22 de setembro de 2010

Moçambique: Arranha Céus de 47 andares projectado em Maputo


Maior que 33 Andares: Arranha Céus de 47 andares projectado para a capital moçambicana

O Grupo Green Point Investment, uma empresa de capitais maioritariamente israelitas, vai investir 110 milhões de dólares americanos na construção de um edifício de 47 andares na zona baixa da cidade de Maputo, capital moçambicana.

Trata-se do maior edifício do país, constituído por 32 pisos para escritórios, cinco para estacionamento de viaturas, e os restantes para centros comerciais, um heliporto, entre outras facilidades.

Baptizado com o nome “Maputo Business Tower”, este edifício resulta de uma parceria formada em Abril do ano passado pelo Grupo Green Point Investment e a empresa pública Correios de Moçambique.

A empresa Correios de Moçambique, que participa no projecto através da concessão do espaço onde será edificada a “Torre”, será detentora de parte do património após a conclusão das obras.

21 de setembro de 2010

Vale do Zambeze: Canal de Opinião por Noé Nhantumbo


Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo

NO MEIO DE TANTA FANFARRA SOBRE A FOME SERÁ POSSÍVEL ESQUECER O VALE DO ZAMBEZE?

Beira (Canalmoz) - Compreender que as medidas tomadas ou ensaiadas pelo governo face à escassez de alimentos e alto preço de produtos é fácil como do conjunto de medidas anunciadas se pode perceber que o que agora se está a tentar fazer há muito tempo que já deveria ter sido feito. Mas lá diz o ditado: “Mais vale tarde do que nunca”. Pena é que o governo não tenha percebido – pese embora o primeiro aviso de 05 de Fevereiro de 2008 – que tem de trabalhar.

Mas no esforço de entender o significado amplo das tais medidas agora precipitadas e atabalhoadamente anunciadas, algumas interrogações surgem que merecem tratamento adequado sob risco de uma vez mais ficarmos por meias medidas sem aquele impacto de que o País tanto precisa nestes dias que primeiro se começou por dizer que era mal que nunca nos chegaria, mas que agora se admite que são realmente de “crise”.

Mas temos de compreender que a solução dos problemas, por mais complexos, não acontece pela única via de locação de recursos financeiros. Dinheiro só gera dinheiro com muito trabalho e boa gestão, sobretudo uma gestão austera.

Em experiências anteriores, como a do financiamento dos Antigos Combatentes pela Caixa de Crédito e Desenvolvimento Rural do ex-BPD (o tal Banco Popular de Desenvolvimento) provaram-se falhanços porque não havia da parte dos receptores dos fundos, conhecimentos, experiência, orientação e condições logísticas que completassem aquela injecção de fundos. Foi como jogar fundos para a drenagem uma vez que os objectivos definidos jamais se concretizaram e os fundos não foram devolvidos. Por outras palavras: tratou-se de mais uma operação de crédito concedido sob condições completamente politizadas. Talvez se tenha conseguido adiar a contestação de um segmento de pessoas que havia participado na luta armada de libertação nacional. Sossegou-se um grupo de pessoas através do saque puro de fundos de um banco estatal mas não se resolveu o problema da escassez de agricultores privados comerciais cuja tarefa é a participação na produção de alimentos e outras culturas em moldes comerciais para abastecimento nacional, em primeiro lugar, e exportação.

20 de setembro de 2010

África do Sul: nova lei proibe dupla nacionalidade


África do Sul: nova lei proibe dupla nacionalidade

Os estrangeiros residentes na África do Sul, incluindo moçambicanos, que queiram a nacionalidade sul-africana, serão obrigados a renunciar a sua cidadania, sobretudo os oriundos de países como Moçambique, que proíbem a dupla cidadania.

A medida surge como parte de uma emenda a lei e que está sendo contestada por alguns sectores, incluindo partidos da oposição, que chegam a questionar a sua motivação.

Críticos dizem que a lei vai dificultar que refugiados de países em conflitos armados adquiram a cidadania sul-africana, uma vez que serão exigidos a exibir documentos da sua naturalidade.

Questionando o espírito deste instrumento legal, a Aliança Democrática (DA), o principal partido da oposição, argumentou que não será prático a implementação desta lei para cidadãos de países como Somália, que carecem de infra-estruturas necessárias para a emissão de passaportes ou documentos de viagem, razão pela qual será difícil que os mesmos renunciaram a sua nacionalidade de origem.

6 de setembro de 2010

Moçambique: Chineses projectam bairro na KaTembe


Chineses projectam bairro na KaTembe

Um bairro residencial para a comunidade chinesa deverá ser construído, no distrito municipal KaTembe, na cidade de Maputo, num projecto a ser desenvolvido no quadro do acordo de gemelagem existente entre os Municípios de Maputo e de Xangai.

A edilidade de Maputo, na pessoa do seu presidente, David Simango, disse recentemente que o empreendimento vem em boa hora e tem enquadramento na visão geral sobre o desenvolvimento daquela região da capital, que além de uma ponte rodoviária ligando as duas margens da baía, inclui a construção de uma cidade moderna, entre outras acções de urbanização, para evitar que se instale anarquia na utilização do solo.

O Contrato Social (José Flávio Pimentel Teixeira)

Canal de Opinião : por José Flávio Pimentel Teixeira, 3 Set, 2010, 1h45

O Contrato Social

Maputo (Canalmoz) - Paulo Granjo, antropólogo português que há muito vem trabalhando em Moçambique, publicou no jornal Público o artigo “A Razão e o Sentido de Dois Motins”, sobre a situação em Maputo. Para ler com atenção, em articulação com o texto que colocou no seu blog: “Novos Motins em Maputo e Maria Antonieta na Costa do Índico“. Face a este último texto, mais completo (o jornal tem limites de espaço), tenho duas notas: uma irritação profunda; e uma discordância.

A irritação. Ao saber da proposta da substituição do pão (base da alimentação urbana) pela batata-doce e outros produtos imediatamente me lembrei da história de Maria Antonieta. Para quem não a saiba aqui a resumo: diz a história, muito provavelmente apócrifa e que contra ela foi usada na altura, que esta rainha de França tendo sido defrontada pelos pobres com pedidos de pão lhes terá respondido “se não têm pão que comam brioches”. O dito, por mais falso que tenha sido, ficou como símbolo da insensibilidade governativa – até pelo triste fim que a rainha veio a ter (guilhotinada após a revolução de 1789). E Paulo Granjo antecipou-se na “postagem”, inutilizando-me um proto-post, coisa que os bloguistas encartados raramente perdoam.

Libertaram o povo e esqueceram-se dele (Daniel Oliveira)

Canal de Opinião: por Daniel Oliveira, in (www.arrastao.org)

Libertaram o povo e esqueceram-se dele

A violência em Maputo explica-se pelo abandono a que o povo está entregue e o autismo em que vive a elite política. Os moçambicanos aceitam o poder instituído. Aceitam que ele coma mais do que todos. Mas não aceitam que coma sozinho.

Maputo (Canalmoz) - Como em 2008, Maputo explodiu em violência. Dez mortos. A miséria explica. A dúvida permanente em relação ao mais elementar que a sobrevivência exige também explica. Se nada é previsível não há ordem possível. E se o abandono é total e as elites políticas não garantem o mínimo dos mínimos não há autoridade que mereça ser respeitada.

Maputo: A razão e o sentido de dois motins (Paulo Granjo)

Canal de Opinião: por Paulo Granjo (*), in Jornal Público, Lisboa 02 Setembro 2010

A razão e o sentido de dois motins

Maputo (Canalmoz) – A revolta de 1 e 2 de Setembro corrente, em Maputo, vista, de Lisboa, pelo antropólogo Paulo Araújo, mereceu a nossa atenção e aqui a reproduzimos com a devida vénia:

Tal como em 5 de Fevereiro de 2008, Maputo viveu ontem um dia de barricadas de pneus ardendo nas ruas, pedradas a carros e montras, cidadãos mortos pelas balas das forças policiais.

Também como nesse Fevereiro, o motim foi convocado em rede por SMS e boca-a-ouvido, alastrando em bola de neve de um bairro popular a outro, à medida que o fumo das barricadas vizinhas ia sendo avistado.

Como em 2008, o móbil imediato dos protestos foi a brusca subida de preços. Então, dos "chapas", periclitantes carrinhas que servem de transporte público à esmagadora maioria. Agora, da água, electricidade, pão e arroz - sua base alimentar.

3 de setembro de 2010

Quando a arrogância governativa virou a marca registada de um governo...

Canal de Opinião, por Noé Nhantumbo

QUANDO A ARROGÂNCIA GOVERNATIVA VIROU A MARCA REGISTADA DE UM GOVERNO...

Falhanço do Black Economic Empowerment?... É preciso olhar para além do óbvio...

Beira (Canalmoz) - As características dos regimes políticos instalados em Maputo e Pretória só diferem de dimensão e de língua oficial utilizada. Pode haver de facto outras diferenças quanto aos manuais de procedimentos mas na essência estamos vivendo sob o signo de dirigentes políticos nacionais mas com a suas economias completamente dominadas por outras pessoas ou corporações que vão ditando o que se faz ou deixa de fazer na esfera económica. Quem governa supunha que entregando de mão beijada tudo ao capital internacional teria todos os problemas resolvidos.

27 de agosto de 2010

Moçambique: Prioridade no caju é triplicar as plantas

Moçambique: Prioridade no caju é triplicar as plantas

Moçambique vai continuar a privilegiar os trabalhos de reposição da capacidade de produção da castanha de caju, através da distribuição de mudas e combate a doenças que afectam os cajueiros. O Director Nacional Adjunto do Instituto de Fomento do Caju, Raimundo Matule, disse que a curto prazo a prioridade do Governo é triplicar os actuais níveis de distribuição que variam entre 1,3 e 1,5 milhão de plantas.

Mais importante do que propriamente colocar as mudas junto do produtor, Raimundo Matule falou necessidade de garantir uma monitoria permanente para saber se as plantas estão a desenvolver-se dentro dos patrões técnicos recomendáveis.

O país não tem ainda produtos de pesquisa aplicada suficientemente abrangentes, razão por que está a distribuir apenas quatro clones de cajueiro, numa altura em que países como a Índia têm por volta de 50 variedades.

24 de agosto de 2010

Álcool e vuvuzelas proibidos na próxima visita do Papa


Visita do Papa ao Reino Unido

Álcool e vuvuzelas proibidos na próxima visita do Papa

"Piquenique de peregrino" será autorizado em Hyde Park, a 18 de Setembro.

Preocupada com a segurança de Bento XVI e dos eventos em que este irá participar durante a sua próxima visita ao Reino Unido, de 16 a 19 de Setembro, a Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales divulgou um guia a ser respeitado por todos os peregrinos. O documento identifica o que é - e não - permitido nas três grandes assembleias em que participa o Papa. Álcool, vuvuzelas, apitos e animais estão absolutamente proibidos; água e protector solar são, por outro lado, aconselháveis.

Moçambique: Voo directo irá ligar Maputo e Shanghai em 2011


Cooperação Moçambique-China

Voo directo irá ligar Maputo e Shanghai em 2011

Maputo (Canalmoz) – Os sector de Aviação Civil de moçambicano e chinês poderão introduzir um voo directo regular para as cidades de Maputo e Shanghai, na China, a partir de 2011, conforme disse o chefe de uma delegação de 16 empresários chineses que se encontra em Moçambique, desde a última quinta-feira, para pesquisar as áreas de negócio de seu interesse.
O chefe da delegação chinesa, Cao Hougru, disse a jornalistas, depois de uma conversa à porta fechada com o Primeiro-Ministro, Aires Ali, que a Direcção Nacional de Aviação Civil chinesa está informada sobre essa intenção com vista a dinamizar as trocas económicas entre os dois países nas áreas em que cooperam. O que falta é o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique contactar a contra-parte chinesa e manifestar o mesmo desejo sobre a introdução do voo.

6 de agosto de 2010

Estados Unidos: Mulher descobre 2° casamento do marido no Facebook

Estados Unidos: Mulher descobre 2° casamento do marido no Facebook

Uma mulher de Ohio, nos Estados Unidos, afirma ter descoberto pelo Facebook que seu marido tinha um segundo casamento. Segundo a história contada por Lynn France, depois de desconfiar que John France estava a ter um caso, ela encontrou fotos do marido em um casamento na Disney no perfil da outra mulher.

No programa 'Today' desta quinta-feira (5), no canal americano 'NBC', John France afirmou que Lynn sabia do novo casamento há dois anos, que tem documentos que provam que a união deles (celebrada em Itália, em 2005) nunca foi válida e que a mulher está a usar a história do Facebook para ganhar publicidade e conseguir a guarda dos dois filhos do casal.

22 de junho de 2010

Moçambique e Portugal mantêm diálogo de respeito


Moçambique e Portugal mantêm diálogo de respeito

O diálogo em curso entre Moçambique e Portugal não é entre colonizado e colonizador, porque as relações neste momento são baseadas no respeito mútuo, no princípio de que se trata de países soberanos, clarificou a Presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo.

Verónica Macamo, que encabeçou uma delegação parlamentar, falava num breve encontro que manteve com a comunidade moçambicana residente na capital portuguesa, Lisboa, na quarta-feira, no âmbito da visita oficial a Portugal, concluída na última quinta-feira.

Moçambique nada fez para aproveitar as oportunidades do “Mundial”


Falou-se muito e trabalhou-se pouco

Moçambique nada fez para aproveitar as oportunidades do “Mundial”

Maputo (Canalmoz) – O anúncio da realização do Campeonato Mundial de Futebol 2010 na África do Sul encheu Moçambique de expectativas. O evento foi visto como uma oportunidade de negócios. Moçambique foi um dos que entrou na rota dos países sonhadores e que acreditava que o “Mundial” da África Sul podia trazer grandes benefícios para muitas das suas actividades económicas, sobretudo para o turismo.
De estratégias em estratégias, achou-se melhor institucionalizar as oportunidades, criando o Gabinete Técnico para o “Mundial 2010”.
Mas, segundo tudo indica, as expectativas do Governo não tomaram em conta a realidade moçambicana e como consequência todo um sonho “mundial” se transformou numa autêntica frustração.

21 de junho de 2010

Moçambique: Gorongosa, um antigo problema ecológico


Gorongosa – um antigo problema ecológico

Maputo (Canalmoz) - O sinal de alerta lançado sexta-feira última pela ministra da Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda Abreu, para o perigo de aluimento de terras na Serra da Gorongosa, mercê de práticas agrícolas erradas, serviu para ilustrar um dos aspectos da grave situação que se faz sentir nesse ponto do país. Tais práticas, a par das queimadas descontroladas, do derrube de árvores, do garimpo e da dizimação de espécies animais, espelham uma realidade amarga que se tem vindo a agravar desde a independência em 1975. Efectivamente, trata-se de um problema já antigo que conheceu novos contornos com o advento da independência nacional.

“A Frelimo sujou conquistas da Independência com políticas devastadoras”


“A Frelimo sujou as conquistas da Independência com as suas políticas devastadoras”

– afirma o presidente do partido Renamo, Afonso Dhlakama, a propósito da celebração dos 35 anos da Independência Nacional

“Toda a gente abraçou a Independência por ter lutado por ela, e, com a saída dos colonos, os nacionalistas já se podiam afirmar, mas, surpreendentemente, o Governo da Frelimo veio a piorar a situação e em muito pouco tempo matou muitas pessoas, mais do que durante os quinhentos anos da colonização portuguesa. A Frelimo negou a democracia. Matou quem se arriscasse a pensar de maneira contrária à sua ideologia marxista-comunista. Quem pensasse de forma diferente era morto. Muitos moçambicanos foram fuzilados por serem acusados de anti-independência” – Afonso Dhlakama

18 de junho de 2010

Jornalismo vergonhoso (Canal de Opinião: por Borges Nhamirre)


Canal de Opinião: por Borges Nhamirre

Jornalismo vergonhoso

Maputo (Canalmoz) – Evito, sempre que possível, criticar publicamente os erros dos colegas, porquanto entendo que somos uma classe e “roupa suja não se lava fora”. Mas, quando um comportamento desonesto e deliberado de um colega se confunde com o “modus operandi” de toda a classe e atira areia aos olhos do povo, é preciso repudiá-lo publicamente.
Escrevo a propósito da peça apresentada no telejornal da TVM, do dia 10 de Junho de 2010. Escuso-me a citar o nome do seu autor, pois não é meu objectivo atacá-lo pessoalmente, mas sim criticar o seu trabalho. E, neste, partilha as responsabilidades com a direcção editorial da TVM.
No mesmo dia em que o director do Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA, Adam Szubin, concedeu uma vídeo-conferência na Embaixada norte-americana em Maputo, para explicar os contornos do “caso MBS”, o jornalista da TVM exibiu uma peça produzida na sala de estar do empresário Momade Bachir Sulemane – ressalvo que não tenho nada contra nem a favor dele. Na peça, Bachir aparece a chorar perante as câmaras da TVM, com os membros da sua família reunidos. Até se confundia com uma telenovela ou comédia televisiva!

Corrupção ataca Urgências do Hospital Central de Maputo


Corrupção ataca os Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo

Maputo (Canalmoz) – A chamada pequena corrupção está instalada nos Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo, que funcionam na entrada da Avenida “Eduardo Mondlane” daquela unidade sanitária. Um doente que procura socorro naquele sector do HCM pode levar mais de seis horas na sala de espera, sem receber o atendimento médico, depois de ter passado pela recepção e pagar 150 meticais de entrada. Para ser atendido rapidamente – que nem chega a ser tão rápido – é preciso pagar um valor extra aos serventes que recebem as fichas do doente e as encaminham para as salas médicas.
Depois de receber queixas dos utentes daquele hospital, a nossa reportagem esteve presente nos Serviços de Urgência do HCM para observar como tudo se passa.

Apelo ao Santo António


Apelo ao Santo António

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P'ra junto do Sá Carneiro

Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso

África do Sul: Vai uma boleia?


Vai uma boleia?

Um babuíno tenta entrar para o carro de um turista perto do Parque Nacional da Península do Cabo, na África do Sul.

Foto@EPA/Helmut Fohringer