Um bom prato de camarão bem grelhado para começa uma tarde de trabalho ou de férias, já a pensar no fim-de-semana.
6 de agosto de 2011
Maputo: Espiritualidade na praia
Todas as quartas-feirras, os “Maziones” – nome que dão às pessoas da religião/seita “Zione” – encontram-se na praia, para um culto que dura o dia todo.
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Maputo: Ruínas do passado
Homem feito de várias tampas de refresco e cerveja pedalando numa bicicleta à procura do seu passado em Maputo.
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5 de agosto de 2011
Moçambique: Tráfego em Maputo
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Táxi-Burro: O meio de trasporte alternativo em Maputo
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26 de julho de 2011
Rei da Carqueja (Francisco Moita Flores)
Rei da Carqueja (Francisco Moita Flores)
A si próprio se intitulava Rei Ghob. Construiu um Castelo retorcido, decorado com todo o mau gosto que existe no mundo, para os lados da Lourinhã, proclamava-se em vídeos distribuídos pela Internet rei-profeta anunciador de mil desgraças e de finais apocalípticos. Na vizinhaça todos os julgavam bom rapaz, embora com "coisas esquisitas". Nada com que não se convivesse. Era rei de gnomos, o nome dos servos desta seita tão artesanal e de mau gosto quanto o seu castelo. Uma construção irreal e patética que mais parecia uma história de crianças. E, de repente, a trágica realidade. Os "gnomos" desapareciam. Provocando ilusões nas famílias, com a ajuda de telemóveis, garantia que estavam no estrangeiro, aliás coisa que se confirmava pelas mensagens que enviavam aos pais. Que não sabia nada deles. Que estavam bem e longe. Quando as preocupações se avolumaram devido à ausência e ao cansaço dos truques, a Polícia Judiciária meteu mãos à obra e surgiu o pesadelo. O Rei Ghob, fantoche de si próprio, era responsável pelo assassinato de quatro, agora suspeita-se que são seis, os jovens que morreram às suas mãos. Convenceu-se que se escondese os cadáveres ninguém o apanharia. Porém, a estupidez do homem falou mais alto. As provas abundantes que deixou por todo o lado não só permitiram reconstituir os crimes como prendê-lo. O Ministério Público acaba de acusá-lo e não tenho dúvidas que vai ser severamente punido. Não é a primeira vez, devo até dizer que já foram dezenas de casos de homicídios julgados sem a presença/descoberta do cadáver. Essa ideia peregrina que se não apareceu o cadáver não existe prova, faz parte de mentalidades ancestrais, anteriores à criação da Polícia Científica. É apenas crueldade. Este tipo de assassinos não se limita a matar. Prooca ainda mais sofrimento ao não permitir que as famílias realizem o luto a partir dos rituais simbólicos de separação, onde o funeral tem um papel importante. É crueldade em cima de crueldade. Nada mais. O Rei Ghob extenguiu-se tal como se sumiram as suas profecias. Está preso um indivíduo sem escrúpulos que espera agora a mão da Justiça. Espero que a Justiça tenha por ele a mesma compaixão que ele teve sobre as suas vítimas e as suas famílias.
Francisco Moita Flores - Criminologista
in TV Guia Nº 1696 de 2011/07/25
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Diálogo entre Colbert e Mazarino - há 350 anos!!!
EM 1661!
DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUÍS XIV
Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luis XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV, em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.
O diálogo:
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.
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16 de julho de 2011
Portugal: Oito mil? (Francisco Moita Flores)
Portugal: Oito mil?
A notícia mete medo. Chegou a semana passada através dos jornais e televisões. Temos mais de oito mil velhos abandonados em hospitais portugueses. Para ser nais preciso, oito mil e trezentos. Uma multidão! De gente que construiu e produziu vidas, que terão sido pais e mães pacientes e atentos, que terão sonhado vidas, construído as suas, ajudado a construir as dos seus filhos e da sua comunidade. Gente que cometeu um único pecado para merecer a sorte do abandono: ter envelhecido. Deixar de ser produtivo, esgotadas as energias, vencidas as forças para continuar outros combates. Tornaram-se velhos e transformaram-nos em trapos que se deitam para o canto do hospital mais próximo. Surgirão, por certo, milhares de argumentos. Os filhos não podem, o custo de vida, o preço dos lares, etc. ... São argumentos cínicos, mas fundamentam razões. Mas não existe uma única razão que fundamente o abandono, que dê explicações a solidão, que legitime a marginalização para um pedaço de afecto. Mete medo, na verdade, esta comunidade que estamos a produzir. Que trata a velhice como desperdício e as memórias como arquivo dispensável. Mete medo pensar que a construção dos afectos, a verdadeira e única determinação que nos reencontra com o sentido da existência é tratada como se nada tivesse valido a pena e que uma enxerga num hospital asséptico resolve sem piedade nem compaixão. Uma legião de velhos abandonados. Milhares que se associam a outros milhares por aí esquecidos, a mulheres violentadas e brutalizadas, a crianças excluídas sem direito à esperança. É preciso olhar para trás. Parar para pensar neste mar de indiferença, egoísmo, alarvidade que está a contaminar os nossos dias e a transformar crises financeiras em crises morais. É preciso parar para pensar para onde mandamos os nossos putos, os nossos adultos e os nossos velhotes. Para que a vida faça sentido e para que as crises não devorem apenas as carnes, roubando-nos tamém a alma.
Francisco Moita Flores
TV Guia, Nº 1694, 11 de Julho de 2011
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Exames Nacionais de recrutamento para as Nações Unidas
Exames Nacionais de recrutamento para as Nações Unidas
De 11 de Julho a 10 de Setembro encontram-se abertas as candidaturas para os exames de recrutamento para quadros das Nações Unidas que terão lugar em Lisboa em simultâneo com mais 76 países no dia 7 de Dezembro.
Para aceder a todas as informações bem como formulário de candidatura, os interessados deverão aceder ao seguinte site: https://careers.un.org/lbw/home.aspx?viewtype=NCE
As candidaturas deverão ser feitas exclusivamente através do site indicado. Candidaturas incompletas ou fora do prazo não serão aceites.
Os candidatos receberão por e-mail um recibo acusando a recepção da candidatura com indicação do respectivo número de candidatura.
As áreas profissionais são:
- Administração;
- Assuntos Humanitários;
- Informação Pública;
- Estatística
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Portugal: Prémio de Literatura Africana IMVF 2011
Prémio de Literatura Africana IMVF 2011
O Instituto Marquês Valle Flôr encontra-se neste momento a promover o Prémio de Literatura Africana IMVF 2011, tendo como principal objectivo incentivar a produção de obras literárias nos domínios de romance, novela ou conto, junto dos escritores provenientes de países africanos de língua oficial portuguesa.
Os interessados devem entregar ou enviar as suas obras com um mínimo de 150 páginas, devidamente identificadas pelo autor, para a morada do IMVF:
Rua de São Nicolau, 105
1100-548 Lisboa
Ao vencedor do Prémio de Literatura Africana 2011 será entregue um prémio no valor 10.000€ (dez mil euros), sendo que o IMVF promoverá a primeira edição de 500 exemplares da obra premiada.
Para mais informações ou questões: premioliteratura@imvf.org
Phone: +351 213 538 280
Mobile: +351 964 034 698
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13 de julho de 2011
Portugal: Na Ilha da Madeira tudo funciona na perfeição
Na Ilha da Ma(ma)deira tudo funciona na perfeição: isto não é um tacho, é um trem de cozinha completo!
Território que reivindica [?] o direito à independência MAS QUE NUNCA MAIS RESOLVE EXERCÊ-LO: só tem dado despesa ao Estado Português, seria um descanso para quem o tem sustentado.
Curioso como neste País não existe incompatibilidades ... tudo é permitido.
Como alterar isto?
Que entidade superior pode acabar com o compadrio?
Quem estará a votar nesta gente?
Só pode ser a clientela!
Veja a lista da "Direitalha VIP", o verdadeiro motor do enriquecimento da Madeira e tire as suas conclusões:
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10 de julho de 2011
10 de junho de 2011
Ex-combatentes criam comissão para negociar com Governo português
Moçambique: Ex-combatentes criam comissão para negociar com Governo português
Chimoio, Moçambique, 09 jun (Lusa) - Ex-combatentes moçambicanos integrados no exército colonial português criaram esta semana a comissão de negociação para mediar o diálogo com Lisboa sobre o pagamento das suas pensões de reforma, disse hoje à Lusa fonte do grupo.
Francisco Malenda, um dos ex-militares, disse que o grupo, que ameaça manifestar-se em frente ao consulado português, decidiu criar a comissão para mediar "a clivagem" com as autoridades portuguesas, que "não cumpriram com o início de pagamento de pensões de reforma prometidas desde 2004".
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Moçambique: Celebração da paz na Catedral de Nampula
Moçambique: Celebração da paz na Catedral de Nampula
Em 1984, quando a guerra atingiu a província de Nampula, onde a violência era intolerável, iniciou-se na Catedral, às sexta-feiras, a celebração da paz. Nessa mesma altura foi feito um voto no sentido de acrescentar ao título da Catedral de Nossa Senhora de Fátima a invocação "Mãe da Paz". Mais tarde, em 1992 assinado o Acordo Geral da Paz, tal como o prometido, passou a denominar-se Catedral de Nossa Senhora de Fátima, Mãe da Paz, em 7 de Julho de 1993.
A Catedral de Nossa Senhora de Fátima, Mãe da Paz, foi a primeira catedral do mundo dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Foi sagrada no dia 23 de Agosto de 1956, pelo Cardeal D. Teodósio Clemente de Gouveia.
@Sérgio Costa/SAPO MZ
15 de maio de 2011
Lourenço Marques: Marcha da Malhangalene
Malhangalene bonita
De graça humilde e modesta
Com teu vestido de chita
Também hás-de entrar na festa
Tanto na rua de baixo
Como na rua de cima
Toda a gente se conhece
E toda a gente se estima
Se querem saber quem és
Podes dizer sem vaidade
És o bairro mais bairrista
Que existe cá na cidade
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11 de abril de 2011
O Primeiro branco (Mia Couto)
O Primeiro branco (Mia Couto)
O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça – uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História.
Os portugueses são o povo mais atrasado da Europa porque há séculos que se misturam com os negros. Quem o afirma é o jornal National Vanguard Tabloid, publicação oficial de uma organização inglesa que defende a “pureza da raça branca”. É curioso que o editorial da publicação tenha escolhido Portugal como o exemplo dos malefícios da contribuição do “sangue negro” para as sociedades europeias e americanas. Racismo assim, às claras, é já muito pouco frequente. O caso é tão raro que vale a pena visitá-lo.
O jornal assenta a sua argumentação em “factos históricos”. Portugal recebeu os primeiros escravos negros em meados do século XV. Dezenas de anos depois, os negros já eram 10 por cento do total da população lisboeta. Essa percentagem viria a crescer para 13 por cento no século seguinte. A pergunta imediata é a seguinte: estes africanos que destino tiveram? Regressaram a África. A resposta é não. Eles foram absorvidos, misturaram-se do ponto de vista genético, social e cultural. Eles ajudaram a construir a Portugalidade. Introduziram valores e dados de cultura. A palavra minhoca é apenas uma de dezenas de outras marcas no domínio linguístico.
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