19 de março de 2011

Alemanha: Em contagem decrescente para a Páscoa


Em contagem decrescente para a Páscoa

Em Hornow, na Alemanha, já se preparam os chocolates para a Páscoa. Esta confeitaria já tem pronta uma selecção variada de chocolates alusivos à época para serem apresentados no Festival da Páscoa que ali irá decorrer.

Foto EPA/Patrick Pleul

Açores: Tubarão frade


Tubarão frade

Foto da autoria do Nuno Sá, fotógrafo especializado em vida selvagem marinha, premiada no concurso italiano Asférico International Nature Photography Competition com a fotografia de um tubarão frade, a primeira em que um exemplar desta espécie foi fotografado no mar dos Açores.

Foto Lusa/Nuno Sá

Eslovânia: Madalena, uma tartaruga diferente


Madalena, uma tartaruga diferente

Madalena, uma tartaruga eslovaca, tem características que a tornam única no mundo: cinco pernas e duas cabeças. A tartaruga siamesa nasceu há quase dois meses e é da espécie africana Geochelone sulcata.

Foto EPA/Roman Gresak

Seminário: Mimetismos Coloniais no Império Português

13 de março de 2011

16 de janeiro de 2011

Maputo: Cidade das Acácias


Cidade das Acácias

Começa a época das acácias vermelhas na cidade de Maputo.

Sérgio Costa
Sapo MZ

Maputo: A venda de sapatos no mercado informal



A venda de sapatos no mercado informal

Sérgio Costa
SAPO MZ

Maputo: Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel




Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel

A grande atracção da “grande dama da capital moçambicana, Maputo, serena polana hotel, começa logo à entrada com as boas vindas do porteiro, Luís Nhaca, com um largo sorriso no rosto e um casaco cheio de pins.

Sérgio Costa
Sapo MZ

9 de janeiro de 2011

Moçambique: Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid


Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid

- Considera o gestor do projecto de “Paragem Única” que está a ser implementado em Ressano Garcia

Maputo (Canalmoz) - A fronteira terrestre de Ressano Garcia, o maior ponto de trânsito entre Moçambique e África do Sul, guarda as marcas do extinto regime segregacionista sul-africano: o apartheid. As autoridades moçambicanas dizem, portanto, estarem empenhadas em corrigir a forma como esta fronteira foi erguida, através da construção da “Paragem Única”, que se encontra já na fase conclusiva.
O delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, Daniel Tovela, que é também gestor moçambicano do projecto de “Paragem Única”, explicou o que no seu ponto de vista há de “apartheid” na fronteira.
Tovela disse que a localização da fronteira foi estrategicamente pensada pelo regime de apartheid, “para dificultar a circulação de pessoas e bens, entre os dois países”.
A fronteira de Ressano Garcia está erguida num ponto estreito, entre o ponto mais alto dos Montes Libombos, Rio Inkomati e Kruger Park.
“Quem foge da Polícia na fronteira é pegado pelo crocodilo do Inkomati. Se escapar do crocodilo é devorado pelo leão do parque”, disse o delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, ao Canalmoz.

O nosso colorido marinheiro Malangatana (Canal de Opinião: por Eduardo White)


Canal de Opinião: por Eduardo White

NOSSO COLORIDO MARINHEIRO MALANGATANA

Lisboa (Canalmoz) - Disseram-me, esta manhã, que tinha chegado um barco grande a Matosinhos. De um porto tão distante que os homens só dele sabem de ouvirem falar. Veio munido de entorpecentes luzes, lento e majestoso como uma baleia divagando em seus mares. De dentro, tambores e canticos ecoavam, rufando e seduzindo, enquanto balarinas líquidas, dançando, se embrulhavam em milhentas mil cores sob os pássaros gentios que as acompanhavam.
Havia sol. Estranharam os contadores, pois que não é costume em tempos de tão rígidos frios serem ali solarengas as madrugadas e que nem pássaros se agitem em tão acordados vôos. A nave, continuam eles, era um gigantesco vapôr feito de invulgares materiais. Estrelas do mar, búzios, escamas prateadas de peixes, carapaças de caranguejos, conchas de um ouro luzídio e muitas máscaras de variáveis rostos. Também se viam areias encarnadíssimas de uma fineza só igualável às mais longínquas sedas e madeiras rosa e negra e castanhamente canforizadas e também fortes como o ferro e negras como o bréu.

8 de janeiro de 2011

Moçambique: A luta continua e o Povo vai de novo vencer


Editorial

Em 2011 é preciso continuar-se a acreditar

A luta continua e o Povo vai de novo vencer

Maputo (Canal de Moçambique) - Em 2011, o que gostaríamos de ver? Ver o disco a tocar a mesma “marrabenta”? Não terá chegado a hora de se passar a exigir que neste País os outros ritmos também se dancem? “Sungura” não dá? “Mbira” não dá? “Tufo” não dá? “Mapiko” não dá? Continuarmos a ver em 2011 o Povo a sofrer e a elite do poder, depravada e enclausurada em Maputo – agora até já metida em “guetos” a que chamam de “condomínios” –, convencida que é com ela que o País vai sair deste estado de coisas? Acham mesmo que é possível por muito mais tempo a Paz manter-se deste jeito?
Será mesmo que, se não for feito muito mais do que se tem vindo a fazer até aqui, o povo não vai sair à rua outra vez para lutar pelos seus direitos já que até a Oposição parece estar já muito “contente” com “meia dúzia” dos seus membros no parlamento a curtirem o erário público como os da Frelimo?
Será que com esta Oposição que se combate a ela própria, traindo, com os seus apetites sórdidos, até a própria elite honesta de Maputo e de outras partes do País que ainda acredita nela, vamos evitar que o estado de coisas, perigoso, que nos rodeia, se mantenha? Quem faz mesmo qualquer coisa válida para que o País deixe de caminhar desta forma galopante para o caos incontrolável?
Já alguém pensou que este país precisa mesmo de uma Oposição a sério e não de uma Oposição de meninos mimados à espera de “maçaroca” e deslumbrados por terem chegado ao Parlamento e estarem já na bicha das benesses?

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Contrabando de Marfim

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Pretoria (Canalmoz) - De acordo com um despacho da AFP, as autoridades tailandesas anunciaram ontem ter confiscado 69 pontas de elefante e quatro peças de marfim que haviam sido contrabandeadas de Moçambique. O marfim, com um valor superior a 300.000 dólares, foi detectado em duas caixas no Aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque.

O departamento de alfândegas da Tailândia referiu que o carregamento, com um peso de 435 kg, tinha como destino o vizinho Laos, acrescentando que isso era um estratagema visando “ludibriar as autoridades pois o marfim voltaria a entrar em território tailandês”.

Segundo a agência de notícias francesa, não foram ainda efectuadas detenções uma vez que ninguém compareceu a reclamar a encomenda.

A Tailândia é usada como ponto de trânsito para o tráfico de espécies protegidas. Trata-se de uma prática ilegal ao abrigo das leis internacionais, incluindo a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). Moçambique aderiu a esta convenção em 1981.

(Redacção)

2011-01-07

Moçambique: Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook


Movimento de contestação ao regime

Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook

Maputo (Canalmoz) – Foi criado na maior rede social da Internet, o Facebook, um movimento de pessoas que se declaram anti-frelimistas. O Grupo é denominado “Anti-Frelimo” e diz não suportar o nível de vida faustosa, alegadamente proveniente da corrupção, levada pelos membros do Governo da Frelimo, perante a miséria do povo.
“Somos um grupo de pessoas que não suporta o nível de vida a que o povo moçambicano está sujeito. Não se pode explicar como um país com imensos recursos naturais não consegue criar melhores condições para a grande maioria do seu povo. Moçambique tem 35 anos de miséria. A qualidade de vida é precária, mas os homens que governam este país esbanjam na cara do povo a sua riqueza, conquistada através de actos ligados à corrupção”. É com este discurso que o incomum grupo se apresenta, e está a ganhar simpatias na Internet.

6 de dezembro de 2010

Estrelas fulgurantes ou cadentes? (Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo)


Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo

ESTRELAS FULGURANTES OU CADENTES?

Ou exercício mediático de fabrico de “referências” e heróis?

Beira (Canalmoz) - Partindo de lances protagonizados pela comunicação social observam-se fenómenos de construção de imagens envoltos em mistérios. Isto porque não se sabe nem se consegue provar a motivação da avalanche de termos abonatórios nem dos elogios que certas figuras recebem.
A cantiga da auto-estima bombardeada constantemente até se justifica mas não sustenta nem serve de defesa do cultivo ou promoção de imagem que cheira a algum culto de personalidade.
Porquê dar tanto espaço e cobertura a tudo o que dizem ou fazem certas pessoas também designadas de personalidades?
A mando de quem e com que objectivo é que se montam as campanhas de marketing sócio-político habitualmente vistas nos “mídia” moçambicanos?

Matutuine: Encarregados exigem cabritos aos candidatos a emprego



Encarregados do “Bela Vista Rice Project” exigem cabritos aos candidatos a emprego

– denunciam régulos de Matutuine

Matutuine (Canalmoz) – Os responsáveis pela contratação dos trabalhadores para o “Bela Vista Rice Project’, que foi lançado semana passada em Matutuine, estão a extorquir cabritos à população local, em troca de promessas de postos de emprego. A denuncia parte dos régulos de Santaca e Djabula, no distrito de Matutuine, província de Maputo, em entrevista ao Canalmoz.
O projecto de produção de arroz em grande escala é da companhia Líbio-moçambicana, Lap-Ubuntu, que se propõe a cultivar, numa primeira fase, uma área de 5 mil hectares, com capacidade produtiva de 1,4 tonelada por hectare, em cada campanha agrícola.
Este projecto foi lançado a semana finda pelos seus proprietários e contou com a presença da governadora da província de Maputo, Ana Maria Jonas.
Entretanto, as autoridades tradicionais de Matutuine disseram à nossa reportagem que os responsáveis pela contratação dos trabalhadores da companhia Lap-Ubuntu exigem cabritos em troca de postos de trabalho.

Moçambique: Comissão Permanente aumenta regalias dos deputados



Em momento de crise

Comissão Permanente aumenta regalias dos deputados

Maputo (Canalmoz) – Os 250 deputados da Assembleia da República (AR) foram aumentados. No fim do mês vão ganhar mais, vão auferir mais dinheiro nas suas contas. A Comissão Permanente da AR reuniu-se sábado último, para aprovar subsídios de alojamento e aumentar o anterior subsídio de círculo eleitoral. Assim, a partir de 2011 o Estado passa a pagar mais 12 mil meticais para a renda de casa de cada deputado. Não importa se o deputado tem casa própria na capital do país, onde decorrem as sessões da AR, o facto é que cada deputado terá por mês, para além do salário actual, mais 12 mil para pagamento da renda de casa. Em relação ao subsídio de círculo eleitoral, não foram avançados valores.
São regalias para um sector que não é produtivo, é meramente político e com uma “maioria esmagadora” e “qualificada” detida pelo Partido Frelimo.

1 de dezembro de 2010

O fascínio do poder (Mia Couto)


O fascínio do poder (Mia Couto)

“Sucedeu connosco o que sucedeu com todas as outras nações. A política deixou de ser uma consequência dessa entrega generosa, dessa abdicação de si mesmo. Passou a ser um trampolim para interesses pessoais”

Ser político ou ser da política representou no nosso país, durante muitos anos, um risco de peso. A canção da velha Xica, do angolano Waldemar Basto, é bem representativa desses perigos: “xê, menino, não fala política…!”

Os que ofereciam para lutar pela causa da independência (a causa política por excelência, na altura) faziam-no, avaliando as consequências para si mesmo e para a família. Não havia vantagem nessa disponibilidade em ser-se político. Apenas sacrifício.

Aliás, ninguém se oferecia para ser “político”. Os militantes nacionalistas entregavam-se não à política em si, mas a uma missão que era a libertação do seu país. O sentido de entrega e de missão comandavam essa opção. Ser-se “político”, era uma implicação posterior, alheia à vontade do militante.

Numa palavra, a ligação com a política era apenas um corolário de uma atitude nobre e generosa: a de servir os outros. Não importa aqui questionar a justeza das definições políticas desse movimento. Falo, sim, da adesão pessoal, da superação dos interesses pessoais e da sua subordinação a interesses públicos.

Navegabilidade do Zambeze (Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo)


Canal de Opinião: por Joé Nhantumbo

NAVEGABILIDADE DO ZAMBEZE – AS EVIDÊNCIAS DE CONFLITOS DE INTERESSES ACUMULAM-SE

Até se enganam ao nomearem porta-vozes e defensores…

Beira (Canalmoz) - Não tem lógica e nem se pode aceitar que alguém possa ser juiz em causa própria. Todos os que tem interesses privados nos portos de Nacala e da Beira, nas linhas férreas que confluem para estes dois portos são obviamente contra a possibilidade do Malawi e Zâmbia realizarem suas importações e exportações por via do rio Zambeze. E até são contra que outros negócios locais possam proporcionar progressivamente mais negócios aos locais e a elites nacionais que se possam vir a formar com autonomia relativamente aos grupos actuais preponderantes.
Obviamente que no domínio das relações económicas e comerciais tem sempre peso o interesse dos interlocutores. Na esteira do Caso Chire-Zambeze despoletado por questões relacionadas com a sua navegabilidade existe um processo de clivagem e crescente de desentendimento entre o executivo de Lilongwe e o de Maputo. Não é bom o tom e as relações de momento também estão azedas. As acusações mútuas acabam revelando a qualidade e tipo de relacionamento existente no seio da SADC.
Uma questão que deveria ser tratada no quadro dos mecanismos internacionalmente aceites e em conjugação com os interesses económicos e políticos de dois ou três países da região estão sendo conduzidos de maneira pouca diplomática e profissional.
Uns podem dizer que o Malawi colocou “a carroça à frente dos bois” ao avançar com a construção do porto de Nsanje antes de garantir acesso ao rio Zambeze.
Do lado malawiano multiplicam-se vozes de que o governo de Moçambique estás sendo obstrucionista e colocando interesses particulares acima do direito que países do interior e sem acesso directo ao mar possuem.
Em Moçambique o governo monta operações mediáticas para transformar o problema em outra coisa que de facto não é. Convenhamos que a pouca gente convence a tese da necessidade realização de estudos ambientais embora isso seja prática corrente a nível mundial. Quantas vezes não se atropelam as conclusões dos estudos de impacto ambiental e projectos abertamente contra o ambiente são autorizados?