9 de novembro de 2009

Berlim: Um muro em dominó

Um muro em dominó Há 20 anos caiu, pedra a pedra, o Muro de Berlim, classificado como «da vergonha» pelo Ocidente e como «muralha de protecção contra o antifascismo» pelo leste. Hoje recorda-se esse dia com o derrubar de peças de dominó, que simbolizam o muro que começou a ser construído no dia 13 de Agosto de 1961 e caiu a 9 de Novembro de 1989. Foto@EPA/RAINER JENSEN

6 de novembro de 2009

Raio X considerada a maior invenção de sempre


Raio X considerada a maior invenção de sempre Uma votação realizada pelo Museu de Ciência de Londres elegeu a máquina de raio X como a melhor invenção de todos os tempos. As invenções na área da medicina foram as que receberam mais votos, ocupando os três primeiros lugares. O Museu da Ciência britânico levou a cabo uma votação onde pretendia eleger a melhor invenção de sempre. E a grande vencedora foi a máquina de Raio-X... Este equipamento foi criado em 1895, por Wilhelm Conrad Röntgen e possibilitou pela primeira vez a visualização do interior do corpo humano sem que fosse preciso abri-lo. A máquina de Raio-X recebeu dez mil dos 50 mil votos que o museu recebeu nesta eleição que tinha como objectivo perceber qual a invenção que mais o impacto teve ao longo dos tempos. Uma das curiosidades desta votação diz respeito aos três primeiros classificados, que pertencem todos ao universo da Medicina: em segundo lugar ficou a penicilina, enquanto na terceira posição surge a descoberta da estrutura do ADN. Nos lugares seguintes aparecem a nave espacial Apollo 10 e o Foguete V2. A sexta posição é ocupada pela Locomotiva a vapor Rocket, seguindo-se o computador, a máquina a vapor, o carro da marca Ford, e por fim, o telégrafo. Esta eleição foi realizada no âmbito do centenário do Museu de Ciências de Londres, um local onde todos os objectos votados estão expostos. Fonte: TVnet 05 de Novembro de 2009

Tutankhamon: O rosto do Antigo Egipto

Tutankhamon: o rosto do Antigo Egipto A 4 de Novembro de 1922, um dos homens da equipa liderada pelo arqueólogo britânico Howard Carter, que na altura estavam no vale dos Reis, Egipto, descobriu os primeiros degraus de acesso ao túmulo do faraó Tutankhamon. Carter era já um arqueólogo experiente, cujos métodos inovadores lhe tinham permitido outras descobertas importantes. Mas foi com a descoberta deste tesouro da antiguidade - o primeiro túmulo intacto de um faraó - que ficou para a história. Os tesouros deste faraó, de quem pouco se sabia, receberam grande atenção mediática. Ao fim de quase um século, a máscara de Tutankhamon continua a ser o rosto do Antigo Egipto. Foram precisos vinte dias de escavações para que a equipa de Carter chegasse à porta do túmulo. À luz de uma vela, o arqueólogo pôde ver desde logo os objectos de ouro e marfim, nos seus lugares, intocados desde havia cerca de 3000 anos. Em Fevereiro de 1923, Carter abriu uma outra porta, selada, que levava à câmara funerária. Ali estava o sarcófago do rei - em ouro decorado, contendo a múmia de Tuntankhamon. Os objectos retirados do túmulo têm percorrido o mundo em várias exposições, e atraem sempre multidões. Em 2005, o jovem rei voltou a estar no centro das atenções quando a revista "National Geographic" publicou, na capa, uma imagem que procurava reconstituir a aparência provável do rosto de Tutankhamon a partir de imagens computorizadas. Em 2007, a múmia esteve em exposição no seu túmulo, em Luxor. Tutankhamon foi faraó dos 9 anos até aos 19, data em que morreu. Em 2005, uma tomografia computorizada à múmia permitiu identificar uma lesão na base do crânio. Este facto lançou a suspeita, não provada, de que o jovem rei possa ter sido assassinado. Uma questão sobre a qual os especialistas não estão de acordo. 04 de Novembro de 2009

O ocaso da Lua sobre os Alpes suíços

Postal suíço O ocaso da Lua sobre os Alpes suíços cobertos de neve, no vale do Reno. Foto@EPA/Arno Balzarini

Afeganistão: Mulheres como nós

Mulheres como nós Duas mulheres assistem a um seminário sobre violência doméstica em Herat, na região oeste do Afeganistão. Vigilantes independentes dos direitos humanos e organizações da sociedade civil avisaram que a violência sobre as mulheres atingiu um nível alarmante no país e que devem redobrar-se esforços para a reduzir. Os casamentos forçados e a falta de educação contribuem para um recente aumento de suicídios nas afegãs. Foto@EPA/Jalil Rezayee

Suiça: À volta do mundo a energia solar

À volta do mundo a energia solar O protótipo do avião movido a energia solar "Solarimpulse", inspeccionado no aeroporto de Duebendorf, na Suíça. Bertrand Piccard, o aventureiro suíço, tenciona voar à volta do mundo para evidenciar o potencial das energias alternativas. O protótipo, HB-SIA, tem a envergadura de asas de um jumbo mas pesa mais ou menos o mesmo que um automóvel de família. Foto@EPA/Steffen Schmidt

Charles Joseph Messier (1730-1817)



Charles Joseph Messier (1730-1817) Muitos amadores de astronomia, depois da primeira iniciação, dedicam-se às observações do céu profundo, contemplando belos enxames de estrelas, abertos e globulares, as magníficas nebulosas e as galáxias. Muitos desses objectos têm um nome comum, mas é mais usual utilizar para muitos deles a letra "M" seguida de um número. Por exemplo M 11, M 31, M 45, M 57, etc. De onde vem a letra M? O que significa M22? Charles Messier (1730-1817) foi um observador notável que se dedicou sobretudo à descoberta de cometas. Fazia as suas observações do alto da Torre do Hotel de Cluny, em Paris. Muitas vezes confundiu-se pensando que alguns objectos difusos, vistos através dos seus telescópios, eram cometas, quando na verdade eram nebulosas, enxames de estrelas e até galáxias. Para não se enganar mais e afastar futuras confusões, Messier decidiu catalogar os objectos que não sendo garantidamente cometas se podiam confundir com eles. Ironicamente, os objectos catalogados ganharam fama por si próprios. O "M" é pois uma abreviatura de Messier, seguida do número de catálogo. Para além da evidência imediata das constelações, estende-se o reino dos objectos do céu profundo, que maravilham os observadores do mundo inteiro. Exige-se um céu escuro para os poder observar em todo o seu esplendor, mas muitos deles são visíveis com binóculos e alguns vêem-se a olho nu. 05 de Novembro de 2009

Moçambique: Restaurante "Zambi" na cidade de Maputo

Restaurante Zambi em Maputo Localizado num espaço que foi durante anos uma discoteca, o restaurante Zambi herdou-lhe o nome e a magnífica vista para a Catembe. Aberto há pouco mais de dois anos, sob a direcção de Jorge, um conhecido hoteleiro de sucesso é Maputo, é dos espaços mais in na cidade. Pode tomar-se uma refeição mas também pode-se só petiscar e tomar um copo com a marginal por fundo. À entrada, do lado esquerdo, destaca-se um painel em revelo da autoria do arquitecto Pancho Guedes, aliás elemento que, inteligentemente, serviu de logótipo do restaurante. No menu, destacam-se nas entradas os carpaccio de peixe e de polvo, o camarão à Laurentina e o Ravioli de Marisco. Nas carnes, o peito de pato grelhado, o filete de avestruz e o filete de vaca. No peixe, o fresco escalado e nas sobremesas o Petit Gateaux – bolo de chocolate mal cozido com sorvete de natas – e o Pão-de-Ló de Alfeizerão. Relação qualidade/preço muito correcta Lotação: 700 lugares (duas salas interiores e esplanada) Horário:
Todos os dias das 09,00h às 23,00hMorada
Av. 10 de Novembro, nº 8 – Maputo
Telefone: 258 843392624 Cristóvão Araújo

Angola: Restaurante "Trinta Espinhas" em Luanda

Restaurante Trinca Espinhas em Luanda Se pretende comer sossegado num lugar onde possa conversar num ambiente ameno aconselhamos o restaurante “Trinca Espinhas”. Ao entrar encontra-se uma esplanada onde pode desfrutar (no fim da tarde) de um pôr-do-sol único pois o sol bate nos candeeiros que acabam por iluminar o lugar. Dentro do recinto a sala é pequena mas muito aconchegante. João e Anabela são os donos da casa e prezam não sópela boa comida como também pelo bom funcionamento e simpatia no atendimento para conquistar os seus clientes. Tábua de enchidos, carpaccio marinho (garoupa), a lagosta á Trinca espinhas com ananás e molho tártaro, fazem parte da entrada. Passando aos pratos principais, especialidades da casa são a massada de marisco e o arroz de cherne, ambos para duas pessoas. Outros pratos á escolha fazem parte da ementa. A comida é tipicamente portuguesa de segunda a sexta-feira e aos sábados pratos angolanos como o mufete e o funge de calulu. Faça a sua reserva. Contactos: Telefone: 923 448 418 - João Mendes (gerente) Endereço: Rua D. António Saldanha, nº73/75/Ingombotas/ Luanda – Angola Horários:
Das 12:00 às 15:00hs; 19:00 às 00:00 ou até o último cliente – restaurante Das 10:00 às 00:00hs – Esplanada

Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava

Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava Detentora de gente simples e simpática, onde a cada passo e a cada instante esbarramos com “estórias”. “Estórias” essas do tempo colonial e do tempo de Chiquinho, onde crianças, em noites enluaradas, brincavam “tchitchela tchitche”, enquanto os adultos, na soleira da porta, prezavam a noite fresca, pondo a prosa em dia. Pelos becos e pelas ruas estreitas nas manhãs mágicas, de belo raiar do sol, deparamo-nos com gente da terra que saí em busca do pão quente para acompanhar aquele cafezinho feito à lenha e uma boa cachupa guisada com ovos. No mercado municipal ouve-se o zunzum dos vendedores e os passos aflitos de quem vai à procura de produtos frescos. Pela tardinha, não é de estranhar a concentração de pessoas no Terreiro, Vila da Ribeira Brava, a contemplar a paisagem primorosa, preenchida pela belíssima Igreja Matriz, que aos domingos reúne devotos de todas as áreas circundantes, e pelo Seminário Liceu que, em tempos longínquos, brotou grandes intelectuais da literatura Cabo-Verdiana. Com o cair do sol, deslumbramo-nos com um majestoso monte castigado pela seca, mas que ampara uma vila inteira. Desfrutamos ainda de um belo passeio pela praça, o ponto de encontro de muita gente. O ponto onde todos conhecem todos e onde se é guarnecido por um viçoso jardim. Assim sendo, para quem anseia visitar Ribeira Brava, em São Nicolau, irá descobrir uma história e uma herança cultural fortes, deslumbrante e memorável, um ambiente cultural rico e uma excelente gastronomia terra-a-terra, complementada pela simpatia e humildade do sãonicolauense. por Sandra Lima

Uma viagem pelas ilhas Cabo Verde: Os contrastes e a harmonia da natureza

Uma viagem pelas ilhas Cabo Verde: Os contrastes e a harmonia da natureza As referências turísticas de Cabo Verde são sempre conotadas às praias. Eleva-se-lhes ao estatuto de ex-libris do país da morna, do funaná e da coladeira, com muita razão…mas outros cenários magníficos que poderíamos vivenciar e degustar na terra da Morabeza passam-se-nos, em grande parte das vezes, ao lado. Cabo Verde é um pequeno país, mas uma grande potência em multiplicidade de experiências. Essas podem ir dos montes às montanhas, dos vales às praias de areia branca, banhadas pelas águas cristalinas do Atlântico, do verde dos campos ao castanho das planícies. Entretanto, a experiência mais gratificante será a da sua maior riqueza: a sua gente. Gente simples que, apesar das agruras da vida, muito condicionadas pela dureza da natureza dos “dez torrãozinhos di terra”, se mantém firme na busca de um amanhã melhor. Muito se poderia falar de cada uma das ilhas, mas fica aqui um olhar superficial daquilo que se poderá percepcionar numa viagem pelas ilhas. De Norte a Sul, de Barlavento a Sotavento, a nossa viagem começa por Santo Antão, a “ilha das montanhas”, dos vales verdes e do típico grogue da cana-de-açúcar, mas também ilha do contraste entre o verde e o castanho. Ideal para o turismo de montanha e o eco-turismo. Seguidamente, partimos em direcção a São Vicente. A viagem de barco dura mais ou menos meia hora. Chegamos à ilha do “Porto Grande”, do carnaval de Cabo Verde, encantamo-nos com a beleza das suas crioulas, a partir da praia da Lajinha ou do festival da Baía das Gatas, e maravilhámo-nos com a noite mindelense ouvindo e dançando uma boa coladeira. De São Vicente vamos à terra de “Chiquinho”, por outras palavras, São Nicolau. Andamos pelas antigas ruas da vila da Ribeira Brava, que nos lembram algures em Lisboa. Seguimos para a vila do Tarrafal, passando pelo verde vale de Fajã (verde e lindo quando chove). No calor do Tarrafal aconselhamos a areia preta do “Barril” para fins terapêuticos e um banho na praia de “Tedja”. Continuamos para a Ribeira Prata ao encontro da “Rotcha Scribida”, dos banhos nos tanques das frescas águas das montanhas para, mais à frente, relaxarmos na zona da Fragata, comendo uma doce e fresca manga. A viagem continua. Saltamos para o Sal, a “salgadura que tem doçura”, dizem os poetas. Andamos pela vila de Espargos conhecendo os seus cantos e recantos, indecisos se nos dirigimos para Sul (Santa Maria), Este (Pedra de Lume) ou Oeste (Palmeira). Bem, começamos pelo último para nos deliciarmos com uma lapa, um búzio, um caranguejo ou…um polvo na grelha. Aproveitamos para dar um pulo na Buracona e nos refrescarmos na sua piscina natural. Cruzamos a ilha, passando pela Terra Boa, e chegamos ao vulcão de Pedra de Lume. Apreciamos essa maravilha da natureza e as suas salinas para, seguidamente, assistirmos ao pôr-do-sol no pontão de Santa Maria, enquanto uns e outros se divertem nas suas pranchas de bodyboard e windsurf. É aí que nos surge uma boleia de catamaran até à “ilha das dunas”, Boa Vista - terra onde se diz ter nascido a morna. Com o calor que se faz e já na vila de Sal Rei, optamos por caminhar até uma praia próxima, a de Chave. Divertimo-nos nas suas dunas de areia branca e, ali perto, demos uma volta até ao Rabil, ali ensinaram-nos os truques e segredos do famoso queijo de cabra tradicional. Há ainda tempo para uma rápida viagem ao interior rústico da ilha e à maior praia de Cabo Verde, Santa Mónica. A ilha do Maio, também conhecida como a “ilha do Porto Inglês”, está-nos muito próxima. É uma das com forte potencial turístico de sol, praia e mar, à semelhança do Sal e Boa Vista. Repleta de vestígios históricos que testemunham a passagem dos ingleses, americanos e portugueses pela ilha. Mas é ainda uma das menos tocadas pelo desenvolvimento, o que dificulta a vida das vilas e povoações de uma ponta à outra, da vila do Maio a Pilão Cão, até ao Cascabulho. Mas este facto atribui-lhe um charme terra-a-terra. A cerca de 23 kms do Maio dista a ilha de Santiago. A maior ilha do país é sede da capital do arquipélago, a cidade da Praia. Santiago é, igualmente, berço da nação cabo-verdiana, nascida na, hoje, conhecida Cidade Velha. Terra do batuque e do funaná com um importante interior agrícola para o país. Viajar pela ilha é viajar por parte importante da história e da cultura do arquipélago da Morabeza. Mas esta longa viagem, em traços muito gerais, só acaba depois de passarmos pelo Fogo e pela Brava. A ilha do Fogo distingue-se pelo seu imponente vulcão, Pico de Fogo. A última erupção aconteceu em 1995, numa ilha também muito dedicada à agricultura e onde se produz um famoso vinho tinto. Dos Mosteiros a São Filipe, numa passagem a Chã das Caldeiras e uma caminhada ao topo do vulcão, fica-se por dentro da majestosa obra da natureza, numa ilha com muitas influências norte-americanas, devido aos seus muitos filhos emigrados. Chegamos a “Dja Braba” ou, ilha Brava. Pequena, com um micro-clima peculiar, fresco e propício para um elemento que a caracteriza e distingue – flores. Sim, Brava é conhecida como a “ilha das flores”. Da sua vila-capital, Nova Sintra, um tanto ou quanto rústico, com evidentes traços arquitectónicos da era colonial, situado num planalto a 450 metros do nível do mar, vislumbra-se uma da mais belas vistas que a natureza nos proporciona no arquipélago, o vulcão do Fogo. Termina a nossa viagem pelo arquipélago da Morabeza, onde os contrastes se combinam em perfeita harmonia com a natureza. Texto: Jefferson S. Gomes

30 de outubro de 2009

Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude

Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude Líder da RENAMO e candidato presidencial nas eleições de quarta-feira em Moçambique diz que o partido não vai "tolerar brincadeiras" e avança que, se for necessário, vai tomar o poder "à força". Depois de ter votado em Maputo, na quarta-feira passada, nas eleições gerais (presidenciais e legislativas) e provinciais, Afonso Dhlakama regressou na noite passada a Nampula, cidade do norte de Moçambique e à qual chama "capital política". À chegada, Afonso Dhlakama agendou encontros com membros dos órgãos centrais e provinciais do partido para se informar de questões ligadas às eleições e a alegadas irregularidades que ocorreram em cada um dos círculos eleitorais, com destaque para a província de Nampula. Dhlakama alega que em Nampula, maior círculo eleitoral do país, o processo de votação não abrangeu os membros da RENAMO, sobretudo nas cidades de Angoche, Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, por alegadamente não constarem dos cadernos eleitorais. O líder da RENAMO propõe que, no caso específico da Ilha de Moçambique, se realize uma segunda volta das eleições, sustentando que nenhum eleitor (da RENAMO) votou naquela cidade, o que significa que "as coisas não andaram bem". "Este ano não vamos tolerar brincadeiras", disse Afonso Dhlakama, afirmando que se houver fraude eleitoral, que indicia falta de democracia, o partido vai "tomar o poder à força". Questionado pelos jornalistas sobre se quer mesmo tomar o poder à força, o líder da RENAMO disse que não afasta essa possibilidade caso se prove que as eleições presidenciais, legislativas e das Assembleias provinciais foram fraudulentas. A RENAMO acusa alguns órgãos de informação do sector público de estarem a fabricar resultados parciais, os quais apontam para uma larga vantagem a favor do partido FRELIMO (no poder) e o seu candidato, Armando Emílio Guebuza, que concorre à própria sucessão. Afonso Dhlakama diz que se os resultados forem, de facto, transparentes, não terá qualquer relutância em aceitar uma eventual derrota. SAPO com JN, 30 de Outubro de 2009

E-mail faz 40 anos: Nasceu a 29 de Outubro de 1969

E-mail faz 40 anos O e-mail nasceu há 40 anos. Hoje são enviadas milhares de milhões de mensagens diariamente e o correio electrónico faz parte integrante da vida das empresas. Estas não podem viver sem e-mail, mas também têm de lidar com o reverso da medalha: o malware. E terá vindo para ficar? Quarta-feira. Abro o meu e-mail. Ainda não é meio-dia. Na caixa de entrada estão várias newsletters, alguns comunicados de imprensa, mensagens de amigos, actualizações das redes sociais e... na pasta do spam... igual número de mensagens não solicitadas. Tenho sorte. A média mundial do spam ronda os 70% a 80%. Apesar de os sistemas de detecção de spam estarem cada vez mais desenvolvidos, não deixa de incomodar. É o reverso da medalha de uma ferramenta que muito contribuiu para alterar a forma como trabalhamos e nos relacionamos com os amigos, que acelerou a comunicação e os fluxos de trabalho nas empresas. E o e-mail foi só o princípio. Actualmente a Web 2.0 (conceito criado em 2004 pela O'Reilly Media), que tem subjacente o conceito de Web como plataforma e onde nasceram redes sociais como o Facebook ou o Hi5, já é uma realidade. E vem aí a Web 3.0, um conceito que os teóricos ainda discutem, mas que tem deverá traduzir-se na criação de serviços e conteúdos de alta qualidade e que utilizam a Web 2.0 como plataforma. Nasceu a 29 de Outubro de 1969. A primeira mensagem dizia apenas "LO.". O investigador Leonard Kleinrock queria escrever LOGIN, mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão. Hoje, 40 anos depois, o e-mail é utilizado actualmente por 70% dos internautas, avançou Gustavo Cardoso, investigador do ISCTE. E mesmo com a concorrência das redes sociais, os especialistas consideram que esta é uma ferramenta que veio para ficar. Em Portugal a massificação do e-mail começou em Janeiro de 1995, explicou Libório Silva, autor do livro "E-mail", à Lusa, quando a Telepac abriu o acesso da Internet a particulares através da world wide Web. Portugal seguiu o resto do mundo. Não houve nem antecipação nem atraso na adopção do e-mail, explicou Vítor Magalhães, que na década de'90 do século passado fazia parte do Grupo Português de Utilizadores de Unix (PUUG). Em resposta a questões colocadas pelo OJE, Renato Pires Lopes, McAfee Channel Manager Portugal, não tem dúvidas sobre a sobrevivência do e-mail: "provavelmente abraçará novos formatos, com a inclusão de conteúdos multimédia e mais interactividade". Nas empresas o e-mail já é "o meio de comunicação por excelência". Por resolver estão as questões de segurança e de validade legal e de credibilidade dos conteúdos e das partes envolvidas na comunicação, refere Renato Pires Lopes. Rui Lopes, director Técnico da Panda em Portugal, sublinha que o e-mail "é possivelmente uma das invenções que mais benefícios trouxe em termos de produtividade e rapidez de comunicação, economia e produtividade". É também "um meio de propagação de ameaças que podem chegar instantaneamente a milhares de indivíduos e de ser distribuído em questão de segundos", mas dificilmente deixará de ser utilizados como ferramenta de trabalho, de informação e lazer. As redes sociais e o Internet Messaging De facto quem trabalha no sector acredita na coexistência das diferentes formas de comunicação: Internet, e-mail, Messenger, Redes Sociais, VoIP ou o "recém-nascido" Twitter. Em gestação está o Google Wave. Existem muitos e diferentes modelos de comunicação e de colaboração disponíveis na Internet e "os utilizadores tendem a não substituir os formatos de comunicação existentes, mas sim a complementá-los. Os blogs não substituíram as páginas de Internet, tal como as mensagens instantâneas não substituem o e-mail", explica Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave. Opinião semelhante tem Rui Lopes: "as redes sociais podem ser consideradas como a evolução natural da utilização de mensagens instantâneas, que a par do e-mail se tornaram os meios de comunicação mais rápidos e eficazes, e preferidos pela maioria dos utilizadores. Todos têm vantagens e inconvenientes, acabando por se complementar entre si numa utilização comum das possibilidades da Internet, não se substituindo". Renato Pires Lopes, da McAfee, refere a utilização de novas tecnologias assentes na Internet apenas nos oferecem mais possibilidades e maior rapidez na forma de fazer circular a informação", mas as formas de comunicação anteriores, desde o post-it à assinatura de documentos importantes ou os relacionamentos interpessoais vão manter-se". E o que vem aí? Está em fase de testes o Google Wave (apenas por convite, completamente esgotados neste momento), uma ferramenta de produtividade colaborativa, onde um grupo de pessoas, num âmbito particular ou profissional, pode conversar e trocar documentos fotografias, vídeos, mapas e muito mais. Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave, explica "temos estado focados no desenvolvimento de uma nova tecnologia e de novas funcionalidades que tornarão a comunicação e a colaboração mais fácil e consistente". Os utilizadores podem utilizar a plataforma de uma forma simples, apenas para conversar, por exemplo, ou mais complexa, implicando partilha de documentos com vídeo, mapas, exportação da onda para páginas externas, etc. Spam, vírus, hoaxes e outras ameaças O efeito secundário negativo mais visível a qualquer utilizador de correio electrónico são as mensagens não solicitadas (spam) e outras ameaças como os complicados trojans, os traiçoeiros hoaxes, o perigoso o phishing, os vírus entre outros. Através do e-mail chegam-nos diariamente programas nocivos, conteúdos inadequados e informações não desejadas. Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), considera que o spam tem de "inevitavelmente ser disciplinado". Os fabricantes de soluções de segurança, estudam constantemente o fenómeno e mais ponto, menos ponto, referem que mais de 80% das mensagens a circular são mensagens não solicitadas. O spam tornou-se assim uma dor de cabeça para as empresas actuais. Cada colaborador perde dois dias de trabalho anual na gestão da sua caixa de correio electrónico, explica Rui Lopes. O spam ocupa também largura de banda que força as empresas a realizar investimentos adicionais para aumentar a capacidade de processar informação, acrescenta. A título de exemplo, e de acordo com um estudo da Panda, os sectores mais afectados pelo spam são o automóvel e eléctrico, seguido pela Administração Pública. O spam e o malware distribuído nestas organizações é de 99,89%, 99,78% e 99,60%. Apenas uma percentagem residual de mensagens é legítima. A maioria do spam, refere o mesmo estudo está relacionado com produtos farmacêuticos (mais de 68%) e réplicas de produtos (18%). Rui Lopes apresenta um exemplo. Imagine-se uma empresa com 200 estações de trabalho e uma média diária de 150 euros/colaborador. Sem uma ferramenta de protecção anti-spam gastam-se dois dias de trabalho por colaborador, por ano, a gerir o correio indesejado. O que se traduz em 400 dias de trabalho/ano ou 60 mil euros. Em termos de largura de banda, se se subtrair 30% da soma total paga (calculada em 4800 euros/ano), tal resulta em perdas de 1150 euros. São 71.150 euros perdidos. Renato Pires Lopes sublinha que é difícil quantificar o impacto das mensagens não desejadas nas empresas, mas estes problemas prendem-se sobretudo com questões de produtividade, devido ao desvio da atenção dos colaboradores com este tipo de conteúdos. A filtragem dos conteúdos é essencial. O impacto ambiental do Spam Um estudo recente da McAfee revela que o spam não é apenas um incómodo, mas também prejudicial ao meio ambiente, já que contribui de forma substancial para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Os especialistas em spam calculam que a energia anual gasta globalmente para transmitir, processar e filtrar mensagens de spam é equivalente à electricidade utilizada em 2,4 milhões de lares e possui o mesmo valor de emissões de gases de estufa que 3,1 milhões de automóveis que utilizem 7,5 mil milhões de litros de gasolina. Um olhar sobre a produtividade no futuro O e-mail é hoje uma forma de comunicação insubstituível nas empresas, "uma revolução que só encontra paralelo na chegada do telefone, durante o início do século XX", como diz o sociólogo Gustavo Cardoso, professor do ISCTE. A maturidade desta forma de comunicação, porém, é mais notória nas portas que abriu a outras ferramentas, tais como o instant messaging e as redes sociais. "A importância fundamental do e-mail reside precisamente na forma como introduziu outras formas de comunicação nas empresas", explica Gustavo Cardoso, exemplificando com o instant messaging "como forma de organização e coordenação de equipas". Este sociólogo estabelece um paralelo com a chegada do telefone e sublinha que "foi necessário esperar quase um século para que tivéssemos assistido ao surgimento de outro instrumento de estruturação da comunicação das empresas" . A massificação dos e-mails tem muito menos de 40 anos. Surgiu no final do século passado, num processo que esteve intimamente ligado à disseminação da própria Internet. O crescimento tecnológico foi exponencial e, hoje, o e-mail é apenas uma das formas de comunicar digitalmente. As empresas trabalham hoje em dois eixos essenciais: "o telefone móvel e a Internet", diz Gustavo Cardoso. Dentro dos serviços assentes na world wide web, ganham relevo o VoIP (Voice over IP), instant messaging e o próprio e-mail. O e-mail está hoje "reservado para envios mais formais, ou mais estruturados, com necessidades processuais, nomeadamente de identificação de origem e de destino e de arquivamento", explica o sociólogo contactado pelo OJE. E, claro, existem ainda as cartas convencionais: a elas caberá, porventura, o lugar mais elevado da "hierarquia" da formalidade e importância. SAPO AO/OJE 29 de Outubro de 2009

29 de outubro de 2009

Cantora moçambicana Lizha James lança novo disco

Lizha James lança novo disco A cantora moçambicana Lizha James vai lançar este fim-de-semana o seu mais recente disco, em dois espectáculos a terem lugar sexta-feira e sábado no Coconuts, uma reputada discoteca da capital do país. Para este espectáculo, Lizha James terá como convidados vários músicos nacionais e estrangeiros, como são Stewart Sukuma, Neyma e o músico sul africano Hugh Massekela. Ainda na onda R&B e Pandza, Lizha James desta vez promete arrancar dos os corações, lágrimas dos seus fãs, com as dedicações que traz para as mulheres no novo disco que começou a ser vendido no dia 02 de Outubro. Alfredo Lituri Sapo MZ, 29 de Outubro de 2009

Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas, "Androgínia"

Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas "Androgínia" Vai apresentar-se ao público hoje, quinta-feira, o mais novo grupo de teatro do Mindelo: o Grupo de Teatro do Centro Cultural do Mindelo, que se forma a partir do XIII Curso de Iniciação Teatral do Centro Cultural Português - Instituto Camões, que desta forma dá origem a mais um rebento teatral com o seu trabalho de formação de base.
Sapo CV, 29 de Outubro de 2009

Malásia: Mergulhos arriscados

Mergulhos arriscados O base jumper francês Romain Freidli, salta da Torrre Kuala Lumpur, a 388 metros de altitude. A cidade de Kuala Lumpur, na Malásia, acolhe "saltadores" de todo o mundo que tentam bater um novo recorde de saltos do cimo de alguns edifícios da cidade que desafiam os céus. Os base jumpers tiveram direito a 24 horas seguidas de pura adrenalina na Torre de Kuala Lumpur, a quinta torre de telecomunicações mais alta do mundo. Foto@EPA/Ahmad Yusni

Jovem cabo-verdiano concorre a Mayor nos EUA

Hipólito Fontes um candidato para a mudança JOVEM CABO-VERDIANO CONCORRE A MAYOR NOS EUA Rhode Island, 29 Outubro – É mais um cabo-verdiano a desafiar eleições na diáspora. Depois da histórica sentença final pronunciada por um Juiz Federal nos USA sobre a candidatura ao posto de Mayor ou Presidente da Câmara da cidade de Central Falls em Rhode Island USA, Hipólito Fontes Jr. já tem o caminho aberto para fazer concorrência ao actual Mayor e candidato Charles D. Moreau que está procurando o quarto termo. As eleições realizam-se já no dia 3 de Novembro próximo. Hipólito Fontes Jr., filho de Hipólito Fontes e Elisa Fontes, emigraram de Cabo Verde para os USA nos anos 70 e logo se estabeleceram em Rhode Island, mais propriamente na cidade de Cantral Falls, onde viveram e trabalharam. O agora candidato Hipólito Fontes Jr. disse que se for eleito vai ser um Mayor que poderá mudar para melhor a cidade de Central Falls que tem estado abaixo, comparado com as outras cidades circunvizinhas do Estado de Rhode Island. Na sua campanha, Fontes promete diminuir o desemprego, combater melhor a criminalidade, cuidar melhor do saneamento da cidade e apostar mais na educação e, consequentemente, elevar o nível de vida da sua comunidade. Hipólito Fontes Jr. tem 26 anos de idade, é casado, pai de dois filhos, reside, praticamente, desde a nascença na cidade de Central Falls e tem participado arduamente nesta campanha que promete ser muito produtiva para a comunidade desta cidade. Este promissor Candidato diz que tem gasto muito do seu tempo contactando, porta a porta, a comunidade, explicando o seu programa e auscultando problemas que afecta a comunidade. Perguntado como dialogar com esta diversificada comunidade, Hipólito Fontes Jr. diz que sabe bem como comunicar com a população porque para além do inglês, ele fala português, crioulo de Cabo Verde, espanhol e um pouco de francês e apela para toda a comunidade americana, lusófona e francófona a confiarem e votarem nele. A comunidade cabo-verdiana está a movimentar-se no sentido de apoiar este candidato democrático, jovem promissor, que promete trazer mudanças benéficas para toda comunidade. JF - "Quinquim" Liberal, 29 de Outubro de 2009

28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma

28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma A 28 de Outubro de 1922, Benito Mussolini conseguiu levar ao poder uma ideologia política que se repetiu depois, com variantes, em outros estados europeus: o fascismo. Mussolini, filho de um socialista, era o fundador da Liga de Combate de Itália - os '"Fasci Italiani di Combatimento", de onde deriva a palavra "fascismo". Deste partido saíram depois os esquadrões dos Camisas Negras, que passaram à acção directa, naquele período conturbado após a I Guerra Mundial em que os ismos se combatiam diariamente nas ruas: socialismo, comunismo, nacionalismo - e agora fascismo. A propaganda fascista prometia o retorno à ordem e o regresso de uma Itália forte e unida, que a democracia parecia incapaz de conseguir. Mussolini transformou depois os "fasci" no Partido Nacional Fascista. A sua popularidade cresceu rapidamente: em 1921, foi eleito para o Parlamento. A Marcha sobre Roma reuniu cerca de 30 mil simpatizantes fascistas que avançaram até à capital para pedir a demissão do Governo. O rei Victor Emanuel III recusou assinar a ordem que permitia declarar o estado de sítio em Roma, conforme pedido pelo então primeiro-ministro, Luigi Facta. Sem o apoio do rei, o governo de Facta caíu. A 28 de Outubro, o rei entregou o poder a Mussolini, que tinha o apoio dos militares, dos grandes homens de negócios e das facções mais conservadoras da sociedade. Mussolini, il Duce, subia assim o último degrau para assumir o comando da Itália fascista, que manteve durante 20 anos. Em 1943, as derrotas na II Guerra Mundial levaram à sua demissão do cargo. Dois anos mais tarde, quando tentava fugir, foi preso por simpatizantes comunistas e executado. 28 de Outubro de 2009

28 de outubro de 2009

Reino Unido: A gigante "Mona Lisa"

A gigante "Mona Lisa" O Recorde do Mundo do Guinness para a maior reprodução da Mona Lisa, no Paíes de Gales, Reino Unido, 28 de Outubro de 2009. Membros da comunidade local de Wrexham criaram a maior reprodução da obra mais conhecida de Leonardo da Vinci, com uma dimensão de 240 metros quadrados, equiavalente ao tamanho de 24 autocarros de dois andares. Foto@EPA/Anita Maric

Eleições em Moçambique

Eleições em Moçambique Um funcionário eleitoral explica o procedimento para o eleitor como votar nas presidenciais em Moçambique. O voto nas eleições é para um novo presidente, parlamento e assembléias regionais. O partido do governo, a Frelimo, que está no poder desde a independência em 1975, é amplamente esperado para vencer, ajudado por racha na oposição. Foto@EPA/Antonio Silva