15 de maio de 2011

Lourenço Marques: Marcha da Malhangalene


MARCHA DA MALHANGALENE

Malhangalene bonita
De graça humilde e modesta
Com teu vestido de chita
Também hás-de entrar na festa

Tanto na rua de baixo
Como na rua de cima
Toda a gente se conhece
E toda a gente se estima

Se querem saber quem és
Podes dizer sem vaidade
És o bairro mais bairrista
Que existe cá na cidade

11 de abril de 2011

O Primeiro branco (Mia Couto)


O Primeiro branco (Mia Couto)

O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça – uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História.

Os portugueses são o povo mais atrasado da Europa porque há séculos que se misturam com os negros. Quem o afirma é o jornal National Vanguard Tabloid, publicação oficial de uma organização inglesa que defende a “pureza da raça branca”. É curioso que o editorial da publicação tenha escolhido Portugal como o exemplo dos malefícios da contribuição do “sangue negro” para as sociedades europeias e americanas. Racismo assim, às claras, é já muito pouco frequente. O caso é tão raro que vale a pena visitá-lo.

O jornal assenta a sua argumentação em “factos históricos”. Portugal recebeu os primeiros escravos negros em meados do século XV. Dezenas de anos depois, os negros já eram 10 por cento do total da população lisboeta. Essa percentagem viria a crescer para 13 por cento no século seguinte. A pergunta imediata é a seguinte: estes africanos que destino tiveram? Regressaram a África. A resposta é não. Eles foram absorvidos, misturaram-se do ponto de vista genético, social e cultural. Eles ajudaram a construir a Portugalidade. Introduziram valores e dados de cultura. A palavra minhoca é apenas uma de dezenas de outras marcas no domínio linguístico.

5 de abril de 2011

Portugal: O grande Mário Soares!!! (Artigo de Clara Ferreira Alves)

UMA LEITURA A NÃO PERDER (Artigo de Clara Ferreira Alves)

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"

O GRANDE MÁRIO SOARES!!!

Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

Demis Roussos - Good Bye My Love Good Bye

Demis Roussos - Forever and Ever

Creedence Clearwater Revival - Molina

Creedence Clearwater Revival - Hey, Tonight

Scorpions - Still Loving You

19 de março de 2011

Alemanha: Em contagem decrescente para a Páscoa


Em contagem decrescente para a Páscoa

Em Hornow, na Alemanha, já se preparam os chocolates para a Páscoa. Esta confeitaria já tem pronta uma selecção variada de chocolates alusivos à época para serem apresentados no Festival da Páscoa que ali irá decorrer.

Foto EPA/Patrick Pleul

Açores: Tubarão frade


Tubarão frade

Foto da autoria do Nuno Sá, fotógrafo especializado em vida selvagem marinha, premiada no concurso italiano Asférico International Nature Photography Competition com a fotografia de um tubarão frade, a primeira em que um exemplar desta espécie foi fotografado no mar dos Açores.

Foto Lusa/Nuno Sá

Eslovânia: Madalena, uma tartaruga diferente


Madalena, uma tartaruga diferente

Madalena, uma tartaruga eslovaca, tem características que a tornam única no mundo: cinco pernas e duas cabeças. A tartaruga siamesa nasceu há quase dois meses e é da espécie africana Geochelone sulcata.

Foto EPA/Roman Gresak

Seminário: Mimetismos Coloniais no Império Português

13 de março de 2011

16 de janeiro de 2011

Maputo: Cidade das Acácias


Cidade das Acácias

Começa a época das acácias vermelhas na cidade de Maputo.

Sérgio Costa
Sapo MZ

Maputo: A venda de sapatos no mercado informal



A venda de sapatos no mercado informal

Sérgio Costa
SAPO MZ

Maputo: Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel




Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel

A grande atracção da “grande dama da capital moçambicana, Maputo, serena polana hotel, começa logo à entrada com as boas vindas do porteiro, Luís Nhaca, com um largo sorriso no rosto e um casaco cheio de pins.

Sérgio Costa
Sapo MZ

9 de janeiro de 2011

Moçambique: Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid


Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid

- Considera o gestor do projecto de “Paragem Única” que está a ser implementado em Ressano Garcia

Maputo (Canalmoz) - A fronteira terrestre de Ressano Garcia, o maior ponto de trânsito entre Moçambique e África do Sul, guarda as marcas do extinto regime segregacionista sul-africano: o apartheid. As autoridades moçambicanas dizem, portanto, estarem empenhadas em corrigir a forma como esta fronteira foi erguida, através da construção da “Paragem Única”, que se encontra já na fase conclusiva.
O delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, Daniel Tovela, que é também gestor moçambicano do projecto de “Paragem Única”, explicou o que no seu ponto de vista há de “apartheid” na fronteira.
Tovela disse que a localização da fronteira foi estrategicamente pensada pelo regime de apartheid, “para dificultar a circulação de pessoas e bens, entre os dois países”.
A fronteira de Ressano Garcia está erguida num ponto estreito, entre o ponto mais alto dos Montes Libombos, Rio Inkomati e Kruger Park.
“Quem foge da Polícia na fronteira é pegado pelo crocodilo do Inkomati. Se escapar do crocodilo é devorado pelo leão do parque”, disse o delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, ao Canalmoz.

O nosso colorido marinheiro Malangatana (Canal de Opinião: por Eduardo White)


Canal de Opinião: por Eduardo White

NOSSO COLORIDO MARINHEIRO MALANGATANA

Lisboa (Canalmoz) - Disseram-me, esta manhã, que tinha chegado um barco grande a Matosinhos. De um porto tão distante que os homens só dele sabem de ouvirem falar. Veio munido de entorpecentes luzes, lento e majestoso como uma baleia divagando em seus mares. De dentro, tambores e canticos ecoavam, rufando e seduzindo, enquanto balarinas líquidas, dançando, se embrulhavam em milhentas mil cores sob os pássaros gentios que as acompanhavam.
Havia sol. Estranharam os contadores, pois que não é costume em tempos de tão rígidos frios serem ali solarengas as madrugadas e que nem pássaros se agitem em tão acordados vôos. A nave, continuam eles, era um gigantesco vapôr feito de invulgares materiais. Estrelas do mar, búzios, escamas prateadas de peixes, carapaças de caranguejos, conchas de um ouro luzídio e muitas máscaras de variáveis rostos. Também se viam areias encarnadíssimas de uma fineza só igualável às mais longínquas sedas e madeiras rosa e negra e castanhamente canforizadas e também fortes como o ferro e negras como o bréu.