Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude
Líder da RENAMO e candidato presidencial nas eleições de quarta-feira em Moçambique diz que o partido não vai "tolerar brincadeiras" e avança que, se for necessário, vai tomar o poder "à força".
Depois de ter votado em Maputo, na quarta-feira passada, nas eleições gerais (presidenciais e legislativas) e provinciais, Afonso Dhlakama regressou na noite passada a Nampula, cidade do norte de Moçambique e à qual chama "capital política".
À chegada, Afonso Dhlakama agendou encontros com membros dos órgãos centrais e provinciais do partido para se informar de questões ligadas às eleições e a alegadas irregularidades que ocorreram em cada um dos círculos eleitorais, com destaque para a província de Nampula.
Dhlakama alega que em Nampula, maior círculo eleitoral do país, o processo de votação não abrangeu os membros da RENAMO, sobretudo nas cidades de Angoche, Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, por alegadamente não constarem dos cadernos eleitorais.
O líder da RENAMO propõe que, no caso específico da Ilha de Moçambique, se realize uma segunda volta das eleições, sustentando que nenhum eleitor (da RENAMO) votou naquela cidade, o que significa que "as coisas não andaram bem".
"Este ano não vamos tolerar brincadeiras", disse Afonso Dhlakama, afirmando que se houver fraude eleitoral, que indicia falta de democracia, o partido vai "tomar o poder à força".
Questionado pelos jornalistas sobre se quer mesmo tomar o poder à força, o líder da RENAMO disse que não afasta essa possibilidade caso se prove que as eleições presidenciais, legislativas e das Assembleias provinciais foram fraudulentas.
A RENAMO acusa alguns órgãos de informação do sector público de estarem a fabricar resultados parciais, os quais apontam para uma larga vantagem a favor do partido FRELIMO (no poder) e o seu candidato, Armando Emílio Guebuza, que concorre à própria sucessão.
Afonso Dhlakama diz que se os resultados forem, de facto, transparentes, não terá qualquer relutância em aceitar uma eventual derrota.
SAPO com JN, 30 de Outubro de 2009
30 de outubro de 2009
Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude
Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude
Líder da RENAMO e candidato presidencial nas eleições de quarta-feira em Moçambique diz que o partido não vai "tolerar brincadeiras" e avança que, se for necessário, vai tomar o poder "à força".
Depois de ter votado em Maputo, na quarta-feira passada, nas eleições gerais (presidenciais e legislativas) e provinciais, Afonso Dhlakama regressou na noite passada a Nampula, cidade do norte de Moçambique e à qual chama "capital política".
À chegada, Afonso Dhlakama agendou encontros com membros dos órgãos centrais e provinciais do partido para se informar de questões ligadas às eleições e a alegadas irregularidades que ocorreram em cada um dos círculos eleitorais, com destaque para a província de Nampula.
Dhlakama alega que em Nampula, maior círculo eleitoral do país, o processo de votação não abrangeu os membros da RENAMO, sobretudo nas cidades de Angoche, Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, por alegadamente não constarem dos cadernos eleitorais.
O líder da RENAMO propõe que, no caso específico da Ilha de Moçambique, se realize uma segunda volta das eleições, sustentando que nenhum eleitor (da RENAMO) votou naquela cidade, o que significa que "as coisas não andaram bem".
"Este ano não vamos tolerar brincadeiras", disse Afonso Dhlakama, afirmando que se houver fraude eleitoral, que indicia falta de democracia, o partido vai "tomar o poder à força".
Questionado pelos jornalistas sobre se quer mesmo tomar o poder à força, o líder da RENAMO disse que não afasta essa possibilidade caso se prove que as eleições presidenciais, legislativas e das Assembleias provinciais foram fraudulentas.
A RENAMO acusa alguns órgãos de informação do sector público de estarem a fabricar resultados parciais, os quais apontam para uma larga vantagem a favor do partido FRELIMO (no poder) e o seu candidato, Armando Emílio Guebuza, que concorre à própria sucessão.
Afonso Dhlakama diz que se os resultados forem, de facto, transparentes, não terá qualquer relutância em aceitar uma eventual derrota.
SAPO com JN, 30 de Outubro de 2009
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E-mail faz 40 anos: Nasceu a 29 de Outubro de 1969
E-mail faz 40 anos
O e-mail nasceu há 40 anos. Hoje são enviadas milhares de milhões de mensagens diariamente e o correio electrónico faz parte integrante da vida das empresas. Estas não podem viver sem e-mail, mas também têm de lidar com o reverso da medalha: o malware. E terá vindo para ficar?
Quarta-feira. Abro o meu e-mail. Ainda não é meio-dia. Na caixa de entrada estão várias newsletters, alguns comunicados de imprensa, mensagens de amigos, actualizações das redes sociais e... na pasta do spam... igual número de mensagens não solicitadas. Tenho sorte. A média mundial do spam ronda os 70% a 80%.
Apesar de os sistemas de detecção de spam estarem cada vez mais desenvolvidos, não deixa de incomodar.
É o reverso da medalha de uma ferramenta que muito contribuiu para alterar a forma como trabalhamos e nos relacionamos com os amigos, que acelerou a comunicação e os fluxos de trabalho nas empresas. E o e-mail foi só o princípio. Actualmente a Web 2.0 (conceito criado em 2004 pela O'Reilly Media), que tem subjacente o conceito de Web como plataforma e onde nasceram redes sociais como o Facebook ou o Hi5, já é uma realidade. E vem aí a Web 3.0, um conceito que os teóricos ainda discutem, mas que tem deverá traduzir-se na criação de serviços e conteúdos de alta qualidade e que utilizam a Web 2.0 como plataforma.
Nasceu a 29 de Outubro de 1969. A primeira mensagem dizia apenas "LO.". O investigador Leonard Kleinrock queria escrever LOGIN, mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão. Hoje, 40 anos depois, o e-mail é utilizado actualmente por 70% dos internautas, avançou Gustavo Cardoso, investigador do ISCTE. E mesmo com a concorrência das redes sociais, os especialistas consideram que esta é uma ferramenta que veio para ficar.
Em Portugal a massificação do e-mail começou em Janeiro de 1995, explicou Libório Silva, autor do livro "E-mail", à Lusa, quando a Telepac abriu o acesso da Internet a particulares através da world wide Web.
Portugal seguiu o resto do mundo. Não houve nem antecipação nem atraso na adopção do e-mail, explicou Vítor Magalhães, que na década de'90 do século passado fazia parte do Grupo Português de Utilizadores de Unix (PUUG).
Em resposta a questões colocadas pelo OJE, Renato Pires Lopes, McAfee Channel Manager Portugal, não tem dúvidas sobre a sobrevivência do e-mail: "provavelmente abraçará novos formatos, com a inclusão de conteúdos multimédia e mais interactividade". Nas empresas o e-mail já é "o meio de comunicação por excelência". Por resolver estão as questões de segurança e de validade legal e de credibilidade dos conteúdos e das partes envolvidas na comunicação, refere Renato Pires Lopes.
Rui Lopes, director Técnico da Panda em Portugal, sublinha que o e-mail "é possivelmente uma das invenções que mais benefícios trouxe em termos de produtividade e rapidez de comunicação, economia e produtividade". É também "um meio de propagação de ameaças que podem chegar instantaneamente a milhares de indivíduos e de ser distribuído em questão de segundos", mas dificilmente deixará de ser utilizados como ferramenta de trabalho, de informação e lazer.
As redes sociais e o Internet Messaging
De facto quem trabalha no sector acredita na coexistência das diferentes formas de comunicação: Internet, e-mail, Messenger, Redes Sociais, VoIP ou o "recém-nascido" Twitter. Em gestação está o Google Wave.
Existem muitos e diferentes modelos de comunicação e de colaboração disponíveis na Internet e "os utilizadores tendem a não substituir os formatos de comunicação existentes, mas sim a complementá-los.
Os blogs não substituíram as páginas de Internet, tal como as mensagens instantâneas não substituem o e-mail", explica Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave.
Opinião semelhante tem Rui Lopes: "as redes sociais podem ser consideradas como a evolução natural da utilização de mensagens instantâneas, que a par do e-mail se tornaram os meios de comunicação mais rápidos e eficazes, e preferidos pela maioria dos utilizadores. Todos têm vantagens e inconvenientes, acabando por se complementar entre si numa utilização comum das possibilidades da Internet, não se substituindo".
Renato Pires Lopes, da McAfee, refere a utilização de novas tecnologias assentes na Internet apenas nos oferecem mais possibilidades e maior rapidez na forma de fazer circular a informação", mas as formas de comunicação anteriores, desde o post-it à assinatura de documentos importantes ou os relacionamentos interpessoais vão manter-se".
E o que vem aí? Está em fase de testes o Google Wave (apenas por convite, completamente esgotados neste momento), uma ferramenta de produtividade colaborativa, onde um grupo de pessoas, num âmbito particular ou profissional, pode conversar e trocar documentos fotografias, vídeos, mapas e muito mais. Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave, explica "temos estado focados no desenvolvimento de uma nova tecnologia e de novas funcionalidades que tornarão a comunicação e a colaboração mais fácil e consistente". Os utilizadores podem utilizar a plataforma de uma forma simples, apenas para conversar, por exemplo, ou mais complexa, implicando partilha de documentos com vídeo, mapas, exportação da onda para páginas externas, etc.
Spam, vírus, hoaxes e outras ameaças
O efeito secundário negativo mais visível a qualquer utilizador de correio electrónico são as mensagens não solicitadas (spam) e outras ameaças como os complicados trojans, os traiçoeiros hoaxes, o perigoso o phishing, os vírus entre outros. Através do e-mail chegam-nos diariamente programas nocivos, conteúdos inadequados e informações não desejadas.
Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), considera que o spam tem de "inevitavelmente ser disciplinado". Os fabricantes de soluções de segurança, estudam constantemente o fenómeno e mais ponto, menos ponto, referem que mais de 80% das mensagens a circular são mensagens não solicitadas.
O spam tornou-se assim uma dor de cabeça para as empresas actuais. Cada colaborador perde dois dias de trabalho anual na gestão da sua caixa de correio electrónico, explica Rui Lopes. O spam ocupa também largura de banda que força as empresas a realizar investimentos adicionais para aumentar a capacidade de processar informação, acrescenta.
A título de exemplo, e de acordo com um estudo da Panda, os sectores mais afectados pelo spam são o automóvel e eléctrico, seguido pela Administração Pública. O spam e o malware distribuído nestas organizações é de 99,89%, 99,78% e 99,60%. Apenas uma percentagem residual de mensagens é legítima. A maioria do spam, refere o mesmo estudo está relacionado com produtos farmacêuticos (mais de 68%) e réplicas de produtos (18%).
Rui Lopes apresenta um exemplo. Imagine-se uma empresa com 200 estações de trabalho e uma média diária de 150 euros/colaborador. Sem uma ferramenta de protecção anti-spam gastam-se dois dias de trabalho por colaborador, por ano, a gerir o correio indesejado. O que se traduz em 400 dias de trabalho/ano ou 60 mil euros. Em termos de largura de banda, se se subtrair 30% da soma total paga (calculada em 4800 euros/ano), tal resulta em perdas de 1150 euros. São 71.150 euros perdidos.
Renato Pires Lopes sublinha que é difícil quantificar o impacto das mensagens não desejadas nas empresas, mas estes problemas prendem-se sobretudo com questões de produtividade, devido ao desvio da atenção dos colaboradores com este tipo de conteúdos. A filtragem dos conteúdos é essencial.
O impacto ambiental do Spam
Um estudo recente da McAfee revela que o spam não é apenas um incómodo, mas também prejudicial ao meio ambiente, já que contribui de forma substancial para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Os especialistas em spam calculam que a energia anual gasta globalmente para transmitir, processar e filtrar mensagens de spam é equivalente à electricidade utilizada em 2,4 milhões de lares e possui o mesmo valor de emissões de gases de estufa que 3,1 milhões de automóveis que utilizem 7,5 mil milhões de litros de gasolina.
Um olhar sobre a produtividade no futuro
O e-mail é hoje uma forma de comunicação insubstituível nas empresas, "uma revolução que só encontra paralelo na chegada do telefone, durante o início do século XX", como diz o sociólogo Gustavo Cardoso, professor do ISCTE. A maturidade desta forma de comunicação, porém, é mais notória nas portas que abriu a outras ferramentas, tais como o instant messaging e as redes sociais.
"A importância fundamental do e-mail reside precisamente na forma como introduziu outras formas de comunicação nas empresas", explica Gustavo Cardoso, exemplificando com o instant messaging "como forma de organização e coordenação de equipas". Este sociólogo estabelece um paralelo com a chegada do telefone e sublinha que "foi necessário esperar quase um século para que tivéssemos assistido ao surgimento de outro instrumento de estruturação da comunicação das empresas" .
A massificação dos e-mails tem muito menos de 40 anos. Surgiu no final do século passado, num processo que esteve intimamente ligado à disseminação da própria Internet. O crescimento tecnológico foi exponencial e, hoje, o e-mail é apenas uma das formas de comunicar digitalmente. As empresas trabalham hoje em dois eixos essenciais: "o telefone móvel e a Internet", diz Gustavo Cardoso. Dentro dos serviços assentes na world wide web, ganham relevo o VoIP (Voice over IP), instant messaging e o próprio e-mail.
O e-mail está hoje "reservado para envios mais formais, ou mais estruturados, com necessidades processuais, nomeadamente de identificação de origem e de destino e de arquivamento", explica o sociólogo contactado pelo OJE. E, claro, existem ainda as cartas convencionais: a elas caberá, porventura, o lugar mais elevado da "hierarquia" da formalidade e importância.
SAPO AO/OJE
29 de Outubro de 2009
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29 de outubro de 2009
Cantora moçambicana Lizha James lança novo disco
Lizha James lança novo disco
A cantora moçambicana Lizha James vai lançar este fim-de-semana o seu mais recente disco, em dois espectáculos a terem lugar sexta-feira e sábado no Coconuts, uma reputada discoteca da capital do país.
Para este espectáculo, Lizha James terá como convidados vários músicos nacionais e estrangeiros, como são Stewart Sukuma, Neyma e o músico sul africano Hugh Massekela.
Ainda na onda R&B e Pandza, Lizha James desta vez promete arrancar dos os corações, lágrimas dos seus fãs, com as dedicações que traz para as mulheres no novo disco que começou a ser vendido no dia 02 de Outubro.
Alfredo Lituri
Sapo MZ, 29 de Outubro de 2009
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Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas, "Androgínia"
Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas "Androgínia"
Vai apresentar-se ao público hoje, quinta-feira, o mais novo grupo de teatro do Mindelo: o Grupo de Teatro do Centro Cultural do Mindelo, que se forma a partir do XIII Curso de Iniciação Teatral do Centro Cultural Português - Instituto Camões, que desta forma dá origem a mais um rebento teatral com o seu trabalho de formação de base. Sapo CV, 29 de Outubro de 2009
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Malásia: Mergulhos arriscados
Mergulhos arriscados
O base jumper francês Romain Freidli, salta da Torrre Kuala Lumpur, a 388 metros de altitude. A cidade de Kuala Lumpur, na Malásia, acolhe "saltadores" de todo o mundo que tentam bater um novo recorde de saltos do cimo de alguns edifícios da cidade que desafiam os céus. Os base jumpers tiveram direito a 24 horas seguidas de pura adrenalina na Torre de Kuala Lumpur, a quinta torre de telecomunicações mais alta do mundo.
Foto@EPA/Ahmad Yusni
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Jovem cabo-verdiano concorre a Mayor nos EUA
Hipólito Fontes um candidato para a mudança
JOVEM CABO-VERDIANO CONCORRE A MAYOR NOS EUA
Rhode Island, 29 Outubro – É mais um cabo-verdiano a desafiar eleições na diáspora. Depois da histórica sentença final pronunciada por um Juiz Federal nos USA sobre a candidatura ao posto de Mayor ou Presidente da Câmara da cidade de Central Falls em Rhode Island USA, Hipólito Fontes Jr. já tem o caminho aberto para fazer concorrência ao actual Mayor e candidato Charles D. Moreau que está procurando o quarto termo. As eleições realizam-se já no dia 3 de Novembro próximo.
Hipólito Fontes Jr., filho de Hipólito Fontes e Elisa Fontes, emigraram de Cabo Verde para os USA nos anos 70 e logo se estabeleceram em Rhode Island, mais propriamente na cidade de Cantral Falls, onde viveram e trabalharam.
O agora candidato Hipólito Fontes Jr. disse que se for eleito vai ser um Mayor que poderá mudar para melhor a cidade de Central Falls que tem estado abaixo, comparado com as outras cidades circunvizinhas do Estado de Rhode Island.
Na sua campanha, Fontes promete diminuir o desemprego, combater melhor a criminalidade, cuidar melhor do saneamento da cidade e apostar mais na educação e, consequentemente, elevar o nível de vida da sua comunidade.
Hipólito Fontes Jr. tem 26 anos de idade, é casado, pai de dois filhos, reside, praticamente, desde a nascença na cidade de Central Falls e tem participado arduamente nesta campanha que promete ser muito produtiva para a comunidade desta cidade.
Este promissor Candidato diz que tem gasto muito do seu tempo contactando, porta a porta, a comunidade, explicando o seu programa e auscultando problemas que afecta a comunidade.
Perguntado como dialogar com esta diversificada comunidade, Hipólito Fontes Jr. diz que sabe bem como comunicar com a população porque para além do inglês, ele fala português, crioulo de Cabo Verde, espanhol e um pouco de francês e apela para toda a comunidade americana, lusófona e francófona a confiarem e votarem nele.
A comunidade cabo-verdiana está a movimentar-se no sentido de apoiar este candidato democrático, jovem promissor, que promete trazer mudanças benéficas para toda comunidade.
JF - "Quinquim"
Liberal, 29 de Outubro de 2009
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28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma
28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma
A 28 de Outubro de 1922, Benito Mussolini conseguiu levar ao poder uma ideologia política que se repetiu depois, com variantes, em outros estados europeus: o fascismo.
Mussolini, filho de um socialista, era o fundador da Liga de Combate de Itália - os '"Fasci Italiani di Combatimento", de onde deriva a palavra "fascismo". Deste partido saíram depois os esquadrões dos Camisas Negras, que passaram à acção directa, naquele período conturbado após a I Guerra Mundial em que os ismos se combatiam diariamente nas ruas: socialismo, comunismo, nacionalismo - e agora fascismo. A propaganda fascista prometia o retorno à ordem e o regresso de uma Itália forte e unida, que a democracia parecia incapaz de conseguir. Mussolini transformou depois os "fasci" no Partido Nacional Fascista. A sua popularidade cresceu rapidamente: em 1921, foi eleito para o Parlamento.
A Marcha sobre Roma reuniu cerca de 30 mil simpatizantes fascistas que avançaram até à capital para pedir a demissão do Governo. O rei Victor Emanuel III recusou assinar a ordem que permitia declarar o estado de sítio em Roma, conforme pedido pelo então primeiro-ministro, Luigi Facta. Sem o apoio do rei, o governo de Facta caíu. A 28 de Outubro, o rei entregou o poder a Mussolini, que tinha o apoio dos militares, dos grandes homens de negócios e das facções mais conservadoras da sociedade.
Mussolini, il Duce, subia assim o último degrau para assumir o comando da Itália fascista, que manteve durante 20 anos. Em 1943, as derrotas na II Guerra Mundial levaram à sua demissão do cargo. Dois anos mais tarde, quando tentava fugir, foi preso por simpatizantes comunistas e executado.
28 de Outubro de 2009
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28 de outubro de 2009
Reino Unido: A gigante "Mona Lisa"
A gigante "Mona Lisa"
O Recorde do Mundo do Guinness para a maior reprodução da Mona Lisa, no Paíes de Gales, Reino Unido, 28 de Outubro de 2009. Membros da comunidade local de Wrexham criaram a maior reprodução da obra mais conhecida de Leonardo da Vinci, com uma dimensão de 240 metros quadrados, equiavalente ao tamanho de 24 autocarros de dois andares.
Foto@EPA/Anita Maric
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Eleições em Moçambique
Eleições em Moçambique
Um funcionário eleitoral explica o procedimento para o eleitor como votar nas presidenciais em Moçambique.
O voto nas eleições é para um novo presidente, parlamento e assembléias regionais. O partido do governo, a Frelimo, que está no poder desde a independência em 1975, é amplamente esperado para vencer, ajudado por racha na oposição.
Foto@EPA/Antonio Silva
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Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança
Eleições
Moçambique entre Frelimo e a mudança
Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência.
A campanha foi considerada a mais pacífica desde que existem eleições multipartidárias neste Estado lusófono da África oriental e ficou marcada pelo aparecimento daquela que pode tornar-se a terceira força partidária do país, pondo em xeque o tradicional duopólio entre a Frelimo, o partido no poder, e a Renamo, principal força de oposição.
Só as acusações de fraude em pouco ou nada diferiram das surgidas em anteriores processos eleitorais, sendo as críticas dirigidas à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que, pela primeira vez, interditou oito partidos e duas coligações de se apresentarem a votos.
Um dos principais alvos foi o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o partido fundado pelo ex-dirigente e ex-autarca da Renamo, Daviz Simango (ver perfis). A nova formação que, na perspectiva de vários analistas, pode colocar ponto final na bipolarização resultante dos acordos de paz de Roma, em 1992, foi impedida de apresentar candidatos na maioria dos 13 círculos eleitorais para as legislativas, mas concorre nas duas principais cidades do país: Maputo e Beira.
O MDM é liderado pelo presidente da Câmara da Beira, Daviz Simango, um dos três candidatos às presidenciais que decorrem em simultâneo com as legislativas e as provinciais (ver gráfico). Simango concorre contra o actual Presidente, Armando Guebuza, da Frelimo, que é dado como vencedor, e contra o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se apresenta pela quarta vez consecutiva a este escrutínio. O resultado que obtiver pode ser determinante para o seu futuro político assim como os resultados do partido que dirige não deixarão de influenciar o seu rumo, após um período em que somou vários reveses (ver caixa).
Se a generalidade dos observadores, ainda que com algumas reservas, tem como adquirida a vitória do Presidente Guebuza e do seu partido, não deixa de salientar que a distribuição dos restantes sufrágios dará uma medida do desejo de mudança num país que permanece entre os mais pobres do mundo e com uma importante taxa de abstenção.
O apelo eleitoral do MDM deve encontrar eco nos centros urbanos, onde aliás pôde apresentar candidatos, com a Frelimo a recolher o apoio entre as populações rurais. Mas é entre estas que se têm verificado a maior subida da abstenção. Todos os comentários e reportagens das agências sublinhavam o importante grau de descontentamento das populações nestas áreas, que terão assistido a poucas ou nenhumas mudanças em 17 anos de paz.
As mesmas reportagens notavam que está em curso um vasto programa de criação ou reconstrução de infra-estruturas e que a economia moçambicana apresenta sinais de crescimento. Do lado negativo, tornavam claro que a corrupção grassa ainda a nível local e nacional. Ao mesmo tempo, a maioria dos indicadores reflecte uma situação negativa na maioria dos indicadores de desenvolvimento.
O imobilismo não deixou, por isso, de ser o tema mais abordado por Dhlakama, que garantiu não ter a Frelimo realizado "nada de nada" desde que chegou ao poder em 1975. Simango, por seu lado, criticou os outros candidatos por "voarem sobre os problemas do povo", alusão às deslocações em avião e helicóptero de Guebuza e do líder da Renamo, enquanto o dirigente do MDM se movimentou principalmente em caravana automóvel.
Abel Coelho de Morais
Diário de Notícias, 28 de Outubro de 2009
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Guiné-Bissau: Presidente Sanhá promove e empossa Zamora Induta
Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta
O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, conferiu ontem posse ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Zamora Induta, e ao seu adjunto, António Indjai, e, na mesma cerimónia, promoveu os dois ao posto de general. Induta, capitão-de-mar-e-guerra, foi promovido a tenente-general (três estrelas) e o vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, coronel António Indjai, foi promovido a major-general (duas estrelas).
No discurso proferido na presença de representantes do Corpo Diplomático e organismos internacionais sediados em Bissau, o Presidente guineense considerou a posse dos dois oficiais como um “acto de profundo significado na normalização institucional” do país.
“Mas antes de tudo queria formular um voto especial de saúde e longa vida (…) e muita força para os nossos generais que acabámos de empossar e de promover”, afirmou Malam Bacai Sanhá, numa clara alusão ao facto de Zamora Induta ir ocupar um posto onde já morreram, em funções, três chefes militares.
Para o Chefe do Estado guineense, Zamora Induta e António Indjai têm uma missão difícil. “A vossa missão não é nada fácil, porque é uma missão de continuar com o processo de construção de um Exército republicano, moderno, disciplinado, obediente e subordinado ao poder político”, defendeu Malam Bacai Sanhá.
O Presidente Malam Bacai Sanhá indicou ainda que a nova chefia das Forças Armadas terá de acabar com as divisões existentes entre os militares, com grupos e alas antagónicas próximos aos antigos chefes militares ou ligados ao poder político actual.
“Têm uma tarefa fundamental de unir as nossas Forças Armadas. Têm que acabar com a ideia de que existem militares do ‘Nino’ Vieira, militares da Junta Militar, militares de Carlos Gomes Júnior (Primeiro-Ministro) ou de Malam Bacai Sanhá”, sublinhou o chefe de Estado.
“Todos os militares são guineenses, com uma missão específica, que é a defesa da integridade do território, da soberania e de dar contributo para a consolidação da paz e da unidade nacional”, considerou o Presidente guineense.
O chefe das Forças Armadas, por seu lado, remeteu para hoje, após a cerimónia de posse dos chefes dos ramos militares, declarações sobre a sua promoção e a sua confirmação oficial no cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses.
Zamora Induta assumiu a liderança das Forças Armadas guineenses na sequência do assassínio num ataque à bomba, a 1 de Março, do então chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas do país, general Tagmé Na Waié.
Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias
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Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso
Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso
A crise que paralisa o Governo de Unidade Nacional (GUN) do Zimbabwe mantém-se, depois de uma reunião realizada segunda-feira entre o Presidente Robert Mugabe e o Primeiro-Ministro, Morgan Tvangirai, que terminou sem entendimento, revelou fonte oficial.
“A estagnação mantém-se”, disse Gordon Moyo, vice-ministro do governo de Tsvangirai, depois das três horas de reunião entre o Primeiro-Ministro e o Presidente.
“Amanhã (ontem) não iremos à reunião do governo”, acrescentou Moyo, depois de recordar que o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), o partido de Tsvangirai, mantém há mais de 10 dias um boicote às reuniões com membros da União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica (ZANU-PF), de Mugabe.
A continuação da crise pode pôr em perigo o GUN formado pela ZANU-PF e pelo MDC em Fevereiro passado graças a um Acordo Político Global, que, segundo Tsvangirai, Mugabe e o seu partido violam constantemente.
Moyo disse que, por ora, o MDC recorrerá à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que mediou a assinatura do Acordo Político Global e que é o seu garante, para que ajude a procurar uma saída do impasse em que estão actualmente as partes.
A tensão política e a crise no Governo do Zimbabwe eclodiu no passado dia 16, quando Tsvangirai anunciou que o seu partido cortava contactos com a ZANU-PF, de Mugabe, depois da detenção do tesoureiro da sua formação, Roy Bennett.
Tsvangirai acusou o partido de Mugabe de violar o Acordo Político Global ao designar unilateralmente alguns cargos que deveriam ser consensuais e negar-se a dar posse a outros elementos do MDC.
Também acusou a ZANU-PF de perseguir os membros do seu grupo com os aparelhos policial e judicial, que mantém sob controlo.
Mugabe assegurou estar a cumprir o Acordo Político Global e negou dar mais autoridade ao partido de Tsvangirai.
No sábado passado, a Polícia assaltou uma residência do MDC em Harare, onde se alojam altos dirigentes do partido e, segundo os porta-vozes do grupo, roubaram documentos e destruíram parte das instalações, com o argumento de que procuravam armas e explosivos, que entretanto não conseguiram localizar.
Esta semana, aguarda-se em Harare a visita dos ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) para reuniões com Mugabe, Tsvangirai e o vice-primeiro-ministro e líder da facção minoritária do MDC, Arthur Mutambara, para tentar encontrar uma saída para a crise.
Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias
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Moçambique: Três países reforçam apoio à Educação e Cultura
Três países reforçam apoio à Educação e Cultura
Três países, nomeadamente Japão, Brasil e Espanha, reforçaram ontem o seu cometimento e apoiar Moçambique na edificação de novas infra-estruturas escolares e colocar os recursos necessários para o sector da Educação e Cultura em alguns pontos do país, no quadro da cooperação existente entre as partes.
Para o efeito, o Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, assinou ontem, em separado, três documentos com os embaixadores daqueles estados, nomeadamente Susumu Segawa, do Japão, António de Sousa, do Brasil, e por fim com Eduardo Busquets, da Espanha.
Nos termos do acordo rubricado entre Aires Ali e Susumu Segawa, o Japão vai construir quatro escolas secundárias em Moçambique, sendo duas nos bairros de Nkobe e Khongolote, na província do Maputo, e outras tantas em Chissano e Manjacaze, em Gaza.
As obras irão custar cerca de 10 milhões de dólares norte-americanos, valor que será mobilizado para o nosso país a título de doação pela Agência Japonesa para a Cooperação Internacional (JICA).
Trata-se de um gesto que demonstra o grau de boas relações bilaterais existentes entre os dois países amigos, no caso concreto para suprir a falta de salas de aulas para o nível secundário geral.
Com o Brasil o Ministro da Educação e Cultura assinou um documento atinente a uma iniciativa e um programa executivo para a implantação do projecto da reabilitação do Centro Florestal de Machipanda (CEFLOMA). Os recursos serão facilitados pela Agência Brasileira de Cooperação, mas as acções de cooperação estarão a cargo das universidades Federal do Paraná e Eduardo Mondlane (UEM).
Este projecto está avaliado em dois milhões de dólares e será executado durante três anos. Espera-se com este acordo a reabilitar instalações, adquirir equipamento, montar viveiros de mudas florestais com capacidade para 100 mil mudas por ano e a instalação de uma serração para o melhoramento de madeira das plantações florestais.
O terceiro documento assinado entre Aires Ali e o embaixador da Espanha tem por objecto fazer andar uma iniciativa destina à formação e capacitação de alguns funcionários da Educação, bem como a promoção do património cultural da Ilha de Moçambique.
As actividades, que terão a duração de quatro anos, serão orientadas, do lado da Espanha, pela Agência Espanhola de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional.
A propósito destes acordos, Aires Ali manifestou a sua satisfação pelo reforço dos laços de cooperação com outros países no seu sector. Entende que a execução dentro dos planos de todas as actividades é um desafio que está ao alcance do Governo de Moçambique, uma vez que este está comprometido com o combate contra a pobreza educando os cidadãos.
Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias
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Maputo e Madrid cooperam na cultura e desenvolvimento
Maputo e Madrid cooperam na cultura e desenvolvimento
Os governos de Moçambique e Espanha, este através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, acordaram, ontem em Maputo, através de um memorando assinado pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, e pela coordenadora do organismo espanhol Eduardo López Busquets, cooperar no domínio de cultura e desenvolvimento.
A assinatura deste documento pretende estabelecer um diálogo prático entre as partes, que permita assentar as bases para uma estratégia consolidada de cultura e desenvolvimento e proporcionar um marco para essa cooperação, através de programas, projectos, subvenções de Estado através de iniciativas pontuais de promoção cultural.
A cooperação cultural é um reconhecido instrumento dos processos de luta contra a pobreza e da erradicação da exclusão social, através do estímulo das capacidades e o aumento das oportunidades.
Dado que o património cultural tem uma enorme importância para o desenvolvimento de África, em geral, e de Moçambique, em particular, com este memorando pretende-se reforçar e desenvolver a cooperação cultural em ambos os países; apoiar o desenvolvimento de estratégias, acções e iniciativas públicas que permitam pôr em marcha políticas culturais públicas e buscar vias de entendimento que contribuam para melhorar a estrutura organizativa, o funcionamento e a preparação técnica dos recursos humanos, públicos e privados, afectos à gestão cultural em Moçambique.
Espanha considera Moçambique como país prioritário para a sua cooperação, tal como refere o novo Plano-Director da Cooperação Espanhola 2009-2012. A assinatura deste acordo contribui, uma vez mais, para reforçar as relações bilaterais entre Espanha e Moçambique e para a evolução da Cooperação Espanhola no cumprimento dos compromissos de luta contra a pobreza e exclusão social, entendendo a cultura como elemento fundamental para a promoção do desenvolvimento humano e do reconhecimento da diversidade cultural como veículo para fomentar a convivência, a governação e a coesão social.
Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias
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Moçambique: Hoje é dia de eleições, vamos todos votar!
Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exortou ontem aos cerca de nove milhões e seiscentos mil eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro no sentido de afluírem em massa aos postos de votação para a escolha do Presidente da República e dos partidos políticos que terão assento na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. Numa exortação aos eleitores, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, instou os cidadãos no sentido de exercerem o seu direito de voto de forma consciente, pacífica e ordeira.
Segundo João Leopoldo da Costa, o dia de hoje deve ser considerado um dia de festa, um dia em que cada um com zelo, lisura e respeito para com os demais cumpre o seu papel.
Para o presidente da CNE, o país terá eleições livres e tranquilas se cada eleitor votar com independência e de forma ordeira, os delegados de candidatura fiscalizarem o processo à luz da lei e do respectivo código de conduta, os observadores cumprirem a sua missão, os membros das mesas de voto procederem de acordo com a directiva do sufrágio e a Polícia agir conforme a legislação.
Garantiu que os órgãos eleitorais estão preparados para cumprir na íntegra com as suas obrigações no âmbito deste processo, desenvolvendo todas as acções a ela inerentes de modo a satisfazer a expectativa do povo moçambicano.
Na sua exortação a-propósito das eleições de hoje, João Leopoldo da Costa instou de forma particular, os membros das mesas de assembleia de voto para que assumam uma postura exemplar e sirvam o povo com respeito, boa educação e nos termos da Lei Eleitoral.
Segundo ainda a mesma fonte, o direito de votar e de ser eleito é para o povo moçambicano e num Estado de Direito Democrático a expressão mais alta e nobre do gozo do direito de cidadania e constitui a pedra angular sobre a qual assenta a legitimidade dos titulares dos principais órgãos do poder político. Sendo por isso mesmo que hoje há um só caminho: irmos votar”.
Ainda a-propósito das eleições, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), através do respectivo director-geral, Felisberto Naife, garantiu em conferência de Imprensa que o processo de distribuição do material deve estar concluído até à abertura das mesas de voto, às sete horas, devendo a votação, prolongar-se até às dezoito, excepto naqueles casos em que ainda haja eleitores por exercer o seu direito.
Segundo Felisberto Naife, estão garantidas as condições para que o processo eleitoral tenha lugar em Moçambique e no estrangeiro, à excepção dos postos de Dedza, Salima e Sanje, no Malawi. O Governo malawiano não deu a necessária autorização. No estrangeiro está prevista a votação na Alemanha, Portugal, África do Sul, Malawi, Zimbabwe, Quénia, Tanzania, Zâmbia e Suazilândia.
Esta é a quarta vez que os moçambicanos escolhem, através de voto, o Presidente da República e os 250 deputados da Assembleia da República. Este ano a eleição tem a particularidade de se destinar também à escolha de perto de 800 membros das 10 assembleias provinciais que passam a existir a partir deste ano.
Para este sufrágio concorrem 19 organizações políticas, designadamente 17 partidos e duas coligações. Os partidos são Frelimo, Renamo, Partido da Liberdade e Desenvolvimento (PLD), Ecologistas, Partido da Liberdade e Solidariedade (PAZS), Movimento Patriótico para a Democracia (MPD), PARENA, Movimento Democrático de Moçambique (MDM), ALIMO, Partido Trabalhista, União dos Democratas Unidos (UDM), Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Partido os Verdes de Moçambique (PVM), PANAOC, União para a Mudança (UM) Partido de Reconciliação Democrática Social (PRDS) e Partido Popular de Desenvolvimento (PPD). As coligações concorrentes são a Aliança Democrática dos Antigos Combatentes (ADACD) e União Eleitoral (UE).
Para as presidenciais concorrem três candidatos: Armando Guebuza, da Frelimo; Afonso Dhlakama, da Renamo e Daviz Simango, do MDM.
Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias
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27 de outubro de 2009
Quiabos com camarão (Moçambique)
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Cesária Évora: "Não vou cantar para sempre" (Entrevista)
Cesária Évora: "Não vou cantar para sempre"
Cantora que se tornou a voz de Cabo Verde lançou, nesta segunda-feira, 26, o seu novo disco, 'Nha Sentimento', que vai interpretar no Coliseu dos Recreios de Lisboa em Maio de 2010.
Correio da Manhã - É conhecida como "rainha das mornas", mas no novo disco sobressaem as coladeras, mais festivas. Qual foi a intenção por detrás de ‘Nha Sentimento'?
Cesária Évora - Tem o mesmo estilo dos outros. A ideia de apostar mais nas coladeras foi do meu produtor [José da Silva], que queria algo mais animado, feito para dançar. Mas não me desvio da morna, ela também está lá.
- Nas mornas ‘Vento de Sueste' ou ‘Sentimento' há arranjos de cordas que remetem para a música egípcia. Que ligação é esta com os sons árabes?
- Há muito tempo que o meu produtor já pensava nisso, até que acabou por surgir a oportunidade de trabalhar com Fathy Salama [que dirige a Grande Orquestra do Cairo]. Faz sentido, até porque os instrumentos que eles tocam são muito parecidos com os nossos.
- Volta a celebrar Cabo Verde nestas novas canções. Que sentimento é este que dá título ao disco?
- Pretendi mostrar que este é o sentimento de Cesária Évora, o sentimento de qualquer cabo-verdiano. Tudo o que o cabo-verdiano vive e sente na pele, tento passar para o meu trabalho. Quanto à música, a do meu país de hoje é a mesma que se canta quando comecei: estamos muito ligados à tradição de mornas e coladeras. Só que hoje também já se vêem muitos jovens que fogem um pouco às suas raízes e vão para músicas modernas.
- É fã de Amália Rodrigues e o seu disco fala muito de destino. Até há uma canção chamada ‘Fatalidade'. O sentimento da morna é irmão do sentimento do fado?
- Acho que são irmãos ou pelo menos primos. Muitas vezes cantamos com as mesmas palavras, usamos o mesmo vocabulário. Vejo-os como muito próximos.
- Ao fim de quase 50 anos de carreira, como é que a Cesária de hoje olha para a jovem de 20 anos que cantava temas de amores desfeitos no Mindelo?
- Na juventude nunca tive a carreira brilhante que depois consegui no estrangeiro. Mas gostavam de mim e os portugueses estavam sempre a chamar-me para cantar. No porto de Mindelo passavam muitos barcos estrangeiros, nos anos 50 e 60, e sempre pensei se algum dia iria sair de Cabo Verde para cantar. Acabou por acontecer. Deus pôs um produtor aos meus pés [José da Silva], que encontrei aqui mesmo em Portugal, em 1987, e desde então trabalho com ele.
- No ano passado sofreu um problema de saúde [um acidente vascular cerebral, na Austrália] que a obrigou a abrandar de ritmo. Que lições retirou desse momento difícil?
- Diminuí o número de espectáculos, pois estava sempre cansada. Depois desse episódio cheguei a um acordo com o meu produtor para abrandar. Sinto-me menos cansada.
- Mas a gravação de ‘Nha Sentimento' foi exigente, dividida entre Cabo Verde e França.
- Sim, mas sempre para o mesmo produtor, que tem um estúdio nos dois países. A gravação começou em Cabo Verde e acabou em Paris, como nos outros discos. Depois de cada trabalho, cada um diz-me o que pensa. Agora espero a crítica do povo. Até agora foi positiva...
- Que digressão tem pensada para promover este disco?
- Venho ao Coliseu dos Recreios em Maio de 2010. Já em Novembro temos datas para Holanda, França, Suíça, Israel e Polónia com o novo repertório.
- Já passou pelas salas de espectáculo mais prestigiadas do Mundo, mas, além do seu Mindelo, onde é que se sente em casa?
- Em França, porque tudo comigo aconteceu lá. Recentemente recebi a Medalha da Legião de Honra das mãos de Jacques Chirac, o que me deixou cheia de emoção.
- Alguma coisa mudou na sua forma de encarar o palco ao fim destes anos todos?
- Não. Ao entrar num palco gosto de o fazer de pés descalços. Não é por uma questão de conforto, é um costume.
- Que lugar ocupa Portugal no que diz respeito à aceitação do seu trabalho?
- Não sei bem. No final dos anos 80 e anos 90 vinha mais vezes aqui, agora venho menos. Sinto que tenho menos fãs em Portugal.
- Vai cantar até ao fim?
- Vou cantar ainda mais algum tempo, não sei até que idade. Mas sei que não vou cantar para sempre... Um dia tenho que parar.
- A sua voz reflecte a sua maturidade...
- A prova dela está no disco que saiu agora: a voz que se ouve tem 68 anos.
- Tem alguma canção do disco preferida?
- ‘Verde Cabo di Nhas Odjos' (‘Verde Cabo dos Meus Olhos').
Fonte: Correio da Manhã
Expresso das Ilhas, 27 de Outubro de 2009
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Cabo Verde - Cultura
Portugal: Lince Ibérico
Lince Ibérico
O lince fêmea "Azahar" na jaula de transporte, momentos antes de seguir viagem para o Centro de reprodução do Lince Ibérico em Silves. O animal foi criado até hoje em cativeiro no Zoo de Jerez de La Frontera (Espanha), e é o primeiro de vários linces que vêm para Portugal, 26 de Outubro de 2009. No total serão 16 os animais que integrarão a população do centro de Silves como parte do Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal.
Foto@Lusa/Nuno Veiga
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23 de outubro de 2009
Mexicanos “beberão Venenos” de Mia Couto
Mexicanos “beberão Venenos” de Mia Couto
O livro “Venenos de Deus Remédios do Diabo”, do escritor Mia Couto, será publicado brevemente no México, pela editora Almadia. Trata-se da primeira vez que um autor moçambicano é publicado naquele país da América Latina.
Com esta publicação no México, a lista de edições de Mia Couto em países estrangeiros aumenta para vinte quatro.
“Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, que Mia Couto publicou o ano passado pela Ndjira, é, segundo o autor, uma história de encontros e desencontros “de alguém que pensa que vai encontrar alguém, e que não encontra, e que pensa que vai encontrar numa determinada terra, que lhe aparece na aparência, é uma outra coisa”.
A terra a que se refere Mia Couto é um pranto de cenários, imagens e representações sempre falsas, havendo por isso uma fabricação de mentiras, “pois” – sustentou o autor numa entrevista ao “Notícias” pouco depois de lançar o livro – “para existir esse lugar é preciso mentir sobre si próprio”. Há neste romance uma família que vem de fora e que tem que construir uma encenação para conseguir o tipo de relação com essa pessoa que vem de fora.
Antes do México Mia Couto já tinha sido editado, no contexto dos países de língua espanhola na América Latina, na Argentina e no Chile.
Na Espanha, ainda este mês, está a ser preparada a publicação de “O Outro Pé da Sereia”, que o escritor lançou em 2007.
“TERRA SONÂMBULA” DE NOVO PREMIADO
O filme “Terra Sonâmbula”, baseado no romance homónimo de Mia Couto e realizado pela portuguesa Teresa Prata, foi, de novo, premiado em festivais internacionais. Desta vez, a obra venceu dois prémios no 4° Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino em Curitiba, Brasil, ao receber os troféus referentes a Melhor Filme e do Melhor Guião.
No evento cinematográfico concorreram seis longas-metragens brasileiras e cinco provenientes de Moçambique, Itália, México, Bolívia e Argentina.
De acordo com a cineasta, o filme premiado já tem distribuidor no Brasil (Panda Filmes) e será exibido em breve nos cinemas do país.
O filme já se apresentou em mais de 20 festivais internacionais e recebeu o prémio FIPRESCI para o melhor filme da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Kerala, Índia), o prémio de melhor realizador (Festival Internacional de Cinema de Pune, Índia), prémio da Lusofonia do Famafest, prémio do festival SIGNIS (Milão), prémio do público e menção honrosa da Amnistia Internacional (Indie Lisboa) e prémio de melhor argumento (Bursa, Turquia).
Para além de Moçambique, onde foi rodado, e Portugal, terra da realizadora, “Terra Sonâmbula” passou por salas de cinema da África do Sul, Tanzania, Zimbabwe, Tunísia, Brasil, Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Polónia, Holanda, Noruega, Irão, e Austrália.
Em Janeiro deste ano o filme abriu a mostra Global Lens 2009, evento com uma dezena de filmes que ocorreu no Museu of Modern Art de Nova Iorque (MOMA), e seguiu depois para exibição em mais 35 cidades norte-americanas, distribuído pela The Global Film Iniciative.
No Reino Unido, o filme foi colocado no mercado, em versão DVD, sob o título “Sleepwalking Land” e a chancela da HB Films.
Maputo, Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2009:: Notícias
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Poetas e Escritores de Moçambique
Campanha em Maputo: MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes
Campanha em Maputo
MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes
Maputo (Canalmoz) – No prosseguimento da campanha eleitoral, isso quando estamos na sua derradeira fase, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido liderado por Daviz Simango, escalou esta quinta-feira o populoso bairro da Malhangalene, onde na sua habitual estratégia de contacto interpessoal e campanha porta-a-porta, prometeu pôr fim as “mordomias desnecessárias” dos dirigentes, e servir afincadamente o povo.
Para os membros e simpatizantes daquela formação política, todos os moçambicanos, quer os moradores da zona urbana, assim como dos subúrbios merecem tratamento igual, pois todos pagam impostos “o que pressupõe que o dinheiro dos impostos deve reverter-se na criação de melhores condições de vida para os contribuintes, e não para sustentar mordomias dos dirigentes”.
Segundo o delegado daquela formação política, a nível da cidade de Maputo, Agostinho Macuácua, caso Daviz Simango e MDM vençam as eleições de 28 de Outubro próximo, a pobreza absoluta, a corrupção e outros males que assolam a população moçambicana serão combatidos com acções e o povo vai testemunhar. “O povo está cansado de sofrer. Todos dias fala-se do combate a pobreza absoluta, mas, na verdade, há cada vez mais moçambicanos que estão desprovidos de quaisquer meios para sobreviver” disse aquele delegado político.
Macuácua acrescentou que “actualmente nos bairros suburbanos não existem locais de diversão, daí que a juventude fica entregue a diversos vícios. O povo do subúrbio, também merece ter parques e outras infra-estruturas. Somente o MDM e Daviz Simango podem garantir assistência condigna sem selecção”
Em contacto com os moradores daquele bairro, os membros do MDM prometeram igualmente, reformas profundas no sistema da saúde, alargamento da rede escolar, e explicaram que caso aquele partido vença, haverá mudanças de fundo na estrutura urbana daquele bairro, cujo sistema de drenagem está carecendo de profundas reformas. Partindo destes pressupostos, os membros do «Galo» pediram aos moradores daquele bairro a votar em Daviz Simango e no seu partido, de modo que esses e outros problemas sejam resolvidos.
Refira-se que no dia anterior, o partido do «Galo» escalou o bairro de Chamanculo e Hulene. Nos contactos interpessoais prometeu à juventude um futuro diferente. Disseram que “a juventude não pode estar votada ao esquecimento num país onde esta corresponde ao grosso da população”. Já no mercado para além do contacto com os vendedores ordenados, o MDM pediu voto aos vendedores que desenvolvem suas actividades nas bermas da estrada, com a promessa de os arranjar um local condigno.
(Matias Guente)
2009-10-23
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