23 de agosto de 2009
22 de agosto de 2009
Dia da Escravatura: Ilha de Moçambique acolhe comemorações
Dia da Escravatura: Ilha de Moçambique acolhe comemorações
A Ilha de Moçambique acolhe este domingo as cerimónias centrais de comemoração do dia 23 de Agosto - Dia Internacional da Abolição da Escravatura, efeméride proclamada pela UNESCO em 1997. As cerimónias serão presididas pelo Vice-Ministro da Educação e Cultura, Dr. Luís Covane.
As actividades comemorativas vão decorrer na vila de Mossuril e na cidade da Ilha de Moçambique, contemplando a limpeza e colocação de placas de identificação de locais históricos e testemunhos de tráfico de escravos, palestras, exibição de manifestações culturais, com ênfase à peça de teatro sobre escravatura, cujo palco estender-se-á da Vila de Mossuril à Ilha de Moçambique, atravessando a baía através de embarcações.
A institucionalização desta data, de acordo com um comunicado do Ministério da Educação e Cultura (MEC), prende-se com o reconhecimento internacional sobre os impactos do tráfico de escravos em África, e a necessidade de promover a reflexão e estudo sobre este facto e sobretudo, o imperativo de criar e implementar uma abordagem positiva dos impactos da escravatura, como fenómeno que propiciou a aproximação de culturas, pessoas, o que constitui pressupostos para a maior solidariedade e cooperação entre os povos para o desenvolvimento social e económico.
Para além da população e autoridades nacionais aos diversos níveis, os convidados de honra nestas comemorações, como foi o caso em 2007, são as delegações oficiais das Ilhas Reunião e Maurícias.
Para o efeito, já se encontra em Moçambique a delegação da Ilha Reunião, chefiada pelo senhor Jean-René Dreinaza, director da Cultura e Desporto no Conselho Geral da Ilha Reunião. Enquanto isso, aguarda-se o desembarque da delegação mauriciana.
Estudos sociológicos, antropológicos e biomédicos têm confirmado que vários cidadãos daquelas Ilhas têm os seus antepassados em Moçambique, de onde foram deportados como escravos a partir de portos como o da Ilha de Moçambique, Inhambane e Quelimane, essencialmente.
Reabre Museu da Marinha
Ainda no quadro das celebrações do Dia Internacional da Abolição da Escravatura, está agendada a reabertura do Museu da Marinha da Ilha de Moçambique, fechado ao público há alguns anos para obras de reabilitação, requalificação e enriquecimento do seu acervo. Segundo o MEC, o museu vai expor pela primeira vez objectos encontrados durante a pesquisa em Arqueologia Subaquática realizada pela “Sociedade Património Internacional”, constituídas por peças da Porcelana Ming (da China, séc. XVI a XVII), moedas em ouro e prata, entre outros objectos encontrados em navios naufragados ao largo da costa da Ilha de Moçambique, e recentemente entregues ao Ministério da Educação e Cultura.
Entretanto, de acordo com o comunicado do MEC, o programa comemorativo contempla a inauguração do sistema de abastecimento de água à partir da Fortaleza São Sebastião, depois de modernizado, no quadro da 1ª fase de reabilitação daquela Fortaleza.
Recorde-se que a estrutura daquele monumento foi concebida para recolher as águas pluviais, cuja cisterna foi sempre uma alternativa fundamental de acesso à água para os ilhéus. O empreendimento contou, para além dos fundos do Estado Moçambicano, de apoio da Bélgica e Flandres.
Maputo, Sábado, 22 de Agosto de 2009:: Notícias
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Moçambique: Nampula comemora hoje, o 53º aniversário de elevação à categoria de cidade
NAMPULA CELEBRA 53 ANOS RADIOGRAFANDO SUA HISTÓRIA
Aos 53 anos que a cidade de Nampula celebra a sua elevação àquela categoria, declarada em 22 de Agosto de 1956, faz uma radiografia do seu historial em que desde essa altura foi considerado um centro privilegiado de certos processos de governação no tempo colonial, onde há referência da instalação do quartel general do Exército português e no que tange ao desenvolvimento, pode-se assinalar a construção da linha férrea que liga o Porto de Nacala ao vizinho Malawi e que estrategicamente atravessa a chamada capital do norte.
Apelidade da “menina feiticeira”, porque tem constituído uma paixão para quem pela primeira vez a conhece e visita, conheceu nos últimos cincos anos um enorme dinamismo no processo de desenvolvimento social e económico dos seus munícipes e agentes económicos, factor consubstanciado pela colaboração feita pelos órgãos eleitos, onde o sector privado, desde o informal ao formal, toma a dianteira na instalação de micro-indústrias, que com a abertura feita pelo Executivo de Castro Sanfins Namuaca apostaram muito no investimento que resultou na mudança de abordagem de certos operadores.
Esta informação foi revelada por Castro Namuaca, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, que hoje comemora pela 53ª vez o seu aniversário desde que foi elevada àquela categoria administrativa, que salientou ter-se notado durante esse período uma autêntica desconcentração do comércio a grosso que anteriormente era exercido basicamente no centro da urbe para a periferia, onde se assistem presentemente construções de grandes armazéns, pese embora subsistam alguns problemas relacionados com o ordenamento, saneamento do meio, abastecimento de água e fornecimento de electricidade em alguns bairros.
Numa entrevista aos órgãos de comunicação social baseados naquela cidade, o edil de Nampula, Castro Namuaca, apontou o problema de acesso aos bairros periféricos da urbe como sendo uma questão que lhe tira sono, tendo em conta que o crescimento demográfico que se assiste não foi acompanhado com aquilo que considerou de plano de estrutura e urbanização do município.
O “Notícias”, como forma de se juntar às comemorações destes 53 anos da cidade de Nampula, publica partes significativas da entrevista que o Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Castro Sanfins Namuaca, concedeu aos órgãos de comunicação social baseados na chamada capital do norte.
COMO GESTORES SENTIMOS ORGULHO PELOS ANTECEDENTES...
Castro Namuaca, que renovou o seu mandato de presidente deste município, considerado o terceiro do país, nas últimas eleições autárquicas, disse que se sente orgulhoso por estar a frente duma cidade que possui um rol de antecedentes que permitem que alguns alicerces de desenvolvimento estejam implantados, mas reconheceu que esta cidade, na verdade, começa a ganhar um ímpeto maior de desenvolvimento a partir da data da independência do país, altura em que se regista uma explosão demográfica.
Então, é a partir da data da independência que os munícipes que viviam aqui na cidade de Nampula começam a despertar em si o seu saber e vontade para o engrandecimento da urbe e as estatísticas em nossa posse indicam que antes daquele período os residentes registados não ultrapassavam os dez mil, mas já em 1997 apuraram-se pouco mais de 300 mil habitantes, anotou.
Para o edil nampulense, este crescimento demográfico que se assistiu anos depois da independência encerrou em si muitos aspectos da vida dos munícipes, que se viram forçados a acolher concidadãos que fugiam da guerra e encontravam refúgio nas cidades e Nampula não fugiu à regra.
Para darmos suporte a este grande processo de crescimento demográfico tivemos alguns dados que nalgum momento eram inesperados, mas de 1997 a 2007 este crescimento ultrapassou os 50 por cento e indicava o registo de 465 mil habitantes que trouxe maior responsabilidade aos gestores da autarquia, em termos de acomodar este grande fluxo de pessoas que começou a registar-se, disse o presidente do município de Nampula, para quem o fenómeno arrastou consigo alguns problemas inerentes ao processo de desenvolvimento.
O nosso interlocutor entende que no período colonial o município conheceu problemas da época, que não especificou, o mesmo acontecendo em relação ao período posterior à independência em que o fenómeno guerra de destabilização “asfixiou” demograficamente a cidade e, por consequência, todos estes foram-se agravando até hoje, cuja maior parte foi identificada e que está a merecer um trabalho profundo por parte do seu elenco.
Quero em primeiro lugar mencionar o problema de ordenamento e ocupação do solo que continua ser a maior preocupação não somente dos gestores da autarquia, mas também das populações. Temos ainda alguns bairros bastante desordenados a precisarem de grandes intervenções em termos de ajustamento da implantação das infra-estruturas e mesmo das actividades dos residentes, observa.
Segundo Namuaca, a falta de ordenamento que se verifica em alguns bairros da chamada capital do norte por vezes condiciona a instalação de serviços e bens de utilidade pública que devem ser providenciados às comunidades, tais como o abastecimento de água. O acesso à maior parte dos bairros é outro problema apontado por Castro Namuaca, que cria em alguma medida transtornos à mobilidade das pessoas que neles residem.
O abastecimento de água e fornecimento de energia aos munícipes que residem nestes bairros com acessos descontínuos em algum momento provêm do ordenamento, pois nas diversas vezes quando contactados os provedores desses serviços mostram alguma hesitação em realizar o seu investimento na sua plenitude, com receio de algum dia estes investimentos financeiros reduzirem-se a um trabalho nulo por causa desses problemas de urbanização, sublinhou Castro Namuaca.
Para suprir este problema de ordenamento em 1994 o município esforçou-se em encontrar algumas zonas de expansão da cidade que já não suportavam com a pressão dos munícipes, que queriam construir suas habitações e outras edificações e não encontravam espaço suficiente. Foi então que se abriram as zonas de expansão de Marrere, Natikiri e Rex.
No que diz respeito ao abastecimento de água aos munícipes, o Presidente do Conselho Municipal de Nampula sublinha o facto de a taxa de cobertura ter crescido em 18 por cento em 2004 para os actuais 50 por cento.
Portanto, este rol de problemas que são os que mais nos preocupam têm as suas implicações naquilo que é o tempo que as nossas populações precisam para cuidarem das suas crianças e seus parentes, principalmente no abastecimento de água e a nossa contribuição para debelar essa falta do precioso líquido tem sido feita de forma integrada, resolvendo gradualmente, mas considerando todos esses vectores de preocupações, referiu a nossa fonte.
Castro Namuaca reconhece que, na realidade, foram os mais dinâmicos no desenvolvimento do município que mostraram ter energia física, espiritual, intelectual e nalguns casos cheios de recursos à sua volta para dar uma outra e nova roupagem a cidade de Nampula.
…RECUPERAMOS ZONAS VERDES E MICRO-INDÚSTRIAS...
No processo de dinamização do crescimento e desenvolvimento da cidade de Nampula um dos aspectos que o edil se orgulha ter feito é a recuperação das zonas verdes que se encontravam na cintura verde da urbe e que haviam sido invadidas pelas populações refugiadas da guerra.
Ao de leve pode parecer que este exercício de recuperação das zonas verdes não significou nada para os munícipes, mas olhando a história, a cidade de Nampula foi em tempos grande e tradicionalmente produtora de hortícolas, cuja prática afrouxou com a ocupação destas zonas por gente refugiada de a guerra. Actualmente já conseguimos produzir nestas zonas da cintura verde pouco mais de 10 toneladas de produtos hortícolas diversos, indicou Namuaca, para quem os produtores tiveram posteriormente problemas de colocação no mercado, mas que, entretanto, esse problema foi ultrapassado.
Relativamente às micro-indústrias, cujo potencial é inquestionável, os munícipes foram durante este tempo investindo, com maior realce para o sector privado, desde o nível informal, formal e até os grandes operadores que demonstraram a sua prontidão e mudança na abordagem das suas actividades respectivas, tendo-se assistido ao incremento da construção e edificação de centros comerciais e hoteleiros.
Mas pode não ser uma abordagem eventualmente conclusiva, porque soubemos que existem alguns mitos à volta da localização desses empreendimentos, mas que não deixam de ser um grande “input” para a nossa cidade de Nampula. Os nossos investidores demonstraram que poderiam ir buscar investimentos de diversas fontes e colocar ao dispor dos munícipes, nomeadamente estabelecimentos turísticos de gabarito nacional ou internacional, tais como os hotéis Girassol, Milénio e Executivo, para além de outros empreendimentos de menor escala, observou.
Nesse aspecto, o entrevistado apontou a relevância com que o sector informal contribuiu sobremaneira para engordar as finanças do município em consequência e resultado da reformulação e reabilitação do mercado central, assim como o aparecimento de novos mercados preferenciais, como o de Resta, operacionalização duma feira de barracas no espaço adjacente ao Comando dos Bombeiros, a construção de um mercado de peixe no Belenenses, no bairro da Muhala, entre outros locais cujas infra-estruturas estão em processo de construção.
PROBLEMAS DE NAMPULA TERÃO SOLUÇÃO APENAS COM ORDENAMENTO
O “tubo de escape” dos problemas que a cidade de Nampula enfrenta tem como solução, de acordo com o respectivo edil, a criação de condições estruturais para que aqueles munícipes que se sentem pressionados nos locais onde residem possam ter outros para se acomodarem e foi nessa abordagem que se definiram as chamadas novas zonas de expansão acima referenciados, nomeadamente Marrere, Natikiri e Rex.
Nestas zonas, onde ainda as construções não iniciaram, o abastecimento de água está já garantido com instalação de tubagem deste precioso líquido para o consumo, para além de que a energia eléctrica também é uma realidade.
O outro sector que mereceu nossa atenção durante este período foi o dos transportes semicolectivos de passageiros, onde procurámos alternativas de como inserir o sector privado na gestão destes serviços, tendo para o efeito sido elaborados vários regulamentos, nomeadamente o de rotas, paragens e abertura de duas terminais minimamente com infra-estruturas básicas para a actividade, referiu Castro Namuaca.
A defesa da cidade e das respectivas posturas municipais mereceu igualmente as atenções do elenco de Castro Sanfins Namuaca, com a formação de mais agentes da Polícia Municipal, que passou de pouco mais de 20 elementos para cerca dos actuais 120.
Castro Namuaca considera o período entre os anos 2004 e 2008 de impetuoso, onde foi necessário o reforço do equipamento de limpeza, que de um tractor que herdaram do elenco anterior adquiriram cinco tractores e dois camiões para a remoção do lixo, mas que com o tempo estes meios foram demonstrando o seu cansaço inerente à actividade.
Outro vector que demonstra que a nossa cidade está a ganhar um grande ímpeto e dinamismo tem a ver com a área social, que se circunscreve no crescimento do sector da Educação a diversos níveis, tendo até a particularidade de ter uma instituição do ensino superior com sede na cidade de Nampula, a UNILÚRIO, para além da UP, UCM, a POLETÉCNICA e a Academia Militar “Samora Machel”, finalizou Castro Sanfins Namuaca, que falava no âmbito das comemorações dos 53 anos de elevação de Nampula à categoria de cidade a 22 de Agosto de 1956.
Luís Noberto
Maputo, Sábado, 22 de Agosto de 2009:: Notícias
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21 de agosto de 2009
Portugal: Nancy Vieira foi a artista cabo-verdiana escolhida para actuar nas Festas do Barreiro de 2009
Nancy Vieira nas Festas do Barreiro
Nancy Vieira foi a artista cabo-verdiana escolhida este ano para actuar nas Festas do Município do Barreiro, na margem Sul do Tejo.
Depois de Mayra Andrade ter sido convidada no ano passado, desta vez os barreirenses terão oportunidade de ouvir uma das melhores artistas cabo-verdianas da actualidade, numa cidade onde vivem muitos cabo-verdianos.
A actuação de Nancy é já amanhã, dia 21 de Agosto, pelas 22 horas, no Palco das Marés.
As Festas do Barreiro são uma iniciativa da Câmara Municipal local e decorrem de 14 a 23 de Agosto.
Pedro Abrunhosa, Camané, Da Weasel e Gabriel O Pensador foram alguns dos nomes que actuaram no Palco das Marés, desde o dia 14 deste mês.
SapoCV, 20 de Agosto de 2009
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Moçambique: Quelimane celebra hoje, o 67º aniversário de elevação à categoria de cidade
Quelimane completa 67 anos
Quelimane, província da Zambézia, assinala hoje o 67º aniversário da sua elevação à categoria de cidade, facto que ocorre numa altura em que os munícipes continuam a reclamar por melhores estradas e serviços básicos como abastecimento de água potável, energia e saúde.
As rodovias estão a ser reabilitadas na capital provincial da Zambézia, mas as intervenções somente estão a ser feitas em locais considerados críticos para minimizar o seu acentuado estado de degradação. Para assinalar a passagem da data diversas actividades culturais, recreativas e desportivas estão agendadas para hoje na cidade de Quelimane.
Maputo, Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2009:: Notícias
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Pobres dos Nossos ricos (Canal de Opinião: por Mia Couto)
Canal de Opinião: por Mia Couto
Pobres dos Nossos ricos
Maputo (CanalMoz) - A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (....)
(Mia Couto)
2009-08-21
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20 de agosto de 2009
Miss Universo 2009: A borboleta feita mulher
A borboleta feita mulher
Perante o júri exigente da Miss Universo 2009, a concorrente das ilhas Turcos e Caicos (situadas nas Caraíbas) desfila com um vestido que nos recorda uma borboleta. É o traje tradicional do seu país, decorado a rigor, que surpreendeu o público das Bahamas, onde este ano acontece a eleição da mulher mais bela do planeta.
Foto@EPA/Richard D. Salyer
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Hungria: O piquenique que mudou o mundo (19 de Agosto de 1989)
Hungria, 1989: O piquenique que mudou o mundo
No Verão de 1989 um piquenique perto da cidade de Sopron, na fronteira entre a Hungria e a Áustria, ficou para a história como um dos acontecimentos marcantes na queda do comunismo e, em consequência, na reunificação da Alemanha. Foi anunciado como Piquenique Pan-Europeu pelos organizadores - grupos da oposição pró-democrática da Hungria, que durante vários dias distribuíram panfletos a anunciar a reunião pacífica, a decorrer junto à célebre cortina de ferro que separava os dois mundos europeus.
Num gesto simbólico, uma das portas da fronteira entre a Áustria e a Hungria iria ser aberta durante três horas. Não era um gesto inédito; semanas antes, os dois países tinham começado o processo de redução de vigilância nas fronteiras com o corte também simbólico, pelos ministros dos negócios estrangeiros austríaco e húngaro, de uma parte da vedação fronteiriça.
Neste Agosto de 1989, milhares de cidadãos da Alemanha de Leste, que faziam férias na Hungria, acorreram ao piquenique. Incrédulos, na maior parte, mantiveram-se a alguma distância daquela porta que lhes permitiria a fuga, desejada por muitos, para o ocidente. Mas algumas centenas decidiram-se a atravessar. Os guardas húngaros tinham ordens para disparar caso alguém tentasse a fuga, mas acabaram por fechar os olhos. Mais de 600 alemães de Leste ficaram nesse dia em território austríaco, donde procuraram, depois, autorização para seguir para a Alemanha Ocidental.
O piquenique de 19 de Agosto foi um dos primeiros sinais do êxodo massivo que ocorreu nos meses seguintes. A ideia de uma cortina impenetrável caía por terra, apesar de nos dias seguintes a Hungria ter ainda reforçado a guarda fronteiriça. Mas a pressão tornou-se demasiado forte. Em Setembro, a Hungria abriu definitivamente as fronteiras. Em Novembro, o Muro de Berlim, a outra grande divisão entre a Europa Ocidental e a Europa de Leste, caíu também por terra.
No lugar do piquenique foi feito um memorial que assinala este dia.
19 de Agosto de 2009
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Brasil: Gilberto Gil considera candidatar-se à vice-presidência nas eleições de 2010
Brasil: Gilberto Gil considera candidatar-se à vice-presidência
O cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura brasileiro, considera a hipótese de se candidatar à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2010, como «número dois» da ecologista Marina Silva, noticiou a imprensa.
«Claro que existe a possibilidade de dizer que sim, existe a possibilidade de dizer que não, existem todas as possibilidades. Mas só eu sei o que lhe quero dizer a ela se me convidar», disse Gil, do Partido Verde, numa conferência realizada na Universidade do Rio de Janeiro, segundo o diário Folha de São Paulo.
Gilberto Gil, vencedor de sete Grammys, foi desde 2003 e durante cinco anos ministro da Cultura do actual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Julho de 2008, o cantor e compositor de 67 anos anunciou a sua saída do executivo para regressar ao mundo da música.
A candidatura à qual Gil poderá juntar-se é a liderada por Marina Silva, senadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT, no poder) e ex-ministra do Ambiente.
Marina Silva, de 51 anos, demitiu-se da pasta em Maio de 2008, por discordar da política ambiental do governo de Lula.
Posteriormente, foi convidada a apresentar-se nas presidenciais pelo Partido Verde.
Lula defende que nas eleições presidenciais de 2010 a candidata do PT seja a sua ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, hipótese que não é bem-vista por todas as alas do partido.
De acordo com as últimas sondagens sobre intenções de voto, Marina Silva surge na quinta posição, com três por cento dos votos, distante dos 37 por cento do governador de São Paulo, o opositor José Serra, que lidera as sondagens para as eleições às quais Lula não pode candidatar-se, porque a lei brasileira estipula que cada Presidente da República poderá apenas exercer dois mandatos consecutivos e Lula encontra-se já no segundo.
Diário Digital / Lusa, 20 de Agosto de 2009
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Zimbabwe perde mais de 20 mil professores em benefício dos países vizinhos
Zimbabwe perde 20 mil professores
O Zimbabwe perdeu mais de 20 mil professores em benefício dos países vizinhos nos últimos dois anos devido à diferença de remuneração, revelou segunda-feira o Ministro zimbabweano da Educação, David Coltart, segundo o qual a maior parte destes docentes de Matemática e Inglês encontram-se a trabalhar na África do Sul e Botswana.
David Coltart adiantou que o baixo nível dos salários e as más condições de trabalho são as principais razões que explicam o êxodo dos professores, que deixam as escolas sem pessoal. “Perdemos mais de 20 mil professores desde 2007. Na África do Sul, um professor que começa ganha cerca de oito mil randes (cerca de 978 dólares norte-americanos), o que é sem comparação com o que os professores ganham aqui”, afirmou o governante.
Os professores zimbabweanos ganham em média 150 dólares norte-americanos por mês. Apenas os professores do ensino privado, uma minoria no país, recebem um salário relativamente bom.
Entretanto, o Governo zimbabweano anunciou, segunda-feira, ter obtido um acordo de investidores para a extensão da principal auto-estrada do país que liga as fronteiras sul-africana, no sul, e zambiana, no norte, no valor de um bilião de dólares norte-americanos.
O Primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, declarou que esta estrada de mil quilómetros, a mais utilizada do país, será alargada por diversos investidores privados.
“A extensão da auto-estrada Beitbridge-Chirundu deverá começar a qualquer momento. O Governo já identificou um certo número de investidores para lançar o projecto”, disse.
Os apelos para a extensão da estrada multiplicaram-se nos últimos meses, após uma série de acidentes mortais, dos quais um ocorrido em Março último, em que a mulher de Tsvangirai foi morta e ele próprio ficou ligeiramente ferido.
A estada liga a maioria dos países da África Austral à África do Sul, o pólo económico da região e que serve, sobretudo, de rota comercial.
“Os investidores vão financiar o projecto a fim de que possamos pelo menos fazer face aos volumes de tráfego acrescidos e reduzir as fatalidades na auto-estrada”, disse Tsvangirai.
Maputo, Quinta-Feira, 20 de Agosto de 2009:: Notícias
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Moçambique: Beira celebra hoje, o 102º aniversário de elevação à categoria de cidade
Sem muita euforia: Beira celebra 102º aniversario
A cidade da Beira completa hoje o 102º aniversário da sua elevação àquela categoria numa altura em que a Assembleia Municipal acusa o respectivo edil, Daviz Simango, de aparentemente nada estar a fazer em beneficio dos citadinos presumivelmente devido às suas frequentes ausências. Aponta, entre outros, o estado actual considerado deplorável em que se encontram muitas estradas, principalmente de terra batida, a fraca remoção dos resíduos sólidos e a invasão dos informais às principais vias para o desenvolvimento do seu negócio como sendo o que mais apoquenta aos beirenses.
A festa de celebração dos 102 anos da capital de Sofala não está sendo encarada com muito ânimo por parte dos residentes, a avaliar pela forma como o quotidiano se apresenta, embora pelas artérias se possam ver algumas bandeiras e dísticos a anunciarem a efeméride. Além disso, o município já deu a conhecer que haverá tolerância de ponto para permitir que os citadinos possam festejar a data com dignidade, não abrangendo, contudo, os serviços de interesse público.
Informações a que tivemos acesso indicam que já estão programados alguns espectáculos musicais com grupos locais e artistas convidados, principalmente da capital do país, que na manhã e noite de hoje evoluirão tanto na Praça do Município, como em certas casas de convívio nocturno. Também haverá desporto motorizado, com provas de motocross no domingo, envolvendo corredores nacionais da Beira e Chimoio, estrangeiros de Portugal e de Zimbabwe.
A estas realizações também se junta a habitual cerimónia de deposição de flores no monumento aos Heróis Moçambicanos, no bairro da Chota. Entre os convidados, segundo informações que apurámos, mas no entanto não confirmadas pela edilidade, espera-se a ida do líder do MDC, do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, com o qual o edil Daviz Simango terá se encontrado semana passada naquele país vizinho.
Neste momento, um dos maiores projectos em execução diz respeito ao saneamento do meio, que custará 52.95 milhões de euros desembolsados pela Comissão Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), a pedido do Governo de Moçambique. Este projecto vai restaurar uma situação que não vem acontecendo há mais de 30 anos, cuja rede data dos anos 60 e que se encontra em estado bastante obsoleto devido à falta de manutenção cobrindo actualmente apenas 50 mil habitantes.
Mais do que a reconstrução do sistema de esgotos, substituição da tubagem e do equipamento nos postos de saneamento, o projecto está a reabilitar estradas e outras infra-estruturas, mudando para melhor o visual da capital provincial de Sofala.
Maputo, Quinta-Feira, 20 de Agosto de 2009:: Notícias
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Maputo: Peões e veículos disputam espaços nos passeios
Na Cidade de Maputo
Peões e veículos disputam espaços nos passeios
Policia Municipal incapaz de conter a situação
Maputo (Canalmoz) - É um fenómeno, cada vez mais frequente e crescente nas artérias da cidade de Maputo. Os peões disputam o seu legítimo espaço de circulação com os automóveis. Os veículos já não só circulam na faixa de rodagem. Actualmente tomam conta dos passeios destinados a peões para estacionar e quando há engarrafamentos até galgam pelos passeios. Quem governa desde a Independência Nacional continua sem conseguir encontrar soluções para o caos que se instalou e se começarem a rebocar os carros estacionados em cimas dos passeios então aí será o fim, pois os reflexos vão repercutir-se nas empresas e instituições pois ninguém conseguirá ter sossego para poder trabalhar. Pura e simplesmente Maputo está a rebentar pelas costuras. Já não há espaço para tanto carro e tantos peões. Anda já tudo misturado por terreno alheio. Gente das ruas, carros nos passeios. Um caos.
É notório nas artérias da cidade de Maputo. Os passeios destinados a peões são invadidos pelos automobilistas. Caminhar pelas artérias da cidade tornou-se difícil.
Dada a consciência deste tão visível e preocupante fenómeno, a nossa equipe de reportagem deslocou-se ao Conselho Municipal, no sentido de procurar saber o que pensam sobre o facto.
Inoque Jeronimo, porta-voz do Conselho Municipal, reconhece que de facto há desmandos perpetrados pelos automobilistas ao estacionarem seus veículos nos passeios. Mas a fonte disse que a policia municipal não tem meios suficientes para estancar o problema.
É da alçada da polícia municipal rebocar os automóveis mal estacionados, mesmo os estacionados nos locais de transitabilidade para peões, os passeios. O reboque de viaturas mal estacionadas enquadra-se no âmbito de um dispositivo legal publicado na postura de trânsito e município, no Boletim da República na 3ª Série, n.° 6. Mas o facto é que também o município deveria ter previsto lugares para estacionamento e nada faz para resolver as questão.
Inoque Jeronimo fala-nos apenas de campanhas de sensibilização dos automobilistas sobre matéria de estacionamento. E assim nos apercebemos facilmente que a resolução deste crónico problema parece estar longe
A Policia Municipal, tem apenas 2 viaturas de reboque para centenas de viaturas que são diariamente mal estacionadas. E se se puser a rebocar todas, vai, seguramente, arranjar um barulho tremendo na cidade.
Entretanto sabe-se que das duas viaturas de reboque que o Município diz possuir, por vezes chegam a trabalhar apenas com uma, porque a outra tem tido problemas. “Avaria frequentemente”.
Média de carros rebocados por dia é incompatível com as infracções
Questionado sobre a média de automobilistas infractores e viaturas rebocadas por dia, a fonte foi peremptória. “Nos dias em que temos sorte, as duas viaturas de reboque a trabalharem, logramos sucessos. Alcançamos um número de reboques acima de 10 viaturas, ao contrario de quando trabalhamos apenas com uma viatura de reboque, conseguimos rebocar no máximo cinco viaturas” disse Inoque Jerónimo, reiterando que “o objectivo do conselho municipal não é punir os automobilistas mas, sim, consciencializá-los para que possam evitar infracções”.
Os automobilistas que estacionam nos locais impróprios, são às centenas.
De acordo com a fonte a multa por estacionamento irregular é de 800 meticais, pela infracção, e 1200 meticais pelo reboque. E por cada dia que o carro rebocado fica no parque em que é retido paga-se ainda 500 meticais. Mesmo com a cobrança das multas, a Policia Municipal alega que não tem fundos financeiros para aquisição de novas viaturas de reboque.
Policia Municipal escolhe os locais para actuar. Quando actua é quase sempre nos mesmo locais, na baixa da cidade, na Av. Samora Machel ou na Av 25 de Setembro. Questionado por que prefere tais artérias, uma vez que há mais locais da cidade onde não se respeita onde não é permitido estacionar, a fonte disse que é por falta de meios para poder patrulhar toda a cidade. “Por outra baseiam-se em prioridades”.
O porta-voz do Município aponta como a principal prioridade , a baixa da cidade, pelo facto de nas Avs. Samora Machel e 25 de Setembro, existirem “muitos casos de estacionamento nos passeios, uma vez que são zonas de serviços e durante o dia os automobilistas estacionam nos locais não permitidos”.
Para evitar os constrangimento actuais, a fonte disse que “está em curso um estudo de um plano para a construção de mais parques de estacionamento na cidade de Maputo”.
Remoção de sucatas
Instado a falar sobre a remoção sucatas existentes nas ruas da cidade, que de alguma forma contribuem para o condicionamento de trânsito, Inoque reiterou que a remoção das sucatas compete a policia municipal, mas por falta de meios específicos, as autoridades contratam empresas privadas capacitadas para a remoção de sucatas. “Para a remoção das sucatas, contratamos empresas privadas porque é necessário um tipo de reboque especifico. Os reboques da policia municipal não estão à altura de remover sucatas porque só foram concebidas para rebocar viaturas que tem seus respectivos pneus, e a maioria das sucatas não tem pneus”, explica Inoque Jerónimo.
Abordados alguns automobilistas pela nossa reportagem, estes defendem-se sob argumento de o fizerem por falta de infra-estruturas suficientes para estacionarem seus veículos. Por sua vez o porta-voz disse que não se pode usar a falta de espaço como pretexto para infringir as regras.
Em suma é assim, se a polícia for rigorosa na aplicação da lei o problema agrava-se em vez de se solucionar. A solução está na construção de parques de estacionamento, mas o município está longe de fazer a sua parte, a parte que lhe compete.
Enquanto o Município continuar incapaz de resolver o problema, e a funciona com apenas dois carros de reboque e por vezes 1, para rebocar viaturas mal estacionadas, o caos continuará instalado. Mas também enquanto não houver mais estacionamento, que apenas e exclusivamente compete ao Municipio garantir, o Município e a sua Policia Municipal começam a deixar de ter legitimidade para evocar o cumprimento da Lei, sob pena de agindo estritamente para fazer cumprir a lei estar a incorrer numa clara perseguição aos automobilistas.
É claro que ainda há os peões e os seus direitos, mas com o caos implantado todos têm de ter um pouco de paciência até que as autoridades se tornem eficientes, o que não tem sido o caso.
(António Frades)
2009-08-20
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19 de agosto de 2009
Salto de Nélson Évora no Mundial de Atletismo 2009
Salto de Nélson Évora no Mundial de Atletismo
O atleta português Nélson Évora, oriundo de Cabo Verde, durante a final de triplo salto masculino no XII Mundial de Atletismo, que ocorre até ao dia 24 de Agosto no Estádio Olímpico de Berlim. Nélson Évora perdeu o título para o britânico Phillips Idowu, ficando-se pela medalha de prata.
Foto@José Sena Goulão/Lusa
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Angola: Músico Eduardo Paím prepara novo disco "Massambissambi"
Angola: Músico Eduardo Paím prepara novo disco
Luanda – O músico angolano Eduardo Paím prevê lançar, ainda este ano, no mercado, um disco com o título "Massambissambi" e uma colectânea de sucessos antigos, anunciou hoje, quarta-feira, o cantor.
Em entrevista à Angop, o também produtor musical esclareceu que o disco comportará doze faixas musicais inéditas, enquanto a colectânea terá dez, incluindo dois temas novos.
Quanto aos estilos que incluirá no novo CD, o instrumentista indicou o kizomba e o semba, como géneros preferidos, porque tenciona que o mesmo seja "parecido ao Eduardo Paím de outros tempos".
Hoje, tenho a obrigação de cumprir não só com minha inspiração, mas também com a sensibilidade dos meus admiradores, disse, argumentando que "quando um musico já definiu estilos não é muito bom que fuja completamente", sublinhou.
Eduardo justificou que as versões de músicas antigas surge para a satisfação dos seus fãs, muitos dos quais não tiveram a oportunidade de obter esses trabalhos.
Quanto a produção, o criador do género kizomba, disse que conta com a colaboração de outros criadores, sem contudo mencionar nomes.
Há uma série de jovens que eu particularmente admiro, reconheceu, e pude trocar impressão técnica com alguns deles para participação na composição, criação, concepção de arranjos ou na composição de letras.
Quanto aos estúdios "EP", sua pertença, o músico fez saber que tem previsto a curto prazo a actualização dos recursos técnicos e a sua reestruturação.
"Estamos a fazer adaptações", disse, antes de reconhecer que na altura eram os únicos, e os trabalhos eram constantes, agora "temos que concorrer com os outros e isto tem que se fazer sentir na qualidade dos trabalhos, porque agora estamos mais virados na caça de talentos”.
General Kambuengu, como também é conhecido nas lides musicais, tem participações em vários discos de artistas nacionais e não só e conquistou três discos de ouro em Portugal, pelos seus sucessos musicais. Tem publicados sete discos, entre os quais “Luanda Minha Banda”, “Do Kaiaia”, “Mugimbos” e “Maruvo na Taça”.
Angola Press, 19 de Agosto de 2009
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Moçambique: Líder do PDD, Raúl Domingos, assume "morte" política
Raúl Domingos assume “morte” política
O líder do PDD diz o Conselho Constitucional é um instrumento político do partido no poder com vista à instalação de um regime autocrático, autoritário, propenso à idolatria e avesso à observância da Constituição e das leis.
O presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, Raúl Domingos, chamou ontem a imprensa para manifestar a sua profunda indignação e preocupação com o suposto risco de “extinção” da democracia no país.
A preocupação do líder do “pangolim” surge na sequência do seu afastamento do leque dos candidatos à presidência da República, cujo sorteio dos três, que permanecem na disputa foi ontem realizado pelo Conselho Constitucional, deitando por terra qualquer esperança de uma eventual repescagem dos outros cinco Yá-Qub Sibindy, Khalid Sidat, José Viana, Leonardo Cumbe e Artur Jaquene.
O CC como instrumento manipulador
De acordo com Raúl Domingos, o PDD sempre levou ao conhecimento de toda a comunidade nacional e internacional, de que o governo estabelecido em Moçambique, desde Janeiro de 2005 - liderado por Armando Guebuza - tem se empenhado em “implantar no país um regime autocrático, autoritário, ditatorial, propenso à idolatria, avesso à observância da Constituição e das leis”.
Em cumprimento desta agenda que culminará com a instalação da ditadura no país, Raúl Domingos acusa o Conselho Constitucional de servir de instrumento no processo orientado para “eliminar os direitos e liberdades fundamentais, promoção da discriminação, da exclusão e suspensão da democracia participativa no país” e foi nesta base que aquele órgão de soberania decidiu “rejeitar” a sua candidatura e dentre outros candidatos.
Na visão daquele político, a sua rejeição não teve qualquer fundamento jurídico-constitucional, mas sim na “forma mais expedita de eliminar as candidaturas não convenientes”.
A morte política do candidato
Em jeito de desabafo político, Raúl Domingos assume, embora não de uma forma explícita, que poderá estar acabado como político de primeira linha no país. Assume a dado passo que está sendo perseguido e existe um interesse de o “matar” como candidato. “De modo a evitar que o candidato regularizasse o seu processo eleitoral como manda a lei, o Conselho Constitucional, agindo como se de um Tribunal Militar Revolucionário se tratasse, ou Tribunal de Morte Rápida, como tristemente chegou a ser conhecido na gíria popular, decidiu matar, logo à partida, a candidatura de Raúl Domingos”.
Mensagem de esperança
Já numa mensagem dirigida aos seus correligionários, Domingos diz que embora tenha sido condenado à morte sem direito de defesa, os mesmos não podem perder a esperança e a sua fé na democracia. “Da mesma forma como perseguiram os nossos compatriotas que morreram na luta pela liberdade e justiça sem direito à defesa, eu também fui excluído pelo Conselho Constitucional sem direito à defesa, porque algumas pessoas neste país têm medo da democracia e da minha candidatura” setenceiou aquele antigo pré-candidato.
O País, 18 de Agosto de 2009
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Angola: Óscar Ribas (1909-2004)
ÓSCAR RIBAS (1909 – 2004)
Filho de pai português da Guarda e de mãe angolana pertencente à aristocracia luandense, nasceu em Luanda este socio-etnólogo autodidacta. Iniciou os estudos em Angola mas foi em Portugal que os terminou. Regressado ao país natal empregou-se na Fazenda Nacional tendo vivido em diversas localidades angolanas: Novo Redondo (Sumbe), Ndalatando, Benguela e Bié, para além de Luanda, naturalmente.
Da observação dos usos e costumes do povo angolano foi coligindo todos os factos e pormenores que viriam a ser ricamente descritos nas suas obras. O livro que vos trago é disso exemplo: “UANGA” (feitiço em kimbundu), é um romance que relata os amores de Joaquim e Catarina, habitantes de musseque na Luanda de 1882. Entre eles se intromete o ambaquista António Sebastião que, despeitado, recorre ao feitiço, ao uanga, para terminar com o amor partilhado pelos dois jovens.
A obra é um repositório riquíssimo do quotidiano luandense do século dezanove. Como exemplo extraí os seguintes parágrafos deste notável trabalho:
“(…) A massemba(…), este bailado, rico de fogosidade e elegância, proveio do caduque, dança de Ambaca. Como afinidade persistiu a característica fundamental – a semba ou umbigada. O caduque executava-se ao ar livre, sob a toada de ngoma, dicanza e uma lata, vibrada com duas baquetas grosseiras. Com o aparecimento da harmónica, nasceu então a massemba: substituiu-se o tambor e a lata por aquele instrumento, pela sala se trocou o ambiente campestre.”
“(…) O ambaquista (…), pela superioridade intelectual, que o impõe à consideração de seus irmãos de raça, é preferido pelos sobas para o cargo de conselheiro. E então ele, sempre munido de papel, caneta e tinta (antigamente supridos com folha seca de bananeiras, pedaço aguçado de madeira e infusão de folhas de tomateiro), redige as petições às autoridades superiores, no que é useiro e vezeiro. Para melhor se definir a astúcia de que é dotado, basta dizer-se que, certa vez, desejando um grupo de ambaquistas endereçar uma representação ao chefe da Colónia contra determinada autoridade, assinaram-na em círculo, isto para evitar que a responsabilidade recaísse no primeiro!!!”
Óscar Ribas cegou por completo aos 36 anos de idade. Contudo, nunca deixou de “escrever” os seus livros, fazendo-o através do punho de um irmão a quem ditava o que o conhecimento e a inspiração lhe sugeriam.
É detentor dos seguintes títulos honoríficos:
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Folk-Lore (Natal, Rio Grande do Norte, Brasil – 1954)
Oficial da Ordem do Infante (1962)
Medalha Gonçalves Dias da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1968)
Diploma de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura de Angola (1989)
Medalha de Mérito Municipal da C. M. Cascais (1995)
Diploma de Investigador Convidado da Universidade Moderna – Lisboa (1996)
Bibliografia:
“Nuvens Que Passam” (1927) – novela
“O Resgate Duma Falta” (1929) – novela
“Flores e Espinhos” (1948) – lirismo, ensaios e contos
“Uanga” (1951) – romance – Menção Honrosa da Agência-Geral do Ultramar
“Ecos da Minha Terra” (1952) – dramas angolanos– Prémio Margaret Wrong do International Committee of Christian Literature for Africa
“Ilundu” (1959) – espíritos e ritos angolanos– Prémio de Etnografia do Instituto de Angola
“Misoso - I, II e III” (1961, 1962 e 1964) – literatura tradicional angolana – Prémio Monsenhor Alves da Cunha da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Angola
“Alimentação Regional Angolana” – 6ª edição (1990)
“Izomba” (1965) – associativismo e recreio
“Sunguilando” (1967) – contos tradicionais angolanos
“Kilandukilu” (1973) – contos e instantâneos
“Cultuando as Musas” (1993) – poesias
“Dicionário de Regionalismos Angolanos” (1997)
“Temas da Vida Angolana e Suas Incidências” (2002) - ensaios
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