10 de setembro de 2009

Japão: O Grande Buda

O Grande Buda A cabeça do Grande Buda, ou Daibutsu, no Templo Kotokuin, vista através das árvores na cidade de Kamakura, ao sul de Tóquio. Com 13,35 metros de altura e 93 toneladas, o Grande Buda é o segundo maior Buda no Japão. Kamakura foi a capital do Japão durante o shogunato Kamakura, entre 1185 e 1333. Foto@EPA/Dai Kurokawa

Espanha: Cego participa em Raly

Cego participa em Raly Há um invisual a participar num Rali em Espanha Emílio Fernandez, 44 anos, ficou completamente cego há duas décadas mas não perdeu a paixão de criança: os carros. Com os avanços da tecnologia, Fernandez pôde perder o medo e lançar-se a aventura: é co-piloto de um dos participantes no Rali de Ourense. Como? Há umas décadas era quase impossível imaginar algo do género mas hoje em dia tudo é possível. Para poder desempenhar as suas funções, foi criado um road book em braile, com conteúdos sonoros que permite a este co-piloto cego comunicar todas as indicações ao seu companheiro de automóvel com uma precisão fantástica. Esta experiência tem corrido tão bem que a equipa já procura patrocinadores para participar no Rali de Espanha. Se já disse alguma vez que teve azar nistou ou naquilo, então oiça a história deste senhor: aos 19 anos, Emílio ficou cego de um olho, depois de ter sido agredido numa discoteca. Aos 26 perdeu o outro olho ao ser atingido por um foco, quando assistia a uma exposição. Quando há vontade, o céu é o limite. Sapo CV, 10 de Setembro de 2009

Moçambique: Escritor beirense, Adelino Timóteo, lança amanhã em Maputo, o seu novo romance "A Virgem da Babilónia"

Novo romance de Adelino Timóteo "A Virgem da Babilónia" aparece amanhã em Maputo Maputo (Canalmoz) - O escritor beirense, Adelino Timóteo, lança amanhã, 18 horas, na rua de Arte, Maputo, o seu novo romance: "A Virgem da Babilónia".
De acordo com a sinopse do mesmo, é a história de uma virgem chamada Yara, a qual procede de muito longe, da Babilónia, depois de longa peregrinação, a pé. Com 38 anos ela espera encontrar seu amor da vida, depois de ter passado por sete fortuitos casamentos, entre outros infortúnios, como o sujeitar-se a deixar o seu país a braços com uma guerra. Tendo enfrentado outros reveses, como o casamento por conveniência, saiu com honra. É na cidade da Beira, território de acolhimento onde se desenrolam outras peripécias da vida dela: um velho de 70 anos irá se apaixonar dela e segui-la até ao fim do enredo. O velho é um vagabundo, reformado, que em tempos exercera o jornalismo. Ele vive na Babilónia local, chamada Grande Hotel, entregue a indigência, num pequeno quarto, onde vai escrevendo livros, as suas memórias, num ambiente pútrido, com ratos, águas negras e poluição sonora, à mistura. E vai tomando notas dos acontecimentos aqui latentes: prostituição, donzelas negociadas a marinheiros que tudo dão para usufruir do prazer de desfrutar de uma virgem. Editado pela Texto Editores, "A Virgem da Babilónia", que já está à venda nas livrarias e centros comerciais, se apresenta como um regresso, olhar, aos lugares-comuns do autor, à sua amada cidade. Uma obra que vale a pena ler. Adelino Timóteo nasce a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira. Formado na área de docência em língua portuguesa, não chega a exercer a sua profissão, ingressando em 1994 no Diário de Moçambique, onde dá os primeiros passos no jornalismo. Cinco anos depois vincula-se ao jornal Savana. É actualmente um dos accionistas da IMPREL, Lda e jornalista do Canalmoz e do Canal de Moçambique – Semanário.
A par do jornalismo exerce as artes plásticas e a escrita literária. Em 1999 publica “Os Segredos da Arte de Amar” (AEMO), em 2002 “Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique” (Ndjira), que lhe confere “Prémio Nacional Revelação AEMO”, em 2006 “A Fronteira do Sublime”, Mulungu (2008).
Poemas seus figuram em duas antologias, “Nunca mais e Sábado” (Dom Quixote) e “Colectânea breve da Literatura Moçambicana” (Identidades). Um excerto de seus poemas, “De Veneza ao Peito”, traduzido em italiano, consta da revista “Dis Uguaglianze”. O autor foi homenageado pelo Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU) em 2004.
Em 1999 venceu o Prémio Anual do SNJ para a sua melhor Crónica Jornalística. De 1994 a 2006 tem participado em workshops e exposições colectivas de pintura com artistas nacionais e estrangeiros. Ainda na pintura se lhe destacam oito exposições individuais. (Redacção) 2009-09-10

9 de setembro de 2009

Alemanha: Casamentos no céu

Casamentos no céu Nove casais numa plataforma cerca de 50 metros acima do chão, com os prédios de Munique por cenário, celebram os seus casamentos no dia 09/09/2009, para a proveitar a sorte da data. A maioria das cerimónias não teve carácter oficial, pois quase todos os casais já tinham realizado o casamento civil. Foto@EPA/Peter Kneffel

Moçambique e Portugal vão criar Banco de Investimento

Moçambique e Portugal vão criar Banco de Investimento Moçambique e Portugal vão criar um Banco de Investimento Luso - Moçambicano com um capital de quinhentos milhões de dólares norte-americanos, sendo metade de cada uma das partes. A informação foi revelada, terça-feira, pelo Ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos, que está em Moçambique para celebrar uma série de acordos. Os trabalhos para o início da implantação do Banco vão iniciar-se com a assinatura de um acordo entre Moçambique e Portugal. Terça-feira, o Ministro das Finanças manteve um encontro com a Primeira-Ministra, Luísa Diogo. No encontro foram abordos vários assuntos relacionados com a cooperação entre os dois países. O Ministro Português vai igualmente assinar acordos de duplicação de uma linha de crédito concessional criada no ano passado cujo valor era de 140 milhões de dólares o equivalente a três biliões e novecentos milhões de meticais. Os dois países vão ainda abrir uma outra linha de crédito de 420 milhões de dólares para o financiamento de projectos nas áreas ferroviária, portuária, equipamentos sociais e tecnológicas. Será uma linha que vai permitir o financiamento de obras nestes domínios envolvendo empresas portuguesas. TVM, 09 de Setembro de 2009

China - 9, o número que pode transformar uma vida

China - 9, o número que pode transformar uma vida Quarta-feira, 09 de Setembro de 2009 (09-09-09), é para muitos o dia mais esperado do ano, especialmente para os chineses, que associam o número 9 a sorte e sucesso, esperando que este raro momento do calendário marque a diferença no rumo das suas vidas. Na cultura chinesa, alguns números estão associados à sorte ou ao azar, de acordo com a ideia para a qual remete a pronunciação da palavra em chinês, e o 6, 8 e 9 são os que têm a carga mais positiva, uma vez que os seus nomes em chinês remetem para palavras com bons significados. O número 9, quando pronunciado em chinês (gau), está associado a longa duração, sendo por isso escolhido pela maioria dos casais como o dia preferencial para darem o nó, já que é aquele que oferece, à partida, mais garantias de sorte e sucesso no futuro. Mas o 9 tem um significado especial, e não só na cultura chinesa, mas na mitologia de diversas culturas, estando associado em quase todas à medida exacta da busca de proveito, ao corolário dos esforços, ao encerrar de um ciclo e início de outro superior, já que é o maior número singular. Por isso, a superstição, enquanto uma das características mais fortes da cultura milenar chinesa, está intimamente aliada aos números, levando os chineses a procurarem associar diferentes hábitos quotidianos aos números que julgam poder trazer-lhes mais sorte. Por isso, são muitos os que vão escolher quarta-feira, 09-09-09, para se casarem, mas também para jogarem nos casinos de Macau e apostarem possivelmente nove vezes no número nove ou em nove mesas diferentes. A panóplia de situações em que os mais supersticiosos poderão buscar a sorte no dia 09-09-09 é grande e variada, dependendo apenas da imaginação. O número de telefone, morada, matrícula do veículo, número da conta bancária são normalmente transformados em "amuletos" pelos chineses, ao procurarem garantir a sua sorte com a escolha dos números mais favoráveis segundo as crenças. O número 9 está também relacionado com o elemento fogo, talvez porque as vestes do Imperador normalmente apresentavam figuras de nove dragões e porque, segundo se acredita, estes tinham nove filhos cada um. Também se julga que o palácio da Cidade Proibida, em Pequim, foi construído com 9.999 quartos. Nove é também o número de esferas celestes, de oríficios do corpo humano e dos meses de gravidez. A cultura japonesa é provavelmente uma excepção no que se refere à simbologia em que o número nove está envolvido, estando associado a azar e sofrimento. Por isso, os japoneses mais supersticiosos vão na quarta-feira, dia 09-09-09, procurar evitar quartos de hotel com o número 9, hospitais e tudo o que esteja relacionado com 9, ao contrário da maioria dos locais do mundo, em que o 9 será o número mais desejado. SAPO/DN, 09 de Setembro de 2009

Cabo Verde: Bawtuquinhas da Cidade Velha premiadas na República Checa


Ritmos e Tambores Bawtuquinhas da Cidade Velha premiadas na República Checa São originárias da Cidade Velha e da cidade da Praia, chamam-se Bawtuquinhas. Integram o projecto Ritmos e Tambores, que no passado mês de Agosto foi distinguido com um segundo lugar, na República Checa, num concurso internacional, ficando atrás da China, a grande vencedora. Concurso em que participaram países como a Inglaterra, Japão, Turquia, Eslovénia, Alemanha, entre outros. Cabo Verde, com as Bawtuquinhas, viu assim reconhecido o valor da sua cultura, através de uma demonstração de ritmos tradcicionais: batuque, tabanca, funaná, colá, coladeiras, morna, canizade... e a juntar uma mostra gastronómica das ilhas, bem apreciada pelos checos. Mas a digressão pela Europa percorreu, ainda, a Lituânia e Portugal, onde actuaram em cinco hotéis da cadeia Tivoli desta região portuguesa, finalizando com uma paragem em Palmela, no passado domingo, num espectáculo integrado na Festa das Vindimas e no âmbito da geminação entre as cidades de Praia e Palmela. João Pires, com a sua produtora PBS, é um nome sobejamente conhecido no panorama cultural de Cabo Verde. E o projecto Ritmos e Tambores é a sua mais recente realização. "O projecto tem sido apresentado, em conjunto com a companhia TACV, em vários locais do mundo, como atractivo turístico das ilhas e passou a ser visto como um projecto cultural da Nação cabo-verdiana", explica. E como o sucesso tem sido uma constante, a ideia, agora, é levar o folclore cabo-verdiano a outros palcos. "Ritmos e Tambores vai ser a base de um documentários que estamos a preparar, que se vai chamar Tchabeta, no fundo é a história de Cabo Verde contada através do tambor." O elenco do espectáculo Ritmos e Tambores é constituído por 22 pessoas, entre bailarinos e músicos. Sapo CV, 09 de Setembro de 2009

EUA - Primeiros europeus chegaram a Nova Iorque há 400 anos

EUA - Primeiros europeus chegaram a Nova Iorque há 400 anos Um grande desfile naval no Rio Hudson abriu hoje a semana de comemorações do quarto centenário da "descoberta" de Nova Iorque, nos Estados Unidos, pelo navegador britânico Henry Hudson, numa missão chefiada por holandeses. O mesmo rio que sulcou, pela primeira vez, Hudson em 1609 a bordo do "Halve Maen", e em cujas margens assentaram os primeiros colonos europeus, no que hoje se conhece como Manhattan, foi o protagonista do primeiro acto das celebrações do "descobrimento" da cidade, que nasceu debaixo do domínio holandês. O desfile, em que participaram esquadras dos Estados Unidos e da Holanda, navios da NATO e embarcações típicas holandesas, foi presidido pelos príncipes herdeiros dos Países Baixos, Guilherme Alexandre e Máxima, pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e pelo presidente do Município de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Estas individualidades puderam ainda ver uma réplica do barco comandado por Henry Hudson, o navegador que empreendeu há 400 anos uma missão da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais para encontrar um novo caminho para a Ásia. O resultado da expedição foi o "descobrimento" de um lugar onde os holandeses se fixaram para fundar a Nova Amesterdão, lugar esse que, anos depois, os ingleses baptizaram como Nova Iorque. "É maravilhoso que ainda se possam ver as influências da Holanda na cidade, desde o transporte até à arte e à música, passando pela gastronomia. Esta grande cidade construiu-se sobre os valores dos pioneiros holandeses que fundaram Nova Amesterdão", assinalou o príncipe Guilherme Alexandre, lembrando que a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais "foi a primeira grande multinacional". A herança holandesa em Nova Iorque, epicentro das finanças mundiais, está em muitos topónimos mas também na vida económica. O herdeiro da coroa holandesa recordou que a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais tornou-se no primeiro prestamista dos Estados Unidos em finais do século XVIII, quando concedeu um crédito que serviu as antigas colónias britânicas para sufragar a Guerra da Independência (1775-1783). O Dia da Independência dos Estados Unidos foi declarado a 04 de Julho de 1776, tendo a Constituição sido adoptada em 1789. As celebrações do quarto centenário de Nova Iorque incluem ainda iniciativas especiais em museus, concertos, mostras de desenho e arquitectura holandeses e passeios comunitários em bicicletas, que poderão ser usadas gratuitamente. Destaca-se igualmente a presença, na cidade, de um documento trazido de Amesterdão e que se considera ser a "certidão de nascimento de Nova Iorque", uma vez que é uma carta escrita em 1626 que relata a compra da Ilha de Manhattan aos índios nativos que habitavam essas terras quando chegaram os colonos europeus. A compra, por 24 dólares (16,5 euros), pressupôs o acto de fundação da Nova Amesterdão, uma cidade que foi conquistada em 1664 pelos britânicos, que rebaptizaram-na de Nova Iorque em honra do duque de Iorque e ligaram-na ao resto das suas conquistas na costa atlântica do Norte do continente americano. As comemorações do IV centenário terminam segunda-feira, com o primeiro Dia do Porto da cidade, uma efeméride que se pretende assinalar anualmente para lembrar a data em que Hudson pisou as terras de Manhattan pela primeira vez. SAPO/DN, 09 de Setembro de 2009

Vietname: Transporte de cabides original

Transporte de cabides original Um homem transporta cabides na sua mota em Hanói, no Vietname. O Banco ANZ lançou um relatório que dizia que o balanço comercial está mais fraco dedido à baixa de exportações. O banco diz que o défice financeiro em Agosto era de 1.75 milhões USD, o mais alto desde Maio de 2008. Foto@EPA/Julian Abram Wainright

Manhattan: europeus chegaram à ilha há 400 anos

Manhattan: europeus chegaram à ilha há 400 anos Em Setembro de 1609 o navegador inglês Henry Hudson chegou ao território onde se encontra a actual cidade de Nova Iorque. As suas primeiras impressões ficaram registadas: "a terra mais agradável que se poderia pisar". Na altura, a actual ilha de Manhattan era uma série de colinas de floresta, cruzadas por inúmeros cursos de água e com abundante vida animal - com grande destaque para os castores. O nome indígena da ilha, Mannahatta, significa "ilha de muitas colinas". Hudson navegava ao serviço dos holandeses, com o objectivo de descobrir uma passagem por noroeste que permitisse chegar às Índias. Nesa viagem explorou o rio Hudson, que foi baptizado com o seu nome. Nas margens do Hudson foi assente a primeira colónia europeia, o núcleo inicial do que viria a ser Nova Iorque - então propriedade holandesa, com o nome de Nova Amesterdão. Considera-se como data fundadora da nova colónia a compra da ilha aos nativos, em 1626, por 24 dólares. Em 1664 os britânicos conquistaram Nova Amesterdão, rebaptizaram-na em honra ao duque de Iorque e integraram-na na linha de territórios colonizados na costa leste americana. É difícil imaginar a cidade de Nova Iorque como um espaço de natureza selvagem, mas é isso mesmo que se propõe o projecto Mannahatta. A ideia é tentar reconstituir o sistema ecológico existente antes da fixação dos europeus; no site do projecto há imagens que simulam o aspecto de Manhattan nessa altura, incluindo um mapa interactivo. Em 2007, como sinal inesperado dessa natureza desaparecida, foi encontrado um castor num curso de água do Bronx, perto do Jardim Zoológico - espécie que tinha desaparecido completamente da ilha, devido? caça intensa e? pressão urbanística. Hoje, a cidade de Nova Iorque começou uma semana de comemorações do quarto centenário da chegada de Henry Hudson a Manhattan. As comemorações incluem concertos, actividades em museus, mostras de desenho e arquitectura holandeses, passeios de bicicleta e, a abrir, um desfile naval no rio Hudson, onde pode ser vista uma réplica do barco de Henry Hudson. 09 de Setembro de 2009

Portugal concede empréstimo de 400 milhões de euros a Moçambique

Portugal concede Moçambique endivida-se em 400 milhões de Euros Maputo (Canalmoz) - Em seguimento ao acordo rubricado há três meses em Portugal, para o desembolso de um total de 400 milhões euros como empréstimo a Moçambique, ao longo do presente ano de 2009, valor a ser locado por fases, os dois países assinaram ontem, em Maputo, um acordo para a disponibilização de 100 milhões de euros daquele valor. Pela parte moçambicana, o acordo foi rubricado pelo ministro das Finanças, Manuel Chang, na presença de outros quadros do governo e convidados. Por Portugal assinou o ministro de Estado e das Finanças e da Economia e Inovação, Fernando Teixeira dos Santos. O acto foi acompanhado pelo respectivo corpo diplomático de Portugal em Moçambique. Intervindo na cerimónia, Manuel Chang sublinhou que o financiamento do valor adicional de 100 milhões de euros à linha de crédito no montante de 300 milhões de euros irão contribuir, de forma decisiva, para o crescimento económico de Moçambique, através do financiamento a projectos de infra-estruturas rodoviárias, considerados um dos sectores prioritários do Programa Acelerado de Redução da Pobreza Absoluta (PARPA), visto que o mesmo vai potenciar o desenvolvimento de outros sectores económicos e sociais do país. Chang salientou que os financiamentos de Portugal surgem num momento em que a crise financeira mundial está a tomar conta de todos os países, e isso constata-se por uma retratação nos investimentos. Neste sentido, o ministro moçambicano salientou que os apoios constituem para Moçambique uma alavanca importante para a prossecução dos seus programas com vista a alcançar as metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Por seu turno, Fernando Teixeira dos Santos referiu que as relações com o seu país remontam desde antes da independência, sendo que anualmente Portugal tem ajudado Moçambique para o seu desenvolvimento, prometendo que o seu país vai continuar a cooperar com Moçambique em todas as áreas de intervenção. (Fernando Sidumo) 2009-09-09

Moçambique: Eleições legislativas, Excluídos embaraçam presidente da CNE

Eleições legislativas Excluídos embaraçam presidente da CNE - Disponíveis 50 milhões de meticais para o financiamento dos partidos Maputo (Canalmoz) – Os representantes dos partidos políticos excluídos pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), na corrida eleitoral reuniram-se na manhã de ontem, com o presidente desta instituição de direcção eleitoral, João Leopoldo da Costa, exigindo explicação detalhada sobre os factores que pesaram para a rejeição das suas listas em alguns círculos eleitorais. No final do encontro, o presidente da CNE garantiu ao Canalmoz, que mesmo sem base legal, que permita proceder dessa maneira, poderá haver readimissão de algumas listas de partidos políticos primeiramente rejeitadas. Leopoldo da Costa disse ainda que, a partir das 8 horas desta 4.ª feira (hoje), mandatários e representantes dos partidos políticos excluídos deverão reunir-se com ele mesmo e outros membros desta instituição de administração eleitoral, para procederem a uma análise minuciosa das listas de candidaturas rejeitadas, cuja finalidade é apurar as reais causas que levaram à sua rejeição. O presidente da CNE ouviu os representantes dos partidos a queixarem-se dos procedimentos tomados por este órgão, na análise dos processos de candidaturas. Uns acusaram a CNE de ter agido de má-fé, alegando terem apresentado candidaturas sem irregularidades, e que quando chamados para suprir as irregularidades detectadas, fizeram-no a tempo e horas, sendo por isso que não entendem a razão da rejeição das suas listas. Houve troca de mimos Houve até representantes de partidos políticos que entraram em confrontação fora do normal, com o presidente da CNE. Leonardo Cumbe, presidente do PUMILD e Magalhães Abramugy, Secretário-geral do PIMO, eram dos mais apreensivos entre os presentes no encontro. As listas dos seus partidos foram rejeitadas na totalidade. Não concorrem em nenhum círculo eleitoral. E o mesmo sucede depois do Conselho Constitucional ter rejeitado as candidaturas à Presidência da República, nomeadamente, Leonardo Cumbe, e Yaqub Sibindy, respectivamente presidente do PUMILD e PIMO. Candidatura é por lista e não individual Entretanto, o presidente da CNE explicou aos partidos políticos, que uma lista com irregularidades, leva à rejeição de todos os candidatos, na medida em que no sistema eleitoral nacional, vota-se por lista e não por candidato. Assim sendo, uma lista cuja irregularidade é a falta de suplentes, pode levar a rejeição de todos candidatos, mesmo que estes tenham todos requisitos exigidos por lei. Há, no entanto, opiniões jurídicas que deitam por terra os argumentos do Prof. Dr. João Leopoldo da Costa. Essas fontes jurídicas defendem que a CNE não deu passos que a conjugação das leis 7/2009, de 26 de Fevereiro, com a 15/2009, de 9 de Abril, impunham que tivesse dado. E defendem ainda que ao abrigado dos mesmos dispositivos legais a CNE não permitiu que os mandatários das candidaturas tenham podido substituir candidatos de quem por alguma razão não tivesse sido possível suprir irregularidades, durante a análise dos processos. Por outras palavras, a CNE deu passos maiores do que a legislação lhe permitia ter dado. Boletim de voto para cada círculo eleitoral Entretanto, o presidente da CNE garantiu ao Canalmoz que para cada círculo eleitoral será produzido um boletim de voto, de acordo com os partidos concorrentes. Leopoldo da Costa negou revelar, no entanto, se todos boletins de voto para cada círculo eleitoral serão produzidos pela mesma gráfica, alegando tratar-se de “questões técnicas que não podem ser reveladas ao público”. 50 milhões de meticais para o financiamento dos partidos Entretanto, o presidente da CNE disse à reportagem do Canalmoz e do Canal de Moçambique que já está disponível o montante necessário para o financiamento da campanha dos partidos políticos apurados para o pleito. O valor total é de 50 milhões de meticais. Deverá ser distribuído pelos 17 partidos e duas coligações que concorrem para as legislativas. Mau uso dos fundos pode levar à cadeia Entretanto, o presidente da CNE advertiu os partidos beneficiários dos fundos do Estado para o financiamento da campanha eleitoral que devem fazer bom uso dos mesmos, apresentando justificativos claros, no final da campanha, de tudo o que terão feito para o gasto dos fundos, sob pena de se verem a contas com a justiça, pelo uso incorrecto do dinheiro do Estado. (Borges Nhamirre) 2009-09-09

“A CNE está a matar democracia em Moçambique” (Daviz Simango, Presidente do MDM)



“A CNE está a matar democracia em Moçambique” - Daviz Simango, presidente do MDM Querem desmobilizar os membros do MDM - acusa o porta-voz do partido, José Manuel de Sousa “A Frelimo e Renamo decidiram impedir a entrada da terceira bancada na Assembleia da República. A seguir será enganada a própria Renamo. Dentro deste casamento há quem está ser enganado. A Frelimo está a usar a Renamo agora para rejeitar os demais. Mas quando ficarem só entre eles, a Renamo será o próximo a ser enganado. Estamos a retornar ao monopatidarismo”, Artur Vilanculos, candidato pelo MDM em Inhambane e ex-deputado da Renamo Maputo (Canalmoz) - Os membros do MDM, partido tido até agora como um dos que tem potencial para entrar para a Assembleia da República, na próxima VII Legislatura, andam desapontados com a Comissão Nacional de Eleições, pelo facto deste órgão ter rejeitado 9 listas das 11 apresentadas para as Eleições Legislativas de 28 de Outubro. No presidente do partido, engenheiro Daviz Simango, passando pelo porta-voz, José Manuel de Sousa, até aos simples membros do recém fundado partido, reinava a unanimidade de que a CNE agiu deliberadamente contra a Lei, para prejudicar o partido MDM, como forma de o excluir da vida política. O presidente do MDM, à saída da sede da CNE, onde manteve um encontro com o presidente do órgão, João Leopoldo da Costa, disse que o seu partido precisa das listas das candidaturas rejeitadas e da respectiva deliberação que detalha as razões que forçaram rejeição das mesmas mas até agora essa deliberação não existe em lado nenhum pelo que não a conhecem. “A lista dos candidatos rejeitados já devia estar afixada, o que não está a acontecer. Comunicamos isso ao presidente da Comissão Nacional de Eleições, limitou-se a dizer apenas que se iriam reunir para discutir sobre as listas rejeitadas. Por outro lado dissemos que não concordamos com o sorteio, porquanto nós como moçambicanos e particularmente como candidatos a estas eleições presidenciais, entendemos que o Estado moçambicano e os financiadores não podem gastar dinheiro a publicar boletins perante uma situação de sorteio ilegal”, disse o engenheiro Daviz Simango. Sorteio ilegal Por sua vez, o porta-voz do partido, José Manuel de Sousa, considerou ilegal o sorteio realizado pela CNE, logo após o anúncio dos resultados. O MDM está contra a forma como foram colocados os candidatos. A CNE que colocou a Frelimo e Renamo numa lista exclusivamente sua, permitindo com isso, por conseguinte, que estes dois partidos ocupassem o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, metendo todos os outros num outro sorteio à parte alegando que os dois eram os únicos que concorriam em todos os círculos eleitorais. “Todos os candidatos devem ter a mesma oportunidade. O que aconteceu foi que escolheram dois partidos e logo a seguir fizeram sorteios de outros partidos, e isto não pode acontecer”, disse o porta-voz do MDM, garantido que o seu partido não vai deixar passar isso. “Vamos recorrer à própria CNE e ao Conselho Constitucional para impugnarmos a forma como foi realizado o sorteio”, garantiu. Querem desmobilizar membros do MDM O porta-voz do MDM interpreta a exclusão das listas do partido, como um esforço da CNE para desmobilizar e desmotivar os membros do MDM, e acabar com o partido. “Mas nós não vamos parar”, garante. E sobre o que irá fazer o MDM caso o recurso a ser interposto no Conselho Constitucional seja indeferido, o porta-voz do MDM diz que “a decisão deve ser tomada pela Comissão Política do partido, a reunir-se brevemente”. Houve casamento entre a Frelimo e Renamo Artur Vilanculos, outro membro do MDM dissidente da Renamo, disse ao Canalmoz que, o que sucedeu foi um “casamento convencional entre os dois partidos, com representatividade na Comissão Nacional de Eleições”, nomeadamente, a Frelimo e Renamo, que decidiram “impedir a entrada da terceira bancada na Assembleia da República”. Mas Vilanculos prevê que a seguir será enganada a própria Renamo. “Dentro deste casamento há quem está ser enganado. A Frelimo está a usar a Renamo agora para rejeitar os demais. Mas quando ficarem só entre eles, a Renamo será o próximo a ser enganado”. “Estamos a retornar ao monopatidarismo”, desabafa Artur Vilanculos. (Borges Nhamirre) 2009-09-09

Moçambique: Nomeações na função pública passam a ser automáticas, a partir de 14 de Setembro de 2009

A partir de 14 de Setembro corrente Nomeações na função pública passam a ser automáticas Fiscalização prévia do Tribunal Administrativo para a atribuição do visto passará a ser dispensada Maputo (Canalmoz) — O Regulamento do novo Estatuto Geral de Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), passa a vigorar a 14 de Setembro corrente. Os funcionários públicos, em regime de contratados há pelo menos 2 anos, passam automaticamente para quadros efectivos do Estado. E assim será de agora em diante. Bastará completar dois anos de contratado na função pública, para que o trabalhador passe automaticamente para o quadro, sem precisar de fazer qualquer requerimento a pedir integração efectiva no Aparelho de Estado. De agora em diante, a fiscalização prévia para atribuição do visto do Tribunal Administrativo, deixa também de ser necessária. Estas inovações foram anunciadas pela ministra da Função Pública, Vitória Diogo, durante uma recepção a membros da Associação dos Técnicos Médio Profissionais (ATEMP), Médios da Função Pública, e da Associação das Secretárias de Moçambique (ASSEMO), que teve lugar 6ª feira última, em Maputo. O EGFAE introduz outras inovações como o reconhecimento de direito à sindicalização e à greve aos funcionários públicos. Esta matéria já foi tratada em edições anteriores deste jornal, e nas próximas edições iremos trazer a entrevista da ministra da Função Pública, onde diz que ainda não há datas para a elaboração da Lei Ordinária, que deverá regular a sindicalização da função pública. O novo Estatuto dos Funcionários e Agentes do Estado, abrange agora os agentes do Estado, em regime de contratados, o que não constava no anterior Estatuto. A designação era apenas Estatuto Geral dos Funcionários do Estado (EGFE), e agora é Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE). Introduz ainda que se pode ingressar na função pública com apenas Bilhete de Identidade, enquanto que com o actual Estatuto ainda em vigor até 14 do corrente mês, é preciso que se apresente uma certidão de nascimento, para além do Bilhete de Identidade. O novo Estatuto admite ainda a inclusão de cônjuges em união de facto, como herdeiros do funcionário, entre várias outras inovações. Formados formadores nacionais Entretanto, o Instituto Superior da Administração Pública (ISAP), escola superior do Governo, que forma funcionários públicos, capacitou, na semana passada, 36 quadros seniores da administração públicas, sobre o Sistema de Gestão de Desempenho na Administração Pública (SIGEDAP), aprovado pelo Conselho de Ministros, no mês passado, cuja implementação está agendada para Janeiro de 2010. A formação ocorreu durante um seminário realizado na vila de Namaacha, província de Maputo, envolvendo quadros provenientes de todos Ministérios, na sua maioria ligados aos recursos humanos, para além de membros dos grupos técnicos e de referência que participaram da elaboração do documento inicial do SIGEDAP, que foi posteriormente aprovado pelo Conselho de Ministros. Falando na abertura do evento, o director do ISAP, Almiro Lobo, considerou que com a implementação do SIGEDAP, irá registar-se uma viragem na Administração Pública. “Queremos mudar o nosso mundo a partir deste programa (SIGEDAP). O caudal de renitência contra a mudança há-de vir, mas cabe a nós explicarmos aos nossos colegas sobre os avanços que serão alcançados com a implementação do SIGEDAP”, disse Almiro Lobo, dirigindo-se aos cerca de 40 quadros que estavam em formação. Entretanto, no seio de alguns funcionários públicos reside um certo receio quanto à implementação eficiente deste instrumento. Há quem teme que os avaliadores poderão recorrer a avaliação do desempenho para fazer vida negra a alguns funcionários, e promover, sem mérito, outros funcionários, os das suas relações. Esta preocupação surge na medida em que, com a introdução do SIGEDAP, a promoção, despromoção, continuidade e até cessação de funções, na Administração Pública, passarão a depender do desempenho individual do funcionário visado. Quanto a esta preocupação, Ana Nhampule, directora académica do ISAP, e coordenadora do referido seminário de capacitação, disse em entrevista ao Canalmoz que “em comparação com o actual sistema de avaliação em uso na administração pública, o SIGEDAP representa um grande salto qualitativo”, explicando que será de difícil manipulação, na medida em que antes da avaliação, o funcionário alvo assina um acordo de desempenho, pelo qual se compromete a cumprir com as metas estabelecidas. E será com base no alcance dessas metas que se irá apurar o grau de desempenho do funcionário, o que não vai facilitar a manipulação. Actual sistema de avaliação não é eficaz Por outra, a directora do CEDIMO considera que já se fazia sentir a falta deste sistema de avaliação dos funcionários públicos, na medida em que “o actual sistema é subjectivo, não liga o desempenho sectorial com o desempenho individual”. “No novo sistema somos chamados a participar desde a planificação, dai que como funcionário, fico a saber o que devo fazer e dentro de que prazos. O que o Estado está a fazer é exigir mais de nós, os funcionários, o que não o fazia antes. E nós temos que contribuir”, refere Arlanza. O novo sistema de avaliação dos funcionários públicos entra em vigor em Janeiro de 2010, obedecendo a uma implementação gradual. Na primeira fase serão submetidos a este tipo de avaliação, ao nível central: secretários permanentes dos Ministérios, inspectores gerais, directores nacionais, inspectores gerais adjuntos, directores nacionais adjuntos, assessores e chefes de departamentos autónomos, titulares de institutos públicos, instituições subordinadas e tuteladas. A mesma hierarquia será seguida ao nível provincial e distrital. Posteriormente, a Comissão Interministerial da Função Pública decidirá o momento de implementação das fases subsequentes e as entidades a abranger, em função dos resultados e experiências obtidos nas fases anteriores. (Borges Nhamirre) 2009-09-09

8 de setembro de 2009

Espanha: Guarda-chuvas negros

Guarda-chuvas negros Cobertos por guarda-chuvas negros, membros da companhia Jaizkibel participam numa parada, escoltados pelos Ertzainas (a polícia do País Basco), para celebrar o Alarde, em Hondarribia, Espanha. Quem prefere as celebrações tradicionais, em que só homens desfilam na parada, cobre-se com o guarda-chuva como protesto contra a presença de mulheres. A parada comemora todos os anos a vitória da armada francesa em 1638, durante a Guerra dos 30 anos. Foto@EPA/Javier Etxezarreta

Moçambique assumiu ontem a presidência do órgão de política, defesa e segurança da SADC


Moçambique preside defesa e segurança da SADC Moçambique assumiu ontem a presidência do órgão de política, defesa e segurança da SADC em substituição do Rei Shwati III da Suazilândia, durante a cerimónia de abertura da 29ª Cimeira da Organização regional que decorre desde ontem em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo e na qual o nosso país se faz representar por uma delegação de alto nível chefiada pelo Presidente da República, Armando Guebuza. Entretanto, na abertura da Cimeira, o Chefe do Estado da República Democrática do Congo (RDCongo), Joseph Kabila, assumiu a presidência rotativa desta organização regional em substituição do Presidente sul-africano, Jacob Zuma. Falando na sessão de abertura, o secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão, enalteceu o papel de Patrice Lumumba, primeiro presidente congolês, após a independência deste país. Patrice Lumumba foi o pai do africanismo e, no início dos anos 60, criou os movimentos de libertação. Na ocasião, Tomaz Salomão citou uma das célebres frases de Patrice Lumumba, afirmando que “todos juntos, meus irmãos e minhas irmãs, vamos começar uma nova luta, uma luta sublime, que vai conduzir o nosso país à paz, prosperidade e grandiosidade. Este novo início já começou e, hoje (ontem), nós somos testemunhas disso”, explicou Tomaz Salomão. Tomaz Salomão fez questão de frisar que a paz e segurança são de crucial importância para o desenvolvimento sustentável e um processo de integração regional contínuo. Também vincou que a SADC continua a pautar por um princípio que reside na busca de uma solução interna para os problemas que afectam alguns dos países membros. Aludiu ao processo para a busca de uma solução negocial, liderada pela região para as crises do Zimbabwe, Lesotho e Madagáscar. “Sentimo-nos satisfeitos por verificar que as tensões na nossa região reduziram e que os desafios que restam não são impossíveis de ultrapassar`”, disse Tomaz Salomão, para de seguida acrescentar que apesar da situação que prevalece num dos países membros, o Madagáscar, “estou seguro que será encontrada brevemente uma solução duradoira”. No seu discurso, Tomáz Salomão também fez menção de outros desafios que a região enfrenta, tais como a expansão da Zona de Comércio Livre (SADC-COMESA-EAC), escassez de energia eléctrica, o impacto da crise económica que actualmente afecta a maioria dos países do mundo, entre outros. Tomando a palavra, o presidente cessante da SADC, Jacob Zuma, manifestou o seu apreço por Joseph Kabila acolher a Cimeira em Kinshasa, não obstante os enormes desafios que o país enfrenta, associados com a reconciliação nacional e reconstrução de um dos maiores países do continente africano. Jacob Zuma também fez questão de vincar que “a busca de uma paz duradoira, estabilidade e democracia continua a ser uma das prioridades da SADC”, referindo-se aos casos da RDCongo, do Reino do Lesotho e da República do Zimbabwe. No caso do Zimbabwe “instamos a todos os partidos políticos a remover todos os obstáculos para a implementação do acordo”, disse. Sobre o caso malgaxe, o presidente sul-africano disse que a região manifestou o seu desagrado através da suspensão de Madagáscar até à restauração da ordem constitucional. Também prestou tributo ao antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, pelo seu empenho na busca de uma solução para a crise malgaxe. Elias Samo Gudo, da AIM, em Kinshasa Maputo, Terça-Feira, 8 de Setembro de 2009:: Notícias

Guiné-Bissau: Malam Bacai Sanha toma posse hoje, como Presidente da República

Guiné-Bissau: Bacai Sanha tome posse hoje Cinco chefes de Estado africanos, entre os quais Pedro Pires, de Cabo Verde, confirmaram a presença nas cerimónias de investidura, hoje, de Malam Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau, soube-se domingo de fonte do Governo guineense. De acordo com a fonte, além de Pedro Pires, estão confirmadas as presenças dos presidentes do Senegal, Abdoulaye Wade, da Gâmbia, Yaya Jammeh, do Burkina Faso, Blaise Compaoré, e da Nigéria, Umaru Yar’Adua. Também está confirmada a presença do presidente da República Árabe Saharaui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Dos restantes países de língua portuguesa, estão previstas as presenças do vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, do vice-presidente do Parlamento de Angola, do MNE de Portugal, e do ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi. Os Estados Unidos, Canadá, Líbano, Reino Unido, Israel, Gana, Correia do Sul, Índia, Paquistão e Japão serão representados pelos respectivos embaixadores ou encarregados de negócios, sendo que a maioria está baseada em Dakar, Senegal. A ONU será representada pelo subsecretário-geral para os assuntos políticos, Haile Menkerios, que já se encontra em Bissau, e pela presidente da configuração específica da comissão para consolidação da paz, para a Guiné-Bissau, Maria Luísa Viotti. A cerimónia de posse de Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, começa cerca das 11 horas locais. Após a investidura, Bacai Sanhá fará um discurso à nação antecedido do pronunciamento do presidente interino do Parlamento, Serifo Nhamadjo. De seguida, o Presidente guineense oferece um almoço “em honra dos ilustres convidados” numa unidade hoteleira de Bissau, local onde, à noite, dará uma recepção. Entretanto, os guineenses estão optimistas para “um arranque do país”, mas esperam que haja um “bom entendimento” entre o novo Presidente e o Primeiro-Ministro. Em declarações recolhidas nas ruas de Bissau, todos os entrevistados foram unânimes em afirmar que “é desta que o país vai arrancar” rumo ao desenvolvimento, desde que o Presidente, Bacai Sanhá, e o chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior, tenham uma boa sintonia. Maputo, Terça-Feira, 8 de Setembro de 2009:: Notícias

Moçambique: A lendária "Pastelaria Scala", situada na baixa da cidade de Maputo, morreu definitivamente



SCALA: O FIM DE UMA PASTELARIA LENDÁRIA A lendária Pastelaria Scala, um local que durante décadas foi um emblemático centro de lazer e de debate de ideias na zona da baixa da cidade, morreu definitivamente. Tudo de forma clandestina. A esperança que ainda subsistia no seio dos citadinos e turistas em ver reaberta aquela estância histórica e de referência da cidade de Maputo esfumou-se quando, após a reabilitação, o edifício do “Scala” foi, contra a vontade de todos nós, “esquartejado” em pequenos compartimentos, ficando na sua maioria como lojas de venda de vestuário e outras bugigangas. Da venda de pastéis, bolos, chá, café, entre outros itens típicos de uma pastelaria, aquele que era um lugar espaçoso foi hoje reduzido a um conglomerado de lojas e lojecas de roupas e calçado, sendo a mais visível a que ostenta o nome de “Inter Moda”. Esta e mais uma outra loja, também de roupa, são as que por sinal têm abertas as suas portas, não se sabendo até aqui para quando o funcionamento dos outros compartimentos. O fim do “Scala” constitui, assim, um duro golpe para todos aqueles citadinos que viam naquele restaurante um símbolo desta histórica cidade de Maputo, que vai completar 122 anos no próximo dia 10 de Novembro. Muitos são os que ainda se recusam a aceitar a transformação daquele local lendário em outra coisa que não seja o famoso café que sempre foi, sobretudo os idosos que guardam recordações da Pastelaria Scala, desde os tempos idos, em que Maputo era ainda Lourenço Marques. “Isto sempre foi Pastelaria Scala… As pessoas vinham de vários pontos do país, e até de outros continentes, sabendo que em Maputo existe um local chamado Pastelaria Scala…”, eis o coro de vozes que bate contra a mudança deste local histórico. Após o seu encerramento, no início da década que finda, a esperança da reabertura do “Scala” avivou-se, em Dezembro do ano passado, quando o recinto foi vedado para obras de restauro. Aliás, houve até garantias de que as obras visavam melhorar o edifício para voltar a ser o que desde sempre foi – uma pastelaria de referência na capital e que marcou gerações e povos, porque verdadeiro cartão de visitas da capital moçambicana. Entretanto, hoje, nota-se que a sociedade foi burlada. Não se venderá pastéis, bolos, chá nem café algum. Comercializa-se, sim, fatos, camisas, calças, sapatos, gravatas e outras coisas que se encontram aos magotes em qualquer esquina da cidade de Maputo. Contudo, apesar deste abalo, para muitos ainda resta uma ínfima esperança. Há no edifício um minúsculo e insignificante compartimento – que se desconhece a data da sua abertura – onde se prevê que venha a funcionar uma espécie de lanchonete e não propriamente um café. Antigos utilizadores do lendário “Scala” olham com mágoa a transformação daquele local em lojas de venda de roupas, facto que, segundo eles, mata a história da cidade e deixa a baixa a mais empobrecida sem uma das suas belas referências, o café “Scala”. Para aqueles cidadãos, dois dos quais trabalham junto ao edifício, nada justifica a mudança de actividade daquele empreendimento. Estes chegaram mesmo a dizer que o ideal seria ter-se reerguido o Prédio Pott, em escombros desde a década 90, e fazer-se nele o que agora se faz no “Scala”. Entretanto, David Cângua, Director de Turismo na urbe, disse que o Estado não possui nenhum dispositivo legal para obrigar os investidores a seguirem uma certa actividade comercial diferente da que pretendem em nome dos legados históricos da cidade. Falando, há dias, ao “Notícias”, o director reconheceu que a transformação do “Scala”em lojas de roupas choca com o passado da “cidade das acácias”, mas nada podia fazer-se para evitar isso. “O investidor queria transformar todo o local em lojas de roupas, mas conseguimos convencê-lo a deixar uma parte para continuar a ser pastelaria. Desta forma evitamos que aquilo morresse totalmente. Fica um Scala em miniatura”, disse. Não obstante este vazio legal evocado por David Cângua, citadinos ouvidos pela nossa Reportagem afirmam que o Estado e o Município de Maputo têm força e instrumentos suficientes capazes de impedir que qualquer um transforme a cidade naquilo que muito bem pretender. Ademais, dizem os nossos entrevistados, agindo de forma diferente da que agiu, tanto o Estado como o Município estariam a trabalhar para a manutenção da história de uma cidade, pois, justificam-se, “não existe povo sem memórias”. MATOU-SE UMA REFERÊNCIA - LAMENTAM ANTIGOS UTENTES DO “SCALA” Vicente Dzimba, ardina junto ao “Scala” desde 1960, e Fernando Sitoe, engraxador na mesma zona a partir da década de 90, mostraram-se agastados com a transformação do local. Recordam-se do passado e revelam uma mágoa pelo cenário actual. Os seus depoimentos à nossa Reportagem têm, dentre vários pontos em comum, o facto de a alteração ter morto a pastelaria que era até ao seu encerramento uma referência para os visitantes e residentes de Maputo. Vicente Dzimba disse que sendo ardina no passeio junto àquela unidade, sempre usou-a para um chá, sendo que desde o seu encerramento sai de casa, no Bairro da Maxaquene, com um termo e tem que “mendigar” por água quente nas imediações. “Este sítio sempre foi uma referência. Mesmo hoje passam europeus por aqui e espantam-se com esta transformação”, contou Dzimba, acrescentando em jeito de desabafo: “é chato, vergonhoso e doloroso ver isto, principalmente para quem conheceu e serviu-se do Scala”. Abordado pelo “Notícias”, Fernando Sitoe foi sintético ao afirmar que “assim é matar a história da cidade”. Este cidadão, que há cerca de 20 anos trabalha junto àquela antiga pastelaria, explicou que sempre servia-se dos serviços do “Scala” e muitas vezes era chamado a engraxar sapatos dos utentes. Cidadãos de diversos quadrantes do mundo – que fazem de Maputo uma cidade cosmopolita – viam a Pastelaria Scala como postal da urbe e local para recomendar a quem viesse à capital moçambicana. “Foi-se um emblema da cidade. Perdemos um local histórico”, lamentou, e perguntou “por que é que não reabilitam o Prédio Pott, que só alberga marginais, e vendam roupas nele, deixando-nos o Scala como pastelaria, que sempre foi?”. LIMITAMO-NOS EM FAZER PROPOSTAS AO INVESTIDOR - DAVID CÂNGUA, DIRECTOR DO TURISMO, TRANQUILIZANDO QUE NEM TUDO ESTÁ PERDIDO A ideia inicial apresentada era de transformar todo o espaço em lojas de roupa, mas as autoridades convenceram o actual proprietário do imóvel a reservar uma parte – embora minúscula comparativamente à outra – para funcionar como pastelaria. O director do Turismo na cidade explicou que a legislação de protecção histórica da zona da baixa em que se situa o “Scala”, a Lei número 10/88, de 22 de Dezembro, apenas impede a transformação dos desenhos dos edifícios, mas não regula o tipo de actividades a serem levadas a cabo, pelo que só se limitam a dar sugestões do tipo de actividades a ser implementadas. David Cângua revelou a existência de um vazio legal, daí que o Estado não tem nenhuma base legal para impor o tipo de actividade comercial para certas zonas. “Limitamo-nos em propor que o investidor siga uma certa actividade, mas nada temos para impor. Neste caso evitamos que a pastelaria morresse definitivamente”, disse, acrescentando que o compartimento reservado àquela actividade possui condições para tal, embora seja pequeno relativamente ao lendário “Scala”. Dados em nosso poder indicam que o edifício foi vendido há anos pelo então proprietário, Sadik Omar ao Grupo Cannon Impex, que também o terá passado a um tal Momed Arif. A nossa Reportagem tentou em vão ouvir os gestores das lojas. José Chissano Maputo, Terça-Feira, 8 de Setembro de 2009:: Notícias

7 de setembro de 2009

Suiça: Escola de cães-guia

Escola de cães-guia Um cão-guia de apenas sete semanas brinca com bolas durante um dia em que a escola de cães-guia abre as portas ao público, em Brenles, oeste da Suíça. Foto@EPA/Dominic Favre

Malásia: McCurry ou McDonalds?

McCurry ou McDonalds? Parece mas não é. Este é o restaurante McCurry em Kuala Lumpur, na Malásia. O McCurry é o responsável pela longa batalha jurídica - já lá vão oito anos - com a gigante cadeia norte-americana de fast-food,a McDonalds. A defesa alega que McCurry advém de "Malaysian Chicken Curry", mas o tribunal decretou que o prefixo "Mc" e o uso de cores parecidas com o logótipo da McDonalds poderia confundir ou até enganar os consumidores. Contudo, em Abril de 2009, depois de ter recorrido a McCurry ganhou a longa batalha jurídica. Foto@EPA/Ahmad Yusni