21 de agosto de 2011

Moçambique: Acesso à informação é um direito


Acesso à informação é um direito

Com o jornal encostado ao tronco da árvore, um senhor lê o jornal. O acesso à informação deve ser facilitado para que em qualquer lugar ou altura possa ser acedida. O direito dos cidadãos à informação é um requisito imprescindível para a viabilização de qualquer processo democrático.

Maputo: Arte de rua


Arte de rua

Entre os vários trabalhos expostos no Mercado Central da Baixa, destaca-se um porco colorido, coberto por tampas de refrigerantes populares como da Coca Cola, 7 UP, Sprite ou Pepsi.

Maputo: Brilho no sapato


Brilho no sapato

Os engraxadores de sapatos estão espalhados em várias esquinas da cidade de Maputo.
Quem sai às pressas de casa, pode sempre parar por cinco minutos e dar aquele brilhos nos sapatos, até mesmo os nossos polícias de trânsito.

Moçambique: Chapéu de cartão


Chapéu de cartão

Numa altura em que se fala muito em proteger o meio ambiente, jovens do ensino secundário responderam à chamada e trouxeram para o Basquete Show do passado sábado, chapéus de cartão para mostrar que é possível reutilizar o cartão e dar uma utilidade ainda maior.

Moçambique: Um bluespoted pufferfish nas águas de Vamiz


Um bluespoted pufferfish nas águas de Vamiz

A ilha de Vamiz é uma das mais belas de Mocambique. É a zona escolhida por turistas mas também por mergulhadores para apreciar a flora nacional. Na imagem, um bluespoted pufferfish, um dos peixes que podem ser observados nas águas cristalinas de Vamiz.

8 de agosto de 2011

Frelimo repudia afirmações belicistas do líder da Renamo

FRELIMO REPUDIA AFIRMACOES BELICISTAS DO LIDER DA RENAMO

O partido Frelimo, no poder em Moçambique, repudia recurso ao discurso belicista de Afonso Dhlakama, o líder da Renamo, a maior força da oposição do país.

Dhlakama ameaçou em reagrupar os seus antigos guerrilheiros e os aquartelar, em clara referência a uma preparação para uma guerra, assim como derrubar o executivo e instalar uma governo de transição, caso a Frelimo não renuncie e convocar novas eleições.

Um comunicado de imprensa do Gabinete de Mobilização e Propaganda da Frelimo recebido hoje pela AIM afirma ser 'incompreensível que justamente no mês em que a comunidade muçulmana se dedica ao jejum e cultiva a Paz, a tolerância, o amor, o líder da Renamo aparece em contra mão com um discurso violento e belicista, agredindo os mais elementares valores do Ramadão'.

O documento refere também ser incrível que em Dezembro, mês em que os cristãos celebram o nascimento de Cristo e dedicam-se ao cultivo do amor, da paz e da harmonia, o líder da Renamo queira transformar esse momento em mês sangrento.

6 de agosto de 2011

Dhlakama diz que situação está pior do que no tempo colonial

Dhlakama diz que situação está pior do que no tempo colonial

O presidente da RENAMO, maior partido da oposição em Moçambique, considerou que se vive uma situação “pior do que no tempo colonial” e acusou os europeus de conivência, “adiando a democracia multipartidária” no país.

“Eu não estou aqui para elogiar o colonialismo português mas em termos de repressão, de falta de democracia, até de discriminação é pior agora do que no tempo colonial”, acusou Afonso Dhlakama, em entrevista à Agência Lusa, em Quelimane, antes de iniciar uma digressão partidária pela Zambézia.

O dirigente disse que a questão não era a de se sentir perseguido ou vigiado, “mas a democracia que está a desaparecer” e deu como exemplo a recente mudança de governo em Portugal para lamentar “a falta de alternância governativa que nunca houve” no seu país, desde a independência, em 1975.

Dhlakama ameaça dividir o país "em pedacinhos" se FRELIMO "não ceder"


Moçambique: Dhlakama ameaça dividir o país "em pedacinhos" se FRELIMO "não ceder"

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, afirmou que Moçambique pode ser “dividido em pedacinhos” se a FRELIMO não aceder à sua proposta de um governo de transição para o país, e disse ser essa situação “um mal pequeno”.

“O governo de transição vai ter como tarefa despartidarizar as instituições do Estado. Hoje, até para um aluno passar de classe tem que ir ao comício do (Presidente da República, Armando) Guebuza. Queremos parar com esta situação pacificamente e, se não aceitarem, Moçambique vai ser dividido ao meio, acabou”, ameaçou Dhlakama numa entrevista à Agência Lusa, em Quelimane, capital da província da Zambézia.

O líder do maior partido da oposição falava antes de iniciar uma digressão por aquela província, que já foi uma praça-forte da RENAMO mas que hoje vota maioritariamente na FRELIMO.

Novo Homem Aranha tem origem latina e afro-americana


Novo Homem Aranha tem origem latina e afro-americana

A editora Marvel Comics lançou esta quarta-feira uma nova publicação de banda desenhada do Homem Aranha, que agora se chama Miles Morales e é um adolescente metade latino e metade afro-americano de Nova York.

O novo Homem Aranha, um dos personagens mais antigos das histórias banda desenhada, vive com seus pais no popular bairro do Brooklyn (sudeste), mas continua a disfarçar-se de vermelho e azul para combater o mal em outras partes da cidade.

A encarnação anterior do Homem Aranha, Peter Parker, era um órfão branco procedente do também popular Queens (nordeste). Parker morreu em Junho passado durante um confronto com seu arqui-inimigo, o Duende Verde.

"Quando surgiu a oportunidade de criar um novo Homem Aranha, sabíamos que precisava ser um personagem que representasse a diversidade, tanto em questão de origem como experiência do século XXI", afirmou em comunicado o redator-chefe da Marvel Comics, Axel Alonso.

"Miles é uma personagem que não apenas continua com a tradição das personagens como Peter Parker, como também mostra por que é um novo e único tipo de Homem Aranha, e digno desse nome", acrescentou.

O Homem Aranha é um dos super-heróis de banda desenhada mais famoso do mundo. Em Março passado, uma cópia da primeira revista em que apareceu, em 1962, foi leiloada por 1,1 milhão de dólares. O preço original da revista era de apenas 12 centavos de dólar.

Sapo MZ, 03 de Agosto de 2011

Moçambique: Hora do almoço!


Um bom prato de camarão bem grelhado para começa uma tarde de trabalho ou de férias, já a pensar no fim-de-semana.

Maputo: Espiritualidade na praia


Todas as quartas-feirras, os “Maziones” – nome que dão às pessoas da religião/seita “Zione” – encontram-se na praia, para um culto que dura o dia todo.

Maputo: Ruínas do passado


Homem feito de várias tampas de refresco e cerveja pedalando numa bicicleta à procura do seu passado em Maputo.

5 de agosto de 2011

Moçambique: Tráfego em Maputo


Na avenida 25 de Setembro na cidade de Maputo, o fluxo de veículos dificulta a condução.

Táxi-Burro: O meio de trasporte alternativo em Maputo


Quando não houver transportes em Maputo, haverá sempre uma alternativa, o táxi-burro.

Moçambique: Pôr-do-sol em Maputo

O pôr-do-sol visto entre os cabos alta tensão na zona da Maquiagem, em Maputo.

26 de julho de 2011

Rei da Carqueja (Francisco Moita Flores)


Rei da Carqueja (Francisco Moita Flores)

A si próprio se intitulava Rei Ghob. Construiu um Castelo retorcido, decorado com todo o mau gosto que existe no mundo, para os lados da Lourinhã, proclamava-se em vídeos distribuídos pela Internet rei-profeta anunciador de mil desgraças e de finais apocalípticos. Na vizinhaça todos os julgavam bom rapaz, embora com "coisas esquisitas". Nada com que não se convivesse. Era rei de gnomos, o nome dos servos desta seita tão artesanal e de mau gosto quanto o seu castelo. Uma construção irreal e patética que mais parecia uma história de crianças. E, de repente, a trágica realidade. Os "gnomos" desapareciam. Provocando ilusões nas famílias, com a ajuda de telemóveis, garantia que estavam no estrangeiro, aliás coisa que se confirmava pelas mensagens que enviavam aos pais. Que não sabia nada deles. Que estavam bem e longe. Quando as preocupações se avolumaram devido à ausência e ao cansaço dos truques, a Polícia Judiciária meteu mãos à obra e surgiu o pesadelo. O Rei Ghob, fantoche de si próprio, era responsável pelo assassinato de quatro, agora suspeita-se que são seis, os jovens que morreram às suas mãos. Convenceu-se que se escondese os cadáveres ninguém o apanharia. Porém, a estupidez do homem falou mais alto. As provas abundantes que deixou por todo o lado não só permitiram reconstituir os crimes como prendê-lo. O Ministério Público acaba de acusá-lo e não tenho dúvidas que vai ser severamente punido. Não é a primeira vez, devo até dizer que já foram dezenas de casos de homicídios julgados sem a presença/descoberta do cadáver. Essa ideia peregrina que se não apareceu o cadáver não existe prova, faz parte de mentalidades ancestrais, anteriores à criação da Polícia Científica. É apenas crueldade. Este tipo de assassinos não se limita a matar. Prooca ainda mais sofrimento ao não permitir que as famílias realizem o luto a partir dos rituais simbólicos de separação, onde o funeral tem um papel importante. É crueldade em cima de crueldade. Nada mais. O Rei Ghob extenguiu-se tal como se sumiram as suas profecias. Está preso um indivíduo sem escrúpulos que espera agora a mão da Justiça. Espero que a Justiça tenha por ele a mesma compaixão que ele teve sobre as suas vítimas e as suas famílias.

Francisco Moita Flores - Criminologista
in TV Guia Nº 1696 de 2011/07/25

Diálogo entre Colbert e Mazarino - há 350 anos!!!


EM 1661!
DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUÍS XIV

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luis XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV, em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.

O diálogo:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

16 de julho de 2011

Portugal: Oito mil? (Francisco Moita Flores)


Portugal: Oito mil?

A notícia mete medo. Chegou a semana passada através dos jornais e televisões. Temos mais de oito mil velhos abandonados em hospitais portugueses. Para ser nais preciso, oito mil e trezentos. Uma multidão! De gente que construiu e produziu vidas, que terão sido pais e mães pacientes e atentos, que terão sonhado vidas, construído as suas, ajudado a construir as dos seus filhos e da sua comunidade. Gente que cometeu um único pecado para merecer a sorte do abandono: ter envelhecido. Deixar de ser produtivo, esgotadas as energias, vencidas as forças para continuar outros combates. Tornaram-se velhos e transformaram-nos em trapos que se deitam para o canto do hospital mais próximo. Surgirão, por certo, milhares de argumentos. Os filhos não podem, o custo de vida, o preço dos lares, etc. ... São argumentos cínicos, mas fundamentam razões. Mas não existe uma única razão que fundamente o abandono, que dê explicações a solidão, que legitime a marginalização para um pedaço de afecto. Mete medo, na verdade, esta comunidade que estamos a produzir. Que trata a velhice como desperdício e as memórias como arquivo dispensável. Mete medo pensar que a construção dos afectos, a verdadeira e única determinação que nos reencontra com o sentido da existência é tratada como se nada tivesse valido a pena e que uma enxerga num hospital asséptico resolve sem piedade nem compaixão. Uma legião de velhos abandonados. Milhares que se associam a outros milhares por aí esquecidos, a mulheres violentadas e brutalizadas, a crianças excluídas sem direito à esperança. É preciso olhar para trás. Parar para pensar neste mar de indiferença, egoísmo, alarvidade que está a contaminar os nossos dias e a transformar crises financeiras em crises morais. É preciso parar para pensar para onde mandamos os nossos putos, os nossos adultos e os nossos velhotes. Para que a vida faça sentido e para que as crises não devorem apenas as carnes, roubando-nos tamém a alma.

Francisco Moita Flores
TV Guia, Nº 1694, 11 de Julho de 2011

Exames Nacionais de recrutamento para as Nações Unidas


Exames Nacionais de recrutamento para as Nações Unidas

De 11 de Julho a 10 de Setembro encontram-se abertas as candidaturas para os exames de recrutamento para quadros das Nações Unidas que terão lugar em Lisboa em simultâneo com mais 76 países no dia 7 de Dezembro.

Para aceder a todas as informações bem como formulário de candidatura, os interessados deverão aceder ao seguinte site: https://careers.un.org/lbw/home.aspx?viewtype=NCE

As candidaturas deverão ser feitas exclusivamente através do site indicado. Candidaturas incompletas ou fora do prazo não serão aceites.

Os candidatos receberão por e-mail um recibo acusando a recepção da candidatura com indicação do respectivo número de candidatura.

As áreas profissionais são:

- Administração;
- Assuntos Humanitários;
- Informação Pública;
- Estatística

Portugal: Prémio de Literatura Africana IMVF 2011


Prémio de Literatura Africana IMVF 2011

O Instituto Marquês Valle Flôr encontra-se neste momento a promover o Prémio de Literatura Africana IMVF 2011, tendo como principal objectivo incentivar a produção de obras literárias nos domínios de romance, novela ou conto, junto dos escritores provenientes de países africanos de língua oficial portuguesa.

Os interessados devem entregar ou enviar as suas obras com um mínimo de 150 páginas, devidamente identificadas pelo autor, para a morada do IMVF:

Rua de São Nicolau, 105
1100-548 Lisboa

Ao vencedor do Prémio de Literatura Africana 2011 será entregue um prémio no valor 10.000€ (dez mil euros), sendo que o IMVF promoverá a primeira edição de 500 exemplares da obra premiada.

Para mais informações ou questões: premioliteratura@imvf.org

Phone: +351 213 538 280
Mobile: +351 964 034 698