Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid
- Considera o gestor do projecto de “Paragem Única” que está a ser implementado em Ressano Garcia
Maputo (Canalmoz) - A fronteira terrestre de Ressano Garcia, o maior ponto de trânsito entre Moçambique e África do Sul, guarda as marcas do extinto regime segregacionista sul-africano: o apartheid. As autoridades moçambicanas dizem, portanto, estarem empenhadas em corrigir a forma como esta fronteira foi erguida, através da construção da “Paragem Única”, que se encontra já na fase conclusiva.
O delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, Daniel Tovela, que é também gestor moçambicano do projecto de “Paragem Única”, explicou o que no seu ponto de vista há de “apartheid” na fronteira.
Tovela disse que a localização da fronteira foi estrategicamente pensada pelo regime de apartheid, “para dificultar a circulação de pessoas e bens, entre os dois países”.
A fronteira de Ressano Garcia está erguida num ponto estreito, entre o ponto mais alto dos Montes Libombos, Rio Inkomati e Kruger Park.
“Quem foge da Polícia na fronteira é pegado pelo crocodilo do Inkomati. Se escapar do crocodilo é devorado pelo leão do parque”, disse o delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, ao Canalmoz.