permitiram à UNESCO retirá-la da lista de locais com o património ameaçado.
A lista de Património Mundial da Humanidade passa a contar com 882 lugares inscritos.
Inforpress/Fim, 10 de Julho de 2009
Publicada por
MOZ
Corveta da Marinha de Guerra Portuguesa N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde
N.R.P. Batista de Andrade visita Cabo Verde
No âmbito de uma viagem de instrução de Cadetes do 3º da escola Naval, a corveta N.R.P. Batista de Andrade, da Marinha de Guerra Portuguesa, comandada pelo Capitão-Tenente Zeferino Henrique, está de visita à Cabo Verde, entre os dias 5 a 19 do mês corrente.
Com uma guarnição de 95 homens, entre as quais, 10 Oficiais, 15 Sargentos e 70 praças, Batista de Andrade irá permanecer no porto da Praia, entre os dias 5 a 16 de Julho, e no porto do Mindelo, no período de 12 a 19 de Julho.
Durante a sua permanência no país, vai ser aprofundada as relações de cooperação com as Forças Armadas de Cabo Verde, e de forma particular, o ângulo do exercício da autoridade marítima, o que não vai envolver só a Guarda Costeira, mas todas as entidade com responsabilidades no exercício da autoridade do estado cabo-verdiano nas águas sob as respectivas soberania e jurisdição.
Está prevista também a realização de "oficinas de Trabalho" nas áreas de marinharia e electromecânica, a instalação experimental de um sistema que permitirá a análise dos dados para as actividades de patrulhamento marítimo e respectiva formação e acções de formação da polícia marítima.
Essas acções enquadram no âmbito do tratado assinado no demónio da fiscalização do espaço marítimo sob a soberania e jurisdição da república de Cabo Verde e ao nível da parceria especial união europeia - Cabo Verde.
Expresso das Ilhas, 11 de Julho de 2009
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Acordo,
Cabo Verde,
Cooperação,
Destaque,
PALOPs,
Portugal,
União Europeia
10 de julho de 2009
Maputo: Reggae anima discoteca Coconuts
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Moçambique - Cultura
África do Sul: À espera de uma onda
À espera de uma onda
Ondas começam a chegar no ponto do Supertubes em Jeffreys Bay, África do Sul. Os 44 melhores surfistas do mundo reúnem-se em J-Bay, à espera de boas condições para competirem num dos maiores eventos de surf, o World Championship Tour (WCT), que decorre de 09 a 19 de Julho de 2009.
Foto@EPA/Nic Bothma
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Africa do Sul,
Destaque,
Internacional
Lisboa: Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal
Restaurante Ibo, sabores de Moçambique e Portugal
Um rio largo que nos traz a outra margem como uma linha no horizonte. As pequenas ondas serenas e os barcos que as agitam num vai-vem rotineiro. Do lado de cá, pescadores e canas de pesca. Do lado de lá, talvez pescadores e canas de pesca, ou quem sabe um mundo totalmente diferente. Fica a cargo da nossa imaginação.
Talvez estejamos no Ibo! Não, não pode ser! Isso fica longe e tem um toque especial. Mas aqui também há um toque especial, um cheiro especial, algumas referências à ilha moçambicana. Estamos, na verdade, no Cais do Sodré, em Lisboa, no Restaurante Ibo.
Aqui há sabores de Moçambique inspirados em receitas moçambicanas e com ingredientes moçambicanos, mas com influências portuguesas. E tudo foi pensado para trazer à capital portuguesa um pedaço africano. A localização, a construção, a decoração, a gastronomia, tudo, de alguma forma, nos remete para a ilha do Ibo.
Daniel Pedrosa, português, foi militar em Moçambique e regressou a Portugal em 1982. Desde aí, fez uma vida sempre passada entre os dois países. O seu filho, João Pedro Pedrosa, foi para Moçambique quando tinha 5 anos. É uma família, no fundo, luso-moçambicana, tal como o restaurante.
João Pedro enveredou pelo ramo da cozinha e, quando decidiu ser chefe de cozinha em Portugal, a ideia de criar um restaurante ligado a Moçambique prevaleceu. “Não há, pelo menos não havia, nenhum outro restaurante com comida moçambicana!”, explica Daniel Pedrosa.
É com requinte que o nome e a gastronomia do nosso país são divulgados pela família Pedrosa. Tudo foi feito com o maior dos detalhes. Este restaurante traz conforto, bem-estar, simpatia e boa comida.
Se as cadeiras foram pensadas propositadamente para aqui, não podemos esquecer outros detalhes como a mesa para as mulheres pousarem as carteiras, os candeeiros que dão para alinhar conforma e disposição das mesas ou o chamado “empratamento” – que é como quem diz a apresentação dos pratos.
Na ementa consta uma variedade de receitas, algumas delas de João Pedro, outras nem tanto, entre as quais Camarões Selvagens à “Laurentina”, Frango à Zambeziana ou Chacuti de Cabrito.
Ao falar com Daniel Pedrosa, era evidente o saudosismo, o amor a Moçambique, para o qual diz não encontrar explicação: “há coisas que são vividas e sentidas, todos sentem necessidade de se aproximar da terra, mas há muitas coisas na vida que não têm explicação”.
Por isso, segundo este proprietário, há muitas pessoas que vêm ao Ibo e estão ligadas a África. “Eu nunca imaginei que houvesse tanta gente em Portugal com estas ligações afectivas a Moçambique, ou porque lá nasceram, ou porque lá moraram, ou apenas porque visitaram ou gostavam de visitar”.
Helga Costa
Sspo MZ, 10 de Julho de 2009Moçambique: Pensando na mulher, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População
Pensando na mulher: Celebra-se Dia Mundial da População
Sob o lema “Resposta à Crise Económica: Investir nas Mulheres é Uma Escolha Acertada”, celebra-se amanhã o Dia Mundial da População. O evento acontece numa altura de reflexão sobre o impacto da crise económica global nos grupos mais vulneráveis.
Para as Nações Unidas em Moçambique, esta é uma oportunidade para um balanço, e incremento dos esforços correntes e proteger as conquistas já alcançadas.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População, ainda não são conhecidas as reais dimensões que a crise económica terá mas sabe-se que a população vulnerável, em particular as mulheres, nos países em desenvolvimento, serão gravemente afectadas e Moçambique não é excepção.
Estima-se que no país o crescimento económico venha a reduzir, o que implicará a continuação da dependência em grande medida de parceiros de desenvolvimento, incluindo as Nações Unidas, para que se possam materializar os compromissos sociais e económicos.
Fonte do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) refere ser importante a focalização dos esforços, de forma particular, aos grupos que estão a tornar-se mais vulneráveis por causa da crise económica, na população urbana, raparigas, mulheres, jovens e famílias lideradas por mulheres.
“Todas as estratégias de mitigação deverão focalizar a protecção das conquistas já alcançadas, manter o ímpeto e prevenir perdas”.
Para as Nações Unidas em Moçambique lê-se num editorial daquela representação, este é o momento para manter a promessa de garantir que as metas a nível internacional sejam materializadas até 2015. As Nações Unidas estão a usar a sua vantagem comparativa para melhorarem o investimento social e influenciarem o alcance dos objectivos do Milénio.
A província de Tete vai acolher as cerimónias centrais num acto a ser promovido pelo governo provincial, pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFP) e o Ministério da Planificação e Desenvolvimento.
O acto visará essencialmente despertar a sociedade sobre a importância de investir nas mulheres face à crise económica. Antes da crise, as mulheres eram já a maioria da população menos favorecida nos países em desenvolvimento.
Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias
Publicada por
MOZ
Etiquetas:
Comemoração,
Destaque,
Dia Mundial da População,
Internacional,
Moçambique,
ONU
