23 de outubro de 2009

Campanha em Maputo: MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes

Campanha em Maputo MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes Maputo (Canalmoz) – No prosseguimento da campanha eleitoral, isso quando estamos na sua derradeira fase, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido liderado por Daviz Simango, escalou esta quinta-feira o populoso bairro da Malhangalene, onde na sua habitual estratégia de contacto interpessoal e campanha porta-a-porta, prometeu pôr fim as “mordomias desnecessárias” dos dirigentes, e servir afincadamente o povo. Para os membros e simpatizantes daquela formação política, todos os moçambicanos, quer os moradores da zona urbana, assim como dos subúrbios merecem tratamento igual, pois todos pagam impostos “o que pressupõe que o dinheiro dos impostos deve reverter-se na criação de melhores condições de vida para os contribuintes, e não para sustentar mordomias dos dirigentes”. Segundo o delegado daquela formação política, a nível da cidade de Maputo, Agostinho Macuácua, caso Daviz Simango e MDM vençam as eleições de 28 de Outubro próximo, a pobreza absoluta, a corrupção e outros males que assolam a população moçambicana serão combatidos com acções e o povo vai testemunhar. “O povo está cansado de sofrer. Todos dias fala-se do combate a pobreza absoluta, mas, na verdade, há cada vez mais moçambicanos que estão desprovidos de quaisquer meios para sobreviver” disse aquele delegado político. Macuácua acrescentou que “actualmente nos bairros suburbanos não existem locais de diversão, daí que a juventude fica entregue a diversos vícios. O povo do subúrbio, também merece ter parques e outras infra-estruturas. Somente o MDM e Daviz Simango podem garantir assistência condigna sem selecção” Em contacto com os moradores daquele bairro, os membros do MDM prometeram igualmente, reformas profundas no sistema da saúde, alargamento da rede escolar, e explicaram que caso aquele partido vença, haverá mudanças de fundo na estrutura urbana daquele bairro, cujo sistema de drenagem está carecendo de profundas reformas. Partindo destes pressupostos, os membros do «Galo» pediram aos moradores daquele bairro a votar em Daviz Simango e no seu partido, de modo que esses e outros problemas sejam resolvidos. Refira-se que no dia anterior, o partido do «Galo» escalou o bairro de Chamanculo e Hulene. Nos contactos interpessoais prometeu à juventude um futuro diferente. Disseram que “a juventude não pode estar votada ao esquecimento num país onde esta corresponde ao grosso da população”. Já no mercado para além do contacto com os vendedores ordenados, o MDM pediu voto aos vendedores que desenvolvem suas actividades nas bermas da estrada, com a promessa de os arranjar um local condigno. (Matias Guente) 2009-10-23

Moçambique: Para Eleições do proximo dia 28, concluida a distribuição do material de votação

Para Eleições do proximo dia 28 Concluida a distribuição do material de votação Maputo (Canalmoz) - O material de votação inerente às Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais a realizar-se na próxima quarta-feira, 28, já está disponível em todos distritos. O material distribuído em todo país é para responder as 12.694 mesas de assembleias de voto que irão funcionar no sufrágio Legislativo, Presidencial e das Assembleias Provinciais do dia 28 deste mês. Esta informação publicou-se ontem pelo Felisberto Naife, director nacional do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral. Falando durante a apresentação do novo Softwear para apuramento do resultado das próximas eleições, o director-geral do STAE, Felisberto Naife, disse que em caso de ocorrência de quaisquer irregularidades fraudulentas os membros das mesas das assembleias de voto serão responsabilizados criminalmente. Falando a jornalistas, ontem, em Maputo, Felisberto Naife disse que para as presentes eleições, os membros das mesas de assembleias de voto têm um código de conduta que será de cumprimento obrigatório. O referido código de conduta defende que no âmbito de responsabilidade criminal, nos termos da legislação eleitoral e geral, o membro da mesa de assembleia de voto que violar o dever de neutralidade e imparcialidade, fazer campanha eleitoral por qualquer meio, durante a operação de votação, desviar boletins de voto antes ou depois da votação, introduzir boletins de voto na urna antes ou depois do início da votação, falsear de qualquer modo os resultados de votação, entre outras situações, será responsabilizado criminal. África de Sul fez a produção do material com sucesso Falando especificamente sobre a produção dos materiais de votação, designadamente boletins, urnas, editais, actas e tinta indelével, Felisberto Naife disse que este processo foi concluído com sucessos por a sua produção foi incumbida a uma empresa sul-africana especializada, cujo nome não revelou. Numa primeira fase, o material vindo da vizinha África do Sul foi colocado nas capitais provinciais, operação que terminou no dia 18, domingo. As províncias da zona Sul foram as últimas a receber o material, nomeadamente Maputo, Gaza e cidade de Maputo. A segunda fase da distribuição do material consistiu na sua colocação nas sedes distritais e, a partir daí, para os locais de votação propriamente ditos. Felisberto Naife garantiu que o STAE já preparou toda a operação logística que vai suportar a distribuição deste material bem como também a votação em si. No que tange a jornalistas, os órgãos eleitorais já credenciaram 565, todos moçambicanos, muito embora tenham já recebido pedidos de acreditação de 32 estrangeiros. Entretanto, arrancou ontem a última fase de formação dos 100 mil membros das mesas das assembleias de voto que irão trabalhar no dia 28 deste mês. Destes elementos, o STAE irá seleccionar 88.858 efectivos que irão trabalhar nas 12.694 mesas que serão montadas em todos os círculos eleitorais. Eleições para nacionais na diáspora Quanto ao estrangeiro, foi concluída sexta-feira passada a capacitação dos formadores e decorreu ainda a capacitação dos membros das mesas de voto em cada um dos nove países que vão acolher as eleições deste mês, para os nacionais na diáspora, nomeadamente Portugal e Alemanha, na Europa, e África do Sul, Suazilândia, Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Malawi. (António Frades) 2009-10-23

22 de outubro de 2009

Angola: Nasceu uma nova estrela no mundo da moda

Nasceu uma nova estrela no mundo da moda Irina Diniz ou simplesmente Ikilomba, é a mais nova estilista angolana que o mundo vai conhecer no próximo Domingo, 25, na VII edição do Miss Angola Portugal 2009, no Casino Estoril, em Lisboa. Na moda, Irina Diniz gosta de ser conhecida como Ikilomba, nome artístico. A viver entre Angola e Portugal, Irina, de apenas 28 anos, sempre teve gosto pela roupa e pela criação. Aos 15 anos, ela e uma amiga vestiram as bailarinas do músico brasileiro Alexandre Pires. "As moças tinham perdido as malas e não tinham o que vestir, eu e a minha amiga arrancamos todos os panos que haviam no camarim cosemos e apertamos com alfinetes. O espectáculo correu bem e elas adoraram o nosso trabalho. E, a partir dessa altura acreditei que podia chegar mais longe. Fui estudar arquitectura, foi a condição que os meus pais impuseram para que pudesse seguir o meu sonho ", explica. Ao terminar o curso de arquitectura, Irina chegou a exercer a profissão numa empresa onde tinha que viajar muito, o que a deixava sem tempo para mais nada. Mas um dia decidiu que era chegada a hora de tornar o seu sonho realidade e, com o apoio do marido e da família, meteu mãos à obra. Depois de vários convites de Charles Mukano, organizador de eventos, para vestir as candidatas a Miss em Angola, finalmente aceitou este ano o convite para vestir as apresentadoras da Miss Angola em Portugal 2009. “Aproveito esta oportunidade para lançar-me e dar-me a conhecer ao mundo, vou poder apresentar as minhas criações através das apresentadoras do evento". De onde vem a inspiração? Irina revela que quando olha para uma mulher vê um padrão e o tipo de roupa que vai fazer: "Acho que os africanos estão muito ocidentalizados e o meu desafio é tentar implementar esses tecidos no mundo da moda, sem esquecer claro as roupas ocidentais. Os nossos tecidos têm padrões muito exóticos, que devemos aproveitar", acrescenta. A estilista adora os padrões africanos pela riqueza e conjugação das cores que eles apresentam. Irina define o seu estilo como sendo um estilo clássico e arrojado, onde privilegia todos os tons de azulados. O seu estilista de eleição é o Árabe Ellie Saab com os seus vestidos clássicos. No mundo da moda o objectivo é ser a estilista angolana mais conhecida no mundo, juntamente com a sua equipa, "sem a minha equipa não sou nada". Adora comer funge com miudezas, viajar, o seu destino de preferido é Grécia. E se tivesse que escolher uma cidade para viver “seria sem dúvida uma das cidades da moda mundial”. Sílvia Panguane Sapo AO, 22 de Outubro de 2009

Grécia: Uma chama para o Inverno

Uma chama para o Inverno Um grupo de sacerdotisas acende a Chama Olímpica para as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, no Canadá. A cerimónia decorreu esta manhã no Templo de Hera, em Olímpia, Grécia. Foto@EPA/Orestis Panagiotou

Pastel de midje (Cabo Verde)

Pastel de midje Ingredientes:
½ de batata doce Farinha de milho fresca q.b.
Recheio:
¼ de atum fresco ou de conserva 1 “cabeça” de cebola 1 colher das de sopa de azeite doce 1 dente de alho 6 grãos de malagueta 1 “gole” de vinagre Banha ou óleo q.b. Coze-se a batata doce previamente descascada. Esmaga-se muito bem, juntando pingos de água da cozedura e a farinha de milho até se formar uma bola. Retiram-se bocadinhos de massa, que se espalmam em cima de um pano molhado e esprimido, formando umas rondelas. Recheiam-se as rodelas obtidas com o atum refogado, dobram-se, apertam-se bem os bordos e fritam-se em banha ou óleo bem quente. Recheio: Corta-se o atum fresco em pedacinhos e temperam-se com sal, malagueta, o dente de alho picado e o vinagre. Deixa-se a tomar gosto. Corta-se a cebola às rondelas que se deitam na caldeira com azeite doce e querendo, um bocadinho de calda de tomate ou tomate maduro e deixa-se fritar um pouco. Acrescenta-se o atum e deixa-se guisar em lume brando juntando um pouco de água, se for necessário, até o atum estar cozido e gostoso. Procede-se com o atum de conserva do mesmo modo, exceptuando o tempero.

Cabo Verde: Novo cd da Diva, "Nha Sentimento" de Cesária Évora, com cheirinho a música árabe

Novo cd da Diva: "Nha Sentimento" de Cesária Évora com cheirinho a música árabe Depois das incursões nas músicas brasileira e cubana e um pezinho na pop - pela mão de Riuichi Sakamoto e Caetano Veloso - (e, pelo meio, o susto de um enfarte), a cantora cabo-verdiana Cesária Évora regressa com um novo disco de sonoridades encantadas, desta vez evocativas do mundo árabe, a ser lançado no dia 26 de Outubro. "Alguns estudos feitos comprovam uma forte influência da música árabe na música cabo-verdiana", explica Nando, o director musical, que vem acompanhando a cantora, nos últimos anos. "Sabes que ele é sobrinho de Manuel de Novas?", pergunta Cesária, orgulhosa, referindo-se ao grande compositor de mornas e coladeiras, falecido há poucas semanas. E é precisamente das composições de Novas que Cesária continua a escolher o reportório para gravar os seus discos. Das cerca de catorze faixas de "Nha Sentimento" cinco são da autoria do malogrado compositor, que, ao lado de B. Leza, forma a dupla dos mestres da morna e da coladeira, do século XX. Sempre de cigarro entre os dedos, e desviando os olhos dos telhados da Lisboa pombalina, Cesária sorri e revela como a escolha dos novos arranjos de cordas egípcias foram como "uma prenda" que José da Silva, seu produtor de sempre, lhe ofereceu. "Simplesmente adorei". Mantendo a tradição e o estilo que a tornaram célebre, três mornas do novo cd: "Vento de Sueste", "Sentimento" e "Mam Bia E So Mi", beneficiam de arranjos de cordas assinados pelo músico Fathy Salama, que dirige a Grande Orquestra do Cairo. O resultado final é evocativo de uma familiaridade que se perde na noite dos tempo; a provável raiz anduloso-árabe da morna, defendida por muitos estudiosos. O novo cd beneficia, igualmente, da respiração das percussões e da envolvente melancolia do acordeão de Régis Gizavo, e das composições plenas de esperança de Teófilo Chantre, outro dos compositores preferidos de Cesária. Cabo Verde é, mais uma vez, celebrado na voz mais conhecida das ilhas; uma voz com 68 anos, que, para além de cantar a saudade e o amor perdido, também possui um humor refinado de "menininha de são cente" e está sempre pronta para uma picardia. E com o regresso aos estúdios regressam também as digressões. No entanto, como explica Nando, "Os shows são de uma hora e meia, mas o seu número foi reduzido, obviamente, para não cansá-la demasiado". Considerada uma espécie de Billy Holliday do "blues cabo-verdiano, fala-se agora num filme que irá imortalizar a Diva de Pés Descalços na tela. Mas, não se mostrando muito entursiasmada, Cesária adianta: "Nem tudo sobre a minha vida é para ser revelado; há coisas que são para eu guardar cá dentro". Sapo CV, 21 de Outubro de 2009

21 de outubro de 2009

Galinha à cafreal (Moçambique)

Galinha à cafreal Ingredientes: Galinha: 1 Azeite: 1 colher de sopa Sumo de Limão: 1/2 limão Piri-piri: 4 Sal: 1 colher de chá Pimenta: 1 colher de chá Alho: quatro dentes picados Preparação: Abre-se a galinha pelas costas, espalmando-a de seguida. Mistura-se o azeite, o sal, o sumo de limão, a pimenta, o alho e o piri-piri. Tempera-se a galinha com uma boa porção da mistura. Leva-se a galinha a grelhar, virando-a de vez em quando. Utiliza-se o resto da mistura para untar a galinha enquanto grelha. Deve ficar bem picante. Sugestões: Cortar o piri-piri fresco ao comprido e ao meio, retirar os caules e sementes da baga, e utiliza-lo em pedaços ou às fatias finas.

José Saramago: "O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa"

José Saramago: "O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa" José Saramago convocou uma conferência de imprensa para falar sobre as polémicas relacionadas com o lançamento do seu novo livro "Caim" e não volta trás com o que defende: "não disse nada que qualquer pessoa não saiba". O Nobel da Literatura esclareceu os jornalistas sobre a afirmação que proferiu sobre a Bíblia, dizendo que tinha "noção que o livro ia agitar as águas", mas "não esperava isto, sinceramente". Saramago voltou a falar sobre a Bíblia e da história de Caim, tema central do novo livro, e questionou: Porque é que Deus aceitou o sacrifício de Abel e não o de Caim? Não há arqueólogo que possa responder a isto.", afirmou. "O Deus da Bíblia não é de fiar. É vingativo, rigoroso e má pessoa", acrescentou. O escritor equiparou esta polémica com o lançamento do livro "Evangelho sobre Jesus Cristo". "Ainda há ódios e anticorpos antigos", afirmou em relação á Igreja. "Ainda nem tinha (livro "Caim") saído do forno e a Igreja já estava a pronunciar-se", acrescentou. Saramago não volta atrás com as palavras e diz que não alimenta polémicas sobre os comentários a "Caim". "Podem dizer o que quiserem, eu tenho a pele dura." O escritor disse também que para o ano será lançado um novo livro e prometeu que será menos polémico do que "Caim", lançado no domingo passado em Penafiel. Sapo PT, 21 de Outubro de 2009

Perú: Estátuas com 500 anos descobertas na cidade de Chan Chan


Peru: Estátuas com 500 anos descobertas na cidade de Chan Chan É mais uma descoberta na cidade de Chan Chan. Arqueólogos peruanos encontraram neste sítio arqueológico, declarado património da Humanidade, um conjunto de 12 estátuas em madeira com cerca de 500 anos. As estátuas, com 60 a 70cm de altura, contrariamente a descobertas anteriores, não têm armas, e apresentam quer símbolos masculinos, quer femininos. Chan Chan é um dos grandes tesouros da arquitectura e das civilizações pré-colombianas. É constituída por várias cidadelas com muralhas que chegam a ter 9 metros de altura, e um centro urbano de cerca de 6 km2. A cidade chegou a ter 60 mil habitantes. Era a capital do reino de Chimu, conquistado pelos incas no século XV. As ruínas dos edifícios de Chan Chan incluem templos e palácios, construídos em adobe e com a superfície finamente decorada com imagens em relevo que representam animais, de forma realista ou estilizada. A cidade encontra-se em perigo devido à erosão provocada pelas chuvas intensas nos últimos anos, nesta zona tradicionalmente árida. 21 de Outubro de 2009

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde Um navio-cruzeiro da National Geographic - "Lindblad Expedition", chega hoje, 21, às 7h00 em Cabo Verde e passa pelas ilhas de Santo Antão e Fogo. De acordo com uma nota do Ministério da Economia, os ocupantes do Navio são essencialmente naturalistas que procuram experiências únicas ao longo do Oceano Atlântico, olhando vidas oceânicas do atlântico, falando de geologia e histórias da região. Com ponto de partida nos EUA, passou por Lisboa, Madeira, Ilhas Canárias, Cabo Verde, e seguirá com destino ao Brasil - Salvador da Baía. Em Cabo Verde, a expedição passa por Santo Antão e Fogo nesta terça e quarta-feira, respectivamente. "Foram criadas alternativas para os programas em cada uma das ilhas, de acordo com a preferência dos turistas" avança o MECC. Ainda segundo o mesmo documento o Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade, a Cabo Verde investimentos e a ENAPOR, então engajados, trabalhando em devida articulação para garantir boas condições aos visitantes durante a estada do navio, para que se consiga manter o país no roteiro anual da expedição, o que é indubitavelmente muito bom para o "marketing" do país. Expresso das Ilhas, 21 de Outubro de 2009

20 de outubro de 2009

Ildo Lobo - Nos morna (live)

Cabo Verde: Ildo Lobo, cinco anos de saudade

Cabo Verde: Ildo Lobo, cinco anos de saudade

México: Uma convenção de palhaços

Uma convenção de palhaços Trozo, um palhaço mexicano, posa para os fotógrafos na inauguração da XIV Convenção Internacional de Palhaços, na Cidade do México. Mais de 500 palhaços estão reunidos nesta Feira do Riso, organizada pela Irmandade de Palhaços Latinos e apoiada por organizações culturais mexicanas, que oferece workshops sobre várias artes: torcer balões, mímica, representar, jogos para crianças e pintura do rosto. Foto@EPA/Alex Cruz

Angola: Maruvo é uma bebida resultante da seiva das palmeiras

Maruvo O Maruvo é uma bebida resultante da seiva das palmeiras (palmito, bordão ou matebeira). Muitas vezes ingerida já em estado de plena fermentação (que pode durar até 5 dias) quanto mais fermenta, mais aumenta a percentagem de álcool. Muito apreciada em Angola, sobretudo no Norte, onde tem funções sociais precisas, como a cerimonia do alambamento, óbitos, no final de uma maka, ou agradecimento ao voluntariado comunitário nas zonas rurais.

Suiça: Um frio de mugir

Suiça: Um frio de mugir O Inverno chegou em força à Suíça. A 1245 metros de altitude, em Gaebris, as vacas pastam nos campos brancos apesar do frio. Foto@EPA/Ennio Leanza

Moçambique: Em Manica, Guebuza nasce com dentes e mexe com Inchope

Em Manica: Guebuza nasce com dentes e mexe com Inchope Chimoio (Canalmoz) –Um menor recém-nascido, agora com pelo menos três semanas de vida, ao qual os progenitores decidiram baptizá-lo com o nome do actual chefe do Estado moçambicano, Armando Emílio Guebuza, está a dar que falar em Manica por se dizer que já nasceu com dois dentes. O caso deu-se na localidade de Mukonha, no posto administrativo de Inchope, distrito de Gôndola, província de Manica.
Segundo o chefe comunitário do Inchope, este caso constitui o primeiro de que há registo na história desta localidade. E quiçá do País todo, pelo menos que seja do conhecimento público, alega o líder da localidade, Tomás Nhamukonha.
O menor em causa, de acordo com os progenitores, nasceu a 30 do mês de Setembro passado, de um parto prematuro de 8 meses.
O parto foi caseiro.
O bebé quando nasceu pesava 3.700 KG, calculados através de uma balança tradicional usada no dia do seu nascimento.
Isabel Bitoni, mãe do bebé, afirmou a nossa reportagem que no dia trinta do mês passado ela viu se forçada a dar à luz na sua própria residência, devido à distância que a separa do posto de saúde de Inchope, o mais próximo das sua residência, e explicou que lhe faltava um mês para a data prevista para o parto.
“Fui forçada a dar à luz em casa, porque já não aguentava mais com as dores”, disse a mãe do pequeno Guebuza, que acrescentou: “este bebé nasceu com um mês em falta para um parto normal”.
O bebé em causa não dispõe de nenhum enxoval para vestir e em tempo de eleições não há nada melhor que lhe dar um nome pomposo para que algo apareça. Os seus pais não dispõem de fundos para cuidar da criança, tal como laias milhares de famílias em todo o país. O bebé está coberto com uma capulana, a única que a mãe dispõe. Há três semanas que vive só com uma capulana. É o retrato perfeito de um país onde se continua a nascer sem condições apesar do fausto em que vivem algumas figuras no País.
O Canalmoz contactou as autoridades médicas da região para questioná-las sobre o pormenor da criança já ter nascido com dois dentes. Estas afirmaram tratar-se de “um caso inédito”. “É o primeiro caso a se registar a nível da província de Manica”, dizem. Mas avançam que “pode estar relacionado com a origem genética dos progenitores”. Afinal nada de especial. O que de especial pode haver nisto é que há um novo Guebuza em Manica, este vivendo numa nas mais penosas misérias. (José Jeco) 2009-10-20

Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada “Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo. Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas. O veterano da luta de libertação nacional que se recusou a responder às nossas questões, é tido como da “ala dura” da Frelimo. É tido como uma das figuras que lidera a tendência da reimplantação do sistema monopartidário em Moçambique, o mesmo sistema adoptado pela Frelimo, logo após a independência nacional em 1975, que só viria a ser destituído através de uma guerra civil sangrenta movida pela Renamo, e que durou 16 anos. Ignorando que a guerra civil semeou a destruição de significativas infra-estruturas, conduziu à morte mais de um milhão de moçambicanos e destruiu o tecido social e económico do país, Marcelino dos Santos é tido pela opinião pública como um dos mentores do regresso ao partido único por aliança com Armando Guebuza e outros velhos combatentes que se opõem à ascensão ao poder dos jovens, excepto até a lugares subalternos. Marcelino dos Santos foi abordado à margem da cerimónia de deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis moçambicanos, em memória a Samora Machel. Samora Machel morreu no acidente fatídico de Mbuzine, há 23 anos, mas até hoje ainda não foram esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu. Atrelando-se a uma entrevista que Marcelino dos Santos estava a conceder para a televisão públicas, um repórter da televisão privada Miramar, quis saber do veterano da luta de libertação nacional quais eram os contornos das investigações que levaram a morte do Samora Machel, e dos Santos respondeu o seguinte: “camarada-chefe, vocês são uma instituição que eu não respeito, vocês e outros, portanto eu não respondo. Não respeito a vossa instituição, porquê é que querem fazer perguntas¬ a mim?”, disse Marcelino dos Santos no seu tom habitual, temendo perguntas que por ventura poderiam desenterrar algumas verdades escondidas há 23 anos, como comenta a opinião pública. A tentativa do repórter do Canal de Moçambique insistir com as mesmas questões, também recebeu o mesmo “não”, de Marcelino dos Santos. Afinal de contas, quem matou Samora Machel? Esta é a pergunta que o povo faz no dia-a-dia. Uns defendem que se tratou de negligência de várias partes envolvidas com o voo, outros falam de morte preparada por dentro. Outros dizem que foi o regime do apartheid que matou Samora. O certo, porém, é que o texto integral do relatório da Comissão de Inquérito presidida por Armando Guebuza continua escondido sem se conhecerem as razões para tal. Joaquim Chissano chegou a dar garantias de que se publicariam as conclusões do inquérito. Tabo Mbeki, ex-presidente sul-africano também prometeu. Ambos acabaram os seus mandatos sem cumprirem com as promessas. Samora Machel morreu a 19 de Outubro de 1986, na zona montanhosa de Mbuzine, na África de Sul, num acidente aéreo quando vinha de uma reunião na Zâmbia, num dos seus esforços para se alcançar a paz na região austral de África, na altura seriamente ameaçada por guerras várias em países da SADC e pelo regime minoritário do apartheid na África do Sul. (Borges Nhamirre e Egídio Plácido) 2009-10-20

Moçambique: Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel (Fernando Mazanga)


Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel E diz que se Dhlakama vencer as eleições vai mandar publicar o relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique, a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul “Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte” – Fernando Mazanga Maputo (Canalmoz) – O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse ontem, segunda-feira, que o sangue de Samora deve ser vingado, afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte. Os moçambicanos precisam da resposta de Guebuza, de quem matou Samora Machel, porque ele é quem chefiou a comissão de inquérito, diz Mazanga que pede ainda que se esclareça por que razão Samora Machel havia encostado Armando Guebuza, como ministro sem pasta, aguardando o seu regresso do exterior, o que não chegou a acontecer porque foi assassinado no seu regresso ao País? Fernando Mazanga disse, entretanto, que caso o candidato da Renamo à Presidência da República, Afonso Dhlakama, chegue ao poder, uma das suas prioridades será a divulgação do relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, há 23 anos, num acidente aéreo ocorrido em Mbuzine, na vizinha África do Sul, em que pereceram outros 33 membros das sua comitiva. Os pronunciamentos do porta-voz da Renamo ocorreram durante uma conferência de imprensa que convocou ontem em Maputo, precisamente para falar da passagem dos 23 anos da morte de Samora Machel. Segundo Mazanga, o relatório que promete será publicado pelo presidente do seu partido, “já foi produzido pela comissão de inquérito liderada pelo actual presidente da República, Armando Guebuza, mas por falta da vontade política, o mesmo mantém-se sem ser tornado público”. Naquilo que Mazanga apelidou por “fatídico acidente que roça o assassinato”, o porta-voz da Renamo disse que a vontade de esclarecer as circunstâncias do acidente foi ensaiada com a criação da Comissão Mista, entre Moçambique e África de Sul, para se apurar as reais causas que originaram o despenhamento do avião em que seguia Samora Machel e parte da sua delegação, mas nada foi publicado. De acordo com Fernando Mazanga, a referida comissão de inquérito era liderada, da parte moçambicana, pelo actual presidente da República, Armando Guebuza, e candidato pelo Partido Frelimo à Ponta Vermelha. “Acontece que até hoje o senhor Armando Guebuza ainda não disse aos moçambicanos o que aconteceu com o Tupolov (avião presidencial), que arrancou a vida do presidente Samora Machel”, disse ontem o porta-voz da Renamo. “Guebuza deve explicação aos moçambicanos” Para Mazanga, o presidente da República, Armando Guebuza, já fez várias presidências abertas, mas em nenhuma delas se dignou a explicar aos moçambicanos os resultados que a comissão por si chefiada apurou sobre a morte de Samora Machel. Guebuza “deve uma explicação aos moçambicanos sobre a morte de Samora Machel e seus acompanhantes, e como está em campanha eleitoral tem uma soberana oportunidade de explicar ao povo o que sabe sobre a caixa negra do avião soviético que vitimou o primeiro presidente de Moçambique independente”, desafiou Fernando Mazanga. Para o porta-voz da Renamo e candidato a deputado da Assembleia da República pela cidade de Maputo, “Samora era um combatente energético contra a corrupção, enriquecimento ilícito, o envolvimento (particular) de governantes em negócios do Estado”, práticas que segundo ele, “hoje são predominantes”. Quem lucrou com a morte de Machel? “Quem lucrou com a morte de Samora Machel? Quem está a beneficiar-se com a morte de Samora Machel? Por que razão mamã Graça já não teve coragem de apontar o conluio que vitimou o seu marido? Quem está a travar o actual Governo Sul-africano para não publicar o relatório sobre Mbuzine?”, são questões levantadas pelo político da oposição, Fernando Mazanga. Quem fez e quem faz… Depois dos questionamentos metódicos de Mazanga, o porta-voz da Renamo vai directo ao assunto e acusa a Frelimo de ter orquestrado a morte de Samora. Ironicamente disse: “toda a gente sabe quem fez e quem ainda faz matanças. Toda gente sabe quem fez e quem faz atrasar o País, eliminando cérebros que pontificam no País”. Num outro desenvolvimento, Mazanga disse que ao recordar Samora é preciso reflectir seriamente, e não nos deixarmos embalar pelos discursos metafóricos, desajustados com a realidade, destinados a lavarem o nosso cérebro. “Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte”, diz Mazanga. Chega de mortes encomendadas Entretanto, a Renamo apela para o fim das “mortes por encomenda” e Mazanga afirma que “o presidente da República e candidato a sua sucessão tem a oportunidade para explicar as várias mortes que acontecem em Moçambique, praticadas por criminosos sem rosto”. “Estamos a falar da morte do Eduardo Arão, Rafael Maguni, Sebastião Marcos Mabote, José Manuel, Carlos Cardoso, António Siba-Siba Macuácua, entre outras personalidades que foram silenciadas sumariamente”, disse o porta-voz da Renamo. Não estávamos contra Samora Machel O porta-voz do partido liderado Afonso Dhlakama reconheceu, entretanto, Samora Machel “como um herói nacional”, e disse ainda que para a Renamo “nunca foi alvo a abater”. “A Renamo não lutava contra indivíduos, lutava contra um sistema. Nunca tivemos Samora Machel como um inimigo a abater. Tínhamos como pretensão, aquilo que nós sempre dissemos é que queríamos mudar o actual paradigma e colocar um Estado de Direito Democrático. Por isso, quando a Renamo entrou nas conversações exigiu que se abolisse a pena de morte que vinha sendo praticada”, concluiu Mazanga. (Egídio Plácido) 2009-10-20 07

19 de outubro de 2009

Moçambique: Passam hoje 23 anos após a morte de Samora Machel

Passam hoje 23 anos após a morte de Samora Asinala-se hoje em todo o país a passagem do 23º ano da morte trágica do primeiro Presidente de Moçambique independente, Marechal Samora Moisés Machel. Samora Machel morreu nas colinas de Mbuzini, na África do Sul, quando regressava de Mbala, na Zâmbia, em mais uma missão de busca da paz para Moçambique e para a região, em particular, e para o continente e o mundo, em geral. Com ele pereceram várias outras personalidades governamentais e diplomatas estrangeiros que integravam a comitiva presidencial. As causas da tragédia de Mbuzini continuam ainda por esclarecer, havendo indicações da necessidade de se ter que dar prosseguimento às investigações. Líder carismático, Samora Machel dirigiu a revolução moçambicana após a morte do fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Eduardo Mondlane, em 1969, e proclamou a independência do país em 25 de Junho de 1975, no majestoso Estádio da Machava. A guerra de desestabilização contra Moçambique, levada a cabo pela Renamo, com o apoio dos regimes minoritários da então Rodésia (Zimbabwe) e do “apartheid”, na Africa do Sul, levaram Samora Machel a intensificar as acções diplomáticas de busca da paz para o país. A data assinala-se numa altura em que o país se encontra envolvido em campanha eleitoral com vista à realização das quartas eleições gerais multipartidárias e primeiras para as assembleias provinciais, o que inspira os moçambicanos a tudo fazerem para a consolidação da paz e da democracia duramente conquistadas. Maputo, Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2009:: Notícias

16 de outubro de 2009

"Terra Sonâmbula" de Mia Couto, conquista prémios no Festival Cinema Brasileiro Latino


"Terra Sonâmbula" conquista prémios Melhor Filme e Argumento no Festival Brasileiro Latino, em Curitiba O filme "Terra Sonâmbula", da realizadora portuguesa Teresa Prata, conquistou os prémios de Melhor Filme e Melhor Argumento no 4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, que decorreu entre 05 e 11 de Outubro em Curitiba, no Brasil. No certame cinematográfico concorreram seis longas-metragens brasileiras e cinco provenientes de Itália, Moçambique, México, Bolívia e Argentina. De acordo com a cineasta, o filme premiado, baseado na obra literária homónima de Mia Couto, já tem distribuidor no Brasil (Panda Filmes), e será exibido em breve nos cinemas do país. Sapo/Lusa, 15 de Outubro de 2009